Não tô nem falando de tendências, eu tô falando de dinâmicas de clientes que trabalham com inovação, que trabalham com tendências. É sobre criar cultura de querer criar um relacionamento e não simplesmente vou fazer uma campanha para me relacionar com o meu cliente, que, enfim, vai ser superficial, muito provavelmente. [Música] Olá, pessoal. Estamos começando mais uma Temporada da Tecla SAP podcast junto ao Pinterest e a gente tem aí novos convidados nessa nova temporada. E eu antes de falar quem são os nossos convidados de hoje, vou fazer minha autodescrição. Então, sou uma mulher de 1,76 m, branca,
com os cabelos longos, com algumas luzes. Tô vestindo um quimono azumarinho, uma blusa azul marinho, uma saia caramelo e uma bota caramelo. Agora sim, falando da nossa convidada de hoje. Ela que tem mais de 15 anos de experiência em inovação, vendas e marketing, liderança de equipes multidisciplinares focadas em crescimento de clientes, conteúdo e produto, ajudando marcas a construir estratégias que garantam relevância no futuro. Reconhecida por sua visão estratégica e profunda, compreensão dos comportamentos de consumo, ela é uma referência no mercado latino-americano para antecipar tendências e transformar dados em oportunidades. palestrante nos Principais eventos do país,
como VTEX Day, RD Summit e São Paulo Fashion Week, colabora em conteúdos para veículos como Forbs, Exame, meio e Mensagem, Globo News, três vezes indicada como líder de pessoas do ano no Prêmio Essential e como ela mesmo se define, obsecada em criar experiências e produtos impactantes para clientes com ótimo ajuste de mercado. Daniela Dantas, vice-presidente da América Latina da WGSN. Ufa, seja bem-vinda aqui na Tecla SAP. Obrigada. Obrigada. Antes da gente começar, Dani, vou pedir para você fazer uma autodescrição sua. Eu sou uma mulher branca, cabelos castanhos, tem 1,70. Eh, tô vestida com uma blusa
marrom de manga comprida, calça jeans e um sapato de bico fino. É verde musgo. Maravilha. A gente tá aqui também com a Dani Oliveira, que é gerente de projetos do Pinterest, eh, Pinterest Brand Studio, eh, aqui da América Latina, que vai ajudar dando alguns insightes aqui Também pra gente. Mas pra gente começar esse papo, Dani, eu quero que você fale um pouquinho desse início da carreira, como tudo começou aí. Nossa, vou começar então com um recorte de de WG, pular um pouquinho, porque senão é muita coisa. Eu falo que tem uma hora que você começa,
tem que cortar porque senão você fica entregando essa idade todo momento. Aí não dá. Mas enfim, eu sou formada em comunicação. Eh, eu já fui empreendedora, tive empresa, trabalhei Com treinamento de RH e lá atrás eu fui entrei na WGSN na área de marketing. Na época eu fui fazer um máster de marketing de moda. Eu achei que eu amava moda, achei que eu queria trabalhar com isso. E depois que eu entendi que eu amava moda para minha vida pessoal, apesar de WGCN ter muito a ver com isso, eu entendi que eu gostava mesmo, era de
gente, era do novo, comportamento e tudo mais. E aí eu comecei a trabalhar na WGSN na época no marketing. A WGN na Época era uma representação comercial, então eu fazia eventos, era uma empresa bem pequena aqui no Brasil. É, imagina vai fazer 16 anos, então já faz bastante tempo. E aí eu fui, à medida que a WGC foi crescendo, eu fui crescendo lá também. Então, na WG eu comecei no marketing, depois eu fui pra área de pesquisa, então a gente tem uma unidade de consultoria que faz pesquisa sobre demanda para cliente. Então eu fiquei dos
meus 15 anos lá, foram oito fazendo Pesquisa, liderando o time de pesquisa, então indo a campo falando com gente, acho que foi uma excelente escola. E aí a partir desse oitavo ano eu fui migrando pras áreas de negócio. Então WGCN o modelo de negócio é uma um negócio de assinatura, então além da parte de consultoria. E aí eu fui indo pra liderança dos times de assinatura, tanto time de vendas quanto time de atendimento. E aí hoje eu tô à frente aí da operação da América Latina que tem a WGSN como principal marca, que é a
principal empresa de pesquisa de tendências do mundo, e a Start by WGSN, que é uma empresa para empreendedores de moda, para, enfim, captarem as tendências e ver o que que tá acontecendo, mas bem focada pro pequeno empreendedor. Que bacana. bom que tem uma sinergia com coisas, inclusive com a moda, mas pro gosto pessoal, mas que traz aí um pouquinho, né? Nesses 15 anos que você vê de tendência, como que você Vê que moldou isso para você de entendimento, né? Nossa, você diz na minha vida pessoal, assim, é de é da forma como você entende que
as tendências modificaram até sua percepção de ver algumas coisas. Eu acho que para começar, eh, eu acredito que quando você entende o que que é a pesquisa de tendências e como ela funciona, que tem muito a ver com a observação, com padrão, então quando você eh começa a entender a recorrência das coisas, então Da diminuição de um movimento ou do aumento do de um assunto específico, você começa a aplicar isso na sua vida como um todo. Então é isso. Fiquei 8 anos pesquisando, indo a campo, falando com gente, fazendo pesquisa, fazendo etnográfica, indo estudando em
profundidade determinados temas, dependendo do projeto que eu tava fazendo. E aí você vira uma pesquisadora paraa vida. Então assim, tudo você acha que é que vai trazer um insight, que tem Uma que tem alguma coisa legal. Então assim, a a história desde fazer boas perguntas, perguntas exploratórias até você, eu tô sempre curiosa. Então assim, eu acho que qualquer pessoa, toda e qualquer pessoa, incluído meus filhos pequenos, os amiguinhos dele, para mim é um laboratório ali de inovação, de antropologia, eu tô observando. Então, acho que isso me moldou muito como profissional, porque eu falo que eu
aprendi a aprender. Então, nesses Primeiros, eh, anos, cada três meses, eu tava fazendo um projeto diferente de um assunto diferente. A gente falava com empresa de moda, falava com empresa de bem de consumo, serviços financeiros. Então, eu tinha que entrar naquele universo e aprender. Então, uma coisa que eu eu tinha que saber era como eu entro nesse universo com olhar ainda, obviamente, que estrangeiro, sem ser especialista. E isso eu levo para minha vida como um Todo. Acho que até hoje na na hoje a minha principal função é na liderança de equipes, é fazer de fato
o negócio acontecer. E isso me moldou tanto quanto profissional como quanto pessoa mesmo. Assim, eu tô sempre com esse olhar de pesquisa para tudo e para qualquer coisa. 8 anos virou um olhar treinado, né? muito. E aí quando a gente fala das marcas, por exemplo, e das tendências, como as marcas elas podem eh enxergar o que que é de fato passageiro com o que é Aí transformador dentro dos resultados? Olha, eh, até falei sobre isso recentemente. É muito importante que eh as marcas entendam o o e coloquem os tipos de tendências nos seus devidos lugares,
né? Vamos dizer assim. Então, quando você vê, por exemplo, uma tendência estética, uma trend no TikTok, por exemplo, eh isso é algo que você pode sim eh tirar uma vantagem, porque se se conecta com a sua marca, se conecta com o seu propósito, com a sua Mensagem. Faz sentido você ter aquela coisa de enquanto marca, de responder aquele estímulo, às vezes de pegar, de usar humor, de usar aquela narrativa para fazer alguma estratégia, alguma responder alguma coisa. Mas isso não são tendências eh de comportamento, tendências que que vão moldar marcas, que vão moldar negócios no
futuro. Então você entender que, por exemplo, quando a gente fala a palavra tendências, ela não tá só ligada à estética, ela não tá só Ligada à rede social, ela tá ligada a movimento. E enquanto tiver gente, tem movimento, tem vida acontecendo. E é esse o nosso trabalho, né? E eu e eu brinco que a WGCN ela existe porque as pessoas não tm tempo, né, nos negócios de fazer isso o tempo todo. E é claro que é importante que cada negócio se estruture para ter esse olhar pro novo, para ver o que que tá acontecendo, mas
a gente faz isso 24 horas por dia. A gente tem equipes que ficam lá monitorando, Então tem equipe de comportamento jovem. É, o tempo inteiro, todo momento, ela tá vendo o que que tá acontecendo, quais são os assuntos que estão diferentes, o que que quais são os comportamentos, que tipo de marca essas essas pessoas se relacionam, que tipo de e experiência que tá funcionando com elas. Então, no fim do dia é muita observação e recorrência de padrão. E aí quando você fala de comportamento, isso muda o contexto com o qual as marcas estão Inseridas, né?
Então, à medida que você, por exemplo, eu tenho falado bastante disso também, o envelhecimento da população, né, assim, a gente fala muito de Jzi, que obviamente é uma uma geração importante pr as marcas agora, porque tem uma coisa da experimentação, apesar de não serem mais tão jovenzinhos, mas ainda tem essa coisa da experimentação, primeira geração digital e tudo mais, a nossa população ela tá envelhecendo, né, assim, então a pirâmide etária ela tá Mudando e isso muda a forma como a gente faz negócio. Isso é uma tendência importante contextual que muda a forma como a gente
faz negócios hoje e nos próximos anos. A gente precisa se preparar para isso. Então, entender e classificar isso da forma correta é muito importante. Antes, por exemplo, de falar: "Ai, tendências vão acabar, não, não vão acabar". Porque tem pessoas e pessoas se movimentam, os assuntos eles acontecem, eles aumentam e não, enfim. Então, enquanto tiver gente, as tendências elas vão continuar. A gente só precisa colocar cada uma delas no seu devido lugar. E é muito legal você falar isso, eh, tanto desse mix geracional, né, que a gente tem, porque a população tá envelhecendo, porém a gente
tem aí uma questão de vários públicos novos, onde a gente fala da geração prateada, né, que a gente brinca até então os 60 mais aí e 50 mais que estão voltando pra força de trabalho eh de novo. Então, Quando a gente pensa eh em como movimentar a tendência, como movimentar esse consumo, entendendo todas essas gerações, o que que a gente define para cada um, né? Até o Pinterest tem o Pinterest predicts, a gente falou muito disso num episódio também, onde a gente acaba, a gente, eu já me sinto de casa, entendeu? Houve um ano aqui
dentro, já sou de casa. Depois de uma hora eu vou falar a gente, a gente é, a gente já é tudo um time e quando a gente começa a Ver esse Pinterest predicts de o que tem de tendência, o que que vai sendo mapeado de acordo com o consumo ali dentro, acho que é é muito interessante, né, algo dentro disso. É, e eu acho até assim, a minha experiência na WGSN trouxe muito esse olhar, porque quando saem as tendências do PRDX, ano passado, por exemplo, eu já comecei a ver várias coisas que, enfim, o olhar
da WGSN me ensinou, mas várias coisas que eu identificava, pequenas coisinhas, Pequenos movimentos dessas tendências já apareceram. Então, foi muito interessante. Exato. E você começa a ver esses sinais antes, né, deles acontecerem, né? É o que eu sempre falo, acho que hoje em dia se fala muito de dados, por exemplo, mas dados e são super, e é muito importante você olhar para isso enquanto marca, enquanto profissional, mas ele é um retrato. Então ali ele te dá uma fotografia do que tá acontecendo. Isso está Aumentando, isso aumentou versus determinado período, isso diminuiu. Por que que isso
tá acontecendo? E quando você vai pros porquês, eh, paraa raiz das coisas, éonde você vai pro comportamento humano e aí você vai paraas tendências que moldam negócios nos próximos anos. Então, é muito legal você começar a ver, por exemplo, os relatórios, você vê, ah, essa temática eu vejo, você vê eh às vezes uma cor, uma coisa mais específica e você Entender o que que tá por trás daquilo. Exato. E é muito legal porque as tendências do Pinterest elas são muito baseadas na pesquisa do usuário dentro do Pinterest. Então assim, é interessante ver como que o
usuário se comporta e como que isso vai desdobrando nas tendências. Totalmente. Até porque o o o uso do Pinterest ele é baseado em aspiração, né, assim, sonho, o que que eu vou construir, o que que eu quero. Então tem ali uma ferramenta Interessante para você entender aonde tá a cabeça, para onde tá indo essa pessoa. É muito legal. É quase que uma rede social para planejar, né? É de planejamentos, de coisas boas. Mas vocês comentaram aí de geração Z. Eu quero muito entrar nisso, porque por uma vez que você falou que eles não são mais
tão novinhos, ainda é tudo muito novo dentro, principalmente do mercado de trabalho, né? E como que vocês definem essa geração? É uma geração que é difícil de definir. Eu acho que ex, mas você acha que te fazer uma pergunta fácil? É muito difícil de definir justamente por pela pluralidade, né? Assim, eu brinco que é, eu acho que a geração Z talvez é uma das que mais tem crise, por exemplo, quando vai preencher o formulário e coloca lá profissão, porque é o pouco de cada coisa. Então assim, você é um pouquinho, eu sou um pouquinho criador
de conteúdo, mas eu também sou marqueteira, sei lá, Mas eu também sou pesquisadora e eu também sou qualquer coisa que faça sentido ali naquela caixinha. Então, a definição eh propriamente dita é difícil pra geração Z justamente por conta da pluralidade, porque é uma geração muito plural que que ela tem esse recorte de experiências, de aprendizados, de conhecimentos que vai de fato que ela vai colecionando ao longo da vida. Então, tem essa dificuldade. Ao mesmo tempo, é uma geração que ela vem Colhendo fruto, né? Acho que cada geração, cada recorte etário, ele deixa um pano de
fundo para quem vem pela frente. Então, vou dar um exemplo. Se uma geração teve muito problema com a conexão, com a conectividade, com a geração Z, por exemplo, hoje é um desafio, a questão de conexão social. Então, assim, e somos, né, apesar de não ser geração Z, mas vivo num contexto parecido, tão conectados, principalmente essa geração que nasceu, foi a primeira Geração a nascer com acesso à internet e tudo mais. que na hora de você se desconectar e se conectar na vida eh real, né, real, na ao vivo, na vida real, eh tem muita dificuldade.
Então essa é uma geração que ela ela veio desse pano de fundo de digital e que agora tá tendo que lidar com coisas que talvez a minha geração já é diferente. A minha geração que é a geração millennial. Eh, e eu quero depois falar um pouquinho sobre esses recortes Etários e geracionais, porque são complexos e um pouco polêmicos, mas acho que eles ajudam a gente a entender. A minha geração é uma geração de transição, então assim, eu tenho, tô perto dos meus 40 e eu tive uma infância desconectada, né, assim, eu lembro do de ganhar
o primeiro celular, entendeu? Eu brinco que eu tinha uma, eu tive uma infância analógica e aí eu virei um adulto digital, né? Exatamente. Exatamente. Compensação. Eh, essa Geração, ela, à medida que ela foi crescendo, já tava conectada, ela já, já tava ali inserida naquele universo, já era uma realidade. Assim como os mais novinhos estão nascendo numa numa geração que a gente que que é o AI first. AI. Então assim, você imagina o que que faz com a cabeça de uma criança, por exemplo, que o pai ou a mãe, e eu fiz isso recentemente com o
meu filho, né? Ele fazia os desenhos e coloca no chat GPT e fala: "Transforma isso num Personagem 3D, não sei o quê". E aí faz o desenho dele lá em super personagem mega parecendo de um de um desenho, sei lá. Eh, e aí ele olha aquilo assim, meu Deus, você imagina o o empoderamento que isso traz para uma criança? Ao mesmo tempo, obviamente que tem outras consequências. Então, voltando pra geração Z, acho que é uma geração de difícil definição, é uma geração que tem muito conflito, porque é uma geração que aprendeu os conceitos, né? Então
assim, Ah, eu valorizo o propósito, eu valorizo a qualidade de vida ao invés de ter uma relação com trabalho ali fechada, mas ao mesmo tempo ainda precisa pagar conta, você precisa eh você tudo bem, você valoriza o propósito, mas você compra na internet na marca que você sabe que tem uma uma um procedência questionável de alguma forma. Por que que você compra se você tá eh, né, falando sobre isso? Então tem muito essa essa dicotomia nessa geração muito presente que é o Eles falam que é o se do gap, né? Então eu falo uma coisa,
porém eu faço algo um pouco diferente. E isso é um desafio pras marcas, porque o discurso é lindo. Então aí vai as marcas investir em sustentabilidade, em propósito, isso e aquilo. Não tô falando que isso não é importante porque é e cada vez mais a premissa, mas na hora de fazer não e aí quem paga a conta não paga. Então, entender que é uma geração que não necessariamente aquilo que ela vai te Falar ela vai fazer. Por quê? Porque existe uma questão que é sobre comportamento humano, principalmente numa fase onde você tá numa fase de
descoberta, que é sobre um o testar. Então, eu vou testar diferentes coisas e o sobre pertencer. Então, quando você tem um contexto de rede social, onde tá todo mundo ali, onde a a parte estética, onde o visual ele importa e você eh não tem acesso, você não consegue comprar vários estilos de roupa, você não Consegue acompanhar aquilo comprando de marcas sustentáveis e que vendem as coisas num preço que você não pode pagar. Então, esse essa pessoa acaba escolhendo comprar de marcas que às vezes ela não concorda tanto, mas aquilo faz ela pertencer. Então, de novo,
é é uma geração difícil de difícil entendimento e talvez por isso é tão eh sedutora, né? A gente fala jovens, etc. Mas ao mesmo tempo, eh, as marcas precisam olhar com cuidado para isso, Porque nem sempre o que se fala é o que vai fazer na prática e isso às vezes não fecha a conta no fim do dia. E é muito legal você falar isso da do discurso, não é na prática o que é realizado, porque no discurso até em tendência, em pesquisa, em coisas que vocês fazem, isso buga, né, pro cliente falar assim: "Esse
resultado traz uma coisa indicando que vai pra linha de propósito, mas na linha de consumo acaba sendo um negócio que é muito diferente, né? E eu acredito Também quando você fala dessa desse mix de coisas, vem muito de encontro com a gente tá entendendo como que funciona a era digital, né? A gente tava aqui nos bastidores falando dos filhos quando chegam na parte analógica, eh, e vai para assistir TV aberta, ah, pular o anúncio, não pula, então é aquela coisa, tem que assistir, não dá para assistir qualquer desenho, é o desenho que tem naquele momento.
Então, essa coisa do saber esperar, o imediatismo, e o Propósito vem muito disso também, né? Eu acho que nas novas gerações também, não só de inteligência artificial, mas tem um boom dentro dessa parte, né, de de hype, vamos dizer, de geração Z. que é muito curioso também, né, por essa questão de força de trabalho, onde você comenta até de como que a gente vai entendendo o propósito, mas tem que pagar conta. Como que vocês têm driblado isso? Olha, eu me considero muito sortuda, assim, o time da WGSN acho que É é um time muito legal.
Então assim, é um time jovem, de certa forma jovem, mas é um time que, de novo, acho que tem essa cabeça aberta para aprender. E eu também tenho num processo de aprendizado de liderar e é difícil inspirar essas pessoas porque no fim do dia muitos deles sabem muito mais do que eu. Então assim, eu eu brinco, né? Eu comecei lá com 20 e poucos anos. Então eu cheguei na WGSN, eu era uma das cool girls, né? Assim, as meninas que tinham as Referências legais e tal. E aí assim, hoje eu vejo, outro dia teve, eles
chamaram uma umas pessoas no escritório que eram super descoladas, enfim, e queriam conhecer eles. Não, Dani, vai lá para você falar o que eu falei: "Claro, eu vou". E aí, eh, tinha uma pessoa de conteúdo, tinha uma pessoa de eh eu nem lembro exatamente quem tava, mas o ponto todo é que daí quando eu fui lá, eu falei, gente, eles estavam assim encantados pelas pessoas que estavam lá Já. Aí cheguei assim na porta da sala, falei: "Gente, eles não estão nem aí para mim, eu tenho que estar lá assim." E e que bom, porque aí
sabe quando cai uma ficha do tipo, eu não sou mais essa pessoa, eu preciso aprender aqui. E eu lembro que e aí eles me contando as histórias depois, porque que era era interessante aquele grupo de pessoas, o que que aquilo assim me abriu a cabeça, eu não conseguia parar de falar daquilo. Então, assim, a minha eh realidade, eu Tenho consciência que ela não é a realidade de todas as empresas. Então, primeiro porque a WG ela eu eu falo que trabalhar na WGCN com pesquisa, então você tem lá acesso a um mundo de informação. Então o
dia que eu tô travada, então assim, eu tô olhando o Pienel uma hora, aí chega uma hora que eu não alguém que eu não consigo mais fazer a apresentação para, sei lá, para pro bard, eu não consigo mais, tô travada, eu entro na WGCN, então eu vou Ver como é que foi a feira de Milão de Design, aí entendeu? eu vou ver qual que é o comportamento na ASA ou varejo na Índia, o que que tá acontecendo de novo. Enfim, aquilo para mim é então faz você aprender muito. E isso na prática é muito bom
para você lidar com a geração, com essa geração, porque é uma geração que você tem que dar ferramenta e caminho ao invés de dar direção fechada de que você tem que fazer a B, C, Desse jeitinho e não pode. Então, na WGCN você Consegue fazer isso. Então, por exemplo, a gente vê os assuntos de afinidade. Às vezes uma pessoa entende muito sobre determinada coisa, ai sobre diversidade, sobre sustentabilidade. Essa pessoa levanta a mão e fala: "Dani, eu achei legal isso daqui, acho que a gente podia fazer diferente, porque aqui não tá legal, a gente pode
fazer ir por esse caminho ao invés de ir pro outro caminho". Então, é muito fácil essa troca nesse sentido e eu acho que isso Tira o melhor dessas pessoas. Então eu falo assim, por exemplo, estagiário, meu turnover é baixo, eh as pessoas ficam lá muito tempo. Então assim como tem outras pessoas, 15, 10 anos de empresa, 8 anos de empresa, que a gente sabe que não é tão comum, mas eu acho que é justamente por ter muita ferramenta, por ter muito assunto de aprendizado. Eu acho que o aprendizado é algo que nos conecta, mas que
então ajuda a incentivar e engajar essas pessoas, mas eu sei que não é a Realidade de todo mundo. Então, eh, acho que a gente vive ali no, no nosso próprio mundo e tenta colocar um pouquinho nas nossas clientes, que eu acho que faz parte e trazer essa coisa, né, do despertar curiosidade, sempre coisas novas. Eu acredito que que seja o segredo que vocês consigam aí fazer essa retenção por ter toda momento coisas dinâmicas, né? Algo muito diferente. E uma coisa que a gente vê hoje na geração Z, eh, eles prezam muito autenticidade Das coisas, né?
Então, eh, até tem acho que um relatório, né, da do Pinterest a respeito que falando disso. Sim, a gente tem um relatório da geração Z e foi super interessante assim ler esse relatório porque como usuária do Pinterest também e eu trabalho aqui, entendo do universo quem tá de fora e quem tá consumindo o Pinterest como usuário, é muito interessante entender sobre como a geração, que você tava falando, né, que na WG você tava ali Fazendo board e aí você vai eh ver a a WG para distrair. E o fala muito sobre isso da geração Z,
usar o Pinterest também como esse lugar de buscar descompressão. Exato. É muito interessante. Totalmente. Não, e eu acho que tem um lugar que é um lugar muito necessário no mundo de hoje, assim, a gente vive um contexto de inúmeras crises. Mesmo as crises que a gente não está vivendo diretamente, a gente vive porque você escuta falar sobre ela, Porque você lê notícias sobre ela, porque você tá ouvindo papo ali sobre aquele negócio. Então aquilo, aquele sentimento da crise, ele vai tomando. Então essa, essa, esse policrise que a gente fala, vai ter 20 crises acontecendo ao
mesmo tempo e mesmo que elas não te afetem diretamente, elas vão te afetar de alguma forma. Então você ter lugares de descompressão onde você consiga sair dessa dessa rodinha ali do do da crise, da crítica, do da estética, Dos é é muito importante. Então assim, essa essas criar essas válvulas de escape, eles são e é acho que é essencial tanto para as pessoas, acho que nós como eh pessoas hoje você fica assim, gente, eu não aguento mais, eu não aguento mais ver, eu não aguento mais ver coisa ruim, não sei o quê. Então você ter
esses lugares e é muito bom que acho que no caso do Pinterest ele consegue juntar o ambiente online disso, porque você tem falado no varejo, Por exemplo, as marcas criando terceiros espaços que não é para comprar, é para você promover o encontro, é para você promover a a relação com o tema que você sabe que seu público gosta, que seu cliente gosta, para ele conseguir se reconectar socialmente falando, porque é um um ponto de atenção para essa, né, pras pessoas de hoje. A gente aprendeu a se conectar de forma humana uns com os outros. Então
é muito legal ter o Pinterest no online, então acho que faz Um bom equilíbrio. Sim, eu vejo que hoje um desafio pr as marcas é gerar conexões reais, né, com os consumidores. Que que você tem de insit, de dica, de bala de prata assim pra gente? Vamos, gente, nossa, tanta coisa assim. Eu acho que obviamente é sempre mais fácil falar do que fazer, porque e é muito interessante isso, assim, o movimento que a gente vê muito comum na WGSN são clientes que vêm até a gente por conta de alguma crise. Então, assim, eu tive um
problema ou Estou, as minhas vendas estão diminuindo, meu share eh de mercado está diminuindo, então eu preciso, eu minha marca tá envelhecendo, né, assim, chega essa conclusão e aí vai querer se conectar com a WCN de alguma maneira. Mas e obviamente que funciona, a gente faz projeto e tudo mais, mas o que mais funciona, a gente vê são marcas que conseguem criar uma relação de aprendizado do seu público ao longo do tempo, que criar um método e ter Ferramentas. Então, WGSN é uma ferramenta para você se conectar com com o que tá acontecendo de novo,
para você ter ali acesso a uma curadoria, análises e etc. Mas eh no fim do dia a gente sabe que a que para criar relação com essas pessoas, com o seu público, você precisa ter uma relação com eles. Então assim, não é simplesmente, né, hoje eu quero fazer isso e eu quero ouvir, mas amanhã eu não quero nem saber, porque eu já ouvi ontem. não precisa de um processo, De um método de da assim, acho que eh dos dos executivos que são responsáveis e do CEO, aos diretores, principalmente, né, na na alta hierarquia, entender que
isso é uma metodologia e é todo dia. Então, quando você vê uma marca fazendo um projeto específico, eh, mas sem ter essa cultura, é muito difícil esse projeto ser muito bem-sucedido. Mas quando você vê uma marca que vem construindo ali esse diálogo com o público, que tá perto, que vai que vai a Campo, que vai ver o que que tá acontecendo na loja, que tem essa essa coisa da inovação, da e da escuta, eh você vai ver que essa relação ela vai se fortalecendo ao longo do tempo e aí é mais fácil você criar campanha,
você criar produtos, você criar histórias que ressoem bem com a comunidade. Então, acho que a principal bala de prata e o que eu vejo e não tô nem falando de tendências, eu tô falando de dinâmicas de clientes que trabalham com inovação, Que trabalham com tendências, é sobre criar cultura de querer criar um relacionamento e não simplesmente vou fazer uma campanha para me relacionar com o meu cliente, que, enfim, vai ser superficial muito provavelmente. E você tocou num ponto muito importante, comunidade, né? Eu acho que esse senso de comunidade é super importante para você realmente tá
mais próximo, por mais que no digital, né? con deixar isso de uma forma muito mais Fácil. Hoje você vê uma diferença entre as plataformas de modo geral de como eh se conectar entre elas. Você diz as plataformas entre si ou as pessoas não pras marcas e pras empresas ou da forma como vocês trabalham isso hoje? Não, com certeza. Assim, acho que a gente, eu, eu vou falar mais como observadora do que eh alguém que entende especialista nas redes sociais. Você pode até me me falar melhor, mas é totalmente é é completamente diferente. Você vê o
Comportamento de uso muito diferente em cada um, né? Então assim, hoje você tem, né, vou falar por mim, eu tenho o Pinterest e eu uso Pinterest porque eu quero ver, eu quero ver decoração, eu quero ver e eh ideias de como eu vou me vestir exatamente, eu quero ver, sei lá, viagens, hotéis legais e tudo mais. Eu, Daniela, é uma versão no Pinterest, é uma versão completamente no Spotify. Então, assim, eu escuto podcast e podcast sobre marcas, podcast sobre História, etc e tal. Vou pro meu Instagram. É completamente diferente. Meu Instagram é só meme e
besteira. Porque assim, é aquela hora que eu coloco meus filhos para dormir, assim, que eu falo pro meu marido: "Beijos, vou deitar e fico uma hora rindo sozinha, vendo memes." É a descompressão, a descompressão, entendeu? O TikTok eu uso menos ainda, mas eu acho que tem uma coisa para mim que é mais do conhecimento. Então assim, e isso é uma Coisa que você vê crescendo muito, por exemplo, quando você vai para pra parte de eh influenciadores digitais, criadores de conteúdo e tudo mais, uma das tendências é são os influenciadores educadores, aqueles que vêm com referências,
com repertório, falam: "Olha, tá vendo que isso tá acontecendo? Isso tá acontecendo por conta disso. Essa marca tá fazendo um trabalho super legal por conta disso, disso, daquilo. E traz um repertório e traz uma um um uma História ali do por que determinada coisa tá acontecendo. Então isso tá aumentando muito. Então e o e e a gente vai conectando. Acho que cada rede ela tem um objetivo diferente. Então o TikTok, por exemplo, ele nasceu e e eu escuto direto, né, a Gabi falando sobre isso, as meninas do TikTok falando sobre isso. coisa do conteúdo é
o central, então não é necessariamente o social. Já o meta, né, tanto Facebook quanto o Instagram nasceu com a ideia do social. Pinters também já é uma outra história, a coisa da curadoria, da da aspiração. Então eu acho que elas é sobre jornada. Então no fim do dia, quando a gente olha, coloca os olhos no cliente, você precisa entender em que momento da jornada o seu cliente tá se conectando com aquela rede social, porque cada uma tem um objetivo completamente diferente do outro. E aí, como você tirar o melhor dele, obviamente. E uma coisa que
eu acho super interessante também, não é só A razão pela qual você usa a rede social, mas também como você consome ela. Totalmente. Tem uma pesquisa que a gente viu aqui no Pinterest que o scroll do usuário no Pinterest ele é xes mais devagar do que comparado em outras plataformas. Então até a forma como você consome aquela rede, não só a razão, é diferente, né? É muito interessante até pela sua cabeça, né? No no em redes sociais, por exemplo, você tá ali naquele no seu feed, vem tanta coisa, Você precisa classificar aquilo, né? Se eu
eu tiro, isso não é bom, não é bom, não é bom. Ah, isso é bom. E já no Pinterest, você tá explorando a sua cabeça de exploração, é uma cabeça, eu quero ver aquela referência, eu quero ver aquela foto. Então quando você vai entrando naquele, se gostou de uma foto e vai entrando naquele universo, realmente é faz todo sentido você falar isso, porque é um olhar diferente, né, de exploração. Até porque quando você Coloca o que você busca, ele vai te procurando referências semelhantes ao que você tá buscando, diferente do que tá vindo, absolutamente de
uma forma aleatória, né? E uma coisa muito legal que eu vi também numa pesquisa aqui no Pinterest foi que na geração Z e acho que são 80% dos usuários no Pinterest dessa geração, eles estão mais inclinados a comprar itens que eles já salvaram em algum board. Então assim, é inspiracional, mas Ele também tem essa coisa da ação, né, do tipo, beleza, exato, o que que eu vou fazer aqui com esse borde que eu tô curando, né? eu vou ativar a reforma da minha casa, eu vou comprar aquele sofá que eu vi. Então é muito, muito
interessante isso. Total muito, porque tem uma coisação e faz todo sentido. Outro dia eu fiz exatamente isso. Eu lá, eu nas minhas minhas referências de looks, eu vi uma bota, eu falei: "Nossa, acho que eu nunca compraria se eu não Tivesse visto a referência". Eu fui lá, fui ver a referência, falei: "Ah, não, eu consigo usar, eu tenho algo parecido aqui, eu tenho algo parecido aqui, vou comprar essa bota". Então, assim, me ajuda com eh com certeza. E acho que até um insite interessante nisso é porque assim, hoje quando você vai nas empresas, você ainda
tem uma muitas vezes um reporte muito específico que que vai pro canal. Então ele fala assim: "Olha, eu tenho 15% das minhas vendas Vendo digital, vendo e-commerce". Mas eh a gente precisa entender que assim hoje você olhar por canal, venda por canal é algo que ele te deixa um pouco milp, porque esse exemplo que eu acabei de dar é um clássico. É, a pessoa viu alguma coisa na internet, ela já pesquisou. Então assim, eu no meu caso tô falando de uma inspiração, mas às vezes você já fez uma pesquisa e você quer ir no físico
para comprar. Então você não tem aquela eh o digital ele Influenciou diretamente aquela compra no offline, né, na loja, enfim, no ponto de venda, mas aquele não aquilo não está no seu dado. Então é uma provocação que a gente tem feito muito, porque assim, se você ainda olha só por canal, os seus dados só por canal, você provavelmente tá perdendo alguma informação importante de jornada do seu cliente, é que tá deixando para trás seu canal digital muitas chances dele ser muito mais forte do que ele é. E obviamente às vezes a Gente acaba perdendo algum
argumento interno, porque ah não, ainda é 15% do meu do meu faturamento e não necessariamente é verdade. Principalmente quando a gente fala com públicos multigeracionais. Isso a gente ainda tem que pensar nos canais específicos onde converte mais criar essas ofertas. E você acha que a questão de omnicanalidade seria o ponto chave, né, hoje com isso de não pensar só em um canal, mas mapear toda a cadeia? Com Certeza. Mas esse é o ponto. Acho que é muito, não é fácil de fazer isso, de operacionalizar isso, né? Como é que você e entende que eu que
comprei a bota na loja X, eu tive uma influência do Pinterest que me deu uma referência? Ninguém vai me perguntar, né? Se eu você viu uma referência, enfim. Então é muito complexo. Eu falo que a homicanalidade é é muito falada e pouco executada, não por falta de vontade, mas por por realmente falta de de recurso. Então que Muitas vezes você não tem para conseguir mapear aquilo, mas assumir que você não tem tudo, o que você não tem todos os dados. Então assim, quando eu tô sentada, por exemplo, na frente de CEOs, eh, e a gente
e troca nesse lugar, eu fico cada vez mais feliz de de que eles têm essa consciência, porque muitas vezes assim, ah, não, não vou investir aqui, porque isso é só 10% do meu faturamento, né? É a mesma história da do branding, da marca. Quando você Trabalha a marca, aquilo influencia na sua jornada de compra e e total, toda, mas não necessariamente você vai conseguir atrelar aquilo de uma forma objetiva no seu funil de marketing, porque às vezes você não vai ter aquela acesso à aquela informação. Então assim, a unalidade é o o objetivo final, mas
apesar dela ser muito diferente, mas assumir que você não tem toda a informação da jornada do cliente é uma premissa para você conseguir entender e Olhar com e e não olhar seus dados com com mi pia, porque às vezes a gente ainda faz isso, né? Assim, você se apega, não, isso daqui é é o meu principal canal, então eu vou só olhar para isso, mas não, você tá tendo influência provavelmente de outros canais. Então, olha isso de uma forma 360 para fazer as conexões eh necessárias e colocar dinheiro onde você precisa colocar. Você chegou num
ponto falando de branding institucional, como É super importante, né? Lá na agência na Cuba a gente fala muito disso pros nossos clientes, porque às vezes não é mapeado, mas é esse marketing de conteúdo que a gente vai promovendo, é aonde que vai aparecendo e que ele tem essa recorrência e reforço de marca na hora que ele vai pensar na compra. Então, eh, hoje eu vejo que isso é extremamente importante, principalmente quando a gente fala de varejo, né? E o marketing tá muito atrelado a essa Parte, não só na conversão, mas eh criar um painel dentro
do PIN é uma coisa que vem uma inspiração. Tem muita coisa que funciona dentro disso, né? Totalmente. E é isso, só que muitas vezes você quer o os números, né? Eu quero que me comprove que aquilo veio daquilo e às vezes você não tem, mas assumir que você não tem, acho que é uma ótima forma de você começar a entender que não, eu preciso olhar pro todo, porque ele certamente vai influenciar uma jornada que hoje não Tem controle, as jornadas são totalmente desincronizadas, né? Então, às vezes você tá lá, a mãe foi amamentar o filho
de madrugada, voltou pra cama, tá sem sono, um clássico, né? Vai, vai na internet, você vai lembrou de um negócio, vai comprar 4 horas da manhã. Então assim, você não tem controle disso, né? Então, eh, eu acho que entender esse contexto e e agir a partir dele é é extremamente necessário. Não, na sua fala eu sempre me identifiquei Agora, porque você sabe que eu comecei a receber de uma uma marca, ó, mapeamento, comecei a receber de uma marca eh cupom de desconto para compra de roupa infantil de madrugada, ó. Você ver por quê? Porque era
o horário que eu acab hora que você lembra, né, das coisas, família, né? Não, gente, quem amamentou eh sabe, as madrugadas assim são para você ver alguma coisa que você não conseguiu ver durante o dia para você comprar, enfim. Eh, é, é, a gente Otimiza até esse tempo, né? Ah, com certeza. Não tem como, né? Dentro disso, eh, no nosso dia a dia é muito maluco, né? Com isso, Dani, a gente tá falando muito de tendência, de muitas coisas e de inovação, de evolução, de agilidade. E como que vocês estão vendo já tendências para 2026?
a gente já tem algumas alguns indícios aí. Tem tem muita coisa, né? Como eu falei, comportamento, ele é vivo. Nunca vai ser assim, 2026 tá aí batendo na porta, Nunca vai ser algo que, nossa, nunca imaginei. Mas você tem, acho que acho que os principais assuntos assim que eu, que eu diria que eu acho que é muito importante a gente é entender como pano de fundo contexto, acho que primeiro envelhecimento à população é um que eu vou vou bater nessa tecla até eu começar a ver estratégia multigeracional, assim, a torcha de direito no mercado, campanha
de marketing, porque ainda são muito Nichadas e muito específicas, não, poucas têm esse eh poucas marcas têm esse olhar de fato paraa multigeração, mas eh quando a gente fala de, por exemplo, saúde social, né? Então, o e o social wellness. Então, o mercado de bem-estar é um mercado gigantesco. Eh, e e eu acho que tem se falado da potência, é uma realidade, uma atualidade e tudo mais, mas você colocar o aspecto social de reconexão social dentro do mercado de wellness, ele muda um pouco a cara desse Mercado. Então, vou te dar um exemplo. É, ah,
as corridas agora que elas acontecem e depois vai um brunch com uma festinha, então você faz a corrida, você tá se conectando com uma coisa que você curte, que é saúde e tudo mais, mas tem um aspecto de diversão ali e do social, da conexão. Então, eh, ah, os clubes e de bem-estar, né? Então, eu vou para aquilo, eu vou pra academia, mas eu quero também fazer uma sauna. Eu quero ter um lugar ali para ler meu livro Depois da minha sauna e tomar o meu shake de sei lá o quê. Eh, enfim. E aí
eu acho que como cereja do bolo dessa desse social conectado ao bem-estar, tem por exemplo a a questão do humor. Então a geração Z, ela tem uma forma de comunicação muito interessante assim que é a gente brincava internamente na WG que assim vai ver o feed do Instagram de uma pessoa, se ele for muito esteticamente, milimetricamente pensado, essa pessoa não é geração Z, entendeu? Ela é mais velha do que isso, porque a geração Z tem essa coisa do meio a foto borrada, sabe? meio é assim, sabe? Foi sem querer que eu tirei isso daqui, o
prato sujo, ao invés daquele prato eh todo lindo da comida, né, que que nós millennials adorávamos tirar foto, é completamente diferente. Então assim, tem essa coisa do sarcástico, do humor, da linguagem do meme, mas da foto meio mal tirada do flash estourado. Então, essas linguagens Estéticas, elas conversam, mas não só estéticas, elas têm simbolismos que são e às vezes que eles representam mais para determinado corte de etário do que para outros. Então, quando você coloca, por exemplo, essa coisa do humor ou do dessa quebra do do bem-estar certinho, né, do suco verde com maá, com
o sei lá, o pilates, não sei o que que tem que ser tudo assim. Ex. É, exatamente da Clean Girl, quando você quebra um pouco com o humor, com essa coisa meio caótica, eu Acho que vem essa coisa do novo. Então é assim, ah tá bom, vamos fazer é essa corrida, mas a gente vai colocar um, sei lá, outro dia eu vi uma que tinha uns aqueles personagens do Elmo, não lembro, no meio da corrida, uma confusão, um negócio assim, sabe, que era meio caótico, mas era totalmente a linguagem da daquelas pessoas que estavam ali,
tinha DJ e, enfim. Então você colocar essa coisa, esse aspecto, essa essa pitada do caos, do humor ali dentro Dessa comunidade do social, do bem-estar e etc, acho que traz um diferencial que a gente vai ver crescer bastante nos próximos anos. Então, acho que como premissa o bem-estar social, né, que você junta junta essas duas coisas e como cereja do bolo, você acha que faz sentido com a sua marca colocar esse toque do caos, do humor, que que vai fazer sentido e algo que ainda é? Vejo, eu vejo muito isso no Pinterest, assim, porque a
gente lançou e recentemente uma Feature de colagens. E aí assim é entender que primeiro a geração Z ela interage mais com as colagens do que qualquer, que a colagem tem essa coisa da estética meio bagunçada, meio suja, sempre com elementos que saem um pouco do óvio ali. E é muito interessante você ver as colagens que as pessoas estão fazendo. E até aproveitando, Dani, voltando nessa questão de saúde social, mercado wellness, eh, eu tenho visto muito, por exemplo, essas corridas com Colabs, então track field com corrida, eu que jogo bit tênis também, eh, tem a com
marcas também que vão fazendo essa parte de associação e o mercado, por exemplo, de bebida alcoólica fazendo bebidas eh zero álcool. Então, a gente tem visto que as pessoas estão mais preocupadas com a questão saúde, mas tem essa parte de convívio social também, né? Então você falou aí do da que tem DJ e tudo mais. Eu vi a corrida, por exemplo, com o Bel Marques. Então assim, No final da corrida tem um show, então é aquela coisa que vira uma micareta ali no meio do negócio. Então eu vejo que são mercados que estão de fato
se atualizando, entendendo como o consumidor tá indo, né, dentro disso. É, como que você enxerga essas colabs, não só no mercado wellness, mas como um todo assim, assim, eu amo assunto de colaboração porque eu acho que é uma forma muito legal assim de você quase que montando pecinhas ali de Lego, de Você pegar emprestado atributos de marca que determinada marca tem, que a sua não tem, mas e entregar algum atributo de marca que aquela outra marca também gostaria, precisa ou acesso a uma comunidade específica. Então, eh, é muito legal. Então, por exemplo, quando a gente
fazendo uma conexão com o mercado de bem-estar, eh, de novo, e com o desafio que a gente tem hoje, que é o desafio de reconexão social, de reaprender a lidar nas relações humanas E saber se conectar, então assim, eh, de mitigar esse sentimento de solidão que tem muita gente sentindo, né? extremamente conectado, mas extremamente desconectado com as pessoas ao seu redor. Então, quando você começa a juntar todas essas pecinhas, eh, enquanto marca, se você marca, tá ouvindo, tá observando, tá vendo isso, você consegue criar uma história muito legal, porque você tem um problema para ser
resolvido, né, assim, as pessoas, Nós somos seres humanos, somos seres sociais, a gente precisa se conectar, não é uma questão de escolha, ah, não gosto, não quero. Você precisa pertencer, porque é assim que a gente sobrevive. a nossa espécie se sobrevive sentindo pertencente, enfim, e criando esses vínculos, essas relações e aumentando isso. Então, quando marca, você entende esse esse contexto, você entende essa vontade de se cuidar, de investir na sua saúde e tudo mais, mas Que também essa cobrança excessiva com esse conceito também pode ir para um lugar ruim, mais tóxico, de que precisa ser
tudo perfeito e ao mesmo tempo essa necessidade de uma descontração, de uma coisa de que seja mais leve, que seja mais divertida, essa nova estética que as novas gerações ficam aí eh eh que se que conversam mais, essa estética mais caótica, mais divertida e tudo mais, você consegue criar muita coisa legal e aí a partir disso escolher colaborações Que muitas vezes não são óbvias, mas que fazem em todo sentido quando você conta uma boa história, que é justamente o que tá por trás daquela colaboração. Então, às vezes eu eu fico olhando, né, assim, essas novas
colaborações que vão vindo, para mim o que mais me fascina é entender o que tá por trás. Por quê? Por que que essa marca, que é uma marca de, sei lá, de wellness, quis se conectar com essa marca de música ou sei lá, não sei, qualquer coisa? Por que que aquilo Fez sentido na cabeça daquelas pessoas? Tem as colaborações mais óbvias, claro, mas é uma forma muito bacana de fazer isso acontecer e de conectar comunidades que não necessariamente estariam conectadas. Então, outro dia eu vi uma colab, a Fine tá fazendo colab com um monte de
coisa, mas com pasta de dente pra criança. Gente, eu falei assim, não sei se é bom ou ruim, tô na dúvida. Eu como mãe, eu eu como adulto adoro, né? Adoraria pensar, mas como criança, eu Falei assim, gente, mas é é o mercado total, né, de como explora isso de uma forma que insere dentro desse contexto, né? Totalmente. E eu falo, eu acho que assim, a gente tá num momento de histórias, assim, quem sabe contar boas histórias do por que tá contando aquelas histórias, você vai sair na frente. Então assim, não adianta e qualquer mercado,
você vai num influenciador, numa pessoa que tá ali na internet, uma pessoa que sabe contar a história bem, Entendeu? Você tá na roda de amigos, tem gente que sabe contar a história, que sabe te prender e que você fica assim ouvindo aquela pessoa, você fala: "Meu Deus". Então, quando você coloca isso pra marca, eh, é isso, você precisa contar uma boa história, precisa fazer sentido. E para contar uma boa história, você precisa ouvir, você precisa entender qual que é o problema, que que aquelas pessoas estão precisando, que que aquela comunidade se conecta e aí Você
vai juntando os pontinhos. Então, assim, é muito bonito de ver marcas que fazem esse trabalho muito bem feito, que criam essa relação ao longo do tempo com os consumidores. Então, o potencial é gigante, né? Só que tem que ter investimento, tem que ter tempo, enfim. Então, colaborações é um assunto que rende muito, porque é realmente muito legal. E até nesse caso de que está engajando, eu vejo muito com a questão de influencer, se aquele influencer Conecta com a sua marca também, né? Tem muito dessa dessa parte. Mas eu vou voltar numa pergunta porque você falou
que você ia falar um pouquinho depois disso também da parte multeracional. Quero que você fale um pouquinho eh dessa parte de como que você enxerga como estamos hoje. Pois tá, eu vou falar um pou vou vou dar um passo para trás, vou falar um pouquinho de conceito de gerações que é polêmico. Por que que é polêmico? Porque muita Gente fala: "Ai, não existe isso, né? Assim". Então, por exemplo, um clássico, não tem baby boomers no Brasil. Baby boomer é a geração pós-guerra. O Brasil não teve guerra. Então assim, você não tem os efeitos de uma
guerra, né, direta. naquela época ainda nem tinha redes sociais pra gente viver os efeitos que a gente vive hoje qualquer e toda crise, independente do lugar do mundo. Eh, você não tem o efeito pós-guerra. Então, a geração May Boomer foi Desenhada, eh, com base na guerra e nos efeitos que ela criou, né, na sociedade. Então, mas ainda assim a gente usa Baby Boomer para falar sobre 65 mais. Por quê? Porque o recorte geracional e o demográfico, ele ajuda a gente a se localizar. Então eu sempre falo, eu falo assim, não precisa abandonar o recorte demográfico,
a idade, a faixa etária, onde vive, porque eh obviamente que é sobre os hábitos, porque dentro de um recorde etário você Vai ter milhões de grupos, milhões de formas de consumir, de lidar com um determinado assunto. Mas os recordes etários eles ajudam e as nomenclaturas, que são as as nomenclaturas das gerações, nos ajudam também a contar boas histórias. Então eu não sou tão apegada à ideia de que ah, isso daí restringe e você deixa todo mundo numa caixinha que não é. Então assim, partindo da premissa que todo mundo ali vai passar do headline, que vai
ler um Pouquinho, que vai estudar um pouquinho, sim, eh tem inúmeros grupos ali dentro, mas localizar ajuda. E por que que a gente fala muito faz a provocação para sair do demográfico? E aí eu vou eu vou exemplificar o porque que realmente o recorte etário ele não é um retrato de todo mundo. Um exemplo que eu gosto de dar que é do O Os Osborne e do do príncipe é príncipe Charles. Char é eu sempre me confundo, gente. Outro dia confundi no meio de uma palestra. Alguém Me corrigiu, mas enfim. Eh, o ambos eles têm
no papel, eles são exatamente uma mesma pessoa. Eles têm 60 mais, eles vivem na Inglaterra, classe a gargalhada. Eh, são divorciados, né? estão no segundo casamento, eh, e vivem em um castelo ainda. Todo o papel, se a gente colocar ali sem, sem cara de nada, eles são a mesma pessoa. Você vai pensar no seu produto, na sua campanha, como se fosse a mesma pessoa. Desenhou a Persona. Exatamente. Mas vamos combinar que, muito provavelmente o Os OS e Osborn e o Príncipe Charles, eles querem coisas completamente diferentes. Na hora de se eles fossem escolher uma roupa,
eles escolher roupas completamente diferentes. Porque se a gente sabendo, né, as personas, as figuras ali, você fala, não, não eles vão se relacionar com o mundo de forma muito diferente que vão frequentar, por exemplo, totalmente a forma como você vai se relacionar com Aquilo. Então, e é por isso que o recorde etário ele é só um ponto de partida pra gente pra gente falar. Então, quando a gente entende isso, você começa a entender que eh o envelhecimento da população, por exemplo, que é um fato, e aí eu já explico o que que tá acontecendo por
trás disso, ele eh ele te dá direcionamentos. Então assim, se você tá falando só de Jen J e não tá entendendo como outras gerações se relacionou com o Seu produto, com a sua marca, você provavelmente vai ter um problema daqui a 5 anos, porque de novo, é a população, o que significa a população está envelhecendo, as pessoas estão tendo menos filhos. Então hoje o contexto que a gente tá hoje, a gente eh tem até a a frase que fala, né? Para criar um filho precisa de uma vila é para criar um filho. E a gente
não vive em vila. a gente tá vivendo em silos, sozinhos ali dentro da sua casa, com seu mundo, com a Sua vila online, mas na prática o online não te ajuda, né, quando o bebê tá chorando. Então, eh, a gente tá, por viver só cada vez mais sozinho, cada vez em em comunidades menores, você tem menos apoio, menos recursos e tá cada vez mais caro você ter filho. Tem uma série de outras questões, as mulheres começando a questionar e tudo mais, as pessoas estão tendo menos filhos. Então, as pessoas tendo menos filhos, daqui a pouco
essas essas crianças que estão Nascendo agora vão começar a crescer. Então, essas gerações das dos jovens vai ser a menor parte da população. Já é não é a menor ainda, mas não é mais a maior. Sempre foi a maior porque antes tinha uma média de cinco, seis, quatro filhos, dependendo do lugar que você tá. Então, hoje vou te dar um um exemplo para você, para você ter uma ideia. Pra gente manter o mundo do jeito que tá hoje, com o mesmo número de pessoas que tem, a gente precisa de uma média de 2.1 filhos Por
casal. Então, hoje você tem apenas 3% dos países no mundo inteiro que estão acima dessa média, cada vez mais e diminuindo de uma forma muito mais rápida. Se eu não me engano, o Brasil tá em 1.5 de média de filho por por mulher. O que significa população? Pela primeira vez, quando a gente faz uma projeção para 2100, ela vai diminuir e a gente vinha numa tendência, a população aumentando, né, assim, os recursos naturais acabando e tudo mais. Então, a Gente tem um problema eh evidente, claro, agora com clima, por exemplo, que a gente tá usando
todos os recursos, mas quando você projeta isso 200 anos, se a gente continuar nesse ritmo que a gente tá, se se essa tendência continuar, vai ser outra coisa, a população vai diminuir. E com isso você começa a ver novos formatos de família se se criando, você vai vendo novos hábitos de consumo. Então, por exemplo, enquanto marca, se você é marca, você começa a entender o Impacto que isso tem no contexto que você atua. você fala: "Tá, então eu tô aqui falando só pros jovens, só para as pessoas legais, mas não tô nem olhando pros 60
mais, não tô nem olhando como essas pessoas, se elas conseguem usar meu produto, se elas acham que o meu produto é excludente ou não é, se conversa com elas, você precisa começar a construir. Como eu te falei, para criar uma relação, você precisa criar uma relação, né, conversar, eh, abrir Portas, é um processo, não é simplesmente um projeto. Então você vê, por exemplo, a relevância dos pets na nossa sociedade. Então assim, pai de pede, né? Você você vai pagar tudo, você tem, né? Benedita, Benta. Benta, eh, a Benta, eh, você vai, não importa, eu quero
dar aquilo porque é meu filho. Então, por que justamente porque essas novas formações de família, ão, pessoas que estão se juntando com o melhor amigo para criar o filho, por exemplo. E como Marca você entender que isso isso é uma tendência por conta do contexto, por conta do que que tá difícil, porque a gente tá vivendo cada vez mais sozinhos e tudo mais, você começa a entender que o recorte geracional ele te ele ajuda você se localizar, mas você conseguir criar uma narrativa que ela conecta com hábitos que vão além do recorte geracional, que vão
além do demográfico, ele é extremamente necessário. Hoje você ainda consegue navegar, mesmo se você Não faz isso muito bem feito, mas nos próximos anos você não vai conseguir, porque a gente vai ter que sair muito, muito, muito do óbvio. Então assim, eu fiz uma mistura entre gerações, entre novas famílias, novos formatos, mas porque eu acho que é uma reflexão que ela muda contexto, ela muda a forma como a gente enxerga, como a gente planeja negócio daqui pra frente, porque isso e e ao mesmo tempo abre mercados, oportunidades que às vezes a gente nem Tinha imaginado.
Até quando a gente fala de 60 mais e abrir mercado, se a gente pensar que eles não têm mais filhos para criar na maioria, né? Já estão todos criados, eles não tem que não tem boleto de faculdade nem eh de plano de saúde, um monte de coisa, eles conseguem ter um consumo e um hábito maior, muito mais do que a geração dizer que precisa do pai, né, para pagar ali ainda, né, na sua maioria. Então é um mercado que de repente inexplorado que pode estar ali Totalmente uma diferença virada de chave até pra própria marca.
Você sabe que uma vez a gente fez um projeto para uma marca que ela é muito forte para pais de crianças pequenas. Então essa marca todo mundo conhece quando você tem filho pequeno e à medida que os filhos vão crescendo, essa marca vai deixando de fazer parte ali do seu dia a dia. Enfim, no off, eu conto que marca que é, mas enfim. E aí esse marca justamente queria se conectar com pessoas 60 mais. E a Gente foi conversar com essas pessoas eh em campo para entender como é que eles poderiam aproveitar eh se reconectar
com essas pessoas. E foi muito interessante porque essas pessoas 60 mais que estavam se começando a se aposentar estavam vivendo um momento muito parecido com o momento que a gente vive na nossa adolescência, que é um momento de na adolescência de descoberta e no caso deles era redescoberta, porque assim, eram pessoas que muito eh na sua maioria Tinham feito carreiras, trabalhado anos no mesmo lugar com o mesmo assunto, eh, mas que tavam ali com 60 anos, falaram: "Gente, eu tô jovem, tenho energia, tenho poder aquisitivo, Quero me redescobrir, entendeu? E eu vou para coisa que
eu amava fazer quando eu era adolescente, que eu não pude fazer, porque aquilo não ia dar dinheiro, não ia me dar uma estabilidade que eu precisava para manter meus filhos, criar minha família, que aquilo que era pedido Naquela naquela época. E foi muito legal fazer esse projeto, porque você viu que, por exemplo, a criatividade tinha um papel muito importante ali. Então, essa marca começou a entrar e abrir vias de conexão com esse com esse novo público, que era um público totalmente não óbvio dentro da estratégia deles, justamente nesse momento de redescoberta. A, no momento de
redescoberta, você é mais criativo, porque você tem um papel em branco na sua frente. Então, eles, assim Como a gente com adolescente, né, que você testa um estilo, uma vez, uma hora você é hip, aí outra hora você é patricinha, outra hora você, não sei o que faz parte de você. entender o que que você se identifica, eles vão passar por isso e essa marca conseguiu entrar ali de uma forma eh para dar um pano de fundo, para dar ferramentas para esse momento. Então, foi muito muito legal ver isso acontecer na prática. Eu acho que
é é bem isso que a gente tenta Provocar as empresas para fazer, não? E eu acho interessante ter esse olhar porque, por exemplo, você falou, comentou de viagens, viagens para 60 a mais. das vezes deve ter um um pacote turístico completamente diferente, algo exclusivo, algo, por exemplo, para pessoas que são eh viúvas, divorciadas, enfim, que você entra num contexto onde vai fazer amigo, questão de network, enfim, né? Tô aqui, né, Devani? imóvel. Tem muita opção de coisas que Você pode pensar para desenvolver nisso. Tem muita coisa, tem muita oportunidade. Muito legal. Dani, quero ir pra
parte de inteligência artificial, tecnologia, inovação. Como vocês lá na WSGN tão usando isso? Ah, na WG a gente tem um uma de novo, a gente tem uma base de informação que é uma base sobre comportamento. Para todos os clientes que assinam, vão ter acesso ali a inovação, comportamento e tudo mais. E você tem as verticais que a gente atua, Que aí a gente entra numa coisa mais de produto para essas verticais. Então, uma empresa de moda, ela vai lhe pegar o produto que é comportamento e moda, comportamento e moda e beleza, depende da cabeça de
cada empresa. Mas moda, por exemplo, é uma vertical que a gente usa muito inteligência artificial. Então, vou te vou te dar um exemplo de um dos usos que a gente tem. Você tem as temporadas de passarela, cada temporada você recebe ali, é, 50.000 fotos daquela Temporada. Então é é muita, muita muita fotografia. Você tem inúmeros sites que vão colocar ali todas as fotos para você ver, para as pessoas verem. Só que a gente faz uma análise que é o seguinte, a gente precisa entender qual é a diferença entre uma temporada, entre a temporada passada e
essa. Então assim, a a saia e em a ela aumentou, o marrom ele aumentou? Ele não aumentou, ele diminuiu, quantos por cento do mix ele Representou? Eh, isso é maior ou menor do que a temporada passada? Então, a gente tem um primeiro, uma primeira, eh, primeiro filtro de tagueamento de imagem que é feito só por inteligência artificial, que é ele vai te colocar ali, ele pega as fotos de desfiles, vai colocar quais são as cores, os principais shapes, as principais eh as principais peças que ele conseguia identificar. Só que a inteligência artificial, ela ainda não
conseguiu Chegar no nível de detalhe e de precisão e assertividade que a gente precisa para poder chegar no tagueamento, assim, no 30º nível de tagueamento. Então, a gente tem um time enorme de pessoas que trabalham junto com a inteligência artificial para fazer isso. Então, a inteligência artificial faz o primeiro, a primeira camada de tagueamento de de imagem. Então assim, ah, amarelo, amarelo, tal, amarelo, não sei o quê. E aí e depois os as pessoas fazem e aí Depois volta pra inteligência artificial para ele fazer todos os estudos. Então hoje a plataforma de moda, a gente
tem, por exemplo, são duas verticais, uma para buyers, para compradores e uma para designers. Buyers é é 100% dado e assim é bem interessante. E os dados, as análises, a a maioria delas assim é um processo que é inteligência artificial humana, inteligência artificial que faça 100% de forma assertiva a leitura. Então, e na parte De produto, a inteligência artificial é muito presente na WGCN. a gente acaba vendo muita venda, o que que tá e com muita remarcação, o que que não tá. Então a gente passa isso paraos nossos clientes. Mas a parte de comportamento, ela
ainda, o comportamento humano é isso, assim, quando você vai entrevistar, a pessoa fala uma coisa que ela quer que você escute, mas ela não quer dizer aquilo, então ainda tá bem longe para conseguir interpretar nesse Sentido. E acho que e aí os outros mecanismos, mecanismo de busca, enfim, coisas mais nos bastidores, mas a gente usa muito para dados. Eu vejo que 9 anos atrás, quando a gente fundou a agência, a gente fazia relatório na mão. Hoje em dia, em 30 segundos, no dia que a conexão tá ruim, eh, sai o relatório, né? Como que você
vê daqui os próximos anos, eh, e essa evolução? Você acredita que toda essa quantidade de camadas que hoje você precisa ter de pessoas olhando A IA vai conseguir fazer? Olha, eu acho que talvez sim. Eh, com certeza vai melhorar, né? Mas assim, é o que eu te falo, acho que o o bonito do ser humano é que ele é humano, né, assim, que tem muita camada, é tem muitos símbolos que a inteligência artificial não consegue chegar e assim e não vai conseguir. Então, e vou te falar mais, acho que daqui pra frente a gente tem
eh eu sempre falo, tecnologia, ela não é fim. Então, quando você vê algum cliente, Alguma empresa falando assim: "Ah, a gente precisa implementar, implementar a EA", você já entende ali, já está subentendido que o mindset ele não tá exatamente no lugar certo, porque você precisa implementar é para que assim, na verdade, você precisa resolver que problema? Pode resolver com ai? Vai ser mais efetivo, mais eficiente se você usar inteligência artificial aqui. Então, esse é o caminho correto, né? Eu tenho este problema e para resolver esse Problema eu uso um meio para para isso é inteligência
artificial. E hoje, só que hoje tá no hype, né? Todo mundo quer falar inteligência artificial. Então assim, você quer fazer uma campanha usando foto que foram feitas inteligência artificial, tem uma notícia num site de notícias falando a marca tal fez uma campanha inteira com imagens de inteligência artificial. O que que eu acho? Quando você estuda comportamento, tem o comportamento pendular. você tem Para um, você vai para um extremo, normalmente você vai para um outro extremo antes de achar o ponto de equilíbrio. Então, como a gente tá e a ea, inteligência artificial, tudo, vamos usar para
imagem, para muito provavelmente a gente vai para um lugar de valorizar o aspecto humano daqui pra frente. Então, assim, de novo, vamos viver este hype, depois vai para um outro lugar, a gente achar o ponto de equilíbrio. Então, daqui a pouco você Vai ver e vocês vão ver e vão lembrar de mim, eh, que vai ver assim uma marca falando: "Esta marca fez o anúncio 100% usando pessoas e nada de inteligência artificial". Esse vai ser o diferencial, porque todo mundo vai usar tanto inteligência artificial para fazer X, Y, Z. Acho que, de novo, não dá
pra gente ignorar porque traz eficiência e no processo. Eh, mas ao mesmo tempo a gente precisa colocar as coisas num devido lugar, né? As pessoas vão continuar aqui E vão continuar tendo problema. você vê a meta espiritualidade, né? as pessoas consultando inteligência artificial para terapia, para se conectar com além, enfim, tem muitas camadas, mas eh então assim, é super importante, necessário, vai ser uma é uma ferramenta aí meio relevante para negócios, mas eu acredito que o fator diferencial ele vai vir mais lincado ao aspecto humano, com bom uso de tecnologia por trás do que o
Contrário. Tem um dado curioso que você comentou agora, eh, das pessoas usando como conselheiro. Cerca de 10% das pessoas que usam IA se aconselham pela IA. Pois é. E louco, né? Não. E e olha para você ver e aí de novo vem a cabeça da da pesquisa, né, que eu falo os efeitos que isso traz. Porque assim, você tá você começa a se constar com a EI a ela é treinada. A que que a inteligência ela faz? Ela é um agregador de informações De outras coisas que você já falou, de outras pessoas que já perguntaram
aquilo. Então, ela não vai necessariamente fazer um negócio completamente novo. Ela vai agregar de uma forma completamente nova. Então, ela vai ali identificar o caminho que você gosta mais. Você vai treinando aquilo. Como é que você se relaciona com uma pessoa depois de se relacionar com uma máquina que fala do jeito que você quer, que se relaciona com você do jeito que Você quer? E a pessoa não, a pessoa é uma pessoa, você faz, você dá um tapa nela, ela dá um grito e dá um outro tapa em você, né? uma criança, né? Toda ação
tem uma reação diferente da máquina, né? A máquina você briga com ela e se você treinar ela bonitinha, ela ainda vai falar: "Olha, sinto muito, já entendi, da próxima vez farei diferente". Mesmo você tendo sendo baixando a cabeça, né? Tá no ato de servir, né? É diferente. Então você projeta isso lá na frente, em Termos de comportamento humano, a gente vai ter que reaprender a se relacionar entre humanos. Então hoje a gente tem um problema de solidão e a gente fala de saúde social, que é essa reconexão que já é um pouco disso, mas a
inteligência artificial leva isso à décima potência. Eu vejo que a gente tem duas questões, né? Processo evolutivo normal de tecnologias. Então assim como caixas eletrônicos vieram e não não substituíram 100% humanos nisso, mas Tiveram outras atividades, tótem de fast food, né? Agora eu vi um negócio de drone para limpar as janelas. Então agora você não precisa ter as pessoas com equipamento e IPI eh pendurada na janela, mas você precisa de um operador. Então novas profissões e evolução das profissões tem vindo, mas sempre com quê? Com a sua supervisão do humano, né? Então, a gente usar
como meio, não como fim, a tecnologia, como você comentou, pra gente ir trazendo disso. Mas, eh, e Eu vejo uma outra questão de como que a gente vai ter eh essa forma de conversa, de iniciativa. Hoje a gente vê muitos jovens que estão todos um do lado do outro, quietos, estão se comunicando pela pelo WhatsApp, um do lado do outro, né? Então, como que a gente vai conseguir ter essa promoção de interação de novo? eh um retrocesso do a gente vai ter que ter esse essa parte evolutiva tudo de novo, né? Mas outro exemplo de
algo que tá acontecendo, você vê, por Exemplo, mães de jovens adolescentes pré-adolescentes, as os adolescentes de hoje já sofrendo efeitos de viverem num mundo conectado e as mães de crianças já se mães, pais de crianças já se juntando para não dar celular pros filhos, que já vai ser diferente da próxima geração. Então essa que tá aqui agora foi meio que uma geração cobaia, né, assim, ninguém sabia. Então os pais aqui ótimo, tem uma forma de me comunicar com o filho, ele Tá lá no quarto, tá tá quieto, não tá falando nada, mas tá no mundo
dele. Então a gente, então eu tenho f tenho dois filhos, né, de sete e e uma de 2 anos, eu sei do perigo. Então assim, eu já aprendi com a geração que veio na minha frente ali, né? Então tem muita coisa, são muitas camadas. Por isso que voltando a começo da nossa conversa, assim, quando alguém faz a provocação, a tendências vão morrer. Eu já sei do que ela tá falando, que normalmente tá Falando de uma coisa da tendência do TikTok, a tendência estética, a moda, modinha, mas não, assim, o conceito da da tendência, do comportamento,
as mudanças, é isso. Quando tiver gente, é necessário a gente olhar para esses movimentos, pro que tá por trás, se aprofundar, entender, para que você crie boas relações, consiga de fato melhorar o contexto com o qual o seu consumidor tá, no qual o seu consumidor tá inserido. Então, acho que como marca é Um excelente papel social pensar dessa forma. E eu acho que é essa dificuldade, meu filho também tem sete e aí eu vejo exatamente esse momento onde crianças com com muitas telas e por que que eu não posso tanto, né? Então a gente fica
naquele dilema sendo a mãe ruim total. E aí o porque você não é todo mundo nunca fez tanto sentido na minha vida. Totalmente. E e ao mesmo tempo assim, como é que a gente cria de um jeito que a gente não exclui eles do mundo 100%, Né? Então você vê os jogos Roblox da vida, então assim, a a gente precisa aprender também porque excluir 100%, deixar na bolha, ele vai na hora que tiver acesso, vai. Sabe aquela criança que não come doce, chega na festa, quer comer 50 brigadeiros. Então assim, a gente também tem um
processo de aprendizado muito importante, né, assim, de entender que esses mundos são mundos abertos, né, assim, que você não deixaria seu filho Sozinho numa praça 8 horas da noite com estranhos. Da mesma forma, você não pode deixar na internet sozinho com estranhos, porque é da mesma maneira, só que online. Então assim, é muita coisa, acho que pra gente pensar enquanto sociedade aí pessoal, profissional, mas eu acho que o que a reflexão que eu faço e que eu deixo é muito o papel social que as marcas têm, né, assim, de fato assim, você quer ser relevante
pro seu consumidor, deixa a vida dele melhor. E Deixar a vida dele melhor, às vezes é uma vida mais conectada com mais pessoas. Então, quando a gente fala e traz um assunto de interesse do seu cliente, não é só para falar isso, é é para de fato fazer acontecer, melhorar o dia a dia, ele voltar assim. Fiz um novo amigo, entendeu? Assim, voltei achei gostoso conhecer uma pessoa nova, fiz um novo amigo no mundo real, né? Exato. Exatamente. Eu achei ótima essa questão de bloquear celulares na escola e tudo Mais. Por mais que ele ainda
não tivesse, eu falei assim: "Vai chegar no momento que ele vai ter e aí é uma coisa a menos, né? Dá pra gente ficar em papos aqui de filhos, de tecnologia, de marketing, de tendências, mas a gente chegou no momento, momento tecla SAP, que a gente chama, onde eu vou te dar o nosso megafone. Então, se você quiser deixar uma mensagem pro mundo, se ela pudesse chegar, que mensagem você deixaria? Pode ser uma mensagem de vida, Uma frase que rege sua vida, de qualquer um dos temas. Aí eu falo para você olhar para essa câmera
para ficar bem aquele corte bem bom que a gente faz, bem profundo, não? E aí eu vou pedir para você assinar também, tá? Ótimo. Então, bora. Ai, meu Deus, que pressão. Não sei nem falar meu nome. Pressiona. Qual seu nome? Não sei. É bom. Pode, posso fazer sim. Então tá. Não, a gente não liga. Ah, esqueci de falar, né? A gente não Liga para não estourar todo mundo. É só aquele corte mesmo. O efeito efeito megafone. Tá bom, tá bom. Eh, ai gente, eu vou para um lugar totalmente piegas, mas vamos lá, pessoal. Sejam gentis.
A gente já tem muita coisa ruim acontecendo nesse mundo, então vamos ser gentis uns com os outros. Acho que a gente precisa de mais gentileza no nosso dia a dia. É isso. Maravilhoso. Gentileza gera gentileza nessa troca. Exatamente. Sempre que legal. Quero que você assine aqui para registrar sua participação aqui. Enquanto a Dani tá assinando, vou falar para vocês ativarem as notificações, estarem sempre aí eh sabendo quando a gente lança os novos episódios, tanto no YouTube, no Spotify, não sei por qual dos canais que vocês estão nos vendo ou nos ouvindo. É isso, Dani, como
te encontram, como encontram a WGSN aí nas redes e canais oficiais? Olha, WGCN é WG @wgcnebrasil. Então, WGCN Brasil em todas as redes. WGCN Global tem mais conteúdos de outros lugares. @wgscn e eu estou por aí. Daniela Dantas, eh, WGSN. Acho que tem bastante homônimo, então bastante Daniela Dantas, mas Daniela Dantas Wgsn você me encontra basicamente todas as redes eh profissionais. Maravilha, Dani. Adorei esse papo aí, super rico. Obrigada, Dani, também por trazer aí os insitos. Tem até uma curiosidade aqui, porque Quem trouxe a Dani foi a outra Dani que já conhecia, apesar da curadoria
que a gente fez aqui, nomes, foi a Dani que trouxe. Então, obrigada por trazer e compartilhar desse conteúdo tão rico aqui pra gente. Toda semana um novo episódio aqui na Tecla SAP nessa edição especial, mais uma aí com na casa Pinterest. Eh, se vocês quiserem conhecer um pouquinho mais dos nossos trabalhos no @teclasap podcast, os meus pessoais no @carufnandes, da nossa Agência no @comunicação cubo. Vou pedir para deixarem um QR code em algum lugar aqui da tela com o livro. Então, se você quiser levar a tecla sapa, vai ter um Q code aqui que vai
direcionar aí pro Amazon, mas a gente tem nas livrarias da vila de aeroportos, enfim. E é isso e obrigada. Até o próximo episódio. [Música] Er Er Ah. [Música]