[música] E ano que vem vem o peste branca. Peste branca. Peste branca. [música] fez uma piada de merda, racista. Ele é um psicopata, pessoa de problemas, mas que precisa ser penalizado. Eu acho um absurdo. Eu acho que você tinha que est na cadeia. Léo L, o alvo da piada do do Julé Luiz muitas vezes é a figura que se fodeu. Se fodeu. Uma juíza censurou o humorista Léo Lins. E para mim isso não é piada, né? Isso não é uma piada, isso é um ataque direto. Eu não faço esse tipo de piada. Não sairia de
casa pra rede um gordão virou o ícone da censura prévia. A comunidade surda quer que lein seja combinado. Só quer falar horror. Ele só quer mostrar. Eu tenho coragem. Ele tá proibido de sair do site de São Paulo. Que isso cara? É real o que tá acontecendo. [música] [aplausos] [aplausos] [aplausos] Muito obrigado. [aplausos] Muito obrigado. [aplausos] Obrigado. Obrigado. Pode licentar. Ministério Público não vai gostar desses aplausos. E dizem por aí que eu tô cancelado. Muito obrigado mesmo por vocês terem vindo. Olha, não sei se deu para para reparar, mas aqui no banco tem alguns papéis.
Vocês vão gostar muito disso. Sabe o que é isso? processo. [aplausos] [aplausos] Aplausos para um processo a OAB tá aqui que eu não tô entendendo. Vou deixar esse aqui pro final. Deixar esse aqui pro final. O bo é grande, tá? E nem é o maior no momento, viu? Eh, deixa eu fazer mais uma rápida enquete. Tô vendo que tem gente com a camisa do show perturbador. Camisa dos shows aí. Quem já assistiu algum show meu, seja ao vivo ou no YouTube, barulho. A grande maioria, a grande maioria. Creio então que vocês vão gostar do que
vão ver aqui, porque vocês são o viciado vindo buscar droga. Mas às vezes aparece um desavisado na boca de fumo. Você vê uma galera entrando, fala: "Deve ser legal". Vai indo atrás quando vê estupro. Então, [risadas] então para que ninguém se espante durante o show, eu já vou deixar claro, é um show com diversas piadas de humorácido. Eh, humorácido, para quem não sabe o que é, é aquele que zomba da vítima e protege o agressor, que nem faz o direitos humanos. A gente tem uma ali parecida, viu? E para vocês terem a melhor experiência no
meu show, vocês têm que deixar de lado duas coisas nesse momento, o celular e a empatia. A empatia inimiga do riso, ela estraga tudo. Ah, então vou rir da dor do outro. Vai, a dor não é sua. Aproveita que quando for sua vai perder a graça. Ah, então você ganha dinheiro com a desgraça dos outros. A igreja evangélica também. E eles têm muitos fãs por aí. Ai, mas eu sou evangélica, então ri da Umbanda, mas ri baixo, senão teu nome vai parar na encruzilhada. E olha, quem me conhece sabe, eu faço as piadas no palco.
Eu sempre falo que o humor não tem limite, o ambiente sim. Eu não vou ver, por exemplo, um anão na praia, jogar um palito de sorvete. Tom, uma prancha de surf, virar um copo d'águal o tsunami, arremessar coco, chuva de meteoro. Agora seria errado. Claro. Engraçado. Muito. Imagina você tá na praia, tu olha, vê um maluco jogando coco no anão. Maluco nervosão, ó meteoros. O anão fugindo igual um dinossaurinho. Anão parece que acabou de chocar do ovo, [risadas] terminou de formar. Paz a casa. Paz, vai me matar. [risadas] Eu não faço isso só quando ninguém
tá vendo. Ah, mas então você não faz piada fora do palco? Eu penso às vezes sai. [risadas] É quase uma síndrome de turet do nada, quando eu olho demitido. Mas por quê? Teletom [aplausos] é uma doença, é mais forte do que eu. Tento segurar, mas é difícil. [aplausos] Por exemplo, outro dia eu tava na casa de um amigo e o tio dele tem Parkinson. Só que ele não me avisou. Essas coisas tem que ser avisada. Na entrada da casa mete a placa. Cuidado, tio que treme. Eu tô lá na sala, de repente entra um ser
humano em vibracol. [ __ ] eu não tô esperando, maluco. Tô lá conversando, o cara entra. Parecia o robô do Picapau em curto circuito. P p p p p. Meu amigo chega para mim. É, ele tem Parkinson. Ah, não diga. Pensei que ele dançava aché em silêncio. Não tem horas que eu penso: "Deus tá me testando". Não é possível. Esse cara tava indo pra cozinha, passou por mim. Quer um copo d'água? Falei: "Não, obrigado. Já tomei banho hoje". Como é que ele vai me oferecer água? Se ele fosse bater um shake, eu deixava. Apelidei ele
de inimigo da dengue, nunca tem água parada. [risadas] Outra outra cena que ficou marcada na minha memória aconteceu na minha cidade, no Rio de Janeiro. Fui levar uns parentes lá no Cristo Redentor, que nunca tinham ido. Chegando lá no Cristo, eu vi uma cena muito bonita. Tinha um casal, a menina tava sentada e o namorado tava ali sentado no colo dela. Só que o namorado não tinha as duas pernas e um braço. Já me deu gatilho. Olhei, ã, pensei que legal vai ter um show de ventriloquismo. [ __ ] boneco realista. [risadas] Pelo menos não
tirou aquela foto clichê com os dois braços abertos. E tá aí uma menina que não se incomoda em levar um toco. Eu quase cheguei para ele e perguntei: "Eu já te vi atrás de algum maço de cigarro?" Eu eu dei um apelido para ele. [aplausos] Apilidei ele de Beatles. A maioria dos membros já se foi. [risadas] É um bom apelido. É um braço, a cabeça e o tronco. O jogo da forca só tem três chances. Aí uma vez me falaram: "Ah, e se um dia no seu show for alguém sem as duas pernas e um
braço? Tem problema nenhum. Eu só espero que não tenha pago inteira. É, vai zoando. Se ele te der um tiro, você morre. Olha, com recu da arma, ele morre junto. Arma de fogo é um assunto polêmico também, né? Quem aí é a favor de liberar arma de fogo? Dá um tiro. Calma, calma. Eu sei, eu sei que tem argumentos pró e argumentos contra, né? Muita gente fala: "Ah, se liberar arma de fogo vai ter muita gente se matando". Mas tem que pensar no lado ruim também. Vocês gostam de ônibus lotado? Eu não. Ah, muita gente
tenta se matar e não consegue. Libera a arma, vamos ajudar o próximo. E como assim? Olha, tenta se matar e não consegue. Olha, me desculpa se alguém aqui já tentou suicídio, mas eu não tenho o menor respeito por quem sobrevive ao próprio atentado. O qual merda você é para errar um tiro na própria cabeça. Que grau de parkingson é esse? Chega, não dá mais pá. Uma microcefalia severa, uma cabecinha. Tá difícil mirar. Tu pulou no primeiro andar, sobe mais, filha da [ __ ] [risadas] Suicídio é um assunto sério. Tem que pensar em como você
vai fazer. Eu vi uma menina, pesava 150 kg, sofria bullying. Claro. [risadas] Chamava ela de gorda. Por que será? foi tentar se suicidar se enforcando. [ __ ] sobreviveu. Primeiro, que laço é esse que entra no pescoço? Tiveram que trazer um peão de rodeio para fazer a forca. Ela amarrou a corda no galho e pulou do banquinho. Quem morreu? A árvore [aplausos] pega uma corda de atracar navio. [risadas] Já me falaram também. Ah, não se brinca com isso, com o suicídio. Isso aí é falta de Deus na vida da pessoa. Eu não acho. Eu acho
que é falta de Alá. Ninguém erra suicídio em nome de Alá. Certeiro. Todos. Todos. 100%. Por acaso? Por acaso você já ouviu falar em ex-homem bomba? Já viu a notícia? Salim é um ex-homem bomba e foi conhecer o Cristo Redentor com a namorada. Salinho todo [ __ ] só o braço. Uns dois meses atrás, aí eu vi uma reportagem lá em São Paulo, o rapaz ele pulou da passarela no meio da avenida. 6 da tarde, hora do rush. Pessoal querendo chegar em casa do trabalho, fechar as ruas, [ __ ] engarrafamento. Cadê a empatia do
suicida? Eu já começo a entender porque ninguém gostava dele. Acabei de ouvir falar, já achei um babaca já. [ __ ] pula num canteiro, num morador de rua, já resolve dois problemas. Por uns instantes ele teve um teto. [risadas] [aplausos] [aplausos] Já reparou que não tem morador de rua anão? [risadas] Será que eles caem no bueiro? Já pensou a comunidade de anão no esgotos cavalgando o rato? Que idiota, Pessoal. Não dá para eu ver a plateia direito. Se tiver algum anão aí, enchi de ratoeira no palco. Nem vem. Vai se [ __ ] otário. Vai
ficar grampeado. Quebrar a coluna aqui. [aplausos] Depois vai andar no carrinho da Hot Wheels. É, eu entendo, eu entendo que essa questão de deixar a empatia de lado, mesmo que momentaneamente as mulheres têm mais dificuldade com isso, né? A mulher costuma ter mais compaixão. Por exemplo, uma das várias polêmicas que eu já me envolvi foi sobre violência doméstica. Eh, por causa de piada, pelo amor de Deus, por causa de piada. Jamais encostei a mão numa mulher que quando eu dou uma voadora, ela já cai nocoutteada. Fiz a piada, saiu notícia, apologia e violência. Teve uma
que foi no teatro reclamar: "Isso é um absurdo, porque a cada minuto uma mulher é agredida no Brasil que não sei o quê, que blá blá blá." Deu um minuto. Eu pá, essa foi pele estatística. [aplausos] Levanta logo que o tempo tá correndo, viu? Pera aí. Você tá grávida? Então são duas. [risadas] Ó, vejo que vocês são pro aborto. É, jamais fiz isso. Já, jamais bati em mulher. Já apanhei. Panhe assim, levei um tapa, na verdade três tapinhas e aí soltei o matalhão, ela bateu. Falando sério, vocês acham que por causa dessas piadas alguém vai
sair daqui e agredir uma mulher? É sério? Vai chegar no meio da rua, moça, 59, pá. Tipo assim, eu cresci ouvindo piada de loura burra, que hoje virou um estereótipo banal, nenhum comediante mais usa. Mas a questão é: Eu jamais cheguei a pensar que louras são burras já, mas por mais que algumas sejam. Eliz Matsunaga foi burra. Fo vocês lembram desse caso? Alguns lembram em partes. Piada besta. Não, nem precisa. Piada besta. Nem precisa. [aplausos] Até o aplauso veio em parte. OK. Para quem não se para quem, para quem não lembra, não viu esse caso,
ela matou o marido, descartejou e para esconder o crime, colocou os pedaços em mala e espalhou essas malas no meio do mato, no interior de São Paulo. [ __ ] acharam uma mala no meio do mato. É uns quilos de mudança. Pediram delivery Shina in box. Foi burro. Se ela fosse inteligente, fazia o quê? Pegava um voo da Gol com duas escalas. Nunca mais eu ver a mala. Ia aparecer daqui 10 anos. Ou você tá só o pó iam falar: "Que que é isso? Acho que é farinha da Yok." Mas [aplausos] pra mídia, pro Ministério
Público, piada é o mal da sociedade. Mas sabe qual o mal da sociedade? A sociedade. A piada é apenas um sintoma, ela é um reflexo. Eu vou provar para vocês com uma piada, tá? Vamos lá. Entrou no bar. O francês, o alemão e o árabe. O bar explodiu. Quem você imaginou explodindo? E eu nem posso concluir a piada falando que foi o árabe. Senão você antecipou o final, a piada não vai ter graça. Ou seja, quem explodiu o bar? O francês. Qual o nome dele? Gian Mohamed. Essa piada machuca as pessoas. O muçulmano explodi, não
machuca mais. O problema é o fato, não é a piada, mas eles culpam a piada. Se eu fosse contar a mesma piada interpretando, já daria Mais problema, porque hoje não pode estereótipo. Quero acabar com vários estereótipos. Se eu fosse contar, entrou no bar o francês. I wi é preconceito, não pode. Os franceses não são todos assim, [ __ ] Eu sei, eu não sou [ __ ] [ __ ] já não pode mais, né? Proibiram essa palavra na época que ela mais tem representantes. Como é que eu não vou usar ela numa universidade federal? [aplausos]
[aplausos] É quase o coletivo de [ __ ] federal [risadas] e jornalista. Eh, proibiram essa palavra, mas pelo menos criaram uma palavra nova que tem o mesmo significado. Paz de pet. Mesma coisa. Ai, mas eu sou o pai de pet. Então você é um [ __ ] Tu pariu um cachorro por acaso? [aplausos] Olha, [aplausos] nem transando com seu irmão nasce um filho tão esquisito. [risadas] Tem gente que não pegou essa. Os pais devem ser irmãos. Aí não pode estereótipo. Tá bom. Vou contar a piada. Como vou falar então, tá? Então entrou no bar o
mexicano. Ui ui. Não faz sentido. Primeiro, mexicano não fala assim. Segundo, mexicano não ia tá entrando no bar, ia tá lá dentro limpando a privada. Ó o preconceitozinho aí. Tá vendo? Mexicano seria como? Ai ai ai. Arriba, arriba. Alguém acha que todo mexicano é assim? Que inferno seria pro México? Não imagina ônibus lotado. Andolê andê. Uma nação de cheirado em cocaína. Ai ai ai. Se os mexicanos fosse assim, todo americano era a favor do muro, né? [risadas] E claramente isso é uma agenda progressista, porque a mídia em geral é mais de esquerda. E aí não
pode nenhum estereótipo ligado a gay, negro, mulher, imigrante. Não pode sexualizar a profissão da mulher, mas reforçar o estereótipo que a polícia é racista, a mídia não reclama. Ué, mas é um estereótipo também. Vai proibir um, proibir todos. Mas daí esse não tem problema. Se eu postar agora na minha rede social, por que o policial recusou o óculos de visão noturna? Porque ele já é bom em atirar no escuro. Folha de São Paulo vai elogiar. Isso aí. Toda polícia é racista. Ele tem razão. [aplausos] Não tem problema. Olha, piada com Jesus Cristo. Maria Madalena, pode
fazer à vontade. Vai ganhar especial na Netflix todo ano, [risadas] vai entrar pela porta dos fundos. É. Ah, eu não entendo. [aplausos] Eu não entendo. Vai lá, feminista de 300 kg. Ai, Eu nem acredito em Deus. Falei, se eu tivesse teu tamanho também não acreditava. Dizem que Deus é maior, mas você ganhou. Olha, eu faço piada com tudo. Quem me acompanha sabe disso. Para mim, o papel do comediante é o mesmo de gente armada em escola atirar para todo lado. Não tem que mirar só em aluno ou professor. É rá. E é isso que eu
faço. Em umas coisas eu sou mais conservador, outras mais progressista. Uma hora eu sou processado, na outra demitido. É o preço que se paga. Por exemplo, um tempo atrás saiu uma história em quadrinho dos X-Men, que tinha um beijo gay entre dois personagens. Aí os conservadores ficaram mais irritados que travestir expulso do banheiro feminino. Prefeito do Rio de Janeiro, que era evangélico, falou: "Isso é um crime". Prefeito do Rio fala de crime é sacanagem. Os últimos seis foram presos, inclusive o evangélico. Eu me posicionei a favor do quadrinho. Falei: "Olha, quem tá lendo tem 14,
15 anos para cima, compra quem quer, lê quem quer. Qual o problema?" "Não, mas não pode. A criança vai ver, vai querer fazer igual". Então tem que recolher a revista do Superhomem. Criança vai achar que voa e pula do prédio. Ah, mas tem criança que faz isso e merece morrer. É um futuro imbecil a menos. Vai ser, [aplausos] vai ser menos um falando que a Terra é plana. Agora ficou plana. Olha, [risadas] menos um pai de pet. A revista tem o Volverini que leva um tiro e regenera. A criança vai achar que a prova de
bala. Aí me falaram: "Ah, mas ninguém vai querer levar um tiro no peito só para ver se aguenta e nem uma rola na bunda só para ver se aguenta." Este é o meu ponto. Mas mas [aplausos] aí também vem o progressismo. E agora todos os heróis têm que ter uma versão gay. [ __ ] todos aí. O Lanterna Verde é gay, o anel não acende, pisca todos aí. O Hulk é gay, o Homem de Ferro é o homem de levar ferro. O The Flash é gay. Já pensou o The Flash gay? Você tá parado. Eu
juro que chuparam meu pau e agora minha bunda tá ardendo. Que que tá acontecendo? Todos tm que ter a versão gay, tem que ter a versão negro. Já falaram: "Vamos fazer o superhomem negro? Eu quero ver a hora que tiver o filme do Batman Negro". O inimigo vai ser a polícia, vai proteger o Coringa. Ele não fez nada. Olha como ele é branco. [risadas] Deflash negro. Toda hora a polícia para. Tá correndo por quê? Aí vai ter o superhomem negro, Batman negro, defle negro, Aquaman Negro. Juntos eles formam o pagode da justiça. Sempre tem que
ter. [aplausos] [aplausos] James Bond. Já falaram: "Vamos fazer o James Bond negro. Já tá na hora do James Bond mulher. [ __ ] daqui a pouco tem que ter o James Bond com síndrome de Down. Não é o 007, é o 0047. Meu nome é Bond. [risadas] Pessoal com down tá sempre feliz, né? [risadas] A expressão deles parece que acabaram de dar um tapinha num baseado, não é? [risadas] Tem outra expressão muito comum que é como se tivesse derrubado no chão um sorvete que acabou de ganhar. [risadas] Sempre isso. Versão negro, versão gay, versão mulher.
Não tem o contrário, né? Tipo mulher maravilha. Ah, vamos fazer também o homem maravilha também. Que herói bosta também. Homem maravilha. Faz o quê? Joga vôlei. Vou bloquear seu preconceito. Eu quero ver a hora que tiver a Mulher Maravilha gorda. Mas eu quero ver botar no filme, não é no cosplay, não, viu? Que a Mulher Maravilha tem o laço da verdade. A pessoa quando tá ali fala verdade. Então alguém tá caino do prédio lá. Eu vou te salvar. Obrigado, gorda. Processo já era. Qualquer posição radical, seja para que lado for, para mim acaba sendo idiota,
sabe? Eu lembro quando saiu o filme da Mulher Maravilha, Algumas feministas, não são todas, mas algumas foram reclamar: "Ai, por que botaram o romance dela com um homem?" Porque a mulher maravilha, não a mulher caminhoneira. Ela é um símbolo do feminismo. Ela não precisa de um homem. Não precisa de um homem. Sabe quem inventou a Mulher Maravilha? Um guachinim. Foi um homem que, olha só, tinha duas mulheres. Olha a ironia disso. É o mesmo, sei lá, que o Pantera Negra ter sido criado pela Cuclus Clã. É um absurdo desse nível. Tão chegando ao ponto de
mudar pessoas reais, pessoas que existiram. Teve uma série sobre a história da Noruega, aí botaram atriz negra para interpretar, acho que era rainha por representatividade. Eu achei demais, porque abre um leque para muito filme bom. Você pega a história de Santos do Mon. Ã, meio bosta a história de Santos do Mon. Anão do [ __ ] Ele tentando voar num pombo, jogando milho para trair o avião, dormindo numa caixinha com 14 bis. Pô, já pensou Moisés fan? Ele para diante do mar. Aó a ierrenho. Pessoal, pessoal lá atrás, que que ele falou? Vai tirar água
do joelho. Para quem tá abrindo mar mja na água. Hitler cadeirante. Começa a ser todo de judeu e não tem rampa. Ele não entra em nada. F das ra. Steve Jobs travesti. Ele sofria bullying. Chamavam ele de Steve Blow Jobs. O sonho dele é que o iPhone fosse iPhone, que agora tem essa linguagem neutra, né? Pronome neutro. Você você já deve ter escutado alguém falando por aí. Não é menino nem menina, é meninê. Tem que terminar tudo com e. Ah, é? Então, [ __ ] Falei, já aprendi um pronome neutro, tô passando adiante para vocês.
E olha, e assim, [aplausos] de verdade, eu não sou uma pessoa radical, eu não sou. Se chegar para mim, mas qual é o seu problema em me chamar de mulher? O problema é que eu enxergo, porque tem uns que não se esforça, [ __ ] [ __ ] sobe no salto para uma peruca e fala: "Pronto, agora sou a Jorge." [ __ ] desculpa, eu tô vendo o Jorge de peruca. É o que todo mundo tá vendo, mas uns fingem que não. Aí a Jorge tá linda, Né? O vestido combinou com a barba. Oi. Veja
bem, se você amarrar duas corcovas num cachorro, para mim não virou um camelo. Aí hoje tem que ficar fingindo camelo bonito, trouxe do Egito. Nunca tinha visto esse camelo de perto. Eu vou estranhar. Vai ter hora que o Camelo vai latir. Ih, [ __ ] Acho que o Camelo tá com fome, hein. Eu não sei o que o Camelo come, mas aposto que ração de cachorro ele vai gostar. Cara, outro dia eu tava no aeroporto, aí tinha uma família com filho adolescente, devia ter uns 13 anos, geração Z. Ele tava segurando o cachorrinho e eu
escutei ele falar pro pai. Ele falou: "Pai, vamos ter que mudar o nome do Thor? A gente não pode presumir que ele é um cachorro macho. Ele pode ser um cachorro tranche". Se fosse meu filho ia falar: "É verdade, filho". Na verdade, a gente não pode nem presumir que ele é um cachorro, né? Às vezes é uma lagartixa no corpo do cachorro. Vamos jogar na parede e ver se gruda. Pega o Thor, pá. Ó, grudou Muda para Aranha, filho. Cachorro travesti. Pô, por um lado eu fiquei pensando, os cachorros têm uma coisa em comum com
os travestis. A maioria não mora com os pais biológicos, não é verdade? Olha, [aplausos] pessoal, pode aplaudir tranquilo. Não tem nenhum cachorro aqui, não. [risadas] Os cachorros não vão se ofender, viu? Veja, olha, chegar ao ponto da língua te ofender é a prova que o mundo hoje tá muito bom. Porque veja bem, não é um xingamento, não é um palavrão, não é uma ofensa, é a língua. A língua ofende. Você acha que 200 anos atrás a preocupação de um escravo era ser chamado de escrave? Você acha que isso ia melhorar o dia dele? Dá 50
chibatadas no escrave. Ui, já me sinto melhor. Vai machucar o corpo, mas não a alma. Ele reconheceu o meu gênero. É o meu senhor de engêner. Deus do céu, cara. Eu vi o vídeo de um sujeito ensinando a usar a linguagem neutra. Tá, tá, tá lá no YouTube, se quiser pesquisa depois. Era um sujeito bem gordo, claro, todo peludo. Ele estava de top e sunga do arco-íris. Destruiu minha imagem dos ursinhos carinhosos. Imaginei eles lambusado e não era de mel. E aí ele tava lá ensinando a linguagem neutra é para você conversar com pessoas como
eu? E aí eu pensei: "Mas que assunto eu vou ter com você? Vou falar o quê? E aí, analijoada rola? Cabe mais uma linguiça? [aplausos] Olha, eu vou precisar de tópicos para essa conversa, porque estão cancelando palavras hoje, né? Ah, tem várias palavras que associam o negro a algo ruim. Mercado negro é muito ruim. Mercado negro é ruim. É ruim pra Nike. Vende casaco a R$ 1500. Eu prefiro 2 por 100 no mercado negro. O casaco é o mesmo. A diferença é que lá eu dou o dinheiro direto pra criança que costura. Eu só tirei
a Nike da negociação. E o mercado não é negro por causa da cor de quem trabalha. Não hora mercado amarelo, é só chinês e coreano. E assim, tem várias palavras que assinou branco algo ruim, mas aí ninguém problematiza. Fala: "Pô, fui fazer uma prova, mas esqueci tudo, me deu branco. Esse cara no serviço não faz nada, ele passa em branco. Entrei no jitson agora, mas não sei nada, sou faixa branca. Essas palavras associ, não faz nada, não serve para nada. Quem assim não é o branco, é o índio. Tem que combater o preconceito. Tô aqui
para isso. Preconceito não. [aplausos] Sabe qual palavra tão cancelando agora? Clareamento. É, é sério. A justificativa é: ah, se não parece que o branco é melhor, meu Deus. Clareamento dental vai ser o quê? Escurecimento reverso, dentes mais brancos não pode. É dentes com mais privilégio, né? [risadas] Racismo tem um monte. Tem racismo estrutural, racismo velado, racismo recreativo. Inventaram a sua palavra racismo recreativo. Eu achei muito curioso. Por quê? Porque racismo é uma coisa horrível, terrível. Aí você junta com recreativo, que é um bagulho legal. É o mesmo que um homicídio lúdico. Mas o que que
é isso? Esquartejei a família dele. Mas e aí? Escondi os pedaços, fiz um caça ao tesouro. Ele montou o filho com os peitos da mãe. Foi divertido. Outra coisa, já está na hora da sociedade decidir qual palavra usar. É negro ou é preto? Por quê? Eu já vi gente criticando e defendendo os dois. [ __ ] e fica muito confuso, cara. Porque assim, você não quer ofender ninguém, você não quer, você vai pedir uma informação, precisa falar com a pessoa, você não sabe o nome, vai lá na maior inocência, falou: "Opa, tudo bom, amigo? Eu
precisava falar com um rapaz, é um rapaz negro alto, bem forte, um negão. Alguém escuta: Negão, [risadas] é preto. Olha o racista se fodeu. Dia seguinte, todas as pernas de fofoca alfinetei, choquei, chupei, jadei, mamei. Você vai aparecer em todos. Aí você pensa, bom, pelo menos eu aprendi outra situação, tu vai lá tranquilo. Opa, tudo bom, amigo? Eu precisava falar com um rapaz, é um rapaz preto. Preto. Eu sou negão. Olha o racista. Chupei, já dei, mamei tudo de novo. Outra situação. Tudo bom, amigo? Tu vai nervoso agora? Eu eu eu precisava falar com um
rapaz e ele [risadas] tem dois olhos a boquinha que mexe quando ele fala. [ __ ] nem sei se eu precisar tanto assim falar com ele. É um rapaz cor da noite. Se fodeu. Eu acho que é aí que surgem os apelitos para evitar esse tipo de problema. Que apelito parece que é um amigo teu. Você vai lá, tudo bom, amigo. Eu precisava falar com o Patolino sem Bo, o Zé Gotinha da Petrobras, o Gasparzinho do candomblé, a múmia de fita isolante. O fim de slide. Tá aí não. Radiografia sem osso voltou do almoço. Aí
o cara escuta o que que é esse branquelo, leite azedo, macarrão de hospital, resto de [ __ ] Uma vez eu vi um negro com vito, apilidei de carry code. Eu apontei o celular, falei: "Tô vendo você da leitura, querido, [aplausos] como eu te chamo, eu não quero ofender." Percebam que o apelido facilita muita coisa. O apelido faz muito sentido, mais do que o nome. Seus pais te dão o seu nome, você nem nasceu. O nome é como seus pais gostariam que você fosse. O apelido é como Deus te fez. Você pega Mateus, significa presente
de Deus. Nasce um anão. Não é um presente, é uma lembrancinha. Que que é melhor? Mateus ou Playmobil? Playmobil. Eu tinha um amigo que o apelido era purê, na verdade era batata. A gente mudou para porer depois que ele foi atropelado. [risadas] Talvez vendo faz muito sentido, cara. O apelido influencia muito. Você pega na luta, no MMA, o apelido pode te ajudar ou te atrapalhar. Alguém fala: "Ó, tu vai lutar contra o Vanderlei cachorro louco". Esse maluco vai ser brabo, né? Tu vai lutar contra o Vanderlei, cachorro de madame? Vou estuprar o cachorro. Se eu
fosse lutar, eu escolhi um apelido que intimida o adversário. Léo, soro positivo. Lins, o cara tentando me bater sem me encostar. [risadas] Tomei uma cotuvelada, tô sangrando. Ganhei a luta. Fico paradinho só jogando sangue. Esquiva numa gota, filha da [ __ ] Vai. O cara desesperado. Não, pera aí. [risadas] Ele pode até ganhar a luta, mas daqui 3s anos vamos ver quem é o ganhador. [risadas] O cara só descendo de categoria de peso. Semana que vem ele tá nos 28 kg. [risadas] Por falar em luta e apelido, eu estou sendo processado por um capoeirista. O
apelido dele é filho da [ __ ] Eu dei o apelido. Vai sair mais notícias sobre isso em breve, mas vocês já vão ficar sabendo aqui em primeira mão. Que que aconteceu alguns meses atrás? O rapaz deu uma entrevista no interior do Ceará fazendo uma denúncia que ele foi abusado pelo mestre dele. Isso quando ele era menor de idade, hoje ele já é de maior. Aí eu fiz um react dessa reportagem com algumas piadas, postei no YouTube, o nome do vídeo era entrou na roda errada e Marketing atraiu o clique, [ __ ] Putain [aplausos]
também tocou o birimbau de carne, achei o da roda menos agressivo. Mas ao mesmo tempo eu não fiz só piada, eu aproveitei o alcance do vídeo para fazer uma denúncia. Eu falei: "Olha, isso é um absurdo. Eu espero que seja investigado. O responsável devia estar preso". Aí chegou um processo. Eu não entendi nada. Eu falei: "Pera aí, o cara tá sendo acusado de abusar de menor de idade, aí eu faço piada e ele vem me processar". Aí meu advogado falou: "Não, mas quem tá te processando não é o mestre, é o aluno abusado". Foi abusado
mesmo. Tá precisando ver o mestre de novo. Tá na hora de dar o rabo de arraia. E veja bem, [aplausos] eu não expus o cidadão, nem a reportagem expôs ele, porque quando ele fez a denúncia, como de costume, tava só silhueta, tava só a sombra dele e ele tava com a voz modificada. A advogada dele teve a cara de pau na audiência de falar depois do vídeo do Léo Lins, todos Reconheceram ele foi o sombra cabeçuda com outra voz. Então ele é um ET. A voz não tá modificada. É assim mesmo. É que me abusaram.
Ela é. E ele fazendo piada com um tema sério, só porque ele disse que foi abusado pelo mestre pirata. Mas é importante. Eu falei: "Pera o mestre pirata?" Ã, que culpa eu tenho se o pirata enterrou o tesouro nele. Ela tem que reclamar com pirata. Percebam, percebam [aplausos] que mais uma vez o apelido te dá uma dica, né? Você chega para treinar e a aula é com o mestre Tora, vai pra outra academia, vai. Mestre Maria Mole é mais seguro. Mestre [ __ ] foi aluno do touro. Aí uma hora lá. É, ele também fez
pouco caso da escolaridade do meu cliente só porque ele disse que foi vítima de um estrupo. Aí ela leu a piada no tribunal. O Léo Lins disse: "Abre aspas, a rolada foi tão forte que empurrou a letra R para outra sílaba". Eu juro, Eu juro, eu vi o juiz segurando o riso. Ele, ele falou isso. É, [risadas] é você, você não deve falar isso, não é? [risadas] Onde é que tá o vídeo que ele falou isso, hein? Eu tive que tirar o vídeo da internet, mas tinha outra piada muito boa. Vocês iam gostar dessa também,
que eu imitava ele cantando na roda de capoeira. Paranauê para [aplausos] o pirata chegou. São as pirocas do Caribe. É. E aí, depois de muita delonga, uma hora o juiz falou: "Tá, mas é, então o que que vocês querem?" Aí é lá, como ele usou o nome do meu cliente, o primeiro nome estava na matéria, apenas o primeiro nome. Como ele usou o nome do meu cliente? A gente propõe que ele apenas pague 50.000 pelo uso do nome. Eu falei: "Como é que é? Meu advogado não fica calmo? Fica calmo, meu [ __ ] O
pirata usou o rabo de graça. E aí perdi o processo, mas não perdi a piada. Essa tava lá cravada. [aplausos] Mas tem que tomar cuidado com o que você fala. Toma cuidado. [aplausos] Murilo Cton uma vez se ferrou. O Murilo foi cancelado por ciclistas. Que bosta, né, cara? Que que aconteceu? Ele tava fazendo show, foi interagir com alguém da plateia, falou: "Ah, você faz o quê?" Aí o cara felizão de participar, eu sou ciclista. Aí o Murilo, nossa, meu sonho era dirigir caminhão e te atropelar. Deu merda, claro, né? Quando jogou no YouTube, depois ele
tirou para evitar problema, mas ele ficou muito preocupado. Chegou no SBT, veio falar comigo, com o Danilo, que que eu faço? Vocês estão mais acostumados. Ele ficou nervosão. Ele falou: "Porra, pegaram meu vídeo e mandaram para vários grupos de ciclista". Eu falei: "Pego o mesmo vídeo? Manda para vários grupos de caminhoneiro. [aplausos] Tá resolvido. Quem tem mais força? Não, você vai ter medo de um carinha de colã na bike? Vou te pegar. Uh, uh, Vem um caminhoneiro. P strike. Quero ver se ofender morto. Vai ter que usar um tabuleiro. Uija cancelado. Assinado porê. Olha o
nível de imbecilidade que a nossa sociedade está chegando. Uma vez eu fui gravar uma esquete no de noite que era como se eu tivesse possuído. Aí eu caía no chão tremendo, espumando, com sal de fruta na boca. No dia seguinte, várias ligações no SBT exigindo retratação. Era o grupo Mães da Epilepsia. Eu abri minhas mensagens, a um monte de epilético me xingando. Eu não entendi nada. Eu pensei em reunir todos e fazer um baile de espuma. Olha, olha a mensagem deles. Você não pode tremer. Não pode tremer. É errado tremer e espumar. Não pode. Aí
nesse dia, só de sacanagem, sem falar nada. A a maioria das pessoas não entendeu, mas eles pegaram. Eu postei no meu stories uma máquina de lavar tremendo, soltando sabão. E agora com certo processo Abrastemp, hein? Teve um outro rolo grande que eu me envolvi que foi com a comunidade autista e saíram várias notícias sobre isso. Que que aconteceu? Eu tava numa festa, aí me filmaram, falando: "Ah, o Léo nas festas fica quieto no canto dele, meio autista". Dei uma [ __ ] merda. Nem fui eu que falei, mas eu entrei no meio e o meu
argumento foi, eu falei, mas veja bem, Ficar quieto introspectivo, que não necessariamente é uma coisa ruim, para mim é uma coisa boa, é uma característica de alguns autistas, não de todos. Claro, os autistas mexicanos. Ai ai ai ai ai. [risadas] Eles são mais agitado. Mas mas é uma característica de alguns autistas. Aí a comunidade militante não, mas não pode. Não pode dizer coisa que ele tem, não pode nem imitar o que ele faz. Falei: "Não pode imitar". Pensei vai dar merda. Na hora lembrei dos judeus. Vocês já viram um judeu rezando? Eles ficam balançando igual
os autistas. Falei: "I vai ter que cancelar os judeus". Hitler até tentou. É, ele foi um ativista da causa autista. Essa parte a história não comenta. Eu não sabia. E aí [aplausos] nessa época eu fui no Pânico e eles perguntaram: "Ah, esse problema com os autistas, [ __ ] para quem me perguntou, programa ao vivo. Fodeu? Fui explicar o processo do autista, fiz uma piada, ganhei um processo de judeu. Foi dois em um. Esse aí chegou a intimação para ir na delegacia. Tô lá na sala, o delegado pegou um calhamaço de folha. Falei: "O meu
processo tá aí?" Falou: "O seu processo é esse aqui". Judeu trabalha. Judeu não é vagabundo não, viu? jogou na mesa, falou: "Agora eu vou chamar o delegado responsável e só para te avisar, ele é judeu, juro." Aí ele olha para mim e fala: "Tô de brinque, sou teu fã, [ __ ] [risadas] tá maluco, doutor, isó a delegacia, ó o nível do Brasil, cara. Eu no dia seguinte ele me mandou uma piada. Um delegado pegou meu celular no processo. Do nada chega uma mensagem, sabe quem pode da árvore genealógica? A Suzane Ristofen. Piada boa. Olha,
eles pegaram todas as piadas de judeu que eu já fiz na vida. Tinha uma que eu nem lembrava, pra teve uma que foi sobre, eu acho que vocês vão lembrar que quem é esse cara. Ele fez muito programa de TV, fez Eliana, tem um canal no YouTube bombado, é o Richard Selvagem, sabem quem é? Lembra? Um biólogo chato para [ __ ] Eu chamo ele de assediador da selva. Cara, esses biólogos são muito chatos. Todos eles vão lá na natureza com a câmera, fala: "Vem cá, vem cá". Ó o lagarto ali, ó. Tá vendo? Mostra
ele ali, quer ver? Olha só. Olha o lagarto aqui. Olha, quando eu coloco o dedo no rabo dele, [risadas] ele fica irritado. Claro. Você precisou estudar para aprender isso. [aplausos] Meu Deus do céu. Qualquer ser vivo funciona assim. Chega no meio da rua com a câmera, fala: "Vem cá, vem cá. Tá vendo aquele velho no andador? Eu vou enfiar o dedo no rabo dele. Ele não vai gostar não. Vem comigo. Vamos lá. Estudei o ser humano. Vou provar para você. Vou fazer barulho. O velho não escuta. [risadas] Você é imbecil, cara. E a piada que
eu fiz não era, não era zoando do judeu, era Zoando do Richard, que ele tinha um criador em São Paulo com vários animais. Aí uma época saiu notícia que no criadouro dele os animais ou morriam ou fugiam. Aí eu falei para ele, falei: "Richa, qual o nome do seu criadoro?" Animals? [ __ ] era zoando o criador, pô. Tem um outro processo que esse talvez seja o processo que me deu mais orgulho em ter recebido. Eu estou sendo processado por um índio. É sério, meu advogado ligou outro dia, falou: "Ó, acabei de ver aqui, tem
um índio te processando". Falei: "Mas eu nunca fiz show em tribo que Wi-Fi é esse no meio da floresta? Como é que o índio viu meu show? Processo chegou cheio de mentira falando que eu não respeito a comunidade indígena, que eu não tenho respeito nenhum com os índios. O meu advogado traduziu para mim, tava tudo escrito errado, que indio é burro. A mim triste, homem branco, mal ele fazer badá badá badá. Que que é isso? Um gato passou em cima do teclado. Quem que escreveu esse processo? [aplausos] [risadas] Isso aí. Isso aí foi na foi
na época do carnaval, porque não pode mais se fantasiar de índio. Aí já problematizaram isso hoje também. Aí no último carnaval só há uma matéria em vários jornais tinha foto de um índio. Não dá nem para ver quem é. O índio tá de cocar, cara pintada, palma da mão na frente do rosto e na mão dele tá escrito: "Índio não é fantasia". Falei: "Olha o pai de pet". Aí, veja bem, eu apenas postei a reportagem e escrevi: "Alguém dá um espelho pro índio parar de chorar [risadas] por causa desta inocente piadinha, o índio me processou
e sabe quanto ele tá pedindo? 20 espelhos. Antes fosse tô de brinqu. [aplausos] Sabe quanto ele tá pedindo por causa disso? 200.000. É, é sério? Ã, aonde vai guardar o dinheiro? Tem nem bolso, filha da [ __ ] 200.000 pelo dano que eu causei a comunidade indígena. Imagina a hora que ele processar Portugal. vai ter que casar o Cristiano Ronaldo com a filha do Casscique. E quem fez esse índio me processar, eu fiquei sabendo, foi um índio gay, ativista, Que no mínimo ficou puto porque foi expulso da tribo. Vocês já viram tribo de índio gay?
A tribo aqui daos chupar o cu e anomama. Já viu o índio falando aqui? Plantamos mandioca de forma diferente. Sentamos na mandioca, o índio caçando com a zarabatana na bunda. Peguei um boy. Eu nunca vi essa tribo, cara. A verdade que vários indígenas viraram massa de manobra política. Não todos, mas muitos viraram. Tem uma candidata à presidência lá do Acre, vocês devem lembrar dela, Marina Silva. Marina Soro Positivo Silva. Toda vez, toda vez ela vem com a proposta que eu não entenda. Eu quero salvar o índio. Então, chegou 500 anos atrasada, não sobrou 2%. Agora,
outra mentira que espalham por aí. Ah, o índio no Brasil tem cada vez menos terra. Cada vez menos terra. [ __ ] [ __ ] mentira. A maioria dos índios no Brasil tem pelo menos sete palmos de terra em cima. [risadas] E eu não sei como é que a esquerda defende. Não precisa aplaudir o genocídio indígena, não é? E eu não sei como é que a esquerda defende. OK. OK. [aplausos] Bom, tá bom. E eu não sei como é que a esquerda defende mais o indígenas. Se você reparar, ele é o ápice do que hoje
chamam de fascista. Ele tem todas as características. O índio é gordofóbico. Vocês já viram tribo de índio gordo? Tupina Bacon. Discovery Channel mostrando o índio gordão, caçando na selva, segurando a lança. Vindo correndo. [risadas] Tartaruga rápida não vai dar mandioca de novo. O índio é capacitista, que é o preconceito com deficiente. Você acha que se na tribo um índio fica cego? Eles tentam deixar a floresta mais inclusiva. Vamos amarrar chucalho na onça no rabinho pro ceguinho ouvir ela cagando pro índio cego. Sabe o que o índio faz quando nasce um deficiente na tribo? Alguém sabe?
Mata. Mata. Não, isso é da cultura de algumas tribos. Eu vi um documentário há pouco tempo. Nasceu um bebê com uma perna, eles enterraram. Não é que tá plantando para ver se nasceu a outra. [risadas] Índio é burro, mas não tantos. O índio mata deficiente. Quer ver um índio nervosão? Leva ele no teletom. Vai ligar pro Casscique. Traz Hilux. Muita terra, muita terra. O índio mata deficiente. Olha o nível do indígeno. [aplausos] O índio é machista. Eu vi quando tem briga de uma tribo com a outra, eles oferecem a Índia mais bonita pro cacique da
outra. Imagina ser uma tribo progressista. F. Não, não, não. Todas são bonitas. Vamos oferecer a Índia a tampa de vulcão. Vem para cá. A índia com 300 kg, ela se pinta a cabo urucum da floresta, se enche de pena, vira um carro alegórico de samba. O ganso entra em extinção na área. Tomara que seja paraelar a paz com uma tribo canibal. [risadas] Vai ter um frango de 10 tonelada. Falar em gorda também tem processo. Vocês devem conhecer. É uma bem gorda, mas é bem gorda para [ __ ] Olha, [aplausos] Ela mora em Minas, mas
um pedaço chega em Brasília. Os pratos que ela largou lá hoje usam no Congresso. Aqueles pratos lá fora era nela. Eu evito falar o nome, mas apelidei de Thaís. Táí explodindo. Vocês vão ficar do meu lado nessa. Essa foi a primeira que ela me processou. Olha só. Ela postou um vídeo no YouTube tornando público e ela é uma figura pública. O direito de imagem é diferente de uma pessoa anônima. Ela postou um vídeo cujo título é no avião. [ __ ] tá pedindo ou não tá? Eu vi isso me atacou muito bem, [risadas] porque veja
bem, ela está denunciando que o avião é gordofóbico, que as aeronaves têm preconceito com o gordo, [ __ ] Aí não dá para respeitar isso, cara. Eu eu juro, ela tá sentada na poltrona do avião, estão filmando e ela tá fazendo a denúncia. Olha, nem dá para abaixar a bandesia da comida. Você quer comer mais? [aplausos] É sério que este é o seu problema? Minha filha, se você parar de comer agora, você tem estoque para três encarnações. Ela tá no aeroporto de São Paulo se filmando. Na verdade é um drone filmando ela e ela tá:
"Ai, eu nem caibo no aeroporto". Eu falei: "Claro, que lugar de bongar". A mulher é tão grande que cegos desviam dela. Eu enxerguei. É maior que o sol. Eu não aguento. [aplausos] Bom, aí chegou o processo. Claro, eu já até sei quando é processo de gorda. Eu aprendi a reconhecer. A carta vem com açúcar, sempre cai um pouco. [risadas] Tivemos uma audiência, a audiência foi online, ela não cabia no tribunal. [risadas] Ainda fui obrigado a ouvir o advogado dela falar: "Ele adora fazer piada com minorias, como a minha cliente". Minoria. Realmente só tem três planetas
desse tamanho? Depois que ela nasceu, Plutão virou um planeta. Não, perdi o processo. Tive que pagar 5.000. Até até que saiu barato isso. Na na verdade o juiz me deu duas opções. Ele falou: "Você pode pagar 5.000 ou um almoço". Escolhi os 5.000. Bom, vai que é um restaurante aquilo, eu tô [ __ ] Ela acha que eu sou burro, pensa que eu sou um índio. E aí, por último, para encerrar, temos esse aqui, ó. Esse aqui. Ó, vocês estão, vocês estão uma plateia muito [ __ ] viu? Obrigado, Curitiba. Plateia sensacional. Obrigado. [aplausos] Obrigado.
Obrigado. Deixei, deixei esse aqui pro final. Esse aqui é mais pesado que ela. Esse o Bel é grande. E eu tô comentando esses processos no show que acho que a maior curiosidade de quem me acompanha é essa. Quantos processos você tem? Eu já perdi a conta. Eu sei que meu advogado mora numa casa maior. Censuras que seria problemas para fazer show em alguma cidade. Eu estou atualmente em 51. 51 cidades no Brasil que eu tive problema ou com governador ou prefeito, alguma autoridade política para fazer isso aqui, para vir num palco contar piada. Fora eu
ter sido xingado, cancelado, ameaçado, agredido, agredido. Uma vez eu tava em São Paulo, parado na rua, o maluco veio do nada pelas costas, deu uma pancada na minha nuca e o mais irônico, ele veio me agredir segurando uma placa escrito: "Não vai ter golpe". Saiu notícia. Teve a demissão do SBT, né? uma piada sobre hidrocefalia, que uma coisa que eu fiquei muito contente é que o primeiro show após esse incidente, teve um rapaz com hidrocefalia que foi no show e falou: "Pô, cara, eu sei que você fez a piada num palco, eu sei diferenciar as
coisas, por isso eu vim no seu show, falei: "Puxa, muito obrigado, sorte sou que eu cobro o ingresso por pessoa, não por cabeça". Continua meu fã e hidratado. É. E agora eu vou dar o contexto completo para vocês desse processo. Por quê? Porque na mídia só saem fragmentos da história favorecendo uma narrativa. E agora eu vou dar a versão completa. Para vocês terem noção do absurdo, a piada Que está citada aqui, eu tô sendo investigado pelo Ministério Público de três estados, fora outras investigações de outros estados. Eu tô quase completando o álbum do Ministério Público.
E essa piada que tá aqui, ela tava num show que eu lancei em 2016, um show que inclusive estava na Netflix, ficou dois anos lá, foi o tempo do contrato, nunca deu problema. Agora tá acontecendo tudo isso. A piada é uma dúvida que eu tinha sobre surdo mudo. Continuo, nenhum mudo me explicou. Quem já viu o show conhece. A dúvida é um surdo mudo com mal de Parkinson. É considerado gago. Faz sentido, né? Porque na linguagem de sinais você usa as mãos, todos os dedos. A letra J é isso. Isso é a letra J. O
Lula não pode fazer isso. Ele é analfabeto até em surdo mudo. Pô, piada bem construída. Claramente é uma piada bem construída. [aplausos] Por exemplo, ele não pode falar janja, né? Canha, nhanha, nhanha. Em Libras, o Lula é fanho. Nhan nhha. Bolsonaro também não fica longe não, Viu? Bolsonaro ia falar: "Ah, eu também sei falar com surdo. Olha o sinal aqui, ó. Olha dois sinal". Ó Mudinho, ó Mudinho aí, ó. Vou te dar bola. Não, mo, aqui é tirador de escola. Rá, é para todo lado. Pois bem, pegaram esta piada, apenas isso. Surdo mudo com mal
de Parkson é considerado gago. Postaram na internet e aí já começou. Olha o Léo Lins de novo. Mais uma vez preconceito, capacitismo, denuncia. E aí terminou nisso daqui. Eh, o responsável por isso foi um um militante com paralisia cerebral. Ele tem, não é uma redundância. Foi ele que postou a piada e fez a denúncia. O Léo Lins é capacitista. Na verdade foi o Léo Linsista. [risadas] Ele fala assim por causa da paralisia cerebral. É uma paralisia cerebral muito grave. Levou 10 anos para ele entender a piada. Este filha da [ __ ] ficou desde 2016.
[aplausos] [aplausos] [risadas] Mald Parkinson. Mal de par É gago. É gago. É gago. Ele me ofendeu. 10 anos pro merda entender. Ainda vem me dar lição de moral. E não é surdo mudo, é apenas surdo. Falei: "É, mas se eu tivesse essa voz, eu preferi ser mudo. Eu vou te processar". Falei: "Ô, você 3P, conversa com R2 D2, fala com o meu advogado aqui, o Chubaca. Oh, chato para [ __ ] E aí, Ministério Público? Eh, esse aqui é o primeiro processo que chegou para mim dessa série de três do Tribunal de Justiça do Estado
de Sergipe. É o processo original que eu trouxe aqui para vocês. Eu tô viajando com ele, por isso tá tá um pouco surrado. Tá igual mulher nos anos 50. E quando chegou isso aqui para mim, eu comecei a ler, eu falei: "Eu não posso guardar isso apenas para mim. Eu preciso compartilhar com a minha plateia. Não sei se vocês Claro, faço questão. Faço questão. Questão. Não sei. [aplausos] Não sei se vocês já viram como é um processo do Ministério Público, né? Algo muito sério, muito bem redigido. É justiça no Brasil é uma coisa muito séria.
Vocês que estão rindo ainda. [risadas] Deixa o Alexandre de Moraes ver essa risada aí. E agora eu faço questão de compartilhar com vocês esse processo aqui, tá? Vamos lá. Primeira primeira frase do processo. A voz dos surdos são as mãos. Se quiser calar o surdo, é só algemar ele. No máximo. Vai sussurrar. Por favor, me solta. tá me machucado. Quebra o dedo, ele já tá com a língua presa. Isso não está certo. Pare com essas coisas aí. Daqui ação civil pública, lei 11448. Eh, o Estatuto da Pessoa com Deficiência elegeu como órgão patrocinador de suas
demandas a Defensoria Pública que em verbes e adventes. Para que usar latim até hoje? Não, quem é que fala latim? Padre, o processo nem é de pedofilia. Não faz sentido. Quem sabe ler não tá envolvido. [aplausos] Mas eles têm uma explicação. Ah, é que o direito vem de Roma, é o direito romano. Aí na tradição mantém o latim. A pizza vem da Itália e o garçom não fala que vai mandar. Você vai no restaurante chinês, vem um negão te atender. Quem que vai querer comer agora? Cliente chinês olhando ele tá metilado, patolino. Aí daqui atos
criminosos do humorista Léo Lins. Eh, a comunidade sergipano de surdos, ao perceber que ele tinha espetáculo marcado, informou que iria se manifestar. Eh, e fizeram isso em três estados do Nordeste. Quando eu cheguei para me apresentar, na porta do teatro tinha um grupo de surdos protestantes. Estavam putos, [risadas] eu acho. Eles estavam se mexendo bastante. Eu falei, deixa a mãe da epilepsia ver vocês tremendo, tremendo e espumando de raiva. Vai cancelar vocês. Não pode também não, viu? Tá ofendendo também. [aplausos] Segurança veio. Falei: "Não, tá tranquilo". Até porque ou ele conversa ou ele me bate
e aí tudo que eu fui fazendo, eles foram incluindo no processo. A propósito, com grande ironia, o acionado responde a comunidade dizendo: "Pelo menos o protesto vai ser silencioso". Ele também disse: "Olha que legal, na porta do meu show teve um encontro de jogadores de imagem e ação". só corta a palavra. E em outra postagem no seu stories comparou os manifestantes com focas. E aí no parágrafo seguinte ele explica a piada caso o juiz não tenha entendido. A comparação com a foca, eu juro que tá escrito isso. A comparação com a foca dá-se em razão
de ser um animal que usa as nadadeiras superiores [risadas] e que emite sons curtos. entre parênteses. Ah, não. Aí não dá para levar a sério. Não é possível. [aplausos] O cara que escreveu deu risada. O escrivão virou meu fã, mas o maluco é bom, hein? [ __ ] tem mais processo dele aí, não. Daquela gorda deve ter. Puxa aí para ver as piedras da gorda. Tá aqui. Sons curtos. Hã, eles botaram em capslock. Hã, que gera uma associação ao som naturalmente emitido pelos surdos ao se expressarem. Eh, você repara então que a foca é capacitista.
Ela fica zombando dos surdos. E dos autistas que a foca balança. Cancela a foca aí. Manda o richa selvagem lá na foca. Quando eu passo o pênis na foca, ela foge. [aplausos] [aplausos] Manda ele lá estuprar a foca. Aí assim vai ter um pai de pet. O humorista fez uma nova postagem de cunho discriminatório, aonde ele associa a figura de um intérprete de Libras no show do rapper Eminem. aos gestos manuais de um personagem do Naruto. Para quem não entendeu, é que o Eminem fala muito rápido. Então o inérprete vai fazer vários jutsos do Naruto
ali para traduzir. Os [ __ ] entenderam essa. Pergunta a eles, ó. Um até aplaudiu que tá com a mão livre hoje. E registraram boletim de ocorrência. Boletim de ocorrência por causa disso. Cara, eu já fiz várias piadas de cego. Os cegos nunca foram reclamar ou foram parar no lugar errado. Os cegos na farmácia. Fora, Léo Lins, fora os clientes. Mas o que que é isso? Segurando uma placa promoção de bronzeador. Fora. Faz sentido nenhum. [aplausos] Ainda aqui registraram boletim de ocorrência e realmente realmente registraram eh há um inquérito policial em curso para apurar os
fatos e saiu notícia recente, deve ter uns quatro ou 5 meses dessa investigação policial que considerou crime o que eu fiz. E aí saiu a notícia, Léo Lins comete crime contra deficiente. Aí já vai a medida toda. Olha sempre ele mais uma vez. Pessoal só lêu o título, né? Ninguém vai ver qual foi o crime. Aí ele não sabe como é que foi a investigação. Ninguém ficou sabendo. Vou contar para vocês como é que foi essa Investigação policial. Me chamaram para ir na delegacia lá em São Paulo. Tô lá na sala sentado. Delegada entra, olha
para mim. Você de novo. Eu vou te indiciar. Falei: "Mas eu nem falei nada, não dei minha versão ainda." É, mas eu vou te indiciar. E olha que eu sou branco. Nem assim a polícia ajudou. após esse show de horrores que ele chama de comédia. Aqui eles colocaram vários dados estatísticos e é muito interessante a reflexão. Olha só, Sergipe possui 23.336 336 pessoas com surdez severa. Dois em cada três desses surdos t dificuldade para realizar atividades diária. Eles têm baixíssima inclusão. Apenas 7% dessas pessoas têm curso superior completo. Vocês têm todos esses dados e tão
preocupados com uma piada que o surdo nem ouviu. O surdo estava lá tranquilo. O Ministério Público foi lá e encheu o saco dele. Fala: "Viu o que que falaram de você? Não deixava o surdo em paz. [aplausos] [aplausos] Que que falaram? Que se você tiver Parkinson vai ficar gago. Que que que que quem falou isso? Arruma emprego pro surdo, manda eles pro se ento foca. Olha este processo, apenas esse são 87 páginas. Um processo junto a todos que eu recebi já desmatou 2 da Amazônia, viu? Tá mandando papel pra minha casa. Quando chegou isso aqui
para mim, sério, quase 100 páginas. Minha vontade era responder pro Ministério Público, falar: "Olha, na boa, vocês mandaram um livro pra minha casa, eu não vou ler. A hora que sair o filme do livro, me avisa. Se não for cinema mudo, eu assisto." [risadas] Vamos para a parte legal. Vamos para a pena. Eh, pena de punição, né? Porque senão o índio se ofende. Tudo. Vocês agora tiveram um contexto completo. Tudo por causa da piada surdo mudo com mal de Parkson. É gago. Piada de 2016 que já esteve na Netflix. Ministério Público de três estados investigando
esse ato terrorista. Tem nada mais grave para ser feito no Brasil. E vocês vão ver que é muito justo o que está sendo pedido na justiça. Vamos lá. Pena. Reclusão de 1 a 3 anos. Preso até 3 anos mais que o Lula. Tem mais. Multa. Multa no valor de 20.000 para cada piada preconceituosa. [risadas] Nem o Elon Musk paga essa aqui. Tem mais imediata suspensão de todas as redes do acionado. É, é para me apagar da história, né? que é para me remover da sociedade e me deletar do mundo virtual. Imediata suspensão de Instagram, YouTube,
TikTok, Twitter, Facebook e Onlyfens. Eu fiz um ensaio chama mestre pirata. Dá para ver a perna de pau. [aplausos] E por último, condenado ao pagamento de dano moral coletivo no valor de 2 milhões. Tudo isso por causa daquela piada. Vai ter o julgamento porque a polícia me indiciou sem nem me ouvir, me tratou como um surdo. Eu [risadas] eu vou ter que me defender dos surdos no tribunal, mostrar que eles estão mentindo de alguma forma, não se ofenderam. Me deia no dia do julgamento passar no banco, falar: "Me dá 2 milhões aí, mas me dá
em dinheiro". chegar lá no tribunal, espalhar tudo sem falar nada, jogar gasolina em tudo e riscar um fósforo. Nessa hora o mudo vai falar: "Não." E aí eu ganho o processo. Muito obrigado, Curitiba. Plateia [ __ ] Valeu, [música] [aplausos] [aplausos] [aplausos] [ __ ] foi [ __ ] para [ __ ] viu? Antes, antes de encerrar, vou pedir vou pedir para vocês sentarem, mas eu agradeço muito esses aplausos de pé. Obrigado mesmo. Eh, vou pedir mais 5 minutos da atenção de vocês pra gente trocar algumas rápidas palavras antes de eu me despedir. Eh, mas
de fato, de fato, chegamos ao final do espetáculo, por isso eu preciso fazer uma pergunta muito importante. Tá todo mundo vivo? Porque piadas matam. Piada mata e obesidade não. Parabéns ao século XX. Eu acho que vocês vão concordar comigo. A gente vem atravessando um momento de muita intolerância, né? Principalmente agora nos últimos 5000 anos. E [risadas] E é triste ver que o tempo passa e a intolerância permanece. No máximo ela vai mudando de aparência. Se a gente recuar alguns séculos para uma época chamada Idade das Trevas, a fogueira da Idade Média, o cancelamento de hoje
em dia, os inquisidores são os canceladores e quem não abaixa a cabeça pra ideologia dominante no poder é uma bruxa que tem que ser queimada e removida da sociedade. Eu sou completamente contra isso. Hoje fala-se tanto em diversidade, mas não quero diversidade de pensamento. Todo mundo tem que pensar igual. Fala-se tanto em respeito às minorias, mas a menor minoria é o indivíduo. E se esse não pensar do jeito que querem, também vai ser desrespeitado, por mais que pertença a uma das ditas minorias. E no fundo tudo é uma disputa por poder, como sempre foi e
continua sendo. Eu vou dar para vocês um exemplo do uso deste poder. Eu já fui, entre tantas coisas que eu fui, sou chamado pela mídia também, já fui chamado de racista, estou sendo chamado mais uma vez num processo grande com o Ministério Público de São Paulo, que ainda tá se desenrolando. Eh, e por que que eu fui chamado de racista? Por causa de piada num palco, sempre no palco. E porque eu já falei que eu faço o humor negro e aí tá escrito no processo. Ele ainda diz que faz humor negro, uma palavra racista. forçando
racismo na sociedade. [ __ ] é sério, cara. Eh, eu aprendi sempre a ir pesquisar antes de sair falando para não falar asneira, né? Ainda mais em algo tão sério, um documento pedindo a prisão de uma pessoa por um crime inafiançável. Eh, a primeira vez que essa palavra foi utilizada foi num livro francês da década de 30 chamado Antologia deumono que na tradução virou antology of black Humor no português, antologia do humor negro, que é uma coletânia de contos de diversos autores sobre assuntos variados, ou seja, não tem uma origem racista, mas ficaram três, 4,
5 anos repetindo essa mentira até virar uma verdade. Não se fala humor negro, é humor ácido, beleza, humor ácido. Aí, há poucos meses, estreia lá na Global Play, o streaming da Globo, mais que tá no ar ainda, um programa chamado Humor Negro, que são comediantes negros contando piada, que já tinham reclamado, não é negro, é preto, aí agora o comediante é negro, meu Deus do céu. E assim, vocês ficaram anos falando que é uma palavra racista, sendo que eu acho que a maioria das pessoas nem pensava isso. Inventaram essa mentira, enfiaram goela abaixo. Aí agora
você vai estampar na televisão uma palavra que então é racista, [ __ ] não vai pegar mal, mas estamos ressignificando. A desculpa é essa, estão ressignificando a palavra. Então tá bom. Então vamos lá. Imagina que uma empresa de viagem vai lançar um cruzeiro novo e só contrata pessoas negras para trabalhar e mete uma propaganda em rede nacional nas suas próximas férias. Venha curtir no nosso navio negreiro. Acho que vai pegar [risadas] mal. Ou seja, no fundo, tudo é para ter o poder de dizer o que tá certo, o que tá errado, o que pode ser
feito, o que não pode, quem pode, quem não pode, qual palavra é racista e qual não é, por mais que seja a mesma palavra, percebam que ao mesmo tempo essa palavra está no meu processo, me acusando de racismo, e tá estampada num programa da Globo, que Envolve centenas de pessoas e não tem problema nenhum. E algumas pessoas que estão de um outro lado e dizem agir de maneira diferente, às vezes não percebe que não é tão diferente assim. Eu já vi cristão conservador falando: "Ah, hoje tá todo mundo muito sensível, muito mimimi." Eu não vejo
problema em piada com minoria, é só não mexer com religião. O travesti teu discorda de você. Ou seja, no fundo, cada um quer que o seu limite seja o da sociedade. E aí não vai funcionar nunca. Se você escolhe qual censura é válida, você está contra a liberdade de expressão. E eu creio que hoje aqui tem um exemplo do que eu considero saudável e eu fico feliz de ver isso em todas as minhas plateias. Vejo que tem pessoas de diferentes faixas etárias, diferentes sexos, com certeza diferentes religiões, orientações sexuais, ideologias políticas e todos entraram aqui,
se respeitaram, assistiram o show e vão embora para casa. É isso, é básico, né? Respeito ao próximo. Quem me acompanha sabe o quanto eu valorizo a a minha plateia. Inclusive, uma vez depois do show eu recebi uma mensagem que eu vou comentar brevemente, porque pode ser que aconteceu hoje com algum de vocês que tá aqui. O cara mandou assim: "Porra, fui lá no seu show, levei minha namorada, ela te achava um [ __ ] cara idiota, babaca, sem graça. Hoje ela só te acha idiota e babaca". Mas engraçado, Isso para mim é gratificante, porque quem
já é meu fã veio consumir a droga, né? Veio cadê ele? Pois é. É isso, é isso. Mas eu sei que às vezes alguém vem arrastado e fala: "Vou ter que ver aquele babaca". E aí acaba dando risada, muda de opinião, tem acontecido muito. E se isso aconteceu com você hoje, pense quais outras opiniões não podem ter sido manipuladas na na sua cabeça. E por mais que viu arrastado e odiou, eu valorizo o gesto de ter vindo. Obrigado por dar uma chance para ouvir o outro lado, porque pouca gente faz isso hoje e eu creio
que é um dos motivos de tanta intolerância e polarização. Ninguém quer ouvir o próximo, quer no máximo convencê-lo da sua própria verdade. Então, ouça sempre os dois lados. Isso vale para tudo. Vale para relacionamento, vale paraa política. E eu compreendo que quem me conhece apenas do lado da notícia, não tem como gostar de mim. Não tem como. Se alguém falar: "Ah, eu nunca fui no show dele, mas já li várias notícias. Eu adoro ele deve ser do Estado Islâmico. É só merda. Meu respeito. A notícia mais leve é: Leo Lin jogou uma bola pro cão
guuia do cego ir buscar. Léo Lin furou a cabeça da criança com hidrocefalia para beber água de coco. Tem nada decente. Então não escuta uma coisa e sai repetindo. Escuta e fala: "Pera aí, deixa eu ouvir o outro lado. Compara as informações assim você tá pensando e tendo a sua opinião ao invés de repetir que estão enfiando na sua cabeça." E por último, obrigado mesmo de coração cada um, cada um de vocês que veio hoje aí. Talvez vocês não saibam, mas me dão muita energia para seguir em frente mesmo diante de tudo isso. Então eu
agradeço e valorizo demais o meu público, as pessoas que me assistem nos teatros, que me seguem nas redes sociais. Eh, as que sobraram, eh, sobrou o Tinder e o Ministério Público me deu met, que ia me [ __ ] Tá no lugar certo agora. Eu acabei de recuperar algumas redes sociais, mas eu fiquei quase um ano sem canal no YouTube, página no Facebook, TikTok. Eh, isso atrapalhou muito a divulgação no meu trabalho e foi feito amando do Ministério Público, sem nem ter tido julgamento. A juíza acatou uma liminar e eles fizeram isso para que eu
parasse de cometer crimes, olha só, com o objetivo de cessar as minhas atividades financeiras. Era era para eu não ter mais fonte de renda. Aí dera uma lista de uns 60 temas que eu não poderia fazer piada. Como eu continuei fazendo show, falaram que eu violei a justiça, me aplicaram a multa de 300.000, bloquearam minha conta no banco. Eu tava proibido de sair de São Paulo mais de 10 dias sem autorização judicial. tinha que comparecer uma vez por mês diante de uma autoridade para dar esclarecimento das minhas atividades. Tudo isso por causa do que vocês
acabaram de ver hoje aqui, por causa de piada contada num palco. Cara, eu tento compreender, mas eu não consigo, de verdade. Não é, mas não pensem que eu não tento. Muitas vezes eu eu reflito acerca do meu trabalho. Já me perguntei, será que eu tô fazendo algo de errado? De verdade, já fiz essa Pergunta. Não, não por conta do processo ou dessas consequências, mas por causa de vocês. Eu não quero que ninguém se machuque. Não parece, mas eu me preocupo. Eu não quero que ninguém saia daqui machucado. Para mim é muito gratificante viver de fazer
as pessoas sorrirem. Eu sempre falo que a melhor piada do mundo sem alguém para rir não tem graça. Então a comédia é feita para o próximo. Quero que vocês saiam daqui tendo uma noite incrível, que vocês tenham dado muita risada. Lembro com muito carinho da noite de hoje. Jamais vou querer que alguém saia daqui machucado, ainda mais por minha causa. Por isso eu deixo claro o tipo de humor que eu faço. E aí já me fiz essa pergunta, será que eu tô fazendo algo de errado? E aí, mais uma vez vocês minha plateia, me dão
a resposta. Hoje a gente fez aqui, acho que o maior show de standup em Curitiba dos últimos anos foram no mesmo dia, mais de 4.000 pessoas. Acabei de fazer uma torneio na Angola. Fiz shows na Europa, mais de 2.000 pessoas em Lisboa. Final do ano passado, fiz o maior show da minha carreira e um dos maior show de standup no Brasil, Belo Horizonte, 8.000 pessoas. E é isso que eu preciso para seguir em frente. Podem me xingar, cancelar, ameaçar, agredir, demitir. Enquanto vocês estiverem aí, quanto vocês tiverem aí, eu estarei aqui para ofender a sociedade.
Obrigado. Fiquem com Deus. [música] [aplausos] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Se [ __ ] [ __ ] Não acredito. O bicho anão. Vamos ver como é que ele reage. Tá mesmo a [música] gente chega bem devagar atrás do bicho. Anão. E aí? Que que é? Calma, calma. Não, calma, Calma. Ei, [ __ ] não. Olha como fica nervoso. Olha como fica bravo. [música] [música]