seja bem-vindo ao meu canal hoje a gente está começando uma série de vídeos que se chama Jung descomplicado A ideia é que a gente fale de alguns termos de um guianos que caíram no Gosto Popular e justamente por terem caído no Gosto Popular eles são usados nas mídias por influências De maneira um pouco deturpada então A ideia é que a gente vá passeando por esses termos Hoje a gente vai falar de um termo que é muito conhecido que é complexos quem nunca ouviu falar Fulano é complexado ciclano tem complexo de inferioridade a gente tem livros
famosos Como por exemplo o complexo de Cinderela que que é Afinal complexo será que ele é sempre uma coisa ruim como a gente ouve falar fica comigo eu vou tentar descomplicar o conceito de complexos e no final do vídeo Você comenta e me diz se eu conseguir ou não [Música] bom é muito comum a gente ver nas redes nas conversas o termo complexo geralmente esse termo é usado de maneira pejorativa fulana complexado significa que ele tem traumas que é uma pessoa problemática são pode ser vários significados mas geralmente é um significado negativo Fulano tem um
complexo de inferioridade né a pessoa se sente menor do que as outras ou superioridade um complexo de superioridade O Popular tem o Rei na Barriga a pessoa se sente Acima das outras então sempre no senso comum esse termo é usado com a valoração negativa mas o que que Hong falava sobre complexos eu vou usar um conceito de complexos que está no livro 18 das obras completas a vida simbólica onde Jung diz o seguinte um complexo é a imagem de uma situação psíquica com acentuada carga emocional e além disso incompatível com atitude habitual da consciência vamos
lá são três tópicos nessa colocação de Yung primeiro o complexo é uma imagem de uma determinada situação psíquica então o complexo tem um tema central um tema psicológico então quando a gente fala complexo de rejeição a rejeição é um tema psicológico o materno tem uma psicológico o abandono é um tema psicológico o medo a raiva então existe um tema psicológico e a pessoa vai vivendo vai entrando em contato com ele ao longo da vida e a gente vai desenvolvendo imagens desse termo psicológico quando eu falo por exemplo da Maternidade tem mulheres que vão amar que
vão vibrar tem mulheres que vão olhar assim não eu não penso nessa possibilidade tem outra pessoa um homem por exemplo eu posso falar de maternidade e ele pode se remeter a mãe que o abandonou ou a mãe que ele nunca teve por exemplo outra pessoa a mãe que acabou de falecer então Todos nós temos vivências próprias em tornos de temas psicológicos Então dentro desse exemplo o tema é o materno então Todos nós temos imagens do materno são os nossos complexos quando essa imagem é preenchida com muita carga emocional Ou seja eu tive uma experiência muito
forte de abandono eu tive uma experiência muito forte de afeto de vinculação com a minha mãe eu tive uma mãe na física que a gente teve uma relação destrutiva foi muito forte quando essa vivência em torno dessa imagem psicológica é carregada dessa carga afetiva tem muito afeto Ou seja é um tema que geralmente me sensibiliza mais do que sensibiliza as outras pessoas eu tô com um prato cheio eu tô com todos os elementos para criar um complexo em torno daquele tema então eu tô falando dos dois primeiros elementos vamos lá a imagem de uma situação
psíquica carregada de tonalidade afetiva E aí vem o terceiro elemento geralmente eles são incompatíveis com a atitude habitual da consciência então por exemplo se eu tenho um complexo de abandono eu posso tender a me colocar nas relações com uma pessoa que mendiga afeto dos outros então eu tô querendo não ser abandonado Essa é a atitude da minha consciência eu me submeto a situações eu me coloco em relações abusivas eu tendo assim uma pessoa permissiva nas minhas relações porque eu não quero ser abandonado os meus comportamentos caminham nessa direção então o complexo ele fala do aspecto
oposto ao meu comportamento habitual na consciência é por isso que os complexos eles estão inconsciente a gente não consegue enxergar agora Apesar de eu estar usando esse exemplo é muito importante a gente entender que o complexo em si ele não é nem positivo e nem negativo a nossa vivência com ele é que pode dar esse caráter pode dar essa valoração então eu posso ter um complexo materno negativo por exemplo eu passei pela experiência de abandono Então me colocando em relações destrutivas dessa maneira como eu exemplifiquei mas posso ter passado pela experiência do abandono e com
o meu trabalho terapêutico eu posso desenvolver um complexo materno Positivo eu posso Maternal outras pessoas eu posso sentir empatia por pessoas que estão passando pela situação do abandono eu tenho uma outra relação com esse tema e outra coisa ter complexos não é um problema pelo contrário ter complexos é completamente natural todas as pessoas têm complexos a gente só vai parar de ter complexos na hora que a gente morrer problema é quando o complexo é inconsciente demais e quando o tema que esse complexo apresenta ele é muito contrário a nossa consciência aí a gente começa a
ficar refém dos nossos complexos os nossos complexos eles estão falando de um lugar que ainda chama de sombra um exemplo poderia ser esse exemplo que eu acabei de dar uma pessoa que tem o complexo de rejeição e se coloca nas relações de maneira completamente permissiva não reconhecendo os seus limites com medo de ser abandonada então quando a gente tem complexos que estão no nosso inconsciente estão na nossa sombra tem uma valoração negativa nos fazem mal a gente acaba entrando em processo de auto Sabotagem a gente acaba adoecendo a gente tenta fazer uma mudança na nossa
vida a gente não consegue a gente não consegue entender o porquê que a gente não consegue processar essas mudanças E aí tem uma frase de um que é muito interessante que ele diz que na verdade nós não temos complexos os é que nos tem existem situações específicas na nossa vida que a teoria indiana chama de constelação do complexo que nada tem a ver com constelação familiar só para vocês não confundirem o que que é essa constelação do complexo são momentos Onde você tá vivendo uma situação e você é tomado de uma carga afetiva tão grande
que você se comporta de uma maneira completamente contrário ao seu padrão habitual e você se pergunta o que foi que aconteceu nem parecia as pessoas comentam nem parecia que era você parecia que era outra pessoa sabe então uma pessoa que é muito pacífica e de repente a gente toca num determinado tema e aquela pessoa é tomada de uma tonalidade afetiva e ela tem uma explosão de raiva uma explosão de agressividade ela se comporta de uma maneira que as pessoas não conhecem que ela mesma desconhece então ali a gente tem uma manifestação do complexo essa manifestação
geralmente é curta porque complexo não tem força para ficar na consciência lembra ele fala de um tema que é contrário a minha consciência a minha consciência Então ela tenta se defender dos meus complexos E aí ele volta mas isso é um sinal Claro Óbvio de um complexo que a gente precisa entrar em contato que a gente precisa elaborar que a gente precisa ressignificar para que a gente não fique refém dele e aí você me pergunta mas eu descobri que eu tenho um complexo de rejeição tem um complexo de inferioridade o que é que eu faço
com esse complexo jamais nós vamos pensar na ideia de destruir os nossos complexos nem existe essa possibilidade tem uma outra frase de Young que é tudo que negas se submete então quanto mais a gente negar quanto mais a gente quiser acabar mais força a gente dá para os nossos complexos a gente precisa fazer três coisas com os nossos complexos então percebi que tem um tema que me afeta um tema possível de quer que eu preciso fazer primeira coisa reconhecimento você precisa reconhecer que aquele tema lhe afeta porque aí você traz para consciência só saber só
reconhecer não vai promover mudança mas é o primeiro passo pensando num processo de autossabotagem você pode passar de forma inconsciente nem reconheço vai ser muito mais difícil de você sair do que se você reconhecer sei lá você passa por uma dependência eu preciso de ajuda então reconhecer que esse tema é difícil que você precisa trabalhar às vezes com ajuda de um profissional isso é o primeiro passo o segundo passo é aceitação porque por exemplo se você tem um complexo de inferioridade complexa é como se fosse uma vozinha que levasse a gente até muito medo de
ser inferiorizado complexo de inferioridade é isso ele tem medo de que a gente fique nesse lugar de inferioridade Então eu preciso aceitar problema dentro de mim em situações em que eu vou me passar muito bem em que eu vou me destacar mas tem situações onde vou ser inferior mesmo E isso não quer dizer que eu seja uma pessoa ruim que eu seja uma pessoa é má isso quer dizer que eu sou uma pessoa humana tem um Defeitos e qualidades a complexo de rejeição Tem situações que eu vou ser rejeitado mesmo se eu tô sendo rejeitado
o tempo inteiro em todas as relações aí eu preciso parar e pensar o que é que eu tô fazendo né ou Que tipo de pessoas que eu tô procurando para me relacionar que me colocam sempre nesse lugar de rejeição mas ser rejeitado uma vez outra Isso faz parte da experiência humana Então eu preciso aceitar o tema desse complexo é preciso aceitar a possibilidade do abandono nós vamos ser abandonados diversas vezes na vida e não porque somos pessoas ruins Mas porque pessoas abandonam pessoas então a gente precisa naturalizar esses temas então eu reconheço eu preciso me
esforçar para naturalizar essa experiência e aí a gente começa a tirar um pouquinho da força que é o kyong chama de dissolução dos complexos e é tão bacana porque de repente você se pega passando por situações que antes te afetavam tanto e de repente você vê que aquilo já não te afeta tanto você já não tem mais aquela necessidade de Sabe aquele sofrimento você é muito bacana Quando você vê que você vai caminhando e você vai aprendendo a lidar com seus complexos para fechar esse vídeo eu quero ler para vocês uma frase de umng que
tá no livro 6 das obras completas mas antes de ler essa frase se você chegou até aqui é porque você tá gostando desse conteúdo então eu peço que você me ajude a continuar produzindo esse tipo de material e a forma mais fácil de você poder me ajudar é curtir comentar compartilhar me seguir ativar as notificações assim você ajuda o nosso canal a crescer e me ajuda a continuar produzindo esse tipo de conteúdo a frase que eu vou ler de Jung é a seguinte todo mundo tem complexos eles são pontos focais da vida psíquica dos quais
não deveremos nos desfazer do contrário atividade psíquica chegaria a Total paralisação então eu Trago essa frase no final desse vídeo para dizer para você o seguinte ter complexos é normal quando a gente se torna refém deles aí nós temos um problema o problema é quando a gente é refém dos nossos complexos é quando a gente não trabalha é quando a gente não os conhece a gente acaba fazendo coisas que não são legais a gente acaba entrando em comportamentos destrutivos em processos de autossabotagem aí a gente entra num processo que não é legal mas ter complexos
em si é normal é estrutura base da vida psíquica bom eu espero que esse vídeo tenha te ajudado se você quiser aprofundar mais na psicologia de ONG eu quero recomendar o meu curso fundamentos da psicologia indiana vou deixar o link aqui em algum lugar da tela para você visitar e ver todos os detalhes e agora eu quero saber eu consegui te ajudar a descomplicar o termo complexos conta aqui nos comentários e se você quiser sugerir algum termo e um de ano você acha interessante que eu trouxesse nessa série comenta aqui também que nos próximos vídeos
eu vou considerar essa sugestões tá bom Um abraço e até a próxima