Boa noite a todos é nós vamos hoje então é conversar um pouco sobre sá tem o existencialismo ea visão de mundo e de ser humano que passa por essa filosofia que pé esteve em moda foi uma grande coqueluche francesa dos anos final dos anos 40 anos 50 mas que nós vamos tentar fazer é justamente tem é localizar aqueles grandes temas que essa filosofia trouxe de modo renovado para a nossa reflexão Nós estamos habituados a definir a época moderna pelo humanismo e o que nós queremos dizer com isso é que a partir de um certo momento
que é precisamente o século 17 se nós adotarmos é uma dessas convenções de divisão de períodos históricos a civilização passou a se pautar é por um outro eixo que nós podemos designar como sendo a hegemonia do homem mais precisamente a liberdade do pensamento ou a autonomia à Independência da razão a partir de então em todos os aspectos da teoria e da prática instaurou se uma certa primazia que é aquela do sujeito humano é do pensamento humano do intelecto humano atuando como critério de verdade e como critério do bem então o homem agora intelectualmente liberto daquelas
em posições dogmáticas que pesaram sobre ele em épocas passadas moralmente responsável pela sua vida Esse homem pretende então construir o seu destino é portanto no interesse humano a partir do interesse humano que se vai moldar a história moderna aquela em que nós ainda estamos inseridos isto é todas aquelas realizações que configuram o que nós costumamos definir como o progresso da ciência das artes da tecnologia é pelo menos nos últimos quatro séculos ora o sartre também se define e de forma Muito enfática como humanista e no entanto o que nós pretendemos mostrar aqui é que sua
visão de homem e de mundo é bastante diferente dessa tradição nós resumimos a pouco e para compreendermos essa diferença é preciso distinguir os significados de humanismo na tradição e no pensamento do sartre a sofia moderna ela é se inaugura com uma tentativa com um esforço para compreender aquilo que nós costumamos designar como a essência humana de kart por exemplo que é tido Pelos historiadores como o fundador do pensamento moderno no século 17 para ele o ponto de partida da teoria e da prática ea definição da subjetividade isto é do espírito humano como um ser pensante
que ele chamava de coisa pensante e disto decorrerá a todo o conhecimento e toda a vida moral de kart está ao menos desse ponto de vista em continuidade com a filosofia que antecedeu para a qual todo conhecimento sempre começa pela essência Daquele objeto a ser conhecido e depois se desdobra a partir daí uma série de atributos que nos permitiriam conhecer esse objeto na sua totalidade porque isso porque a essência é visto como um atributo principal aquele que determina em última instância todas as qualidades que poderemos encontrar naquilo que desejamos conhecer o caso do homem não
é diferente sua essência pensante é é um fator determinante da totalidade do seu ser Portanto essa valorização do pensamento humano como sendo a essência que nos caracteriza a grande marca do urbanismo moderno ora é sartre investe essa perspectiva acentuando uma tendência que não começou com ele mas que já se apresentava de alguma maneira é em outros autores tais como que cartum no século 19 a idéia gás pears que são tidos como pensadores existenciais por que justamente essa nova perspectiva Consiste em considerar tanto antes de tudo o plano da existência humana e não conceber primeiramente a
essência humana como se fazia até então isso significa que a compreensão do homem não se fará mais por via de uma determinação essencial que permitiria conhecer a sua natureza ou seja um certo núcleo permanente imutável do qual decorreriam todas as outras características que poderiam então ser vistas como atributo sabem dizer secundários ou então Acidentais para sat não existe qualquer determinação necessária que defina o homem antes que ele venha a existir é precisamente esse fato o fato de existir é expresso na vida humana na conduta dos homens é isso que nos permite conhecer a realidade humana
e esta realidade é dentre os seres que nós conhecemos um caso singular porque em relação aos demais objetos aos seres da natureza aos artefatos tudo aquilo que Compõem o nosso mundo nós podemos admitir em princípio que obedecem a uma certa determinação prévia ou seja existe alguma coisa que os precede o exemplo no pensamento de quem os fez e quem os criou de quem os fabrica ou e é isso que permite que existam e que sejam conhecidos no caso do homem não é assim a própria existência é o dado primordial o que significa que a realidade
humana não se deduz de Qualquer necessidade que se possa estabelecer previamente uma inversão portanto uma inversão de grande alcance e que gera muitas consequências em primeiro lugar pergunta pelo porquê da existência do homem a pergunta pelo porquê da existência de qualquer coisa é respondido em geral pela sua essência aquilo que nos dá a razão da existência de algo é a sua essência Ora se no caso do homem não a essência não há essa determinação prévia então aí uma certa gratuidade que nos impede de responder à pergunta por que ele existe ou seja só podemos constatar
a sua existência porque o ser humano não existe necessariamente a partir de uma determinação prévia mas de modo contingente que é o contrário da necessidade quer dizer sem uma razão que o explique É integralmente em segundo lugar uma vez que não possui uma essência que o defina o homem não está determinado a ses alguma coisa segundo padrões anteriormente estabelecidos não está determinado a ser por qualquer inteligência que eu tenha concebido antes por exemplo deus teria criado ou por qualquer outra instância mesmo natural que o precederam então é no decorrer desse processo de resistência que o
homem a de constituir O seu seja desse modo não se pode falar propriamente uma natureza humana se por natureza entendemos aquele núcleo permanente fixo que segundo a tradição constituiria uma essência as consequências mais importantes dessa nova posição são é de caráter ético se o homem não possui essência se aquilo que ele é não se deduz de uma determinação de sua natureza isso significa que a constituição do seu ser No nesse decurso da existência será de vida unicamente a ele mesmo quer dizer que o homem será aquilo que vier a fazer de si mesmo o seu
ser não sendo algo dado de antemão coincide com essa tarefa que seria a da construção da própria vida ou da própria existência o que ele fará através da sua conduta isto é das suas acções por isso no centro desta concepção que é a concepção existencialista da realidade humana está A noção de liberdade porque porque a origem do homem é o próprio homem o que significa que ele será aquilo que escolher fazer de si mesmo a liberdade de escolha é originária ela é também absoluta isso quer dizer que ela não é condicionada por qualquer determinação anterior
assim é se nós quisermos insistir na necessidade ou na conveniência de uma definição de realidade humana Esta definição só poderia ser humano liberdade o homem é liberdade isso quer dizer que ele não a tem com uma qualidade como atributo com uma faculdade como pensava a filosofia clássica a liberdade a ele mesmo isso é a subjetividade ea liberdade são idênticas nós percebemos então que isso não é de fato uma definição porque a liberdade não nos diz o que o ser humano é ela Abre possibilidades para que ele escolha o que virá acesso pelo fato de sermos
liberdade a única escolha que não podemos fazer é a de deixarmos de ser livres daí a célebre frase que constitui uma espécie de emblema da filosofia de sartre que é muito repetida o homem está condenado a ser livre isso expressa uma relação é certamente bastante paradoxal entre liberdade e fatalidade É como se nós disséssemos que somos sá totalmente livres o que estamos destinados a ser livres o que parece uma contradição mas é a forma pela qual a filosofia da existência é sobretudo com sartre nos diz que nós não podemos escapar da nossa própria liberdade e
essa liberdade originária isso há outra consequência ética implica uma responsabilidade total na verdade sempre se soube que a Responsabilidade é a contrapartida da liberdade quase todas as teorias éticas dizem isso porque somente aquele que é livre pode ser responsabilizado pelas suas ações alguém que seja estritamente determinado a agir a partir de alguma força a qual ele não poderia resistir este certamente não pode ser considerado como responsável talvez por isso as teorias éticas sempre Procuraram remeter a nossa liberdade o grau em que exercemos a nossa liberdade alguma instância é de onde ela promoveria e com a
qual poderíamos dividir a nossa liberdade pois é dessa forma dividimos sobretudo a responsabilidade ela pode ser dividida com deus com a sociedade com as minhas tendências naturais com o meu inconsciente com o meu partido não importa se a minha Liberdade não for total não serei totalmente responsável ora humanismo de sartre nesse sentido é difícil porque para ele a liberdade ea responsabilidade são vistas de uma maneira originária e muito radical o homem está só surge gratuitamente no mundo desaparece do mesmo modo nada explica não tem fundamento não possui raízes metafísicas nem naturais É nessa solidão esse
desamparo que ele exerce a liberdade e que ele é inevitavelmente responsável por si na verdade é responsável por si mesmo e pelos outros também porque não havendo valores universais previamente determinados a que se possa recorrer como critério de escolha cada vez que um homem escolhe cada vez que ele exerce um ato livre ele escolhe também o critério ele escolhe o valor a partir do qual este Ato é efetuado e esse valor que surge com a liberdade é único não pra existia é ao mesmo tempo particular fruto de uma escolha individual mas é também universal porque
exprime tudo aquilo que se possa atingir em termos de critério moral ao exercemos a nossa liberdade por nós mesmos e ao inventar valores e critérios dessa liberdade atingimos dessa invenção tudo aquilo que poderíamos atingir nada mais há a que possamos recorrer Nada mais que possamos esperar se procura por exemplo a giz a partir do critério de humanidade então tem que inventar essa humanidade tenho que inventar o homem porque esse critério humano do meu ato somente irá existir no meu próprio ato ea partir da minha própria escolha e portanto se há algo de universal nos critérios
valores morais que orientam a nossa conduta essa universalidade não vem de uma instância transcendente nem de algo que seja Diferente de nós ela vem de nós mesmos é uma espécie de singularização de universalidade que nós procuramos viver trata se portanto de uma liberdade difícil de humanismo difícil porque não posso fugir à responsabilidade do ser humano na verdade não posso fugir à responsabilidade de ser humano isto é ser livre sou responsável pelas escolhas através Da qual eu vou-me constituindo vou construindo a minha existência e almir constituir é como se eu estivesse propondo a todos os demais
os valores e critérios da existência então por ser essa liberdade absoluta e radical nem por isso ela é exercida no vácuo no brasil por que existir é estar no mundo na verdade existir é está gratuitamente lançado no mundo só que estamos no mundo sempre de forma concreta e definida Ou seja sempre numa dada situação a forma de estar no mundo é sempre uma situação definida e delimitada por exemplo há todo um conjunto de fatos que delimitam a minha situação no mundo e nos quais eu não posso interferir até porque já existiam antes que eu aparecesse
a época em que eu nasci o lugar a família à classe social enfim uma série de condições que eu não escolho eu não posso modificar e que são aquelas em meio às quais vai acontecer O exercício da minha liberdade e portanto a minha liberdade é ao mesmo tempo limitada e possibilitada por tudo isso que me rodeia e sobretudo pelos outros pelas outras pessoas que me rodeiam e esse exercício de liberdade é limitado porque ele se exerce de encontro essas condições elas atuam muitas vezes como obstáculos o saf as chama de índices de adversidade e também
é possibilitado porque as Minhas escolhas sempre dependeram 1 em grande parte pelo menos do sentido que eu vier a atribuir a esses fatos e as outras pessoas com as quais me defronto não posso mudar o fato de que existem coisas de que existem outras pessoas e que existe um mundo objectivamente dado mas posso livremente atribuir este ou aquele sentido a esses fatos e é nessa diferença entre o fato bruto e o sentido que eu posso atribuir a ele através da minha liberdade é nesse Espaço nessa diferença e é justamente ocorre o exercício da minha liberdade
sempre situada portanto paradoxalmente uma escolha absoluta e ao mesmo tempo uma escolha mediada pelos fatores que constituem a situação em que eu vivo e que podem é atuar como determinantes na situação em que eu vivo há portanto um papel desta situação como contexto da liberdade e é esta noção de situação que a função que ela desempenha é na constituição da nossa existência O que nos leva a história porque uma situação é sempre uma situação histórica que dizia ter é vivida dentro dos limites de um tempo e de um lugar em que as pessoas agem historicamente
um sujeito livre é sempre um agente histórico a existência portanto é sempre uma existência histórica com isso a liberdade ea responsabilidade de que nós falamos ganham significa sanções muito concretas e muito bem Determinadas a existência não é uma noção abstrata ou indeterminada porque ela sempre ocorre de forma histórica e concreta indivíduos e grupos são produtos históricos sabe e concorda com esse ponto de vista com o marxismo quanto ao estabelecimento dessa relação entre os homens a história a realidade humana tem na existência a sua origem e o seu fim precisamente porque o processo de existir ocorre
concretamente como um Processo é histórico nesse sentido cada indivíduo é a sua história ele não é mais do que a sua história ele não é mais do que a existência histórica que acontece de modo singular no contexto mais amplo de uma história geral sato e quando fala da interioridade da subjetividade não pensa em noções e conceitos do tipo cartesiano como uma alma ou uma interioridade do espírito ele pensa em algo que se expressa Na história uma subjetividade que não se expressa no mundo objetivo em ações em condutas em atos não existe a existência consiste exatamente
nisso em expressar isso que nos é interior mas sem que se possa fazer realmente uma separação entre essa dimensão da interioridade que valeria por si mesma e à sua expressão objetiva externa coisa que coisas que os clássicos costumavam separar dando a alma o espírito ou a interioridade uma certa autonomia é que dentro de um Processo essencial não tem cabimento porque justamente seria como que voltar a conceber esta essência independente autónoma que depois poderia aviso a ser expressa acidentalmente ou secundariamente nada disso é para sato e corresponde a uma noção concreta da existência ou desse processo
de existir é sempre histórico sempre expresso em atos e em condutas dos indivíduos ou seja na história dos indivíduos nas histórias pessoais Essas histórias pessoais que se dão sempre é num contexto maior diz que nós chamamos de história geral ora se a esse contexto e se cada um de nós é uma história individual enquadrada nesse contexto maior então não seria o caso de dizer que a história nos limita que a história nos determina já que como vimos a pouco nós somos produzidos historicamente site concorda com max sobre isso Sem dúvida sem dúvida a história nos
determina mas acrescenta sartre ela nos determina ao mesmo tempo em que a fazemos pois é assim como só podemos conceber indivíduos históricos assim também temos que entender que só existe história na medida em que existem indivíduos que a fazem agentes históricos na verdade o site procura ser fiel à dialética proposta por max segundo ele mais fiel até é de que os Próprios taxistas em alguns casos ao entender que entre o sujeito e as condições objetivas na qual ele está inserido há uma tensão há uma contradição entre pólos opostos e isto é propriamente uma relação dialética
ou seja um tipo de relação em que nenhum dos dois termos se reduzirá a outro em que nenhum será subordinado pelo outro então é bem verdade que a liberdade é subjetiva se opõem a essas grandes Determinações nas quais estamos inseridos que são as determinações objetivas da história mas é justamente dessa posição irredutível entre a subjetividade ea história que resulta aquilo que nós chamamos de experiência ana que é uma experiência histórica vivida em diferentes situações é por indivíduos que fazem a história ao mesmo tempo em que são feitos por ela e que vivem essa experiência significado
a intimamente subjetivamente e expressando Essas significa ações de forma sempre singular e repetível pensar dialeticamente então é aceitar essa oposição aceitá la como constitutiva tanto na história quanto do indivíduo uma das estruturas da existência que os atos examina é na sua obra mais conhecida que é o ser eo nada é o que se designa como a alteridade o que quer dizer que o sujeito existe para si mas também para os outros sempre nessa simultaneidade para si e para os Outros o que significa que somos sujeitos mas somos também sempre objeto para outros sujeitos e o
que cada um vai fazer disse ao construir a sua existência e incluirá aquilo que ele poderá fazer com o que os outros fizerem dele estar no mundo é portanto viver nesse regime de intersubjetividade com todas as consequências que isso pode trazer essa intersubjetividade esse jogo por vez Conflituoso é de individualidades ou de subjetividades é sempre concretamente edu numa situação histórica determinada e de acordo com diversas relações entre as quais a de conflito e conflito entre indivíduos grupos e classes sociais as condições gerais é e objetivas do nós chamamos como contexto histórico não há dolo no
entanto a singularidade dos indivíduos porque cada um vive singularmente subjetivamente essas Condições através das histórias pessoais que exprimem cada uma à sua maneira uma história que é de todos isso não quer dizer que haja uma harmonia entre as intenções objetivas dos indivíduos ea história na qual eles se inserem na qual essas intenções deveriam se concretizar pelo contrário é o cenário do mundo muitas vezes de forma os nossos propósitos muitas vezes nos custa reconhecer nos Nos resultados das nossas próprias ações muitas vezes esses resultados distorce invertem as nossas intenções isso é conseqüência em primeiro lugar de
que não agiu sozinho outros também agem e as liberdades entrecruzam às vezes elas se complementam como se estivessem infusão momentos em que indivíduos grupos e até uma sociedade inteira pode operar em uníssono mas em outros momentos a um conflito Há uma oposição dessas liberdades porque há diferentes projetos existenciais e históricos é verdade portanto que há limites para a liberdade porque as situações de alguma maneira de terminar as nossas ações mas é verdade também que somos livres para lidar de diferentes modos com essas mesmas determinações diante dos fatos por exemplo que pesam sobre nós que constituem
o nosso entorno podemos resignar ou podemos tentar superá los podemos Viver estritamente segundo a realidade que nos é dada ou podemos tentar transcender essa realidade e projetar outras possibilidades se estas vão se realizar ou não isso depende do grau de adversidade das coisas mas somos livres para escolher é quando escolhemos uma possibilidade diferente da realidade existente é como se já estivéssemos de algum modo agindo em prol desse futuro motivados por uma realidade possível que no Entanto ainda é inexistente imotivadas mais do que pela própria realidade é existente porque isso acontece porque a realidade humana é
sobretudo o projeto o homem é um ser que pode fazer a experiência dos possíveis isso é daquilo que ainda não existe é dessa forma que os limites que nos determinam são também ao mesmo tempo as possibilidades dos transgredimos e de superação isso quer dizer que a determinação Liberdade sem dúvida são pólos opostos mas são igualmente constitutivo da existência e da história humanas nos seus textos teóricos sato expôs pormenorizadamente os aspectos estruturais e históricos dessa existência que precede qualquer essência essa é outra das frases emblemáticas do existencialismo não é a existência precede a essência isso está
exposto como estrutura e com uma história nos livros nos ensaios filosóficos de satã Nos romances nos contos nas peças ele representou literariamente essas situações em que o homem se vê às voltas com a sua própria liberdade nos ensaios de crítica literária nos ensaios de análise política ele também procurou compreender a vida real inclusive através da ficção e procurou entender também como os outros escritores expressam isso todas essas formas de expressão convergem a partir das suas diferenças naturalmente é para Uma abordagem que nós chamamos de filosofia da existência e precisamente por ser uma reflexão sobre a
liberdade sobre os paradoxos da liberdade isso é sobre o drama humano a filosofia a tendência não só comporta como exige essas múltiplas formas de expressão o texto teórico o romance ou conto a peça teatral a análise literária o texto político até mesmo de circunstância porque a pura representação teórica a Partir desses códigos objetivos da razão que costumam formar é os nossos hábitos intelectuais isso jamais conseguiria expressar a complexidade ea contradição de uma existência que não é a natureza não é coisa natural não é uma entidade metafísica mas é um processo histórico de constituição singular disso
que entendemos como subjetividade humana uma constituição desse mesmo portanto uma Constituição na qual nós nos constituímos e somos constituídos porque é algo a um tempo livre e determinado algo pelo qual cada um é única e inteiramente responsável e isso tem a sua expressão mais íntegra no que costuma conhecerem sartre como o engajamento ou o compromisso o compromisso histórico ea esse respeito coube às acre não apenas nos dizer muitas coisas mas é também ser um exemplo vivo Temos o século 20 foi marcado por guerras genocídios perseguições catástrofes de toda ordem a partir da segunda guerra mundial
dificilmente nós vamos achar algum acontecimento ligado a essa sucessão de barbárie contra o qual o saque não tivesse falado e não tivesse escrito esses compromissos incluem uma coerência difícil porque a realidade histórica e contraditória nem sempre nós podemos conciliar Completamente a liberdade com o dever mas talvez ali a verdadeira liberdade esteja sobretudo nisso correr os riscos iminentes as situações que não são totalmente claras principalmente para aqueles que as vivem imediatamente assim site apoiou o partido comunista francês depois veio a criticar duramente quando dá o episódio da intervenção na hungria assim ele se engajou na causa
do proletariado mas ao mesmo tempo criticou o marxismo ortodoxo em todas essas Intervenções em todas essas mudanças no entanto jamais se desviou daquilo que seria a verdadeira causa ou seja jamais deixou de se manifestar em favor da emancipação e contra a alienação jogou todo o seu prestígio intelectual nos episódios da guerra da argélia da guerra do vietnã entre muitos outros e o fez precisamente porque via nesses compromissos não um rebaixamento uma instrumentalização da sua condição de escritor e filósofo de intelectual mas Pelo contrário via nisso a forma mais humana de ser filósofo escritor e intelectual
tudo que é humano nos conserve mas também tudo que é desumano e tudo que é inumano igualmente nos conseguem porque somos responsáveis já que nada vem ao mundo senão pela liberdade dos homens sabe foi muito consciente disso a filosofia à literatura toda obra humana acontecem num tempo e numa hora vividos pelos homens o que a Filosofia literatura possui universal deve ser sempre encarnado a partir de compromissos históricos concretos sem a ilusão de que possamos sobrevoar a história sem a ilusão de que possamos chegar a uma generalidade abstrata que dê conta de tudo e principalmente sem
cultivarmos a ilusão de que poderíamos nos omitir porque como já vimos a liberdade é fatal a fatalidade da liberdade pesa sobre nós e nos impede de fugimos de nós mesmos e Da nossa história então é o que temos a fazer é assumir essa liberdade na forma do compromisso consciente com uma lucidez que provenham da compreensão dos nossos limites e da insatisfação necessária dos nossos desejos o que o ser humano mais persegue é a sua própria identidade é a sua realização completa ou seja é a sua essência o existencialismo também vive desse paradoxo toda a realidade
humana está na Existência mas há algo em nós que nos impede de nos contentarmos com isso queremos uma essência queremos uma identidade algo dado e definitivo todos os nossos desejos reportam se há uma coisa que o site chama desejo fundamental o desejo fundamental é um desejo de ser ser para além de toda a existência ser com necessidade ser para além de toda contingência e de toda a gratuidade seja Em si por fim como deus que talvez seja a projeção maior desse desejo humano e portanto tendo em vista essa falta que não consigo constitui essa incompletude
que nos caracteriza porque aquilo que nos falta não nos falta acidentalmente aquilo que nos falta nos constitui aquilo que está ausente da nossa condição nos constitui tanto quanto aquilo que está presente o homem sendo não só a realidade mas Sendo também a possibilidade é uma espécie de encontro de cíntia e problemática entre o que ele é eo que ele não é dentro dessas características existenciais dentro desta dificuldade de ser é que nós temos que agir que existir é fazer fazer e fazer-se agindo muito mais por honestidade do que por esperança neste mundo que é apenas
humano nesse mundo de homens que se Desencontram em meio de uma história cujo sentido por força mesmo da liberdade daqueles que fazem essa história vai permanecer sempre obscuro e sempre amigo o existencialismo que aliás é um termo de que os atos e não gostava não pode ser visto como alguma coisa que identifique o autor ou mesmo que identifique uma filosofia ninguém se torna existencialista ou deixa de sê-lo porque não se trata de um Rótulo a liberdade que é aquilo que o existencialismo traz à nossa vista aquilo que ele revela para nós e aquilo através de
que ele nos revela a nós mesmos não é alguma coisa que alguém possa vir a ter ou de que possa dispor conforme as conveniências e assim numa época que é aquela em que nós vivemos em que a perda de referências nos leva a indiferença ao relativismo ao cinismo pela impossibilidade de identificação é de valores individuais de valores Coletivos talvez a atualidade de sartre consista exatamente em nos mostrar que a nossa identidade não significa a construção ea fixação de uma imagem de nós mesmos mas deveria consistir em assumimos é o livre compromisso de uma identificação muito
lúcida e muito crítica com a história que nos é dado viver obrigado rafael primeiro lugar é fantástico em sua apresentação assinante Só pedi pra que eu pudesse falar um pouco mais sobre a a dicotomia entre o determinismo ea liberdade que conceitualmente é acho que todo mundo aqui concorda mas com a gente olha na prática parece que as pessoas são mais determinadas do que agem livremente as pessoas ao redor a gente olha para os meios de comunicação embora pra mim a gente olha pensando ah isso aí tem pessoas que parece que consegue dizer exatamente que elas
vão fazer em todos Os passos da sua vida em todos os momentos da sua vida parece aparentemente pra mim tá pra mim tá aqui há liberdade também menos do que uma fatalidade seria uma coisa ser conquistada mas eu acho que eu eu vou mais profundo da essência da inflação mais um pouquinho respeito disse que o único ponta e se na prática parece que isso não se aplica do jeito com que foi falar certo Na verdade é o progresso histórico progresso da civilização leva a cada mês em cada vez mais a determinações que pesam sobre nós
é um paradoxo porque na verdade é o progresso da ciência e da técnica é o curso da civilização ele foi pensado nos seus primórdios é como liberação foi pensado para que o homem pudesse ser o senhor do seu destino esse era o sonho dos humanistas clássicos mas é justamente porque é o Homem acaba criando livremente determinações é que pesam sobre ele é que nós vivemos hoje esse paradoxo parece que quanto mais é temos condições de vencer a nossa liberdade porque teremos os meios para isso - já exercemos quando comparamos por exemplo é a nossa vida
é os instrumentos os meios de que podemos dispor hoje com aquilo que havia há anos atrás né há décadas há centenas de anos atrás nós percebemos então que sem dúvida Nenhuma um progresso dos meios e que esses meios foram pensados pelos humanistas fundadores da nossa civilização como um meio de nos liberar mos mas não fiz não fizermos a nossa história ea história da criação não é da nossa própria alienação é a o site não ignora isso ou seja ele ele não é otimista pelo contrário é ele percebe que a liberdade é um exercício muito difícil
porque é sendo ela aquilo que mais expressa a Condição humana naturalmente quando nós vivemos numa época em que a condição humana é difícil de ser expressa em que o hino humano desumano se sobrepõe não é a humanidade então é claro que também o determinismo é a servidão né e se sobrepõe à liberdade mas é o sato insisti muito nisso nós criamos todas as condições do viver humano e criamos todas as condições da desumanidade Odaini humanidade então mesmo quando é nós nos sentirmos um ápice da alienação se formos honestos senão fama de má fé como dizer
temos que entender que isso é obra nossa obra humana o mundo desumano é obra humana né e o mundo em que as pessoas são escravas mundo que foi instituído livremente pelos homens isso é paradoxal seguramente mas as partidas contradições da história onde teve uma pergunta é e qual seria a Diferença ou a relação que existe entre o digamos materialismo e hoje existencialismo o materialismo afirma visão marxista que eu tenho disso que o homem é produto do seu círculo social e econômico portanto para esquecer existência por não colocar mais ou menos dentro dessa mesma e dentro
dessa visão a liberdade por exemplo é poderia ser com a solidariedade são valores puramente econômicos portanto derivada da Necessidade a busca da liberdade é uma conseqüência da dos do ser reconduzido stir no sentido então econômico já que supõe que segundo a visão dele tudo a econômico 17 um pouquinho sim onde roni se separa a ideia me parece que o espiritualismo no caso já na visão materialista e até que certamente já existe um pouco certo você tocou na questão das relações entre o existencialismo o marxismo que está no no centro da filosofia dos atos Principalmente é
depois em 1960 quando ele escreveu os seus trabalhos sobre a teoria da história ou a filosofia da história é o sato e diz muito claramente que o machismo é a filosofia é insuperável da nossa época porque o marxismo só será superado quando as condições econômicas históricas sociais forem superadas e portanto a filosofia da nossa época é o marxismo eo existencialismo se inscreve nessa filosofia de que maneira em Primeiro lugar os atos e concorda que há condições gerais e objetivas determinação da nossa conduta e essas condições são econômicas é um modo de produção aquilo que nós
expressamos nossas condutas edis mais corriqueiras até as mais complexas seguramente o modo de produção isso é lá que está completamente certo agora aí entra a parte existencialista o sujeito ao expressar isso o fazem Segundo a sua singularidade e portanto se existem condições objetivas que pesam sobre os indivíduos existem também condições subjetivas pelas quais eles absorvem essas condições do meio a essas determinações eles interiorizam e eles as expressamos de que forma singularmente a é como se a subjetividade de cada um transfigura se essas condições objetivas a que todos estamos sujeitos e nós então às vezes precisamos
Subjetivamente singularmente veja por exemplo vejo portanto que há sempre dois pólos em tensão daí a o pensamento dialético é você não pode menosprezar o sujeito é e dar uma total é prerrogativa as condições objetivas por exemplo as condições econômicas ao a realidade geral do modo de produção porque isso seria fazer com que todos os indivíduos constituíssem uma série de expressar igualmente essas determinações e não é assim que acontece Nós precisamos de maneira diferenciada porque porque vivenciamos no geral de forma peculiar então é isso que os atos gostaria que os marxistas da sua época é entender
se trata se de justamente porque vivemos é uma relação dialética entre as condições gerais e um particular dar igual peso nessas condições e entender que existe sim determinações gerais de ordem econômica e que estão expressas singularmente pelo Sujeito que as vivem significativamente então alguém expressará em poesia o outro dispensará de outra forma é enfim todos nós sem dúvida nenhuma expressamos a realidade em que vivemos no seu sentido mais geral no entanto precisamos particularmente singularmente a categoria do singular em site é importante ela seria algo como uma ciência em geral e em particular ou seja não
existe aquele indivíduo particular é que fosse a tal ponto é Individual que escapasse a todo e qualquer determinação geral mas também não existe um indivíduo que seja apenas o puro reflexo das causas que pesam sobre ele e das condições gerais sob as quais vivem então no entremeio você tem essa expressão da generalidade da universalidade mas sempre uma expressão é é singular risada e portanto ele acredita que se o marxismo aceitasse que as condições estruturais históricas elas e sentimentos são reais o que há de mais Real mas o indivíduo também é real e você tem então
jogo uma oposição à tensão dialética né entre essas duas instâncias e disso resulta a história disso resulta da experiência histórica então aí entendi os atos que o marxismo estaria sendo mais concreto porque estaria considerando não apenas o geral as grandes causas da história mas também o singular o singular concreto a maneira pela qual os Indivíduos é vivem expressam essas condições gerais então é é sem dúvida nenhuma você falou econômico o site não duvida de que o econômico é uma categoria geral e nós precisamos só que dentro dessas dessa peculiaridade da expressão humana individualizada singularizado boa
noite sou da área da filosofia é um uma curiosidade é lá que me veio um esclarecimento que eu gostaria de pedir à ew seguinte Ah eu acho que a massificação as exigências do nosso momento a padronização bastante o comportamento das pessoas e eu vejo que elas expressam a sua individualidade os seus desejos suas talvez expectativas de uma forma meio que ficcional pela internet que o anonimato possibilita então as pessoas uma existência mais prazerosa uma existência diferente daquela que ela a qual ela se submete no cotidiano agora porque as pessoas não enfrentam Então e não tentam
alterar o seu cotidiano vivendo as suas os seus desejos na realidade e assinando embaixo deles certamente porque o anonimato é nos isenta da busca da identidade e isso é cômodo isso é cômodo porque a identidade alguma coisa que nós vamos buscar sempre durante toda a nossa existência e nunca vamos procurar nunca vamos conseguir atingir é um desejo por definição insatisfeito Olha é esse desejo ele se manifesta então é em primeiro lugar é de uma certa imagem que procuramos formar de nós mesmos e fixar para nós é um certo tipo de representação que cada um faz
de si mesmo porque essa representação essa imagem ela aparece para nós com padrão fixo ela nos confere uma identidade e aí é confiamos nisso confiamos nisso e saímos um pouco é Desse percurso contínuo que o percurso existencial de estarmos por assim dizer correndo atrás de nós mesmos nós estamos sempre um pouco adiante de nós um pouco atrás de nós mas nunca em nós nunca estamos em casa por assim dizer não é porque a casa seria a essência aquilo que a filosofia psicologia clássica prezavam tanto e que os atos e acha que não existe é uma
coisa é é um construto humano justamente pra promover Esse desejo de identidade agora é uma outra forma de não precisarmos mais perseguir a essência individual e essa identidade inatingível né é simplesmente reiterarmos no anonimato aquilo que seria uma espécie de essência geral ou seja aquilo que a todos e não é ninguém então se nós reiteramos isso se nós não nos colocamos em nós como os civis não assinamos mas simplesmente reiteramos Aquilo que já está nos inserimos uma grande imagem no coletivo anônimo então isso também nos dá uma certa imagem e até mesmo uma certa segurança
não é a nossa imagem não é algo individualizado né mas alguma coisa no qual também podemos nos apoiar ao reiterar é esse coletivo anônimo e temos os meios para isso né é portanto a renúncia a identidade é Também certo sentido uma busca da essência mas essa essência geral que está por assim dizer disseminada não nos pertence particularmente né mas é aquilo que partilhamos anonimamente com todos e com todos os outros que também estão para nós esse anonimato abstrato então é é o que hoje é nós perseguimos através da fragmentação da identidade né é justamente isso
é a uma identidade abstrata é sermos abstratos e é esses Meios que nos permitem é esse é essa esse tipo de comunicação a de pseudo comunicação é é eles corroboram isso corrobora o anonimato à abstração e portanto a morte do indivíduo certamente o site não chegou a tirar todas as consequências dada a situação contemporânea não é essa que nós mais imediatamente vivemos né mas ele já mostra claramente que essa busca da essência essa busca dentro da identidade né Ela pode se dar também muito paradoxalmente né pela renúncia a própria identidade ea própria liberdade é uma
forma perversa de encontrar aquilo que nós no fundo sabemos que nunca vamos encontrar mesmo na forma mais autêntica boa noite é então que eu tenho a seguinte não se poderia dizer que o indivíduo seria tanto mais livre entretanto mais liberdade quanto mais tivesse conhecimento consciência daquilo Que determina daquilo que o condiciona em sua vida no seu agir no seu pensar no seu sentir esse é o ideal clássico da liberdade não é e é também aquilo que o em deus coloca como sendo a verdadeira liberdade o conhecimento da necessidade a coincidência com a necessidade veja que
desde o da filosofia grega mais tardia é o estoicismo é passando pelo explosivo no século 17 chegando até o próprio marxismo principalmente na Vertente em que eliana é nós temos essa concepção para o site no entanto essa concepção ela é intelectual lista ou seja é unilateral porque é o conhecimento que o indivíduo tem de si mesmo é não pode levá lo a liberdade porque esse conhecimento nunca será completo haverá sempre é um lado obscuro daquilo que nós chamamos de consciência de si o site não é a favor do inconsciente frade ano Mas ele concorda que
nós não nos conhecemos inteiramente e portanto aquilo que nós chamamos de consciência de si tem sempre um lado claro um lado obscuro ora como a clareza jamais admirar totalmente se a liberdade dependesse dela então a liberdade seria uma construção intelectual é uma construção advinda dessa clareza e desta distinção que temos sobre nós mesmos não é hora verdade também está inscrita nos desejos Mais obscuro do ser humano é esse lado obscuro da consciência nesse essa espécie de quarto escuro que muitas vezes nós estamos que há por exemplo como o site designa a infância a entrada do
indivíduo na história o indivíduo entra na história através de um quarto escuro ele passa por esse quarto escuro que a sua infância onde ele não se conhece onde ele é certa forma passivo onde ele se faz passivo é e portanto ainda assim nós estamos às voltas com a Nossa própria liberdade em meio à obscuridade em meio a desejos que não conhecemos bem e mail finalidades que não não temos das quais não temos consciência clara então não pode haver uma dependência da liberdade em relação ao conhecimento a não ser para aquelas tendências filosóficas mais clássicas e
otimistas que fazem do intelecto a grande rotatividade é grande a faculdade humana aquela que deve Imperar sobre todas aí sim então a liberdade dependeria do conhecimento como tudo dependeria do conhecimento mas a complexidade existencial do ser humano faz com que essa concepção seja vista pelos atos como é unilateral eu sou jornalista que queria saber é que me interessa muita relação mídia e filosofia em setembro último a gloriosa revista veja a decretou que o site estava ultrapassado como filósofo e só Restava um ou dois textos dele como literatura o senhor concorda com essa análise essa análise
é legenda bem você é aí é não só foi feita pela revista veja mas ela foi feita por várias publicações do mundo inteiro inclusive francesas que entende a mesma opinião muito disseminada de que o sargento eo existencialismo 7 ano é um algo de completamente ultrapassado isso tem uma causa bastante e precisa é Se ele foi vítima do modismo ou seja o existencialismo entrou em modo isso é a pior coisa que pode acontecer com idéias né idéias quando então moda morre são distorcidas completamente então é o o o site tentou protestar contra isso mas ele mesmo
disse ele disse esse rótulo de existência lista é isso colocou em mim economia acabei aceitando ele faz essa autocrítica e mas no começo os seus primeiros textos com ele reage às críticas Ele disse isso não tem nada a ver com o que dizem por aí existencialista e essencialismo e isso é uma algo que o seu o seu livro primeiro livro corrobora né é uma coisa técnica é uma filosofia no sentido técnico tradicional digamos que não é bem assim um pouco de exagero não é do próprio site mas o fato é que entrou em moda tornou-se
uma espécie de estilo foi uma espécie de qualquer luz parisiense e das Periferias de paris com a nós aqui e [Música] depois passou como toda moda passou e portanto a filosofia dos atos e ela não foi considerada inclusive isso que eu até enfatizei é um pouco demais é essa ligação com a história com o marxismo não é é isso tudo é completamente oposto aquela imagem do existência da liberdade como a disponibilidade total a isenção a falta de compromisso quando não houve ninguém mais engajado No em todos os problemas do seu tempo do que o próprio
sartre e aí vem a segunda causa por aí então ele incomoda por um lado ele virou moda depois que deixou de ser moda ele passou a incomodar que não é próprio de um filósofo sair na rua com um megafone a favor dos argelinos ou dos vietnamitas então ele incomodava e esse incômodo também tentou se remeter à moda há um certo engajamento precipitado um certo voluntarismo de tudo isso ele foi Acusado e é em meio de todas as acusações essas acusações o que passou em branco foi a coerência difícil mas mantida de forma muito nítida desde
os seus primeiros escritos em que a existência enfatizar em que a liberdade existencial angústia todas aquelas coisas que entraram moda eram muito enfatizada até um compromisso histórico engajamento histórico e mesmo é revolucionário não é porque tudo isso tem como base a situação histórica a Existência histórica existência não separa de história não se separa de situação não se separa de compromisso e não se separa de liberdade e de exercício difícil da liberdade então é isso que também é prejudicada e faz com que haja uma certa tendência afastar os atos porque evitar esses problemas e evitar esses
problemas nos coloca diante de nós nós que temos é essa tendência inclusive tão encorajador é pela mídia e renunciar a identidade Anunciar a liberdade de simplesmente seguir simplesmente adotar opinião e assim por diante então é nessas condições evidentemente alguém que fale de uma liberdade radical e de uma responsabilidade igualmente radical não não é bem vindo e portanto os textos do saco e principalmente aqueles que são é que tematizam essas coisas e que são realmente difíceis são ávidos poucos são pouco lidos pouco conhecidos esses Textos nunca foram estudados e aí eles nunca se deu devido valor
a não ser por aqueles leitores que não que não são muitos então há uma imagem difusa de um certo existencialista e de um satre voluntarismo que faz passeata com os mal estar entre essas duas coisas né perdeu-se justamente é esse é isso que os atos chamava de o dever da razão o dever de compreender e de compreender participando tentando da ligação sobre a Minha comida conta com o seu jorge vinha desenvolvendo é eu disse é de uma liberdade que é teoria mais aceita hoje que seria liberdades compromissada na liberdade de fazer o que quiser então
eu acho que é isso me remeteu à minha pergunta que seria de fato é uma reflexão melhor sobre o começo da sua palestra sobre o que é é essência que a existência o que viria do decatlo que é o primado de vencer do pensamento né ea existência como neco como então é eu Concluir que o que a gente vive hoje seria o primado do pensamento é do que é ideal do que nós deveríamos ser né eu vou ficar muito confusos e tentar desenvolver mais aqui mas eu acho que eu queria um pouco de nome aos
bois é no sentido do que seria essa força que estaria rodando essas idéias existencialistas e estaria tirando ela de moda e colocando elas como incomodativo né na sociedade contemporânea é é a a História da cultura e história da filosofia ela foi na na sua maior parte pautada por essa perspectiva que nós chamamos de essencialista z é para conhecer para agir é preciso que se passa de uma essência é essa essência que daquela base tanto para o seu conhecimento para os o comportamento teórico é quanto para a sua própria existência então esse é o ponto é
que vai incidir na proposta acreana é a uma hierarquia Tradicional entre essência existência pela qual a existência secundário a existência explicita uma essência nós somos o que somos e explicitamos isso na nossa existência é o que faz com que haja é uma determinação bastante nítida do nosso comportamento a nossa conduta do nosso próprio ser né essa palavra seja ela já é muito característica que ele poderia até fazer uma distinção se eu quiser chat a vocês com o jargão filosófico poderia até fazer uma Distinção entre ser e existir no sentido de uma determinação à frente essencial
né não é uma essência com um núcleo permanente de algo né ea existência como a mera explicitação ao longo de uma vida por exemplo disto é hora ainda a inversão que o site faz é consiste é exatamente nisso de onde terá havendo essa hierarquia essa prioridade da essência de onde ela terá vento Olha pra ele ela veio de uma concepção que em termos gerais nós podemos chamar de técnica assim como para fazer alguma coisa eu preciso saber o que faço esse saber o que eu faço é ter na minha mente uma certa antevisão ou está
chamava isso de causa for mal né se eu vou fazer alguma coisa tem que ter na minha mente a forma diz que eu vou fazer senão não faço é e ao fazer essa forma materializa se torna se uma essência Ora como tenha surgido ser humano por exemplo para um racionalismo e é uma filosofia criacionismo associa cristã assim deus como técnico supertécnico né e naturalmente tem no seu pensamento essa idéia da substância humana ele cria a partir dessa idéia ele cria a partir do seu pensamento e portanto é o homem é algo que existe antes de
existir ou seja ele é uma essência depois ele venha a existir conforme e portanto tudo o que lhe for está em Conformidade com isso bem determinado na na sua série de ações etc o chamariz da sua liberdade mas enfim ainda que chamemos liberdade essa série de ações ela tem aquela prefiguração essencial pelo menos a mente de deus por essa hierarquia é que os até acha que se aplicar às de fatos há coisas né ele acha que não se aplica ao ser humano no caso do ser humano se nós é deixarmos de lado esses pressupostos metafísicos
Né é da criação do surgimento e o homem é certa é você simplesmente não tem a explicação as coisas que existem nós sabemos como elas foram feitas que nós fazemos a natureza fez mas o próprio ser humano nós não sabemos a acerca da sua origem então onde está a sua origem nele mesmo até onde possamos saber né nele mesmo e essa origem nele mesmo que faz também com que ele mesmo seja a sua finalidade é e essa origem essa Finalidade acontecem e se relacionam por meio da liberdade e portanto a existência em liberdade fica então
desfeita hierarquia é nós dissemos era invertida na verdade não é invertida porque não é não não significa que nós passemos então a considerar que a existência em primeiro lugar e depois vem a essência não é isso que a essência não vem nós não chegamos a ela nós queremos chegar Ela é o nosso desejo é na verdade a essência identidade está no nosso desejo mas nunca nunca na realização então realmente não há uma inversão sua própria mente existência a perseguição constante é da identidade da essência e isto se faz e se a gente quiser usar outras
pessoas para o quintal de um modo necessariamente livre ou necessariamente contingente é por isso que o site pode é aceitar o marxismo aceitar que há determinações né aceitar que a e Injeções de toda espécie de nossa conduta limites obstáculos e que ainda assim somos livres porque é o nosso modo de nos posicionar diante disso de lidar com isso de escolher o que vamos ser e fazer a partir desses obstáculos que constitui a liberdade e como você bem disse a pouco nós hoje entendemos liberdade liberdade de fazer o que se quer não a liberdade não é
liberdade de fazer o que não podemos fazer nada somos seres até muito limitados né a Liberdade a liberdade de escolher e aí vem algo que talvez seja também uma peça forte do existencialismo e algo dramática é que como nós temos a liberdade de escolher mas não temos a liberdade de fazer ou de realizar a maioria das nossas escolhas e principalmente a nossa escolha fundamental que aquela da nossa própria identidade é sempre frustrada levando em conta a complexidade da Liberdade na existência eu queria uma opinião do senhor e não assim necessariamente do sartre é senão a
mais moral transes existenciais é como diz o sartre nenhuma moral vamos assim transcultural community né senhor acha que existe possibilidade o mesmo necessidade de uma moral absoluto transcendental ou olha o vou primeiro responder pelo site é veja aqui a o o oedt ó eu insistir no Fato de que o site é um humanista e ele se considera um humanista radical ele considera mais uma lista do que o indicado porque todos os outros humanistas casos porque porque justamente ele acha que o homem inventa a si mesmo inventar a si mesmo significa inventar um valor que vai
faltar às suas acções o valor pelo qual eu vou é é exercitar uma vida que eu acho digna humanamente digna ética eu vou inventar isso e eu deveria Inventar isso sem apelar para coisa alguma a plataforma é tabela prévia de valores para um mandamento é pra nenhuma injunção social é uma determinação prévia isso deveria brotar por assim dizer da minha própria é liberdade mas ainda assim como nós vivemos sempre numa situação determinada em que a família a sociedade a fatos a outros a política e todo esse contexto na que é no qual nós Estamos inseridos
não é claro que tudo isso atua de maneira determinada sobre isso que deveria ser a invenção do do valor moral no valor de conduta é a partir de nós mesmos então veja bem eu julgo que posso dizer é agora a interpretando já o site não sendo talvez totalmente fiel a ele mas interpretando que somente nas situações limite é que nós podemos fazer eventualmente a experiência dessa invenção O próprio sato ensino é isso ele disse é durante a ocupação ele se ele escreve um texto muito expressivo sobre a ocupação alemã em paris né durante a segunda
guerra e durante a ocupação as pessoas eram torturadas para revelar informações acerca da resistência financeira em editais e nessa nessa tortura que é uma situação de solidão uma situação em que há os vínculos de solidariedade com os outros é eles estão Postos de uma forma longínquo e você atua como aquele que pode fazer e desfazer os nós e pode denunciar ou não por exemplo assim nessa situação limite ele diz é existe a invenção seu mercado e inventa um tipo de homem que eu falo do evento o outro e isso eu faço a partir de mim
mesmo ea partir da minha liberdade eu julgo que pode dizer com isso então que é justamente porque o exercício da liberdade desse ponto de vista é muito Difícil é é nós não exercitamos na vida cotidiana do cotidiano há sempre alguma coisa a partir da qual nós agimos a partir da qual nós acreditamos e e e instituímos a nossa conduta mas porventura em situações limite em que justamente a solidão e desamparo do que são constitutiva do ser humano aparecem mais nitidamente então talvez nesse momento se possa fazer essa experiência que portanto seria rara de uma liberdade
verdadeiramente existencial uma Liberdade inventada