Padre, é um prazer vê-lo novamente! O prazer é meu! Tenho escutado horrores sobre Martinho Lutero. Fui a um seminário aqui na Filadélfia e lá tinha um livro dele bem exposto. Fui a uma marcha pela vida em Washington e, na pequena livraria de lá, em minha concepção, Houve... Havia, perdão, Imagens de Martinho Lutero com um pequeno halo atrás. E acho que alguém tentou nos levar a pensar que Martinho Lutero deveria ser um santo da Igreja Católica. Já li um pouco sobre Martinho Lutero pelo ponto de vista protestante. E, claro, diziam que ele estava tentando dizer que
a Igreja estava errada e estava indo à falência e queria tirar dinheiro dos outros. E ele foi, na verdade, Silenciado pela Igreja. Mas não pôde dar a informação. Ele foi um homem santo, padre? Essa seria uma das últimas coisas que se poderiam dizer do homem. Algumas vezes, até mesmo em um bandido se encontram sinais de santidade. Mas não em Martinho Lutero, como você vai ver. Bem, Em 1974, tentaram pela primeira vez começar um movimento para a canonização de Große Herr Doktor Martinho Lutero. Deixe-me contar algumas coisas sobre o homem. Antes de eu começar a falar
do sujeito em questão, Quero lembrar você de comprar Tan Books: Facts About Luther, esqueci quem escreveu o livro, foi escrito em 1960 é da Tan Books, chama-se Facts About Luther. É esse o livro em que você também irá encontrar notas de rodapé sobre o que direi agora. Não tenho de cabeça todas as citações necessárias para provar o que digo Mas, em Facts About Luther, ou até mesmo em descrições protestantes sobre Martinho Lutero, você encontrará as notas de rodapé que provam o que eu digo. Uma das mais importantes seria, Se você tiver acesso a bibliotecas alemãs,
talvez por aquela coisa nova esquisita chamada internet, estudar as Weimarer Tischgespräche As conversas de Weimar de Martinho Lutero. Vamos começar por algumas coisas talvez chatas, detalhes biográficos: O homem nasceu em 1483, e teve uma infância muito dura porque era uma época em que, na região da Alemanha, para criar crianças, batiam-se nelas todos os dias. Não era exatamente a melhor formação para uma vida santa, mas, para o que Martinho Lutero fez, mais adiante, não há desculpas. Seu pai, no entanto, deu o seu melhor ao ponto de apoiar seu filho com dinheiro além de seus conhecidos e
contatos, tornar seu filho um jurista, um advogado, um juiz ou qualquer coisa que ele quisesse ser. Acho que foi na época em que Martinho Lutero tinha uns 17 ou 18, estamos falando do ano 1501. Ele foi à Universidade de Weimar estudar Direito e obteve doutorado em Filosofia porque as aulas de direito eram sempre na faculdade de Filosofia, na época. Não havia exatamente curso de Direito. Foi assim que ele se tornou Herr Doktor Martinho Lutero, como os alemães se referem a ele. Veja bem, seu nome original era Luder, L-U-D-E-R, que ainda hoje é usado no alemão
para descrever algo como uma mulher desonesta. É interessante que ele cresceu com aquele nome, mas mudou mais adiante, latinizou e o nome Luder virou Lutherus, com um TH em vez de D. Depois, algo aconteceu, acho que aconteceu com algumas das piores pessoas da história. Em um certo momento, não posso provar de forma alguma que seria influência direta do demônio, ou ao menos indireta. Ele decidiu abandonar sua carreira de Direito e se tornar um frei. Cristo disse: "Fui eu que vos escolhi, não vós que me escolhestes". Absolutamente ninguém, nos registros históricos de Martinho Lutero, disse para
ele virar monge! Seu pai explicitamente queria que ele virasse um advogado ou um juiz! Ninguém disse a ele "Você deveria ser frei". Há várias versões para o que o fez tomar a decisão, ele mesmo afirma que foi salvo, milagrosamente, de uma tempestade, um raio atingiu a árvore próxima a onde ele estava caminhando, a árvore se dividiu em duas partes e nada aconteceu a ele, ele disse "Oh meu Deus! Tenho que virar monge!" O que é comumente chamado de decisão irracional. E, ao mesmo tempo, há a versão sobre um assassinato que ocorria, Também quanto a seu
pai; há evidências suficientes que seu pai era um assassino, e por essa razão ele teve que trocar seu estado de vida, abandonar a terra natal, esqueci qual era, algum lugar na Turíngia, e se mudar para onde Lutero nasceu, em Eisleben. Mas o ponto é: naquele momento, quando ele foi, como diz ter sido milagrosamente salvo de um raio em uma tempestade, ele decidiu virar um monge. Nunca tinha escolhido.Ninguém disse a ele. Ele disse: "Eu serei um monge". Mais tarde, ele diz que foi forçado a entrar na vida monástica. Então, ele entrou no mosteiro agostiniano local e
virou um noviço. Virar um noviço, em um mosteiro, significa Que não há qualquer obrigação de permanecer no mosteiro. A qualquer momento, a qualquer hora que você sentir que não deve seguir vivendo assim, você pode, sem matéria de pecado, sem punição, sem qualquer consequência negativa ao seu estado de vida, deixar o mosteiro. Nesse ponto, ele era um advogado, não era um religioso nesse ponto. Então, ele vira advogado e agora ele decide virar um monge religioso? Isso, e foi sua decisão própria, nunca aconteceu, de acordo com os registros históricos, de que alguém teria dito a ele "Você
realmente deveria virar padre" ou "Você realmente deveria estar em um mosteiro". O que, muito comumente, é um sinal de vocação. Antes de eu querer virar padre, outro padre em Roma me disse "Você deveria virar padre". Não percebi, no momento, que era uma vocação, mas sempre se percebe. Ou então você tem a vontade constante de celebrar a Missa. Quando eu tinha 5 anos, eu "celebrava" missa, como as crianças fazem. Não houve sinal, no entanto, de vocação em Martinho Lutero. Mas Martinho Lutero era um tipo de sujeito equilibrado e muito teimoso. Uma vez que decidiu: "Eu serei
monge", Ele faria qualquer coisa, largaria qualquer coisa, só para virar monge. Ele entrou no noviciado e, se não me engano, foi em 1510 que ele celebrou sua primeira Missa. Não, perdão, em 1502, ele celebrou sua primeira Missa. Ele era conhecido, no mosteiro, como um monge muito rigorista. E, aqui chegamos a um ponto muito importante que incomoda a vida religiosa hoje, até dentro da Tradição. Ele era, desde o início da vida monástica, desde o momento em que fez seu voto perpétuo, que o faria monge para sempre, bem no momento em que celebrou sua primeira Missa e
teve que viver os rigores deuma vida religiosa, jejum, penitência, as regras rigorosas da Ordem, Cada hora do dia regulada, você tem que aparecer para a Prima, Terça, Sexta, Nona, todas as partes do Breviário cantadas em coro, que, especialmente nos mosteiros agostinianos, é a tradição principal. Quando se pensa em um mosteiro agostiniano, a primeira coisa que vem à cabeça deveria ser uma liturgia tradicional e estrita. Então, ele nunca poderia dizer que isso era algo estranho, ou novo para ele. Ele passou por todo o noviciado com a bela Missa Latina, o Breviário Latino, exatamente o mesmo que
recito todos os dias, Porque o clero secular, há muitos séculos, recita o Breviário Agostiniano. Então, ele celebrou sua primeira Missa e, então, ficou conhecido como um escrupuloso. Ele era muito escrupuloso. Agora, os escrúpulos (perdão por dar a minha definição de escrúpulos) escrúpulos são um tipo de pensamento temperamental e sombrio que se passa quando sua consciência não está mais no lugar certo. Quando sua consciência não está mais no lugar certo, o demônio substitui sua consciência com os escrúpulos. Em vez de combater o verdadeiro pecado, ele vai criar seu próprio tipo de pecado que você deve combater
Isto é, em vez de perseguir uma vida de acordo com as regras da Ordem e os Dez Mandamentos, você vai procurar e entrar em detalhes, vai ficar travado nos detalhes, preso aos detalhes. E, em vez de combater seus pecados, você vai combater detalhes secundários. Que frequentemente são sérios também! Mas, de forma alguma, comparáveis ao pecado mortal. E ele era conhecido como escrupuloso. Nenhuma penitência era pesada o suficiente para ele. Nenhum jejum era estrito demais para ele. Mas o resultado foi, Entender isso é muito importante: Pessoas que permitem que escrúpulos cresçam e se desenvolvam nelas ferirão
a própria consciência. Eles destruirão sua própria consciência com passatempos. Porque, se você baseia sua vida, em vez de nas regras da vida, seja nas regras monásticas, seja na família, nas regras de ensinamento papal da vida familiar, nos deveres de um pai de família, uma mãe, ou os filhos, e se baseia a atenção, foca a atenção, em vez de se focar nos verdadeiros pecados contra os Dez Mandamentos, A verdadeira brecha em um dos Mandamentos, se você focar demais nos detalhes, então você se torna escrupuloso. São os escrupulosos, como você bem sabe, que dizem "O Padre Hesse
não deveria beber vinho!" Eles blasfemam contra Cristo, ele bebeu vinho todo dia, não somente bebeu vinho, Seu primeiro milagre foi fazer vinho! Não, Martinho Lutero não faria isso. "Sou um monge, nunca me seria permitido fazer isso!" Quando ele jejuava, ele jejuava ao ponto de dor excessiva. Quando ele fazia penitência, ele fazia penitência ao ponto de dor excessiva. Muito poucas pessoas são chamadas A viver assim. Santa Teresa de Ávila, que considero, muito provavelmente, a maior mística mulher da história da Igreja, disse: "Deixe essas coisas para os santos, você deve ser chamado a fazer isso!" No entanto,
Martinho Lutero, que nunca fora chamado ao sacerdócio, chamou a si mesmo ao sacerdócio, chamou a si mesmo ao estado de vida religioso, chamou a si mesmo à penitência. Penitência em excesso. O efeito foi que ele foi pego em todas as atividades. A penitência toma tempo, o jejum toma tempo também, você acham que comer toma tempo? Comece a jejuar, jejue rigorosamente e tente ainda fazer suas tarefas. Monges precisam fazer trabalho manual também. Um amigo meu cartuxo me contou que, uma vez que a Quaresma está acabando, não é permitido nenhum tipo de carne, ovos, peixe e queijo
na Quaresma. Ele diz que, quando chega a Semana Santa, ele nem consegue mais cortar lenha. Toma tempo. E o resultado foi quase lógico, eu diria. Quase o resultado necessário de ser um escrupuloso fazendo além de seus deveres religiosos. Ele acabou deixando de rezar o Breviário. Ele ficou tão envolvido nisso e naquilo e em outras coisas, quaisquer que fossem, como rezar a Missa na paróquia, pregar um sermão de duas horas, lidar com perguntas das pessoas. Ele ficou tão ocupado com tudo que ele já "não tinha mais tempo" para o Breviário. O resultado foi que Martinho Lutero
acabou rezando o Breviário... Por exemplo, ele ia se encerrar no sábado, se encerrar na cela, e rezar o Breviário da semana anterior. Em um dia. Rezar toda a segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado, todo o Breviário, incluindo o domingo do dia seguinte. Depois, seguiria com o que achasse que fossem suas tarefas. Eis uma das características mais importantes de Martinho Lutero. Ele era incrivelmente orgulhoso. Ele estava determinado a saber tudo sem ajuda. Era ele que sabia do que devia fazer, não seus superiores. Ele que precisava dizer a si mesmo qual penitência fazer. Não seus superiores.
Era ele que decidia quando jejuar, por mais difícil que fosse. Não seus superiores. Então, desde o início, desde o momento em que rezou sua primeira Missa e fez seus primeiros votos, Ele foi, de certo modo, desobediente. Ele foi desobediente no sentido de não consultar seu superior. Ele não consultava o prior, nem o diretor espiritual, não tinha coisa parecida naqueles dias. Ele não consultava seu confessor. Era ele, da forma como ele decidiu ser monge, ele decidia fazer esta penitência ou aquela penitência, aquele tanto de penitência ou aquele pouco de penitência, era ele que iria decidir. Não
se esqueça de que o pecado original foi o resultado da decisão de Eva De experimentar a famosa maçã. Eva quis o que Paulo VI quis que todos buscássemos: O diálogo. Eva dialogou com uma serpente. E Eva começou a decidir por si mesma. Quando a Bíblia diz que Lúcifer queria ser como Deus, isso deve ser interpretado neste sentido: Literalmente, ele queria ser Deus. Sim Mas, claro, o ser mais inteligente criado por Deus não era burro o suficiente para pensar que poderia ser Deus. Assim, Lúcifer sabia perfeitamente bem, com a perfeição de um ser puramente espiritual, que
não poderia ser Deus. O que significa quando a Bíblia diz que ele queria ser como Deus? Ele queria ser o que ele era, sem Deus. Ele queria ser o que era, e ainda é, por causa de si mesmo. Era ele que decidiria o que seria, o que ele era e o que iria fazer. O profeta Jeremias cita que ele diz "<i>Non serviam</i>", "Eu não servirei", em vez de dizer "<i>Agimus Tibi gratias, omnipotens Deus</i>": "Nós Vos damos graças, ó Deus Todo-Poderoso". Ele não queria dar graças a Deus por toda a eternidade. Ele não queria viver em
gratidão pelo resto de sua existência. Ele não queria viver em humildade pelo resto de sua existência. E foi exatamente a raiz de todo o mal em Lutero. Ele que decidiu: "Eu serei um monge". Ele que decidiu: "Eu serei um agostiniano". Ele que decidiu: "Eu celebrarei a Missa, custe o que custar" Ele que decidia qual penitência fazer, quando, onde e como e ele que decidia o que era certo e o que era errado. O resultado era inevitável. Ele, ao contrário do que geralmente dizem sobre a história de Herr Doktor Martinho Lutero, ele não estava nem um
pouco escandalizado com Roma! Em 1510, ele foi enviado a Roma Por seus superiores. Ele foi a Roma, e, por conta própria, como em Weimar Tischgespräche, que já citei, As famosas conversas de Lutero, por conta própria, ele disse: "Não achei nada"... Antes disso, mais tarde ele ia dizer outra coisa, mas antes ele disse que tinha gostado muito de visitar Roma. Fez bem pra ele. Foi bom para sua vida espiritual, foi bom para sua fé. Sua fé, enquanto havia fé, cresceu quando ele foi para Roma. Ele não estava nem um pouco escandalizado pelos papas do Renascimento. Que
foram retratados bem piores do que realmente eram. Mas eram muito maus, Eles eram maus, de formas bem diferentes do que pensamos que eles eram. Como Alexandre VI, por exemplo, e Martinho V. Eles se envolveram com estudos cabalistas. Não é algo que eu chamaria de atitude papal, não é o que eu chamo de coisa certa para o Vigário de Cristo se envolver com estudos cabalistas, mas eles fizeram isso. Mas Martinho Lutero não podia saber disso, na época. O que ele viu foi uma cidade bem rude que estava sob o controle de Santos Padres moralistas. Padres que,
pelo menos, viviam sob uma regra e sobre uma disciplina e, claro, rezavam missa diária, Breviário e Rosário. E ele ficou bem encantado pela sua visita a Roma. De fato, quando ele voltou, alguns meses depois, não havia uma só palavra dele sobre Roma. Ele, mais tarde, diria que Roma escandalizara ele ao ponto de destruir sua fé. Na época, isso não era verdade. Depois, houve um outro ponto secreto e muito sombrio em Martinho Lutero. Martinho Lutero era, como sabemos, muito temperamental. Bem temperamental. Ele tinha pavio curto, ele tinha picos de raiva e, como várias pessoas enérgicas da
época, ele tinha um profundo problema com o sexto mandamento. Um problema muito profundo. Ele o combatia, no início, quando fazia suas penitências rigorosas em vez de ouvir seus superiores. e fazer a coisa certa, que sempre deve ser feita, quando se está no estado De sacerdócio ou quando se está no mosteiro. Ou até mesmo como um pai de família. Você sempre vai precisar de seu diretor espiritual. Você vai precisar do confessor. Você vai precisar dos conselheiros, você vai precisar de padres que te ajudem a superar a superar todos os vícios, todas as tentações. De novo, Martinho
Lutero sabia bem o que fazer e o resultado foi que ele, total e estranhamente, fracassou. Ele era totalmente incapaz de se livrar de certas coisas horríveis contra o sexto mandamento. Aquilo o incomodava profundamente. Muito menos no sentido de... no sentido profundo de culpa por ofender a Deus, mas aquilo o deixou como que louco, incapaz de dominar o vício. Orgulhoso como era, para ele era mais importante dominar o vício do que ser um humilde pecador. E, assim, ocorreu o primeiro sinal de heresia nele: Quando ele começou a pensar e, mais tarde, dizer, que nós não somos
capazes de dominar nossos vícios. Incapazes. A Reforma Protestante é algo que deve ser compreendido como algo que não começou, e entrarei nisso, ela não começou com as indulgências, não começou com os papas iníquos da Roma renascentista, não começou com a corrupção da Igreja. Começou com um homem que admitia ser incapaz de dominar seus vícios. Ele entrou em algo que é comum demais no século XX e, agora, no XXI. Ele entrou em desespero. O que significa "esperança"? "Esperança" significa: "Eu quero ir para o céu, não posso fazer isso sozinho, preciso de Cristo, que disse «Sem mim,
nada podereis fazer». E minha esperança é que vou conseguir enquanto eu der o meu melhor e enquanto eu der duro para ser digno." Desespero significa: "Não importa o que faço, não tenho absolutamente nenhuma forma de vencer." É essa a explicação para todos os suicídios de hoje. É essa a explicação para todas as terríveis destruições da vida familiar e da vida religiosa de hoje. Ele percebeu que ele tinha uma causa verdadeira para lutar: Seus próprios vícios, seu próprio orgulho, seu próprio temperamento, sua própria luxúria, sua própria obscenidade. Ele percebeu que tinha que combater com todas as
suas forças. Ele não percebeu que não se pode fazer sem direção espiritual. Ele estava muito bem convencido que ele seria o remédio para seus próprios problemas. Se ele tivesse ouvido os superiores, se ele tivesse lido os livros certos, ele não era tão estudioso em teologia como se pensa. Claro que os agostinianos o fizeram estudar teologia antes de torná-lo monge. Mas temos relatos e, inclusive, ele admite em outra ocasião, que seu conhecimento em teologia era nada profundo. De novo, ele estava satisfeito em ser Herr Doktor em Direito. Ele estava satisfeito com isso e ele não entrou
muito profundamente em seus estudos, falarei sobre isso, Sobre esse ponto, falando de Lutero e a Bíblia. De novo, ele não confiava em seus superiores, diretor espiritual, guia espiritual, ele mesmo estava convencido de que seria seu próprio remédio. Necessariamente, nesse ponto, ele fracassou. Ele não foi capaz de dominar seus vícios e isso o conduziu ao desespero. E, em seu desespero, ele chegou à firme convicção: "Não posso fazer isso." O que uma pessoa faz quando percebe Que da forma como age, da forma como decide, ela não será capaz de dominar algo? O que você faz quando não
chega ao ideal? Ou você se converte, pede assistência, não a assistência profissional dos EUA, mas falo de assistência real, ajuda espiritual, ou você diminui o ideal. Como diz o Chesterton: "A coisa mais horrível que alguém pode fazer quando é incapaz de atingir o ideal é diminuir o ideal." Abaixar o padrão, algo como "Abaixo o padrão e serei capaz". Foi o que ele fez. Essa foi uma das raízes da Reforma. A outra raiz foram seus estudos. Menciono sua educação teológica. Ele não se aprofundou em teologia moral. Ele não era o tipo de mente brilhante, veja bem,
nem mesmo em seus estudos de Direito. Ele não era brilhante. Era muito bom, mas não era brilhante. Agora, São Tomás de Aquino era, antes de tudo, brilhante. Segundamente: simples, Depois, extremamente lógico. Senso comum. É o senso comum que domina o pensamento "tomista". (Odeio essa palavra) Não é tomista. É tudo senso comum! Martinho Lutero, como muitos alemães, tinha problemas com o senso comum, e ele não entendia São Tomás. Ele não se importava mais. Típico de Martinho Lutero. Ele não entendia São Tomás muito bem, então ele para de o estudar. Ele partiu para a Bíblia. Pegou o
Antigo Testamento, seus superiores chegaram para ele e disseram: "Qual é o seu problema, irmão Martinho? "Você está sempre lendo a Bíblia, fica lendo a Bíblia, lendo a Bíblia e lendo a Bíblia! Parece familiar! Lendo a Bíblia! Ele era um Zé-Bíblia antes do protestantismo! Ele tinha problemas, ele não sabia a resposta, em vez de pegar São Tomás, pegava a Bíblia! Ele queria fazer leitura espiritual em vez de ler Tomás de Kempis, Imitação de Cristo; em vez de ler Santo Agostinho, ele acabaria odiando Santo Agostinho mais tarde, porque não o entendia. Em vez de ler Santo Agostinho,
Que sempre estava em seu Breviário, de que rezava toda a semana no sábado. Em vez de ler, no Breviário, Santo Ambrósio, São Crisóstomo, São Crisólogo, Santo Agostinho, São Gregório Magno, ele voltava para a Bíblia, estudava a Bíblia. A Bíblia, somente a Bíblia. Você pode ver a raiz de seus pensamentos já estando ali. Ele não podia vencer seus vícios e, mais tarde, diria: "Largue seu vício!" Ele não podia entender os Pais da Igreja, a quem, mais tarde, ele xingaria de maneiras indizíveis. Até quando seus superiores disseram "É ruim para você, irmão Martinho, ficar sempre lendo a
Bíblia, só lendo a Bíblia!" Mais tarde, ele diria: "<i>Sufficit Biblia</i>". "A Bíblia é suficiente". Não é necessário mais nada, além da Bíblia. Tudo que sabemos da Reforma Já estava lá, muito antes de haver o famoso caso de Tetzel e das indulgências na Alemanha. Agora, você precisa entender o que aconteceu. Em 1503, o Papa Alexandre VI, que é minúsculo na história da Igreja, até mesmo ele não mexeu na Fé, nem na liturgia em sua carreira miserável. Ele teve uma carreira miserável porque não é muito bom para um papa ter filhos, quando se é um papa. E
Alexandre VI foi um homem fortemente desonesto, no que se refere a seu estilo de vida, no tocante ao seu nome espanhol Borja, a relação com a família Borgia, na Itália. O ponto que temos que entender hoje é que, ao contrário de alguns papas do século XX, Alexandre VI teve uma vida horrível, mas ele nunca mexeu na doutrina, nem na Santa Missa. Ele nunca afirmou saber mais que a Tradição. E é essa uma das razões por que, em 1510, Martinho Lutero foi para Roma. Como eu disse, ele não estava nada escandalidado Acontece que, em 1510, o
Papa Alexandre VI estava morto havia sete anos. O grande papa Júlio II, que não levava exatamente uma vida moral, antes de se tornar papa, mas que se arrependeu, quando virou papa. E levou uma vida bem virtuosa e boa, quando virou papa. Júlio II foi papa por sete anos, em 1510, quando Lutero foi a Roma. Agora, em 1503, Júlio II foi eleito ao papado com suborno. No momento em que foi eleito... O nome é simonia, no momento em que foi eleito, ele publicou uma lei contra a simonia. Porque ele mesmo estava escandalizado. Ele não disse "não",
mas ficou escandalizado. E ele acreditava firmemente que, depois da morte de Alexandre VI, até mesmo ele poderia ser bem melhor que aquele. E ele foi. Agora, na época em que os papas da Renascença estavam em sua maior "glória", estamos falando do ano 1500, a antiga Basílica de São Pedro, fundada por Constantino, o Grande, estava bem em ruínas. Estava caindo aos pedaços. Literalmente caindo aos pedaços. Capelas laterais inteiras tiveram que ser fechadas por causa de rochas caindo. Partes do teto estavam caindo. Ornamentos estavam caindo. Um lugar muito perigoso para visitar em 1500. E Júlio II, que
não era exatamente o que se chama de homem de decisões muito modestas, disse "Tá bem, vou derrubar a basílica antiga e construir uma nova." Ele pegou um dos maiores gênios, enquanto estamos tratando de arquitetura, vejam bem, na época, o Michelangelo, para começar a nova basílica. Ele, logo, não imediatamente, (isso é importante para toda a história) ele logo iria perceber que os recursos da Igreja, disponíveis em Roma, jamais bastariam para constuir a igreja nova. É preciso entender que, desde que a Basílica de São Pedro... Para quem nunca foi a Roma, procurem uma imagem que mostre os
fundos da Basílica de São Pedro. Uma foto tirada nos jardins do Vaticano que mostre os fundos da Basílica. Era mais ou menos aquilo que Michelangelo queria construir e deixar parecido. Ele queria construir com base na cruz grega, não latina. Uma cruz totalmente simétrica. E, se tivesse feito isso, toda a Basílica se pareceria, mais ou menos, com o que é nos fundos. Ainda assim, menor do que temos hoje e, mesmo assim, increvelmente cara. Não temos como calcular, comparado a hoje, em dólares, quanto algo como São Pedro custaria, na época. Um preço imenso. Agora, a Igreja, claro,
nunca, até então. Hoje em dia, tudo é possível em Roma. Mas, até então, a Igreja jamais havia vendido indulgências, porque isso é contra a doutrina da Igreja. Se você comprar uma indulgência, a indulgência é inválida! Voltarei a isso. O Papa Júlio II decidiu, mais tarde na vida, falamos de um momento após 1510, quando Lutero havia voltado para a Alemanha, sem mais falar sobre estar escandalizado com Roma, Júlio II decidiu juntar dinheiro para a Basílica, por doações dadas como esmola. Doações. Dadas para receber indulgências. Isso não é vender indulgências, porque o ponto é, antes de tudo:
O que é uma indulgência? A doutrina da Igreja expressa muito claramente As indulgências nunca substituirão a confissão, nem para absolvição, nem para contrição. De fato, as regras da Igreja sempre deixaram claro que, para receber uma indulgência, seja indulgência parcial ou plenária, para recebê-la, primeiro você deve estar arrependido de seus pecados, por atrição ou contrição. Contrição é o perfeito arrependimento, "sentir muito" pelos seus pecados. O remorso perfeito. Remorso perfeito significa que você não está só arrependido de seus pecados por medo do inferno, mas você está arrependido de seus pecados porque eles ofendem a Cristo. Você se
sente mal por Cristo, mais do que por você mesmo. Essa é a contrição perfeita. O verdadeiro remorso. Agora, antes de tudo, deve-se ter atrição ou contrição. Caso contrário, a confissão seria inválida. Você iria para a confissão com intenção de continuar no mesmo pecado. Você sabe muito bem que a absolvição é inválida. Segunda condição: Você deve se confessar. Terceira condição: Você deve fazer algo para receber a indulgência. Ao contrário do que o generosíssimo Papa Pio IX nos deu, uma pequena oração que se encontra no final do Missal, próximo à imagem de um crucifixo, para receber uma
indulgência plenária, naqueles dias, era algo complicado. Por exemplo, para receber uma indulgência plenária, em São Pedro, durante o Jubileu, não bastava apenas atravessar o portão da Basílica, que só abre no Jubileu. Não! Tinha que visitar sete igrejas! É essa a tradição das sete basílicas, as quatro maiores e as três menores. A mesma condição foi dada por escrito e pregação na Alemanha. Quando aquela indulgência, mais tarde, sob Leão X, foi publicada na Alemanha, as condições eram: Primeira (Essa é a condição que vale para todas): Atrição e contrição, confissão e, depois, visitar sete igrejas, geralmente o Bispo
define as sete igrejas, quais eram as sete que precisavam ser visitadas. As mesmas orações, pelo perdão dos pecados. Essa é a maior condição para receber indulgências. Depois, você faz uma doação. Hoje alguns dirão desonestamente que você paga para o padre rezar uma missa. Não é verdade! Claro que a diocese vai se assegurar que há uma quantia mínima, porque, senão, vou me deparar com alguém que me dá um dólar e me pede para rezar uma missa. Outro me dá 50 dólares. No dia em que eu rezar missa por um dólar, eu perco os 49 que ganharia
no outro dia! Claro que, para evitar abusos, até as doações precisam ser reguladas. Elas eram reguladas. Cada um que quisesse a indulgência tinha que fazer uma doação de acordo com seu estado de vida. Ao contrário de hoje, em que todos têm que pagar impostos, não importa quem seja. O imposto sobre vendas, ele vale para os ricos e para os pobres. Você paga tantos % na Áustria. Só 20%, beijo pros EUA! Na Áustria, você paga 20% por tudo. Não interessa se você é bem pobre ou muito rico. Você paga 20% sobre vendas e é isso. Impensável,
nos tempos católicos. Era esperado que os ricos dessem muito mais e os que realmente eram pobres não dariam nada. Para ganhar indulgência plenária, eles falariam com o padre, provariam para o padre que eles realmente queriam a indulgência e não estavam mentindo, diriam "Padre, não posso. Não tenho dinheiro algum." O padre dispensaria ele. Diria que ele ia ganhar a indulgência visitando as sete igrejas! Não é o que se chama de venda. Em nenhum discionário, isso se chamaria de venda. Em nenhuma teologia moral, seja antiga ou nova, isso seria chamado de venda. O ponto era: A Igreja
sabia, por experiência, que, antes de tudo, os inimigos da Igreja e, também, as pessoas menos inteligentes, digamos, interpretavam errado a indulgência. A palavra "indulgência" e o significado de "indulgência".O que é uma indulgência? O ponto é: Depois que você se confessa, você volta ao estado de graça. Uma graça sacramental. No entanto, a punição devida pelo pecado cometido não é apagada. O pecado é perdoado e a graça santificante é restaurada na Penitência, Mas a punição devida pelo pecado cometido não é apagada. Se você, por exemplo, cometer homicídio e você se confessa e é absolvido, não significa que
você não deve ir mais para a cadeia. Claro que não. Agora, a indulgência - e é por isso que, antigamente, estamos falando de indulgência de 300 dias ou de 5 meses, ou de quatro anos, ou indulgência plenária. O que isso significa? Significa o efeito da indulgência, caso você faça o que ela pede. Se você fizer bem, e se você receber bem a indulgência, você será perdoado não apenas do pecado, mas também da pena temporal devida pelo pecado. Digamos que uma indulgência de 400 dias seria algo como uma redução de pena, como se você tivesse oferecido
400 dias de doença ou sofrimento pelos pecados cometidos. Agora, a indulgência significa que essa oferenda, seja o que for que tiver que dar, Retirará a punição. A indulgência plenária, assim, significa que toda pena temporal é retirada. O motivo de uma indulgência parcial... Quando se fala de, digamos, você oferece alguma coisa, você faz alguma oração, você visita sete igrejas e você ganha uma indulgência parcial, por exemplo, de 400 dias, como se costumava chamar, antigamente. É como se você oferecesse os sofrimentos Que viriam com 400 dias de sofrimento, por exemplo, de uma doença. O que, claro, é
pena temporal. Hoje em dia, muita gente não gosta do conceito de chamar uma doença de pena temporal, eles não entendem que mal-estar, doença, sofrimento é algo que, obviamente, não agrada a Deus. É algo que Ele permite para o nosso bem. E, se quisermos receber uma indulgência parcial, podemos oferecer. Então, 400 dias de indulgência parcial é como se você tivesse oferecido 400 dias de sofrimento. A doutrina da Igreja sobre indulgências é algo que, na época... Falamos de 1510, 1513. Em 1513, o Papa Júlio II morre e Leão X, o Papa Medici, se torna papa. Ele, claro,
continuou a construção da Basílica de São Pedro, em Roma, e ele continuou a oferecer as indulgências para, também, arrecadar dinheiro para aquela igreja. Por quê? O ponto é: Às vezes, dá para ouvir acusações contra Leão X questionando por que, se ele queria a construção da igreja, ele não tirou do próprio bolso. Mas o ponto é, antes de tudo, nenhum papa jamais teve todo aquele dinheiro. Ao contrário do que algumas pessoas querem te fazer acreditar. Segundamente: A acusação não tem fundamento. Leão X não construiu a igreja por causa de si mesmo. Quando Júlio II começou a
construção da nova Basílica de São Pedro, ele sabia que, enquanto vivesse, não seria capaz de ver nenhum resultado. Leão X, quando começou como papa, sabia que nunca iria ver aquela igreja finalizada! Não foi por causa de si mesmo, era por toda a Cristandade! Algo que, infelizmente, é um conceito que se perdeu, hoje em dia, é ver a igreja como propriedade pública. Não no sentido que o público pode pegar e vender. mas no sentido do porquê que a igreja foi construída. Um padre, para rezar a Missa, E para cumprir seu dever diário, não precisa de igreja,
pelo menos não uma grande. Ele precisa de uma capela, como cardeais, bispos e também eu. Temos nossas próprias capelas. E é tudo que preciso para poder rezar a Missa, não preciso de uma igreja grande, imagina São Pedro! E igrejas como São Pedro, assim como as grandes basílicas de Roma, foram construídas para o povo, para que o povo possa adorar e, como tudo na religião deveria ser, foi tudo, primeiramentem construído para a maior glória de Deus! Quer falar de luxo? O Papa estava se doando. Para financiar aquela igreja, O dinheiro tem que vir de algum lugar!
A maneira cristã de pensar não era fazer todo mundo pagar impostos, hoje em dia, se o presidente quer algo, tá bem. Inventa um imposto novo e consegue o dinheiro. Não é a maneira cristã de pensar. É por isso que as ofertas precisam ser propor- cionais a seu estado de vida e à sua renda. O ponto, agora, que nos interessa quanto a Martinho Lutero é: Quando, finalmente, os bispos alemães se uniram a esse grande esforço da Cristandade, para a basílica nova, eles dividiram a Alemanha em algo como três distritos, onde divulgariam as indulgências. O que nos
interessa é o que se encontra onde se localizava a antiga República Democrática da Alemanha e partes da atual Polônia. Aquela parte da Alemanha foi um dos três distritos de divulgação das indulgências. O pregador que, mais tarde, teve problemas com Martinho Lutero foi um certo dominicano chamado Tetzel. T-E-T-Z-E-L. Tetzel era um homem muito reto, muito estudioso. Ao contrário de Martinho Lutero, realmente tinha estudado São Tomás, e ele divulgou as indulgências absolutamente de acordo com a doutrina da igreja. De fato, havia, até Martinho Lutero começar suas atividades, muito poucos problemas com indulgências. E os problemas que surgiram
eram problemas absolutamente típicos em todos os séculos da história da Igreja. Alguns padres eram, digamos, negligentes em suas pregações, e, claro, muitos fiéis eram negligentes ao entender as indulgências. É fato que ia ter gente por aí dizendo: "Ah, se você pagar alguns dólares pela indulgência, então você pode continuar pecando sem culpa. Como se uma indulgência pudesse apagar a penitência devida por um pecado futuro. Claro, o próprio pensamento é absurdo e ilógico. A Igreja, em sua lógica antiga pré-conciliar, nunca teria... Sejamos diretos: Nunca teria sido boba para pregar algo como uma indulgência pré-paga para um pecado
futuro. É absurdo! E muito pouca gente realmente acreditava. Para Martinho Lutero, era só uma desculpa. Na época em que as indulgências eram divulgadas na Alemanha, Ainda nem um pouco questionadas por Martinho Lutero, ele já tinha decidido há tempos que ele não era capaz de viver segundo seus votos. Agora, com sua disciplina despencando cada vez mais, com sua vida religiosa despencando cada vez mais, com o fato de ele estar pecando mais, com sua queda no desespero por seus próprios pecados, bem antes de ele virar um verdadeiro protestante, ele disse que iria para o inferno porque nunca
seria capaz de dominar seus vícios. O desespero o fez diminuir seus ideais. E ele começou a pregar a nova doutrina. A nova doutrina - ainda não estamos falando nem um pouco sobre indulgências, A nova doutrina - ainda não estamos falando da luxuriosa Roma renascentista, Ele só ia pregar e dizer: "Você não pode se livrar de seus vícios pela penitência, você não pode se livrar deles pela oração, você não pode se livrar deles pelas boas obras. Você não pode se livrar deles! É humanamente impossível se livrar de seus vícios e, portanto, não pode ser verdade o
que a Igreja ensina sobre penitência, o que a Igreja ensina sobre disciplina, o que a Igreja ensina sobre confissão e o que a Igreja ensina sobre" - agora chegamos lá: "indulgências." "Não há maneira de se livrar de seus vícios, você está preso neles, não há maneira de melhorar sua vida, você está condenado a ser um pecador." É claro que seus superiores ficaram perplexos com o que ouviram. E o disseram: "Você não pode dizer essas coisas em público, ainda menos do púlpito!" Ele, orgulhoso como era, não seguiu o conselho, não obedeceu seus superiores, ele ia ladeira
abaixo. Em 1517, finalmente, aconteceu: A famosa publicação das 95 teses de Lutero na Schlosskirche Wittenberg. Não sei por que tanto alarde quanto às 95 teses! Naqueles dias, era mais que comum pregar um pedaço de papel com algumas teses teológicas na porta da igreja, para provocar um discussão teológica e para entrar em uma disputa acadêmica sobre algo. Não tinha computador, não tinha telefone e tinha muita pouca imprensa, ainda. Então, se alguém tivesse uma nova teoria teológica, em vez de apenas afirmar seus próprios erros, escrevia, bem legivelmente, em um pedaço de papel, Pregava o papel na porta
da igreja mais próxima e esperava alguém chegar e perguntar "Qual é o seu problema?" Daí, eles entram em uma discussão teológica séria e interessante, sem ter telefone. Eles iriam, depois da Missa, por exemplo, se reunir e discutir teologia, o que é bom. Na época, não havia nada de especial em Herr Doktor Martinho Lutero pregar as 95 teses na porta da igreja. O problema era o que estava escrito naquele papel Antes de tudo, a maioria dos autores protestantes Vai confirmar que as 95 teses eram de uma teologia nojenta e incoerente, ilógica e, algumas delas, puramente polêmicas.
O resultado foi que os superiores mandaram Martinho Lutero retirar as teses e abandonar toda a questão. Não é assim que se fala com Herr Doktor Martinho Lutero. Ele ficou furioso. Agora, ele não estava somente defendendo as teses, mas foi muito além disso. Para resumir, toda a questão foi enviada a Roma e o Papa Leão X escreveu um documento, no qual condenava as 95 teses de Lutero. A maioria delas era condenada pela citação das teses e colocando o que a Igreja dizia sobre elas. Martinho Lutero já era herege bem antes de 1517, como já vimos. Agora,
ele é um herege público. E, agora, tendo-se separado da Igreja, quando se trata da rebelião entrando na Igreja, tendo publicamente desobedecido a seus superiores, o resto era a avalanche que sucederia. Hora de interromper, caro padre. Certo. Pelo que li, O interessante disso é que Martinho Lutero tinha o direito de pregar as teses. Sim. Se a Igreja discorda disso, Eles teriam que levar a uma corte ou ao tribunal e mostrar que elas estavam erradas. Não. Bastava que seus superiores impedissem a publicação das teses. Não se esqueça de que Martinho Lutero era um monge agostiniano. Não era
sequer um padre secular, que ainda assim tinha um superior, o bispo. Claro que, lá, não se poderia publicar nada. Quando se trata da publicação das teses, falamos do que hoje consideramos como as teses. Sobre um problema que ainda não foi solucionado na Igreja, sempre dá para, literalmente, escrever uma tese e obter um doutorado com ela. Obtive meu doutorado em Teologia por escrever esta tese: Eu disse que Gilbert Keith Chesterton não estava apenas escrevendo sobre Teologia, mas Gilbert Keith Chesterton foi um teológo tomista. Um teólogo como tal. Foi essa a minha tese, provei meu ponto e
obtive meu doutorado. Então, padre, você está me dizendo que Lutero não tinha o direito de ser julgado, estivesse correto ou incorreto, pela Igreja. Ele estava pedindo para que o mostrassem que suas teses estavam erradas. Não, o ponto é que, antes de tudo, ele publicou as teses sem pedir permissão de seus superioes. No mosteiro, nunca foi possível. Não poderia publicar minha tese sem pedir permissão de meu superior, são as regras da universidade, Não se trata de apenas escrever as teses e pregar em uma porta! Hoje, seria mandar imprimir. O ponto é: Antes de tudo, deveria haver
a discussão teológica. Então o que dava para fazer era, com consentimento dos superiores, propor sua opinião teológica sobre algo que ainda permite opiniões teológicas. Não se pode, por exemplo, publicar uma tese contrária ao dogma da Imaculada Conceição. Porque é um dogma! Então não se pode mais discutir teologicamente. Padre, indulgências não são assim. Como? Indulgências não fazem parte dessa categoria. Não, não são da categoria do dogma da Imaculada Conceição, Lutero achava, pelo que li, Lutero achava que estavam apenas dando indulgências por dinheiro. Isso. Sim, deram essa... Deram essa... Deram essa tarefa a um certo bispo e
sua tarefa era juntar o dinheiro. Mas Lutero dizia que era errado Sim, mas a questão das 95 teses que ele publicou, antes de tudo de longe, não envolvia as indulgências em primeiro lugar. Segundamente: Quando você se dá ao trabalho de ler as 95 teses, você vai ver que ele só fica atacando o Papa de uma maneira que jamais seria permitida teologicamente, no sentido de discussão teológica. De que importa uma discussão teológica se você publica uma tese? Você está dizendo, padre, que Havia bem mais coisas que as indulgências? Sim, claro. Que ele propunha... Claro. É por
isso que eu estou dizendo que as indulgências eram apenas mais um tópico. Certo. O ponto é que ele escrevia coisas como: "Se aquele Papa, lá em Roma, quer a construção daquela igreja, por que ele não paga do próprio bolso?" Certo, você pode muito bem fazer a pergunta, mas não é uma tese teológica para pregar na porta da Schlosskirche em Wittenberg. É inaceitável! Era inaceitável e ainda é inaceitável! No entanto, quando as 95 teses foram publicadas, com a fúria de muitos inimigos da Igreja, essas teses se espalharam rapidamente. Muito difundidas. Raramente havia algum estudioso na Europa
que não tinha ouvido dessas teses. A Europa, na época, ainda era católica, e pode-se imaginar que a grande maioria das pessoas apenas rejeitava essas coisas E diziam "Ah, mais um doido. Não deem atenção." Obviamente, a política é Algo muito antigo. Mas a Europa ainda não estava preparada para aquilo. As 95 teses foram publicadas e, como eu disse, o Papa Leão X deixou claro o que a Igreja tinha a dizer sobre aquilo. Ele condenou todas as 95 teses e disse: "Inaceitável para a doutrina da Igreja." Normalmente, aquilo encerraria o assunto. <i>"Roma locuta, causa finita." "Roma falou,
não há mais conversa." Antes de passarmos a entender como a Reforma poderia ter sucesso, porque, em 1517, ninguém imaginaria que aquele monge se tornaria famoso. Temos que ver o que Lutero se prestou a fazer. Na época em que ele percebeu que não podia controlar seus vícios, principalmente os contrários ao sexto mandamento, ele já tinha decidido há tempos buscar uma esposa. Isso foi algo totalmente típico dele. Porque, antes de se tornar monge, Ele tentou se casar. Quando era monge, ele reclamava de seus desejos sexuais ainda não satisfeitos. Assim que tinha decidido, em sua cabeça, que combater
vícios era impossível para um ser humano, ele decidiu fazer o que, mais tarde, seria um mandamento pessoal: Sair pecando e pecar audaciosamente. E foi o que ele fez. Antes de tudo, ele se eximia dos vícios contra o sexto mandamento Para os quais não se precisa de outra pessoa. Infelizmente, há documentos temporários que provam, sem dúvida científica alguma, que ele constantemente se eximia disso. Assim que, estava em um, digamos, estado constante de pecado mortal, ele percebeu que era perfeitamente absurdo que ele se confessasse, porque ele pecaria no dia seguinte. Assim, ele deixou de se confessar e,
claro, para Tentar acalmar sua consciência há tempos perdida e ferida, ele declarou, audaz e orgulhoso como era, ele declarou que a confissão é perfeitamente supérflua. Como é impossível para o homem vencer o pecado, também não há razão para a confissão. Assim que ficou convicto ao ponto de chegar a abandonar os sacramentos, não se confessar mais, não comungar, foi consequência direta ele, em pouco tempo, ter deixado de celebrar a Missa, e passado a desprezar a Santa Missa. Essa heresia Não era novidade nele. Porque, ainda em seus estudos teológicos, ele não levava São Tomás de Aquino suficientemente
a sério. E, por ele se eximir demais, pela leitura da Bíblia, bem antes de ele ser um rebelde, bem antes de ele abandonar seus deveres de sacerdote, ele tinha problemas graves com o entendimento da Missa. Veja, o perigo em ler a Bíblia é: Claro que a Bíblia é a Palavra de Deus, o Antigo Testamento foi inspirado por Deus e o Novo Testamento foi inspirado por Deus. O maior tesouro da Igreja Católica é não termos somente a Bíblia, temos a Tradição. E o Concílio de Trento, assim como o Concílio Vaticano I, define a Tradição - houve
até uma conferência inteira sobre o assunto, que inclusive recomendo estudar, toda a razão da Tradição é que, como foi definido em Trento e no Vaticano I, a Tradição é o que recebemos de Cristo, o que foi revelado, seja por escrito, no Evangelho e no Antigo Testamento, nos livros aprovados da Bíblia; Seja aquilo que foi transmitido na Tradição da Igreja, tudo que os Apóstolos ouviram direto da própria boca de Cristo. A Tradição, de acordo com a Tradição, foi encerrada na morte do último Apóstolo, que foi São João Evangelista. Sem a Tradição, a Bíblia não é nada!
Não porque a Palavra de Deus não seria nada, mas porque o próprio Deus, o mesmo que inspirou os escritores do Antigo Testamento e do Novo Testamento, Era o mesmo Deus que disse a Pedro: <i>"Tu es Petrus et super hanc petram ædificabo Ecclesiam meam". "Tu és Pedro e sobre esta pedra edifico a minha Igreja." Com isso, ele deu a Tradição à Igreja. Com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes, essa Tradição foi explicada aos Apóstolos! Em um momento de iluminação. Com essa Tradição sendo fielmente transmitida, de papa a papa, com os Pais da Igreja, papas, concílios,
com o Magistério da Igreja. Apenas dessa maneira se pode entender a Bíblia. Há uma razão por que, Até alguns séculos atrás, os católicos não podiam ler a Bíblia sem permissão. Por quê? Um exemplo: No Antigo Testamento, há muitas coisas sobre as quais o Novo Testamento fala algo diferente. "Olho por olho", Cristo disse: "Não". Ele disse: "Amai o vosso inimigo". Significa que temos que nos associarmos com nossos inimigos? Não, significa que, quando você percebe que alguém é seu inimigo, você deve rezar por ele. Não amaldiçoá-lo. Rezar por ele. O próprio sermão da montanha daria uma conferência
completa. A questão é: Se você ler a Bíblia sem acompanhamento, você acabará criando sua própria religião. Que foi exatamente o que aconteceu. Lutero disse: "Não há nada na Bíblia sobre os sacramentos". O que é verdade, Cristo não falou nada do Batismo como sacramento, Ele disse: "Ide pelas nações e batizai as pessoas e todos os povos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Ele não disse que isso era um sacramento. Quando, em Caná, Cristo fez vinho, Ele não disse que o santo sacramento do Matrimônio era um sacramento. Ele esteve presente em um casamento
e ele consagrou a água, fazendo ela virar vinho. Foi apenas um milagre, mas Ele não disse que os católicos devem se casar no sacramento do Casamento. Do Matrimônio, perdão. Não há nada na Bíblia específico sobre o sacramento da Confissão. Onde tem isso? Não diz no Novo Testamento que existem sete sacramentos. Foi o Concílio de Trento que disse que existem sete sacramentos. É aqui que eu quero chegar: A Bíblia é a Santa Palavra de Deus, Não se esqueça de que há uma liturgia especial, em uma Missa Solene, só para ler o Evangelho. Quando o diácono ou
o subdiácono entram em procissão, o padre fica no altar, o diácono canta o Evangelho, o subdiácono segura o Evangelho, um rito tão especial apenas para fazer um pouco de leitura. Isso mostra que estamos falando do próprio Cristo, a Palavra de Deus. Mas, quando se lê a Palavra de Deus, Que não foi escrita para o homem mediano, foi escrita como parte da Revelação divina. Não precisaríamos do Papa, não precisaríamos do Vigário de Cristo, não precisaríamos do Espírito Santo, não precisaríamos da inspiração dada ao Papa nas tão poucas ocasiões em que ele usa sua infalibilidade se pudéssemos
entender as coisas apenas pela leitura da Bíblia. Você pode cair totalmente no erro se você ler a Sagrada Escritura sem acompanhamento. Há muitas coisas que facilmente podem ser mal compreendidas. Só pense em quando Cristo, no Evangelho, diz: "Quem não odiar sua mãe, seu pai, seus irmãos, suas irmãs, seus filhos, Não é digno de mim". Significa que, para ser digno de Cristo, tenho que odiar a minha mãe? Claro que não! E, mesmo assim, daria para questionar (perdão): "É realmente a Palavra de Deus ou não?" Entende? Explicar tudo isso seria parte de um sermão. Não temos tempo
para entrar em exegeses do Novo Testamento, mas é só para dar um exemplo de quão confuso isso pode ser. Sendo Martinho Lutero erudito, de uma maneira obstinada, ele facilmente se desviaria em um certo ponto. A tragédia de Lutero é que ele não somente se desviou, mas começou a mentir. Dizem que Martinho Lutero É o pai da língua alemã, que ele traduziu a Bíblia ao alemão. Falso. Na época em que ele iniciou a sua tradução da Bíblia, havia dezessete traduções circulando. Traduções em alemão da Bíblia. Quando Lutero começou a traduzir a Bíblia, ele omitiu tudo que
não se encaixava com seus propósitos. Ele excluiu livros e cartas por completo, Da Sagrada Escritura. O que ele tivesse traduzido e deixado na Bíblia, ou ele alteraria, ou adicionaria comentários, ou excluiria frases ou palavras completas. Temos evidências, a partir das conclusões de outros autores protestantes, como Calvino, ou Melâncton, toda essa famosa primeira geração de protestantes, todos eles concordariam com uma coisa: A tradição da Bíblia por Martinho Lutero é desprezível. Voltando aos fatos históricos, Lutero havia, agora, decidido virar um rebelde na Igreja e ele começou a mostrar sua natureza real. Até então, sua natureza real era
como que conhecida por seus irmãos agostinianos, era, de certo modo, conhecida pelas pessoas mais próximas a ele. Mas, agora, ficou publicamente conhecida. Padre, gostaria de interromper aqui. Você está dizendo que Lutero deturpou a Bíblia, Subjetivamente, para acobertar seus próprios pecados e deficiências? Sim. Mencionei, antes, que ele entrou em desespero quanto a seus próprios pecados e, quando achou que não havia maneira de combater o vício, ele apenas declarou que o vício não era vício. Ele não podia se livrar dele, então o rebatizou. Deu um novo nome. Ele disse que não havia maneira de se livrar dos
pecados, então, continue pecando audaciosamente. Então, uma vez salvo, sempre salvo? Sim. E sim. Por causa de ter começado a combater os pecados da forma errada, desde o início, como já expliquei, por causa de ser logicamente incapaz de vencer, ele fez o que muitos fracassados fazem: Ele mudou de assunto. É algo que acontece todos os dias em discussões políticas. Se você não consegue vencer a discussão, você muda de assunto. Você só começa um assunto em que acha que pode vencer. É como jogar xadrez, perceber que está jogando contra alguém melhor e mudar as regras do xadrez.
E foi exatamente o que ele fez. Antes de virar o verdadeiro rebelde, como eu disse, com seus sermões e, depois, com as 95 teses, já em rebelião aberta, ele declarou que há somente uma maneira de ser salvo. É claro que se pode ser salvo, mas a única maneira é "<i>Sola fide</i>": "Somente a fé". Ele disse que as boas obras eram desnecessárias ao ponto de dizer que elas eram escandalosas, Uma perda de tempo. Ele disse que não se pode ser salvo apenas sussurando todas as suas velhas imundices ao ouvido de um padre. Era assim que ele
descrevia a confissão. E ele, radicalmente, pavio curto como era, como um homem que está furioso até a loucura, que poderia cometer qualquer crime indizível e inimaginável, bem naquele momento, ele mudou seu estado de vida para um em que permaneceria pelo resto da vida. Não apenas um lapso de raiva, Mas uma vida de raiva. Isso pode ser facilmente provado com suas próprias palavras. Ele não apenas chamou o Papa de patife, ele o xingou de formas que, se eu as citasse, ninguém jamais compraria uma fita do Padre Hesse novamente. Sua palavra favorita era, traduzindo, M*. Em si,
isso não significa muito. Ele a usaria, no entanto, nos assuntos mais santos. Uma de suas palavras favoritas começa com o famoso F. O que quer que, na Alemanha da época, seja a palavra correspondente. Uma de suas favoritas... Muitas de suas palavras favoritas descreveriam partes da anatomia humana que são bem necessárias para a sobrevivência, mas não são exatamente o assunto mais adequado para conversas. O linguajar que Lutero usava, especialmente após a verdadeira reforma, quer dizer, o que se chama de reforma, porque foi, na verdade, uma deformação, era inacreditável. Muita gente que conhece o Padre Hesse sabe
Que não sou escrupuloso, quando se trata de linguajar. Não sou um desses que empalidecem e desmaiam ao ouvir algumas coisas. É impossível, para mim, ler mais de um parágrafo de Lutero ao mesmo tempo. É assim que fico enojado com a forma como ele falava. Ele xingava o Papa com palavras que eu teria que buscar no dicionário. Tal era a imundice de seu linguajar. Ele usava termos que... Ele usava palavras que se encontram nos piores filmes de Hollywood. Era seu linguajar habitual. Quando alguém o contrariava, era um "tolo", um "idiota", um "patife". Um "bandido". Só para
falar as palavras pronunciáveis. Depois, os chamava de uma parte da anatomia, esse termo também comum neste país. Ele usava aquele palavrão, aquele outro palavrão, usava centenas de tipos de palavras, algumas, em si, inocentes, mas não para descrever o papado como tal. Estou acostumado com a raiva que alguém pode sentir sobre coisas que ocorrem hoje. E sou bem... entendo perfeitamente que, quando você está com raiva de algo ou alguém, você não usa as palavras mais poéticas. Ele usava esses termos sobre o Evangelho, sobre o papado, não somente o Papa, mas o papado, E o resultado foi
que sua teologia era tal como seu linguajar. Ele, por exemplo, dizia que era mais fácil... Deixe-me lembrar, ele dizia que era muito mais fácil uma prostituta se salvar do que um monge. Não no sentido do monge ter que viver de acordo com o estado de vida, da prostituta talvez ser uma garotinha ignorante, que nunca conheceu a verdade e nunca soube de nada. Não! Pelo contrário, ele dizia que, por definição, ele dizia que ser monge era um pecado maior do que ser uma prostituta. Ele não estava satisfeito com o abandono de sua própria tradição, com a
quebra de seus votos, conseguir uma mulher, como um monge que deixava de celebrar a Missa, que não frequentava mais os sacramentos. Não! Porque ele ainda tinha consciência Ele acalmava sua consciência chamando essas próprias coisas de imorais! Ele dizia que você iria para o inferno se ouvisse o Papa! Veja bem, naquela época, quando os papas nunca mexiam na doutrina. Ele dizia que não há maneira de escapar do inferno, caso você virasse monge! E, claro, logo viriam aquelas palavras famosas: "Papista", "mongista", "padrista". Nada em estado de santidade era mais bom para ele. Ele usava o linguajar dos
excrementos para tudo que é santo e sagrado. Os sacramentos, para ele, eram dejeto humano. Veja bem, ele não usou esse termo. Ele usou termos que não citarei aqui. Com esse linguajar se degenerando até uma imundice incrível, até uma baixeza incrível. Era assim a sua vida. Ele não apenas, como eu disse, abandonou os sacramentos, deixou de frequentar os sacramentos, de celebrar a Missa, de rezar o Breviário. Ele nem sequer rezava. Nem mesmo um sinal de vida religiosa restou. Muitos anos antes de ele se tornar O que era, esse monstro que dividiu a Cristandade, ele disse -
e agora cito Martinho Lutero literalmente: "Não consigo rezar sem maldizer!" Padre, uma pergunta. Sim. Quando foi que Lutero virou luterano? Quando foi que ele disse formalmente que só precisaria comprar a Bíblia? Quem eram as pessoas por trás dele, Que o fizeram fazer isso? Havia reuniões em Whitehorse? Sim, já são três questões. Espere um pouco. Antes de tudo: Você me perguntou quando a declaração foi formal. Foi, sem dúvida, nas 95 teses. Mas ainda era católico? Não exatamente. Mas ele se considerava católico? Não. Temos que ver por outro ângulo. Eu disse que, antes da publicação das 95
teses. Ele já tinha começado a pregar sobre muitos desses assuntos. Mas, quando ele começou a pregar essas coisas e seus superiores disseram para parar, e ele não parou, ele deixou de ser católico. A A primeira questão é sobre quando ele virou luterano. De certa forma, ele nunca virou luterano, porque não era possível, seria inescusável, uma grave injustiça, não se pode dizer que os luteranos são como Lutero. Isto é, uma grande justiça, como mostrarei. Eu estava na parte em que Lutero disse: "Não posso rezar sem maldizer". Não dá para dizer que o seu vizinho luterano não
é capaz de rezar sem maldizer. Impossível, não se pode dizer isso. De certa forma, Martinho Lutero nunca foi luterano. em toda a sua vida ele nunca foi o que se entende pelo termo "luterano". Impossível. Hitler era nazista? Não sei. Hitler era Hitler. E Hitler disse o que quis dizer e o que acreditava, não estava seguindo nada. E, agora, chegamos à terceira questão: Quem eram as pessoas por trás de Lutero? Até então, ninguém. O demônio. Lutero mesmo disse: "A minha inspiração vem do demônio". Sua própria citação. Lutero mesmo disse: "Muitos anos antes de eu ter decidido
deixar o mosteiro, tinha problemas toda vez que via o Crucifixo, a estátua de Nosso Senhor ou Nossa Senhora. Não podia nem mais ver uma imagem de Nosso Senhor." Por quê? É lógico! Porque ele entrou em desespero quanto a seus vícios Que, por causa de seus vícios e desobediência, ele não podia mais combater! Combater com sucesso. Então, oprimido por sua consciência - Isso foi muito menos consequência da doutrina e dos estudos do que dos escrúpulos - Oprimido por sua consciência, ele não podia olhar para Nosso Senhor, é como olhar para dentro de si e dizer a
si mesmo "Oh meu Deus! O que foi que eu fiz?" e, depois, ver a imagem de Nossa Senhora e não poder olhar para ela. Do jeito em que está. Quando ele foi a público, tudo o que ele disse estava profundamente enraizado nele. Ele tinha perdido a fé, ele tinha perdido a obediência, ele tinha perdido a luta. E teve a sua inspiração vinda do demônio. É por isso que eu digo, quando você me pergunta, O que significa "Não posso rezar sem maldizer"? Ele mesmo explica nas conversas. Diz ele: "Nem posso mais rezar o Pai-Nosso. Eu rezo:
«Pai Nosso, que estais nos céus, por que não amaldiçoais o maldito Papa? Santificado seja o Vosso nome. Amaldiçoai todos os monges!»" É assim que ele rezava! Tem testemunhas disso, as conversas são uma tradição escrita! As conversas (não é a Tradição da Igreja) Estão escritas na História. As conversas estão registradas! E uma minoria de protestantes tem a coragem de dizer que não são autênticas. Porque sabemos que são autênticas, eles sabem que são autênticas! Não me pergunte por que eles permanecem protestantes, depois de lerem essas conversas É algo que não posso responder, não é minha intenção falar
delas. Elas estão disponíveis? Sim. Especialmente hoje, naquela coisinha esquisita chamada internet. E como elas são chamadas? As conversas de Weimar, como já disse. Em Facts About Luther, você vê. No livro que mencionei. Em Facts About Luther, se têm as fontes necessárias Quando eu considero que Youngstown, em Ohio, não é o que se chama de cidade grande, na biblioteca de Youngstown, Ohio, há milhões de livros disponíveis seja apenas em microfilme, não havia internet ainda. Ninguém poderia dizer que não poderia buscar a fonte. Agora: Em um certo ponto, as pessoas começaram a seguir Lutero. Passou a virar
uma instituição, virou como que uma religião própria. Chegaremos lá, mas antes temos que ver... Nesse ponto, Ele ainda é um renegado, mas ainda não formou sua própria religião? Não, isso nem Lutero poderia fazer da noite para o dia. Então ele ainda não é um protestante? Claro que não... Quero dizer, uma organização formal. -Não. Então, para isso, o demônio deu a ele, como Lutero disse, duas inspirações. A primeira delas Foi criticar o celibato. Ele foi a público e disse: "O celibato é pecado, tanto quanto eu sou homem! Tanto quanto não posso voar! Tanto quanto não posso
simplesmente me transformar em outra coisa, Tanto quanto preciso de uma mulher!" Claro, foi o que ele fez. Ele começou a pregar contra a castidade, a virgindade e o celibato. Ele disse que um homem que não tem mulher não é um homem. Se você me perguntar sobre John Wayne, na história da Igreja... Não vou falar de alguém que era casado, mas São Bento. Quando Deus permitiu que São Bento tivesse aparições satânicas que se assemelhavam a belas moças, ele se atirou em um espinheiro para se livrar da tentação. É isso o que chamo de homem. Um homem
que se rende a suas próprias inclinações e desejos não é um homem, é um maricas. E, claro, no contexto lógico do próprio desespero de Lutero quanto a seus próprios vícios, ele "teve" que fazer isso. Assim, ele conheceu, claro, algumas moças, Tinha algumas conhecidas, enfim, mulheres. Ele conhecia algumas... Ele conhecia uma espécie feminina de ser humano e ele tinha, como está registrado, algumas aventuras com elas. e é - Eu nunca leio a imprensa do arco-íris, então não vou tratar da história de como ele conheceu Catarina de Bora, uma freira, por sinal, que se tornaria sua esposa.
Se você quiser ler sobre isso, vai achar os livros, mas não é o lugar e hora adequados para Explicar os detalhes da imprensa do arco-íris sobre a vida de Lutero. Ele queria uma mulher, conseguiu mais de uma. A questão, agora é: Você me perguntou quando ele ficou popular. Claro, foi só um passo. Ele explicou que é impossível vencer seus vícios, ele explicou que não se precisa combater o pecado, "Vá em frente e peque audaciosamente, mas creia ainda mais audaciosamente!" Deveria falar isso com um certo sotaque, mas seria polêmico. Ele pregou sobre o ponto fraco do
celibato. Isso sempre vai ser popular entre as pessoas que não conseguem se controlar! Óbvio! Então, o que aconteceu foi que, quando ele pregou contra o celibato, quando havia declarado que o celibato é contra a vontade divina, muitos outros como ele (monges, padres seculares e até bispos) abandonaram seu estado de vida, foram atrás da primeira moça que poderiam conquistar, isso é tudo. Ele se popularizou em partes do clero. Ele ainda não tinha conseguido nada que poderia ser comparado ao poder, o poder por que anseiaria mais adiante. Ele não pregava apenas contra o celibato, Ele dizia, literalmente,
que os Dez Mandamentos não são nada vindo de Deus. Ele falava do "judeu amaldiçoado" chamado Moisés, que oprimiu seu próprio povo ao inventar os Dez Mandamentos. Ele dizia que os Dez Mandamentos não tinham vindo de Deus, que Deus jamais daria mandamentos que ninguém podia seguir. De novo, tem lógica aqui. Ele não podia seguir, ("Não podia", foi intencional) Ele desistiu da luta Ele queria se livrar do desespero da própria consciência, então ele declarou que os Dez Mandamentos eram, agora, nulos. O resultado foi, tendo o quarto mandamento desaparecido, ele se tornou um dos maiores rebeldes da história
da Europa. Ele é o arquirrevolucionário de todos os revolucionários. Liberté, Égalité, Fraternité, como os franceses proclamaram em 1789. Nada de novo, Lutero já tinha dito isso. Ele instigou a Guerra dos Camponeses, na época a Rebelião dos Camponeses, em suas partes da Alemanha. Na época que os camponeses perderam, ele se alinhou com os príncipes e os mandou Punirem os camponeses rebeldes da maneira mais cruel. De novo, não sou a imprensa do arco-íris. Nao entrarei em detalhes do que aconteceu, mas foi horrível. Lutero não apenas tinha entrado para a história como fundador de uma nova religião, ou
apenas um reformador, o que ele não era. Ele entrou para a história como a pessoa que instigou a guerra, rebelião e a carnificina na Alemanha. Ao abandonar os Dez Mandamentos, e, portanto, abandonando o quarto mandamento, ele, logicamente, acabou mandando os camponeses, que, às vezes, apenas estavam irritados contra a princesa, Darem um fim nisso. "Não é bom para um cristão ter um superior." "Um cristão sabe bem o que faz." - Está vendo? O orgulho de Lutero! Ele não escutou seus superiores quando precisava combater seus próprios vícios. Foi ele que se chamou para o sacerdócio, foi ele
que se chamou para o mosteiro, foi ele que decidiu o que fazer contra os vícios, era ele que decidia quais penitências fazer, onde, quando e como. Assim, agora era ele que decidia que todos os cristãos deveriam decidir por conta própria. "So a fé salva", mas que fé é essa? "Leia a Bíblia, Você vai ler a Bíblia e vai interpretar a Bíblia." E, se você ler a Bíblia e interpretar a Bíblia, O que é isso? Você funda sua própria religião. A essência do protestantismo, que você ainda pode ver na vasta maioria das seitas protestantes, é que
cada protestante, basicamente, faz a própria religião. Leia a Bíblia. E, o que a Bíblia te disser, é o que você irá fazer. O velho e famoso jogo: Abra a Bíblia em alguma parte e você vai achar a resposta para o que fazer agora. Isso é uma superstição! É a Teologia Moral e a sua agenda que dizem o que você deve fazer. Os deveres que você deve cumprir: Sua agenda. E a Teologia Moral é para decidir qual tarefa realmente pode ser uma tarefa E qual tarefa é imoral. Ou pode ser imoral. É isso que decide o
que você irá fazer. Talvez seja um telefonema que decida o que você irá fazer. Mas abrir a Bíblia em qualquer ponto, ler a frase e decidir o que fazer agora ou o que fazer na vida? É superstição. O Espírito Santo não está disponível a todos e a qualquer momento. O Espírito Santo tem Sua inspiração garantida para evitar erros quando um papa pronuncia sua infalibilidade. Ele não a garantiu para você e para mim. Lutero, no entanto, determinou o que tinha determinado para fazer com que todos decidissem a sua própria religião. Ele disse, literalmente: "Quando perguntavam a
um dos príncipes, ou um dos padres que o seguiam, dizendo: "Pergunte a Herr Doktor Lutero, por favor. Por que ele diz que esta e aquela citação da Bíblia deve ser interpretada desta e daquela forma? De onde ele tira sua sabedoria?" Lutero fazia o mensageiro responder "Mande ele fazer isto, porque sou eu que estou mandando." Era esse o tipo de argumento teológico de Martinho Lutero. Ele, de propósito, falsificou a tradução da Bíblia para adaptar a Bíblia a seus próprios pensamentos, não para provar seus pensamentos com a própria Bíblia, Era apenas fingimento. Ele traduziu a Bíblia para
que a Bíblia dissesse apenas o que ele queria que ela dissesse. Ele usava a Bíblia para provar seus próprios erros. O que ele fazia, especificamente, que tornava desagradáveis os livros que ele não incluiu na Bíblia, se eu não estiver enganado? São Tiago, por exemplo, quanto à castidade. Ele condenava a castidade, então não pôde incluir a Epístola de São Tiago, que é bem explícita quanto ao propósito da virgindade e da castidade e o celibato, por sinal. Não é chamado de "celibato", mas... tinha que sumir! Que São Tiago sumisse! A Epístola de São Tiago dizia algo com
que Herr Doktor Lutero discordava, Então a Epístola de São Tiago não podia ter sido inspirada. Caiu fora. Então ele que virou Deus? Isso. Todo herege é seu próprio deus. Foi o que eu disse sobre o pecado de Lúcifer. Até Lutero sabia que não era capaz de ser como Deus. Ele queria ser o que era por causa própria. E o resultado foi que Tendo instigado a rebelião, claro que nem tudo virou um problema político com o imperador Carlos V, Você pode ler sobre todos esses fatos históricos em livros excelentes e livros que vão te dizer coisas
que eu não poderia me lembrar. Como ele conseguiu ficar popular? É simples. Ele mandou os príncipes locais confiscar as igrejas. Confiscar uma igreja, com o edifício, se tira um monte de cálices, ostensórios, relicários, vestuário e dinheiro. Doações, renda. Naqueles dias, uma igreja não era apenas uma construção Usada para a celebração dominical. Uma igreja era o centro de toda a comunidade. Tinha sua própria renda, porque alguns dos melhores vinhos da Áustria ainda são propriedade de sua paróquia. Vinhedos, perdão. Quis dizer vinhedos. Alguns dos melhores vinhos da Áustria vêm de vinícolas, ou vinhedos, que ainda são propriedade
do pároco local. Assim, se eu compro uma garrafa de vinho, o que se produz naquela garrafa de vinho vem daquela paróquia. Imagina, naqueles dias, dizer ao príncipe local Que a propriedade deve ser condenada, ou seja, o sétimo mandamento já era, que nenhum cristão precisa de autoridade, o quarto mandamento já era. E, claro, adicionar suas próprias mentiras, o oitavo mandamento já era. Dizer a esses príncipes que eles podiam confiscar tudo que tinha em um mosteiro significava: Grana! Muita grana. Foi esse o sucesso de Lutero. Ele mesmo que disse. Na época, tudo isso foi a público na
Alemanha, ele era um dos homens mais odiados da Europa, O que, naqueles dias, significava o mundo inteiro. Ele era uma das personalidades mais odiadas. Algumas vezes, ele recusava ir a uma conferência importante porque tinha medo de ser visto nas ruas. E ele dizia a sua amada e incrível esposa Catarina de Bora, a ex-freira, ele dizia a ela, Se colocarem as mãos em mim, vão me matar. Sua única esperança era a proteção dos príncipes que ele enriqueceu pelo confisco de bens e propriedades da Igreja. Mas deixe-me voltar a assuntos mais espirituais. É muito importante. Em sua
interpretação da Bíblia, ele chegou ao ponto de blasfêmias absolutas e indizíveis. Pegou o ponto em que Cristo fala com Madalena e xingou Cristo de um jeito que não posso dizer aqui, tem algo a ver com um homem que não se importa em ter muitas mulheres. Ele chamou Cristo disso. Aqueles que querem saber o que ele disse podem procurar no dicionário de alemão. o termo se soletra H - U - R - E - B - O - C - K. Ele chamou Cristo disso e adicionou - estou citando Lutero, literalmente, nas conversas: "Cristo era um
(aquele nome) que aprontou com Madalena." Ele acusou o Papa de coisas que nem Alexandre VI teria feito. Tal como ele disse: "Não sou capaz de rezar sem amaldiçoar", ele viveu assim. Consegue imaginar alguém que não apenas exime-se de suas atividades sexuais da forma mais nojenta, coisas nojentíssimas, e eximir-se de todos os tipos de loucuras e fragilidades? Um homem, um padre que bebe sete litros de vinho todos os dias? Está registrado. Isso são quase dois galões, todos os dias. Até para mim é incompreensível como alguém pode sobreviver a isso! Ou continuar assim, se é que você
me entende. Foi assim. Ele não viveu exatamente a vida de um segundo São Paulo, como alguns protestantes chamam Lutero. Ele amaldiçoou a Cristo. Ele amaldiçoou a Nossa Senhora. Ele amaldiçoou a virgindade, ele amaldiçoou o estado de celibato, ele amaldiçoou o Papa, o papado, a Igreja Católica, a Missa, os Sacramentos, ele disse que sua inspiração vinha do demônio, ele dizia receber aparições do demônio, ele dizia que, às vezes, só ficava confortável quando pensava no demônio, em vez de Nosso Senhor, Ele disse a sua dita "esposa", óbvio que ele vivia um concubinato, Ele disse que, em uma
noite, Catarina de Bora, que, de certo modo, era menos culpada do que ele, eles estavam passeando à noite e ela disse: "Não é lindo o céu?" Em alemão, "céu" e "Paraíso" são a mesma palavra: "Himmel" Então, em alemão, parecia que ela tinha dito: "Não é lindo o Paraíso?" Lutero olhou para ela com tristeza e disse: (Isto está registrado, ele admite, mais tarde) Ele olhou para ela com tristeza e disse: "Sim, Cati. Mas não para nós". Ele sabia onde iria parar. Sabia disso. Sabia que tinha perdido tudo. Por exemplo, perguntaram para ele "Martinho, você realmente acredita
em tudo que ensina?" Ele disse: "Não, quem acredita?" Ele sabia que estava mentindo. Ele sabia que não podia provar nada do que dizia. Ele destruiu a sociedade da Alemanha, foi ele que causou a Guerra dos Trinta Anos. 1618-1648. Uma das guerras mais cruéis e nojentas da História, se você estudar os detalhes. Incrível! Ele já estava morto, mas eram protestantes contra católicos. Toda a Guerra dos Trinta Anos foi sobre isso. Martinho Lutero morreu da forma como viveu. Na noite de 17 de fevereiro de 1648. Ele, como sempre, claro, foi dormir chapado. Ele foi encontrado, pela manhã,
ao contrário do que alguns protestantes relatam, há outros relatos da época Que dizem que tentaram ressuscitá-lo. Ele foi encontrado enforcado em uma corda em seu quarto. Martinho, o grande Segundo São Paulo, como alguns o chamam, Martinho Lutero, que destruiu a Cristandade na Alemanha, que viveu da forma como diz que Cristo viveu - Procurem pela palavra no dicionário. Que viveu mentindo, traindo, amaldiçoando, que trocou a oração pela maldição, o celibato pela imundice, que trocou todo tipo de virtude por todo tipo de vício, Morreu desesperado. Satanistas sempre morrem desesperados. Ele morreu enforcado. Pegou a corda e se
enforcou. E foi para o inferno. Mencionei que, em 1974, ocorreram as primeiras tentativas de canonizar Martinho Lutero. Não posso dar comprovação alguma do que direi agora, não posso dar prova alguma, se você quiser rejeitar o que estou dizendo, é livre para fazer isso. Sei por uma fonte muito, muito, confiável. Mencionei, antes, que em 1974 já havia pessoas que tentaram canonizar Martinho Lutero. A história que contarei agora é bem curta e não tenho absolutamente nenhuma prova. Não posso, de forma alguma, fazer você acreditar no que eu digo. No entanto, tenho uma fonte muito confiável, do contrário,
não estaria desperdiçando seu tempo ao contar a história. Em 1974, Um padre da província austríaca da Estíria, que é uma das 9 províncias da Áustria, perto da capital da província, Graz, podem procurar no mapa. Ele começou a publicar uma série de artigos explicando muitas coisas que expliquei hoje. E algumas forças sinistras, que não quero mencionar, tomaram a decisão de tentar calá-lo. Então, foram ter com ele e disseram: "Você não vai interferir no nosso movimento de canonizar Martinho Lutero". Esse padre disse: "Está bem. Eu concordo com vocês, mas quero que fiquem aqui até esta noite". Foi
a única condição que ele deu. O padre entrou em oração intensa, pegou seu livro de exorcismos E, após muitas horas de oração, muitas horas de exorcismo, muitas horas de concentração intensa no assunto. Esse homem voltou à sala, onde essas pessoas o estavam esperando impacientemente e ele sentou-se com eles. Foi tudo o que ele fez. E bateram na porta. As pessoas disseram: "Entre". Nada aconteceu. O padre disse: "Entre". A porta se abriu Era um Martinho Lutero acorrentado, em brasas No meio de dois demônios. Esses homens nunca mais pediram para que esses artigos deixassem de ser publicados.
O padre terminou a série de artigos. São essas as fontes de minha informação de hoje. No entanto, se a história desse padre é verdadeira, ou se não foi provada, ele escreveu os artigos, citando fontes históricas confiáveis. A Igreja, geralmente, não entra em detalhes se alguém está no inferno ou não. Se você ler somente esse livro, Facts About Luther, e se acreditar em só 50% do que eu disse hoje, Verá apenas uma fagulha desse monstro, chamado Martinho Lutero, que tentou destruir a Cristandade.