Gente, nós chegamos em Cafarnaum. O Senhor Jesus nasceu em Belém, se criou em Nazaré, mas veio morar em Cafarnaum. A palavra de Deus diz, em Mateus 4:12: “Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galileia; e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta Isaías: Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios!
O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. Daí por diante, passou Jesus a pregar e dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. ” Essa é a cidade onde Jesus estabelece o “quartel general”, por assim dizer, do seu ministério.
Onde estabelece a base do ministério para servir toda a Galileia. Aqui, nós temos ruínas que remontam às construções das casas aqui em Cafarnaum dos tempos bíblicos. Nós temos uma igreja que foi construída em cima do que a tradição alega ter sido a casa de Pedro.
Nós temos as ruínas de uma sinagoga. Há questionamentos se ela é do tempo de Cristo ou do primeiro ao segundo século, mas é algo bem antigo e aqui dá para ver tanto parte desse prédio, que aqui era usado, como também podemos ver ao fundo aí parte das ruínas, localizada por meio das escavações do que teria sido Cafarnaum, a cidade aonde Jesus veio morar. Neste lugar, muitos milagres aconteceram.
Alguns acreditam que essa linha abaixo de onde estamos, aliás, diz-se muito aqui em Israel, que quanto mais se desce, mais antigas são as construções, essas são ruínas das construções da época de Cristo e alguns definem que essa construção é posterior, ela remete ao primeiro, talvez ao segundo século, mas ela nos dá a ideia do que era essa a sinagoga em períodos anteriores, inclusive, em termos de tamanho, volume e de dimensão. Gente, aqui nós temos uma vista, a partir de Cafarnaum, do mar da Galileia, que está aqui atrás da gente. Na verdade, é chamado de um mar, mas é um gigantesco lago, porque o que nós temos aqui é água doce.
Não muito distante de mim, indo aqui na direção do meu lado direito, nós temos a cidade de Betsaida, de onde Pedro e André eram. Nós conseguimos mensurar que para aquele povo que se locomovia a pé, as cidades não era assim tão distantes uma das outras à volta do lago, algo que era essencialmente necessário para a sobrevivência deles. Provia não só água, mas os peixes que eles necessitavam também para se alimentar.
Esse é um cenário de muitas intervenções do Senhor Jesus. É nesse lago que ele acalmou a tempestade. Foi às margens desse lago que ele chamou alguns dos seus discípulos.
É muito gostoso conseguir mensurar parte desse cenário do que a palavra de Deus descreve e narra. E é muito emocionante conseguir mensurar as distâncias, as costas, as colinas onde alguns dos discursos de Jesus aconteceram. Nós deixamos Cafarnaum e agora subimos para o alto do monte da Galileia.
Estamos, praticamente, no cimo do monte. Não necessariamente onde Jesus deu seu sermão, porque isso foi na colina mais próxima ao mar da Galileia. Aqui, a gente quer mostrar uma vista dessas planícies, acima das colinas que estão aqui atrás de nós e compartilhar uma palavra que certamente vai abençoar o seu coração, despertar a fé do seu coração.
Fique comigo, porque na sequência, o seu coração vai receber não uma injeção de ânimo apenas, mas um despertamento de fé. Algo interessante que podemos destacar do ministério de Jesus e que aconteceu em Cafarnaum, cidade chamada "Beira- mar", o que temos aqui atrás de nós é o Mar da Galileia. Na verdade é um lago de uma grande extensão.
Nesse episódio, a palavra de Deus nos diz, no livro de Marcos, eu vou ler o capítulo 2, a partir do versículo 1 até o versículo 12. O texto sagrado diz assim: "Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra.
Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram ou o eirado", o telhado, "no ponto correspondente em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé", eu quero dar destaque a essa frase "vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.
Mas alguns dos escribas estavam sentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele desse modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?
E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre essas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te toma, o teu leito e anda?
Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim! " Eu quero que você tente pensar se colocando dentro dessa história.
Jesus chegou em Cafarnaum, a sua cidade, ele está dentro da sua casa. Que as pessoas o procurassem na sua cidade tendo a notícia que ele estava em casa fosse até ele, até ai, normal. Mas, a palavra de Deus diz que havia tanta gente que, mesmo para o lado de fora, as pessoas já não conseguiam mais entrar.
E a bíblia nos conta a história de um enfermo curado mas também nos conta a história de quatro amigos seus que decidiram fazer uma loucura, um gesto de amor, que se dispuseram a ajudar esse homem e o carregaram até o Senhor Jesus. Eles não apenas se dispuseram a levar um homem que não poderia caminhar por si mesmo, mas eles fizeram o que para nós parece ainda quase que beirando o absurdo. Por não conseguirem, pela quantidade de gente, entrar na casa, eles decidem ir por cima.
Não estamos falando de alguém que chega pelo telhado sozinho, em boas condições. Estamos falando de quatro pessoas carregando um paralítico, num leito, alguém que não podia se mover. Eles descobriram o telhado da casa de Jesus, baixaram esse paralítico na frente dele para que pudessem ajudar a esse seu amigo.
É em cima desse ato desses amigos do paralítico, nós não sabemos nem o nome do paralítico curado e nem o nome dos quatro que decidiram carregá-lo, mas em cima dessa atitude que eu quero ter uma conversa com você falando sobre o princípio de carregar outros, de ajudar outros. E eu quero chamar a sua atenção, em primeiro lugar, para a importância da ajuda, mesmo que ela seja espiritual e que ela não seja algo meramente natural, a importância da ajuda espiritual. O texto me mostra que amigos reconheceram que o paralítico que não poderia ir sozinho até Jesus deveria ser ajudado, deveria ser carregado até o Senhor Jesus.
Eu olho para esse texto e percebo que a bíblia não fala apenas da fé desse homem, não fala apenas deste homem pedindo aos seus amigos, não sei nem de quem veio a iniciativa. Se foi ele que pediu aos amigos que o levassem, se foram os amigos que insistiram para que ele aceitasse, mas a bíblia diz: "vendo a fé deles", no plural. Então, nós precisamos reconhecer algo: se esse homem, o paralítico, a princípio tinha ou não fé para isso, não é claro, mas que no mínimo seus amigos tinham.
Isso está claramente constatado na palavra de Deus. E foi vendo a fé deles que o Senhor Jesus decidiu intervir, que o Senhor decidiu ajudar. Então, mesmo que esse homem tenha crido, uma constatação que nós podemos fazer: ele não creu sozinho, ele teve ajuda de outras pessoas.
E esse é um princípio bíblico. A palavra de Deus nos diz, lá no livro de Gálatas 6:2 a bíblia diz: "Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. " Algumas pessoas, equivocadamente, tentam declarar que agora, nesse tempo da graça e da nova aliança, não há nenhum tipo de lei que nós temos que praticar.
Mas a bíblia fala da "lei de Cristo" e ela, em essência, é a manifestação do amor. Aliás, Jesus diz: "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros". E a bíblia diz que para cumprir a lei de Cristo nós precisamos nos importar com os outros porque, afinal de contas, isso é expressar o amor que ele ordenou.
Nós precisamos levar as cargas uns dos outros e quando as pessoas não têm condição de levar sua carga ajudamos elas a levarem a carga. Quando elas não podem sequer se moverem nós podemos carregar essas pessoas. E esse é um princípio espiritual, é uma lei que nós precisamos entender e praticar.
Além de perceber nesse texto o destaque da importância da ajuda espiritual, algo que eu e você também precisamos reconhecer, a partir disso, é o que a bíblia ensina sobre nos unirmos em prol de alguém. Num outro momento, no evangelho de Mateus, o Senhor Jesus nos ensina essa mesma verdade. Mateus 18:19 e 20 ele diz: "Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. " A palavra de Deus nos mostra aqui que nós podemos nos unir em concordância naquilo que cremos, naquilo que pedimos e essa também é uma das formas de ajudar os outros. Podemos falar de literalmente carregar, trazer alguém a Cristo que precisa ter um encontro com o Senhor, que precisa experimentar salvação.
Mas também podemos falar de pessoas salvas ou até em não salvas, com quem podemos nos unir em concordância, em fé, em oração a fim de podermos ajudar essas pessoas. Aliás, falando da questão de oração, nós precisamos também reconhecer que há outros textos falando sobre isso. Em 1º Timóteo 2 a bíblia diz que nós devemos usar a prática de súplicas, orações e intercessões em favor de todos os homens.
Ou seja, nós não devemos apenas orar por nós mesmos, devemos aprender a orar pelos outros. Uma das formas de ajudar as pessoas é também nos posicionando como intercessores, como gente que se coloca na brecha, como gente que decide ser um intercessor. Eu fico me perguntando: às vezes, nós podemos também usar do próprio encorajamento além da concordância, além da intercessão, nós precisamos ter uma palavra de encorajamento.
Como será que esses quatro amigos conseguiram convencer um paralítico que não podia se mover, não de ser levado até Jesus, mas que depois de ter chegado até tão perto dele não valia a pena simplesmente desistir e eles poderiam agora se lançar na empreitada de subir ao telhado, destelhar a casa do próprio Senhor Jesus a fim de conseguir ajuda. Com certeza eles souberam ter um posicionamento convincente e encorajador. Muitas vezes nós pecamos nisso.
Podemos insistir um pouco mais. Às vezes ajudamos a pessoa a ir só até um certo nível, chegamos só até um ponto e, quando vemos dificuldade, deixamos de conduzir essas pessoas a um posicionamento de persistência. Mas nós podemos sempre andar um pouco mais, avançar um pouco mais, insistir um pouco mais e lutar um pouco mais para ajudar essas pessoas a experimentarem aquilo que Jesus quer fazer nas suas vidas.
Isso não se limita a um milagre físico. Nós sabemos que Jesus, que Hebreus 13:8 diz, é o mesmo ontem, hoje e será para todo sempre. Continua curando hoje e, obviamente, essa pode ser a intervenção que ele pode trazer para você ou para algum conhecido por quem você decidiu lutar.
Mas nós não podemos limitar os milagres de Jesus só a necessidades físicas. Acima de tudo, precisamos entender que o maior milagre, o milagre da salvação, precisa acontecer na vida das pessoas. E há pessoas que precisamos carregar, levar a Cristo para que elas também experimentem esse nível de intervenção.
Uma terceira coisa que podemos destacar é o reconhecimento do que Cristo pode fazer. Eu tenho percebido que muitas vezes falta esse ingrediente que vai ativar a fé das pessoas. Que não é apenas: "A, tentarmos de tudo.
O que custa tentar mais um pouco? " Às vezes eu percebo que pessoas vêm até a igreja, pessoas me procuram pedindo oração, quase com quem diz: "Já tentei de tudo mesmo. Vamos tentar uma outra coisa.
" Não é esse tipo de tentativa, não é esse tipo de atitude de apenas: "vamos tentar para ver se funciona", mas é reconhecer que o Senhor Jesus pode fazer aquilo que ninguém pode. A bíblia fala de pessoas que estavam desenganadas pelos médicos, que os médicos não puderam ajudá-las e elas foram curadas pelo Senhor Jesus. Nós precisamos entender que precisamos olhar para ele com o reconhecimento que ele tem o poder de tocar as nossas necessidades.
Ele tem o poder de operar milagres, ele tem autoridade não só para perdoar pecados, mas também para curar os enfermos. Quando Jesus começa dizendo: "Perdoados são seus pecados", o que, claramente, mostra uma mensagem: que ele quer resolver a situação espiritual das nossas vidas. As pessoas começam a murmurar nos seus corações, dizendo: 'Quem esse cara acha que é para perdoar pecados?
" Eu acho interessante que Jesus pergunta: "O que é mais fácil dizer ao paralítico: Perdoados são os seus pecados? Ou dizer: Levanta e anda? " Sabe o que é curioso?
Jesus não pergunta o que é mais difícil. Não existe diferença para o que ele vai fazer, mas se houvesse algum nível de diferença, então Jesus está tentando estabelecer o que é mais fácil não o que é mais difícil, porque ele é aquele que pode, ele é aquele que tem o poder de mudar circunstâncias e nós precisamos olhar para ele e reconhecer isso. Esses amigos do paralítico reconheceram que Jesus tinha a solução, eles criam.
Agora vamos ver a diferença você não vê a notícia de nenhum daqueles fariseus, dos mestres da lei, dos escribas sentados naquela sala recebendo algum tipo de milagre. E, provavelmente, eles tinham muito mais conhecimento da palavra de Deus do que o paralítico e os seus amigos. Mas, muitas vezes, as pessoas se limitam a ter um conhecimento teórico, meramente teológico.
O que eu e você precisamos é, de fato, ter aquele conhecimento da pessoa de Jesus, a revelação de quem ele é, do seu poder, do que ele pode fazer por nós. Esses amigos conseguiram experimentar o resultado. E, neste momento, quando eles vêem o seu amigo ser curado, se levantar, poder carregar o seu próprio leito eles já não mais precisam ajudá-lo mas a mensagem é muito clara: se não tivessem feito isso antes, o milagre não teria acontecido.
Ao longo da minha própria vida eu olho para trás e sou grato a Deus porque decidi carregar algumas pessoas e trazê-las para perto de Cristo. Em outros momentos eu não fiz isso sozinho, eu me uni com outros que também se importavam e carregamos juntos e trouxemos pessoas para o Senhor Jesus. E eu quero te dizer: cada investimento feito para ajudar os outros tem valor.
Mesmo quando nós não vemos necessariamente algo acontecer depressa, nós precisamos entender que é nossa responsabilidade estender a mão, oferecer ajuda, tentar cooperar. Precisamos ter esse tipo de mentalidade. Nossa geração tem se demonstrado muito egoísta.
A maior parte das vezes, quando as pessoas falam sobre buscar a Deus, normalmente é só para resolver os seus problemas. Muitos de nós não empenhamos tempo em levar as pessoas a Cristo, ou levar Cristo às pessoas. Muito de nós não dedicamos tempo à oração e à intercessão por outros que precisam.
Às vezes são pessoas que nem estão demonstrando interesse. O apóstolo Paulo diz, na segunda carta aos coríntios: "Eu receio que, quando estiver no meio de vocês, o meu Deus me humilhe e me faça chorar por aqueles que pecaram e ainda não se arrependeram. " Paulo não estava falando de gente que está com o coração aberto para Deus, não.
Ele estava falando de gente que pisou na bola, que pecou, que deu uma mancada e que nem "estava aí" para arrumar sua situação com Deus. E ele está dizendo: "Eu receio que Deus me humilhe, me faça chorar pelos outros". Isso é intercessão, é quando nós nos colocamos diante de Deus em favor de pessoas que ainda nem entenderam a sua necessidade, ainda nem entenderam a sua miséria.
Mas nós precisamos entender que isso é cristianismo A a palavra de Deus diz que Jesus operou tantos milagres e o evangelho de João diz: "Se todos fossem registrados, nem no mundo inteiro caberiam os livros. " Ele diz: "estes foram escritos, registrados para que vocês creiam. " Mas não apenas para que nós creiamos, para que a gente aprenda.
Há uma mensagem por trás disso e a mensagem principal é: eu e você precisamos aprender a carregar outros. Precisamos aprender a importância de estender a mão, de oferecer ajuda. Precisamos entender que isso não apenas é bíblico, no sentido de mostrar um coração de amor, mas isso, na verdade, nos leva a um lugar de cumprir com a nossa responsabilidade.
O Senhor disse ao profeta Ezequiel: "Quando eu te mandar anunciar uma mensagem ao pecador e você não fizer você vai levar o sangue dele sobre você. Mas se você anunciar e ele não se arrepender, pelo menos você está livre do seu sangue. " Deus está dizendo: "Você pode ajudar alguém a se arrepender mas mesmo se você não conseguir pelo menos faça a sua parte, porque se você não fizer", Deus está dizendo: "não vou cobrar só o pecador, eu vou cobrar você.
" Carregar os outros é nossa responsabilidade até quando outros não querem ser ajudados, até quando os outros não estão abertos para receber o que Jesus tem para lhes oferecer. Isso é cristianismo, isso é o evangelho, isso é a minha e a sua responsabilidade. Que o Senhor nos dê a graça de poder viver intensamente esse tipo de evangelho, praticando essa expressão de amor que é carregar os outros.
Nos próximos minutos, nós queremos ter uma conversa em família de aplicação prática a respeito dessa mensagem Fique conosco. Que lição preciosa nós temos nessa porção do evangelho. Essa mentalidade que precisa ser cultivada em nós de que, não apenas nós devemos ir a Cristo, é lógico que esse é o ponto principal, é o começo de tudo, mas devemos nos preocupar em trazer outros a Cristo, em ajudar outras pessoas também.
Nós, muitas vezes, olhamos para a vida de alguns cristãos e parece que a mentalidade o tempo todo é só receber. "Vamos para o culto receber, vamos para a igreja, vamos buscar, vamos receber" e, embora isso seja importante, a nossa mentalidade precisa ir além. O apóstolo Paulo diz, em 1º Coríntios 14:26: "Quando vos reunis, um tem salmo, outro tem doutrina", ele diz: "um tem revelação, outro tem língua, outro tem interpretação.
" Nós deveríamos nos reunir também com a mentalidade de compartilhar, de dar. Então, eu olho para a palavra de Deus e eu me sinto encorajado, até porque, quando a gente pensa na responsabilidade de ajudar é uma coisa mas, quando a gente se coloca no lugar de quem deveria ser ajudado, fica tudo diferente. - Como foi falado, os amigos que ajudaram ele, a gente pode aprender essa atitude de empatia porque, se eu fosse o paralítico, eu ia querer ter essa ajuda.
Então a gente tem que pensar da mesma maneira para os outros que estão ao nosso redor, né? Jesus diz: "Fazei aos outros o que quereis que vos façam" e a gente, muitas vezes, não pensa com a mente de quem está no problema a ponto de ter essa empatia, como foi dito, essa identificação. Agora, embora a gente tenha que ajudar é lógico que a gente tem que pensar na parte também de ser ajudado e, mesmo essa pessoa que foi ajudada, o Senhor Jesus fala algo a ele depois dele receber ajuda, que também nos ensina uma verdade importante.
- É verdade, é muito interessante porque Jesus, além de curar ele, dá uma ordem para ele, né? Diz para ele levantar e levar o seu leito e ir para casa. Então .
. . - Isso significa que agora ele já não precisava mais ser carregado.
- Exatamente. Ele não deixou a responsabilidade dele no chão e foi andando para a casa, deixando o resto dos amigos para limpar a bagunça, né? Ele teve aquela responsabilidade de obedecer aqui isso, de fazer sua parte, de fazer tudo no seu poder, porque agora que ele tinha, Jesus tinha dado para ele, então a gente não pode também pensar que a nossa vida toda a gente vai ser carregado pelos outros.
- E você concorda, Kelly, que está comigo no pastoreamento há muito tempo que tem uma turma que, se deixar, quer ser carregada sempre? [risos] Mesmo depois de curado quer ficar na vida boa, na mansa, "me carreguem" . .
. - Eu concordo. E todos nós somos tão desfiados por esse chamamento a não ter um olhar só para o "nosso próprio umbigo", não sermos egoístas.
A necessidade dos outros precisa nos tocar. - É verdade. - Acho que a gente está vivendo dias em que tem tantas necessidades à volta às vezes a gente acaba ficando com o coração um pouco esfriado, insensível sabe, para com a necessidade.
Isso precisa. Nós não podemos chegar neste lugar de não ter empatia, sabe? De não estar disposto a carregar um pouquinho do peso daquele que precisa ser carregado.
- Eu diria até mais do que empatia, a compaixão. - Compaixão. Misericórdia.
- Eu acho que a compaixão vem dessa simpatia, dessa identificação, mas aquela coisa que a gente gostaria que alguém tivesse não é só dó da gente, mas a disposição de estender, a mão de fazer algo. O cristianismo tem que ser prático, ele não pode ser só teórico e não pode ser egoísta. Então, não consigo pensar na vida cristã de outra forma a não ser a gente transbordando.
Esse conceito na bíblia de transbordar o que a gente recebe é muito importante. É lógico que a gente tem que receber. A questão é não parar só na gente.
O apóstolo Paulo mesmo fala a Timóteo: ele diz: "Tem cuidado de ti mesmo e daqueles que te ouvem". Ele diz: "fazendo isso salvarás tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. " Eu gosto de usar esse texto para dizer que a salvação também é transbordante.
Aquilo que a gente alcança a gente leva para outros. Nós estamos fazendo uma aplicação espiritual aqui da necessidade que era só física, mas ela pode ser muito mais abrangente. - Até porque, o Senhor Jesus é o mesmo ontem, hoje e ele vai ser para sempre.
E eu acho importante a gente lembrar que não existem limites para o que ele pode fazer. Ao mesmo tempo que essa atitude se aplica nesse contexto espiritual, é bom a gente lembrar que tanto para cura, como para outras coisas ela se aplica também, né? E para a gente não se esquecer dessas pessoas e levá-las ao Senhor Jesus, porque ele pode operar grandes milagres e curar os enfermos, liberar os que estão cativos porque esse é o poder do nosso Senhor Jesus para sempre.
- Inclusive você, que está nos assistindo, e tem alguma forma de necessidade, especialmente uma enfermidade, eu quero te encorajar a crer. Nós temos visto a realidade da ressurreição de Jesus nos nossos dias. Eu tenho testemunhado incontáveis milagres de curas, de pessoas sendo curadas e eu quero te desafiar a crer nisso que foi falado: Jesus é o mesma e ele não mudou, ele pode tocar você, a sua necessidade nesse exato momento.
Agora, além da responsabilidade de cada um de crer, é interessante que a bíblia diz que Jesus viu a fé deles, no plural. Como essa fé foi vista? A fé é algo invisível, intangível.
Eu, particularmente, acredito que ela foi externada através da atitude. Eles enfrentaram desafios enormes. Tinha uma multidão, aquela turma não conseguiu entrar na casa de Jesus, mas eles não desanimaram.
Pensa numa turma que foi teimosa, determinada a ajudar esse homem. Porque nós não estamos falando de alguém só com dificuldade de mobilidade, era mobilidade zero. Agora, a bíblia diz que eles subiram no telhado.
A bíblia diz que eles abriram o telhado e conseguiram baixar esse homem. Na minha cabeça não tem outro jeito a não ser terem usado cordas. Eu fico tentando imaginar a cena.
Agora, era a casa de Jesus. O interessante é que você não vê Jesus reclamar de ninguém desfazer o telhado, ele fica impressionado é com a fé. Eu acredito que a gente precisa ter uma fé que ousa e essa fé normalmente vai ser reconhecida naquilo que a gente faz.
Algumas pessoas dizem: "Ah, eu tentei ajudar, mas . . .
" não é uma coisa persistente. A gente se dedicar intensamente. - A nossa fé precisa ter desempenho, precisa de esforço.
- Sim. E ajudar os outros requer dedicação. - Eu só ia dizer que também que a fé sem obras é morta, né?
Só dizer que a gente tem fé mas não ter ações que correspondem com isso, a gente está matando nossa própria fé. _ Imagina se os amigos dele tivessem desistido só porque ia ser difícil, eles nunca iam ver o tamanho do milagre como aquele, né? - Com certeza.
Então, uma outra lição é perseverar em ajudar as pessoas, perseverar em se deixar ser ajudado até que uma intervenção chegue acreditando que a fé tem que ser desse jeito: teimosa, insistente. Mas que a mensagem final para cada um de nós seja não só de aceitar ser carregado mas, principalmente, de carregar, de ajudar os outros. Que você seja um desses instrumentos de Deus na terra, que estende a ajuda às pessoas.
- Amém.