[Música] sejam muito bem-vindos a mais um quadro do sos Fisio Ortopedia e nesse aqui a gente vai falar sobre os pontos chave da anatomia e biomecânica do joelho bom o que que a gente pode falar né ou começar falando sobre anatomia e biomecânica dessa articulação o joelho é uma articulação do tipo gingle então além das superfícies articulares composta né por três ossos seria então a porção distal do fêmur a porção proximal da tíbia e a patela né repousando ali sobre a região anterior do fêmur mais conhecida como Tróia essa superfícies articulares Mais especificamente esses pontos
que eu acabei de comentar com vocês eles são recobertos pelo que a gente chama de cápsula articular então a articulação do tipo Jingle do joelho também é chamada né ou classificada aí dentro dos princípios da anatomia de uma articulação sino o fato dela ser recoberta pela cápsula articular na face interna dessa cápsula apresentar o que a gente chama de membrana né é sinovial produzindo e absorvendo o líquido sinovial todo esse complexo configura o que a gente chama de articulação a sinovial Tudo bem então além desses três ossos né a gente tem algumas características específicas nessa
superfícies articulares características ou pontos anatômicos né responsáveis ou relacionados então a inserção de ligamentos músculos tendões e todo aquele complexo osteomium articular que configura a articulação do joelho né a gente chama essa articulação de articulação do tipo jingle porque é o nome que a gente dá é para articulação que faz movimento de flexão e extensão por muito tempo talvez ali na anatomia da faculdade a gente simplesmente associa o joelho a uma articulação que faz flexão extensão né então os macro movimentos seriam esses Tá e por isso a gente chama ela é popularmente de articulação do
tipo dobradiça o jingle mas aqui a gente vai entender e resgatar alguns pontos importantes o fato de que o joelho também é menor a magnitude realiza movimentos de rotação né e movimentos de translação que podem fazer ali relação a uma adução e abdução também ok então o fato dela ser conhecida como jingle ou dobradiça diz respeito ao que configura o macro movimento mais comum do joelho né dentro da sua hóstia cinemática que é a flexão de extensão mas vale lembrar que ele também faz ou consegue realizar né ocorre ali no joelho esses outros movimentos Tudo
bem então ele tem muito mais do que dois graus de liberdade né atingindo então adoção e abdução e também movimentos rotacionais Mais especificamente quando o joelho está num certo grau de flexão os movimentos rotacionais eles são mais visíveis né é possível a gente identifica-los de uma forma um pouco mais importante Ok então agora de forma específica nós vamos falar de cada uma ou das particularidades de cada uma das superfícies articulares que compõem a articulação do joelho a primeira delas é o fêmur distal ou então vindo ali do corpo do fêmur né dali daquele eixo longitudinal
do fêmur as primeiras proeminências ou a primeira particularidade óssea que a gente pode destacar aqui como nós podemos ver aqui pelo mouse são os epicôndilos epicondilo Medial e epicondilo lateral são eles são chamados de epicôndilos porque eles são pequenos conjuntos que estão acima né dessas duas tendências e protuberâncias ósseas desses dois blocos de osso que configuram o final né de forma bem abaulada convexa ali que configura um final do fêmur que são os côndilos femorais tanto Medial quanto lateral Ok então acima deles a gente encontra os epicondilos são pontos de inserção bem específicos lateral nele
se insere dentre outras regiões ali é parte por exemplo da face a lata né ou do tensor da face lata vindo então pela parcelato ou trato e o tibial né então são estruturas bem específicas o epicondilo Medial ele é ponto de origem de um ligamento importante que é o ligamento colateral medial do joelho então é interessante que a gente saiba identificar esses essas duas estruturas ósseas é quanto aos côndilos femorais eles não são iguais eles apresentam configuração né morfologia inclusive bem distintas entre eles Ambos são convex né mas eles apresentam tamanho e disposição morfológica bem
diferente então por exemplo o condilofemoral Medial ele é maior mais robusto ele é mais distal inclusive Então se observa os dois cônjuges aqui um do lado do outro o Medial ele é mais profundo né ele se projeta mais para região distal e ele também é mais posterior ele tem um bloco né um ele é muito mais robusto na região posterior do joelho quando comparado ao epicondilo lateral ou perdão ao cônjuge femoral lateral tá então isso tem uma relação Direta com o que seria da morfologia da tíbia também o cônjuge moral é perdão quando tibial Medial
e também tem uma relação com a configuração morfológica da patela Então tudo tá muito interligado pelo menos do que a gente chama de joelho é típico né da maioria de nós aqui tanto homens quanto mulheres Ok de forma típica essas morfologias vão se encaixando e tem uma relação entre elas assim como o condilo femoral Medial é maior mais robusto e mais distal o condilo femoral lateral tem uma particularidade em especial ele é mais anteriorizado ok que o cônjuge femoral Medial então ele é mais proeminente na região anterior o que faz com que ao ser visto
de frente quando você observa o joelho numa vista ali frontal como eu tô destacando aqui para vocês eu tenho uma região maior aqui na frente né inclusive com mais área de cartilagem tá e Alina que é a cartilagem que recobre a superfícies articulares e assim eu consigo identificar que aquela região corresponde ao contínuo femoral lateral tá a junção anteriormente né numa visão anterior Entre esses dois pontos anteriores do conjunto femoral lateral e do condilo femoral Medial a esse ponto a gente dá o nome de tróclea e é exatamente a troca que recebe a patela formando
Então o que seria a articulação fêmurpatelar a melhor forma que a gente tem para identificar né Inclusive a morfologia da troca é quando o joelho está em maior flexão que é o que a gente está vendo aqui na figura mais inferior da tela de vocês né essa esse essa posição aqui do joelho inclusive ela é assumida é quando a gente vai fazer uma radiografia né para identificar a morfologia e a qualidade as características da articulação femoro patelar Essa visão aqui a gente chama no Raio X por exemplo de uma incidência que seria axial de patela
né então eu tô vendo a tela ali meio que de baixo para cima tá E aqui nessa mesma visão eu consigo é quantificar tribulação da trócria tá isso é importante essa esse V que é formado entre a região anterior do condilofemoral lateral e do condilo femoral Medial tem uma angulação típica tá que gira em torno de 130 a 135 graus Isso é o que a gente espera tá de angulação da própria quando essa angulação tá muito maior próximo ali né aumentando o próximo de 180 graus eu tenho que a gente chama de troca displásica é
uma troca é rasa existe pouco anteparo ósseo de um lado e outro ali das paredes anteriores do conjunto femoral e lateral isso não é algo interessante uma vez que a patela ao repousar ali na frente da troca precisa desse anteparo ósseo né da própria mantido ali em volta de 130 graus 135 graus se eu não tenho anteparo a patela fica mais né mas instável ali na região da Tróia o que tem uma relação Direta com um casos de instabilidade fêmurpatelar em que a patela né ao não ter esse anteparo ósseo lateral e Medial acaba luxando
né normalmente para região lateral tá um outro ponto importante do condilo femoral lateral é que o fato dele ser mais anteriorizado faz com que esse anteparo né Essa parede lateral da troca seja maior do que a parede Medial então quando eu tenho uma própria Rasa normalmente a patela acaba se deslocando para lateral existe um eixo né um princípio mecânico já trazendo a patela para lateral quando eu não tenho uma Tróia de configuração morfológica típica é comum que a gente apresente né que o paciente apresente deslocamento lateral da patela Ok então quando eu observo essa radiografia
ou essa incidência com a tela né em axial a região em que eu vejo maior disposição óssea né então uma região muito maior do que a outra na trócler eu já sei que ali deve ser né o quântico femoral lateral a região lateral do joelho Porque de fato esse anteparam ósseo lateral do condilo femoral é maior ok seguimos então para as características típicas da tíbia né então como a gente apresenta aí estruturas anatômicas ou superfícies articulares que tentam se encaixar apesar do joelho não apresentar uma uma congruência muito boa né Diferentemente por exemplo do quadril
em que existe um acetábulo né que recebe muito bem a cabeça do fêmur então é uma cúpula na qual é encaixada uma uma semi esfera né que seria a cabeça do fêmur aqui no joelho a gente não tem isso a gente tem duas estruturas convexas que são os côndilos femorais que repousam em uma estrutura que é o platô tibial né de forma geral praticamente plana Tá mas é por isso inclusive que no joelho a gente dispõe ainda mais da integridade dos ligamentos estruturas moles para manter a congruência e estabilidade dessa articulação né Mas de fato
Apesar desse na superfícies convexas estarem repousando basicamente em uma superfície plana que seria o platô tibial essa superfície ainda tem algumas características é interessante Então assim como o condilo femoral Medial ele é maior e mais robusto o condilo tibial Medial tende também a ser maior né e mais robusto tá que o condilo tibial lateral acaba sendo um pouco menor certo isso é interessante assim como o condilo femoral Medial ele acaba sendo mais distal ele se projeta né mais distalmente que o lateral isso faz com que a superfície articular do côndilo tibial Medial seja ligeiramente côncava
para receber aquele condilo femoral mas distal né um pouco mais proeminente para distal já a superfície articular do condilo tibial lateral ela te mais plana ou em alguns casos até convexa na tentativa de chegar né numa equalização ali dessas duas alturas digamos assim do conjunto dos dois côndilos femorais um pouco mais digital que o outro ok então quando o tibial lateral menor né em robustez óssea digamos assim e talvez mais plano ou até um pouco convexo condilo tibial Medial maior e um pouco mais é côncavo para receber o condilo tibial Medial assim como a gente
tem uma similaridade entre os dois côndilos da tíbia com o uso do fêmur a gente também vai apresentar uma similaridade de características dos meniscos né tanto Medial quanto lateral é em relação aos cônjuges ou as características morfológicas dos seus cônjuges equivalentes Conde do tibial Medial e condilo lateral tibial lateral né isso porque os meniscos eles estão intimamente relacionados eles estão fixos inclusive nos dois platôs né nos dois planaltos tibiais ali é equivalentes tá então esses meniscos estão fixos por uma série de ligamentos né a gente tem aí que a gente chama de ligamentos coronários que
são ligamentos que juntam mesmo essa questão periférica né aquela região periférica dos meniscos aos cônjuges né e alguns outros ligamentos que a gente vai ver aqui no decorrer da nossa aula tá mas aqui ó observando essa mudança né que acontece é que eu tenho platotivial inteiro sem nenhum tipo de incremento e logo em seguida eu tenho uma representação do que seriam os meniscos Então eu não sei quanto de vocês lembram aqui mas na faculdade a gente aprende uma regrinha né que a regra do Citroën para dizer ou relacionar o ser com o menisco medial e
o ó do Citroën com o menisco lateral a gente sabe agora né ou deduzindo essa questão dos meniscos em relação a característica morfológica da tíbia a gente vai não vai mais precisar fazer a relação a gente simplesmente vai lembrar aqui o fato do condilo tibial Medial ser maior faz com que o menisco medial acaba sendo maiorzão também E aí ele vira esse formato de ser né que é o que a gente tá vendo aqui esse menisco mais aberto tá Em contrapartida num Conde do tibial menor né menos robusto a gente tem um menisco menor também
ele acaba tendo a semelhança ao uó né da lá do Citroën que é esse exemplo aqui que a gente tem desse outro lado tá então aqui nesse joelho visto de cima eu sei que o menisco que eu tô enxergando aqui eu pelo menos do meu lado direito é o menisco medial por ser maior né mais próximo de um ser e o meu menisco do lado do meu lado esquerdo é o menisco lateral por ser menor e mais próximo parecido com o tá os ligamentos coronários eu não tô vendo aqui porque ao ver de cima eu
não vejo né Essa questão da Periferia mas já Lembrando que são parece uma linha assim costurando né uma série de linhas costurando a região periférica dos meniscos encaixando essa região na borda dos tibiais tá mas aqui eu consigo enxergar um outro ligamento que é bem característico e nos ajuda Inclusive a saber o que é anterior e o que é posterior nesse joelho visto de cima que transverso tá liga o ligamento transverso aqui dos meniscos ele liga Os dois córnes anteriores dos meniscos tá então só para que a gente se situa né os meniscos têm uma
região lá na frente que a gente chama de corna anterior né que eu tô apontando aqui para vocês a gente tem essas duas regiões aqui atrás né do menisco lateral e Medial que é o que a gente chama de corno ou cornos posteriores e o corpo do menisco que é o que tá aqui né na interlinha entre essas duas regiões de corno anterior e posterior tá o ligamento transverso ele entretenivelmente liga os dois cornos anteriores dos meniscos e a gente não tem ligamentos transverso lá atrás então ao olhar de cima essa tíbia eu vejo essa
tirinha aqui de ligamento aqui na frente eu já sei que essa é a região anterior desse joelho porque esse é o ligamento transverso ligando é uma fita né que liga ali a região dos Dois Córregos anteriores dos meniscos lateral imedial ok a gente tem também os chamados ligamentos menisco femorais que são inclusive ali em concurso público ainda aparece muito essa questão é o que a gente chama de terceira banda do lcp Porque eles estão posicionados posteriormente né inclusive o lcp tá aqui ó disposto né saindo do congelo é Medial indo ali para região posterior esses
dois ligamentos abraçam mais ou menos assim o lcp tá o ligamento cruzado posterior então por isso eles são chamados inclusive de terceira banda do lcp ele saem do menisco né lateral ali e vão para o fêmur tá ou vice-versa por isso que a gente chama de menisco ligamentos menisco femorais tá a gente tem o ligamento de treinamento de risberg a gente vai ver isso em alguma outra foto aqui mais na frente ok e por fim também fazendo uma relação com a fixação dos meniscos mas agora mas é particularmente com o menisco medial a gente tem
o ligamento colateral Medial tá que é o ligamento que liga o fêmur a tíbia só que uma porção mais profunda desse ligamento está diretamente colada no menisco medial fazendo com que esse menisco seja mais fixo tá do que o menisco lateral Ok então Inclusive essa é uma das hipóteses do Porquê a gente tem mais frequentemente lesões de menisco medial em relação ao menisco lateral Provavelmente por ele ser mais fixo ele se adapta muito menos aos movimentos rotacionais e alguns outros movimentos do joelho fazendo com que ele rompa né os filhos de forma mais comum do
que o menisco lateral e aqui né então vou fazer aqui a dobradinha de novo meniscos desenhados né E aqui é uma foto de uma peça anatômica tá diretamente mostrando para gente né um menisco mais estreito menorzinho que é o menisco lateral e o menisco maiorzão até um pouco mais esbelto mais aberto em forma de ser que é o menisco medial Ok nesse momento a gente consegue identificar uma vista posterior do joelho Ok eu consigo identificar que aqui é o côndilo lateral o condilofemoral lateral consigo identificar aqui ó essa tira essa fita que ao longo dela
não existe fixação em nenhuma outra parte que não no epicôndilo femoral né no epicondilo lateral e vai ali para a cabeça da fíbula lá embaixo passando até o platô tibial Esse é o ligamento colateral lateral aqui na frente a gente vai falar dele mas ele também me ajuda nessa nesse senso de posicionamento ao olhar para o joelho ok é mais uma vez né frisando É uma vista posterior e eu tenho então um lcp aqui ó saindo do Conde do femoral Medial e essa tira discreta aqui inclusive pouco de Secada é uma das bandas do ligamento
menisco femoral né que acaba saindo também do congelo femoral Medial e vai lá para baixo próximo do menisco lateral né Então essa região aqui mostra para a gente um deles o outro tá lá na frente então eu não consigo identificar aqui tá mas só para vocês verem que ele realmente abraça né esses dois ligamentos abraçam o lcp ok vale a pena a gente lembrar que Diferentemente do que a gente imaginava em que os meniscos Eles simplesmente estariam ali para melhorar o amortecimento na articulação do joelho a gente sabe hoje que essa fibrocartilagem né que são
os médicos são estruturas cartilagem uma cartilagem mais densa mais rígida do que a própria cartilagem ali né Essas estrutura dias antes de qualquer outra coisa elas estão ali para melhorar a congruência do fêmur com a tíbia lembrem lá no comecinho da aula em que eu comentei com vocês que a gente tem uma congruência óssea ruim comparada a outras articulações ela é ruim no joelho porque eu tenho duas estruturas convexas né bem convexas que são os cônjuges Morais repousando sobre uma estrutura praticamente plana que seria o platô o planalto tibial certo então para que essa estrutura
da tíbia consiga é aumentar né a área de contato para receber as estruturas conversas dos cônjuges femorais a gente tem então os meniscos se vocês observarem essa imagem aqui na ausência de menisco a carga dissipada né ali na Bíblia da estação entre fémo e tíbia ela passaria basicamente no centro de contato sem os meniscos né numa área muito pequena essa carga Essa dissipada numa área muito pequena pela física ela geraria né um desgaste muito rápido muito Evidente ali no centro do platô tibial do Conde do Tibel femoral e lateral e do condilo femoral também lateral
e Medial Então os meniscos ampliando a área de contato né então aqui com a presença dos meniscos aumentando a área de contato e consequentemente a dissipação a área de dissipação de carga entre febre tíbia a gente tem uma pressão dissipada em mais pontos o que faz com que essa pressão por ponto seja atenuada daí consequentemente o desgaste articular ele passa a não acontecer pelo menos de forma precoce tá então os ministros eles preservam a integridade do joelho certo por aumentar a área de dissipação de carga que acontece né O que ocorre nessa articulação por isso
que é muito raro deveria ser muito raro a recepção do menisco de forma total né então a gente sabe que em casos muito extremos Hoje em dia a gente faz recepção de menisco porque eles precisam ser preservados a Qualquer Custo tá inclusive recepção parcial a menosctomia parcial tem sido bem pouco indicada é também porque a gente identifica um aumento precoce né um avanço mais rápido de artrose na presença de manisectomia parcial uma outra coisa importante é que essa estrutura é apresenta tanto o lateral quanto Medial uma baixa vascularização a vascularização é que acontece o que
está presente nos meniscos ela ocorre basicamente na sua Periferia a região de corpo e mais central do menisco ela é pouco ou nada vascularizada certo então aqui pela imagem a gente consegue observar né são Ramos das artérias ginecológicas que que tocam ali na periferia dos meniscos Isso aqui é uma das características que fazem com que os cirurgião eleja é uma sutura ou uma minisicectomia né quando a lesão dentre outras coisas ela tá presente na região mais periférica do menisco ela tem potencial de cicatrização por conta da vascularização então é possível fazer uma mentectomia quando essa
lesão ela acontece mais no centro ou na região mais interna dos meniscos é não é possível fazer uma uma sutura beliscal porque ali não existe potencial de cicatrização uma vez que a cicatrização só ocorre só ocorre na chegada da vascularização certo então isso aí também é uma característica muito importante uma outra superfície articular né um outro osso importante dessa articulação extremamente importante é a patela então a gente precisa falar de algumas particularidades dela inclusive nós precisamos reconhecer as características da patela porque quando muito diferente Ou quando ausentes é bem comum que ali no dia a
dia Clínico a gente encontra algumas é alterações clínicas nos nossos pacientes como é o caso por exemplo é da luxação recidivante né recorrente de patela e é comum por alterações inclusive da morfologia é tanto da patela quanto da Tróia né que é a outra superfície que faz a articulação femoro patelar o que compõem a articulação femoro patelar bom a patela é um osso sesamoide Então ela é basicamente um moço acessório do corpo só que Diferentemente de outros sesamoides que não tem uma função muito definida a patela é o maior osso sesamoide do corpo humano e
tem uma função muito clara extremamente Clara que é de aumentar a vantagem Mecânica do quadríceps ele já já a gente vai entender um pouco mais a respeito disso mas antes a gente sabe também que ela tem um formato de triângulo Eu costumo dizer né visto ali num 2D em que a sua base ela está Projetada para cima Então essa região mais proximal da patela que é uma visão anterior né visto de frente a base da patela tá para cima né então é um triângulo invertido e o seu ápice está para baixo Ok então a base
da patela recebe o ligamento Ou melhor o tendão quadricipital né vindo ali do quadríceps e o ápice da patela da origem Ou serve de origem para o ligamento patelar tá é isso é bem característico que a gente precisa entender inclusive lá na anatomia palpatória a gente vai conseguir identificar isso a patela apesar de pequena né ela tem é Sete Faces articulares que em momentos distintos de angulação de flexão e extensão do joelho se articulam ou tocam ali mais precisamente na própria tá então isso a patela ela faz um deslizamento distal e proximal é sobre a
troca a medida que a gente flexiona e faz a extensão do joelho mas ela também se desloca lateralmente cada uma dessas facetas vai entrando em contato mas com a troca de acordo com a angulação de flexão extensão tudo bem É nós temos então é pela característica tá mais proeminente né do condilo femoral lateral na patela eu também tenho essa face lateral dela maior né fazendo jus a um encaixe mais congruente com essa Face do epicondi Perdão do Conde do femoral lateral já a região a face medial da patela é menor Ok é ou deveria né
ser menor ou é o que a gente mais encontra aí tipicamente na morfologia da patela de forma geral tá então a gente vai ver que algumas características né o classificações da patela é mais de forma geral a sua face lateral é discretamente maior que a sua face Medial pela anatomia e morfologia do fêmur tudo bem uma outra característica importante aqui que tem uma implicação Clínica muito séria né Muito direta é o fato de que a cartilagem retropatelar a cartilagem Alina que recobre a região posterior da patela é uma das mais espessas do corpo humano isso
não é à toa né sobre o joelho em diferentes condições do dia a dia e de atividades esportivas passa-se uma magnitude de carga extremamente alta então a cartilagem retropatelar de fato ela precisa ser bastante espessa só que ela tem uma característica ela é a neural ou denervada o que isso significa que não existe terminação nervosa que tem a relação com a cartilagem é retropatelar o que faz com que ali não exista nenhum tipo de potencial Nossa exceptivo da cartilagem ali na retro patelar e nenhuma outra cartilagem articular tá gente mas aqui tem uma relação Direta
com o que a gente chama de dorfeno patelar né que é uma condição Clínica Diferentemente do que a gente pensava no passado essa dor vem de qualquer outro segmento de qualquer outra estrutura menos da cartilagem em si porque nela não existe terminação nervosa ou nenhum outro tipo de potencial nervoso certo é porém atrás dela né que seria então o osso subcondral o osso que está abaixo é da cartilagem Sim a gente tem um potencial nosso sectivo maior porque o outro subcondral ele é extremamente inervado e vascularizado mas da cartilagem não a gente sabe que não
existe não é nenhum tipo de potencial nossa exceptivo tudo bem E aqui é o que eu tinha comentado com vocês sobre a classificação a gente tem uma classificação bem comum é para definir os tipos de patela que é a classificação de Weber né e a patela típica mais comum é a classificação do tipo 2 ou com a tela tipo dois de Uber isso também cai em concurso público que é mostrando para gente que a face lateral é duas vezes maior que a face medial da patela é realmente equilibrada né faça lateral e Medial são semelhantes
em termos de tamanho a gente tem uma patela do tipo 1 e quando a face lateral da patela é muito maior de três a quatro vezes maior que a face Medial a gente tem então uma patela classificada como tipo 3 de Weber Ok então o tipo 2 é o tipo mais comum o que a gente espera encontrar na maioria das pessoas tá face lateral apenas duas vezes em média né maior que a face Medial quando eu falo para vocês ou quando vocês ouviram ali dentro da anatomia biomecânica da faculdade que a patela ela aumenta a
vantagem Mecânica do quadríceps ou ela dá vantagem mecânica para o quadríceps talvez isso tenha ficado só decorado aí mas a minha ideia hoje aqui com vocês tentar esclarecer e fazer com que vocês entendam O que é esse aumento de vantagem porque né a gente atribui a patela uma a responsabilidade de aumentar a vantagem Mecânica do quadríceps isso basicamente tem a ver com a fórmula do torque né que a capacidade é do quadríceps então de gerar um movimento no joelho certo então não é só força é torque né que essa a força gerada sobre um eixo
de movimento gera então um torque e lembrando aqui que esse torque é o que a gente chama de torque interno né que seria então o torque é a capacidade era toque vinda do quadríceps Tá então vamos lá né se torque é força vezes a distância vamos identificar essas grandezas aqui esses pontos específicos aqui esse ponto Preto nessa primeira imagem que eu tô apontando para vocês seria o eixo de movimento é aqui que aconteceria então o movimento é de flexos extensão né no quadril É sobre esse eixo no quadro não no joelho é sobre esse eixo
que acontece o movimento de flexo de extensão A Distância desse eixo até o local onde o quadríceps faz a força né que seria então ali é por meio do tendão patelar na tuberosidade anterior da tíbia essa distância é o que a gente chama de braço de alavanca certo é a distância aqui da fórmula do torque e força seria a força gerada pelo músculo quadríceps né essa distância vezes a força é então a capacidade de torque desse músculo veja só vocês com a presença da patela o que a gente consegue observar dessa distância é que ela
é maior né saindo do centro de movimento de rotação até o nosso o nosso tendão patelar Por exemplo essa distância Com certeza é maior do que numa condição é de um indivíduo que não tem papel louco se a gente não tivesse patela façam vocês aqui né uma simulação do que seria essa distância Com certeza no exemplo 2 A distância é menor Então essa distância menor esse número menor tá isso é medido como se fosse milímetros mesmo tá numa grandeza é conhecida de distância é normal essa distância é menor multiplicada pela mesma força né então força
gerada pelo quadrícep nas duas condições Seria a mesma essa distância multiplicada pela força igualmente gerada ali pelo quadríceps Com certeza sem a patela né sendo vindo de uma distância menor Então esse quadrícep geraria um torque menor ou seja não ter patela Não É vantajoso existe uma desvantagem não ter patela o contrário é verdadeiro o fato da patela estar presente ela aumentaria então o braço de alavanca né ou essa distância aí do quadríceps Tá e isso faz com que ele gerando a mesma força tenha capacidade de gerar um toque maior Ou seja fazer a extensão do
joelho é mais fácil é melhor para o quadríceps quando existe a patela aumentando o braço de alavanca músculo Ok espero que tenha ficado Claro para vocês né E aí você fala assim não era eu não preciso entender isso todo mundo tem patela mais ou menos Existem algumas condições e é bem comum quando a gente lida com traumas por exemplo né em que o indivíduo ao sofrer um acidente muitas vezes automobilístico queda sobre o próprio joelho ele faz uma fratura tão com minuto uma fratura tão complexa de patela em que muitos casos o cirurgiões eles precisam
tirar né o que ficou ali de estrutura óssea da patela ou reduzir demais os pontos de fixação do quadrícera de treinar numa patela que reduz automaticamente essa distância entre o eixo de rotação e o ponto de fixação do quadríceps na Tíbia é uma vez reduzir dessa distância né em consequência de uma de um trauma uma fratura enfim é o qualquer tipo de necessidade de retirada da patela naturalmente eu sei que esse quadríceps está em des já não vai mais ser tão fácil gerar extensão do joelho Ok Isso é um ponto importante a se ponderar aqui
né uma outra característica da patela né que apesar dela dispor dos anteparos ósseos da parede lateral e Medial dos côndilos femorais lateral e Medial respectivamente isso não é suficiente Então ela precisa de estabilizadores estáticos e dinâmicos tendões ligamentos e os próprios músculos para se manter mais estável ali na frente do joelho ali na região da troca né Então essa congruência tanto de forma estática quanto durante os movimentos também depende desses outros estabilizadores então a gente estabilizadores Em vários pontos aqui da patela na região proximal né trabalhando ali na associação ou na junção entre o quadrícep
o músculo em si e a base como a gente pode ver a gente tem então o tendão quadríceptal né já trabalhando na base o melhor no ápice da patela e associando essa estabilização mais distal da patela até ali a região anterior da tíbia a gente tem o ligamento patelar né o tendão patelar Ok então Essa região é crânio caudal ela é toda estabilizada por esses dois pelo próprio tendão e pelo ligamento patelar então quadro hospital e ligamento patelar já a região látero lateral porque vejam apesar da patela se movimentar né subindo e descendo ao longo
da flexão de tensão do joelho ela também se movimenta de forma lateral ao longo desse movimento desse macro movimento de flexão e extensão aqui os estabilizadores são ligamentos que partem do fêmur A Mais especificamente do epicondilo tanto femoral Medial quanto do lateral e vão até a região Medial e lateral da patela a gente tem então o chamados é ligamentos fêmurpatelares ou patelo femorais né tanto Medial quanto lateral o mais comum e famoso deles é esse aqui que está destacado observem ele não é nada muito robusto né é um espessamento da cápsula articular mas é um
ligamento que estabiliza a patela é medialmente falando que é o ligamento patela femoral Medial que costuma ser rompido ou enfim a sua integridade costuma ser comprometida em situações como deslocamento né o instabilidade patelar tá essa a luxação patelar tá uma vez que a patela vai para lateral esse ligamento Medial é rompido ou comprometido né então todos esses tecidos mantém ou aumentam a estabilidade da patela sobre a própria tá e obviamente o músculo mais responsável por isso seria então o quadríceps né que também tem uma relação importante tanto na região superior da patela quanto lateral e
medialmente é por meio da inserção do vasto Medial lateral na patela também ok e por fim né é pouco comentado mas a gente tem também um importante estabilizador que fica ali encaixadinho atrás do ligamento patelar ou do tendão patelar que é a gordura de roupa né ela tá ali para preencher esse espaço é um tecido que tem uma relação Clínica importante porque esse tecido é extremamente vascularizado enervado então dele a gente tem sim um potencial nosso asseptivo é importante muitas vezes além de uma tendinopatia patelar por exemplo o indivíduo tá diante ou tem ali um
quadro associado o que a gente chama de rofite né inflamação da gordura de roupa é um tecido que tem uma relação Clínica uma apresentação Clínica característica importante tá isso por conta da sua extrema enervação né e vascularização também com potencial inflamatório Ok por hora é isso a gente se vê na parte 2 dessa aula de anatomia e biomecânica do joelho [Música]