eu só posso entender o mundo tal como ele é hoje a partir do que poderia ser ao olhar o mundo da perspectiva do mundo melhor que ele poderia ser ao mesmo tempo consegue enxergar nesse mundo os obstáculos para que se alcance essa configuração melhor do mundo a prática mostra como as coisas deveriam ser o que não são eu tenho hoje a tarefa então de falar sobre racismo de marcar mas é agora dono se essa expressão fosse uma equação com o resultado dessa equação seria a expressão teoria crítica ao modo pelo qual então foi consagrada a
versão teórica do marxismo de muitas importantes vertentes do marxismo vou falar então daquele pensador que o pensador que fundou a teoria crítica para acalmar 1918 1883 no finalzinho do século 19 em 1895 e falecido em 1983 em geral quando alguém fala sobre o cayman e adorno talvez a ganhar somente a primeira expressão que o meio ambiente seja pelas cólicas eu não vou falar sobre a escola deverá falar sobre a teoria crítica é uma expressão paradoxal porque porque quando a gente tem em mente a teoria sobre determinado tempo determinado assunto a maioria das vezes a gente
quer dizer com isso que a gente tem uma hipótese os argumentos para poder explicar ou compreender um fenômeno uma determinada conexão de fenômenos num uma teoria tem essa pretensão e essa função então teoria quando ela pretende explicar ou compreender uma conexão de acontecimentos ela pretende mostrar como as coisas são como as coisas realmente só se como a teoria científica ela tem à venda não apenas de mostrar como as coisas são mais ela deve ser também capaz de prever o que vai acontecer ela tem que ser capaz de compreender os exemplos no mundo de uma tal
maneira que ela possa também produzir prognósticos a partir dessas conexões significativas que ela encontrou uma teoria então é confirmada ou r furtada conforme as previsões e os diagnósticos se mostra corretos ou incorretos nesse sentido a teoria geral a sua campanha prática no primeiro sentindo de prática aquela que a gente pode encontrar por exemplo a expressão é a teoria na prática é outra prática seria então uma aplicação da teoria ela mostraria que há uma distância entre dizer como as coisas são e utilizar essa elaboração teórica para manipular objetos num ou seja nesse sentido a teoria tem
que ser colocada em prática mas há um segundo sentido de prática que não é esse nesse sentindo de uma teoria aplicada a segunda o segundo sentido da da prática é aquele que se a teoria mostra como as coisas são a prática mostra como as coisas deveriam ser o que não são ou seja nesse mundo tido a prática não é uma aplicação da teoria mas ela é um conjunto de ideais que orientam a ação é um conjunto de princípios segundo os quais se deve agir para moldar a vida e para moldar o próprio mundo nesse segundo
sentido de prática é o sentido que foi é que eu vou tomar que inaugurado puro e marcar aquele que é considerado o fundador do realismo alemão e sentido de prática segundo kant é o sentido mais elevado é aquele sentindo que abrange a filosofia prática aquelas disciplinas como a moral a ética o direito ea política a gente tomar esse sentido da contraposição entre teoria e prática chegamos agora entre o que é eo que deve ser essa distância entre teoria e prática não deve ser superada nunca por que justamente se embaralhar os termos teoria e prática nós
destruiremos nos dois terços que sentido isso teoria e prática com lógicas diferentes e essas diferenças lógicas não podem não devem confundir em outras palavras se a gente fizer teoria para mostrar como as coisas devem ser nós estamos deixando de mostrar como elas realmente são nós fizemos da teoria uma aplicação da parte ou seja nós dissemos que as coisas são como elas devem ser então nós eliminamos a possibilidade de que as coisas sejam diferentes do que elas são portanto a partir dessa tradição há um fosso entre teoria e prática não é simplesmente que são dois domínios
diferentes mas eles têm que ser diferentes e eles não podem ser identificados se elimina esse fosso entre teoria e prática se elimina também o fosso entre conhecer e agir em duas dimensões da vida humana completa muito distintas hora que significado pode ter nesse contexto teoria crítica se trata de teoria ou seja dizer como as coisas são como seria possível criticar esse estado de coisas no contexto da própria teoria a crítica nesse caso não seria exatamente dizer como as coisas deveriam ser vistas no outro a outra perspectiva completamente diferente inclui crítica na teoria não significa abdicar
da tarefa de apresentar as coisas como realmente são isso não irá resultar vamos dizer no primado da do agir sobre o conhecer e se nós agirmos sem conhecer nós não vamos agir de maneira cega objeções legítimas que poderiam ser dirigidas a teoria crítica que a ao se colocar como expressão teoria crítica está embaralhando a separação e teoria e prática à teoria crítica que enfrentar esses questionamentos criticando a distinção de teoria e prática vigente isso sem abdicar da idéia de apresentar as coisas como são e nem de pensar as coisas como deveriam ser a teoria crítica
não quer uma ação séria ou seja uma ação que não teria referência não levar em conta o conhecimento nenhum conhecimento vazio ou seja o conhecimento que ignora que as coisas poderiam ser de outro modo ela questiona o sentido mesmo de teoria e prática e ao questionar a teoria e prática ela vai utilizar seria fundamental na categoria de crítica e autocrítica é essa categoria que vai questionar a separação rígida entre teoria e prática há muito sentido de crítica com certeza inclusive na posição da teoria crítica fundamental ponto central da teoria crítica é é impossível mostrar como
as coisas realmente são que é o objetivo de uma teoria se não a partir da perspectiva de como elas deveriam ser é esse ponto eu vou tentar explicar ou seja crítica significa antes de mais nada que as coisas poderiam ser mas não só o que as coisas trazem nela mesmo que o mundo traz nela mesmo com potencial possibilidade de um sonho realizado então é interessante porque a partir desse momento então a teoria crítica significa que um só posso entender o tal como ele é hoje a partir do que ele poderia ser do melhor que ele
traz embutido nele e não realiza em que notar que a primeira a primeira consequência de protec a teoria crítica não tem nada de um tópico no sentido de realizável de uma tarefa inalcançável mas ela enxerga no mundo real existência o melhor que ele poderia ser traz nele mas não realizado então nesse sentido a teoria crítica lançar mão das potencialidades presentes na nossa sociedade e que não são realizados para entender essa sociedade tal como ela funciona hoje vejo que isso não significa abdicar de dizer como as coisas são mas simplesmente de dizer que aquele que quer
simplesmente dizer uma coisa santos consegue dizer isso apenas de maneira parcial porque ele não vê que o mundo poderia ser algo diferente do que ele é e portanto ao descrever o mundo como ele é ele escreve apenas parte desse mundo porque não descreve qual parte aquela parte que ainda não se realizou mas que está potencialmente presente por um lado o ponto de vista crítico é aquele que faz com que o mundo como ele deveria ser seja parte do mundo como ele é hoje em primeiro lugar em segundo lugar é aquele que enxerga então na realidade
aqueles elementos que impedem a realização desses potenciais melhores ao olhar o mundo na perspectiva do mundo melhor que ele poderia ser ao mesmo tempo consegue enxergar nesse mundo usam obstáculos para que se alcance essa configuração melhor o mundo é interessante porque a realização dessas potencialidades melhores do mundo significa que só é possível realizar aos potenciais melhores no mundo pela prática da apelação então nesse sentido a teoria crítica ela aponta prática como como realização desses potenciais melhores presentes no mundo e que não são realizados então a teoria ela aponta para as maneiras pelas quais nós podemos
superar os obstáculos que nos impedem de chegar à a aos potenciais realmente emancipatórios presentes no solo a relação de teoria e prática fica completamente diferente por que então a teoria ela pretende apontar para os obstáculos a serem vencidos para a realização dos potenciais e motivá tórios presentes ao mesmo tempo para fazer isso a teoria crítica tem que apresentar o mundo como ele é e como ela apresenta isso dizendo que existem determinadas tendências num tendências estruturais estão tendências de dois tipos são tendências a perenizar os obstáculos que nos impedem de transformar o mundo e também as
tendências potenciais da ação que vai me permitir superar esses obstáculos então a idéia dependência fundamental para a tv a crítica porque ao analisar o mundo como ele é ela aponta para o mundo como deveria ser então ela dá um sentido para a ação e por sua vez quando vêem essa ação é que nós podemos tomar essa ação então novamente como um objeto da teoria seja será que nós conseguimos atingir a ação que nós pretendíamos será que nós nos aproximamos mais ou não desse mundo melhor que está escrito nesse mundo presente então a teoria crítica ela
só se confirma na prática transformadora das relações sociais vigentes prática aqui não significa simplesmente uma aplicação da teoria mas envolve embates de conflitos políticos embates e conflitos sociais então a teoria crítica não pretende virar sobre o mundo mas ela pretende entender os conflitos sociais ela pretende entender os conflitos políticos dando lhes um sentido emancipatório dando lhes um sentido na compreensão do mundo que é compreensão de um mundo melhor que está embutido nele então essa expressão teoria crítica ela nasceu justamente um texto de marcos plonka 937 chamado teoria tradicional em teoria crítica i pela primeira vez
essa expressão é utilizada nesse sentido para nes escritos da década de 1930 os inscritos do por carne teoria crítica significa o seguinte produz teoria crítica todo aquele que quer continuar a obra de marx e reivindica da obra de marx disse serra em pelo menos duas características a teoria o primeiro lugar de teoria crítica designou campo teórico vamos é assim que é anterior ao próprio local com o texto em 1937 eo local está se referindo à obra de marx que é do século 19 então nesse primeiro sim sentindo o cargo está querendo dizer quais são os
elementos que distinguem o campo do marxismo de outros campos teórico é o que eu gostaria de chamar aqui de teoria crítica no sentido amplo em segundo lugar ao mostrar quais são esses elementos é da obra de max cocaína também vai dar a versão dele desses elementos é uma característica da teoria crítica fundamental é que ela não pode ser resumida em um conjunto de teses porque não porque a teoria crítica segundo o ensinamento de março vai dizer que a verdade é temporal que a verdade histórica e que portanto se a verdade tem no cérebro e temporal
como disse horcades ela não pode ser fixada num conjunto de teses e imutáveis pelo contrário o teórico crítico é aquele que o tempo inteiro está mudando se ele parar e começar a repetir o que o teórico crítico falou e ele deixou de ser ele abandonou essa pretensão de tentar acompanhar o movimento do histórico do mundo com o seu pensamento então tomar a obra de marx como ponto de partida um sindicato repetindo promessas disse mas tentar pensar a partir de março e continuar a obra de marx muitas vezes como foi o caso de prestadores a teoria
crítica para chegar à conclusão de que era preciso romper com mais radicalmente mas vão ter com que romper com algumas das previsões com algumas das caracterizações que marcos do capitalismo e não romper com os princípios críticos então basicamente marx nos diz que o capitalismo é uma forma histórica que se caracteriza por organizar toda a vida social em torno do mercado isso é uma grande novidade para nós parece uma coisa óbvia fase é natural é uma grande novidade histórica em contraste com qualquer forma histórica anterior mercados capitalista não é simplesmente um elemento social entre os outros
mas ele é o centro da sociedade capitalista ou seja ele é o centro para o pó com convergem todas as atividades de produção e reprodução da sociedade portanto partindo desse diagnóstico qual é a primeira tarefa fazer se o centro da sociedade capitalista o mercado se eu entender o mercado está entendendo essa sociedade também e particularmente seu entender qual é o centro do mercado capitalista entendo o centro da sociedade e qual é o centro para nós o primeiro centro da sociedade capitalista da categoria então se eu compreender como se estrutura o mercado eu também vou compreender
de que maneira se todo o conjunto a catarse ou seja eu vou entender como se distribui o poder político a riqueza com a forma do estado que papel desempenha a família religião e assim por diante um contrato com qualquer forma anterior do capitalismo qualquer forma anterior histórica ao capitalismo anterior o capitalismo qualquer artefato todo e qualquer produto é um produto para ser trocado não é a lógica da troca que determina o comportamento dos agentes do mercado e não quaisquer outras motivações sejam valores crenças religiosas ou outra coisa quando as pessoas estão trocando no mercado capitalista
é evidente que cada um de nós tem valores crenças e até na hora da troca isso não conta não tem qualquer importância no mercado todos os valores e crenças têm subordinar a lógica da troca mercantil pra compreender essa lógica do mercado capitalista como já mencionei isso é preciso entender a sua unidade alimentar ou seja entender a mercadoria dizer então que a mercadoria o centro significa dizer que todo e qualquer produto no mercado capitalista ele pode ser apreciado ele pode ter um valor foi assim por exemplo que pela primeira vez na história aconteceu algo impensável e
que pra nós é a mobilidade hoje o trabalho humano se tornou o mercado livre não é exatamente o trabalho humana chama a força de trabalho ou seja essas capacidades físicas e mentais do homem de se utilizar de instrumentos e máquinas para produzir mercadorias significa então que nem sempre a força de trabalho teve separada dos instrumentos de trabalho nem sempre a força de trabalho esteve separado daqueles instrumentos que lhe permitirão produzir deles essa separação é uma separação estrutural do capitalismo produzir historicamente e sem ela o capitalismo não teria nascido para compreender essa reparação histórica 11 entre
o homem e seus instrumentos de trabalho é preciso entender que esse progresso vertiginoso técnico que nós temos no capitalismo só foi possível porque em um determinado momento a riqueza da sociedade estava acumulada nas mãos de alguns poucos que ao empregarem essa riqueza na aquisição de equipamentos e máquinas recém-inventado fizeram dessa riqueza capital e se tornaram então capitalistas de outro lado então a partir do final do século 15 tem início um longo processo é o paradigma da inglaterra longo processo de sistemática e renovar a expulsão de uma imensa e massa de camponeses das serras preocupado essa
massa populacional sentem então a sem ter acesso à terra mst instrumento de trabalho se ver obrigadas local da cidade ao chegar na cidade discute gente de pessoas encontraram a novidade das grandes músicas com sua produção la à risca e suas máquinas despojada de terras por jada dos seus instrumentos de trabalho só restava a essa imensa massa de despossuídos venda o único bem que era reconhecido então como um bem apreciável a sua força de trabalho e ao vender então a sua força de trabalho em troca de um salário tornar os operários então não se trata mais
de uma família camponesa que dispunha dos meios para produzir a própria subsistência mas os trabalhadores urbanos que se vêem forçados a vender sua força de trabalho em troca de um salário por sua vez ao utilizarem esse salário para a compra de mercadorias para sua própria subsistência acabam criando um mercado interno próprio capital industrial fecha o ciclo ou seja a partir daí o max analisa que a sociedade capitalista se divide estruturalmente em duas classes essas classes estão ligadas à posição estrutural que cada um é cada um desses pontos de enchentes ocupam no processo de trabalho capitalistas
são aqueles então que detém os meios de produção os instrumentos de trabalho e que põe em funcionamento esses meios de produção com a força de trabalho que compra proletários ou aqueles então que vem essa força de trabalho ao capitalista em troca de um salário e como funciona o mercado nessas sociedades dividido estruturalmente um clássico além da sua função de troca de troca de mercadorias e fazer circular os bens na sociedade capitalista diz o marca também que o mercado funciona como um poderoso mecanismo de manutenção das desigualdades que já existiam existe uma desigualdade de partida qual
era ela o fato de que havia uma riqueza acumulada nas mãos de uns poucos são aqueles justamente que volta a aplicá las na compra de maquinário dos meios de produção um visú março e de outro lado nós temos os aqueles que não têm nada a vender se não sofrerá mais com o mercado no capitalismo ele congela essa desigualdade de partilha num outro sentido diz marcos ainda não só o mercado ele congela as desigualdades de partida e portanto ele mantenha igualdade mas ele também a profunda desigualdade porque pelas análises que o marcos fez a economia capitalista
a distribuição dos bens segunda divisão de classes porque essa é a lógica da divisão dos bens sob o capitalismo essa distribuição tende diz marcos tem uma tendência a produzir um pólo de intensa acumulação de riqueza em outro pólo de crescente pobreza nós sabemos que não é dessa maneira que o mercado aparece no capitalismo pelo contrário o mercado aparece uma oportunidade igual para que todos possam superar essas desigualdades de partilha no mercado aparece como instituição neutra que troca de mercadorias de igual valor nesse sentido cada troca no mercado capitalista não é só uma troca de coisas
iguais de igual valor mas é também uma troca justa porque toda troca de coisas de igual valor é também uma troca justa ou seja o mercado capitalista promete é exatamente aquilo que são os ideais máximos da sociedade porque ele prometeu ele promete realizar a liberdade a igualdade então já dá pra ver aí que o marcos vai fazer dois movimentos o primeiro a mostrar que o mercado não realiza na igualdade pelo contrário onde é que está a liberdade é eu posso não vender minha força de trabalho né sou livre pra isso posso não ter o caminho
à força de trabalho e um salário não posso se eu não fizer isso o burro porque liberdade maravilhosa tem a liberdade para vender ea fazer trabalho morrer pode ser a igualdade de uma troca em que há uma empresa com 50 mil funcionários o empregado que se candidata por mais 5 mil e oitocentos atualmente provar qual é a capacidade qual é a igualdade nessa relação enfim são exemplos do que eu mas vai dizer que o mercado não só não realiza a liberdade a igualdade que lhe promete mas ele é profundas desigualdades vejam que interessante de alguma
maneira embora o mercado não realize é essa igualdade essa liberdade ele promete isso vejo que é seu diferencial fundamental da teoria crítica da teoria crítica não inventa uma sociedade ideal ela simplesmente pretende realizar a sociedade que o capitalismo promete que no realismo ele promete uma sociedade da liberdade da igualdade mas concretamente no seu funcionamento em torno do mercado e bloqueia a realização daquilo que ele promessa estrutura do capitalismo por uma chamada estrutura da ilusão socialmente necessário então eu produzo a ilusão socialmente necessário de que as a liberdade ea igualdade ea cada vez a cada processo
de acumulação que o roubo essa igualdade que essa fibra portanto de uso mas não é o caso de nós ficamos inventando sociedade de reais maravilhosa não basta realizar aquilo que o capitalismo promete e não cumpre por isso aqui a teoria crítica então se distingue de outras correntes chamado por exemplo de um tópico que imaginam sociedade de reais por isso a teoria crítica vai se distinguir daqueles que pretendem ou simplesmente escrever o mundo como ele é do marcelo quer ver o mundo como ele é e observo o mercado como funciona para se inscrever no mercado como
funciona eu não vou nunca consegui ver que o mercado o funcionamento real do mercado é aquele de bloquear aquilo que ele promessa a liberdade a igualdade que ele nunca realiza seus simplesmente tiver respectiva descrição de como o mercado funciona eu jamais teria essa perspectiva de que essa sociedade pode ser outra coisa do que ela é esses que querem escrever as coisas como opção simplesmente são aqueles que papel de cliente que ganhou o nome de positivista teoria crítica fica sempre com 35 e caribe entre duas entre duas possibilidades de vamos afundar para o positivismo de um
lado que quer escrever as coisas como realmente são e como simplesmente são e de outro lado o uso tópico se imagina desenhar sociedade de reais nas suas campanhas para marcas a liberdade a igualdade só vão poder ser realizadas com a abolição do capital então essa abolição do capital vai se dar por meio da revolução ea partir daí vocês nem tão que essa teoria ela vai a cada vez tentar mostrar como a partir desses elementos estruturais dessa organização em duas classes na distribuição de bem segundo essa organização da sociedade por classe dessa análise de que o
mercado no seu funcionamento concreto ele rouba exatamente aquilo que ele promete que a realização da liberdade igualdade são tendências estruturais do capitalismo diz mais só que a cada momento histórico elas mudam eu posso ter alterações históricas importantes então tem que estar atento eu fui um teórico crítico é um sim pra valer eu tentar tempo para essas alterações e se capaz de produzir diagnósticos diferentes conforme for a situação é isso então que vai permitir ao por carne a partir desse dessas análises do max foram lá aqueles que são os princípios fundamentais da teoria e crítica a
teoria tão importante o que pra ela e não é suficiente dizer como as coisas funcionam mas ela quer analisar o funcionamento concreto do mundo à luz de uma emancipação que ao mesmo tempo concretamente possível porque o capitalismo foi pela primeira vez a possibilidade de uma sociedade verdadeiramente livre e vendas aumente igual e ao mesmo tempo pela sua própria lógica de funcionamento e lhe impede a realização essa emancipação da sociedade é a realização concreta da liberdade da igualdade e pergunte que abre pela primeira vez no caminho para uma efetiva compreensão das relações sociais seja pra nós
não ficarmos no nível das aparências dessa sociedade mas nós tínhamos ao fundo ou seja sem a perspectiva da emancipação se nós não tivermos essa perspectiva nós ficamos no ouvido assim nós vamos reais que são criadas pela própria lógica interna do funcionamento do capitalismo isso nos permite falar o primeiro princípio a teoria e crítica o primeiro princípio a teoria crítica é a orientação para a emancipação da sociedade então o teórico crítico é aquele que se orienta pela emancipação da sociedade e essa orientação é a perspectiva que lhe permite pela primeira vez compreender a constituição desta sociedade
capitalista na sua efetividade com a sua realidade sim então esse primeiro princípio o princípio da orientação do ano passado está na base da teoria ou seja é aquilo que confere a teoria o seu sentido mais um passo mais profundo ou seja aquele que não quer se limitar a escrever sob a perspectiva da distância que separa o que existe do que poderia ser o que existe das possibilidades melhores que êxito que é traz atrás de gerd então a orientação para a emancipação atrás com ela também o segundo princípio é aquele que se orienta pela teoria física
tem de manter um comportamento crítico em relação ao que existe e não pode aceitar o que é comum dado como algo de natural ele tem que tomar isto que é como um indício de que ele poderia ser mais do que ele poderia ser melhor então o teórico crítico é aquele que vai examinar de maneira crítica tanto conhecimento que é produzido sob as condições carros sociais capitalistas quanto à realidade que esse conhecimento pretende aprender para o cargo a concepção de eficiência e de teorias científica modernas na modernidade estabelecendo de que maneira comum que algo pra nós
é evidente é como um conjunto de princípios abstratos a partir dos quais se torna possível formular leis que explica então a conexão necessária entre os eventos no mundo segundo a nossa concepção moderna relações de causa e efeito e os cientistas vai procurar então aplicar estes princípios e leis a fenômenos particular pra isso ele vai formular hipóteses que se constitui então previsões sobre o que tem necessariamente de acontecer a partir de determinadas condições iniciais a ocorrência desse fenômeno que é previsto pela teoria confirma categoria e confirma a própria previsão não ocorrer isso então passa a ser
necessário rever seja as condições do experimento de verificação seja algum aspecto da própria teoria de cima dessa maneira a teoria científica esse padrão do que seria a teoria científica moderna se coloca como tarefa unicamente o estabelecimento de vínculos necessários entre fenômenos naturais a partir de leis e princípios mais gerais então o cientista que ele observa aquele conquistado pelo menos estabelece conexões objetivos entre os fenômenos ou seja a conexão que independem da sua vontade conexão conexões que se dão entre os próprios objetos no mundo como é que nós podemos fazer isso estabelecer essas conexões necessárias quando
se trata por exemplo da sociedade com as relações humanas como é possível observar os fenômenos estabelecem relações causais entre os fenômenos se o objeto em questão ou seja as relações sociais é um produto da ação humana e se aquele que observa é um agente também que faz parte dessas relações sociais como fazer essa abstração ou seja como tratar um evento social como se ele fosse um evento da natureza pra fazer essa transposição então do modelo originalmente das ciências naturais ciências humanas foi necessário separar rigidamente a observação do fenômeno da avaliação da observação feita ou seja
pra esses teóricos que o mercado chama de teóricos tradicionais há uma diferença muito grande entre observar os fenômenos como o cientista e avaliar os fenômenos como cidadão por exemplo então eu posso chegar a uma conclusão como cientista e eu posso avaliar essa conclusão o cidadão mas essa minha avaliação como cidadão dessa coisa diz que observei não pode interferir no trabalho científico com vocês bem já aqui volta aquela velha separação de teoria e prática de que eu tinha falado o início então pra isso estabelece se o famoso método científico é um método deve ser aquele capaz
de separar o que é observação daquilo que é a avaliação então eu tenho que separar o domínio do conhecimento do domínio da ação então nesse caso a teoria não pode ter por objetivo a ação ela tem que separar rigidamente da ação ela tem de pretender simplesmente o conhecimento se o cientista abandonar essa perspectiva ele deixa de ser um cientista e passa a ser o agente social então esses critérios são aqueles que a partir dessa concepção tradicional vão estabelecer uma rígida separação entre a investigação da sociedade ea valoração do seu cheiro ea partir daí torna-se impossível
uma série de disciplinas particulares que no século 19 não tinha o desenvolvimento que vou encontrá lo certamente vão nascer disciplinas que para nós hoje são corriqueiras como a sociologia e antropologia como a ciência política como direito com uma história que são as duas antigas mas que vão ter uma nova o novo formato vamos a partir do século 19 por cá é seguindo a seguindo toda a tradição da teoria crítica vai dizer a teoria tradicional errada ela é apenas parcial nosso inverno se incorporar os resultados da teoria tradicional na nossa visão do todo ela passa a
ser uma teoria utilizava provocado essa perspectiva racional de teoria que pretende ser neutra que pretende só escrever a sociedade para ele ela termina por adaptar o pensamento a realidade ou seja ela justifica o que existe em nome de uma pretensa neutralidade da inscrição a teoria tradicional se resigna a forma presidente da dominação em uma sociedade dividida em classes a concepção tradicional de teoria acaba por justificar a divisão com clássicos como sendo necessária como sendo natural esse é o movimento esse é o movimento mais clássico que omar chamou de ideologia é o que a ideologia é
naturalizar aquilo que é histórico então aquilo que é resultado de um processo histórico como a divisão da sociedade de classes como o mercado como centro da sociedade e seta passa a ser o que é natural então estou organizando é captura internacional realiza o movimento ideológico vejo esse movimento ideológico é algo consciente ué reúnem-se lá uma série de sugestões muito mal e resolve que vão enganar o povo o que vem dizendo que o mundo é assim mesmo é o próprio capitalismo que cria essa ilusão por isso é uma ilusão necessária a maneira como ele funciona um
funcionário ele produz também elogia o cametá atribuindo os papéis do lógico a teoria tradicional mas será que é justo essa crítica afinal não é necessário separar ciência e valor é não é necessário separar conhecer e agir se misturar e nós perdemos tanto as ações quanto o conhecimento por carvão diz o seguinte o conhecimento da realidade social é um momento da ação social e vice versa nós agimos a partir de determinadas interpretações que nós temos do mundo só nos dias e por sua vez no resultado da nossa ação vai ser objeto da nossa reflexão sobre qual
foi o resultado da ação é uma das experiências mais comuns que nós temos é que a ação se encontrar do que a gente ia a um dos resultados mais clássicos das nossas ações por exemplo esse resultado da ação mas nenhum objeto de nova reflexão vai ser objeto de nova interpretação é do mundo então não se trata de negar que conhecer e agir em momentos distintos mas sim de reconhecer que eles têm que ser considerados conjuntamente que eles não podem ser separados por decião abstrair uma coisa da outra eu vou ficar apenas por parte do que
significa conhecer e vou ficar apenas com parte do que significa agir se a realidade social é um resultado da ação humana essa ação humana cidadão com o contexto de estruturas históricas determinadas situações históricas uma determinada forma de organização social desse modo se deslocar na primeira coisa que nós vamos fazer é investigar quais são essas estruturas nas quais nós agimos porque nós não agimos em abstrato nós nascemos seres humanos nós temos brasileiros numa determinada época às vezes depois da ditadura às vezes é às vezes no meio a uma série é rica em condições estruturais da ação
humana se o primeiro passo é investigar essas estruturas nós temos que descobrir quais são as posições históricas licitação e quais são os elementos que nos constrangem que são estruturais para a nossa ação ao separar conhecer e agir ao separar teoria e prática à teoria tradicional ela vai expulsar do seu campo de reflexão justamente as condicionantes históricas do próprio método a teoria tradicional mas colocar como fora da história se todo o conhecimento produzido infelizmente histórico há historicamente determinar se ele muda o tempo então não é possível ignorar as condicionantes em que é produzido por cento senão
não vou entender qual a natureza dele se eu fizer isso vou permanecer em uma superfície dos fenômenos justamente naquele nível das ilusões necessárias eu não vou entender quais são as conexões reais desse conhecimento na sociedade na concepção tradicional de teoria o método que aquilo que deve distinguir então conhecido agir se separaram em uma espécie de mata burro né o método uma tábula teoria tradicional você não pode passar pra lá e pra cá ele se torna uma instância atemporal ele se torna uma maneira de eliminar a história no entanto a história constitutiva nessa teoria tradicional são
contra essa posição vai surgir justamente o comportamento crítico mais urgente aquele comportamento que é conhecer sem abdicar da reflexão sobre o conhecimento histórico do conhecimento produzido então se o capitalismo é uma forma social que tem como centro o organizador o mercado nós temos de reconhecer antes de mais nada que a produção de mercadorias é o foco a partir do qual as estruturas da sociedade por exemplo e essa organização da sociedade em função da produção de mercadorias e do lucro estrutura a sociedade capitalista em classe desse modo qualquer concepção decência que notamos como pressuposto essa divisão
da sociedade um clássico que não seja capaz de reconhecer o exercício da ciência como um dos momentos dessa sociedade produtora de mercadorias é da perspectiva crítica fácil ela vai conseguir compreender a si mesmo tão velho que um dos requisitos da teoria crítico é se entender a si mesma ou seja é se perguntar a cada momento pois a natureza do conhecimento que eu produzir aquele sincero uma sociedade produtora de mercadorias ora um teórico tradicional vai dizer eu não posso me colocar esse problema que se eu me colocar esse problema eu voltar à rãs ando a fronteira
do conhecer em direção ao agir o teórico crítico fazer não se você não se colocarem sobre você jamais entender ao mundo como ele efetivamente a com ele realmente funcionam com você acha que ele funciona essa concepção tradicional de teoria ao ignorar as condições sociais históricas o que é produzido conhecimento em uma sociedade capitalista ela ignora também que sua concepção de teoria que é supostamente objetiva que não tem nenhum valor no sentido de que ela não tem qualquer valor ação particular ela está impregnada desde o início de um valor fundamental que ela mesma não percebe ou
seja um cumprimento do caráter de classe do conhecimento que ela própria produção então desde o momento em que se mostra a divisão da sociedade sem classes nós simplesmente como afirmar que vai proceder o exame da realidade independentemente da própria oposição que aquele que conhece ocupa nesta sociedade o conhecimento crítico ele pretende mostrar duas coisas primeiro a produção científica de extração tradicional é parcial porque ao ignorar que a produção científica tem uma posição determinada no funcionamento da sociedade vai acabar por construir uma imagem da sociedade que fica no nível da aparência não consegue atingir desse modo
então os objetivos que ela própria se colocou na teoria quero entender o funcionamento concreto dessa sociedade em segundo lugar essa aparência qual a teoria tradicional se limita também aquela mesma aparência que produzida pelo capital na sua loja ilusória faz parte daquela ilusão real do catar além de prometer a igualdade a liberdade que rouba a cada funcionamento concreto é a cada processo direto de valorização do capital então nesse sentido a parcialidade que é própria dessa concepção tradicional de teoria é também uma possibilidade real ela expressa a parcialidade de uma sociedade dividida em classes então cabe a
teoria crítica segundo a carne suprimir essa parcialidade da teoria tradicional mas segundo ancara não se trata de negar a teoria tradicional pode afastar segundo o canal trata se de dar a teoria tradicional a consciência concreta da sua limitação de que ela seja levada a refletir sobre a posição que ela tem nessa sociedade sobre os pressupostos que ela assume como se fossem neutros em que são na verdade pressupostos valorativos então para o cargo é preciso considerar os resultados da tv tradicional do contexto mais amplo dessa sociedade produtora de mercadorias não só assim a teoria tradicional vai
poder superar sua função de mera legitimação da iluminação que é assumido por ela desde o momento em que ela se colocou na posição pretensamente objetivo neutra se é assim então a teoria crítica não se for porta criticamente apenas em relação ao conhecimento produzido sob condições capitalistas mas igualmente em relação à própria realidade do catar então esse comportamento crítico tem a sua fonte na orientação para a emancipação ou seja a teoria crítica vai interpretar todas as rígidas distinções da sociedade internacional para agir e conhecer teoria e prática como indícios dessa incapacidade da concepção tradicional de compreender
a realidade com o seu todo é da perspectiva da emancipação da instauração de uma sociedade reconciliada com uma sociedade de renda grande livre igual aquilo que ilumina a situação presente e não emancipação de não igualdade que não liberdade permite então a teoria crítica entender o real sentido dessas cisões dessas distinções rígidas que a teoria tradicional sequer consegue justificar então é a unidade futura destas cisões dessas reparações na sociedade emancipada na sociedade livre e igual desses elementos que se encontram na dominação capitalista atingir aquilo que permite instaurar a perspectiva crítica sobre existentes então o comportamento crítico
ele se torna possível porque ele é fundado uma orientação para a emancipação da sociedade isso não vai significar que a teoria crítica rica da compreensão da realidade social em prol da ação onde qualquer outra coisa pelo contrário a perspectiva crítica significa que a sociedade capitalista só é compreensível de maneira completa quando se adota um ponto de vista crítico o funcionamento real da sociedade capitalista só se torna primeiramente disse me veio à luz da sociedade emancipada porque a perspectiva do capital ela vai encerrar ela vai limitar a análise ao nível da aparência ao nível de uma
promessa de realização da liberdade da igualdade e ao mesmo tempo real já que ela é tornada possível por esse extraordinário desenvolvimento técnico é do capitalismo ilusória porque ela é negada cotidiana cotidianamente pelo funcionamento concreto dessa forma de organização que segundo márcio perpetua a se desenrolar esses elementos 3d max até vocais são os elementos fundadores dessa perspectiva que é a perspectiva da teoria crítica a partir daí começa toda uma história da teoria crítica começa uma série de livros de reflexões que vão certamente mudar muito esse panorama que eu apresentei para você aqui e que está indo
até 1937 depois de 937 nós vamos ter nossos 47 uma obra escrita por um anônimo cocaína a dialética do esclarecimento que vai negar simplesmente vários desses elementos apresentados aqui hoje vai mostrar por exemplo como a divisão classe tal como pensada por mars tem de ser alterada porque alterou se o funcionamento estrutural do capitalismo mas o ponto fundamental no qual queria chamar a atenção é faz te o dia crítica meu ver todo aquele que aceita os dois princípios fundamentais a emancipação essa orientação para a emancipação da sociedade um comportamento crítico em relação ao conhecimento é produzido
na situação de dominação vigente em relação à própria realidade que esse conhecimento pretende aprender vejam que a formulação desses princípios da maneira como cada pensador vai moldar esses princípios a partir do que a partir da sua análise do momento presente a partir da sua análise do capitalismo dos desenvolvimentos internos do capitalismo cada uma dessas tentativas renovadas de interpretar esses dois princípios vai fornecer aquilo que eu gostaria de chamar de um modelo de teoria crítica então nós teremos de ver cada um desses pensadores em cada uma das épocas formulando diferentes modelos críticos e a ideia que
o que está subjacente a isso é que estou propondo pra vocês como uma caracterização desse marxismo que é o marxismo da teoria crítica é de uma extrema tolerância e de um elogio da pluralidade de modelos críticos por isso que eu acho que a idéia da escola é um redutor pelo contrário o campo da teoria crítica tem que ser um campo amplo tem que ser um campo vasto em que tem espaço para todos aqueles que queiram fazer teoria critica a partir desses dois princípios fundamentais