Bem-vindos bem-vindas a esse primeiro encontro do conexão em esquizoanálise de 2025 Nós já estamos eh fazendo uma tradição aqui né todo ano a gente faz esses eventos eles acabam coincidindo sempre com as nossas turmas de formação de esquizoanálise né o início né el sinalizam um início do do ano de cada turma e a gente resolve fazer esses eventos para eh apresentar e mostrar né cada vez mais o Que é para que serve e o que pode a esquizoanálise né Eh porque ainda me parece que tem e é meio inevitável muitos Mal entendidos muitos equívocos né
muitas eh muitas muitas narrativas míticas num certo sentido bastante deformadas em relação à esquizoanálise né sobretudo quando a esquizoanálise ela se mostra uma uma uma uma arma de combate eh Muito muito potente né Muito potente e e e e potente Em que sentido em desarmar desarmar as armadilhas para o desejo para o nosso desejo para o nosso modo de desejar segundo o nosso modo de viver né que envolve o nosso modo de experimentar o corpo e de experimentar o pensamento então a esquizoanálise acaba eh arrebanhando um certo um certo número de inimigos digamos assim né
mas é sempre é sempre Bem-vindo né Eh o inimigo que nos nos força a nos superar né E que no fundo do inimigo a gente vê um aliado né então eh eh como diz niet né um esse grande filósofo que um um dos dos grandes filósofos que nos inspiram eh é preciso ter ou cultivar apenas inimigos que a gente possa admirar né jamais buscar inimigos que a gente queira eliminar né inimigos são forças interessantes desafiadoras pra gente se superar e levar a vida mais longe ainda Mais que o futuro da humanidade na medida em que
ela tem um futuro só pode ser um futuro um futuro comunitário um futuro de partilha um futuro de generosidade né um futuro aonde cada vez mais a gente lapida ah um plano comum dos encontros um futuro onde os seres humanos cada vez menos tromb uns com os outros né difícil a gente encontrar né A arte do encontro Como dizia o poeta É de fato a maior de todas as artes né saber encontrar digamos esse pode ser inclusive o lema da esquizoanálise eh eu dizia que esses Eventos São para a gente apresentar sempre de pontos de
vistas singulares eh acoplados à circunstâncias por exemplo Hoje nós estamos na circunstância de um tempo né 2025 num sociedade que já mudou em muitos os seus o seu diagrama de forças mas não o suficiente para eh abrir horizontes e desconstruir as armadilhas que ainda nos envolvem e das quais nós somos muito cúmplices então a esquizoanálise ela vem como essa urgência então eu poderia fazer uma questão Inicial que é a questão eh De dizer por a esquizoanálise hoje né mas antes de responder essa questão eu vou me apresentar então brevemente para quem não me conhece quem
não me conhece eu sou luí fugante eh da escola anô de filosofia o movimento que que eu criei fundei eh Há há muitos anos atrás tá há mais de 25 anos já e e a escola anô de filosofia ela é eh sobretudo um movimento que investe Nos modos de pensar que afirmam a autonomia da vida e afirmam ou buscam um encontro com o Real tal como ele é oferecido para cada um de nós o Real ele é na verdade distribuo de modo nmade Todos nós temos de alguma maneira uma ligação com um plano de Realidade
que é aquele que não busca outra realidade fora de si que não teria uma causa fora de si é um plano de realidade que se basta que produz a si mesmo e produz a todos nós de alguma maneira nós somos digamos eh modificações desse plano de realidade assim como em Espinoza nós somos modos ou modificações de uma natureza naturante modos de uma natureza naturada que são efeitos das modificações da Própria natureza naturante então todos nós não há um modo de existência sequer que não seja uma modificação dessa natureza naturante que não busca uma realidade fora
dela mas que tem a causa dela dentro dela mesma e é isso que nós chamamos de plano de imanência e se todos nós de alguma maneira estamos ligados a essa natureza naturante eh a nossa questão fundamental urgente e Absolutamente necessária viceral é porque de alguma maneira nós estamos separados dessa natureza porque nós eh não nos relacionamos diretamente com El essa natureza e a resposta curta e simples é em virtude do nosso modo de vida né Por virtude ou por vício do nosso modo de vida eh e Claro A exciso análise é um pensamento eh ligado
a um modo nômade de pensar a realidade ligada a uma filosofia que é uma filosofia eh num certo sentido muito pouco conhecida ou melhor dizendo pouco cultivada entre nós né Eh não muito desejada e em virtude de ignorarmos essa filosofia né E por por ser algo mais raro de difícil acesso não porque seja impossível o acesso mas porque nos Acomodamos em modos de viver que de alguma maneira correspondem ao que se espera de nós e nessa medida nós temos Nossa ração diária digamos assim nosso quinhão né Eh nosso quinhão que nos recompensa E que nos
acomoda e que nos torna satisfeitos de alguma maneira mesmo quando vivemos de modo insuficiente com doses de tristeza com doses de Sofrimento com doses de amargura com doses de ressentimento com Doses de rancor né Nós levamos a vida vamos empurrando com a barriga como se diz e de alguma maneira nos tornamos Cúmplices de um uma formação social que não sobreviveria sem uma ereção de um centro de Soberania de um centro de poder que nos ultrapassaria e que piedosamente nos salvaria esse modo ainda é o nosso esse Ainda é o nosso modo porque esquizoanálise hoje porque
a esquizoanálise emerge como um um modo revolucionário de romper a bolha a bolha em que vivemos vivemos dentro de uma bolha não enxergamos através das das opacidades que essa sociedade forma não sem Nossa complicidade então não não enxergamos eh não atravessamos esse muro Não saímos do buraco né como a topeira que não consegue viver a luz do dia né Eh nós vivemos poderíamos até parafrasear um inimigo nosso que é Platão vivemos ainda dentro da caverna mas não ao modo de niet né porque niet gosta das cavernas e ele diz sempre que atrás de uma caverna
outra caverna atrás dessa outra ainda outra e outra e outra né n vê a caverna como dobras dobras dobras ele vai desencapado assim como se descasca uma cebola né Eh destra ficando assim como um arqueólogo vai descobrindo descortinando tirando as camadas do dos acontecimentos que foram se depositando ao longo da história e também ao longo da nossa vida então estamos dentro da caverna e dizemos Nossa queremos sair da caverna mas de que maneira que a gente quer sair da caverna a gente quer buscar a luz do ideal como seria o caso em Platão não ao
contrário né Nós não encontramos Suficientemente a superfície né Eh buscando o ideal eh nós precisamos eh encontrar a condição do próprio acontecimento né que é também a condição de composição das forças ou das potências que nos constituem para que nossa vida se amplifique se dinamize se supere e Produza mais e mais realidade se torne mais e mais real apreenda mais e mais a real realidade que a constitui né Gerando ainda mais realidade então Eh é um meio né um instrumento que funciona como um raio x da sociedade a esquizoanálise nos ensina a ver e eu
a gente usa aqui o nome esquizoanálise por quê basicamente porque nós estamos focados numa Clínica Por que a clínica né Para que serve a clínica a clínica é um olhar né e eh um olhar inclinado que se inclina Assim como as gerações mais velhas se inclinam Sobre as gerações mais novas o Clínico se inclina para a vida que decaiu que adoeceu a vida decaída a vida adoecida será possível resgatar essa vida e colocá-la novamente numa linha de salubridade arrancá-la desse movimento decadente de morbidez né reconectar a vida novamente com as forças que a constituem ligar
novamente o desejo à sua Potência ligar novamente o pensamento a um Horizonte afirmativo que o torna acontecimento de potência ligar novamente o corpo aos movimentos intensivos que o preenchem formando a própria casa da potência né então a esquizoanálise que é esse olhar clínico na verdade [Música] encontra a sua visão a sua potência de Análise que é essencialmente fazer a diferença analisar é fazer a diferença então uma clínica que Analisa é uma clínica que faz a diferença né Então essa potência de análise eh ela se alimenta da filosofia da diferença a filosofia da diferença faz o
que exatamente a filosofia da diferença Ela ela parte da ideia de que se há diferença entre nós se há diferença entre os indivíduos entre as ideias entre os corpos entre os movimentos entre as Sensações entre as paixões entre as entre os animais entre os vegetais entre os minerais entre os mundos é porque a diferença tem que ter alguma natureza não é possível a diferença ser apenas uma diferença análoga Analógica comparativa ou para falar a linguagem de Bergson não é possível que a diferença seja apenas uma diferença de grau senão o que me faria único nessa
existência por Qual razão eu existiria diferente de você de você de você diferente n Por que razão nós existiríamos de modo diferente un uns dos outros e Por que razão nós nos alegramos com a nossa diferença Por que razão nós nos Alegramos com aquilo que cada diferença traz como uma dádiva ao mundo não é possível possív então que essa diferença não tenha uma razão ontológica né e Bon nos ensina né com o seu método da intuição filosófica do qual somos herdeiros e e usuários é preciso seguir as diferenças mas Sócrates Platão Aristóteles São Tomás de
Aquino decartes Kant não seguiam as Diferenças foi até mais longe disse vamos pensar a diferença el Queria pensar a diferença inventou a dialética a dialética propriamente regana é uma dialética que quer pensar o movimento que quer pensar a diferença que quer pensar a mudança por qu Porque até então a diferença era apenas representada como acidente como alguma coisa que tem menos ser do que a identidade a diferença como Algo menor a filosofia platônica é o fundamento do pensamento ocidental ao mesmo tempo que é o fundamento da int da identidade identidade essa que tá fundada na
interioridade na interiorização pensamento interiorização essa que também está fundada na emergência do Estado a interioridade do pensamento não Existiria sem a emergência do Estado então onde há estado há vontade de interiorizar o pensamento Platão realiza essa tarefa e outros filósofos vão erigir Então toda uma visão o mundo em cima da identidade e eu diria eu tô levantando esse tema por quê Porque as ditas ciências psis legitimam suas práticas a partir de uma filosofia baseada na identidade e na não contradição e nós pegamos outra via a Nossa via é bom Só Para sinalizar essa filosofias fazem
das Diferenças seres com menos realidade fazem das Diferenças seres que precisam receber de Fora o seu conceito então quando eu penso a diferença eu penso a multiplicidade das coisas eu penso a pluralidade de sentidos no mundo eu penso a partir de um pensamento arborescente de um pensamento que tem uma raiz uma origem num na mesmidade num ser que é eternamente idêntico a si Mesmo essa mesmidade platônica e essa mesmidade se torna um Uno que olha de fora e de cima pras diferenças e as representa e as representa eh eh inventando o múltiplo que se oporia
ao Uno então o Uno seria superior a um múltiplo mas esse múltiplo é um múltiplo tolerado representado incluído num sistema de poder porque haveria uma multiplicidade Que não se encaixa dentro desse múltiplo uma multiplicidade uma diferença pura que seria excluída desse múltiplo da mesma maneira que Platão exclui da sua República os sofistas não só os tiranos mas os sofistas grandes pensadores que não vão por essa linha da identidade artistas poetas são simplesmente expulsos por quê Porque aderem a um modo diferente de existir e vivem experimentam a diferença na sua Relação imediata com o real na
medida em que a diferença tem sustentabilidade própria então o múltiplo recobrir a multiplicidade a filosofia da diferença inverte essa coisa se há legitimidade em reconhecer que indivíduos são diferentes uns dos outros em relação a uma espécie que espécies são diferentes umas das outras em relação a gêneros que gêneros são diferentes uns dos outros em relação a reinos que Reinos são diferentes uns Dos outros em relação a grandes categorias é porque a diferença tem que ter algum estatuto ontológico E bson então para retornar a ele eh diz assim é preciso seguir o Faro né o cheiro
eh o perfume das Diferenças de natureza as diferenças de natureza são diferentes das Diferenças de grau e as diferenças de natureza nos conduzem Aonde a própria diferença porque se há diferença de Natureza entre uma coisa e outra O que seria uma coisa nela mesma não poderia ser uma identidade certo porque senão eu recairia no mesmo paradoxo se a a diferença de natureza é uma realidade mais profunda do que a diferença de grau ela vai não só fazer diferença de natureza entre seres como ela vai encontrar a natureza da diferença em cada um desses seres então
passar Como diz Bergson dos mistos Mal analisados paraas análises diferenciais que seguem as diferenças de natureza das Diferenças de natureza que encontra cada diferença apreender a diferença nela mesma O que é apreender a diferença nela mesma atrás da diferença não tem uma identidade atrás da diferença tem a potência de diferir o ser da diferença a natureza da diferença a esquizoanálise não deixa por menos é por isso que assim quando eu digo exiso análise né eu digo eh um Pensamento um modo de pensar um modo de experimentar um modo de viver e um modo de praticar
a clínica que tá pautado nesse pressuposto nesse e noutros pressupostos da filosofia da diferença tá então entender o que tá sendo dito de modo rigoroso né encontrando por baixo do múltiplo uma multiplicidade que é o próprio substantivo que não se atribui a nenhum Uno ao contrário uma multiplicidade cuja unidade é um contínuo intensivo de um Ser que não se deixa escapar ou transcender para outro plano um ser que nos atravessa a todos que coexiste com todos nós aqui e agora um ser que não foi no passado ou reencontraremos no futuro ele tá nos atravessando o
tempo inteiro e o que estamos fazendo Estamos comendo mosca Enquanto existimos estamos dormindo adormecidos Por que não pensamos Como Espinosa diz qual é o único mal o que é mal o que é mal para Nós seres humanos mal é o que nos impede de pensar mal é o obstáculo ao pensamento mal é o que reduz o pensamento à imaginação o que reduz o pensamento a significação o que reduz ao pensamento é uma cadeia de signos ou de linguagem Isso é mal mal é uma maneira de mistificar a realidade né Eh a partir de uma espécie
de desespero existencial que busca uma Resposta sem pensar sem recursos de pensamento e nesse desespero encontra uma acomodação na cadeia de signos na cadeia de imagens na cadeia de paixões e e assim imagina que pensa mas coloca no lugar formas modelos fictícios muletas né elementos que fazem com que a gente leve a nossa vida de miséria adiante porque não entendemos porque ignoramos e ajudamos a construir tijolo por tijolo o muro que nos Cega tornando-os ainda mais conscientes que nos impede de ver a consciência feita de opacidades de signos e de imagens sem profundidade de signos
imagem imagens sem duração de signos e imagens sem acontecimento de Paixões sem ação de desejo sem potência de pensamento sem afirmação de corpo sem intensidade E assim dormimos né ou nos anestesi buscamos anestésicos esquizoanálise hoje né a Esquizoanálise é um modo de pensar é que não apareceu de uma hora para outra ela foi nomeada assim em 1972 por dois pensadores chamados Gil lelz e Félix guatarri numa obra que apareceu como sendo o primeiro tomo de uma obra designada capitalismo e esquizofrenia cujo nome desse primeiro tomo é anti-édipo surge com nome Curioso o anti-édipo Por que
será né Eh o anti-édipo né então é um ataque a Édipo ataque a Édipo ao Édipo de sófocles lá da Grécia o hpus tiranos depois o hpus em colona o edpo é uma interpretação moderna né e contemporânea quase contemporânea porque aconteceu a 120 anos atrás mais ou menos 120 125 anos atrás no início do século passado com Freud que tem uma visão sobre o modo de Funcionamento do nosso desejo o nosso desejo no interior eh de células familiares famílias essas que se tornaram nucleares há pouco tempo desde o final do século X começo do século
XVI ao longo do século XVI as famílias foram se nuclearização no máximo Três Gerações quando os avós faziam parte ainda e e e o desejo Ele toma um outro formato o desejo ele acontece nos seres Humanos gerando estados vividos que o aprisionam dentro de limites que são por sua vez interiorizados através dos quais esse desejo agora passa a desejar e que leva a uma expressão a uma a uma narrativa através da qual se diz que o desejo se torna incestuoso e parricida que o desejo se torna edipiano mas um um Édipo que nem mesmo é
O Édipo de sófocles grego é uma visão eh extemporânea e e e e cuja retrovisão não encaixa com o sentido original de Ed bom mas enfim eh o que se se quer dizer com essa obra O antiad porque o título antiad porque porque a maneira como o nosso desejo é aprisionado é uma maneira deliberadamente Ah operada através da triangulação edipiano uma maquinação social que inventa como peças famílias nucleares cujo principal produto é épo épo como falta épo como incesto épo como eh parricida épo como castrado e bom essa obra vai Dizer na verdade não se
trata de interioridade humana Ou melhor essa interioridade ela foi inventada ela tem data ela não tem mais que 200 anos antes na idade média noen no no renascimento na Grécia em Roma na Pérsia em outros lugares e outras épocas isso não operava dessa maneira Mas de repente a partir do século XIX e no século XX isso Se se intensifica todo o problema de desarranjo dos nossos desejos dos nossos Corpos das nossas mentes nossos transtornos mentais nossas desordens mentais nossos desarranjos de desejo começam a ser atribuídos a sujeitos e indivíduos a pessoas e indivíduos a pessoas
subjetivas Morais ou lógicas e indivíduos físicos fisiológicos eh estranho porque indivíduos e pessoas surgem nesse momento como peças fundamentais de uma máquina social mas vamos lá Isso então Olha só o que o que o que se passa o que que o antipo vê não só de relance como uma grande visão né existe uma prática Dom um pensamento dominante e uma prática dominante n não só nas ciências psis mas sobretudo nas ciências psis e nas práticas psis ligados à psiquiatria psicanálise psicologias em geral que vem o indivíduo de modo Person lógico acredito numa interioridade numa Alma
numa numa psiquê Claro não só dotada de consciência mas inconsciente também mas como é que esse inconsciente se constitui em nós qual a configuração desse inconsciente Qual é a natureza desse inconsciente e a esquizoanálise ou essa obra de 72 de deles guatarri vai dizer Ora ora essa essas ciências e práticas psis elas fazem parte também da máquina social da mesma maneira como um Pensador Chamado Don zelot vai escrever uma obra chamada a polícia das famílias que é as as Assistência Social Assistência Social nasce como uma ciência humana né no século XIX como polícia das famílias
ou seja as famílias nem sempre andam bem as famílias são desarranjado podem se desarranjar podem se desordenar podem Desandar polícia das famílias nela nelas Assistência Social nelas da mesma maneira os indivíduos podem se se desordenar se desarranjar se transtornar psicólogos psiquiatras e psicanalistas neles Ah mas não tem a ver com os outros não tem a ver com as relações só com as relações familiares com as relações sociais não então a esquizoanálise denuncia o Familiaris smo do épo o familiaris da psicanálise a psicanálise que inicialmente inaugura né uma uma visão revolucionária do desejo um desejo que
não tá ligado apenas à reprodução que não tá ligado também apenas a dimensão genital uma sexualidade que descobre muitas zonas erógenas que se amplia para todas as idades todos os gêneros Todas as zonas visão revolucionária de repente se fecha em Édipo se fecha nesse joguinho familiar nessa triangulação era uma ferramenta de conserto do neurótico de Detenção do Psicótico o neurótico sempre muito mais valorizado do que o Psicótico porque o neurótico tá mais próximo da Normalidade e é preciso normalizar normatizar a própria neurose a neurose que é intransponível uma vez que nós somos seres que precisamos
viver sob o regime da Lei uma vez que somos seres ditos civilizados e a civilização o coração da civilização se denomina lei será será que toda a comunidade precisa de lei e de que lei que lei seria essa seria uma lei fundante uma lei Como regra de passagem uma lei a serviço da vida e não o Contrário mas não nós temos esse modelo vivemos dentro de uma bolha E aí de uma memória de longa duração uma memória que remonta ao nascimento dos Estados os primeiros estados mais arcaicos mais primitivos e mais despóticos já hav essa
ideia porque foi o déspota foi o Bárbaro que inventou a lei a lei não foi inventada por civilizados A lei foi inventada pelos Bárbaros pasm a serviço de quê da regulação de um Poder estabelecido violentamente por captura e por violência e aí daí sim a lei vem para regular uma ordem impor uma paz a partir de um poder violento a violência da Lei sempre é escondida cinicamente você vê assim nas nossas sociedades a gente vê muito bem quando a polícia avança o sinal A polícia tá sempre avançando o sinal a polícia julga antes do Juiz
o juiz é só uma redundância né Ou seja a polícia em nome da lei age arbitrariamente toda lei tem um fundo arbitrário a universalidade da lei é uma Mística estúpida inf infantil que nós ainda seguimos qual lei né mas enfim retornando à questão então o antio ele traz o quê ele traz a ideia fundamental que todo o adoecimento Mental todo o desarranjo de desejo da sua condição afetiva é produzido socialmente e que a família não é a célula Má da sociedade a família é na verdade a ponta uma ponta uma peça que opera na ponta
produzindo individuações e subjetivações a família é uma máquina de produzir indivíduos e subjetividades da mesma maneira como Foucault já dizia da escola do dos quartéis dos hospitais das Fábricas são dispositivos de produção de individualidade corporal e de subjetividade afetiva e racional Ou seja criar interioridade criar o eu criar o sujeito o preposto de poder em nós quando a psicanálise valoriza o sujeito como na medida em que o inconsciente né deseja de modo tal que ele se estrutura como sujeito seria uma Conquista enorme seria uma um avanço né que nos propiciaria falarmos em nome próprio nós
dizemos não esse eu estruturado supostamente bem fundado harmonizado ordenado não transtornado não desarranjado bem equilibrado eficiente responsável e Competente numa palavra esse eu diligente é um outro em nós o eu é um outro que outro talvez a psicanálise chegou mais próxima disso quando Freud descobre a figura do superg o superg o sensora em nós a partir daquilo que a sociedade aceita ou não aceita o controlador né Eh o delator dos outros e de nós mesmos o o delator das multiplicidades exteriores e das Multiplicidades internas das multiplicidades foras e do fora e de dentro de nós
o delator das Diferenças o delator daquilo que não tem finalidade o delator daquilo que não contém sua intensidade o delator daquilo que virtualmente pode ser um louco um delinquente um vagabundo um perverso um um um ser virtualmente perigoso a noção de periculosidade no século X se torna dominante se torna o sinal vermelho dos Psiquiatras e psicólogos né E juristas também este indivíduo é perigoso Então o que eu quero dizer inicialmente e é que é que havia e há até hoje uma tendência em dizer assim ol olha os teus delig as tuas alucinações os teus desequilíbrios
as tuas loucuras as tuas perversões os teus movimentos que não são regidos por boas intenções e pelo senso comum né são problema Teu são problemas teu são problemas do indivíduo ou são problemas no má de uma família a sociedade lava suas mãos aanálise vem e diz o contrário não há família que não seja imediatamente uma peça da máquina social não há Delírio que não seja imediatamente social econômico político cultural histórico racial Cósmico ou seja nós somos multiplicidades multiplicidades que nos compomos né e com certas forças e somos decompostos ou eventualmente até rebaixados por certas outras
forças nós somos objetos de investimento de uma máquina social cada bebê que que nasce cada vida que nasce é uma peça de reposição dessa máquina social e na medida que somos peças diz o anti-édipo depois a sua segunda obra O mil platôs na medida que somos peça Somos escravos quando a gente faz parte Como peça é a nossa dimensão escrava Mas nós somos sutilmente seduzidos num segundo momento somos escravos na medida em que somos sequestrados primeiro dentro de uma família depois pela Escola pelas várias pelos V vários meios disciplinares ou não por onde passamos somos
investidos dessa maneira somos Sequestrados para quê Não Para sermos excluídos mas para sermos incluídos como peças do sistema o poder ele não quer excluir mas ele só pode te incluir na medida que você abaixa a cabeça na medida que você se submete ele diz olha não você não tá se submetendo você tá se empoderando essa é a sedução Então por que que nós na medida que somos reprimidos sabotados violados coagidos seguimos Desejando né a manutenção desse mesmo sistema que nos rebaixa Porque Será porque nós nos empoderamos através desse sistema e Porque precisamos nos empoderar porque
estamos impotentes E por que estamos impotentes porque porque nós nem desconfiamos que fomos separados do que podíamos que seguimos separados do que podemos E por que seguimos porque sequer desconfiamos que podemos nos ligar a Forças que nem imaginamos que temos essas forças nós não supomos que a gente tenha a gente acredita o quê que essas forças simplesmente não existem que nós precisamos de alguma maneira de um auxílio de uma muleta quando caímos precisamos de remédios precisamos eh de terapia né qual terapia né sim precisamos de terapia qual terapia Que tipo de terapia precisamos de Aliados
qual aliado Que tipo de aliado Qual é a natureza das nossas Alianas Qual é a natureza daquilo que desejamos na medida em que aquilo que desejamos junto com a maneira como desejamos junto o que acontece nesse processo junto com o uso que fazemos disso que nos acontece nesse processo nos qualifica ou nos desqualifica né então então eh eh existe aqui uma complicidade Eis o outro aspecto que a esquizoanálise começa a detectar muito bem né o anti-édipo uma das das das Primeiras críticas que eles fazem ao modo de desejar das nossas formações sociais capitalística capitalística porque
envolvem também outras formações não pautadas no capitalismo privado nesse processo de eh globalização há uma cumplicidade portanto né na medida em que somos rebaixados nós somos também cegados e ensurdecidos nós nos tornamos Surdos e insensíveis sombreados silenciados e invisibilizados em que região de nós mesmos na dimensão intensiva de nós mesmos não há olhos ouvidos sensibilidade para as regiões intensivas de nós mesmos e dos outros não há palavras não há ideias não há pensamentos não há discursos para as vozes outras que não aquelas que só são autorizadas a partir do rosto que a Gente se torna
inventa-se um rosto para cada um de nós que funciona como uma função é a captura do nosso desejo precisa de um rosto um rosto semiótico que não é a nossa cabeça a nossa cabeça é animal o rosto é incorporal é semi é uma capa semiótica que é o nosso Porta Voz nosso lugar de fala eu acho graça quando se fala muito no lugar de fala né tudo bem muito interessante mas o lugar de fala é o lugar de cada região intensiva que Atravessa nosso corpo que atravessa nosso desejo que atravessa o nosso pensamento o lugar
de fala não é um lugar autorizado segundo esta ou aquela forma que eu me tornei ou que alguém se tornou né o lugar de fala é um lugar que já foi desautorizado de saída e segue sendo desautorizado no máximo é autorizado Quando essas intensidades servem para reproduzir a máquina os seus poderes e os seus Valores né Eh por isso tem muitas armadilhas PR os movimentos minoritários né quando eles se aprisionam né em visões identitarias em analogias de forma comparativas igualdade de formas muitas armadilhas estão aí porque nós usamos as armas do inimigo para reivindicar eu
dizia então um dos modos de desejar mais frequentes e dominantes nas nossas formações sociais capitalística é O modo passional reivindicativo nós somos separados do que podemos e Desejamos a partir de um desejo sem potência de um desejo esburacado de um desejo constituído pela falta falta do qu exatamente a falta é uma ficção a falta não existe a falta se constitui em nós na medida em que aquilo que nos acontece reduz Nossa potência de acontecer vira um acontecido e se torna A lente de interpretação do que nos aconteceu e do que nos acontecerá não só de
nós mas do mundo e dos outros esse acontecido interiorizado se torna um limite interior e vira uma lente de interpretação do mundo dos outros e de mim mesmo portanto uma lente que deforma e que reduz o mundo os outros e a mim mesmo eu faço uma imagem do mundo uma imagem dos outros e uma imagem de mim deformada reduzida E separado do que eu posso porque imaginando que eu começo nisso que me aconteceu eu já tô necessariamente Rendido né a a a essa posição passiva Mas eu sinto que eu tenho direitos eu tenho direito de
existir e tem e todos nós temos temos direito de natureza a vida tem direito de natureza mas a vida rebaixada no seu modo passivo ela deforma também essa ideia de direito e ela vai reivindicar um direito ass como nós reivindicamos o direito a Nos empoderar e vamos nos empoderar em vez de nos potencializar em vez de nos ligar novamente ao que nós podemos ligar o nosso desejo à sua potência o desejo que a desejo ele começa num plano de imanência o plano de imanência não é no interior da alma não é no interior de um
sujeito o plano de imanência ele é um Horizonte onde to qualquer existência existe ou Experimenta ele é uma zona de passagem ele é a condição do encontro Ele é um plano comum dos encontros o acontecimento Brota aí né o desejo Brota nesse acontecimento o desejo Brota no encontro Ele nasce do encontro nasce do encontro em nós nossas potências se encontram com outras potências né o efeito disso faz brotar o desejo o desejo Brota da potência que se apresenta na relação com outras potênci então o desejo não nasce de uma profundidade obscura de uma alma de
um Inconsciente que tá não sei em que fundo do poço exceto quando a gente se confunde com o buraco e o buraco nasce da onde da colagem da nossa potência de acontecer com aquilo que nos aconteceu ou seja da a redução da nossa potência de acontecer com aquilo que nos aconteceu e a gente acha que esse modo é um modo natural de desejar e a gente vai desejar sair desse buraco naturalmente Claro porque a nossa natureza é se Esforçar né para seguir existindo para sobreviver para se desenvolver para se multiplicar e como a gente vai
sobreviver se desenvolver e se multiplicar se servindo do quê se servindo de muletas de signos de de imagens de supostamente pensamentos ou verdades de ideais nós vamos investir significantes significantes dominantes porque são valores dominantes no horizonte de qualquer um de Nós e aí o desejo começa a tcer a investir e algo retorna sobre ele subjetiv produzindo subjetividade e nós vamos nos tornando algo né Nós somos nossa história nossa identidade é nossa história onde começamos né Qual é a sua biografia Qual é a minha biografia como é que foi sua vida né o que Claro é
relevante é importante quando uma biografia se torna interessante dizem Ah tua vida a minha vida dá um filme dá uma novela qualquer Vida dá um filme dá uma novela mas uma boa obra de arte O que é é aquela que não faz da obra um casinho pessoal a nossa vida quando ela emite e extrai maneiras relações de singularidade dos casos particulares subjetivos Aí sim ela se torna uma contribuição para nós e pro mundo né ela deixa de ser pessoal Deixa de ser particular Deixa de ser individual mas ela se torna genérica Muito ao contrário ela
se torna singular É eh realmente Aí sim tem um nome próprio é um nome plural como diria nit eu sou todos os nomes da história né Cada nome é nome de uma intensidade né então a singularidade não se opõe à multiplicidade ou à pluralidade assim como não se opõe ao comum a gente descobre outra maneira de se relacionar a a gente usa o pensamento a experiência de um corpo intensivo a experiência dos afetos Ativos para atravessar as opacidades que a máquina social erige ante ante cada um de nós né então e o raio x é
isso é ter um pensamento é ter uma visão que vê através dos muros criados erigidos como eu dizia antes tijolo por tijolo com os nossos afetos com as nossas paixões com o mau uso dos nossos afetos com a captura do nosso desejo e junto com esse muro do lado de fora onde inscrevemos nossos ideais Nossos valores nossas crenças nossos desejos nossas esperanças e nossos medos aprofundamos uma interioridade que começa a partir de um buraco Como diz como dizem del guatarri no seu antio um buraco negro o buraco negro da subjetividade Como diz a música do
Edu Lobo vivo sem futuro num lugar escuro e o Diabo Diz quem não tem esse buraco nessa formação social mas ele é Fatal ele é intransponível ele é um destino é um Karma não não a gente tem que aprender a rir disso a gente tem que aprender a não levar isso tão a sério mas sério só o suficiente para não se deixar capturar né Eh porque no fundo o buraco é a colagem Né Eh da nossa potência com os fatos que nós nos tornamos essa colagem eh vira traço de caráter em nós e esses traços
de caráter viram objeto de análise de psiquiatrias psicologias psicanálises análises da psiquê lógicas da Psiquê métricas da psiquê métricas lógicas análises do quê de traços de de caráter que são esses traços de caráter essas marcas hum são os elementos que são extraídos dos sintomas sintomas que se repetem e que eventualmente são reunidos no no seu elemento etiológico na sua causa há uma causa que reúne esses sintomas cada um desses sintomas é Expressão particular de uma certa causa que causa seria essa é isso que a esquizoanálise geralmente chama de decalque Nós pensamos de modo decalc a
gente decca do quê dos efeitos do real que se repetem diante de nós que se repetem na psiquê os fenômenos psicológicos os fenômenos afetivos as reinci os círculos viciosos as repetições aprisionante as obsessões as as convulsões As compulsões as manias as decaído as euforias as desestabilizações são signos de qu tem campo diagramático que tá ali o tempo inteiro agindo através de nós sobre nós e extraindo esse tipo de sintoma e aí vem o curandeiro aí Vem o sanitarista sanar nossas doenças curar nossas doenças com o quê que que ferramenta eles ele tem diagnóstico ferramenta para
produzir o quê ele precisa de ferramentas para produzir diagnósticos que diagnósticos são esses são quadros etiológicos que encontram a causa para esses sintomas e fazem um prognóstico os Quadros diagnósticos geralmente são formas de controle são formas de captura usados em vários sentidos em vários sentidos a gente vê clínicos que frequentam a clínica demandando por diagnóstico passa uma sessão mais uma sessão mais outra sessão mas afinal o que eu tenho mas afinal qual é o diagnóstico quando a gente diz não tem diagnóstico Que decepção Por que não tem diagnóstico porque tem uma coisa muito mais interessante
muito mais Sutil e mais profunda muito mais real todo o elemento que pode fazer parte de um diagnóstico que é a peça de um diagnóstico um quebra a cabeça na verdade ele é uma linha autônoma ele é uma linha de Devir ele é uma linha afetiva e cada linha afetiva é uma linha passional mas pode ser uma linha de ação É uma linha de morbidez ou de insalubridade mas pode ser uma linha de convalescença ou de salubridade de vitalização é uma linha de desif de captura mas pode ser investido de outra maneira que vira uma
força aliada uma linha de fuga uma linha de diferenciação então as nossas marcas aquilo que a gente se torna É um prato cheio É a ocasião que a máquina social tem né que o Predador tem que o inimigo tem para se abater sobre nós né e e dizer ah viu você eh é portador de tal deficiência de tal insuficiência de tal demência de tal desordem de tal transtorno de tal desarranjo e você precisa disso ou daquilo mas primeiro a maneira de diagnosticar a maneira de interpretar atingiu a causa Essa é nossa questão a Esquizoanálise questiona
isso o que vocês estão chamando de causa pior ainda se o problema é mal colocado já que ele não atinge a causa ele é uma coleta de efeitos inventando né uma causa né Eh reunindo arbitrariamente efeitos eu posso dizer arbitrariamente porque a partir de um um princípio fisiológico aliás óg fictício eu também vou dar uma resposta Um prognóstico uma solução fraudulenta obviamente Mas aí você diz Nossa mas o sistema é tão burro assim o sistema Ele simplesmente é ignorante assim Isso faz parte do cinismo do sistema quando a gente diz Nossa educação tá um desastre
a educação funciona mal a escola vai mal nós aqui dizemos o contrário a escola vai muito bem obrigada Qual é a primeira função da escola nas nossas formações Sociais é entristecer a vida é separar a vida do que ela pode é é desarmar a vida você vida pirralha Tá se achando você bebê criança adolescente você não sabe nada você só vai se tornar alguém na vida se você se desprender das suas supostas qualidades suas qualidades não servem para nada não te dão futuro nenhum as qualidades reais que você tem que adquirir nós vamos te dizer
quais são e vamos fazer prova para ver se você está apto a seguir nesse caminho então a Educação funciona como um relógio suíço na medida em que ela precisa entristecer ela precisa desesperar ela precisa e eh eh frustrar essencialmente isso ela precisa frustrar eh e na medida em que frustra ela tem a condição de oferecer a outra mão de oferecer uma recompensa uma Compensação olha não é tão mal assim veja você tá aí perdido filho pródigo mas eu te dou a chance de você voltar e olha o que te espera um futuro promissor te espera
uma qualificação não é tão ruim assim você vai ver você vai se acostumar e vai se adaptar e vai se empoderar e vai se autorizar e vai ter direito ao gozo Veja bem você vai ser incluído Então é assim que opera a educação veja o momento de maior crise Nas escolas é o momento no fundamental dois fundamental um é aquele massacre as crianças entristecidas tá fundamental dois Elas começam a se rebelar os hormônios estão a 1000 né e elas explodem estouram se quebram se arrebentam se matam se cortam as mutilações aumentaram muito as automutilações aumentaram
muito virou uma epidemia né e e se perdem até que se conformam Porque não tem saída não tem jeito não tem esperança não tem futuro Qual o futuro o futuro tá aí inscrito é o campo de possibilidades que nós apresentamos você poderá ser um advogado um economista um isso um aquilo um até um influêncer você pode ser sei lá eh o leque de possibilidades que se apresenta para você compensar o teu buraco mas a máquina social precisa nos destituir ela precisa nos rebaixar essa é a primeira captura e e ela precisa Fazer com que a
gente Acredite no quê que é falta Nossa que é insuficiência Nossa que é incapacidade Nossa que afinal falta alguma coisa em nós e Olha piedosamente Ela te dá algo para você se empoderar para você se superar para você ser reconhecido para você habitar os palcos que ela constrói para você e receber medalhas né qual é a função então das ciências e práticas PIS é diz assim cara não é tão Ruim assim você exagerou na tua dor no teu você acabou entrando num Delírio você alucinou você psico você se separou do Real olha volta aqui pro
real ele funciona vou te dar a mão Vamos ser um acompanhante terapêutico um terapeuta acional vamos sei lá e Eh vamos comigo visitar esses ambientes que você não consegue entrar porque você tá em Pânico não consegue sair da cama porque tá em depressão vem eu te dou a mão Vamos lá o bicho papão não é tão monstruoso Assim na verdade ele só te deu um susto Zinho mas se você aprender o jeito que ele funciona você vai ganhar muito com ele é isso que nós psicólogos psicanalistas psiquiatras e analistas em geral terapeutas em geral fazemos
queremos eh incluir as vidas a gente acha ingenuamente que estamos ajudando né quando a gente ajuda a pessoa a se adaptar ajuda a pessoa a se sentir Pertencente a essa máquina social a gente acredita realmente nisso A exquis análise não entende a esquizoanálise é uma visão não conformista da realidade então eu diria que a esquizoanálise não é para os conformistas não é para os acomodados não é para aqueles que acreditam numa conciliação ingênua n em torno do bem primeiro porque o Bem não Existe muito menos o mal o que é o mal então Olha luí
você não tá falando aí que a esquizoanálise não se concilia ela briga com isso ela combate ela não vai porque ela acha isso mal mal é o mau jeito de lidar com o mal mal é o mau jeito de lidar com o bem então o que a gente acha mal não é o psicanalista ou psicólogo ou psiquiatra ou advogado ou economista a As instituições o estado o capitalismo são Os maus jeitos da vida no acoplamento com essas realidades é isso que é mal mal é o que nos impede de pensar e o que nos impede
de pensar não é o que nos impede de teorizar de um lado e a gente tem uma representação bonita da vida e de outro lado a gente vai tentar ilustrar esse pensamento verdadeiro com a nossa vida não é isso pensar o que leva a gente pensar eh realmente é quando o nosso pensamento se torna acontecimento de potência sen Não Não é pensamento se o pensamento não se torna acontecimento de potência ele é uma mera representação ele é uma mera imaginação ele é uma mera imaginação estudiosa ele é um encadeamento de signos de significados de significantes
né Ele é um encadeamento de razões formais representativas ele não é uma composição de acontecimentos não é uma composição de potência não é um acontecimento de potência Então o que nos impede de pensar é o que impede a Nossa potência de entrar em acontecimento é a mesma coisa então o que impede a nossa potência de entrar em acontecimento é também o que impede o nosso corpo de se conectar de se compor então não há separação entre corpo e pensamento não há separação entre entre corpo ativo pensamento afirmativo e desejo intensivo é tudo uma coisa só
né Eh então A exiso análise assim não precisamos nos Conformar que desperdício é esse mas também não não precisamos exercer a política do confronto nós não estamos não estamos contra exceto por efeito efeito do quê de uma afirmação maior qual afirmação aquela que eu falava no início afirmação da diferença nós somos na nossa essência diferenças a nossa diferença tem uma natureza a nossa diferença não tá Submetida a uma identidade a nossa diferença não tá submetida a uma mesmidade há uma interioridade circular que vai do mesmo ao mesmo né Nós permanecemos os mesmos Como dizia só
não me peça uma coisa quando cobravam ele Ah mas você mudou Ah mas você era assim agora você é assado Ah mas você fazia isso agora você Tá fazendo assado ele diz assim em resposta só não me peçam uma coisa não me peçam para permanecer o mesmo nós somos potência de diferir de fazer a diferença e quando fazemos a diferença diferimos de nós mesmos né sobretudo mais do que de diferimos dos outros é claro que por efeito também diferimos dos outros mas essa diferença ao diferir dos outros não submete os outros não captura os outros
não explora ou não viola ou não sabota os outros não Oprime os outros não é uma diferenciação que gera como acreditava o hobs né e eh um uma Lob ferência né que o homem vira o lobo do homem muito ao contrário quando você afirma a diferença você se torna criador ou produtor de realidade você gera algo que não existia você dá ser aquilo que não tinha ser né então A exiso análise ela se pauta por isso ela busca né encontrar o desejo no seu campo de imanência o que que é o campo de imanência do
desejo é o Campo dos encontros o desejo ele se manifesta ele pode ser mapeado ele pode ser pode ser pode ser cartografado né onde no modo como ele se acopla com o mundo as conexões que ele faz as as razões do seu investimento as motivações o que move esse desejo onde ele começa o que acontece com ele ao se conectar segundo esta ou aquela maneira de se conectar e o que ele faz com isso que Acontece com ele né então o campo de imanência do desejo é o campo dos encontros o desejo não começa numa
interioridade fictícia na Mística de um eu de uma identidade ou de um inconsciente profundo o desejo começa na superfície na pele na pele física e metafísica do tempo naquilo nessa Linha Tênue que separa o dentro do fora mas que não separa na Verdade que conecta que compõe que faz com que haja uma relação topológica entre o dentro e fora e nessa relação o desejo entra em diferenciação ou melhor ele mesmo é o diferenciador da potência que nos sustenta ele multiplica os pontos de vista ele faz de cada elemento que constitui a nossa multiplicidade a multiplicidade
que nós somos nós somos muitos nós um indivíduo uma pessoa somos muitos Somos uma população né somos uma multiplicidade cada elemento que constitui essa essa multiplicidade é um circuito de desejo único heterogêneo porque ele se faz numa circunstância única num tempo único num movimento único e cada elemento heterogêneo vira uma força em mim vira uma Dimensão em mim então a esquizoanálise busca o qu ligar novamente o desejo ao que ele pode a sua potência ele pode fazer encontros ele pode fazer conexões qual é o Problema de fazer encontros fazer conexões o problema Apenas o da
imprudência quando você pisa na jaca né quando você tem como diz Espinosa uma uma alegria excessiva né O que que é uma alegria excessiva é alegria parcial que acontece em detrimento de todas as outras alegrias né é um afeto tirânico é só isso só nessa medida que temos que ter prudência exercer a arte das doses Então não é não experimentar porque a gente Pode Enlouquecer Não é não experimentar porque a gente pode se desarranjar pode se desestruturar pode se transtornar é experimentar porque é na experimentação que se produz consistência e não estruturação e se produz
de modo ousado mas não imprudente a prudência é um instrumento da ousadia a prudência é a arte das doses nos encontros uma vez que a gente não sabe bem ainda se aquilo é Um alimento ou se é um veneno se a gente ingerir pequenas doses do veneno funciona como vacina a gente fica mais forte daí a prudência quando a gente não sabe então Avante vamos abrir a vida pro acontecimento não se acovardar nas zonas seguras e confortáveis A exiso análise diz você chega na clínica mal ferrado transtornado E aí aí o Clínico diz assim ah
se recolha cuidado a hora de de você se recolher parue com as suas Experimentações parue com as suas maluquices Olhe onde onde dá né volta seja alguém né coerente equilibrado né interprete antes de experimentar calcule antes de encontrar nós dizemos ao contrário porque não existe um controle sobre o acontecimento que seja capaz de ver antes o que vai acontecer sem não matar sem sem matar digamos assim o inédito do acontecimento então o diagnóstico serve Para quê para te pô uma coleira n de por uma coleira o diagnóstico serve como regulador de fluxo de desejo assim
como o estado no capitalismo serve para regular os fluxos de capital e e o estado não é o meio de justiça e de pacificação o estado ele exerce necessariamente uma violência não só inaugural mas ao longo de sua existência o estado eh Basta ver o estado o que acontece o tempo inteiro agora nos Estados Unidos tá escancarado né o fascismo lá né na Europa tá escancarado esse estado que não tem vergonha na cara ele é descarado lei lei é só para os outros né a a tal da lei civilizatória né podemos cometer as maiores atrocidades
Gaza tá aí para dizer assim estamos cagando e andando para as crianças as mães as velhas os velhos de Gaza danem-se não são seres humanos suficientemente importantes como uma criança Israelense né uma criança sudanesa uma criança etip vietnamita né amarela preta parda não são suficientemente civilizados nem todas as vidas importam né então Eh é importante a gente vê que a máquina social ela é produtora de rebaixamento do corpo do desejo e do pensamento ela é investidora de um modo de se comportar de pensar e de sentir Portanto ela é investidora de uma moral como modo
de sentir desejar ela é investidora de uma eficiência corporal como modo de organizar os corpos ela é investidora de uma verdade de uma competência racional como um modo de usar a linguagem ela investe nisso e só valem esses indivíduos que viram seres diligentes modelos para atender né se assujeitar a a essas ofertas a essas a essas compensações Então eu diria o Clínico faz isso ele pensa o quê ele pensa que o problema é de cada pessoa O problema é de cada família O problema não é que nós somos seres necessariamente sociais necessariamente políticos que há
necessariamente mais profundamente uma política do desejo que há necessariamente mais profundamente uma política dos corpos uma política da sexualidade uma política da nutrição uma política das relações uma política eh Ecológica que não é apenas a ecologia do meio ambiente mas a ecologia social e a Ecologia mental uma política de produção de subjetividade então há uma máquina produzindo realidade produzindo individuação em nós como corpos eficientes produzindo subjetividade moral em nós como desejo que controla as paixões e produzindo um Uma Mente Com competência de cognição capaz de reproduzir as verdades estabelecidas por isso por exemplo só para
levantar as questões aqui sem a gente querer né demonizar ou dizer que não serve para nada por exemplo a TCC que que é a TCC é a terapia cognitiva comportamental baseada né que foca no comportamento e na cognição Foca no modo do usar os movimentos as Sensações a percepção etc o modo de se comportar o Modo de investir os movimentos e usar os movimentos e o modo de pensar de ter ideias de de ter conexões de ideias de ter encadeamentos de pensamentos né se nós vivemos no interior de regimes de signo que aprisionam o pensamento
numa cadeia significante se nós vivemos num regime subjetivo semiótico que aprisiona o desejo numa Cadeia de Paixões numa cadeia passional se nós vivemos num regime de movimento que destitui as intensidades que atravessam o corpo e valorizam as extensões do movimento corporal numa eficiência orgânica eh então eu tô Produzindo um comportamento eu tô produzindo uma mentalidade eu tô Produzindo um modo uma Norma de cognição e uma Norma de comportamento e a TCC vai fazer o quê Veja você pode você é normal você pode ter um comportamento normal você pode ter uma cognição normal se você tiver
uma cognição normal você não vai ter transtornos que você tá tendo você não vai ter essa ansiedade você não vai entrar em depressão você não vai ter essas Manias você não vai ser borderline você se você souber usar o seu corpo o comportamento você não vai entrar ou cair na síndrome de bornal Né então isso para não falar por exemplo uma outra outra coisa sem eh querer polarizar ou ou fazer críticas inconsistentes mas por exemplo quando se fala em psicologia baseada em evidências Qual a evidência a evidência dos fatos que fatos como é que esses
fatos fatos psicológicos se constituem em nós né Qual é a objetividade da produção da subjetividade primeiro tem que reconhecer que a subjetividade é Produzida ela é um produto e ela também é um meio de efetuação ela não é apenas um fenômeno né ela não tem uma naturalidade em si Ela depende de um campo político de um campo social de um campo de produção uma produção de um corpo que interessa uma certa maquinação assim como o cérebro é produzido agora o cérebro está sendo produzido de que maneira nós estamos emburrecendo pela inteligência Artificial né E isso
tem um efeito um efeito fundamental as mídias sociais os tiktok da vida os instagrams da vida etc e tal a gente tenta atravessar essas mídias com o quê A gente tenta furar a bolha a gente faz o que a gente pode mas também não fica preocupado com isso né porque temos mais o que fazer da vida mas de alguma maneira eh podemos visitar e atravessar esses lugares de que maneira né sendo cúmplices não sendo cúmplices não né Você pode atravessar Como Guerreiro é bem diferente né então Eh eu diria que até para resumir e e
e e e começar a responder algumas questões que eu imagino que que tenho eu acabei me alongando um pouco como sempre acontece comigo porque na verdade nem nem é bom né a gente eh eh ser muito sintético porque a gente não consegue desenvolver o pensamento né o pensamento ele tem um tempo próprio então pra gente dizer Alguma coisa consistência a gente tem que que que usar o pensamento né usar usar o tempo o tempo próprio da ideia né então Eh eu diria o seguinte a esquizoanálise hoje serve para quê a esquizoanálise não é uma coisa
do passado a esquizoanálise talvez ainda eh eh eh nem exista né num certo sentido nós estamos inventando ou coin as quis análise delza e guatarri fizeram muito foram muito longe foram maravilhosos né E mesmo assim e eh muita gente se sente Despreparada quando encontra os textos de delz e guaria achos muito complexos muito difíceis que linguagem Difícil eles têm será será que o que os torna inacessíveis não são nossas próprias opacidades será que é pelo nosso modo de vida que assim como não não entende ou penetra essas obras essa obra né não entende e penetra
o próprio modo de funcionamento da máquina social e se a gente minimamente se esforçasse para se Apropriar desses conceitos usar eles como ferramentas como diz Espinosa né a demonstração é o olho do espírito é o olho da mente demonstrar né pensando usar esses esses pensamentos como movimentos visionários como visões visões que se tornam acontecimentos de potência acontecimentos de potência que se tornam investimentos de desejo e novas maneiras de viver né e e e e a gente começa a criar ferramentas mais ferramentas mais instrumentos e eu eu Digo para vocês com todas as letras nós temos
ferramentas instrumentos eh recursos sufici para exercer né um um uma esquizoanálise a partir de de de de de da apropriação desse pensamento né que nos torna visionários né não em si mesmo porque a exiso análise ela é e ela é ela é Ela é devedora da filosofia da diferença nesse sentido da da filosofia da imanência do pensamento nmade né mas são essas ideias essas maneiras de ver essas maneiras de Sentir essas maneiras de experimentar essas maneiras de desejar essas maneiras de pensar né que liberam um corpo a mente o pensamento o o e o e
o e o desejo corpo o desejo e o pensamento que inventam maneiras de viver jeitos de a gente se acoplar com outros desejos e outras potências usar o que nos acontece de uma maneira interessante alimentar a nossa potência Eu dizia no início O que é mal mal é o que nos impede de pensar mas eu vou dizer de outra maneira agora mal é o que é nocivo paraa potência e o que é nocivo paraa potência é útil pro poder nunca esqueçam isso O que é nocio paraa potência é útil pro poder então o poder os
poderes estabelecidos eles investem nas paixões tristes eles investem no rebaixamento e na separação da vida do que ela pode da mesma maneira Que interessa para um estado neoliberal manter o povo no regime da ignorância sem separado da potência de pensar não é nem sem instrução porque a instrução na verdade muitas vezes ocupa o lugar do pensamento a instrução muitas vezes nos emburrece tem gente muita gente muito instruído muito erudito que são dementes idiotas né né e eh são são analfabetos de pensamento tá cheio dessa gente essa gente que nos governou até hoje né Essa Elite
né podre né que que que o tempo inteiro berra né a elite da Faria Lima Elite né esses mercados essa gente gananciosa avarenta essa gente apodrecida por dentro cagando regras e falando mal dos outros apontando nos outros o que eles mesmos fazem as as escondidas né então eh eh e é que Clínica a gente quer porque as pessoas estão adoecidas né e as pessoas estão cada vez mais adoecidas porque estão cada vez mais separadas da sua potência O seu desejo deseja a partir da impotência a partir da miséria a partir da Separação do que pode
o desejo de um ganancioso de um Avarento o desejo de alguém que acha que tem que se chafurdar no prazer porque afinal de conta né tudo é uma merda e pelo menos vai vai aproveitar para dormir se entupindo de de prazer o desejo de alguém que precisa muito Ser Reconhecido né então eh a esquizoanálise hoje urgente Necessária é para isso a esquizoanálise como um raio x ela vê não apenas através dos indivíduos e das pessoas e das famílias ela vê através das escolas das fábricas das empresas dos lugares de lazer dos do urbanismo das cidades
dos prédios das moradias dos modos de se mover dos modos de experimentar dos modos de exercer a Sexualidade de exercer a linguagem de registrar e produzir memória de investir a imaginação de usar a Linguagem de ser relacionar com os animais com os vegetais com a terra com o Cosmos né a esquizoanálise ela é um modo de pensar ela é um modo de vida antes de ser algo voltado apenas pra clínica a clínica é algo que ela pode muito por a clínica é necessária porque Estamos doentes doentes do quê doentes de Paixões tristes por quê Porque
elas são necessári A os poderes centralizados aos regimes de soberania né então eu digo se você se torna um esquis analista você não vai ser Pastor de rebanho você vai ser como diz o zaratustra de ladrão de ovelha não queremos ser pastores guias ou gurus nós somos ladrões de ovelhas né ladrões de gente vamos vamos roubar os cados né o o pior destino que POD ter é ser bem-sucedidos nesse sistema já dizia da Ribeiro eu fracassei em tudo na minha vida mas odiaria estar no lugar dos Vencedores né então nós da esquizoanálise de novo queremos
exercer um pensamento e e praticar uma clínica da Vida Ativa afirmativa e intensiva não de uma vida adaptada de uma vida reativa de uma vida normatizada no seu ressentimento na sua consciência na sua neurose Não não é essa vida é uma outra maneira de viver e a gente pode e a gente pode porque as forças estão em nós esse é outro pressuposto da esquizoanálise está tudo dentro de nós Não como uma interioridade como uma alma mas segundo as forças que nos constituem nenhum poder se interessaria em fazer de nós função dele se a gente não
fosse uma força Ora se somos uma força por vamos entregar essa força para ele é só dizer não junto com bleb o escriturário essa novela do meu Vil dizer em alto e bom som Prefiro não prefiro não suspender então a esquizoanálise assim ensina a criar interruptores Ah vamos nos conectar na Sim Vamos experimentar Vamos conectar mas fazer conexões não sujeito às armadilhas as capturas e quando a gente for capturado e cair numa armadilha fazer também um mau uso do mal que nos um um B uso do mal que nos acontece então fundamentalmente é uma clínica
que ensina não a moral mas uma ética de usar os afetos um uso interessante dos afetos né Eh eu eh eh fiquei de de dispor algumas das Ferramentas que a gente utiliza na esquizoanálise alguns dos Recursos que a gente criou né aqui na escola Nage nós inventamos um método que que que agrega valor ao método cartográfico de deles e guatarri a cartografia do desejo que nós nomeamos como as quatro zonas de passagem passagem necessária pela qual passa todo o desejo no nosso campo social né Eh não necessariamente ele chega na terceira e na quarta zona
quando ele passa a vida dormindo né mas na primeira e na segunda ele ele tem uma Vaga experiência inconsciente da da da terceira e da e da Quarta Zona de passagem que é o reencontro com a superfície e entrar em processo de diferenciação e criação mas na verdade Geralmente os humanos estão numa condição de ser duplamente capturados uma por se reduzirem aquilo que lhes acontece né um malu uso do que eles acontece seja do bem ou do mal que lhe acontece faz sempre um mau uso ou um uso piedoso eh ressentido e vitimista e mác
Consciente das suas dores ou um uso complacente e empoderador dos Prazeres né e a segunda captura é a sedução é a sedução que faz com que o desejo se torne assujeitado né assujeitado aquilo que supostamente o salvaria n frase de Espinosa do seu tratado teológico político de 1665 os hom os seres humanos lutam por sua Servidão como se se tratasse da sua liberdade questão fundamental de Reich os Alemães não foram enganados eles desejaram o nazismo questão fundamental do antido de Del guatarri porque o desejo deseja a própria repressão e eles explicam por capturas o desejo
é capturado não existe um mal dentro do desejo não existe a falta dentro do desejo existe uma captura ele é posto a serviço de algo ele é de outra maneira e o retorno sobre nós é a partir das nossas tristezas buscando compensações Esse é o retorno Que temos então a esquizoanálise rompe com esse círculo vicioso tá é isso que nos interessa e se existem psicologias psicanálises e psiquiatrias que vão nesse sentido somos Aliados somos Aliados não estamos aqui para dizer olha a psicanálise não vem nada As psicologias não valem nada isso e aquilo não valem
nada só estamos dizendo que existe uma outra a maneira de pensar e as psicologias precisam encontrar sua dimensão ontológica há uma ontologia do Ser há um estatuto ontológico que é é paut aliás um estatuto ético que é pautado na ontologia e não numa metafísica e numa moralina do desejo né então a gente precisa reencontrar essa dimensão gente então é o seguinte eu vou agora ouvir vocês e no nosso próximo encontro eu exponho melhor um pouco essas ferramentas que eu nomeio como né protocolos clínicos eh procedimentos clínicos eh processos de desejo que acontecem com Esses protocolos
e esses procedimentos eh operadores clínicos e dispositivos clínicos tá isso tudo Eu explico melhor na aula de amanhã amanhã eu vou fazer uma exposição e a gente volta a falar disso eu queria só dizer que a esquizoanálise eh eh não é uma coisa que foi na década de 70 é uma coisa de futuro assim como o niet dizia os pré-socráticos não são um os balbucios da filosofia os balbucios infantis da filosofia que só a partir de Sócrates Platão e Aristóteles a filosofia séria começa on niet diz o que começa com Sócrates é a decadência da
filosofia é quando a máscara do padre se cola ao do filósofo os press socráticos ao contrário de ser o o começo balbuciante da filosofia é o futuro da filosofia assim eu digo também da esquizoanálise a esquizoanálise é o futuro da Clínica E por que não fazer dela já o presente da Clínica é esse o nosso convite é essa a nossa provocação Então eu vou eu vou pedir agora auxílio aqui pro Jonathas que tá com a gente porque eu imagino eh que tem muitas muitas questões nós estamos fazendo uma transmissão dupla pelo pelo zoom e pelo
YouTube mas antes disso antes disso Jonatas Deixa eu só ver aqui pelo ah Zoom né Ah já tem questões aqui então vamos dar prioridade às pessoas que estão aqui ao vivo no zoom interagindo aqui por vídeo e e e áudio E Aí do YouTube tá bom vamos lá o Diego é isso Diego Diego kerle vamos lá Diego oi oi ouvir dá dá para ouvir tudo bom tudo bem eh obrigado aí pela exposição e tava aqui pensando fiz o curso já da eh pontigo uns anos atrás só agora que eu consigo começar a compreender né os
conceitos que você traz agoraa eh enfim eh precisão e o que me chamou atenção nessa tua fala foi eh justamente os processo das cadeas né significantes de do signos Imagens e como isso eh quando a gente tá preso a isso a gente tem a a a sensação de que tá no controle né da própria vida porque a gente segue aquelas cadeias se identifica e acha que nós somos aquilo que a gente tá enfim acompanhando ali né naquele filme mental e e nesse processo de experimentação eh quando você fala do silêncio da distância né do vazio
eu tenho experimentado e e dá e a gente tem a sensação que sai do controle né Justamente que a gente sai dessas cabezas onde a gente tá acostumado a permanecer e quando você vai para esse lente vazio É como se você ficasse desamparado totalmente desamparado daquilo onde você se amparava e e e aí eu queria te perguntar o seguinte porque a sensação que dá é que e você entra num sai de um modo ativo para um modo passivo é justamente a sensação contrária e o o o o processo contrário que você fala né saí da
passividade Paraa atividade e dá um certo receio de permanecer ali e meio que tudo perder a forma né o mundo perde a forma e você cai num espaço assim Totalmente vazio de significado Então eu queria que você falasse um pouco sobre sobre isso e eu lembrei também é isso que me lembra também a naquele livro do Dom Juan né quando ele ele é questionado sobre como ele lidou com a morte do F dele ele morreu na frente dele parce uma aciência aconteceu alguma coisa assim e ele falou Eu só consegui eh suportar porque eu vi
e não olhei eu queria entender se isso tem tem a ver com esse com esse descolamento né da da das cadez que vem do Social e que em na gente vários ent e maneiras de de pensar sobre a vida lidar inclusive com a morte isso com a mortalidade né então é é uma questão aí para eu tô nesse dilema ag Nossa muito muito bom Diego eh muito importante a tua questão por de Fato né Eh você que já fez o curso de formação esquis deve se lembrar então que eh o o o primeiro conjunto de
operadores clínicos né que se distinguem dos dispositivos dos procedimentos dos processos dos protocolos o que nós chamamos de operadores clínicos eles atuam em cada nicho em cada meio né próprio eh da efetuação da existência por exemplo Há um meio próprio onde a nossa existência Se efetua que é o nosso corpo né Há um meio próprio que a nossa existência se efetua que é o nosso Campo afetivo né E H um meio próprio que a nossa existência se efetua que é a nossa mente é o nosso pensamento e a nossa mente se efetua né nas nossas
formações sociais através de um regime de signos de uma cadeia de signos significante prioritariamente de modo dominante né ela acha que pensa tendo significados a partir de relação entre Significantes ela imagina que pensa né mas na verdade ela tá numa ordem discursiva eh da mesma medida na na mesma medida em que nós Desejamos a partir de uma subjetividade que é um de um desejo assujeitado né e um desejo assujeitado pelas pelas cadeias passionais então assim como há cadeias de signos ou de palavras que constituem regimes de linguagem a cadeias passionais que constituem regime afetivos ou
um regime De subjetividade de subjetivação da mesma maneira que há cadeias de movimento de imagens de percepções de afecções e de ações corporais eh que eh funcionam como um plano de organização dos corpos e produzem individuações e corpos eficientes assim como a cadeia passional vai no sentido de investir num desejo responsável assim como a cadeia significante faz no sentio vai no Sentido de produzir em nós um sujeito especulativo competente né como as três críticas em cant A Crítica da Razão Pura sujeito especulativo competente A Crítica da Razão prática sujeito superior de desejo com seu imperativo
categórico né moral moralia sujeito moral em nós que deseja de modo superior e a crítica do juízo a crítica que liga a questão da estética né a a uma a uma maneira de existir segundo a forma do espaço tempo né que que na verdade eh eh Submete e eh o o movimento da estética uma sublimação regime de sublimação que a psicanálise toma para si né como um regime de superação nas trocas simbólicas na sublimação Mas voltando à questão os operadores que eu digo que é importante né aplicar a a partir de um aspecto de um
dispositivo que é a suspensão das nossas conexões a suspensão da conexão da nossa potência através da mente com os regimes de signo a suspensão da conexão do nosso desejo Com o regime passional né a suspensão da nossa conexão com os movimentos do corpo né através de uma cadeia de movimentos suspender dizer Prefiro não agir com o corpo dessa maneira Prefiro não eh eh eh experimentar as paixões dessa maneira com desejo Prefiro não ligar um signo com signo e encadear numa verdade né da maneira como tá estabelecida Prefiro não e você diz dá uma sensação de
passividade e não o contrário como eu eu apregoou como eu falo porque dá uma Sensação de passividade de insegurança de insuficiência porque você fica sem recursos porque os recursos que uma vida se separada tem uma vida separada do que pode tem são quais um corpo separado aprisionado rebaixado organismo nele organização nele ele vai se tornar eficiente e vai ser recompensado né cadeia de movimentos nele então ele usa a cadeia de movimentos como meio de efetuação que o empodera como corpo né ele usa a cadeia passional segundo o Modo de desejar submetido a uma forma moral
né que o torna responsável e sustentáculo não só do corpo como das verdades necessárias à reprodução dos poderes estabelecidos né então ele vai aderir a uma cadeia passional né a uma tagarelice mental não apenas verbal a uma cadeia de afecções como diria Espinosa Mas também de afetos que necessariamente toda afecção produz uma variação da nossa capacidade de existir produz afeto Então é cadeia de afecções e cadeia de afetos que nos ligam o quê a uma responsabilidade moral que nos torna aptos a nos relacionar civilmente civilizadamente normalmente a normatividade a normatização do desejo então nós somos
constituídos como seres diligentes normatizando o nosso desejo é essa saúde mental Olha que incrível e ao mesmo tempo a a competência no pensamento sabendo usar a linguagem porque nós Aprisionamos a linguagem o pensamento a linguagem ora o pensamento ele é anterior à linguagem o só há pensamento com silêncio quando eu silencio a tagarelice Verbal e a tagarelice mental então introduzir o silêncio é a condição do pensamento então eu tô desamparado se eu não tô pensando se eu crio silêncio e o silêncio vira uma espeita não apenas um Prefiro não usar os signos mas uma Condição
de entrar em processo de experimentação com pensamento como um acontecimento de potência né Eh o pensamento vira um criador de Pontes de de de janelas de portas de passagens faz conexões ele cria razões de composição né ele cria ele é um ele é um meio de fazer composições né e aumentar a potência ele é afirmador do Devir e não negador das Diferenças ou submetendo as diferenças a uma representação lembra que eu disse lá no No no início que que há uma filosofia da diferença né que entra em confronto com essa filosofia da identidade que fica
só representando a diferença Então esse pensamento que realmente difere de si e cria valor né cria horizontes de acontecimento né ele ele só acontece no silêncio quando a gente silencia a tagarelice Verbal Ah isso significa aquilo que significa aquele outro que lembra aquele outro e a gente fica nessa tagarelice nesse Delírio né só que esse Delírio Essa tagarelice é bem organizado socialmente e ele funciona como uma narrativa e a narrativa te dá reconhecimento então o Delírio é coletivo o Delírio das igrejas o Delírio das políticas o Delírio dos teatros políticos né que que passa no
Congresso no judiciário no esses grandes teatros os palcos da da da sociedade é onde esses esses delírios se organizam e funcionam de modo mais adequado pra gente se curar pra gente se preencher Pra gente se compensar pra gente dizer assim tá bem eu faço parte desse espetáculo vocês me reconheceram Finalmente eu sou feliz assim né que felicidade de satisfeitos pobres né Humildes demais né se satisfazerem com um reconhecimento enfim E então e eu diria um operador é a inoculação de silêncio no pensamento de vazio no corpo Por que o vazio no corpo porque o vazio
no corpo não é um nada de corpo de movimento é um nada de formatação dos Movimentos é um nada de extensividade para encontrar um movimento intensivo que produz corporeidade inédita em nós que produz topos né do corpo outro que não aquele que dizem ocupe o teu lugar sente assim faça assado Tenha tal e tal gesto se comporte direito não nós não somos adeptos da psicologia do comportamento nem da cognição acabamos de ver né E também ah a questão da Solidão afirmar a solidão na verdade é afirmar a condição de Composição com as multidões o efeito
é ao contrário do isolamento da Solidão como abandono a solidão como potência de afirmar a distância necessária sem a qual a minha potência não entra num ritmo de afirmação e diferenciação de si eu preciso de oxigênio eu preciso de distância para poder respirar então a distância não como separação a distância como razão de composição com outras potências que também vão no mesmo sentido então a solidão outro operador Clínico fundamental investir na solidão investir no silêncio investir no vazio para que para nos colocar em estado de espreita né O que é a espreita a espreita não
é uma passividade porque daí você percebe que você não tava simplesmente desamparado porque aí você vai ter o tempo necessário o movimento necessário né a distância necessária para entrar em processo de diferenciação de si e quando a diferenciação de si te preenche não mais os objetos Exteriores você sente a potência crescer e você diz olha eu não preciso do reconhecimento nem do elogio nem da censura dos outros mas eu adoro quando tem ressonância né e a gente entra em ressonância numa afirmação da diferenciação da potência em cada um de nós aí nós investimos numa comunidade
que não tem nenhum problema com individualidade com propriedade o particularismos porque daí essa comunidade vai afirmar os nossos Processos de singularização e os nossos processos de singularização vão comunizar vão vão ampliar o comum e vai virar um círculo Virtuoso eu rompo com a dicotomia entre indivíduo e coletivo entre particular e Universal entre público e privado são dicotomias rasas né e é uma dicotomia dialética na que apenas representa que não pensa que não entende o acontecimento né então nós temos que atingir ultrapassar o plano de organização entrar num plano de Composição que gera consistência do desejo
e não estruturação a partir do encontro com plano de imanência plano de imanência plano de composição plano de consistência e não plano de organização né e o plano de organização ele tá pendurado no Ideal né Eh é sempre uma triangulação entrou organização no meio organização do corpo do Desejo do pensamento por um princípio que é transcendente é a triangulação por isso que edpo funciona tão bem né É sempre a Instauração de um mediador em mim que me destitui como diferença própria e institui em mim um outro uma identidade um preposto de poder entende enfim espero
ter te respondido Diego tem mais duas questões o Bruno Armando papine quer falar depois temos o César Lapa vamos lá Bruno Diga lá foi um tempo assim eu acho que seguido eu escuto falar sobre estar a favor da vida sobre enfim sobre essa vida eu queria eu Queria acho que entendi melhor se tu falas sobre vida de um jeito mais casual se é um conceito se é se é um Horizonte afirmativo o que que seria a favor da vida e o que que seria essa vida queria ouvir mais sobre isso tá bom Por favor obrigado
é muito muito boa questão porque o que o que a gente entende por vida a vida até a vida de uma meba se você for ver né A vida de um organismo unicelular ela é uma dobra ela começa com uma pele que se invagina que se Dobra né ela cria um dentro a vida ela cria um dentro por um intervalo de de movimento ela é a criação de um intervalo de movimento entre o movimento Ah que chega e um movimento que sai ela rompe com o mecanicismo da matéria ou da realidade inorgânica ainda que também
isso seja questionável até beron no seu matéria em memória né no último capítulo ele vai dizer que não há matéria sem espírito Ou melhor não há matéria sem espessura né na verdade a Instantaneidade Chapada da matéria é uma ilusão uma é apenas uma maneira de abordar a pura exterioridade né então Há sempre um dentro né na vida e e o dentro na vida ele tá em relação com o fora portanto com é uma parte que tá em relação com múltiplas partes de fora e cada parte que te atinge de Fora nesse dentro ativa né um
conjunto coexistente de elementos internos que se relacionam entre si transmitem primeiro diferenciam o movimento que chega de fora né Rearranjam esses movimentos transmitem de um para os outros esses elementos e devolvem rearranjado esse movimento em forma de ação ou seja diferenciam ação a vida ela é nesse processo crescente quanto mais vai aumentando a sua complexidade né ela vai se dobrando e criando inclusive órgãos filtros válvulas seletivas de movimento diferenciando E analisando o movimento que chega né processando esses movimentos decompondo gerando né mais Combustível para novas ações novas respostas que fazem a diferença na existência mas
livre ela é então eh a vida ela tem uma zona autônoma né e e e e e autosuficiente ela bebe direto do acontecimento no encontro com os corpos dependendo da maneira como ela extrai energia do que acontece a ela nos encontros que ela faz ela aumenta a sua potência multiplica as suas forças se expande e apreende mais realidade fora e Dentro de si isso que nós definimos como liberdade a liberdade não tem nada a ver com livre arbítrio né então a liberdade é um uso daquilo que me acontece no encontro que eu faço com outras
coisas se esse uso se compõe com algo em mim e eh diversifica né cria mais distâncias mais condição de diferenciação de mim mesmo na relação com os outros vai risomax [Música] uma atividade é preciso afirmação Afirmação é uma qualidade que diz respeito à realidade virtual aquilo que n chamava de vontade de potência ou Espinosa chamava de potência tá então essa realidade a qualidade da realidade virtual é afirmação a afirmação ela já faz parte do próprio acontecimento quando o acontecimento acontece ele deseja em mim através de mim né a a quantidade de realidade que eu sou
né se acopla essa qualidade afirmativa e se diferencia né e e nesse processo ela Age ela inventa ela inaugura uma ação inédita ela age Então ela é afirmativa e Ativa ao mesmo tempo ela cria um circuito porque ela se acopla ela recebe ela afirma ela processa ela digere ela faz disso um combustível de criação ela gera uma realidade pro mundo e parte disso volta para ela em forma de intensidade E ela goza ela flui ela se alegra porque aumenta a potência dela existir Então ela se preenche de alegria ela é afirmativa ela é ativa e
ela é Alegre né entende então então é isso Bruno para te resumir é esse tipo de vida tá bom E então é uma vida pautada na criação e não na conservação A Conservação só quando ela tá a serviço da criação aí ela é boa tá diga César tudo bom você tá dando para me ouvir tá tá dando para te ouvir então eu vou eu vou tentar ser bem suscinto tá tá bom você Sabe que eu trabalho com o público eh Eclesiástico né Eu dou aula para lá no seminário já te expliquei né na minha cidade
então eles fazem um curso paralelo eles fazem o curso à distância de filosofia Uhum E eu funciono como uma espécie assim de auxiliar de de adjunto Professor adjunto que eu fico acompanhando os estudos dele então eles estão estudando um texto do po quer eu queria que você me desse o parecer sobre esse texto o o si mesmo como um outro é Uma obra do porqu que prefácio que eu acompanhei com eles o porer faz uma uma tenta fazer uma distinção entre o iden e o ibs e coloca o iden como algo o mesmo né traduzido
como o mesmo mas que seria imutável enquanto que o ibice eu eu eu eu em si mesmo mas que teria i como como uma característica a temporalidade o que faz com que não seja não tenha o mesmo caráter de identidade Eh imutável da do que ele cham de mesm então ele tenta fazer um estudo de eidade pareando o conceito de [Música] eidade com o conceito de alteridade tá tá bom então eu a obra ainda porque eles estão lendo eu tenho que acompanhar também até bom porque eu não fico só na literatura [Música] deat é interessante
também eu ver outros Notes assim e até saber assim que quem que eu posso trazer aproximar com mesmo que seja só uma proximidade a [Música] hermenêutica essa questão Tá eu vou eu vou precisar ser assim breve porque o nosso tempo tá se estendendo muito e tem várias questões para falar porque esse é um tema é uma questão assim complexa mas eu vou te responder de modo sucinto tá a a questão é o seguinte eh esse problema que já era Um problema Platônico né Eh eh a lógica ocidental é inventada por Platão na relação pares ele
quer sair da Mesmice parmenídica supostamente Mesmice interpretada por ele através da alteridade né da da da outridade né que é o que é o eh esse esse outro que Funda a lógica de atribuição né Eh ela é uma lógica circular eu eu vou eu resolvo isso de modo eh eh eh bem profundo né e e e e implacável com bson digamos assim né Eh não sei se é só Bergson se eu misturo outras coisas aí mas eu respondo isso da seguinte maneira eh há algo que jamais deixa de ser em nós mas esse algo que
jamais deixa de ser ele ele emerge quando algo nos acontece né algo nos acontece como inédito de repente aquilo na medida que acontece já é um passado que é que não foi que é é necessariamente e esse passado que é ele é um passado como ser porque se ele passa o que passa dele é o movimento mas O que fica dele é o ser e esse ser é um ser de tempo que eu chamo de ser de potência o ser de potência ele se acumula então na medida em que a gente acontece na medida que
a gente dura algo de nós permanece e algo de mais de nós necessariamente Muda então na medida que algo de nós necessariamente muda em cima disso que permanece modifica o que permanece não enquanto aquilo que jamais vai ser o que foi mas aquilo que é capaz de seguir mudando é é uma potência de Mudar que permanece em nós entendeu então o que permanece o iden o iden é a potência de mudar né o elemento variante que vem de fora e incorpora num em si mesmo é a a modificação que vira um ser em mim a
partir do acontecimento inédito então eu me torno diferente do que eu era e algo aí Segue sendo e será sempre né Jamais deixará de ser e se une a tudo aquilo que já era e segue sendo e Jamais deixará de ser isso vira um novelo uma Bola Uma bola de neve crescente de mais seres de tempo de mais potência de mais acumulação de tempo e intensidade em mim entende então não há não há contradição entre aquilo que permanece e aquilo que muda em mim tá é o ser da potência de acontecer que permanece mas a
potência de acontecer justamente é acontecer mudando entendeu então no fundo a única substância é a mudança tá bom César eu tive que ter responder mais brevemente assim porque Enfim precisamos avançar aqui tá bom ok n outro momento noutra ocasião a gente pode desenvolver isso com mais detalhes vamos lá Raquel Boa noite Luiz boa esteja um pouco a quem do do restante e eu ainda tô em formação em psicologia mas eu não queria perder perder a oportunidade de ouvir você falando um pouquinho sobre essa relação inclusive uma colega até colocou aqui no chat também e é
um interesse comum eh Sobre essa relação entre a captura do tempo e e o nosso sofrimento psíquico né considerando h a vida né nossa vida aqui nesse nessa máquina de moer gente né em que a gente se encontra a partir da perspectiva daquis análise maravilhosa sua questão maravilhosa né porque ela não fica nada quem das outras questões Muito ao contrário né a a a questão do tempo é fundamental Aliás não há capitalismo sem sequestro do nosso tempo próprio então a Principal doença o foco de qualquer doença Nossa é o sequestro do nosso tempo próprio a
a primeira coisa que é preciso reencontrar na clínica que o desejo deve enar é a sua duração entrar em processo de duração e uma duração própria a a criação de consistência no corpo no desejo e no pensamento Ou seja é o tempo do intervalo é o tempo do entretempo é o tempo da diferenciação é o tempo necessário para vida entrar em processo de diferenciação o b já dizia Basta apenas A Espera de um microssegundo para que o momento subsequente já seja necessariamente diferente do momento anterior né então a diferença ela já se instaura necessariamente simplesmente
por um ato de espera Imagina mas o capitalismo não pode esperar ele sequestra todas as nossas esperas e ele quando sequestra as nossas esperas ele sequestra os nossos processos de diferenciação quando ele sequestra os nossos processos de Diferenciação ele nos cria buracos ele nos esburacar o nosso desejo quando eles esura nosso desejo nós nos chegamos ao ponto de nos esvaziar nosso corpo sem órgãos vai se esburacado e se esvaziando e vai se esvaziando de uma maneira tal que ele não consegue mais saber o que é preenchimento de si e ele começa a se preencher com
cacarecos com imagens com signos com palavras com narrativas com com espelhos com com reconhecimentos com com premiações com capital com poder com Seja lá o que for né com empreendedorismo ele vai se preenchendo assim então você vê que faz parte da máquina do Capital produzir o buraco em nós Sem o qual nós não consumimos nós não reproduzimos o capital né e e e e então eh eh nessa medida você queria um ser frustrado mas será o suficiente para entrar em depressão será o suficiente para entrar numa linha de bipolaridade né Eh será o suficiente para
e entrar numa numa disruptura psicótica numa esquizofrenia ou será o suficiente apenas para entrar em processos obsessivo compulsivos né em em neuroses ou em perversões em transgressões quer dizer qual é o grau de suficiência da compensação eh eh do empoderamento que é o que eu chamo de segunda captura vai acontecer tem vidas que não aguentam que quebram né Eh eh eh e Então essas vidas que fraturam que quebram que perdem a Superfície né que entam num processo Psicótico por exemplo né ou que entra num processo depressivo né gravíssimo né até o limite do suicídio por
exemplo né Eh eh eh é simplesmente porque não sentem mais o gosto o gozo a fruição da diferenciação que aconteceria na medida em que estivesse apropriada do seu tempo próprio né então o tempo próprio jamais é o tempo do relógio jamais é o tempo do corte capitalista que diz ah mercadoria está pronta me dá tá pronta para vender Ah eu quero que Produza a obra tal a a desce e desa daqu maneira acaba assim o produto e deu quando você tira do artista o ato de acabar né e e e e o ato de acabar
fica sujeito à otimização da troca da da maximização do lucro que aquilo vira uma mercadoria fodeu ferrou a vida se separou do que ela podia eh um uma das um um dos maiores valores nossos né aquilo que mais mais nos preenche é o que é o que nos roubam sempre a nossa capacidade de Acabar É por isso que no capitalismo nunca se acaba nada e por isso que o ressentimento é um modo próprio do Desejo do capitalismo o ressentimento tá na base de todas as doenças ele é a doença por Excelência não há doença que
não seja atravessada por ressentimento né o ressentimento é sempre uma indigestão né É sempre um roubo do tempo próprio então a sua questão longe de de não estar à altura é eh Talvez uma das questões mais importantes que a a gente Precisa cuidar tá bom Raquel é isso eh bom aqui no no Facebook parece que ah as as questões as questões acabaram ao menos por enquanto vamos ver nós estamos de novo né sinalizando aqui a hora 2:15 já mas eu vou tentar ainda responder Jonatas como é que tão as questões aí tem muitas questões aí
no no no YouTube Olá Luiz boa noite boa noite pessoal Jonathas é o nosso é o nosso companheiro que nos auxilia aqui nos dá um apoio prazer pessoal bem-vindo tem Obrigado Luiz tem aqui sete questões aqui que estão eu favoritei tá você tá respondendo eu vou exibindo na tela e aí você vai respondendo você vai dar uma olhada perito perfeito perfeito exibe na tela e e a gente responde então tá a Bruna a Bruna Carla Rodrigues de Oliveira diz então poderia dizer que nossa subjetividade é moldada pela sociedade eh em parte sim né Eh em
grande parte sim né a máquina social ela precisa Produzir subjetividade existe um texto do Foucault que é de de aulas que ele deu no colégio de França né que se não me engano tá naquele curso chamado território segurança e população se não me engano é nesse curso ou no biopolítica num deles aonde ele vai ele vai falar não é É nesse segurança território e população aonde ele ele vai dizer os estados nacionais que emergem a partir do século 16 1 eles investem fund talmente em em três em Três potências ou poderes um é a a
a riqueza física do seu território seus recursos naturais seus minérios a água a vegetação seus animais etc eh o outro é o seu exército a sua defesa para que não seja invadido por outros estados né a sua máquina de guerra e o outro é a sua população só que a população quando o o capitalismo começa a se formar ela não é mais qualquer população não é mais uma massa amorfa é preciso inventar o indivíduo e é preciso inventar o sujeito Então o Foucault vai dizer que as sociedades ditas disciplinares que sucedem os regimes de soberania
vão investir diretamente na produção de Corpos ou indivíduos o indivíduo dizer ele tem 200 anos né agora 250 talvez 280 300 né o indivíduo tem essa idade porque não que o indivíduo não existia antes mas esse foco o regime de investimento da máquina social como o corpo individualizado do louco o corpo individualizado do criminoso do Estudante do professor disso daquilo isso só existe a partir do século 18 x né assim ela vai investir também numa produção de subjetividade no assujeitamento do desejo e também numa numa numa subjetividade que é vira sujeito de conhecimento uma dupla
subjetividade numa dupla personalidade né então nós vamos ter um um RG né um número né um um CPF e um nome né e isso vai ser o nome de uma pessoa que deseja e que raciocina e dona de um corpo né Eh Esse corpo formatado esse desejo formatado esse pensamento formatado é o investimento é o capital desses estados nacionais novos então o Estado tem que investir nessa população por isso que ele inventa escolas que ele inventa que ele inventa né todos os dispositivos disciplinares para essa produção de peças humanas que fazem a a a parte
o que compõe a Mega máquina social tá então em grande parte sim nós somos produzidos né somos moldados pela Máquina social mais do que pela sociedade tá tem uma máquina social que são os elementos dominantes de Poder da sociedade tá e Mas isso não acontece sem nossa idade Esse é o ponto fundamental se a gente não reconhece que o Foucault já mesmo dizia não há poder que não se Exerça o poder não Ocupa um lugar do Palácio do poderoso disso daquilo o poder ele é difuso ele atravessa qualquer um de nós exerce Poder Em que
sentido né esse é o ponto então nós Somos cúmplices nós somos constituídos por força já dizia não tem um corpo que não seja feito de força ativa e força reativa então se nós somos força nós a nossa força pode algo né tanto é que ela é visada para que vire função de outra coisa por que que eu me deixo também então tem algo que pode dizer não em mim mas é arriscado É arriscado porque eu posso ser banido eu posso ser expulso eu posso ser morto eu posso ser rebaixado eu posso ser Negativado de várias
maneiras invisibilizado silenciado não existir e aí eu digo eu preciso do espelho social aí é Um Desafio né então é isso OK Bruna vamos paraa outra a Carol Pacheco diz como é a Constituição do narcisismo na esquizoanálise tem alguma semelhança com o estádio do espelho do Lacan não não tem Carol nós Vemos um uma positividade eh de em em todo o processo passional né Há uma maneira de encontrar algum aspecto afirmativo né o elemento narcísico ele é um elemento quase que desesperado digamos assim você precisa existir através do outro né você no fundo é muito
humilde Como dizia niet não sou suficientemente humilde para ser vaidoso né o Narciso depende inteiramente do espelho depende inteiramente do outro mas o espelho o Espelho é constituído no modo de relação o espelho ele não ele não tá dado inicialmente como uma tela determinada como muro pronto não existe muro que não seja feito dos nossos afetos com o cimento dos nossos afetos e com o aço dos nossos estados os nossos estados afetivos estados imagéticos corporais de movimento estados de pensamento ou de imagens mentais eles são na verdade o aço do espelho a opacidade né e
o e o Afeto é a cola dos tijolos e a cola do Muro então Eh o muro e o espelho ele depende do nosso modo de se relacionar mas há uma maneira de extrair intensidade né na alegria da afirmação então é preciso extrair a afirmação do elemento narcísico né a e e Só que essa alegria não deve mais remeter a validação né de um vazio impotente né eh e e nem necessitar eh da do reconhecimento de um olhar Eh de um outro que e que nos faz existir através desse olhar né Eh Muito ao contrário
e encontrar na maneira de existir aquilo que nos preenche e não no reflexo tá então a esquizoanálise faz um outro uso ela investe um campo de ressonância não entre buracos mas um campo de ressonância entre processos de afirmação que diferenciam cada potência que entra em relação é complexo isso Eu precisaria desenvolver muito mais é a maneira como Eu posso te responder agora de modo mais lacônico né porque estamos eh com esse tempo aqui com essa essa impossibilidade de de de avançar mais mas eu acho que que já te dá uma uma uma linha nós podemos
falar muito sobre o espelho em Lacan né Eh o o espelho em Lacan Ele tem ele ele cai no mesmo problema da consciência artre né na verdade ele é ele é um resultado e não um constituinte né mas é um é um resultado que é utilizado como efetuador assim como uma Narrativa é utilizada como efetuador assim como um organismo também é utilizado como efetuador de desejo né efetuador de que faz a compensação de uma potência separada tá bom vamos pra próxima Jonathas existe semelhança com a falta e o desejo da teoria psicanalítica eh de novo
eu não entendi eu vou vou colocar a próxima aqui Luiz tá ok é da Carol também é da Carol pachico Também eh é conserto ali esse conserto do neurótico Carol por que você define como conserto do neurótico eh seria conserto com c tá eh que é uma maneira de alguma coisa que tá estragada você vai consertar certo eh eu acho que é com c né se não me engano mas enfim eh consertar o neurótico porque porque na psicanálise nunca você supera exatamente a falta nunca você supera Exatamente a carência ou a neurose eh na última
obra do Freud o malestar da civilização ele ele confessa que há uma relação intransponível né uma vez que a lei é constitutiva da civilização e a Lei necessariamente ela é a presença da falta no desejo ela é a constatação de que é o desejo falta né que o desejo é insuficiente que ele precisa da lei né senão ele se torna transgressor senão ele se torna disruptivo senão ele se torna selvagem eh eh e destruidor da Civilização né Eh então ele carece de ordem ele tem um fundo caótico né Eh eh e aí a neurose o
que que é a neurose a neurose nada mais é do que uma Psicose bloqueada n a tendência a entrar numa relação disruptiva com o que se chama de realidade social Esse princípio de realidade que já é fraudulento porque ele é constituído por regimes de signo né e e por regimes de movimento regimes de luz e esses regimes na verdade é uma invenção de um tipo de realidade e aí Que se baseia o princípio de realidade então é fácil chamar o Psicótico de Psicótico ou dizer que ele não tá de acordo com a realidade e o
neurótico ele se detém ele diz assim não não pera aí eu quero essa realidade eu prefiro Essa realidade só que eu não consigo aí o analista vai lá e ajuda ele a se conformar nessa realidade então ele vai aderir né há uma formatação suficiente para que ele Entre Nesse regime de compensação por isso que é um conserto Do do neurótico Mas a questão ali do do desejo e da falta eu diria o seguinte a psicanálise ou as psicanálises mesmo as psicologias e mesmo filosofias também ou ciências ou ou ciências humanas ou outras eh enfim psiquiatrias
né Vem o desejo sempre como aquele que é constituído pela falta porque se o desejo não se constituísse por falta de ele não seria desejo né porque ele desejaria se ele não tem nada para desejar né Então essa essa é a ilusão Que atravessa a ideia psicanalítica e e de outras ciências psis né E mesmo ciências humanas né Eh nós dizemos não o o desejo a nossa essência é como diria Espinosa a nossa definição já é Espinosa a nossa essência ó Leiam Leiam a a a a a síntese o resumo que tá no final da
parte três da ética tá a primeira definição de desejo final da parte três da ética tá Ah o desejo né ele ele ele é o quê ele Ele Brota de uma afecção da nossa potência O que que é uma afecção é não é uma não é algo que veio de fora né é uma modificação dela mesma na relação com forças de fora na relação com forças de Fora há ou seja na medida que a potência encontra outras potências há um uma modificação nessa potência há uma afecção né e essa modificação ela é o começo de
uma diferenciação da potência uma é o início de uma variação Dessa potência é o início de um afeto de um afeto de desejo ou seja necessariamente esse aconte já é um acontecimento de desejo e ele preenche o desejo então ele Brota como acontecimento ele não tem objeto portanto e não tem sujeito ele ele começa como acontecimento na na relação de encontro né Brota da própria potência né e e se põe a variar né a a diferir aumentando ou diminuindo essa potência dependendo Se for um bom mau encontro né mas necessariamente daí deriva algo uma realidade
então o desejo ele tá produzindo realidade ele tá produzindo diferença na medida em que ele tá brotando desse encontro então o desejo não é como em Platão aquilo que busca a aquisição do que não tem o desejo não é como Encante que no máximo ele produz sim mas produz Fantasma o desejo aqui produz realidade tá ele é sempre preenchido ele começa Numa ficção numa modificação num encontro portanto num acontecimento de potência né e e ele acaba numa diferenciação da própria potência né então ele se preenche tá não há desejo que já não se preencha do
seu próprio movimento ele não carece nem de se tornar sujeito nem carece muito menos de um objeto que o preenche entendeu então o desejo ele é maneira acontecimento encontro é algo que se passa no que acontece é algo que se passa A minha potência na medida que ela se relaciona com outras potências e entra em variação isso que é o desejo tá então o desejo não carece de objeto não é não é constituído pela falta Ok Carol não sei se porque eu não entendi a tua primeira questão mas eu te respondi dessa maneira porque aí
tem você vê bem a diferença entre o desejo na psicanálise e o desejo na esquizoanálise tá vamos pra próxima questão Jonathas a CR na Cristi Campelo diz a Esquizoanálise acredita e trabalha com a memória do passado a a esquizoanálise faz um uso fundamental do passado não há menor dúvida só que de modo completamente diverso porque o passado da esquizoanálise não é meramente o passado que foi o passado que foi é o passado de marcas é o passado da representação é um passado psicológico né o passado que nós buscamos avançamos amos e nos relacionamos extraímos debaixo
Desse passado psicológico e das marcas é um passado ontológico né é o é é o ser que Jamais deixará de ser nesse passado Então não é só o acontecido o que foi tem algo lá que era que é e que Jamais deixará de ser e esse ser do passado ele também é um ser desejante que retorna sobre o futuro que faz pressão sobre o futuro então tem algo do desejo que desejava antes que segue desejando lá e que pode voltar a desejar em mim né ah mas esse desejo foi malogrado esse Desejo foi malogrado enquanto
acontecido que se deu desta maneira mas algo que desejou em algo que aconteceu segue sendo isso que inocenta o desejo há um texto do zaratustra do niet chamado da Redenção Fantástico Leiam esse texto esse texto ele ele vai dizer h um momento o ser humano inocula a contradição no desejo é a pedra que foi que não dá mais para remover é o passado que foi e que vira um remorço vira uma coisa malograda você não consegue mais Mudar e isso acaba com a gente isso nos destrói isso é o remorço é a má consciência é
o veneno que nos implode por dentro ele diz isso é uma ficção isso é um mau jeito de perceber há algo naquilo que foi que eu desejei que eu desejo e que seguirei desejando né eh e aí ele usa a fórmula assim eu quis ao invés de dizer assim não isso eu não quis eu não queria não tenho nada a ver com esse passado tem algo em mim que quis então esse uso é fundamental tá é Um é um uso que faz que liberta o passado ou liberta a dor que tá junto com essa marca
do ressentimento e da má consciência do veneno da acusação contra um outro e do veneno da acusação contra si entendeu isso é fundamental encontra a nossa cumplicidade e transmuta e não ressignifica tem nada a ver com ressignificação ressignificar é só mudar né a a a ideia eh o sentido daquilo né transmutar é transmutar o elemento do desejo e não o significado Da coisa tá claro que vai ter um outro sentido né mas a partir do elemento que mudou né o elemento do desejo se torna intensivo e não mais ressentido como um desejo intencional ah ISO
eu não quis Ah isso eu quis e me arrependo não não não é um eu que quer né É É um acontecimento que te põe em processo de diferenciação Então você reencontra o passado como combustível de criação e não mais como um peso é uma libertação Ok então Eh eu imagino ter Respondido para CR Tem mais alguma questãoa mais uma Oi coloquei mais uma aí da Soraia coloquei uma da soria agora Ana só um minutinho eu vou só responder a a uma última questão que tem aqui no Facebook certeza tá bom só um minutinho eh
Soraia eh diz assim como esquizoanálise entende Reich olha Eh eu eu vou responder de modo breve no primeiro Capítulo do antibo eh eles vão Dizer delez e guatarri que bom Reis é um grande aliado da xiso análise né eh e ele é um crítico da psicanálise ele inventa um outro modo de analisar Mas eles eles dizem assim o Reich ele tentou né assim como a tentativa de marcuzzi né de ligar a a produção material e o Eros né e o desejo e a produção material o Reich tentou fazer Deixa eu só fechar os microfones gente
tem microfone aberto aqui Eh o tentou né mas ele não chegou a constituir eh uma espécie de psiquiatria materialista né que seria ah apreender o desejo na produção material e a produção material no desejo não há produção material que não seja desejante e não há produção desejante que também seja produção de realidade né que também não seja produção de realidade tá então eh eh esse conceito eh ficou faltando a rish para ele avançar na sua obra mas o r foi muito longe né Ele é muito Interessante porque ele não fica apenas na linguagem ele vai
pro campo corporal ele vai pro campo dos afetos ele vai pro campo do modo de vida então tem tudo a ver com aanálise né mas é isso então ele foi até um certo ponto né a gente precis ir além B eh Então é isso Soraia espero ter atendido a sua questão é isso Jonathas deu aí S daí eu vou responder aqui Ah então Eh bom te agradeço Jonathas pela tua pelo teu auxílio aí pelo teu apoio se tiver Mais alguma coisa antes de a gente acabar você se manifesta mas eu vou só responder então a
Ana Maria Ribeiro Ana vai lá formula a sua questão ah o o seu som liga ativa o seu microfone por gentileza é só em cima do iconeinstagram com a se você sair e entrar de novo você consegue acho que você não tá ol existe um iconz aí embaixo do lado esquerdo inferior do seu da sua tela que é o Microfone não tem clica em cima dele porque ele deve estar com risquinho não não estamos te ouvindo nós estamos te ouvindo você consegue achar o izinho He hein Ana o Icone Zinho que é o simbolozinho de
um microfone um ícone se você clicar em cima não acontece nada É que pena ou você sai e entra de novo eu te espero vai lá rapidinho enquanto isso eu vou ver se alguém tem alguma outra questão vamos ver aqui como é que tá a galera muita gente ainda aqui Luiz tem mais algumas questões aqui surgiram algumas aqui comentários então então então diga lá vamos lá então tá então vou colocar Vamos responder mais uma vamos ver se a se a Ana libera o microfone dela lá enquanto isso eu respondo mais algumas e Eventualmente a gente
encerra manda lá Jonathas Ah tá a Sara Pereira diz né como Ah deixa eu ver a Ana eh já já liberou teu microfone Ana J sim opa agora sim vamos lá Ana então eu vou responder antes a Ana depois eu respondo a Sara diga Ana sim h eu consigo ver verificar em mim uma evolução muito grande desde que uso o fogante e mas Sinto que te explicar sim eh acho que precisava de ser acompanhado uhum e em Portugal não conheço ninguém que trabalhe [Música] com com o mesmo que o fogan tipo não sim pois não
ou conhece não em Portugal eu Portugal não conheço eu conheço na Espanha Portugal talvez tenha que ver tem que teria que procurar aqui mas eu não tenho certeza se pudesse pois enviar eu agradecia Tá bom eu vou porque o que Eu eu sinto-me eu eu eu Julgo que a a minha potência tem que ser utilizada não só para meu bem tem que ser inserida na sociedade e o que eu não consigo é encontrar pares entendi Antes pelo contrário as pessoas que me rodeiam eh criticam o meu sentido de a minha capacidade crítica a minha forma
de estar e eu não consigo entrar encontrar par entendi o que que eu posso fazer sim é uma coisa é uma coisa muito para mim mas Geralmente não é e não serve ade não eu acho eu acho que a clínica serve para levar até um certo ponto aonde a gente começa a perceber que é muito importante não se deixar conduzir nem pelo elogio nem pela censura dos outros né começar a perceber o que realmente é bom não nosso Ego e nem pro ego doss outros e nem paraa sociedade mas o que é bom paraa Nossa
potência quando você consegue entender o que é bom paraa Nossa potência você vai ver que não tem nada a ver com o ego né que não é algo de egoísmo ou de narcisismo e que também não é algo de altruísmo né e ou de submissão aos valores estabelecidos né Eh eh então perceber o que faz crescer a nossa potência é fundamental e e nessa medida você percebe percebe também a razão de composição com outras potências e você consegue perceber o que há de potência nos outros que te criticam né O que há de impotência o
que há de Potência nos outros que te elogiam ou eles te elogiam pela sua impotência entendeu Então você começa também criticar né analisar avaliar a qualidade tanto do elogio quanto da censura dos outros sem se deixar nunca pautar por eles e aproveitar aquilo que eles trazem de signos para você né porque às vezes eles sinalizam coisas interessantes são provocativos ah a os julgamentos dos outros você pode aproveitar como provocações e não se sentir ofendida não Se sentir ofendida nunca né e eventualmente na medida em que você encontra aquilo que afirma e diferencia a tua potência
você pode também criar zonas comuns de conexão né então mas é mas é preciso daí um trabalho talvez terapêutico nesse caso já que Através disso Através disso eu consigo modificar muito a minha relação com os outros sim isso ten isso tenho conseguido Ah mas é como se isso não me bastasse fogante porque eu preciso de intervir eh Eu sinto que não tem nada a ver com os partidos que existem por exemplo eu preciso de intervir sim entendi sinto necessidade disso é é preciso entrar num trabalho Clínico mesmo né eu vou eu vou ver a nasc
se eu souber de alguém em Portugal eu te sinalizo Tá bom eu vejo que você que você nos nos acompanha Imagina é o prazer então tá bom eh vamos vamos ver ainda tem a A Última Questão lá Jonathas que você tinha posto da Soraia Isso Soraia Pereira Ah não calma aí Acho é isso é é é como a esquizoanálise trata da transmutação do calma como se lida com o afeto da raiva que provém de violências a estrutura perversa não existe as psicopatias a estrutura perversa não existe as psicopatias seriam esses os inimigos covardes nossa tem
muita coisa aqui na sua na sua questão Soraia deixa eu ver como a esquizoanálise trata da transmutação do trauma primeiro o Seguinte tem que lidar com a questão da morte o trauma é sempre um tipo de morte né É sempre um tipo de destruição ele envolve um tipo de tragédia mais do que drama tá nunca nunca a esquizoanálise vê como drama tá é sempre é sempre trágico mas é preciso fazer igual niet dizendo pros gregos ó gregos vocês que inventaram o trágico também não entenderam o trágico porque no fundo o trágico é alegre então é
uma afirmação eh chocante com a quase mas o que n quer Dizer é preciso encontrar o sentido Alegre da dor é preciso encontrar e afirmar a destruição Alegre Qual é a destruição Alegre a destruição de tudo aquilo que rebaixa a vida ou a destruição de tudo aquilo que necessariamente tem que passar porque tudo que tem que passar Dá Lugar Ao novo ou é uma condição de diferenciação ou de nascimento né então há um nascimento em cada morte desde que a gente se ponha tá então há um jeito de Extrair né eu vou falar desse modo
assim rápido e breve suscinto mas tem muitas nuances aqui que dá para trabalhar tá Só pelo fato do nosso tempo mesmo então essa a primeira parte da da questão né então como se lida com afeto da raiva que provém de violências e daí já é um um outro aspecto né como se lida com o afeto A raiva é uma agressividade né a a gente precisa né conservar a Nossa agressividade que é diferente da violência agressividade é como a Agressividade de um rebento de vida uma semente tem que rebentar para germinar né um ovo tem que
rebentar para o embrião nascer né Eh eh o o o o o útero né o parto né tudo tem que rebentar para nascer então há uma agressividade né própria da invenção própria da atividade que no não tem nada a ver com violência de violação violência que rouba que captura que sabota né que sacaneia que reprime então eh eh essa outra violência eh é é Preciso se perceber que todo esse tipo de violência vem sempre de uma impotência a violência que sabota a violência que vem de um veneno a violência que nasce de uma impotência o
nome já tá dizendo eu já tô dizendo né nasce de uma impotência e e e porque que a impotência a impotência é um acontecimento ela se torna é não existe vida fraca ela se torna fraca ela é separada eh da própria potência então é preciso analisar essa vida ali onde ela Caiu Ali onde ela ficou impotente porque é só impotente que se torna raivoso no sentido de rancoroso ou ressentido né a raiva como agressividade como um ódio Libertador ela é interessante mas a raiva ressentida não a rancorosa não ela é um veneno né como os
budistas dizem o ressentimento é uma batata quente que você mesmo segura na tua mão só você é que vai se queimar com ressentimento então Eh eh é uma maneira de lidar com afeto de raiva tá eh tem que entender Primeiro as violências os violadores os os os os assediadores né Eh eh entender as razões que aquilo ali também existe capturas ali né digamos assim que existe uma espécie de vítima no al gós né isso isso não significa que vai passar pano no algs não é isso que eu tô dizendo Tá mas precisa entender como um
algs um monstro é produzido socialmente tá sociedade é responsável pela produção dos monstros que habitam ela tá eh a estrutura perversa não existe as Psicopatias a a perversão ela só existe quando ela tá pautada na transgressão quando você acredita na lei Mas você adamente você nega a lei quando você sabe que tudo funciona pela lei você vai lá e sabota a lei isso é perversão mas há uma perversão inocente que é a afirmação da própria diferenciação da potência a afirmação da diferenciação da potência ela não Visa o ideal muito menos a transgredir o ideal ela
nem dá bola pro ideal o ideal nem aparece como Questão para ela e aí O Idealista vai dizer ah tá sendo perverso tá desviando do ideal mas aquele ideal nem existe para quem tá afirmando a seu processo de diferenciação porque o desejo não é intencional não Visa um fim um objetivo uma meta o desejo é um circuito intensivo que retorna sobre si se preenchendo né de acontecimento de diferença de intensidade tá então eh eh eh a perversão num certo sentido é é essa que precisa da transgressão da Crença na lei apesar de contra a lei
né Eh mas há essa perversão inocente o desejo na verdade é um perverso morfo do ponto de vista da inocência né ele tem múltiplas formas de se desviar mas ele na verdade não tá se desviando do ideal ele tá se diferenciando ele tá sendo um instrumento de diferenciação da própria potência de onde ele brota tá e a estrutura perversa bom e as psicopatias a psicopatia é sempre lida como uma ruptura com aquilo que se chama de Realidade mas é preciso questionar O que é tido como princípio da realidade porque por exemplo a psiquiatria ela nasceu
como Aquela que iria falar né fazer a distinção entre o Delírio né e a Lucidez não é entre entre a loucura e e a e a sanidade mental ela que criou a loucura como doença mental né então não é mais uma desrazão como era no século X como disz fcou na história da loucura agora é uma doença mental né E essa eh e a sanidade Mental é quando a minha mente através do meu desejo está eh em conexão normal com aquilo que a sociedade entende como sendo real Mas se a sociedade cria a realidade da
da cognição de uma certa razão a partir de um regime de signos que o louco não né O que o Psicótico rompe chamado Psicótico se a a a a a realidade é produzida por um regime de luz por um regime de Corpos e aquele que deseja de modo diferente não se Rende ao regime de corpos não se rende ao regime de luz não se rende ao regime de signo subjetivo não se rende ao regime de signo significante não se rende ao regime passional não se rende ao modo de registrar e de produzir memórias Ele simplesmente
é Psicótico ele é esquizofrênico ele pode ser esquizo e não esquizofrênico O que é o esquizofrênico o esquizofrênico é quando ele faz do processo uma finalidade e ele não consegue Eh acumular seres de tempo né gerar gerar potência nos seus processos esquizos porque tudo é esquis o desejo é esquis o desejo ele é desviante é como o clinamen de Epicuro e de lucrécio ele é desviante ele é diferencial né mas nesse processo nesse processo de ir há um retorno sobre si que gera mais consistência o esquizofrênico de hospital ele perdeu a colheita o modo do
desejo retornar sobre si a intensidade que ele produz e ele fica preso a essa Mudança extrínseca exterior Então tudo vira um processo aparente ele faz do processo um fim por isso que ele vira um esquizofrênico Então o que é a Psicose né então tem muita gente que é taxada de Psicótico mas na verdade é um artista é um louco interessante né é alguém que ninguém suporta é alguém que não encontrou um jeito de se relacionar socialmente é alguém que precisa de Aliados interessantes e às vezes não às vezes é Uma perda de superfície porque não
aguentou porque nem se conectou com os regimes de signo e de luz estabelecidos né com os extratos estabelecidos como Norma né mas não soube também inventar um processo de diferenciação entende então Eh seriam esses os inimigos covardes Bom eu acho que ficou Claro nessa Sá imagino que sim Ok eh alguma outra questão vamos finalizar Jonathas eu eu posso responder essas questões no nosso próximo encontro Se por caso amanhã sim sim sim surgiro mais umas duas mas dá para deixar para amanhã então então eu respondo amanhã essas questões tá bom gente porque nós estamos aqui bem
avançados já estamos 2:53 né eu eu nunca sei o tempo né de uma live dessa mas é isso não não não dá pra gente fazer uma coisa Meia Boca Tem que fazer uma coisa por inteiro então né quase 3 horas vocês Valentes aí persistentes que ficaram né Eu agradeço demais a atenção e amanhã tem mais gente Tá bom Amã tem mais eu tem uma galera boa ainda aqui no no Zoom e e no e na e no YouTube ainda tem aí uma boa galera também então agradeço muito fico muito contente em poder compartilhar com vocês
esses pensamentos essas visões e amanhã seguimos mais no sentido de dizer de expor o que eh o que faz né A Urgência a necessidade né e o e o valor da esquizoanálise hoje uma esquizoanálise que ainda num certo sentido não existe que está por ser Inventada mas que nós já estamos nesse processo né e e e a e e da mesma maneira que dizemos que h o desejo nada falta também a esquizoanálise no certo sentido nada falta mas a gente tem que se pôr em movimento Então é isso eu convido a todos e a todas
a amanhã estarmos aqui nesse mesmo bate canal e nos rever muito obrigada de nada Maria Obrigada Grand de nada Ana de nada gente prazer sempre maravilhoso todas as Aulas que bom virg que bom é uma terapia ouvir você Que bom fico muito contente que tem esses efeitos fico realmente contente eh Alegre por essa possibilidade de compartilhar tá bom é uma alegria dupla e muda Mud grande beijo que bom que bom beijo gente até amanhã beijos boa noite tchau boa noite