[Música] estamos aqui tomando um belo suco de laranja na ilha da minha Laranjeira Laranjeira atrás dela que beleza gente foi primeiro ano que ela encheu de laranja mostra para todo mundo ficar com inveja da minha laranjeira ela levou mais de 10 anos para dar laranja pergunta mais a minha agora tava com uma laranja amar é um ato que a gente já comentou aqui no vídeo algumas vezes né de muita coragem e ao mesmo tempo de risco e eu lidar com amor assim lidamos também separamos para pensar com a nossa própria criança porque a gente tá
o tempo todo se reparando com frustrações com carências que não são atendidas com vontade desejos né inseguranças medos e queria que você comentasse um pouco sobre isso como é esse viver uma relação amorosa afetiva sendo muitas vezes uma projeção dessa relação metafórica digamos assim com a nossa própria criança com os próprios Desejos da nossa criança Então essa é uma coisa bastante freudiana né essa pergunta as primeiras relações ambientais como são chamados na psicologia são as relações afetivas com os pais biológicos ou não né É como eu fui recebido como eu fui acariciado como eu fui
amamentado alimentado como a minhas necessidades básicas de afeto ternura alimentação sono foi resolvida e atendida Então ninguém foi Amado sem você ninguém foi atendido 100% não existe essa possibilidade nem os cachorrinhos Você já viu você tem mas o seu é macho né quando a cadela tem os filhinhos eles mamam dia e noite tem uma hora que ela fala assim chega levanta vai passear cai os cachorrinhos no chão assim é muito engraçado é como que ela fala assim ai gente preciso de ar sabe nem os cachorrinhos são 100% por mais que a mãe Se dedique Eu
já vi mãe se dedicarem a dar uma marca o filho quer principalmente o primeiro mês é de noite né ai preciso já preciso sair preciso falar Preciso minhas necessidades Principalmente um companheiro é um companheiro amoroso que dá suporte é ótimo isso não é ela tá na carência da criança dela né Então essa criança atendida Você tá marcando no corpo dela o que é amor porque o amor da Criança é sensorial ela precisa do contato físico primeiros meses o bebê completamente sensorial isso de amarrar o filho no corpo é a melhor coisa que os pais podem
fazer ele fica eternamente aqui e ele fica preenchido daquela hora o que vai organizando a aura dele que por sua vez organiza o chakras então o chakra cardíaco e o segundo chakra são eles começam a se organizar nessa hora e é o que vai determinar a minha relação afetiva adulta se eu não fui receber eu também não vou receber não sei não tá marcado no meu corpo depois começa um processo de eu botar nome ou perguntei imagem Ah é aquela pessoa ali que me abraça que me cuida eu começo a ver você associar a sua
imagem com aquele aquele carinho Então aquela imagem aí depois você aí é o pai eu digo ao papai papai a mamãe aí vem o nome percebe como é que vai formando aí o chakras vão se organizando e isso vai determinar a minha relação adulta aí eu fico adulto como um vou estudar vou trabalhar conheço um bonitinho e me apaixono por ele e quero viver com ele e muito pouco tempo de convivência as minhas carências infantis começam a ser projetadas naquela pessoa ou as minhas necessidades preenchidas também vão ser projetadas então pode falar assim todo amor
é um amor de transferência difícil eu gostei muito a entender isso amor de transferência quer dizer que eu não amo você eu amo porque você parece meu pai ou porque me dá carinho igual ao meu pai me dá atenção e com meu pai e pela vida fora análise me mostrou que era isso mesmo Cansei de me apaixonar pelo pai mas é interessante porque não deixa de ser legítimo também Claro que ela é gente desde que eu tenha consciência do que tá acontecendo senão eu fico exigindo de você o que eu não tive lá ou ao
contrário eu vi um filme uma vez que eu gostei muito era uma história de um casal queria separar os filhos foram para um acampamento e eles iam aproveitar para se resolver a separação ou não para quando se voltassem então tem uma cena maravilhosa estão os dois deitado na cama conversando aí aparece do lado dele os dois o casal de pais dele do lado dela o casal de pais dela então muitas vezes ela começa a falar a mãe dela mandou recado para lá a mãe dele responde pela de cá quer dizer muita gente não entendeu isso
mas claro muitas vezes quem tá falando são as projeções não é a pessoa já adulta é a projeção infantil que tá fazendo essa coisa quando eu atendi casal alguns anos atrás eu tenho de casos [Música] é uma tarefa tem palavras que os casais usam que é absolutamente da criança por exemplo ele nunca vem na hora que eu preciso ele nunca está se a criança Ah ele se atrasa sempre ela nunca chega na hora que eu preciso ela nunca está lá quando eu marco com ela criança porque nessa sempre nesse nunca não existe eu nunca sempre
na verdade é um pedido de atenção de esperar o advérbio de intensidade quando se utiliza né é chamado atenção mesmo linguisticamente falando geralmente em cidade naquela emoção porque nunca não existe sempre não existe E aí eu perguntava sempre ela nunca chegou na hora não não é que não chega entendeu mas é o costume dela chegar atrasado quem chegava atrasado para necessidade da criança uma peça de teatro que eu não sei o nome faz tantos anos que eu assisti que é assim começa a mãe e a criança ele alguém tá representando a criança não é uma
criança a mãe se aprontando para sair e a criança demandando a atenção para ela não sair Aí ela fala eu vou sair e você vai ficar aqui me espera Fulano vai ficar tomando conta de você e eu volto daqui a tanto tempo a mãe sai a criança ela chorando desesperada e por aí vai a criança cresce a mãe vai envelhecendo e chegar no final a mãe tá bem velhinha a criança adulta se aprontando para sair e a mãe falando assim onde que você vai porque você não fica comigo nunca percebe a mãe fazer a mesmas
palavras que a criança falava É bem isso a gente esse círculo vicioso do afeto eu quero que o outro me dê 100% tem um filme belíssimo para assistir esses dias recentemente que fez o coringa fazer aquele filme Ela do Spike de 11 muito bom ele é o filme chama Bolt tem medo de alta e medo é o nome do protagonista né é um filme extremamente simbólico Porque tem uma leitura do filme crítica de que na verdade a história toda se passa no inconsciente da mãe dele porque a história é a relação edífica fortíssima dele com
a mãe que gerou inclusive um surto Psicótico com ele ele é um personagem esquizofrênico e vai mostrando essa relação doentia que a mãe tem desde pequeno igual dependência sabe com ele o quanto que isso destruiu a formação dele como pessoa como adulto dessa falta de descolamento também sabe agora entra uma coisa importante mesmo que a gente precisa falar na relação do filho com a mãe dos filhos com a mãe o papel do pai o pai o terceiro como a gente chama o terceiro incluído na relação é o que põe o limite é que mostra o
algarismo que mostra a criança que ela é separada da mãe e mostra para criança que a mãe tem necessidades diferentes dela o pai é quem corta a simbiose do filho com a mãe ausência do pai compromete muito a simbiose ela se perdura pela vida eu tenho cliente já tive clientes que adultos filhos formados e vem completa simbiose com filhos com um filho com uma filha porque a projeção de que ela tem que ser tão toda minha autoimagem idealizada Projetada na filha um filho e ele tem que ser aquilo que eu quero que eu gostaria de
ter sido ou que eu quero que ele seja E aí nessa hora a gente precisa estar muito clareza por exemplo você tá estudando psicologia sua intenção é ter clima é bom ser observar bem estudar a questão da simbiose é natural a mãe e o filho são fundidos na minha barriga essa fundição da energia da mãe com filho precisa se manter durante meses porque aí é que vai formando a aula da criança que vai formando Chácaras que vai formando o comportamento no final que alguma hora a gente pode falar disso mas outra pessoa que está na
relação que é o pai o companheiro ou companheira sei lá quem tiver na relação junto que possa interferir mostrar a separação entre um e outro a maioria de nós tem uma simbiose muito grande com os pais partes Nossa que não desgrudaram [Música]