Olá pessoal na aula de hoje eu vou falar para vocês sobre a cetose bom que que é a cetose a cetose é quando o animal principalmente aí o gado leiteiro a vaca de leite ela começa a mobilizar a gordura corporal para obtenção de energia então ela vai mobilizar essa gordura corporal nos bovinos essa gordura formada ali nos corpos cetônicos aí são vários tipos de Corpos cetônicos diferentes e lá no fígado esses corpos cetônicos são transformados e são usados como fonte de energia quando a produção desse cor desses corpos cetônicos essa mobilização e produção deles excede
a capacidade de metabolização do organismo eles vão se acumular então eu vou ter o acúmulo desses corpos cetônicos na circulação sanguínea e eles vão levar a alterações eh sistêmicas nesse animal alterações do sistema nervoso central e outras alterações então normalmente num animal normal que passou ali por um balanço energético negativo ele vai usar a gordura corporal como fonte de energia produz os corpos cetônicos e uso os corpos cetônicos quando eu tenho uma mobilização muito acima do normal de gordura muita produção de Corpos cetônicos isso vai exceder o metabolismo e eles vão acumular no organismo e
eles são tóxicos certo então Em que situação que eu vou ter isso que eu vou ter esse tipo de de de problema que o animal vai começar a mobilizar essa gordura corporal e essa mobilização vai ser excessiva naquelas situações em que eu tenho uma queda na ingestão de alimento e um aumento na demanda energética Em que situação a gente pensar na bovina ocultura e a gente vai ter isso mais acentuado principalmente lá no período de transição das leiteiras geralmente de alta produção certo que que acontece no período de transição que vai compreender ali as três
semanas do pré-parto até as três semanas do pós-parto Eu tenho um crescimento muito maior do feto nos três no último terço de gestação então a demanda pro crescimento fetal é muito maior ao mesmo tempo esse feto cresce comprime o rum então diminui a capacidade de armazenamento de alimento então a vaca diminui a ingestão de alimentos lá no finalzinho dessa dessas período ali de pré-parto o animal começa a produzir Leite dependendo do nível de produção desse animal é uma grande quantidade de leite né do colostro que é produzido então Aumenta também essa demanda energética para produção
de Colô chegando próximo ao parto é fisiológico do animal se isolar e reduzir o consumo de alimentos para entrar nesse trabalho de parto aí durante o trabalho de parto ela gasta energia para parir e ela não tá consumindo alimentos pariu que que acontece no pós-parto eu tenho o animal tem que ter involução uterina e ocorre toda uma mudança hormonal nesse animal ele passa de gestante para não gestante e lactante então começa a produzir leite se eu pensar em vaca de alta produção ela vai passar vai começar a aumentar gradativamente a produção leiteira 5 10 15
20 l de leite por dia e é para produzir Leite ela vai precisar de nutrientes ela vai precisar de proteínas de glicose e de gordura então aumenta muito essa demanda e nesse período Inicial ali do pós-parto ela não vai ter a capacidade tão alta de ingestão de alimentos que ela não tava acostumada a ingerir grande quantidade de alimentos e ela ainda tá Por Toda aquel passando por todo aquele estresse de parto do parto do pós-parto tá então ela tem uma demanda aumentada porque ela tá em alta produção de leite ou tá ali no final de
estação e o bezerro tá demandando muito por o crescimento do bezerro e ela tem uma redução na ingestão dos alimentos ou antes do parto por essa ocupação física do bezerro na cavidade abdominal ou depois do parto por toda essa adaptação dela ali ao parto a involução uterina as alterações hormonais Então come menos e gasta mais e aí como que fecha essa conta o animal entra em balanço energético negativo como que ele controla isso mobilizando o estoque de gordura corporal e aí mobiliza gordura corporal transforma em corpos cetônicos os corpos cetônicos são metabolizados e usados como
fonte de energia se eu tenho um balanço energético negativo muito intenso eu vou mobilizar muita gordura corporal produzir muitos corpos cetônicos isso vai superar o metabolismo que aí a gente tem várias enzimas proteínas envolvidas no metabolismo desses corpos cetônicos e elas têm um fim el tem um estoque limitado desses enzimas e proteínas então se eu superar a quantidade que eu tenho dessas enzimas e proteínas vai sobrar corpos cetônicos e o corpo cetônicos sobrando ele é tóxico pro organismo E aí o animal vai entrar num quadro de cetose vai apresentar essa doença tá coisas que pioram
esse balanço energético negativo o que que pode fazer isso tudo aqui você piora e aumentar a chance desse animal ter cetose vaca que chega muito gorda no parto no pré-parto e parto então quando Houve um erro de alimentação dessas vacas ali na dessa dieta de de vaca seca ou do período de transição Então se forneceu muita alimento para esse animal ela engordou demais então ela tem muita gordura corporal então isso leva a aumento dessa produção de Corpos cetônicos então animal muito gordo tem esse problema animal que passou por alguma doença ali no final da gestação
e já reduziu mais esse consumo de alimento já começa a fazer esse balanço energético negativo Vamos pensar no animal que tá ali no pré-parto e teve um quadro de pneumonia por exemplo parou de comer o bezerro tá em crescimento dentro do utro demandando muita energia então já entrou em balanço energético negativo lá desde o início Já tá gastando essas reservas ali que são usadas no metabolismo dos corpos cetônicos então aumenta a chance de ter cetose animais que passaram por o parto muito difícil quando houve distorcia passaram um trabalho de parto prolongado que gastou muita energia
o animal sofreu demais aí reduziu ainda mais o consumo de alimento depois desse parto então também aumenta essa mobilização de gordura corporal animais que tiveram retenção de placenta e metrite desenvolveram febre ficaram apáticos e reduziram o consumo de alimento no pós-parto maior chance de ter cetose tudo isso que prejudica o animal que leva ele a reduzir a ingestão de alimento aumenta essa mobilização de gordura então tudo que acontecer de errado aí nesse período de transição no pré e no pós-parto vai aumentar essa chance de cetose E além disso quanto mais gordo esse animal tiver escore
de condição corporal muito elevado Mais gordura ele tem para mobilizar e para exceder a capacidade do organismo de de metabolizar E aí dentro aí se a gente pensar dentro da produção de gado leiteiro dentro da produção de bovinos quando a gente tem mais chance de ter esse tipo de situação principalmente na produção leiteira de vacas de alta produção animais com eh lactação com produção de grande volume de leite diário aí no gado de corte a gente tem outra doença que a gente vai ver depois na próxima aula mas aqui dentro do gado de leite é
assim que funciona o desenvolvimento da cetose bom E aí então a gente tem o acúmulo desses corpos cetônicos que são tóxicos e vão causar alterações no metabolismo desse animal e aí que sinais clínicos que a gente vai perceber primeiro a gente tem a cetose subclínica que que quer dizer o animal está em cetose tem um acúmulo de Corpos cetônicos além da capacidade de metabolização só que é um nível que não é suficiente para gerar sinais clínicos para gerar alterações visíveis no Animal então é a chamada cetose subclínica então não tem sinais clínicos mas tem corpos
cetônicos aumentados então às vezes eu começo a perceber a única coisa que eu vou perceber um animal um pouco mais magro que emagreceu de forma mais acentuada num curto período de tempo porém é um animal que ainda tá ingerindo alimentos que não tem outras alterações clínicas que que é o grande problema dessa cetose subclínica ela predispõe esse animal a outros distúrbios desse período de transição um animal que está em cetose subclínica tem mais chance de ter uma retenção de placenta de ter uma metrite de ter um quadro de mastite de de fica mais sensível a
uma pneumonia eh pode também influenciar no desenvolvimento da hipocalcemia Então essa cetose subclínica ela é uma bomba dentro da produção leiteira por isso porque eu não consigo perceber ela e ela aumenta a chance dessa vaca ter vários outros problemas ali nesse período de transição E aí também quando eu começo a aumentar ainda mais esses níveis de Corpos cetônicos eu começo a ter um animal que começa a apresentar sinal Clínico então vou ter a cetose clínica que que esse animal vai apresentar e na petência é um animal que fica só deitado que não quer comer que
tem uma queda acentuada na produção de leite que vai est desidratado que vai ter um emagrecimento acentuado e visível e num curto período de tempo porque ela tá mobilizando essa gordura corporal de forma muito acentuada Então ela emagrece visivelmente praticamente de um dia pro outro tá então é intenso esse emagrecimento por conta desse acúmulo de Corpos cetônicos que são tóxicos esse animal começa a apresentar desidratação a ficar prostrado animol que só fica deitado ali na cama e que não tá ruminando não tá ingerindo alimentos que não ingere água e aí começa a ter desidratação quando
eu chego e sinto odor do hálito do animal eu consigo perceber esse odor cetônico tipo odor de acetona esse odor ele é percebido no ar exalado pelo animal percebido às vezes no leite e também na urina então é uma forma de diagnóstico e eu tenho casos que acumulam tantos corpos cetônicos que o animal desenvolve a chamada cetose nervosa que é quando esses corpos cetônicos começam a causar lesão em sistema nervoso central e aí eu vou ter uma síndrome e encefal uma uma doença nervosa encefálica que o animal vai apresentar andar em círculos déficit próprio ceptivo
pressão de cabeça contra obstáculos hiperestesia que seria uma sensibilidade exagerada a estímulo sonoro a estímulo tátil então é como se ele sentisse mais dor do que o normal com esses estímulos tetania que seria os músculos ficarem tremendo ex tremor muscular hiperexcitabilidade incoordenação e às vezes animal fica agressivo tá tudo isso nesse quadro de cetose nervosa então a gente tem acúmulo de poucos corpos cetônicos cetose subclínica aumentou o nível desse corpo cetônico cetose Clínica aumentou ainda mais cetose nervosa tudo isso por conta da toxicidade desses corpos cetônicos bom E como que eu faço o diagnóstico dessa
doença primeiro pelo exame Clínico então o que que entra no exame Clínico resenha Ah que que entra aí na resenha ah vaca de leite de alta produção leiteira tá em pré-parto Ou acabou de parir tem tantos dias de de parida que que entra lá na mnese que que eu vou procurar saber o escor de condição corporal dessa vaca se ela pariu muito gorda se foi feita a dieta de transição se foi ajustado a essa dieta pra demanda energética que esse animal tinha porque que que é o comum vaca seca vaca que tá ali no final
de gestação e não pariu ainda ela ela recebe uma dieta com menos e teor de energia de proteína de gordura ali uma dieta mais suave vamos dizer assim porque ela não tem tanta demanda energética à medida que essa vaca vai chegando ali no finalzinho de gestação perto do parto e depois quando ela passa em lactação essa demanda energética vai aumentando e a dieta tem que acompanhar isso então por isso que existe essa dieta de transição que é uma dieta que tá que vai fazer a transição entre a vaca seca a vaca que não tá em
lactação e a vaca que pariu e passou a ser lactante então eu vou tendo um aumento desses níveis de energia nessa dieta quando eu não faço isso eu tenho um animal que não tava comendo uma dieta muito rica em energia e depois ela passa comer uma dieta muito rica em energia eu tenho uma uma falha nessa nessa em suprir a demanda desse animal então lá no meu histórico eu vou lá perguntar pro proprietário Ah você faz dieta de transição ele não a vaca tá tava comendo lá Só capim e agora ela tá dando 10 20
l de leite e agora que eu passei a alimentar então eu vou buscando ensinando na amnes foi feita essa dieta de transição outra coisa que eu tenho que buscar na annese esse animal passou por algum problema que fez ele reduzia a alimentação a vaca tava poucos dias de parir teve um quadro de pneumonia ou a outra bateu ela ficou mancando teve um problema de locomotor diminuiu a ingestão de alimentos e tudo isso que leva o animal a reduzir a ingestão de alimento pode fazer ele mobilizar Mais gordura corporal e levar um quadro de cetose Então
tudo isso eu vou buscar lá na minha annes e depois a gente faz o exame físico que são aqueles sinais clínicos que eu comentei anteriormente Então tudo isso entra aqui dentro do nosso exame Clínico então pelo nosso exame Clínico a gente já consegue fazer um diagnóstico de cetose tá se a gente conseguir delimitar tudo muito bem ali na minese nos sinais clínicos a gente já consegue fazer esse diagnóstico da acetose Clínica tá porque já tem apresentação de sinais clínicos quando é acetose subclínica eu não consigo diagnosticar ela sem o auxílio dos exames complementares eu posso
imaginar que o animal tá com a cetose subclínica por conta de todo aquele histórico eu posso eh pensar que ele pode estar com aquele quadro mas para eu confirmar a cetose subclínica eu preciso do exame complementar tá E aí que que seria esse exame complementar que que a gente tem de exame complementar a gente tem esse aparelhinho que chama ketovet que é o nome comercial não sei se tem outros já no mercado mas que que ele faz ele vai dosar o Beta hidró hidróxido butirato que é um corpo cetônico então ele dosa o nível desse
Beta hidróxido butirato um animal normal tem que ter abaixo de 1 mmol por L aí ele pode ser dado no sangue ou na urina se eu dosei tá abaixo de um ok o animal não tem cetose se eu dosei tá entre 1 E 1,3 mmol porl E o animal não tem sinal Clínico de cetose esse animal está num quadro de cetose subclínica porque ele tem aumento do nível de hidróxido butirato sem apresentar sinal Clínico se ele apresentou sinal Clínico aí já é cetose Clínica tá esse valor aqui é paraa vaca leiteira pra cabra paraa ovelha
Isso muda tá isso aqui é paraa vaca leiteira e se eu dosar esse Beta hidróxido butirato e ele der acima de 1.3 mmol porl e o animal tem sinal Clínico de cetose eu tô diante de um quadro de cetose clínica certo então os achados desse aparelho a gente correlaciona com a clínica do animal menor que um não tem cetose 1 a 1.3 sem sinal Clínico cetose subclínica acima de 1.3 ou igual a 1.3 com sinal Clínico cetose Clínica se tiver sinal nervoso cetose nervosa Ok então é uma forma segura da gente aferir que que é
o interessante desse aparelho justamente pesquisar dentro de um rebanho a ocorrência da cetose subclínica Porque apesar dela não levar sintomatologia Clínica Ela aumenta a chance de ocorrência de várias outras doenças desse período de transição então esses animais TM que ser diagnosticado no rebanho e tem que ser tratado e a forma de eu conseguir localizar ele seria dosando esse fazendo essa dosagem pelo ketovet outro exame complementar que a gente tem que a gente pode usar para eh pesquisar essa acetose dentro de um rebanho mas que é bem menos específico do que o ketovet seria a gente
dosar a glicose porque o animal que entra Nesse balanço energético negativo ele tem uma queda da glicose Então você pensa o animal tá demandando muita energia para produzir o leite e tá ingerindo pouco então esse animal vai entrar num quadro de hipoglicemia ele entrando num quadro de hipoglicemia ele começa a mobilizar a gordura corporal para produzir os corpos cetônicos e usar como energia então se ele tá em cetose a glicose dele vai tá baixa porque essa baixa da cetose que levou a mobilização da gordura corporal então eu posso quando eu dozo essa glicose eu posso
inferir isso por que que ele é pouco específico porque eu posso ter outros distúrbios levando a hipoglicemia que não seja e que não levem acetose ou que não seja acetose tá então por isso que ele é menos específico um pouco mas também pode ser usado o normal quando a gente dos a glicose lá pelo sangue é que em bovinos ela esteja entre 55 e 70 MG por dcl no caso da cetose subclínica vai est entre 35 e 50 m MG por Dil Então já tá um pouco menor do que o normal então seu dose tá
nisso aqui eu posso imaginar que esse animal tá em cetose subclínica se o animal tem sinal Clínico ou oso tá abaixo de 35 MG provavelmente esse animal tá mobilizando muita gordura ali porque ele não tem glicose para para sobreviver tá então nessa faixa sem sinal Clínico cetose subclínica abaixo de 35 MG com o sinal Clínico cetose Clínica Ok então tem a gente essas duas formas de de exames auxiliares ali de exames complementares pra gente fechar o quadro de cetose E aí a gente sempre tem que pensar nos diagnósticos diferenciais quais outras doenças que podem acometer
Esses animais e principal as doenças que podem acometer Esses animais no período de transição por exemplo entraria ali como diagnóstico diferencial a hipocalcemia que é outra doença que vai ocorrer nesse período ali de pré e pós parto imediato e leva Às vezes a sinais clínicos semelhantes também a gente tem que pensar que o animal pode ter outras doenças concomitantes e que às vezes levaram quadro de cetose então eu tem que examinar esse animal como um todo Às vezes o que levou esse animal a entrar num quadro de cetose foi um quadro de pneumonia foi um
quadro de metrite de mastite Então tudo isso eu tenho que pesquisar procurar para saber se é isso que tá acontecendo e não acetose ou se está acontecendo Outra doença juntamente com a cetose é comum que esses animais que estejam em cetose às vezes eles estão num quadro de hipocalcemia também então Além de eu tratar acetose eu tenho que tratar a hipocalcemia certo e quando eu tenho a a cetose nervosa que eu tenho esses sinais clínicos neurológicos entra aí como diagnóstico diferencial outras patologias do do sistema nervoso por exemplo a raiva poderia entrar aí como doença
de Diagnóstico diferencial da cetose como que a gente ia separar diferenciar elas pelo histórico do paciente por essa anamnese que a gente coletou a gente poderia pender mais pro lado da cetose por ess esses resultados de exames complementares também e pela resposta ao tratamento um animal com raiva não tem tratamento então ele vai vir a óbito Em algum momento o animal com pode conseguir sobreviver com o tratamento adequado certo e uma vez que vem a opto a gente tem que remeter o material do sistema nervoso central para fazer esse diagnóstico diferencial de raiva bom estabeleci
o diagnóstico realmente é cetose como que eu vou fazer esse tratamento que que é o princípio do tratamento da cetose o animal tá com uma demanda energética elevada e ele não tá ingerindo alimento suficiente para suprir essa demanda energética Aí ele começou a mobilizar gordura corporal para usar como energia essa mobilização de gordura corporal excedeu a capacidade dele metabolizar acumulou corpos cetônicos desenvolveu a doença então o que que é o princípio do tratamento parar a mobilização de gordura corporal e aí isso vai parar a produção de Corpos cetônicos e parar de intoxicar o animal Então
esse é o princípio do tratamento e como que a gente para a mobilização da gordura ou reduzindo a demanda energética que que é a demanda energética que esse paciente tá tendo a produção leiteira tem como eu cessar essa produção leiteira ou eu quero cessar isso sendo que o objetivo do animal ali é produzir leite não então eu não quero cessar a produção leiteira então outra forma de eu fazer de eu parar essa mobilização é justamente eu fornecer mais energia para esse animal eu aumentar ali o aporte de glicose de proteína de gordura na alimentação para
esse mal usar sem que ele precise mobilizar essas gorduras corporais Como que eu posso fornecer essa glicose posso fazer a infusão de glicose intravenosa Então a gente tem soluções comerciais de glicose Face intravenoso o animal utiliza essa glicose para de tirar a gordura corporal para de mobilizar essa gordura e para de produzir corpos cetônicos então é uma forma de tratamento primeiro ponto do tratamento e aí como Qual que é o volume dessa glicose que a gente geralmente usa de 200 50 a 500 g de glicose por animal Ah vou pegar um frasco desse aqui de
glicose que é 50% e vou descer direto na veia do animal bica corrida não nunca vou fazer isso porque se eu fizer uma infusão dessa de glicose muito rápido os rins não vão conseguir reter essa glicose na hora que tiver filtrando Então essa glicose vai ser toda jogada fora pela urina e a medida que ela vai saindo pela urina ela vai arrastando água e vai desidratando o animal então a infusão de G glose a gente nunca pode fazer ela muito rápida ou com uma glicose muito concentrada senão eu vou jogar ela toda fora pela urina
e ainda vou desidratar o animal Então como que a gente faz a gente vai infundir fazer calcular a taxa de infusão igual a gente calculou para a hidratação 20 ml por kg de peso vivo por hora de uma solução de glicose a 5% Ah mas vai demorar muito tempo vai vai demorar muito tempo mas se você não fizer isso daqui Se você usar uma taxa maior Ou uma concentração maior você vai estar perdendo tempo vai estar jogando a glicose fora que ela vai estar saindo toda pela urina e desidratando o animal então a infusão de
glicose deve ser feita dessa forma certo ah mas é muito demorado é que que a gente vai fazer tem outras alternativas de fornecer essa glicose pro animal que a gente vai ver mais para frente outro problema dessa infusão de glicose do tratamento com glicose cerca de 2 3 horas depois que eu parei essa infusão os níveis de glicose começam a cair porque o animal continua nessa demanda energética e eu parei de infundir a glicose duas A TR horas diminuiu a glicose ele voltou a mobilizar a gordura corporal Então esse tratamento ele é mais emergencial mas
para parar essa mobilização corpórea de imediato mas ele não serve para manter o animal sem mobilizar a gordura corporal para manter essa redução dos corpos cetônicos e aí que que a gente pode fazer para corrigir isso a gente pode fazer a administração dos glicocorticoides que que é isso a Dexametasona por exemplo na dose de 10 a 30 mg por animal a gente faz uma aplicação ou duas e aí que que esse glicocorticoide vai fazer ele vai reduzir a absorção corporal de gordura e vai elevar os níveis de glicose circulante e às vezes ele faz a
redução de da demanda energética desse animal reduzindo a demanda energética de outras partes do sistema orgânico do animal e às vezes reduzindo até a demanda para produção de leite pode fazer uma leve redução aí na produção leiteiro então em resumo vai reduzir o uso da glicose e reduzir consequentemente reduzir essa mobilização de gordura corporal e é mais prolongada essa redução é mais prolongada do que a glicose intravenosa então a gente faz a glicose como medida emergencial faz o glicocorticoide para manter e para manter esse nível de essa redução da mobilização da gordura corporal e manter
a Glicemia mais elevada e a gente tem a gente pode usar também o propilenoglicol que é um precursor da glicose a gente vai usar por via oral a gente dá o propileno glicol via oral e aí ele vai ser usado na produção de glicose na produção de energia vai aumentar a Glicemia desse animal e reduzir a mobilização da gordura corporal é mais fácil de administrar do que eu deixar aquela infusão contínua Então posso fazer ele em bolos e eu consigo fazer com mais facilidade por mais tempo e ele vai manter essa glicemia mais alta por
mais tempo também para uma vaca a gente vai usar aí de 225 MG 225 g de propileno glicol duas vezes ao dia por dois dias e depois a gente passa 110 G por dia por mais dois ou três dias para manter esse nível de glicose mais elevado e por mais tempo e Ruz UZ essa essa metabolização da gordura essa mobilização por um período maior E aí nesse meio tempo eu melhoro a dieta desse animal eu faço ela aumentar o consumo de de de alimentos ali com maior valor energético para que ela consiga suprir nessa demanda
e ela pare esse balanço energético negativo ela entre mais energia do que tá saindo pela produção leiteira E aí depois desse período eu paro com propileno glicol E aí é de dieta já é o suficiente para manter esses níveis energéticos além da glicose do glicocorticoide do propileno glicol que é o tratamento básico o que que eu posso fazer aí que vai auxiliar também os poupadores ou protetores hepáticos e os estimulantes de apetite seriam as vitaminas do complexo B que vão estimular o apetite vitamina C que vai ajudar a metabolização hepática e a colina que também
vai ajudar o fígado a metabol esses corpos cetônicos ali então monovim B12 monovim C então estimulou apetite ajudou a metabolização do fígado e o mercepton que vai ter a colina que vai ajudar a estimular esse o fígado a metabolizar esses corpos cetônicos e reduzir o acúmulo deles na circulação a gente tem outros produtos comerciais mas princípios ativos vitaminas do complexo B vitamina C e A colina e que que a gente pode fazer de prevenção para evitar esses quadros de cetose muito cuidado com a esora de condição corporal desses animais em todo o período ali de
vida escor de condição corporal no período seco naqueles pelo menos 60 dias entre a desmama e o parp eu tenho que manter o animal num suprindo todas as demandas ali nutricionais desse animal sem deixar ele engordar demais porque se ele chegar muito gordo no preparto ele tem mais gordura para mobilizar e para levar o quadro de cetose então monitorar cor de condição corporal fazer a dieta de transição que seria o elevar esses níveis energéticos esses níveis de nutricionais da dieta passando do período de vaca seca paraa dieta de vaca em lactação dieta de vaca seca
menor nível energético dieta de vaca em lactação maior Então essa dieta de transição seria um aumento gradual desse aporte energético nutricional aí para que quando esse animal parir e começar ali a ação ela não tem esse balanço energético negativo tão acentuado quanto teria se eu não fizesse essa dieta tá e a gente tem outras alternativas também outras técnicas aí para reduzir isso a gente tem a suplementação com niacina que é a vitamina B3 que ajuda a reduzir a lipólise então tem alguns estudos que já comprovam que o seu suplementar San assina não reduz a chance
de ocorrência de cetose também fazer a suplementação com a colina o paro melhor esse fígado para metabolizar esses corpos cetônicos então se eu tenho um fígado capaz de metabolizar mais corpos cetônicos eu tenho menos chance de acumular corpo cetônico e causar os distúrbios então eu posso fazer isso tudo essa suplementação aqui na dieta de transição e a gente tem outras técnicas também que seria o uso desses drenches comerciais que eles vêm com várias vitaminas e minerais e com o propileno glicol com fontes ali de glicose ou de precursores da glicose fazer esse drench esse propileno
glicol como rotina logo no pós-parto imediato tem algumas fazendas que a vaca acabou de parir Eles preparam esse drenche e ele é palat com o propileno glicol coloca ali um balde com água e idren e a vaca já ingere E aí dificulta que ela entre no balanço energético negativo porque eles já fornecem a energia necessária para ela não ter que mobilizar a gordura corporal então também é uma alternativa Então tudo isso resumindo é eu tentar evitar que esse animal entre em balanço energético negativo que ele engira menos energia do que ele tá precisando e passa
a mobilizar a gordura corporal então tudo que eu fizer para evitar isso entra como prevenção aí da cetose bom sobre a cetose era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula