então aqui como eu falei para vocês a gente tem uma visão mais macroscópica do um músculo Aí ele dá um zoom que nem a gente viu lá atrás então tem o tecido conjuntivo e a fibra muscular outro tecido conjuntivo indo até uma célula até uma fibra muscular Então ele deu um zoom no músculo aqui ele mostra pra gente o neurônio então o neurônio enervando essa musculatura trazendo de um sinal elétrico que vai chegar na Fenda sináptica liberar determinados transmissores bioquímicos para que aconteça a contração Então a gente tem o bubo sináptico a junção eh neuromuscular
a fenda sináptica toda essa visão mais microscópica aqui nós temos uma miofibrila que é uma fibra muscular que ela é dividida em sarcômeros Então se a gente pegar essa divisão até essa divisão é um sarcômero essa divisão aqui até essa é outro sarcômero então quem trabalha com treinamento muscular treinamento de força é um conceito que a gente usa bastante essa questão de sarcômeros em série sarcômeros em paralelo que é o que o treinamento muscular vai proporcionar pensando em melhora de força então tem os sarcômeros e quando eles contraem eles encurtam eh o seu tamanho e
o músculo contrário aí ele vai ter uma visão mais microscópica ainda né dessa tração acontecendo a gente tem os filamentos de actina e miosina então o filamento que a gente chama de filamento Grosso de miosina filamento fino de actina E essas Pontes Então existe uma cadeia onde elas se encaixam uma ponte de actina se encaixa numa ponte de miosina e elas se juntam essa junção esse encaixe faz com que gere essa alavanca Gere contração muscular Então é assim que acontece a contração e por que é importante a gente entender isso porque quando a gente fala
de actina e miosina eh depois lá no final da aula a gente vai ver que um dos manejos eh clínicos para controle de tonos é por exemplo o uso de toxina botulínica E aí a gente vai ver o efeito da toxina botulínica justamente nesse alinhamento nesse encaixe entre o filamento fino e filamento Grosso aí tem toda a questão de geração de energia também então para essa para esse movimento acontecer a gente tem o ATP que ele advém de diversas cadeias bioquímicas depende do tipo de fibra e ele é quebrado em ADP mais fosfato para gerar
energia para que esse movimento aconteça então aí que tá o gasto energético para esses filamentos fazerem constantemente esse movimento e constantemente gerarem contração muscular aí ele vai mais para uma parte bioquímica no vídeo né Então a gente tem o impulso nervoso que chega até a fim da sináptica libera determinados ali neurotransmissores determinados transmissores bioquímicos que correm pelo músculo através dos retículos coplas máticos mudam a concentração iônica e aquele músculo contra E aí tem a contração muscular Então esse é o processo da contração muscular quando a gente fala de contração e a gente tá falando de
contração para entender tonos a gente tem que pensar que o nosso músculo Deixa eu só colocar o ponteiro de a gente tem que lembrar que o nosso músculo ele é dividido em unidades motoras então o que que é uma unidade motora de um músculo basicamente ele é a somatória de de de duas estruturas uma delas é o neurônio que a gente chama de neurônio motor Alfa motoneurônio que vem lá da medula então uma delas é o neurônio que enerva e a outra é a fibra muscular então o neurônio enerva uma fibra muscular que nem a
gente viu naquela animação E aí o impulso elétrico que o neurônio traz até a fibra faz a fibra contrair Vocês já vão entender porque que a gente tá falando disso para falar de tônus quando a gente fala de fibra muscular de unidade mot a gente tem que lembrar que a gente tem tipos de fibras diferentes Então a gente tem fibras do tipo um do tipo 2 A e do tipo 2B essa diferenças essas diferenças né de tipos de fibras elas trazem consigo diferenças de características então a fibra tipo um ela tem um determinado diâmetro uma
determinada concentração de mioglobina uma determinada quantidade de capilares ela usa um sistema energético específico né em maior proporção ela tem uma capacidade de resistência à fadiga e de velocidade de contração específica com isso ela gera uma potência e uma resistência específica Então a gente tem que lembrar que dentro do nosso corpo cada grupo muscular ele tem uma proporção de fibras maior de um tipo ou de outro então determinado músculo do meu corpo ele vai ter mais fibras do tipo um que tem essas características do que do tipo 2 B que tem essa em comparação a
um outro grupo muscular que vai ter mais fibras desse tipo E aí por que que a gente tá falando disso de contração unidade motora porque vocês vão ver lá na frente que os estudos mostram que uma forma da gente manejar tonos clinicamente falando é a gente colocar o nosso paciente dentro de um programa de treinamento de fortalecimento então o fortalecimento muscular ele é um dos pontos muito importantes pra gente conseguir melhorar eh não melhorar a questão do tonos mas a gente conseguir manejar o tonos então a gente fortalecer os grupos musculares dos nossos pacientes proporcionam
pra gente manejar clinicamente o tus dele e a gente tem que lembrar dentro todas essas características de cada fibra muscular todas são importantes mas a gente tem que lembrar principalmente de potência e resistência Então vamos pensar o seguinte um músculo que tenha mais fibras do tipo um ele é um músculo que gera menos potência gera menos força porém é um músculo que tem uma então é um músculo que ele é capaz de Resistir à fadiga ele fica contraído por longa duração já uma fibra do tipo 2B que é o outro oposto ela gera muita força
mas ela resiste pouco a fadiga então ela não consegue ficar contraída por uma duração muito longa de tempo para tornar isso bem visual para vocês eu trouxe duas imagens que vão explicar exatamente o que que é um predomínio de de fibras do tipo um e um predomínio predomínio de fibra do tipo 2B Então se a gente pegar dois atletas de corrida um deles um atleta de maratona provas de longa duração e o outro um atleta de prova de tiro de curta duração e alta intensidade a gente consegue ver até olhando pro corpo do atleta a
gente consegue ver esse predomínio então aqui ele tem fibras muito mais do tipo um porque são fibras que T mais resistência Então como ele treinou durante anos para provas de longas distâncias eh ele foi transformando as fibras dele a gente consegue algumas fibras são fibras de transição e dependendo do treino eu consigo puxar ela para um predomínio do tipo um ou puxar ela para um predomínio do tipo 2B então ao longo dos anos por uma questão de treino treino intensivo por persistência de estímulo ele tem um predomínio de fibras do tipo um por isso que
ele tem esse Biotipo mais magro porque as fibras do tipo um se a gente olhar o diâmetro elas são fibras de menor diâmetro então ele tem essa essa aparência corporal de alguém mais magro porém ele é capaz de correr provas de longas distâncias Então essas maratonas que são vários quilômetros à prova e ele Exige uma contração muscular durante muito tempo as fibras musculares do corpo dele dão conta desse tipo de prova em compensação se a gente pegar um atleta de provas de velocidade ele tem um predomínio de fibra muscular de outro tipo que tem um
diâmetro maior por isso que visualmente ele tem um corpo com mais massa muscular com mais definição porque as fibras musculares têm diâmetros maiores E aí as fibras que ele tem maior predomínio no corpo dele são fibras que geram mais potência geram mais força mas não resistem à fadiga se a gente fazer se a gente fizer perdão eh essa analogia pros nossos pacientes Por que que a gente usa esse mesmo conceito pros nossos pacientes porque a gente tem que lembrar que se o programa de fortalecimento muscular se o Trein de força é uma das formas de
manejar uma alteração de tonos no meu paciente eu preciso saber prescrever adequadamente um Programa de Treinamento então não adianta eu treinar um grupo muscular que ele é um grupo muscular desse tipo ou seja um músculo que precisa ter alta resistência à fadiga eu proporcionar para ele um treino de carga Então vamos dar um exemplo eu vou treinar com o meu paciente musculaturas antigravitacionais musculaturas que vão manter a postura Então se a gente pensar nas musculaturas de tronco antigravitacionais que mantém a minha postura elas ficam contraídas durante o dia inteiro porque durante todo o dia eu
estou resistindo à gravidade e essa musculatura tá contraída mantendo a minha o meu posicionamento contra a gravidade Então a gente tem nesses grupos musculares um predomínio de fibras do tipo um porque eu não preciso gerar grande potência mas eu preciso ter resistência se o meu paciente tem uma alteração de de tonos e eu vou fortalecer esses grupos musculares é interessante que a prescrição de treino vá nesse sentido de eu poder proporcionar para ele um treino que vai melhorar a resistência desses grupos musculares mas não precisa tanto se preocupar com geração de potência agora se eu
tô trabalhando um grupo muscular como por exemplo um grupo muscular de membro inferior de perna paraa marcha eu sei que alguns grupos musculares usados na marcha eles precisam gerar potência e então o meu a minha prescrição de treino para esses grupos musculares Elas têm que ser muito mais enfocada em ganhar força um treino com carga com com progressão de carga porque a hora que meu músculo conseguir contrair Resistindo a uma carga maior eu vou est gerando mais força então eu vou trabalhar com as fibras musculares que geram mais potência consecutivamente eu vou conseguir repercutir numa
melhora funcional do meu paciente então a ideia de colocar isso na aula foi amente a gente fazer esse paralelo se eu sei que fibras musculares T características individuais eh características específicas e eu vou trabalhar com meu paciente um treino de força pensando em manejo do tonos eu preciso fazer esse programa de prescrição de Treinamento muscular de uma forma mais adequada para ele agora vamos entrar em tonos então passamos toda essa parte de fisiologia básica vamos entender o que que é tonos então se a gente fosse pegar uma definição básica e padrão de tonus tonus é
o nível de contração em estado de repouso Então se a gente observasse um músculo ao repouso ele tem um determinado nível de contração ele nunca está totalmente relaxado totalmente em repouso esse nível de contração basal contração ao repouso é o que a gente chama de tonos Tecnicamente é como se a gente falasse que ele é o estado de tensão elástica que dispara a contração após a chegada do input do centro nervoso então ele é um nível de contração que mantém uma tensão elástica para assim que chegar aquela informação do meu neurônio disparar um um um
processo para gerar contração a a contração eh aconteça de uma forma mais rápida e também Tecnicamente falando ele é a resistência ao alongamento Então se o meu músculo relaxasse por completo ele tivesse um tonus mais baixo a gente já tem um alongamento maior então essa resistência ao alongamento é o que a gente chama de tonos por isso que quando a gente for falar das escalas de avaliação de tonos a gente vai ver que a gente testa o tonus alongando o músculo porque o tonos é a resistência ao alongamento se eu quero testar o meu tonos
eu preciso gerar alongamento no meu músculo eu fiz esse gráfico só pra gente deixar mais visual tanto que eu nem pus escala de grandeza mas é só pra gente comparar uma criança com hipotonia uma criança típica né desenvolvimento típico e uma criança com hipertonia ou espasticidade como que o tono se apresentaria aí uma contração se apresentaria vamos começar olhando a linha laranja que é a linha da criança típica então Lembrando que o tonus ele nunca é zero o meu músculo nunca nunca está num num estado de relaxamento completo sem contração então eh uma criança típica
ela tem quatro eh como eu não coloquei grandeza quatro qualquer coisa tá então ela tem quatro de tensão muscular em repouso quando chega um input nervoso pedindo para que o músculo contraia ele vai aumentando essa tensão até chegar em 10 ele chega no pico de contração muscular feita a contração ele relaxa e volta pro seu estado basal que é quatro então ele sai de quatro chega 10 volta para quatro se a gente olhar uma criança com hipotonia a gente vai ver que o estado basal dela é mais baixo então o tonos em repouso é mais
baixo é dois por exemplo e ele vai chegar a um pico de contração também voltar ao seu estado basal porém o pico de contração ele é mais baixo a gente vai ver que músculos sejam eles hipotônicos Ou espásticos eles têm fraqueza muscular Eles não têm capacidade de gerar o mesmo pico de contração do que é uma criança típica Então essa criança com hipotonia ela saiu do dois chegou até o oito no seu pico de contração e voltou ao dois se a gente pegar uma criança com hipertonia com espasticidade ela vai sair por exemplo de seis
ela já sai de uma tensão maior por isso que a musculatura é mais rígida ao repouso ela chega ali no oito e volta ao seis