uma casa discreta. E normalmente quem tá cometendo alguma [música] caca é assim, né? Mas essa droga escondia, essa droga não, essa casa escondia um depósito de drogas enorme.
Depois de uma apreensão de 200 kg de maconha no sítio cercado, a polícia chega até este ponto e levam essas novas pistas até um homem conhecido como o anão, um dos bandidos mais procurados do Paraná, que você vem acompanhando a trajetória dele na nossa série Rota 33, a polícia no caminho do crime. O Ricardo Vilches vai agora para essa investigação e explica os detalhes de tudo isso e essa apreensão abriu uma caixa preta do crime. Esse criminoso tinha passado alguns anos atuando de forma bem tranquila, na boa, na mãe, escondidinho, mas volta agora ao radar da polícia.
E voltou. Contudo, Ricardo Vches, a palavra é sua. Balança.
Quem está do lado de fora? Nada a ver o que acontece lá dentro. A casa do sítio cercado é toda fechada e tem vigilante na janela.
Terminou aqui o acompanhamento feito pela polícia no começo da semana com a apreensão de droga, prisão e morte. Quando nossa equipe chegou para registrar essas imagens, flagramos um rapaz e uma moça sendo levados presos pela Rony. Os dois moravam aqui e foram presos por tráfico de drogas.
Essa foto foi tirada já na delegacia. É da carga de maconha apreendida, 200 kg. Segundo a polícia, Leonardo Batista trouxe a droga de carro, um carregamento que partiu do Paraguai com destino ao sítio cercado.
Ainda segundo a polícia, Leonardo foi morto dentro da casa pós reação. E ainda, segundo a polícia, a carga tinha um dono, Douglas, o anão é o nome do momento, o homem mais procurado pela polícia e já denunciado na justiça pelo Ministério Público. A não é ré, no caso da falsa operação do Gaeco também no sítio cercado.
Teve sequestro, tortura e a morte de Lucas Joaquim. Tudo porque Anão estava atrás de informações sobre uma carga roubada. Segundo a polícia, em outubro ele perdeu 300 kg de cocaína para a polícia.
Dias depois, perdeu outros 300 kg de craque mais armamento também para a polícia. Os casos foram mostrados na série Rota 33, a polícia no caminho do crime. As cargas não foram apreendidas, mas sim roubadas.
Nove policiais militares foram afastados da função por envolvimento nos crimes. Anão desapareceu de Curitiba e quem fala no nome dele é o advogado. A defesa sustenta que Anão não tem envolvimento com nenhum dos episódios, nem mesmo o desta semana, a apreensão de maconha.
Douglas não responde a nenhuma ação penal. Douglas é primário e de bons antecedentes. Douglas nunca se viu envolvido em nenhuma situação de homicídio.
A história não é bem assim. Anão já foi preso. Anão já foi julgado.
Anão já foi condenado pela justiça. Entre os anos de 2015 e 2017, cidades da região metropolitana de Curitiba viraram alvo. Quadrilhas especializadas em roubos a banco partiram para o ataque, confrontaram a polícia, apavoraram moradores.
Uma das ocorrências em Rio Branco do Sul, a polícia comprovou a participação de Anão. Ele foi preso numa das operações do COP, acusado de fornecer explosivos para os assaltantes. E a justiça de Rio Branco do Sul o condenou a 11 anos e 3 meses de prisão.
Neste mesmo despacho, o juiz mencionou outras três ações contra não em 2016, 2017 e 2018. Depois disso, Anão sumiu do radar da polícia até voltar com tudo agora, sendo passado para trás por policiais militares e reagindo, promovendo uma matança jamais vista no sítio cercado. Anão não é considerado um foragido à toa.
Anão é um gigante do crime. É essa história que principia tudo com um monte de mortes, com policiais envolvidos e com uma matança que continua ainda em parte da nossa cidade. Loucura, né?
Loucura. Às vezes a gente olha pras pessoas, você fala assim: "Gente, é impossível acreditar que esse homem é o mais procurado da polícia hoje.