[Música] deixa as Lides autárquicas para liderar um organismo da administração central do Estado Benjamim perira é o novo presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e está aqui connosco obrigado por ter aceitado o nosso convite para esta entrevista no direto ao assunto neste dia em que o governo detalhou melhor o plano para a habitação anunciado há dois meses e aprovado esta semana em conselho de ministros já vamos querer saber as prioridades que tem para este mandato Mas permita-me começar por aqui e por lhe perguntar como é que avalia este plano do governo para construir 59. 000 casas até 2030 com recurso verbas do plano de recuperação e resiliência e do orçamento do estado e as metas são realistas bom muito boa tarde a todos antes de mais agradecer a oportunidade para falar um pouco sobre a habitação eh a avaliação a palavra é a ambição e nota-se claramente preocupação com com a situação atual da habitação em Portugal e um projeto muito ambicioso que leva para um novo patamar a resposta às necessidades de habitação no no país importa dizer que se começou com enfim com com um cálculo de necessidades em 2018 para 26. 000 habitações claramente desatualizado Face às dinâmicas que se instalaram no país e portanto neste momento estamos a falar de quase 60.
000 casas e e portanto é ambicioso muito ambicioso mas na minha perspectiva e enquanto responsável pelo iru execícios mais rápidos serão porventura a aquisição e o arrendamento porque tudo o que necessite de elaboração de projetos e todos os procedimentos que estão implícitos certamente demorará muito mais tempo nomeado a própria construção da Habitação portanto Isto é preciso encarar isto com Como projeto a médio e longo prazo e não como projeto de curto prazo o curto prazo é para o prr até Junho de 2026 e e e com aquilo que já está a previsto e já está a ser trabalhado neste momento mas hoje foi dada aqui também uma nova esperança e e e uma atitude muito realista perante o problema por parte do governo eh que é no fundo perceber que não era possível executar estas 26. 000 casas Neste período até Junho de 2026 tirar daí 10. 000 casas colocar 10.
000 que estavam no primeiro direito mas que já estão numa fase mais adiantada e sim permitem cumprir a meta das 26. 000 casas até Junho de 2026 e garantir financiamento para essas 10 peço desculpa Espero que não seja confuso que eu estou a dizer ess essas 10. 000 que passam para o primeiro direito ficam com um tempo mais alargado de execução o que alivia também a pressão do ponto de vista da construção civil propriamente dita e da despenalização de mão deobra alivia também a pressão desse ponto de vista garantindo que essas 10.
000 que transitam para a frente que não poderiam então ser agora executadas em tempo útil terão apoio a 100% e ainda ficam aqui mais 23. 000 terá um garantidamente no primeiro direito 60% de apoio o que nem sequer era usual portanto tem também aqui um reforço por parte das verbas do orçamento de estado portanto um projeto muito bem gizado na minha perspectiva mista Claro muito realista eh e p vista da sua conização Sim claro que sim claro que sim agora é muito exigente para todos atenção Isto é muito exigente do ponto de vista dos municípios que têm que executar as suas estratégias locais de habitação é extremamente exigente para o iru que é uma infraestrutura que claramente ou uma estrutura peço desculpa que claramente não estava preparada para lidar com enfim Com tudo o que está a acontecer e no sentido em que durante as últimas duas três décadas esta parte e não houve uma preocupação com a habitação e as sucessivas tutelas eu posso quase dizer assim desinteressar se do Instituto de habitação e de reabilitação Urbana e portanto isto não tem implícito Nenhuma crítica a quem esteve antes de mim a liderar o Instituto nada disso muito pelo contrário certamente tentaram fazer o melhor possível mas a verdade que a própria tutela não olhou e os sucessivos governos não olharam para o problema da Habitação e não anteciparam cenários e portanto chegamos ao ao que chegamos chegamos a um ponto crítico ao momento crítico ao qual temos que dar resposta e deixa-me dizer isto porque eu tenho que eu dizer encontrei uma estrutura de facto que não está eventualmente capacitada neste momento mas com muita vontade de trabalhar gente muito motivada e eu tenho a certeza que vamos conseguir atingir estes objetivos mas que é preciso uma revolução integral no iru de hoje e no iru Que teremos para o futuro para da habitação em Portugal isso eu não tenho dúvida absolutamente nenhuma tenho a certeza tenho a certeza absoluta de que vamos conseguir dar resposta com os meios que temos mais aqueles que iremos no fundo aportar a este projeto era isso que iia perguntar diz que o iru neste momento não tem as capacitações de que precisa para levar por diante a execução do do seu trabalho o que é que precisa o que é que falta não precisamos de Recursos Humanos Precisamos de uma revolução tecnológica interna em termos informáticos de de mecanizar sistemas precisamos de proximidade aos cidadãos eh abrindo as portas do ir ao país se eu posso quase dizer assim utilizando eventualmente espaços cidadão locais de proximidade com os popul para que o iro não seja ún que simplesmente uma estrutura que está no porto em Lisboa porque o país é mais do que Porto em Lisboa temos que olhar para todos para todos os espaços eh enfim há muito a fazer repar muito a fazer do ponto de vista do Observatório dos estudos que são necessários para prever aliás se tiv sido feito no passado não estaríamos como estamos hoje Portanto olhar para o futuro da habitação em Portugal resolver os problemas permes do presente e esse é o nosso grande compromisso com a população de Portugal não tenha dúvida sobre isso mas olhar essencialmente para aquilo que será a habitação no futuro Neste País E para isso preciso um Observatório é preciso a funcionar ele existe p-lo a funcionar eh com resultados transmitidos para a comunidade para a tutela para que possa decidir em conformidade envolvendo também e a academia não é possível o iru não pode ser uma instituição que viva de portas fechadas entre si a pensar a habitação tem que tem que abrir isso a academia enfim a quem pensa estas matérias já agora olhar para aquilo que tem sido feito no estrangeiro Há muitos países que têm outras políticas de habitação completamente diferenciadas eh enfim que já passaram por situações como nós estamos a passar agora que resolveram o seu problema e nós devemos sempre ir beber conhecimento e não não tentar inventar a roda portanto não F alavancar noos também no conhecimento que outros já têm na sua experiência não é há há pouco falava no setor da construção vamos lá outra vez e porque o setor aponta uma lacuna de 880. 000 trabalhadores o Governo está a contar com a regularização dos 400.