muito bem agora vamos ao conto espiral Fique atento paraa diferença da linguagem deste conto em relação à linguagem do conto anterior né o rolezim ele vai trazer aquela linguagem bastante oralizada né repleta de gírias de uma escrita que representa muito bem a fala do jovem da Periferia e aqui você já percebe um outro uso da linguagem Olha só conto narrado em primeira em linguagem padrão narra a espiral de ressentimento vivida por um jovem da Periferia no começo da narrativa instala-se o mistério Olha só começou muito cedo eu não entendia então quer dizer o que que
começou muito cedo o que é que eu não entendia e que depois eu vou acabar entendendo bom aí a gente precisa seguir o fio quando passei a voltar sozinho da escola percebi esses movimentos primeiro com os moleques do colégio particular que ficava na esquina da rua da minha escola eles tremiam quando o meu bonde passava tudo bem a gente tem aqui a presença da expressão bonde né que é bem cara característica mesmo da gíria para referir ao grupo né de de garotos então quando meu bonde minha turma passava né OK mas percebe que de maneira
geral o que que nós temos aqui o predomínio da linguagem padrão começou muito cedo eu não entendia quando passei a voltar sozinho da escola percebi esses movimentos primeiro com os moleques do colégio particular que ficava na esquina da rua da minha escola eles tremiam quando meu bonde passava era estranho até engraçado porque meus amigos e eu na nossa própria PR escola não metí medo em ninguém muito pelo contrário vivíamos fugindo dos moleques maiores mais fortes mais corajosos e violentos andando pelas ruas da Gávia com meu uniforme escolar me sentia um desses moleques que intimidavam na
sala de aula Principalmente quando passava na frente do colégio particular ou quando uma velha segurava a bolsa e atravessava a rua para não topar comigo tinha vezes naquela época que eu gostava dessa sensação Mas como já disse eu não entendia nada do que estava acontecendo Então aqui você já já pode entender né O que é que eu narrador não entendia naquela época mas que hoje eu entendo e você também pode entender muito bem né quer dizer eu não entendia aqueles movimentos as pessoas se esquivando de mim o eh o puro e simples fato de eu
estar em um determinado lugar fazer com que as pessoas né se sintam acuadas a minha simples presença despertar medo nas pessoas Esse é o fato Esse é o aspecto não compreendido pelo do narrador né o comportamento das pessoas diante dele como se ele fosse uma ameaça tá então percebe que eu na minha escola eu era um dos garotos que sentia medo mas agora eu com o meu bonde passando na frente do colégio particular aí a gente passa eu passo a ser o cara que mete medo mas por quê Se as pessoas nem me conhecem e
não sabem quem eu sou deve ser alguma coisa relativa à aparência do sujeito né o modo como ele se veste quem sabe embora essa informação não esteja explícita aqui no no texto A Cor da Sua Pele Ahã a gente sabe que aqui ele tá sendo pré-julgado como ladrão como bandido como alguém que vai roubar vejam que a mulher segura a bolsa né então a gente sabe bem o que que significa isso né dentro de um código né de comportamento de uma sociedade estruturalmente racista bom dá uma olhada na sequência a seguir o protagonista comenta aparentemente
sem propósito a paradoxal situação de viver em uma favela da Zona Sul que é o paradoxo de você tá fisicamente muito próximo dos bairros né de classe média dos bairros elitizados até bairros ricos mesmo do Rio de Janeiro né e eh e ao mesmo tempo em que você tá fisicamente muito próximo você tá ali do lado existe um abismo social entre a favela e o bairro burguês né Então olha só as pessoas costumam dizer que morar numa favela da zona sul é privilégio se compararmos as outras favelas na zona norte Oeste baixada de certa forma
entendo esse pensamento acredito que tenha sentido o que pouco se fala é que diferente das outras favelas o abismo que marca a fronteira entre o morro e o asfalto na zona sul é muito mais profundo é sair do Beco dividindo com canos e mais canos o espaço da escada atravessar As valas abertas encarar os olhares dos Ratos desviar a cabeça dos fios de energia elétrica vê seus amigos de infância portando armas de guerra para depois de 15 minutos está na frente de um condomínio com plantas ornamentais enfeitando a caminho das grades e então assistir adolescente
fazendo aulas particulares de tênis é tudo muito próximo e muito distante e quanto mais crescemos maiores se tornam os muros que muros são esses são muros invisíveis né são muros que se colocam ali na prática social Ah então muito interessante essa percepção né do do paradoxo que é estar ao lado e ao mesmo tempo tão distante né é de repente você dar alguns passos e sair né do Olhar dos Ratos né da daquela falta de estrutura toda daquela miséria e de repente deparar com os condomínios de luxo tá pois bem ficará claro que é esse
Abismo social que o faz ser percebido como ameaça e é dolorosa tomada de consciência sobre o preconceito está na sua aparência Provavelmente na cor da pele no modo como se veste o que faz com que seja julgado como se fosse um bandido isso provoca no jovem o ressentimento e o desejo de Vingança E aí você já pode entender Até o título né espiral porque isso vai acabar gerando uma uma espiral de de incompreensão e ressentimento né de violência que pode ser simbólica mas que poderá um dia vir a se tornar mais do que uma violência
simbólica uma violência de fato olha só que que eu quero dizer com violência simbólica né já é uma violência você perceber que você vive privado de todas as coisas que as pessoas que moram ao seu lado têm em abundância é você mal e porcamente ter quem sabe eh saneamento básico e olhe lá e chegar ali do lado e tem um condomínio de luxo é você mal ep porcamente ter uma escola né ter ter uma educação de qualidade muito discutível e deparar né com os clubes em que se educam né e os garotos da burguesia então
isso já já é uma violência simbólica não é mas a maior violência simbólica é esse olhar preconceituoso é as pessoas olharem para você te tratando como um lixo né Isso é uma violência simbólica né Eh que provoca dor real mesmo no protagonista Olha só nunca esquecerei da minha primeira perseguição Então você percebe que os dois primeiros parágrafos eles dão uma espécie de introdução ali né de de contexto primeiro né eu na minha escola não metia medo em ninguém depois eu saio né na rua passo pelo bairro burgues e as pessoas têm medo de mim depois
eu conto olha moro numa favela que fica do lado dos bairros burgueses aqui da zona sul e aí vem essa finalmente vem essa situação aqui Da perseguição que vai ser o tema do conto né nunca esquecerei da minha primeira perseguição quer dizer que houve haverá outras né tudo começou do jeito que eu mais detestava quando eu de tão distraído me assustava com o susto da pessoa e quando via era eu o motivo a ameaça prendi a respiração o choro me segurei mais de uma vez para não xingar a velha que visivelmente se incomodava de dividir
comigo e só comigo o ponto de ônibus no entanto dessa vez ao invz de sair de perto como eu sempre fazia me aproximei ela tentava olhar para trás sem mostrar que tava olhando eu ia chegando mais perto ela começou a olhar em volta buscando ajuda suplicando com os olhos daí então colei junto dela Mirando diretamente a bolsa fingindo que estava interessado no que pudesse ter ali dentro tentando parecer capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que queria ela saiu andando para longe do ponto o passo era lento eu observava se afastar de mim então
percebe né que há uma espécie de inversão aqui porque o garoto que era vítima de uma violência que é essa violência do Olhar preconceituoso ele passa então a produzir também a sua própria forma de violência vamos dizer assim a reação dele é aproveitar-se dessa condição para tornar-se então de Fato né alguém ameaçador certo Ah é Você tem medo de mim então agora vou te botar medo só que ele faz isso apenas como uma forma de trollagem você pode observar né que ele olha diret fica olhando diretamente pra bolsa fingindo que estava eh se interessando no
que pudesse ter ali ou seja ele não iria praticar crime algum mas ele faz com que a pessoa Acredite né justamente para eh devolver o mal-estar que aquela pessoa provocou nele então isso acaba se tornando o quê uma espiral de incompreensão de né vamos dizer de de ódio de ressentimento tá é isso bom então perceba que existe um processo no preconceito que desumaniza e ao sentir-se dessa violência simbólica o protagonista não consegue deixar de sentir ódio por que que eu digo que desumaniza né olha só o que que ele vai dizer aqui passado turbilhão Fiquei
com nojo de ter ido tão longe lembrando da minha avó quer dizer como é que eu pude provocar esse mal-estar numa velhinha que podia ser a minha avó olha como ele procura humanizar a pessoa que estava ali né lembrando da minha avó imaginando que aquela senhora devia também ter netos Porém esse estado de culpa durou pouco logo lembrei que aquela mesma velha que tremia de pavor antes mesmo que eu desse qualquer motivo Com certeza não imaginava que eu também tivera avó mãe família amigos essas coisas que todos fazem todas que fazem a nossa liberdade valer
muito mais do que qualquer bolsa nacional ou importada Ou seja eu tentei olhar para aquela velha pensando é um ser humano né uma senhora que deve ter filhos netos e tal mas depois eu pensei como é que ela olhou para mim né quer dizer como se eu fosse um bicho como se né eu também tenho mãe vó tá certo eu também tenho um né um universo de de afetos que me fazem um ser humano sensível ela olhou para mim apenas como a ameaça hã ela me desumaniza só que de tanto eu receber esse olhar que
me desumaniza eu vou ficando com ódio com ressentimento tá E esse essa é a espiral que tá colocada no título bom Como já fica já ficara sugerido aquela forma aquela for a primeira perseguição né o narrador ele passa a repetir esse comportamento de forma obsessiva com diversas vítimas entendendo que aquele ritual né passa a ser uma espécie até de experimento social sim porque no primeiro momento foi só uma reação dele só só que ele foram tantas as vezes em que ele sentiu esse olhar de medo para ele de horror diante dele que ele passou a
reagir assim sistematicamente só que ele passa então talvez até mesmo numa forma de justificar o seu ato ele passa a entender aquele processo como uma espécie de experimento social como se ele tivesse realmente ali sendo um observador né dos comportamentos burgueses diante dele testando esses comportamentos como uma espécie de ciência certo é isso como se fosse um experimento sociológico É isso mesmo ele fala né Eh com o passar do tempo sua obsessão foi ganhando forma de pesquisa estudo sobre relações humanas passei então a ser eh tanto cobaia quanto realizador de uma experiência tá eu me
colocava nessa experiência também no ato de perseguir de correr esse risco né E ao mesmo tempo de observar os comportamentos das pessoas a paranoia que eu despertava né nessas pessoas que que tinha um medo da minha simples presença pois ó no dia em que ao esbarrar em um homem percebeu que este por reflexo Erguer as Mãos como se estivesse sendo assaltado encontrou a oportunidade de fixar-se em um único indivíduo como objeto de perseguição observação porque veja ele começa a pensar que o que ele tá fazendo é um processo de observação científica e ele de uma
certa maneira ficava frustrado porque esse experimento né Ele começava e terminava muito rapidamente né várias vítimas ele se refere às pessoas que ele observava como vítimas né ele fez ali certo mas era tudo muito rápido uma observação né de repente por alguns minutos e depois ele acabava né tomando outro caminho enfim mas ele tinha eh No íntimo um desejo de fazer esse experimento de forma mais prolongada fixar-se em um indivíduo e poder aprofundar o seu estudo e olha só um dia ele tava andando pela rua até que um dia andava pela rua era noite alta
um homem virou a esquina no mesmo momento em que eu trombamos ele levantou os braços se rendendo ao assalto eu disse Fica tranquilo vai embora depois de um tempo sentia mais uma vez aquele ódio primeiro descontrolado aquele que enche os olhos de água Olha né como isso machuca há tempos já tinha me abstraído da humilhação e até mesmo da vingança encarava O Desafio com um olhar cada vez mais distante científico tipo assim era só uma observação eu não sentia mais aquele ódio que eu sentia das primeiras vezes mas esse fato do cara esbarrar em mim
simplesmente tipo levantar as mãos Como se eu tivesse né assaltando ele Isso me fez reacender o ódio né o desejo de Vingança encarava O Desafio com um olhar cada vez mais G distante e científico Mas alguma coisa nos movimentos daquele homem o levantar de braços a expressão de terror fez reascender aquela chama do dia em que fui atrás da minha primeira vítima era ele só podia ser ele esperei um pouco e fui atrás invisível quer dizer que há algum tempo ele já tinha a intenção de escolher uma vítima fixa né e fazer perdurar a sua
observação e assim foi eu digo a vocês que passaram-se 3S meses né nesse processo em que o narrador ele vai observando né Eh acaba eh prestando atenção nas conversas do do sujeito quer dizer ele vai seguindo vai buscando estar nos lugares onde aquele cara estava E aí ele vai ouvindo descobre que o nome do cara era Mário não consegue saber os nomes das filhas do cara mas olha só né Eh descobre que o homem se chamava Mário e na ausência de informações atribui nomes às filhas e à esposa do sujeito curiosamente o narrador não nomeado
também não nomeia a babá das crianças e se refere com ironia ressentida a cena do lazer em família Olha só acabei batizando de Maria Eduarda mais velha e Valentina mais nova nomes compatíveis com suas carinhas de crianças bem alimentadas percebe né como ele eh tem aqui uma dose de ressentimento né ao comentar eh que essas meninas enfim Elas têm tudo olha só suas carinhas de crianças bem alimentadas a esposa dei o nome de Sofia olhando a a partir da minha distância pareciam felizes no dia em que foram fazer um piquinique no Jardim Botânico brincavam comiam
bolos doces observavam juntos as plantas um verdadeiro comercial de margarina com exceção da babá que o seguia toda de branco percebe né que a babá não não recebe um nome o narrador também não é nomeado Mas enfim ele acaba atribuindo nomes as personagens burguesas como se essas tivessem realmente uma uma existência plena dentro dessa sociedade onde ter é ser onde o simples fato de aparentar não ter faz com que você já seja um páia não é porque assim que o narrador ele é percebido pelas pessoas Então a gente tem essa esse olhar irônico aqui né
sobre a cena que parece um comercial de margarina e bom olha só como é que se desdobra a situação foram três meses de observação até que o sujeito percebesse que estava sendo seguido o narrador ele não fez questão de esconder isso ele foi observando e se fazendo presente sempre Imagina você todos os dias ter a sensação de já ter visto aquela pessoa ali até um dia que você se liga Caramba esse cara tá sempre onde eu tô H Olha só o narrador provoca situações de tensão fazendo com que o comportamento da vítima se torne cada
vez mais paranoico o clímax se dá quando o protagonista passa a rondar a casa de Mário olha só até que entramos na jogada final comecei a segui-lo como das outras vezes num lugar próximo à sua casa mas dessa vez ele não fez questão de me me despistar pelo contrário pegou o caminho mais rápido até o apartamento suava pelas ruas a cara vermelha também eu tremia diante das possibilidades de desfecho então aqui a tensão é mútua né ele entrou no prédio percebe né que o narrador ele vai cercando cercando tem um tempo inclusive em que o
o Mário Esse ele fica tentando despistar né Porque tinha medo que o narrador soubesse onde ele morava alguma coisa assim né medo que esse observador esse perseguidor acabasse Descobrindo a sua casa e tal só que o narrador já sabia protagonista já sabia onde morava o cara mas enfim Olha só antes havia tentativa de despistar e tal acontece que um dia o Mário né o a vítima o perseguido ele resolve seguir Firme em direção à própria casa ele entrou no prédio cumprimentou o porteiro feito máquina subiu apenas uma janela era o que se mostrava do apartamento
do meu campo de visão fiquei Mirando fixamente aquele ponto sem me esconder dessa vez se eu ouvisse também ele me veria alguns minutos depois apareceu máo completamente transtornado segurava uma pistola automática sorri para ele percebendo naquele momento que se quisesse continuar jogando esse jogo precisaria também de uma arma de fogo o conto termina assim agora olha só então a espiral ela acaba trazendo também uma crescente né de de tensão de incompreensão e de violência né o desfecho deixa em suspense O que poderia acontecer termina aqui fica em suspense o que que vai acontecer agora o
Mário vai puxar o gatilho o narrador né vai agora perseguir o o Mário usando uma arma o desfecho deixa em suspense que poderia acontecer nessa espiral de tensão social na qual a violência torna-se cada vez mais explícita o que nós temos na nossa sociedade extremamente desigual é muitas vezes uma vamos dizer assim uma uma tensão um tensionamento uma violência velada ela fica subentendida né quando o burguês olha de repente né pro Sujeito da favela segurando com né segurando a mulher segurando a B tipo existe uma tensão velada o que o narrador faz é tornar essa
tensão cada vez mais explícita né é isso mas e aí onde isso vai parar onde essa tensão social acaba né ah vamos dizer assim que o que o que vai acontecer o desfecho disso é o quê é a violência aberta escancarada bom an destacar a arma na cena final porque a arma é algo que aparece muito ao longo dos Contos aqui nós vamos ver inclusive na sequência vai ter um conto que fala né também sobre essa coisa do cidadão comum ter uma arma em casa das crianças de repente pegarem arma Você viu que ao longo
do conto também lá no início né o narrador ele falou que era muito doloroso né o choque de realidades quando ele sai né da favela os canos os fios elétricos os ratos os amigos de infância portando armas né então a arma é algo que tá muito presente aqui lá no primeiro conto rolezinho o cara vê a arma até na nas manchas na parede das infiltrações tipo assim tá muito calor a infiltração secou ficou só aquela mancha lá aí ele fala né a santa a a a pistola o dinossauro as as as formas que as manchas
na parede T então ele parece que ele ele vê a arma em tudo né esse sujeito ele já tá com o olhar dele muito né contaminado dessa dessa violência né Isso é fato bom uma curiosidade é que é bastante provável que esse conto tenha sido inspirado pode ser que não tá não temos como afirmar isso categoricamente mas é possível que esse conto tenha sido inspirado em um conto bastante conhecido de Ruben Fonseca né um conto chamado o outro Ruben Fonseca foi um escritor né que se destacou justamente com esse livro chamado Feliz ano novo que
é um livro de contos de 1975 ainda em plena ditadura o livro acabou sendo censurado né Por conta né das cenas de violência do vocabulário de baixo calão e tal né mas o o livro então ele era um livro de contos que continha uma narrativa breve chamada o outro em que um executivo ele muito atarefado e tal ele passa a perceber constantemente um sujeito dizendo doutor me ajuda por favor eu preciso de ajuda me ajuda me dá um dinheiro Doutor E aí ele vai tentando fazer de tudo para se livrar dessa presença constante do do
pedinte à sua volta do o outro certo só que o conto ele tem um desfecho em que cada vez mais né esse outro ele vai tomando a forma monstruosa ameaçadora diante de si né Tem tem uma coisa meio surrealista no conto do do rubben Fonseca que faz com que o protagonista se sinta cada vez mais ameaçado e com que a forma desse outro nunca muito bem definida vá se tornando cada vez mais monstruosa e assustadora só que então né num último momento de desespero esse esse narrador executivo do contra o outro puxa uma pistola né
e atira e depois depara com a criança franzina mirrada né estendida no chão certo então o conto tem essa essa questão surpreendente né de de ter uma construção imaginária desse outro ameaçador que depois se revela apenas uma uma criança franzina tá doutor me ajuda doutor né mas enfim eh o conto ele é bastante forte nessa questão né da do antagonismo Social só que ele tem uma diferença fundamental em relação a este aqui este conto aqui parece né o quê uma espécie de inversão do conto do Ruben Fonseca no conto do rubén Fonseca o narrador protagonista
é o homem burguês que se sente ameaçado nesse conto aqui você tem o jovem da Periferia que é visto que é percebido como ameaça né então no conto do rubben Fonseca o narrador protagonista burguês atira executa né a aquilo que seria a ameaça um simples garoto né E aqui parece que ao puxar a pistola o o burguês recebe em troca o quê um sorriso desafiador como se isso não fosse parar por aqui né mas o conto deixa em suspense o final ficamos por aqui então turma na sequência mais dos contos de o sol na cabeça