para odiar as pessoas precisam aprender e se elas podem aprender a odiar elas também podem ser ensinadas a amar essa frase de Nelson Mandela é inspiradora o que nos leva a refletir é que se aprendemos a odiar quantas vezes nós mesmos sem percebermos reproduzimos padrões que nos afastam do amor quantas vezes as crenças que herdamos limitam o cuidado que nós oferecemos a nós mesmos aos nossos filhos e as pessoas à nossa volta e o mais importante como podemos transformar isso em Um novo aprendizado baseado na Liberdade de ser e na empatia e agora eu lhe
pergunto você sente frustração ao ver mulheres sofrendo enquanto a cultura da violência persiste Você já se perguntou se seu filho está mais exposto à violência por ser homem você já viveu silenciou a sede moral sexual em seu ambiente de trabalho se você já se identificou com alguma dessas questões eu digo para você que essa dor não é apenas individual ela é pessoal Ela é profissional e social e precisa ser transformada por isso nós vamos tratar aqui hoje na palestra do menino ao homem como cuidar para que cuidem para que possamos viabilizar caminhos para romper com
esses padrões verdad e ensinar não só a nós mesmos mas as próximas gerações Como podemos cultivar o amor o cuidado e Equidade pois são valores fundamentais para a nossa sociedade e vamos focar aqui no tratamento na educação socioemocional de meninos que são os que mais sofrem com a repressão dos seus afetos e infelizmente são os que mais estão envolvidos nesses índices alarmantes de violência no Brasil em 2023 se registrou o maior número de feminicídios desde 2015 que foi o ano que se começou a registrar esse tipo de violência homens estão entre as principais vítimas de
suicídio 90% das vítimas de homicídios são homens no Brasil continua se registrando ano após ano a quantidade de homens que abandonam os seus próprios filhos e isso aconteceu com o meu pai quando o meu pai tinha apenas 8 meses de vida ele foi deixado pelo seu pai junto com a minha tia sua irmã eram duas crianças apenas e a minha avó teve que ser a responsável emocional financeira de todo o cuidado da casa dos filhos e ela sem suporte algum precisou cuidar dessas crianças a gente sabe o impacto emocional na vida de cada criança que
é deixada pelos seus pais e daí quando meu pai se tornou pai ele foi o pai para mim que ele gostaria de ter tido e Isso mudou completamente a minha vida positivamente e é um dos motivos de eu estar aqui hoje me tornei psicóloga com a referência desse pai cuidadoso e amoroso e também vi esse pai sendo responsável pelo lar só pelo cuidado em relação a mim e ele me criou sozinho desde os meus 5 anos de idade e daí em 2021 quando eu me deparei com a notícia de que eu seria mãe de um
menino eu comecei a ter algumas angústias me comecei a me questionar de como que eu irei criar um menino numa sociedade que o impede de sentir de Expor os seus sentimentos e ao me questionar sobre a violência e a agressividade imposta aos homens eu me questionei sobre qual seria o momento que as pessoas olhariam meu filho com desconfiança apenas por ser homem nesse momento eu uni a minha experiência pessoal e profissional como psicóloga especialista em psicologia da Infância e da adolescência pela UFRJ eu sei que a base para uma saúde mental e emocional sólida está
nos primeiros anos de vida mas também percebi que como mãe eu precisava mais fazer mais do que proteger o meu filho eu queria criar um ambiente onde ele pudesse sentir inteiro livre de estereótipos que ferem o seu desenvolvimento nesse momento que eu percebi que não era só sobre o meu filho era sobre todos os meninos e homens que carregam o peso dessas expectativas sociais decidi que deixari obgado um espaço para construir masculinidade saudáveis onde sentir não fosse proibido mais um ato de coragem e aí aos 14 anos de atuação como psicóloga clnica eu percebi ao
longo desses anos o como que os hom sofrem muito mais para lidar com as suas emoções e também são os que menos procuram por atendimento por ajuda e a maternidade despertou em mim a reflexão sobre como o machismo estrutural impacta a saúde mental de meninos e homens foi com essa visão que eu escrevi o livro infanto juvenil eu só quero brincar para incentivar uma educação emocional mais saudável desde a infância e daí não foi apenas um livro ele tinha que ser algo muito maior e surgiu um projeto e assim sim eu transformei e venho transformando
a minha dor a minha angústia em potência e surgiu o projeto socioeducativo eu só quero brincar que hoje faz parte da minha empresa da insira e conexão que Visa levar saúde mental e Equidade de gênero com foco na construção de masculinidad saudáveis através da arte o projeto resgata o afeto e o cuidado trazendo o menino o homem para um novo lugar onde ele pode expressar as suas emoções e construir relações mais empáticas e cocientes os nossos serviços contam com contação de história palestras e oficinas para todas as idades ferramentas vivenciais para transformar atitudes e perspectivas
criando um espaço seguro de aprendizado e mudança dentro da nossa empresa nós temos o nosso método próprio que é o método arte com quatro pilares amar reconhecer tocar e ensinar esse método é o fio condutor para transformar a educação de meninos e romper ciclos de violência e repressão emocional criando uma sociedade mais justa empática e amorosa trouxe aqui para vocês quatro aspectos pra gente poder pensar nessa questão primeiro aspecto é que meninos e meninas precisam se empoderar enquanto meninas mulheres precisam se empoderar no seu lugar no mercado de trabalho meninos e homens precisam se empoderar
no seu autocuidado no Cuidado consigo no Cuidado com os outros e com o seu contexto ao seu redor um outro aspecto é que a empatia começa pela preservação da sensibilidade humana não podemos criar pessoas mais empáticas se desde cedo nós estamos agindo com agressividade para com essas pessoas expressar os afetos é essencial para o desenvolvimento da Inteligência Emocional então assim como a gente precisa de um espaço para explorar para engatinhar para a gente poder aprender a andar né assim que a gente faz a gente arrasta os móveis pra criança explorar um ambiente pra gente conseguir
ter uma boa Inteligência Emocional a gente também precisa de espaço para expressar todas as nossas emoções e adultos são os principais responsáveis pela repetição dos estereótipos de gênero que são os preconceitos são as preconcepções de comportamentos que se dita o que menino deve fazer e o que menina deve fazer limitando total se o seu desenvolvimento então a gente precisa criar primeiro essa consciência então por isso hoje eu vou trazer para vocês vou focar no Pilar do reconhecimento porque reconhecer é o primeiro passo para transformação pois sem Conciência não há mudança Então vou trazer aqui alguns
exemplos que atravessam gerações e gerações que traz essa agressividade presente na maneira de falar de um projeto de educação que se tem é esse né Homem Não Chora seja forte Não seja fraco menino não brinca de boneca se você não obedecer eu vou te bater se apanhar na rua vai apanhar em casa também como será que essas falas que você já deve ter ouvido ou algo similar de forma direta ou indiretamente você absorveu isso como será que isso impactou na sua vida e se a gente mudasse se para está tudo bem chorar Suas Emoções São
válidas ser forte também significa pedir ajuda brincadeira não tem gênero brincar é liberdade os meninos carregam o peso de uma repressão histórica dos seus afetos são ensinados a serem fortes mas não a serem livres e é essa repressão que os prende em ciclos de violência mas imagine um lugar onde eles possam crescer com liberdade para sentir cuidar e serem cuidados é esse o legado que nós podemos criar e agora eu pergunto para você qual é a sua responsabilidade venha se una a gente para que a gente possa transformar Essa realidade social obrigada