Você sabia que 52% dos estudantes universitários brasileiros usam inteligência artificial para ajudar na escrita de textos científicos? Mas usar a inteligência artificial do jeito errado pode acabar em plá? Assiste este vídeo até o final para descobrir o passo a passo para usar a inteligência artificial do jeito certo, de forma ética, sem nenhum tipo de risco.
E o que que você vai descobrir assistindo a este vídeo? Primeiro, quais são as melhores ferramentas de inteligência artificial para você usar na sua rotina de escrita acadêmica? Segundo, como escrever sem cometer pláo e seguindo as orientações das universidades brasileiras quanto ao uso correto da inteligência artificial.
Terceiro, você vai descobrir quais são as melhores estratégias para você escrever de forma original e rápida. Então, primeiro vamos entender o que é um texto científico. Qualquer tipo de trabalho científico, ele visa resolver um problema.
E muitas vezes esses problemas vêm do mundo real, do nosso dia a dia. Sabendo disso, a gente tem um problema, a gente precisa resolver esse problema. E como que a gente vai resolver esse problema, né?
Então, o como a gente resolve esse problema é a metodologia que a gente usa na nossa pesquisa, ou seja, o método que a gente aplica. Esse método pode ser uma revisão, pode ser um estudo experimental de bancada em laboratório, pode ser uma pesquisa com seres humanos. Existe uma infinidade de métodos científicos que você pode usar na sua pesquisa.
Depois que você roda esses métodos, você vai ter resultados e aí você vai analisar esses resultados para poder responder aquele problema inicial, trazer uma solução para aquele problema inicial. Então, imaginem que a gente tem uma pirâmide, na base dessa pirâmide a gente tem um problema. No topo dessa pirâmide, a gente vai ter a solução para esse problema.
E é a pesquisa científica que vai fazer com que esse resultado chegue, né? que a gente encontre a solução para esse problema. Sabendo disso, me conta aqui nos comentários qual é a parte da construção de um trabalho científico que você acha mais difícil.
Você acha mais difícil fazer a fundamentação teórica, buscar ali os trabalhos na literatura? Você acha mais difícil fazer a parte experimental, ou seja, rodar esse método? Ou você acha mais difícil analisar e discutir os resultados?
E aí o que eu costumo dizer que é a parte mais difícil, na verdade, da pesquisa acadêmica é você transformar essas ações em palavras. E é justamente essas palavras que vão ser o seu resultado final, né? Você vai ter que rodar essa pesquisa e escrever um texto científico que é o veículo de divulgação dessa pesquisa.
Então você vai divulgar essa pesquisa através do seu TCC, da sua dissertação, da sua tese, do seu artigo científico. E como que as ferramentas de inteligência artificial entram nisso tudo? Porque eu vou falar de a nesse vídeo e comecei falando da concepção de como é que se faz uma pesquisa, porque é justamente esse o grande princípio.
Primeiro você precisa entender tradicionalmente como as coisas funcionam, pensar a respeito disso e só depois você recorrer pra inteligência artificial, tá? Porque a inteligência artificial nada mais é do que um instrumento que vai te ajudar a passar por esse percurso de pesquisa de uma forma muito mais rápida, muito mais prática e muito menos trabalhosa, certo? Então, as inteligências artificiais, elas entram justamente aqui.
Depois que você entendeu como tudo funciona, então você vai usar as ferramentas para várias tarefas repetitivas que você vai precisar fazer ao longo da condução da sua pesquisa. Por exemplo, o brainstorm, né, que é trocar ideias. Muita gente me diz aqui: "Ah, Paulo, a pesquisa científica é muito solitária, né?
Eu não tenho muitas pessoas para trocar ideias". É muito por isso que em todos os meus produtos, tanto das mentorias quanto nos cursos, a gente sempre tem um um grupo, tá? Um grupo de apoio, onde a gente tem ali pessoas que vão se ajudar mutuamente, porque a gente precisa fazer cada vez mais isso na pesquisa científica.
essa discussão que enriquece, mas você também pode fazer isso usando ferramentas de inteligência artificial para trocar ideias sobre o seu tema, porque as ferramentas de inteligência artificial, elas têm uma capacidade de varrer a literatura científica, de fazer um levantamento de informações que para nós, seres humanos, é humanamente impossível. a gente não tem mãos para fazer essa varredura completa numa base de dados gigantescas, como é o Google, por exemplo. Então, as ajudam muito fazendo esse levantamento e nos ajudando a discutir pontos específicos da nossa pesquisa.
Outra estratégia muito interessante das ferramentas de inteligência artificial é na estruturação dos capítulos. Então, o que que acontece? Muitas vezes você até desenrola bem a parte prática da pesquisa e a grande dificuldade é essa que eu falei, de colocar ações em palavras.
E é justamente nesse momento que você precisa, antes de sentar diretamente para escrever, você precisa sentar para planejar. E a IA ela pode te ajudar a ter essa visão do todo a fazer esse planejamento. Isso porque essas ferramentas elas têm uma um treinamento de metodologia científica realmente muito bom, tá?
Então elas entendem muito bem como que uma pesquisa científica funciona, qual é a estrutura que uma boa pesquisa tem que ter. Hoje todas essas ferramentas, mesmo nas suas versões gratuitas, elas já possuem acesso à internet, então elas conseguem de fato fazer essa varredura. Então para você ter sucesso na escrita do seu texto científico, seja ele qual for, você precisa visualizar como ele vai ficar no final, como a sua tese, a sua dissertação, seu artigo científico vai ficar estruturado no final.
Como que você faz isso? Você vai olhar trabalhos que o seu orientador já orientou, trabalhos daquela natureza para você literalmente ver como vai ficar essa estrutura e começar a imaginar como vai ser a estrutura do seu trabalho. E depois que você identifica esse perfil nos trabalhos do seu grupo de pesquisa, você pode trocar uma ideia com as ferramentas de inteligência artificial para elas te ajudarem a montar essa estrutura.
Então, essas ferramentas elas conseguem fazer isso muito bem. Outra capacidade fantástica das ferramentas de inteligência artificial é de revisar textos científicos. Então, mesmo que o português seja a nossa língua oficial, a nossa língua materna, muitas vezes a gente vai escrever e tem um de digitação, tem um de português.
Imagine no inglês quando a gente vai escrever, por exemplo, um artigo científico que não é a nossa língua materna, não é verdade? Então, a gente já tem aí um grau de dificuldade muito maior. E em tempo de inteligência artificial, essa é uma barreira praticamente inexistente, tá?
Porque as ferramentas elas conseguem avaliar gratuitamente tanto a clareza quanto a coesão, quanto mesmo a gramática de textos científicos em qualquer que seja o idioma. Então, para nós agora não existe mais barreira de inglês, tá? Não existe mais ah, eu não sei escrever bem, as ias ajudam.
O que você precisa saber é pensar, entender como as coisas funcionam, pensar, pedir ajuda a Iá, colocando claramente tudo que você pensa ali para ela poder te dar uma resposta muito mais organizada. Então o que a gente precisa lapidar cada vez mais em tempos de inteligência artificial é o nosso pensamento, porque técnicas repetitivas a Iar pode fazer por nós e isso não é de forma nenhuma restringido pelas agências científicas, digamos assim, tá? Então não tem problema você trocar uma ideia com Iá, fazer um brainstorm, não tem problema revisar o seu texto.
Pelo contrário, isso fica até melhor na instâncias acadêmicas, porque os textos chegam cada vez melhores. Então, facilita o processo de revisão por pares das revistas científicas no seminário do seu programa de pós-graduação, na sua banca de qualificação, na sua banca de defesa, porque você chega com um trabalho muito melhor. Só que a IA, por mais que ela tenha sim a capacidade de escrever qualquer texto, ela não tem a capacidade de escrever esse texto com o nível de originalidade, de qualidade, de aprofundamento que nós, seres humanos, temos.
Então, a a fusão ideal somos nós trabalhando com a IA e não a IA trabalhando para nós, tá? O que a gente tem que fazer é trabalhar juntos. Agora, uma coisa que você precisa entender é que a IA, por mais que ela tenha essa capacidade de descrever, quando a gente fala de capacidade de escrita, a gente está falando principalmente as ferramentas de inteligência artificial generativas, como por exemplo chattem perplexi e tantas outras.
Aqui eu quero dizer que não é para qualquer informação que a I te dá, né, que ela cuspir para você, que você vai copiar e colar aquilo no seu trabalho e vida que segue não vai nem revisar aquilo, não. A principal tarefa sua em tempos de A, na hora de escrever seus textos científicos é primeiro saber extrair o melhor que a ferramenta tem a te oferecer. Então pense, diga o que você quer, avalie a resposta que ela te dá, revise.
Isso é o mais importante. Primeiro o contexto que você dá pra ferramenta para ela entender e te dar uma resposta melhor, mais aprofundada e o mais próximo possível daquilo que você busca, daquilo que você precisa. E segunda, revisar toda e qualquer informação que ela te der, porque a autoria nunca vai ser da inteligência artificial.
A autoria vai ser sempre sua, é você que vai responder por aquele texto. Então, se tiver informação errada, se tiver informação inventada, que a IA pode trazer informação errada e pode trazer informação inventada, a responsabilidade vai ser completamente sua. Então, por isso que você precisa revisar.
E, na verdade, é justamente isso que as a as regras acadêmicas ditam, tá? Dê o contexto específico, revise aquela informação, dê o seu toque final naquela informação, garanta que aquelas ideias finais realmente elas são suas ou se são de outras pessoas que elas estão devidamente citadas. E aí que você foge do risco de ter pláma.
Dentro isso, quais são os cinco passos para você escrever qualquer texto científico sem cair em plá? O primeiro passo é pensar. Então, primeiro você vai pensar em como vai ser a sua pesquisa, como você imagina que ela vai ficar no final.
E você vai planejar, vai digitar isso no no documento, vai escrever isso no papel, mas primeiro você vai colocar ali as suas ideias, o que você pensa sobre aquilo, o que você já discutiu com o seu orientador, a originalidade da sua pesquisa, para que você não fique enviezado pelos argumentos, pelas ideias que a IA vai te dar. O segundo passo é descreva muito bem o que você quer, tá? Então, a melhor resposta da inteligência artificial sempre vai ser aquela onde você deu o melhor contexto para ela.
Então, ela não vai adivinhar o que está na sua cabeça. A gente tá falando de máquina, gente, de um programa de computador, tá? Então eles não têm a capacidade de pensar, eles trabalham por combinação.
Então eles vão combinar aquelas palavras que você deu com a base de dados que eles tenham ou com a base de dados que ele vai acessar para responder e vai combinar, né, quais são as probabilidades de ter uma resposta muito melhor. Então é basicamente assim que essas ferramentas funcionam. Por isso, você tem que deixar muito bem claro o que que você quer.
Se eu digo pra minha filha, por exemplo, pega o objeto e eu não especifico que objeto é esse, ela pode me trazer qualquer objeto, não é verdade? Então isso não vai ser exatamente o que eu quero. Agora se eu digo pra minha filha, pega a caneta dourada que está em cima da minha mesa no escritório, claramente ela vai ver aqui, vai pegar e vai me dar essa resposta, uma resposta muito mais assertiva.
Então perceba, tudo que está na minha cabeça, eu tenho que colocar pra inteligência artificial de uma forma que ela entenda, tá? Então você tem, esse é o contexto que você tem que dar, é explicar qual é o tema, o que que você espera dentro daquele tema, qual é a lacuna que você estuda, ou seja, o que é que você pretende investigar que é diferente de outros trabalhos. Então tem que dar todo esse tipo de informação para ela.
E isso é o que a gente chama de prompt, tá? o comando que você dá pra ferramenta. O terceiro passo é você já escrever ali alguma coisa que está na sua cabeça, que você imagina que é informação importante que precisa ter naquele trabalho.
Então você já faz o rascunho ali, depois você usa as ferramentas de ar para refinar essa informação. No quarto passo, você vai revisar aquele arquivo, você vai analisar criticamente, ver se as palavras que estão sendo usadas ali são palavras que você costuma usar, se são palavras que você costuma ver no nos textos científicos que você lê na sua área, se realmente aquele tipo de informação aparece nos trabalhos da sua área, porque é aí que você vai ver se está tudo correto, se você concorda com aquelas ideias. Isso porque já tem estudos mostrando que depois da era da inteligência artificial, depois que emergiram essas ferramentas, muitas palavras que não eram tão comuns de aparecer em determinados textos acadêmicos, elas começaram a aparecer.
Por exemplo, a palavra mitigar é uma palavra que é comum em alguns textos específicos, mas, por exemplo, na minha área de ciência da saúde não é comum. Então, eu nunca vi essa palavra nos trabalhos que eu já li, nunca escrevi essa palavra nos meus textos. Então, se agora eu escrevo um trabalho com inteligência artificial, essa palavra aparece na hora que eu coloco aá para revisar o que eu escrevi, isso significa que é um indício de que aquele texto pode ter sido gerado por i, tá?
Então, tenha cuidado com essas palavras. Significativo sempre foi um termo muito usado para análise estatística. Hoje, em muitos trabalhos até qualitativos, aparece a palavra significativa, sem ter nenhum tipo de análise nesse sentido.
Então, a gente tem que ter com muito cuidado. As palavras da inteligência artificial não são as suas palavras, né? Essa é uma frase até que tem um artigo científico muito interessante do grupo da CS Nano que mostra, né, como fazer uso ético dessas ferramentas de inteligência artificial.
Então use use use as suas palavras, deixe no texto só aquele que você concorda. E o quinto passo é você divulgar no seu texto científico que você usou a ferramenta. Isso é chamado de transparência acadêmica.
E por que que você precisa fazer isso? Porque vamos lá. O que é pláio?
plágio é você usar informação, né, uma ideia de outra pessoa como se fosse sua e não citar a fonte. Quando a gente usa uma inteligência artificial para nos ajudar e a gente pega ideias que a Iá trouxe e a gente não cita a fonte, isso é plágio. Então por isso que é importante você mostrar que você usou essas ferramentas, certo?
Agora você não vai fazer isso colocando na citação, né? Chat GPT 2024, não é isso. Vai ter um local específico do seu trabalho que você vai declarar esse uso de a.
E esse local, ele pode ser tanto na sessão de métodos quanto você colocar em agradecimento no seu artigo científico ou colocar até mesmo um apêndice na sua disertação ou tese com um quadro dizendo para que você usou aí a por exemplo a eu usei. Aí vou dar o exemplo de como ficaria, tá? Neste trabalho foi utilizada a ferramentas de inteligência artificial Chat GPT versão 4 Plus no ano de 2025 para abrir storm em revisão da gramática desse trabalho.
Garanto que todo o trabalho foi revisado e concordo com todas as informações que constam nesse trabalho, tendo responsabilidade total sobre ela. Então a declaração que você coloca, se você usou para várias coisas e numa dissertação, numa tese, a gente usa para várias coisas, você pode fazer um quadro. Isso que eu falei foi uma declaração, mas você pode fazer um quadro dizendo qual foi a ferramenta.
É muito importante que você coloque qual foi a versão, porque essas ferramentas se atualizam muito rápido, qual foi o ano, qual foi o comando que você deu na ferramenta, para que finalidade, tá? Que tipo de resposta ela trouxe, certo? Então veja, para atividades repetitivas como formatar referência, corrigir gramática, não tem problema usar.
Tem até estudos que dizem estudos não, declarações normativas de instituições que dizem que nem precisa declarar esse uso mais básico. Por exemplo, quando você escrevia uma dissertação e pagava por um revisor de português ou de inglês, né, fazer aquela revisão gramatical, a gente normalmente não colocava, só colocava em agradecimentos que isso foi feito. Então é você deixar isso de uma forma transparente, certo?
O termo é exatamente esse, transparência em pesquisa. Então é interessante que você faça isso porque aí não vai incorrer em plágio, certo? O outro risco de pláio é porque a IA ela vai trazer ali as informações e não necessariamente ela vai trazer a fonte correta.
Por exemplo, che GPT não traz fonte correta, às vezes ele inventa informação, tá? Então existe outras ferramentas melhores, como por exemplo consensos, que é uma ferramenta que ela busca a informação, ela te dá o artigo científico, você tem certeza que a informação veio dali. Inclusive, paraa busca de informação científica para escrever os parágrafos do seu trabalho, eu recomendo que você use ferramentas como, por exemplo, consensos e não cheg.
Use chat GPT para tarefas mais de escrita realmente, certo? Como revisar parágrafo, enfim, formatar referência e tal, OK? E aí quando você usa, né, eh qualquer tipo de ferramenta, seja inteligência artificial ou não, que você recebe uma informação para que o seu trabalho não encorra em plágio, você precisa, mesmo que você escreveu aquela informação com as suas palavras, você precisa citar fonte.
Por exemplo, meu nome é Paulo dos Passos Menezes. Como é que eu cito uma fonte? Eu coloco ali a ideia, eu abro o parêntese e coloco Menezes, 2024, isso é um trabalho de autoria única.
Se é um artigo científico onde estou eu mais oito pesquisadores, coloca Menezes etial. V, 20224. Isso significa que é menezes, né, e colaboradores, certo?
Então isso é a citação e você dizer de onde veio a fonte. No final do texto você vai colocar uma lista de referências com todas as informações bibliográficas daquele trabalho. Autores, ano, edição, revista em que foi publicada e etc.
Paula, como que eu posso evitar problemas com direito autoral, por exemplo, com dados envieszados, com dados de privacidade? A gente tá falando de pesquisa científica. Quando a gente fala de pesquisa científica, a gente fala de temas inéditos, muitas vezes que nunca foram estudados ou até já foram estudados, mas aquele resultado que a sua pesquisa gerou, nenhuma pesquisa tem, tá?
Então a gente tem que ter muito cuidado com esse tipo de informação, porque as ferramentas de inteligência artificial por padrão, elas armazenam informações. Então o que você pode fazer, por exemplo, lá no chat GPT, nas configurações dele, desabilitar a opção de armazenar informação, porque eles armazenam para a própria ferramenta treinar. Não quer dizer que é uma ação maliciosa, que enquanto eu coloco o resultado do meu experimento aqui, que vai ter outra pessoa estudando a mesma coisa, ele vai liberar minha informação completa, não é isso.
Mas a gente não tem garantia do nível de informação que vai ser disponibilizado. Pode ser que nada seja disponibilizado ou que uma informação ou outra que foi usada para treinamento da própria ferramenta seja disponibilizada para outra pessoa. Como a gente fala de dados inéditos, de publicação científica em revistas renomadas, a gente tem que ter cuidado com isso.
Então, dados inéditos da pesquisa, não coloque lá. Paula, trecho de entrevista do meu paciente, do participante da minha pesquisa não coloca eticamente, a gente sabe que tem que ter cuidado com esse tipo de formação, não pode ter vazamento de dados, tá? Então, não coloca a entrevista na íntegra, tá?
Coloca, sei lá, você já analisou os direitos da entrevista, você já sabe a concepção por trás daquilo, você quer bater um papo ali com a Iar. para discutir aquele resultado, você pode ir lá bater seu papo, colocar o contexto, a informação, mas não o resultado em si, tá? Para que não tenha esse tipo de caso ou que você desabilite, né, essa função que as ferramentas têm de armazenar informação.
Agora, a gente sabe que ferramentas como Gemini, por exemplo, já diz ali no começo que eles armazenam a informação por pelo menos 24, 72 horas. Então existe um armazenamento mesmo que mínimo, mesmo que vocês habilitem aquela função. Então sempre tenha cuidado com dados sensíveis, certo?
Quanto as referências, é muito importante que você sempre revise. Então eu falei anteriormente sobre o chat GPT, né? Ah, o chat GPT inventa informação.
Ele pode me dar informação e ele escreve também que a informação, mesmo que seja errada, é tão bem escrito que a gente acha que é verdade, tá? Então tem que ter muito cuidado com isso. Você já tem que saber previamente sobre o assunto para extrair o melhor da ferramenta e entender se aquela informação é verdadeira ou não.
Partindo do princípio que a informação é verdadeira, que normalmente é, você vai pedir a fonte. Digamos que ele te dá uma referência lá qualquer, você pega aquela referência, copia e cola no trabalho, sem nem clicar naquele link, sem nem saber que a informação, né, realmente está correta. E se você clicar no link, pelo menos no chat GPT, você vai ver que muitas vezes ele inventa, tá?
aquele link que fala, é um trabalho totalmente diferente daquele que você que traz uma informação totalmente diferente daquela que você buscava, esperava, enfim, estava trabalhando. Então, cheia de GPT não é uma boa ferramenta para você buscar referência, repito, é ótima para várias outras funções, tá? Para buscar informação científica, use consensos, use SPA, use outro até perplexi, não, uma ferramenta generativa muito melhor para buscar informação, demini muito melhor para buscar informação porque costuma trazer os links corretos das informações científicas, certo?
Outra coisa, sempre use plataformas seguras, aquelas que você já usa e confia. Então assim, ah, existem várias IAs, todo dia alguma IA nova surge, né? E e isso tem assim avançado de forma muito rápida.
Não adianta, você não vai conseguir usar todas as ferramentas. Use aquelas que você já gosta, que você vê que é confiável, que dá certo para o que você tá fazendo. Claro que você vai sempre tá testando, enfim, usar aquelas ferramentas que lhe convém, mas não precisa ficar na preocupação de ter que tá, meu Deus, ter que procurar mais ferramenta nova para usar.
Não, não. Se aquelas que você tá usando já te atende. Ótimo, tá?
Veio outro interessante, usou, gostei, usa, não tem problema. Mas não fique refém só das ferramentas. Lembre que é sempre você no comando.
E em quais situações você pode usar as ferramentas de inteligência artificial? Dentro de um trabalho científico, né, a gente tem um ciclo aí de várias necessidades que você vai precisar. No começo, você vai precisar identificar qual é o tema da sua pesquisa.
Então você pode bater um papo aí, fazer um brainstorm com qualquer ferramenta generativa, como 7 GPT, Gemini, Perplex, CI, Copilot, Cloud, Grock, De PSIC, qualquer uma dessas ferramentas vai te ajudar, tá? a tem uma ideia de pesquisa, porque elas vão conseguir varrer ali a literatura. Lembrando que artigos de revisão são sempre os melhores, porque eles já sinalizam o que que estudos futuros devem fazer dentro daquele tema.
Então você já pode ser direcionado aí nessa área também. Depois que você identificou o problema, enfim, que você já sabe qual é o tema da pesquisa, você vai precisar escrever ali o projeto, né, a dissertação, a tese, enfim, para escrever qualquer uma dessas viagens negativas que eu acabei de mencionar vão te ajudar. Paula, para buscar artigo, qual é o melhor?
Para buscar artigo você pode usar, por exemplo, o consenso, como eu já falei, si space rit, enfim, várias ferramentas podem te ajudar nesse sentido. Para formatar referência, revisar a clareza do texto, qualquer ferramenta generativa pode te ajudar com isso, tá? Inclusive dentro do workshop sem bloqueios, eu mostro todo esse ciclo em cada etapa, quais são as melhores ferramentas, faço tutorial para que você faça isso na prática, na sua pesquisa.
a gente até constrói, tá, um esboço de escrita ali usando essas ferramentas. E você pode se perguntar: "Paula, você mencionou dessas regras acadêmicas e quais são as universidades brasileiras que já se posicionaram quanto a esse uso acadêmico aí das inteligências artificiais? Então, instituições como Unicamp, FMG, USP e UFBA recentemente se posicionaram dizendo quais devem ser os limites do uso ético das ferramentas de inteligência artificial na escrita científica, tá?
Inclusive, comenta aqui qual é o nome da sua universidade que eu posso fazer uma busca para ver se ela já se posicionou. Esse posicionamento das universidades brasileiras é algo muito recente, tá? Primeiro, quem se posicionou foram as revestas científicas dentro desses limites que a gente já conversou aqui ao longo do vídeo.
E o que as universidades brasileiras têm feito é seguido essa mesma linha das revistas científicas. pode usar, não tem problema usar, desde que seja dentro desses limites que a gente conversou aqui. Sempre você sendo o protagonista desse processo, aá sendo apenas uma ferramenta que te ajuda em ações específicas e que você sempre vai ter o cuidado para não cometer plá seguindo aqueles cinco passos que a gente já comentou aqui no vídeo.
Então, recapitulando tudo que a gente viu neste vídeo, você já entendeu que é sempre você no comando para usar as ferramentas de inteligência artificial. O contexto que você dá pra ferramenta, ele é importantíssimo para que você tenha uma resposta muito mais refinada e que no final de tudo você precisa revisar e garantir que aquele texto ele realmente contempla as suas ideias e que você tem total responsabilidade sobre isso. Inclusive precisa dar transparência a esse uso das IAAS, colocando lá uma declaração ou um quadro ali do das ferramentas que você usou e para qual finalidade.
Então, é super possível usar a tecnologia ao seu favor, jamais abrindo mão da ética e das boas práticas em pesquisa científica. Se esse conteúdo te ajudou, já deixa o seu like, já verifica aí se você é inscrito no canal. Se você ainda não se inscreveu, se inscreva também, compartilhe com seus colegas para que essa mensagem chegue a mais alunos de pós-graduação e a mais pesquisadores.
A gente fortaleça a nossa comunidade acadêmica. A gente se vê num próximo vídeo. Até mais.
Yeah.