bem eh Boa noite eu agradeço muito o convite é um prazer tá aqui eh Espero que meus convidados dessa tenham podido abordar seus temas de forma esclarecedora e eu tenho a honra de encerrar esse trabalho esse módulo com essa discussão sobre a moral no mundo contemporâneo e a dificuldade de pensar a vida hoje em dia bem eu nos minutos que me antes das perguntas de vocês eu começaria dizendo que o homem contemporâneo se vê diante de uma tripla ruptura de uma certa maneira o homem contemporâneo não pode pensar a moral à moda dos gregos também
não pode pensar a moral à moda dos medievais e tampouco à moda dos modernos talvez por isso ele aceite tão facilmente a alcunha de pós-moderno inicialmente a ruptura frente aos Gregos se deve a um ponto de fundamento facilmente compreensível a o pensamento dominante dos gregos partia da ideia de um universo cósmico ordenado portanto e finito onde todos os todas as coisas teriam um lugar adequado um lugar natural como dizia Aristóteles uma atividade própria e sobretudo um Telos uma finalidade que também lhe era própria de tal forma que essas finalidades concatenadas entre si organizadas e e
dependentes umas das outras permitiam o bom funcionamento do todo Universal assim essa perspectiva de teoria de contemplação do divino apontava diretamente para uma ética uma vida boa que era uma ética de ajuste de adequação de posicionamento a ética dos gregos é uma ética portanto de de dependente da de encontrar o lugar natural seja seja eh eh das coisas da natureza seja da nossa própria existência em outras palavras para viver bem seria preciso viver no lugar certo fazendo a coisa certa e alcançando a finalidade adequada então é claro que a tarefa de investigação da vida boa
para os gregos era uma tarefa difícil mas tranquilizada pela existência de um universo que garantia muitas informações e a certeza da da real existência de um lugar natural e adequado Aonde poderíamos nos encontrar e assim permitir ao todo cósmico um bom funcionamento partes de um sistema tínhamos apenas que achar o nosso lugar o nosso lugar natural ora naturalmente o resto da natureza nunca teve essa preocupação o vento venta a maré Mareia o sapo sape como só poderiam fazer esses já estão no seu lugar natural e como prova a felicidade o vento até aia às vezes
tão feliz que é Não pode errar não pode viver errado já está no lugar certo já a vida humana com 360 gra de possibilidades de existência não garante de antemão a priori uma vida adequada é preciso buscar esse encaixe esse ajuste no quebra-cabeça do todo Universal tarefa é difícil mas bastante possível ora evidentemente que dentro dessa perspectiva faz todo sentido uma uma uma concepção eudaimônica da Vida em outras palavras uma concepção em que a felicidade é a grande finalidade da vida iia de uma certa forma o ponto de tangência de todas as nossas finalidades Claro
cada um de nós é singular e portanto cada um de nós deve mesmo levar uma vida singular respeitadora da final da singularidade do ser porém existe um ponto de tangência entre as nossas finalidades que de uma certa forma explica o ponto de tangência do nosso ser na humanidade e esse ponto de tangência é a eudaimonia eh traduzida de forma capenga por felicidade prefiro eu daimonia mesmo vida Soberana vida que vale por ela mesma vida que bota nela mesma a sua razão de ser vida que não precisa de nenhuma outra para se justificar e assim os
instantes existenciais serão euda Mônicas quando se bastar quando se justificarem por eles próprios tal como eu espero esteja sendo o nosso encontro ora nesse sentido uma aula eudaimônica seria por exemplo Ness inútil uma aula eudaimônica seria necessariamente uma aula abro aspas que não serve para nada porque Justamente a eudaimonia é a soberania da vida e uma coisa que serve é servil de Soberana nada tem nessa perspectiva então a busca da vida eudaimônica Depende de um certo encaixe no todo Universal mas a garantia que temos é que uma vez encontrado o nosso lugar natural uma vez
achada a nossa finalidade natural a eudaimonia é uma decorrência automática e a vida assim fará sentido a cada instante adequadamente vivido ora Por que razão Não podemos mais pensar assim agradável que é pensar assim Ameno que é pensar assim não podemos pensar assim porque a revolução cientista sempre o cientistas eh eh de uma certa forma eh frustraram esse Panorama Idílio com a denúncia de que o universo não é finito não é organizado não há lugares naturais não há finalidades a priori definidas para você e portanto eh não temos um lugar aonde nos encaixar não há
um lugar certo para amarrar o burro não há lugares a priori definidos como adequados o todo não é finito e muito menos organizado e portanto o universo de nada tem de cósmico é mesmo caótico um universo infinito de forças e energias que se entre devoram um universo que não tem sentido nem direção e muito menos lugares para nós nos instalarmos você me olha e diz puxa ficou muito mais difícil mas não tenha dúvida naturalmente poderíamos conceber que Deus nos ajudasse afinal de contas uma Instância que nos transcende poderia nos indicar uma missão no lugar do
universo cósmico e organizado um Deus que o criou no lugar do nosso Telos da nossa finalidade natural uma missão uma missão preparada por Deus para que persig e assim e assim teríamos nos salvado o universo enquanto enquanto mundo na filosofia eh pode não ser mais organizado tudo bem mas ainda assim temos Deus que nos deu uma missão e uma referência tranquila e amena para que possamos nos achar e encontrar uma vida boa entre tantas as outras vidas que cogitamos e que e que são inferiores a essa Ora Eis aí o problema é que por conta
das reformas e contra Deus também claudic Deus também falta não ele mesmo Talvez mas seus mediadores seus exegetas seus Inter a vontade de Deus passou a ser objeto de luta troféu como diria bour um troféu disputado pelos numa luta fratricida entre aqueles que disputam a legitimidade pela interpretação das coisas imateriais a luta pela salvação legítima e aí naturalmente eh condutas né passaram a ser interpretadas do ponto de vista moral Diferentemente contrast adamente Max Weber explica com tranquilidade enriquecer para uns pecado para outros prova da Alegria de Deus com você e aí perdoe-me mas avacalhou afinal
de contas não eu não palto mais minha vida em função da vontade de Deus mas escolho a vontade de Deus A lacarte em função da minha vida das minhas características da minha situação concreta no M percebam que Deus também nos faltou e o homem moderno viveu nesse impasse sem Cosmos e Sem Deus sem lenço e sem documento concretamente afinal de contas que referência agora pobre descart precisou Criar abcissas e ordenadas da mais absoluta arbitrariedade para poder situar um pontinho um pontinho no universo por qu porque no universo sem e ordenadas nada é situ nenhuma referência
para uma vida que pode ser infinitamente possível claro que sem Cosmos e sem Deus só sobrou mesmo a nós e o Homem toma o homem como referência toma o outro como referência o Homem toma a vida em sociedade como condição primária de definição da vida boa como ição primária de elocubrações será boa se alavancar a potência aumentar o poder a prerrogativa de fazer fazer Advir e os desejos daquele que age naturalmente você olha e diz Puxa mas nesse esquema o outro é apenas meio do próprio poder e Maquiavel tranquiliza você de qualquer forma você ou
não é assim que acontece talvez Brasília seja muito explicável por Maquiavel mas não tenho certeza que Maquiavel explique tudo afinal de contas talvez haja a remota possibilidade de que nossa conduta seja definida por uma outra razão que não a busca sanguinária da própria potência surgem os utilitaristas que vão concordar com Maquiavel a ação não vale por ela mesma Vale pelos efeitos mas o bom efeito não é aumentar o próprio poder é alegrar o maior número proposta mais interessante proposta digna de uma responsabilidade social no mundo corporativo naturalmente sempre caberia perguntar e o menor número entristecido
o que eu faço com ele posso matá-lo por exemplo Como fizeram alguns já que não importa a sua tristeza eliminemos de vez afinal de contas a maior número ficará ainda maior a tese o utilitarismo esbarrava em dificuldades Porque como toda proposta consequencialista Ficava muito evidente que os efeitos de uma conduta não dependem completamente de quem age como seria justo julgar alguém pelos efeitos se os efeitos dependem de tantas outras causas que transcendem aquilo que pretendia o agente Kant É quem elaborará então a resolução de todos os problemas Morais na sua Ótica o o fim da
Crítica da Razão prática é absolutamente inquestionável e aqui acabou o problema da moral sabemos que infelizmente Talvez ele não tenha tido razão o imperativo categórico o imperativo categórico não se satisfaz do maior número é preciso todo é preciso que a minha conduta seja repetível por qualquer um é preciso que a minha conduta seja conhecível por qualquer um apreciável por qualquer um em outras palavras passa a ser qualquer um o critério a lei que Preside a minha ação a máxima o critério a partir do qual eu defino a maneira que vou agir bem Este critério poderá
ser repetido por qualquer um e o imperativo categórico Claro vê na questão da Verdade e da mentira o seu problema maior infelizmente Kant talvez tenha exagerado e a proposta universalista nos leva a autênticas barbaridades no mundo concreto no mundo da Praxis não mentir como imperativo categórico leva a Absurdos que na hora dos debates poderemos exemplificar ora Chegamos no século X sem uma resposta Chegamos no século XX sem uma solução continuamos com o problema não temos Cosmos não temos Deus só temos uns aos outros e temos que definir uma maneira de arular nossas existências para viver
da melhor maneira possível naturalmente a ideologia dos direitos humanos por exemplo nasce dessa necessidade mas mas como traduzir isso numa filosofia moral concreta a útima resposta objeto mais definitivo da minha fala aqui atende pelo nome de ética nas relações alguns denominam isso de contratualismo moral pediria então atenção dos Senhores não é difícil afinal de contas o que se pretende aqui é assumir que critérios universais nunca deram certo a busca de critérios universais sempre fracassou e portanto vamos tentar uma que não seja Bárbara que não seja o simples respeito dos apetites do nosso corpo porque senão
não haveria necessidade de refletir sobre nada bastaria conservar o e natureza uma moral assim mesmo mas sem pretensões tão ambiciosas tão universais ora A ideia é as relações intersubjetivas são o quadro adequado de definição do certo e do errado em outras palavras relações concretas de duas ou mais pessoas que quando agem geram expectativas acabam sendo o quadro material único possível em que nós legisladores da própria existência de definiremos aquilo que podem esperar de nós através do nosso próprio comportamento contamos aos outros comunicamos aos outros o que podem esperar de nós e o que sobretudo podem
ter certeza que não faremos de uma certa forma ética se torna mesmo uma questão de comunicação afinal de contas é agindo e sendo observado Que Eu Estou informando o mundo os limites os limites do ter ório da minha moralidade aquilo que para mim é inegociável aquilo que para mim é inegociável mediante qualquer contrapartida mediante qualquer oferta de reciprocidade naturalmente quando eu me Manifesto eu permito a que todos tenham uma ideia dos critérios que presidem a minha conduta e possam esperar uma certa coerência prática no seguir de uma relação ao manifestar e ao propor uma coerência
prática eu dou a todos aqueles que me observam a chance de conservar uma relação ou de descontinua não Por uma questão ética mas porque aquele que age aquele que ali se encontra recorre a critérios de moralidade que não me interessam ora a condição para que isso dê certo é evidente a primeira condição é que tenhamos de fato liberdade para definir nossas condutas e comunicar nossos critérios de moralidade porque se eu estiver coagido eu estarei informando o resultado da coação de que sou vítima e não meus próprios critérios Mas isso não é novidade sempre soubemos que
sem Liberdade Não há moral Mas além desta prerrogativa de poder definir a própria existência E com isso informá-la a quem quer que queira se relacionar comigo há ainda outra condição aquilo que poderíamos chamar trivialmente de sinceridade uma espécie de Transparência entre o que eu digo e o que eu pretendo daquela relação em palavras é preciso que de uma certa forma atualizem os nossos afetos atualizem a maneira como o mundo nos transforma atualizem a forma como vamos de uma certa forma sendo afetados pelo mundo e afetamos assim o mundo em relação porque esta atualização é condição
para que sempre novas cláusulas desse contrato moral possam ser propostas e mesmo refutadas talvez eu pudesse dar um exemplo imagine os senhores que uma jovem faça a corte a um rapaz chavio e os dois dão iní a um Idílio afetivo nesse Idílio afetivo que pode ter infinitas características neste concreto que eu estou expondo um faz crer ao outro que o outro é o monopólio das suas Man eróticas libidinais você é tudo para mim diz um ou outro naturalmente Isto pode ser dito de forma mais ou menos jurídica já que estamos falando de contrato Mas você
não precisa expressamente dizer preste atenção beijo na boca é só em mim porque você pode sugerir isso comentando um filme o comportamento de um amigo deixando claro o que você espera e o que você não espera pois muito bem nessa nossa relação o rapaz chega a dizer pra moça que quando contempla outras mulheres chega a passar mal só a sua imagem me alegra você detém o monopólio da minha potência no que é de uma certa forma aplaudido pela outra parte pois muito bem acontece o inevitável Nosso Herói é flagrado pela moça em ósculo bucal adulterino
atrás de um poste com um terceiro elemento a moça olha e diz você canalh m o rapaz preparado espectador acido do Café Filosófico diz fundamente fundamente a moça sente o b imaginava obvia a sua intervenção quando o rapaz diz comecemos pelos gregos algum lugar natural que me des autorize esse ósculo Claro que não passemos em então para Maquiavel age bem Aquele que se dá bem posso te garantir que estou agindo Bem aos Olhos de Maquiavel passemos aos utilitaristas mais generosos com o outro a alegria do maior número somos três dois felizes e uma revoltado percebam
Senhores o ósculo bucal atrás do poste parecia amplamente justificado mas a moça se acocha na sua postura e diz você pode ter razão mas no nosso contrato na especificidade do nosso contrato na singularidade da nossa relação em que comportamentos geraram espectativas e foram interpretados nesse sentido você age canalh E por quê porque teve a oportunidade uma oportunidade que sempre houve de antecipar esta cena mas todas as vezes que você tomou a palavra para se manifestar você me fez crer na impossibilidade desta cena e portanto esta cena esta cena que flagramos ambos é uma viceral de
propostas de natureza moral feitas por nós mesmos aquecidas por nós mesmos e portanto Dentro desta perspectiva a sua conduta é intolerável e foi aplaudida pelo nosso herói você nesse ponto tem razão mas imagine uma segunda situação rapaz faz a corte é uma Jovem xaveca Apaixonado que está uma paixão típica do Eros de Platão na falta né Platão sem uma paixão sem presença né espécie de desejo erótico daquilo que escapa entre os dedos uma longínqua miragem e o rapaz chega na moça e diz eu te quero e a moça diz você não é asqueroso eu ficaria
bem com você mas quero que saiba que eu estou numa fase de expansão de relacionamentos estou numa fase de novas descobertas estou numa fase aberta para a vida não sei se me entendem tipicamente pós-moderna de diversificação absoluta dos afetos e portanto posso até ficar com você sei mas não espere de mim nenhum tipo de exclusividade pois muito bem Este rapaz entristecido tenta sorte na loteria federal que é por onde corre o sorteio para sair com a moça e não é sorteado entristecido sai no final de semana e encontra a Moa beijando o rapaz do primeiro
caso e o rapaz observa a moça beijando lamenta aquele ósculo se entristece com ele mas não poderá fazer a mesma apreciação que a namorada do rapaz E por quê Porque o contrato é outro o beijo é o mesmo eu fiz questão de manter o mesmo beijo para furar de vez com qualquer de objetivista ou imanentista de que cada beijo tem um valor porque afinal de contas houve ou não aproximação pélvica houve ou não manipulação mamilar ouve ou não não sei que não se trata disso o beijo é rigorosamente mesmo mas o valor moral do beijo
que nele mesmo não tem valor nenhum nele mesmo é encontro de matéria com matéria n nele mesmo é só intercâmbio de perdigotos ou um agenciamento atômico circunstancialmente inclinado um pelo outro nele mesmo é só matéria em fricção terá valor moral em função do que foi esperado e pactuado anteriormente E aí é claro e aí é claro faz toda sentida a proposta de ética na pós-modernidade de Sigmund balman recomendo a leitura faz todo sentido a proposta de de lipovetsky no Crepúsculo do dever faz toda sentido a reflexão de mafezoli na na Crítica da Razão sensível faz
todo sentido uma série de reflexões que tangenciam a moral e que mostram a dificuldade do homem contemporâneo em definir critérios que pautam a própria existência o que sim há de comum nessas reflexões e eu e eu peço que me Me acompanhe aqui é que toda a investigação sobre a vida boa toda a ilub sobre a vida que vamos viver em detrimento das vidas preteridas toda vez que temos que fazer uma reunião de pauta da própria existência definindo a vida de carneosso em detrimento das outras que não merecerão o estatuto de Vida Vivida sofremos em outras
palavras se o vento açovia porque só pode ventar do jeito que venta bem nós temos moral e longe de nos regozijar Isto é um fardo importante a carregar afinal de contas toda vez que escolhemos uma vida temos que deixar de lado tantas outras não vividas preteridas e talvez sem saber muito bem por toda vez que optamos por uma vida de carne e osso temos que evidentemente assistir a um desfile de vidas apenas cogitadas que permanecerão assim sem ganhar o estatuto de encontro com o mundo e naturalmente isso não é simples isso não é fácil me
lembro de uma aluna que diante do que eu dizia me disse o senhor tem toda a razão juro que a primeira vez em 22 anos eu disse que alguém me diz isso na aula entendi perfeitamente falei o que te faz ter tanta certeza ela disse tem um namorado namorado politécnico mecatrônico ela mesma disse o senhor pode imaginar o tipinho E e essa moça disse eu convidei o rapaz para ir comigo ao Juca jogos universitários de comunicação em avaria vem comigo não vem comigo no vô tem um robô para fazer não posso ir eu fui com
as amigas sabe como é não é professor quando a gente vai com as amigas honestamente não sabia mas ela falou chegando lá em Avaré encontrei muito Esporte mas também muita sacanagem perguntei o que ela entendia por sacanagem eh e ela disse sexo não é sexo e um rapaz apetecível como o senhor diz de notório Capital estético como o senhor também disse se aproximou e me propôs uma cópula furtiva nesse momento eu lembrei do Senhor Professor eu disse Poxa de mim que coisa insólita não não quando o senhor diz que que viver não é simples e
que talvez as 10 lições da autoajuda não deem conta da complexidade da existência queem sem lições o senhor tem toda a razão o que primeira coisa que me ocorreu foi dar mas eu logo percebi que eu ia me arrepender afinal de contas eu gosto do mecatrônico e ele não merece isso mas se eu não desse eu iria me arrepender também então eu entendi aquela história de que toda a investigação moral carrega consigo uma pitada de dor discordo da pitada é um saleiro inteiro Professor angústia existencial ah dirão os pós-modernos pós-moderna estamos autorizados a respeitar o
trânsito dos afetos não que Espinosa já não tenha dito um pouco isso na parte TR da ética sem ser nada pós-moderno mas mas professor E desde quando o trânsito dos afetos dos afetos nos dá respostas Claras entre dar ou não dar se as alegrias e as tristezas se misturam nas opções existenciais que passam pela nossa cabeça não é tão simples assim respeitar o trânsito dos afetos por quê Porque toda a conduta carrega no seu bojo alegrias e tristezas absolutamente hibridas amalgamadas não é tão simples classificar as condutas possíveis em alegres e tristes como se essa
categoria fosse fácil de estabelecer portanto naturalmente a moça entendeu tudo senhores talvez estejam curiosos para saber o que ela decidiu não perguntei porque não é o meu papel e nenhum dos colegas que deveriam ter feito também fizeram ficamos sem saber de qualquer maneira não importa por quê porque aquela angústia de ter que decidir entre duas vidas a única a ser vivida foi claramente explicada e nos serviu como excelente exemplo ora chegamos num ponto tal que a ética nas relações ou contratualismo moral talvez merecesse também uma crítica afinal de contas dissemos bem que para que nosso
comportamento comunique de fato quem somos isto é o estado o estado instantâneo das nossas potências de agir bem é necessário que de fato tenhamos liberdade para agir e sabemos bem que a vida no mundo social nos brinda com tudo menos com muito disso em outras palavras a sociedade a psicologia social existe para isso os coletivos são hábeis em canalizar potências eh nos ofere cenor a perseguir trofos a conquistar e com ISO organizar a nossa um pouco caótica libido então evidentemente que aquela condição primária de Transparência entre o que queremos e o que dizemos que queremos
entre o que desejamos e o que manifestamos através das nossas ações Nem sempre é possível poderíamos eventualmente abrir essa discussão eh abordando a questão dos próprios meios de comunicação para dar apenas um exemplo um ex de como a sociedade de uma certa forma estabelece os limites da nossa reflexão sobre a vida os meios de comunicação que antes de mais nada nos oferecem uma uma agenda pública conjunto de temas sobre os quais podemos discutir com qualquer um sem essa agenda pública ficaríamos circunscritos à nossas tribos aos nossos redutos de privacidade a uma existência absolutamente compartilhada e
imediatamente observada Graças aos meios de comunicação alguns temas né alguns temas são propostos diariamente que autorizam a relação entre pessoas que normalmente não se relacionariam naturalmente essa agenda poderia ser outra naturalmente estamos a mercê porque a sociedade cobra de nós que saibamos mais coisas do que podemos ver com os próprios olhos estamos dependentes de relatos e a mídia detém a legitimidade o monopólio dato da atualidade legítimo autorizado então de uma certa forma como dizia veja em outdoor notório e famoso lei veja ou não vai ter com quem falar é ameaçador é truculento é angustiante é
é é é é arrogante mas é absolutamente pertinente Afinal de contas se estivermos por fora da agenda pública estaremos excluídos de um certo espaço público aonde os critérios de moralidade podem de alguma forma ser compartilhados no mundo contemporâneo portanto de uma certa maneira estar a par da agenda pública dominar os temas discutíveis por qualquer um é condição de pertencimento mas a mídia não nos faz só isso ela nos oferece também ela nos proporciona também ela nos brinda também com uma certa maneira de interpretar esses temas da agenda pública não é só um temário mas é
também uma grade interpretativa e opinativa naturalmente para aqueles que definem opinião pública como a somatória das opiniões individuais deveriam reler deim perceber que se a sociedade é lógica e cronologicamente anterior a nós e é no seu seio que nos constituímos a opinião pública também é lógica e cronologicamente anterior à nossa aonde aprendemos os valores que temos que usar para ser entendidos portanto se temos opiniões individuais é em grande medida porque nos servimos dessa polifonia discursiva que se choca conosco ininterruptamente é porque ouvimos ouvimos ouvimos ouvimos e ouvimos que acabamos nos sentindo autorizados a falar portanto
toda a nossa manifestação não é virginal toda a nossa manifestação no mundo social não é ingenuamente resultado de um agenciamento atômico precido de forma nenhuma nossas manifestações são socialmente controladas socialmente revisitadas até mesmo até mesmo o discurso identitário até mesmo o discurso que temos a nosso respeito até mesmo o que falamos sobre nós a maneira como nos apresentamos os valores que atribuímos a nossa própria existência são de certa forma aprendidos no mundo social talvez ressignificados por nós mas não tiramos nada do zero e portanto portanto poderíamos também concordar que grande parte das nossas manifestações é
muito mais o resultado de uma trajetória do mundo do que propriamente de um de uma virgindade ou ineditismo moral que nos apresentaria para quem quer que seja ora essas dificuldades essas dificuldades da ética nas relações só são superadas por uma última que pode comprometer definitivamente essa perspectiva dita pós-moderna de entender a moral porque quando duas ou mais pessoas se colocam em relação é verdade que quando se manifestam geram expectativas É verdade que expectativas podem servir de cláusulas de moralidade É verdade que isso pode ser assim mas o que não é verdade é que essas pessoas
estejam em posição de igualdade para pactuar e portanto deixar a moral à mercê das cláusulas contratura de um contratualismo privado é de uma certa forma deixar o lobo tomando conta das Galinhas é de uma certa forma assumir que os mais poderosos em relações inters objetivas farão triunfar a sua legitimidade o seu capital específico a sua notoriedade a sua distinção para definir ao gosto e de acordo com os seus únicos apetites as cláusulas daquela relação porque para que o contratualismo Moral tenha sentido é preciso que os copartícipes estejam em pé de igualdade para discutir para definir
de forma livre aquelas cláusulas que presidiram a relação ora sabemos perfeitamente que em qualquer relação essa igualdade é uma Quimera matemática no mundo da vida tudo é só singular e as pessoas dispõem dispõem de condições materiais para fazer triunfar aos apetites nas relações que mantém até que encontrem alguém mais competente e forte para vencê-los perceba então que nesse contratualismo que parecia tão atraente aonde as pessoas livremente podiam propor e definir cláusulas um contratualismo que poderia encontrar habermas por exemplo a ideia de que deixe todos se manifestarem e o melhor argumento surgirá esbarra numa observação tipicamente
bosana de que as pessoas têm legitimidades diferentes para falar e estão Diferentemente autorizadas para se manifestar em qualquer espaço alguns porta-vozes antes de falar já são aplaudidos por quê Porque o que é aplaudido não é propriamente o discurso o valor social do discurso não está no que é dito mas na posição social ocupada por quem fala e é por isso que alguns podem falar qualquer coisa enquanto outros bem esses desautorizados esses despossuídos das condições sociais adequadas para ser ouvidos esses participam do grande contrato social como espectadores talvez como vítimas não basta deixar falar não basta
deixar manifestar no mundo corporativo não basta café da manhã com o chefe caixinha de sugestões k churrascos aproximações de elevador não basta a garantia que pertencemos todos à mesma família uma camiseta comum não basta todas as in iniciativas típicas da comunicação organizacional para fazer crer Numa família porque mesmo uma família é um espaço altamente estruturado hierarquizado com abissais desníveis de legitimidade para qualquer manifestação portanto entregar a moral na mão do privatismo contratual é muito simpático mas Faria sorrir Maquiavel Maquiavel diria Com certeza eu não disse quem mais triunfa seus apetites quem pode menos acredita ser
livre para pactuar bem meus amigos era o que eu tinha a dizer eu espero que essas reflexões sejam apenas o aperitivo para a resposta às perguntas que eventualmente queiram fazer muito obrigado obg