conta um pouquinho da política dividendos da empresa perfeito Thiago a gente tá com uma situação bastante saudável de caixa né e a Kepler vem distribuindo dividendos aí entre 6 e 8% de dividend y né em 2024 nós fomos a número um as empresas listadas no agronegócio na distribuição de dividendos e a segunda melhor em capital goods então você pegar né uma empresa que tem 100 anos esteja nessa situação de distribuição de dividendos super saudável e um mercado bastante promissor é o lugar que a gente quer estar e nos [Música] manter sejam bem-vindos a mais um
quadro entre Haos o quadro que eu trago as lideranças das empresas listadas para conversar conosco e tirar as minhas dúvidas e quem sabe também as suas dúvidas tá bom e hoje eu tô aqui com o Bernardo Nogueira que é CEO da Kepler Weber tudo bom Bernardo tudo joia prazer estar aqui Thiago bernardo conta rapidamente um pouquinho da sua carreira maravilha Thiago então eu tô com 45 anos no agro desde os 5 anos de idade quando meu pai decidiu ser agricultor em Goiás e aí paraa minha sorte eu vi toda essa evolução do agro que era
pecuarista e foi evoluindo paraa agricultura e se desenvolvendo adução de tecnologias me formei agrônomo fui trabalhar com trabalhei com agricultura no Brasil depois fui paraa Suíça China Estados Unidos fiquei 10 anos fora do Brasil sempre no agronegócio trabalhando em diversas regiões aí mundo afora e 2014 voltei pro Brasil com uma multinacional americana e há 4 anos atrás tocou o telefone para essa oportunidade na Kepler e né fui entrei como diretor comercial e desde o ano passado como CEO bernardo conta também o que que faz a Kepler perfeito kepler Webber tá completando 100 anos agora em
maio e ela é líder na fabricação dos equipamentos que são necessários para pro condicionamento movimentação e armazenagem de alimentos né grãos e alimentos então a gente faz todo o equipamento que h armazena o arroz processa e armazena o arroz que chega na nossa mesa por exemplo e e hoje os grandes clientes da Capber quem são a gente são os maiores e melhores do agronegócio a gente costuma dizer né são as empresas mais tradicionais aí né desde produtores rurais com mais ou menos 30% da nossa carteira aí outros 30% são que a gente chama de agroindústrias
né então são serialistas cooperativas tradings e agora bastante forte também projetos de biocombustível então o etanol de milho que tá super acelerado é uma demanda para nós ah biodiesel através da soja também gera demanda para armazenagem dessa desse produto e depois portos terminais então a gente tá tem né os principais h equipamentos dos principais portos de Santos Paranaguai do Arco Norte todos eles têm equipamento Capterler e negócios internacionais então a Kepler ele é líder no na América Latina né e a gente tem aproximadamente 10 a 15% da nossa receita com negócios internacionais então vocês exportam
imagino que pros países do do continente aqui isso então Paraguai número um né disparado Uruguai número dois né depois Colômbia Bolívia Venezuela e agora Argentina voltando também para o nosso portfólio e desculpa Thiago acho que só para também dizer que a gente também tá na África né tivemos obras também no Paquistão Ucrânia então a gente também trabalha em outros continentes bernardo conta um pouquinho pra gente a respeito do déficit que existe de armazenagem no Brasil muitas notícias tratam deste assunto mas eu gostaria de ouvir de você o ponto de vista a respeito do déficit de
armazenagem perfeito Thiago acho que para explicar o Dest a gente precisa começar com eh com a base né que uma demanda muito grande por alimentos principalmente vindo da Ásia e o Brasil se tornou o grande protagonista em alimentar o mundo né então eu tava na faculdade lá no início dos anos 2000 o Brasil era importador de milho o Brasil malemale produzia 80 milhões de toneladas de grãos isso é 25 anos atrás hoje o Brasil é número um né exportação de soja top três de milho e a gente tá com mais de 300 e vamos colher
agora 300 mais de 320 milhões de toneladas né então de 80 para 320 em 25 anos é um crescimento muito forte e a gente costuma dizer que o agro no Brasil é um esporte coletivo então você tem desde o um agricultor jovem ávido por tecnologia tem toda uma indústria de biotecnologia de sementes de defensivos de máquinas de irrigação e nós né na na a gente fala lá no no final da cadeia com toda a armazenagem né então e essa produção cresceu mais rápido principalmente nos últimos 10 anos do que a capacidade de armazenagem isso gera
o déficit que tá na ordem aí de 120 130 milhões de toneladas e e uma coisa importante também de mencionar aqui Thago para explicar o défic é que a agricultura brasileira não só ela teve esse salto de produção mas ela também teve uma migração nesses últimos 25 anos né a agricultura era essencialmente Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina e subiu pro Mato Grosso e Matopíba Goiás né então houve um deslocamento da onde eh a produção acontece e aí uma necessidade por infraestrutura e hoje o déficit é maior no chamado Arco Norte certo isso ou
nos serrados né como um todo nos sererrados como um todo então Mato Grosso Mato Grosso Goiás Matopiba qual que você acha que é o gargalo que existe hoje para que não se tenha tanta armazenagem quanto se deveria ter eh é uma é uma excelente pergunta Thago porque por um lado a gente pode falar de juros juros alto né são investimentos grandes né capex de longo prazo mas por outro lado a sensação que eu tenho além desse ponto né h é uma questão de maturidade eu trabalhei no Canadá nos Estados Unidos você vai lá conversar com
o agricultor ele fala: "Eu tô minha família tá aqui há três gerações." Então eles tiveram tempo para investir em infraestrutura no Canadá hoje 80% da armazenagem do Canadá acontece na fazenda é nos Estados Unidos eu fui recentemente eu vi lá fui pra Nebrasca né e e são é diferente né são pequenas fazendas com a própria armazenagem pelo menos isso que eu vi bastante mais de 60% da armazenagem americana tá na fazenda aqui no Brasil a gente tá com 15 e e a gente precisa lembrar que esse agricultor que saiu lá do Rio Grande do Sul
em geral né do Paraná do Rio Grande do Sul saiu lá de Passo Fundo no Rio Grande do Sul com 50 ha ele foi pro Mato Grosso para Sorriso para desenvolver 3.000 ha isso leva muito tempo e dinheiro e aconteceu agora na nossa geração nos últimos 25 30 anos então agora que ele tá falando: "Opa pera aí agora eu tô estabelecido tenho as máquinas que eu preciso o solo tá bem né estruturado e ele tá fazendo esses investimentos então acho que eu tenho por mim que daqui a 10 anos o Brasil vai saltar de 14%
de armazenagem na fazenda para próximo do que a Argentina tem hoje que é 40% e os Estados Unidos tem quanto 60 a gente precisa de tudo isso precisa Thaago porque tem alguns elementos né primeiro que os Estados Unidos tem 60% na fazenda né 60% da armazenagem do dos Estados Unidos tá na fazenda nós estamos em 14 nós temos aproximadamente hã um pouco menos de 200 milhões de toneladas que tão em armazenagem total dos 320 produzido então dá uns 65 70% os Estados Unidos tem 130% de capacidade versus a produção então você por que que você
tem que ter mais do que você né no olhando pelo país inteiro porque você sempre vai ter regiões que produzem um pouco menos outras um pouco mais então você nunca vai ter um 100% vai servir o país como um todo né as distâncias aqui são gigantescas né não adianta você ter capacidade sobrando em Santa Catarina e faltando no Mato Grosso né ou até dentro do próprio Mato Grosso também você ter muita capacidade na 163 né na região de Sinop Sorriso e faltando no Vale do Aragua você precisa ter isso bem distribuído e acaba tendo mais
do que a produção vamos falar de resultados a Kepler é uma empresa que no passado vai mais distante teve alguns desafios financeiros e hoje é uma empresa bastante saudável lucrativa e com caixa conta um pouquinho da dessa evolução Thiago essa a que tá completando 100 anos então ela viu de tudo né a gente viu lá a hiperinflação final dos anos 80 viu né o plano real no início dos 90 foi bastante duro com todos na na na cadeia produtiva e estamos nesse momento agora bastante diferente mesmo né que que a gente vê enxerga em linhas
gerais né o déficit de armazenagem que é um vento a favor grande no nosso negócio ele não existia antes de 2016 ele era praticamente inexistente então qualquer queda no preço da commodity ou uma subida muito grande de juros você travava o negócio da captur né então a gente ficava ali refém dessa necessidade de crédito e preço de commodity o que que a gente tá enxergando agora que o juros tá bastante elevado e que o preço da commodity tá bastante deprimido né a gente deveria estar numa crise e por que que a gente não tá numa
crise h como a gente viu lá em 2016 em 2006 por conta do déficit né então a gente vê um volume importante de negócio né a gente vê a o a armazenagem indo de necessária como sempre foi na história da humanidade pra crítica então você tem um custo muito grande pela falta de armazenagem e tanto desde o agricultor e toda a cadeia depois dele estão priorizando a armazenagem e por isso que a gente não tá vendo uma redução nos volumes o que a gente vê aqui já viu no quarto tri a gente anunciou há duas
semanas atrás vai ver isso ainda perpetuar aqui um pouquinho no primeiro semestre é um uma margens um pouco mais apertadas né h por conta desse cenário mas se esse for a nossa o low do nosso negócio a gente tá muito bem né porque daqui uma coisa ainda vai melhorar bastante né e hoje vocês têm capacidade produtiva para ampliar precisa fazer novos investimentos como é que tá a questão de investimentos pra frente a gente teve alguns investimentos importantes aqui no passado em em eficiência em pintura em robotização na fábrica e temos claro né um cronograma de
investimentos mas são todos pontuais né então você tá com gargalo na máquina laser você faz aquele investimento na dobra na solda né então são investimentos pontuais a gente não enxerga que dentro do nosso plano estratégico 2030 a gente não enxerga a necessidade de uma terceira fábrica bernardo como é que funciona para vocês como fornecedor do setor o modelo de negócio depois que tá entregue assim existe uma depreciação do equipamento a cada 30 anos vocês vão fazer uma venda nova porque tem que eh descontinuar que nem um carro ou é um equipamento que dura muito mais
quanto tempo dura porque assim temos esse déficit mas se a gente trabalhar para ocupar essa capacidade ociosa ou melhor essa demanda ociosa que existe no Brasil como é que fica o dia seguinte da Kepler Weber perfeito a vou começar pelo final da sua pergunta a produção brasileira que tá em 350 o consenso é que a gente tá indo para 500 milhões de toneladas uhum a discussão é são 10 15 ou 20 anos mas a direção é clara então esse déficit a gente vai ter que conviver com ele pelo menos 10 a 20 anos até chegar
nesse lugar de normalização que é onde tá o Canadá hoje Estados Unidos etc o que que a gente percebe com unidades mais antigas Thago é que existe uma existem dois grandes fatores que proporcionam uma renovação o primeiro é a falta de mão de obra então por pela falta de mão de obra você ter uma unidade que precisa de 10 pessoas para operar uma unidade antiga vai precisar de 10 pessoas para operar eu posso te fazer um retrofit ou uma unidade nova que você vai precisar de três né então existe bastante tecnologia né em trazer automação
e eficiência na operação dos nossos clientes então essa é uma que a gente chama no nosso reposição e serviço essa melhora né na automação é uma é um um eh de grande valia aí para para toda a operação do cliente o segundo é simplesmente a eficiência né pensa que uma unidade antiga é mais ou menos como um carro ele continua rodando você encontra carros na rua aí uma Parati uma Brasília um Fusca né com 70 cavalos né talvez o cinto de segurança mais ou menos mas você vê eles rodando por aí ah e as unidades
também é a mesma coisa então você tem uma unidade com um secador por exemplo que seca 50 toneladas por hora e hoje a gente tem secadores com 300 toneladas por hora né então tudo tá mais acelerado o cliente ele ele tem uma área maior ele colle mais rápido ele quer ver a coisa girar e e tempo é dinheiro né principalmente na colheita ali então ele não pode ser um gargalo a operação então muitos clientes vêm falaram: "Minha unidade tá ótima poderia durar mais 20 anos mas eu preciso de um retrofit aqui preciso dar uma melhorada
na eficiência operacional dela conta um pouquinho da política dividendos da emprego perfeito Thiago a gente tá com né você comentou na abertura num numa situação bastante saudável de caixa né e a Kepler vem distribuindo dividendos aí entre 6 e 8% de dividend y né e em 2024 nós fomos a número um das empresas listadas no agronegócio na distribuição de dividendos né e e a segunda melhor em Capital Goods então você pegar né uma empresa que tem 100 anos ah que esteja nessa situação de distribuição de dividendos super saudável em um mercado ah bastante promissor né
é o lugar que a gente quer estar e nos manter e hoje a empresa é uma corporation certo sim quem são os principais acionistas como é que funciona a base acionária de vocês a composição acionária é a trígono em primeiro lugar e o Fernando Heller da família Heller em segundo né depois disso já pulveriza bastante inclusive a Kepler né a nossa tesouraria tem uma posição aí top quatro top cinco bernardo se eles um tempo atrás eh tinha uma estratégia eu queria saber como é que tá andando eh a respeito de botar tecnologia e não ser
apenas uma fabricante de equipamentos mas também eventualmente até vender serviço ser eh uma espécie de SAS né conta um pouquinho de como que vocês estão botando tecnologia no negócio de vocês perfeito silo as a service né service ah em 2000 bom a Keper percebeu né com internet das coisas e essa demanda por eficiência por parte dos nossos clientes a gente percebeu que a gente precisava trazer mais tecnologia paraas unidades hã armazenadoras né e fazer uma analogia comparando com a indústria de carros né que você comprava um carro nos anos 90 início dos anos 2000 depois
de da garantia seis meses um ano você não tinha mais contato com o fabricante ou com a concessionária necessariamente e no nosso caso era algo parecido ah que que a gente fez de lá para cá né então a gente começou com uma iniciativa que chamava Sync que era de colocar um IoT dentro do do da unidade ter em tempo real dados e informações em tempo real e em 2023 a gente acelerou essa estratégia com a aquisição da Prosser então a Procera é como se fosse um Apple Watch do Silo você tem todas as informações em
tempo real o que que tá acontecendo na unidade a qualidade do grão e tudo mais e hoje e e hoje com essas unidades conectadas a gente já tá atingindo 2.000 ah localizações no Brasil 2.000 unidades conectadas em todo o Brasil a gente consegue conectar não só o o dono ou administrador daquela unidade mas a gente consegue conectar ele com outros elos da cadeia então desde logística seguro financiamento né diferentes elos da cadeia h podem usar essa informação né da forma correta para gerar valor pros nossos clientes na prática assim consegue dar um exemplo do que
que acontece porque melhora a lucratividade de algum ente da cadeia perfeito vou te dar dois exemplos você tiver a gente tem algumas tradings que estão aqui em São Paulo que possuem de 50 a 120 unidades distribuídas em todo o Brasil a gente passa para esses clientes hoje em tempo real qual que é a quantidade e qualidade do estoque dele a umidade umidade né temperatura qualquer variação que indique um perigo né naquele estoque ele vai ser alertado imediatamente então esse é um exemplo segundo exemplo a gente tá conversando com alguns tomadores de produto né consumidores desse
produto seja uma fábrica de etanol de milho por exemplo que tem interesse em saber qual que é o milho que tem na região de influência dele e a gente pode atuar ainda não né essa é uma ideia aqui para 25 né a gente ainda não tá fazendo isso mas a gente tá em vias de atuar como um Tinder né então você quer comprar milho nessa região eu sei quem tem milho eu consigo te conectar a pessoa autorizando e dando né um swipe ali para cima eu posso conectar as partes e gerar valor tanto pro cliente
que tem o milho e e tá armazenando de forma correta quanto quem tá interessado naquela produção e Bernardo para terminar aqui fala um pouquinho do da visão de futuro o que que você tá vendo pros próximos anos pra Kepler Verb perfeito Thago eu acho que adicionando toda essa parte de tecnologia a gente vê uma industrialização do agronegócio brasileiro então a gente passou por uma fase de muito crescimento essa fase continua ainda indo aí saindo dos 300 por 500 milhões de toneladas mas a gente vê mais e mais uma industrialização do agronegócio brasileiro e a Keper
participando dessa industrialização e dentro do nosso plano estratégico a gente vê novas fontes de receita também né a gente tá ampliando os segmentos de atuação né dentro de que a gente chama do póscolheita né mas por exemplo hoje a gente não tá no mercado de sementes não tá no mercado de café então existem alguns horizontes aqui que estão sendo desenvolvidos e vão entrar pro nosso portfólio legal bom Bernardo muito obrigado por estar aqui conosco eu abro aqui um espaço para você se dirigir ao seu acionista ou quem sabe futuro acionista maravilha Thaago obrigado a a
Kepler é uma empresa extraordinária né completando 100 anos de resiliência um benchmark brasileiro de qualidade e um segmento que é de altíssimo crescimento de pujância e a gente tá muito feliz de estar aqui poder conversar com você Thago e endereçar aqui os nossos acionistas e futuros acionistas mais uma vez obrigado e você bota aqui nos comentários qual a próxima empresa que você gostaria que eu trouxesse aqui para o Entre Ray Coss [Música]