Você está no interior da capital da Argentina, Buenos Aires. O céu está cinza indicando que logo irá chover. Você está sentado no banco de um dos dois carros estacionados ali no acostamento da estrada.
Porém, você tem único foco, o ponto de ônibus. Todos os homens que estão ali [música] esperando o ônibus passar t uma coisa em comum. Eles são agentes do Mossad, assim como você, a melhor inteligência de Israel.
O ônibus que você está esperando deve passar a qualquer momento, nos próximos minutos, [música] trazendo um homem que baseado no seu trabalho de inteligência estará voltando do trabalho. Você presta atenção. [música] O primeiro ônibus chega para no ponto, porém ninguém desce do ônibus.
Você e os seus companheiros do Mossade começam a ficar preocupados. Será que todo o serviço de inteligência que vocês fizeram durante anos foi à toa? Dois homens saem do carro e abrem um capô e começam a fingir estar consertando o motor para que ninguém desconfie da operação.
O motivo perfeito para ficar ali parado por mais tempo esperando o [música] próximo ônibus. Pouco tempo depois, o próximo ônibus chegará. Só que desta vez duas pessoas descem do ônibus, uma mulher e um homem.
O homem que você e os seus companheiros estavam esperando. Só que tem um detalhe. Esse homem que desceu do ônibus não é qualquer pessoa.
Ele cuidadosamente planejou a morte de 6 milhões de judeus por toda a Europa. Ele é um dos homens mais procurados desde a era nazista. [música] O nome dele é Adolf Eman como Israel capturou o arquiteto nazista em uma operação de cinema.
[música] Janeiro de 1942, Berlim. Uma mansão luxuosa às margens de um lago gelado. 15 homens de terno se reúnem em volta de uma mesa enorme.
[música] Todos altamente educados, oito com doutorado. Mas não estão ali para discutir filosofia ou ciência. Estão planejando o maior genocídio da história humana.
Hitler quer eliminar 11 milhões de judeus da Europa e precisa de um plano logístico para fazer isso acontecer. Um homem na mesa se destaca metódico, eficiente, obsessivo por detalhes. Adolf Eicheman, o homem que transformará genocídio em burocracia.
Durante a reunião de apenas 90 minutos, as decisões são tomadas. Irman anota cada palavra nas atas oficiais. Ele usa termos como evacuação e tratamento especial, [música] mas todos sabem o que significam.
Deportação em massa e extermínio. Aman não será quem aperta o gatilho. Ele orquestrará tudo de trás de uma mesa, organizando trens, construindo câmaras de gás, otimizando crematórios, gerenciando a logística do horror.
Cada telegrama que ele envia significa centenas de mortes. Cada ordem assinada é uma sentença de morte coletiva. Ele trata assassinato como eficiência industrial.
Quanto mais rápido reduzir corpos a cinzas, melhor. Ele até instala esteiras rolantes nos fornos para maximizar produtividade. 6 milhões de pessoas morrerão por causa da sua eficiência.
Mas em 1945 tudo desmorona. Hitler se suicida, o Rich cai e Irman percebe. Ele precisa desaparecer.
Áustria, 1945. [música] Eikman abandona esposa e filhos com parentes. Veste uniforme de soldado comum da Luftwaffe.
Adota o primeiro de muitos nomes falsos, Otto Bart. Tropas americanas o capturam como prisioneiro de guerra, mas Europa pós-guerra é um caos total. Campos lotados, guardas sobrecarregados, segurança fraca.
Ik foge, tenta cruzar a fronteira austro-alemã, é capturado novamente, [música] mas comete um erro fatal, a tatuagem. Sobre a sua axila [música] esquerda, um grande marcado na sua pele, tipo sanguíneo, padrão da SS. Prova irrefutável, impossível negar agora que serviu nas forças de elite nazistas.
Então inventa a nova história. Era apenas soldado raso insignificante. Muda nome para Oto Eckman.
Americanos acreditam. Colocam-no para trabalhar em campos de prisioneiros na Baviera, [música] empilhando caixas, organizando suprimentos. Ele planeja a terceira fuga.
Enfermeira simpatizante contrabandia roupas civis, traje de fazendeiro, boné de caçador, perfeito para se misturar. Numa noite qualquer, Aichman corta o arame farpado e some na escuridão. Ele viaja pela Alemanha até o norte e muda o seu nome novamente, Otto Henninger.
Agora ele trabalha como lenhador. Por dois anos, Aichman viveu tranquilo, mas as saudades da família estavam aumentando junto com o medo constante de ser descoberto. Ele vê o anúncio no jornal: Ex-nazista vivendo bem na Argentina, o país que nunca declarou guerra fervorosamente contra Hitler e recebeu fugitivos de braços abertos.
Aichman decide: Argentina será seu destino final. Através das linhas de ratos, rotas clandestinas operadas pela Igreja Católica, ele chega à Itália. De lá vai de navio para América do Sul.
Buenos Aires, 1950. Aishman já tem um novo nome, Ricardo Clement. Ele tem um trabalho modesto na fábrica da Mercedes-Benz.
Caso humilde em um interior distante, uma cidade simples e invisível. Ele acredita que está seguro que pode viver assim para sempre, mas do outro lado do Atlântico, um homem não o esqueceu. Em Frankfurt, na Alemanha, no escritório de Fritz Bauer, um procurador judeu que sobreviveu aos campos de concentração.
Bauer não busca vingança, busca justiça em um sistema ainda infectado por ex-nazistas. Juízes que serviram Hitler, promotores que lucraram com Hich, burocratas que executaram ordens genocidas. Todos ainda nos mesmos cargos, protegendo uns aos outros.
Bauer é um homem totalmente fora desse ambiente. Cada dia é batalha contra uma rede invisível de cumlicidade. Sua obsessão capturar Adolf Eikeman.
Em 1957, uma carta anônima chega em sua mesa. Quem enviou? Lotar Herman, cego e vivendo na Argentina.
Sua filha Silvia estava namorando o jovem alemão arrogante, Klaus. Durante jantares, Klaus fazia comentários antissemitas, falava mal de judeus abertamente. Gabava-se que pai tinha sido figura importante no Rich.
Mas Klaus havia dado um vacilo. Ele sem querer chamou o tio Ricardo de pai. E Herman, embora cego, tinha audição aguçada.
O endereço estava na carta, Rua Garibalde 14, San Fernando, Buenos Aires. Bauer enfrentava um dilema. Se registrasse o pedido oficial de extradição através de canais alemães, man seria avisado.
Os ex-nazistas infiltrados no governo alertariam o fugitivo. Então, toma a decisão arriscada e potencialmente ilegal. [música] Contatar Israel diretamente.
Ele ofereceu um acordo. Eu entrego inteligência. Vocês capturam Ikikman.
Alemanha não pode saber. Israel aceitou. Mas precisava confirmar.
É realmente Ikikman? Moçada enviou o primeiro agente para Buenos Aires, Zvi Aharoni. A missão vigilância discreta.
A Haron localizou o endereço. Ele esperava encontrar uma casa grandiosa, mansão protegida, mas encontrou um barraco em uma rua de terra. Ele retorna a Israel com dúvidas.
Mossad considera cancelar a operação, [música] mas Ber insistiu e algo estranho aconteceu. Três autoridades alemãs diferentes constatam Bauer simultaneamente. O embaixador na Argentina, o chefe da Polícia Criminal, o diretor de investigações de crimes de guerra.
Todos dizem exatamente a mesma coisa. Ikikman não está na Argentina, provavelmente escondido no Oriente Médio. Bauer percebe imediatamente uma rede de proteção ativada, ex-nazistas tentando despistar a investigação.
Então cria estratégia genial, emite comunicado falso à imprensa, alegando que está no Kuwait, armadilha psicológica perfeita. Enquanto [música] isso, Mossad intensifica a vigilância em Buenos Aires. Uma nova equipe chega.
[música] Mossade está 90% certo, mas precisa ter certeza absoluta antes de arriscar incidente diplomático internacional. A aprovação final precisa vir do topo. Sequestrar um cidadão em solo argentino sem permissão do governo local, violação de soberania, potencial crise diplomática.
[música] Israel ainda é uma nação jovem tentando estabelecer credibilidade internacional. Bengurion autoriza a operação. Codnome: Operação Final.
Mossad monta uma equipe especial, sete agentes. Critério de seleção, todos perderam familiares no holocausto. Motivação pessoal máxima.
O líder Peter Malkin, ele perdeu irmã e sobrinhos nas câmaras de gás. Rafi Eitan, um planejador tático e também veterano de operações impossíveis. Svi Aharoni já está em Buenos Aires.
Ele já conhece terreno. Médica Hann, responsável por manter Itman sedado durante transporte. A vigilância revela um padrão.
Itan trabalha na fábrica Mercedes-Benz, turno noturno. Ele volta para casa sempre pelo mesmo ônibus, linha 203. desce no mesmo ponto, mas há complicações.
Um, ITM pode estar armado, veterano de guerra treinado para combate. Dois, o sequestro precisa ser silencioso, sem testemunhas, sem alarme. Três, precisam confirmar identidade com 100% certeza antes de transportá-lo para Israel.
Quatro, como tirar prisioneiro da Argentina sem levantar suspeitas? Solução criativa El A, uma companhia aérea israelense que fará o voo especial para Buenos Aires. A delegação oficial israelense comparecerá as festas do 15º aniversário da independência argentina.
O avião voltará com tripulante extra, Ironman disfarçado e sedado. A data escolhida para o sequestro foi 11 de maio de 1960, exatamente 15 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Singolismo perfeito.
11 de maio de 1960. Está de tarde, quase noite. As nuvens estão indicando que vai chover sobre o céu de uma cidadezinha no interior de Buenos Aires.
[música] Agentes do moçado checam os equipamentos pela última vez. Luvas cirúrgicas, vendas, sedativos, documentos falsos, dois carros preparados. Às 19:15 eles chegam à rua Garibaldi, estacionam estrategicamente.
O carro um está perto do ponto de ônibus. O carro dois está a 30 m adiante. O agente do moçada, Peter Malkin, será quem abordará fisicamente Ikikman.
Ele coloca luvas não por frio, mas porque a ideia de tocar arquiteto do holocausto com mãos descobertas o causa nojo. Às 19:40, o primeiro ônibus da linha 203 aparece, para e as portas abrem. Ninguém desce.
A tensão aumenta. E se Ikikman mudou a rotina? E se foi avisado?
E se anos de planejamento for em desperdício? [música] Dois agentes saem. Eles abrem o capô do carro, fingem ter um problema mecânico.
A desculpa perfeita para permanecer estacionado sem suspeita. A tempestade continua se aproximando. As primeiras gotas de chuva começam a cair.
20:50. O segundo ônibus se aproxima, para e duas pessoas descem. Uma mulher idosa e um homem de meia idade com óculos.
O homem começa a caminhar em direção à casa. As luzes dos postes mal funcionam. A rua está praticamente escura.
O agente Malkin sai do carro com o coração disparado. Ele aproxima-se rapidamente, mas sem correr. Não pode parecer ameaçador até o último segundo.
Malkin fala em espanhol. Um momentico, senhor. O segundo agente chega.
Juntos eles derrubam Ikikman no chão. Rolam para a vala na beira da estrada. Malkin aplica uma gravata, mas Ikik resiste.
O motor liga, o carro acelera suavemente. Nada de alta velocidade que atrai a atenção. No carro, Ikikman está consciente, mas imobilizado.
Direção, uma casa segura preparada antes do sequestro, em um subúrbio distante, alugada com identidades falsas. Operação fase um, completa. A primeira pergunta é: Qual o seu nome?
A resposta: Ricardo Clement. Sou cidadão argentino, trabalho na Mercedes. Isto é engano.
O interrogador usa um truque psicológico. Os agentes sabem o número SS de Aman 4 5 3 2 6, mas propositalmente dizem errado. Seu número era 45526, correto?
Depois do agente do Mossad repetir o número errado várias vezes de propósito, Aichman não aguenta e fala: "Não era 45. 32 326. Meu número era 45.
326. [música] Pronto, ele confessou. Agora a certeza absoluta.
Homem na cadeira é Adolf Eichman, mas ainda há problema. Precisam que ele assinhe um documento concordando voluntariamente ir para Israel. Sem isso, a companhia aérea El recusa transportá-lo muito arriscado legalmente.
Aishman recusa a assinar. argumenta que não terá julgamento justo em Israel, que será executado imediatamente. Dias se passam, Ikikman é mantido no porão, alimentado, sem tortura física.
Mossad quer julgamento legítimo, não confissão sobre coersão. Mas psicologicamente a pressão aumenta. Ik está isolado, sem saber se família procura por ele ou se os argentinos descobriram o sequestro.
Finalmente, após 9 dias, Aikman assina o documento, não por arrependimento, mas por cálculo, melhor julgamento público que execução sumária em porão argentino. 20 de maio 1960, aeroporto internacional de Buenos Aires. O avião El está estacionado.
A delegação israelense oficial está [música] embarcando normalmente. Os jornalistas fotografam, mas há um problema. A polícia argentina está desconfiada.
A família de Ricardo Clement reportou um desaparecimento. O filho Klaus distribuiu esboços de suspeitos pela cidade. O plano original era o seguinte: colocar Ikikman disfarçado de tripulante da companhia aérea A, mas agora está muito arriscado.
A nova estratégia. Ikikman será membro doente da tripulação, sedado fortemente, vestido com uniforme de piloto, óculos escuros, documento [música] falso. Apenas quando cruza um espaço aéreo argentino entrando sobre o Oceano Atlântico, o piloto faz anúncio no sistema interno.
Senhoras e senhores, informamos que Adolf Faisman, responsável pelo assassinato de milhões durante o holocausto, está a bordo desta aeronave. Ele será transportado para Israel para enfrentar justiça. 23 de maio de 1960.
O primeiro ministro Ben Gurion convoca imprensa internacional urgentemente, transmissão ao vivo para mundo inteiro. Tenho honra de informar que Adolf Eikeman, um dos maiores criminosos nazistas, foi localizado pelo serviço de segurança israelense. Adidolf Eikeman já está preso em Israel e em breve será julgado.
O julgamento começa em abril de 1961. Jerusalém transmitido globalmente. Primeiro julgamento televisionado da história.
Sobreviventes do holocausto testemunhando: O procurador Gideon Hausner diz: "Não estou sozinho aqui. 6 milhões de promotores estão comigo, mas não podem se levantar para acusar". Ikikman mantém postura.
Apenas seguia ordens. Era engrenagem na máquina. Não tomei decisões políticas.
Mas documentos provam o contrário, cartas assinadas por ele, telegramas autorizando deportações, reuniões onde ele pressionou por mais eficiência no extermínio. Em dezembro de 1961, veredicto, culpado em todas as 15 acusações. Sentença: Morte por enforcamento.
E tudo começou naquele ponto de ônibus em Buenos Aires, onde sete homens esperaram na chuva pelo arquiteto do holocausto, onde a justiça, atrasada por 15 anos, finalmente alcançou quem acreditava ter escapado para sempre. Se você gostou de assistir este conteúdo, escreva aí nos comentários para que a gente prepare mais conteúdos assim nas próximas semanas. Até o próximo vídeo.