Tem gente que manda, há quem obedeça. Afinal de contas, como conversar sobre o tema autoridade? Vamos lá!
É algo recorrente. Ninguém quer ser chamado de mandão, taxado daquele que se impõe pela força, mas ao mesmo tempo, nós precisamos, e até dependemos, de alguém que nos assegure que aquilo tá “ok”. Apoia no momento de uma decisão.
Daquele que manda. Isso funciona com crianças, com adolescentes, com adultos. É preciso ter a sensação de que se eu precisar, tem alguém que me dá um suporte vindo de cima.
Os pais ficam preocupados: “mas Claudinha, eu posso mandar? ” “Não é chato, não é feio, não é autoritário demais? ” Aí está a diferença.
Uma coisa é exercermos autoritarismo. Outra coisa é nos postarmos no lugar de autoridade. E por que não?
Crianças precisam de autoridade. Crianças, muitas vezes, precisam de alguém que diga para ela: “faça isso, não faça aquilo. ” “É agora.
Não é já, já. ” Adolescentes também. Os adolescentes dependem dessa figura, para entender se estão no lugar onde deveriam estar.
O adolescente não quer, por mais que fale o contrário, achar que está no comando da situação. Todos nós dependemos de alguém para falar isso. Vamos pensar um exemplo que eu já dei em outras ocasiões, mas quando você vai para um trabalho novo, chega a primeira vez e pergunta assim: “a quem eu devo me reportar?
” “Para quem eu devo entregar isso “Quem vai receber as minhas dúvidas? ” “Quem vai dizer o que eu tenho que fazer? ” Quando a resposta é “qualquer pessoa, vai fazendo, depois a gente vê”, eu nunca me encontro no meu lugar.
Eu preciso desse direcionamento. Eu preciso dessa autoridade. Muitos pais ficam inseguros com isso, porque não querem deixar os seus filhos acovardados, pequenos.
Mas isso não acontece quando nós exercemos essa autoridade. As crianças pedem por isso. É preciso, muitas vezes, uma resposta curta e grossa.
“Você tem que fazer isso, porque quem resolve isso aqui sou eu. ” “Por que eu tenho que tomar banho agora? ” “Porque eu resolvi.
Porque eu determinei. ” “Eu posso agora ficar na balada até às cinco? ” “Não!
” “Por que? ” “Porque eu não quero. E quem resolve ainda sou eu.
” Esse ainda sou eu é ótimo, porque deixa muito clar que nós estamos preparando as crianças. Estamos aprontando os adolescentes para ganharem o mundo. Antes deles estarem sozinhos e dando conta de si, o adulto precisa fazer isso.
Isso traz para crianças, para bebês e para adolescentes uma tremenda segurança. Então, não fiquem preocupados, não se achem mandões. Eles precisam disso.
Na verdade, eles pedem por isso. Vamos conversar.