o colégio nacional então vem como algo na esteira desse colégio de ciências morales tipo de vaidade a cria nos anos 20 o colégio ciências morais não deixa de existir ele aqui jaz órgão uma geração ea partir dos anos 1960 e ele tem realmente condições de prosperar ao mesmo tempo rivadávia prevê isso já entrando numa nova dimensão importante da lógica política do rivadávia ele prevê que essas realizações não deveriam se circunscrever a buenos aires então alunos que se destacassem no colégio de ciências morais seriam enviados às províncias para transmitir esse projeto de educação aos jovens das
províncias e é interessante porque o sarmento lá em sangue rua recebe os ecos dessa proposta de se levar os estudantes do colégio de ciências morais como porta-vozes dessa concepção de educação dessa concepção de saber então o rivadávia vai desenvolvendo essas iniciativas essas iniciativas culturais e educacionais e ele tem sempre uma tenista importante essas iniciativas devem diminuir devem restringir o papel da igreja e o papel das ordens monásticas na educação a igreja tinha nos tempos coloniais praticamente um monopólio da educação na américa espanhola e o desafio desses estados liberais que nascem era o dia aos poucos
a assumirem ou seja os estados conseguirem realmente tomar para si a tarefa a obrigação de criar a escola pública a escola laica é claro que isso tudo aqui é um começo e essas idéias não ganha do corpo e algumas iniciativas vai ganhando corpo no caso da argentina no ano de 1884 portanto décadas depois foi aprovada a chamada lei de educação comum a lei que obrigava o estado a oferecer educação gratuita e lycra para as crianças e jovens então é essa essa disputa com a igreja leva o rivadávia a minar o papel de monges o papel
de padres e até então se sentiam à frente das escolas se sentiam à frente dos projetos de formação por essas e outras o êxito do projecto de rivadávia foi muito fugaz foi momentâneo e ele logo enfrentou todo tipo de resistência se a gente for pensar antes de mais nada no alcance no alcance dessas realizações do rivadávia eu quero chamar atenção para o fato de que o rivadávia do ponto de vista da da educação e da cultura realizou essas coisas que provocaram a ira dos caudilhos e depois os caudilhos se organizaram contra ele e facundo quiroga
justamente o caudilho facundo quiroga que dá o nome à obra do sarmento o caldinho do total diário de la rioja é um caudilho que levanta uma campanha contra o uso saudável em que o lema era o de religião ou morte ou seja para facundo lado da província de la rioja não havia espaço para uma educação laica argentina era uma sociedade católica e o catolicismo estava na base das tradições da moralidade esse tipo de proposta era estrangeirismo antes era artificial era elitista e não não seria bem acolhida pelos caudilhos então essas iniciativas encontram claro a reação
da igreja ea igreja por sua vez vai o teu apoio do caldinho os que conseguem nesse âmbito a desgastar e finalmente derrubar o rival da vez do poder ao mesmo tempo o rivadávia adota uma série de medidas para resolver a questão da terra do uso da terra que têm desdobramentos imprevisíveis e também contribuem para as coisas se complicarem do ponto de vista da sua da sua solidez política então o rivadávia cria um sistema de de natação da terra e de atribuição da posse da terra a imigrantes que viessem a argentina e que ele queria atrair
para a argentina pra que esses imigrantes pudessem realmente ocupar aquele espaço ea idéia de ocupação de um espaço desérticos um espaço vazio faz parte de um olhar desses liberais desses unitários que não reconhecem a presença dos índios com uma presença que é possível de nota à ocupação do território portanto esse esse discurso do vazio esse discurso do deserto é um discurso que justifica do ponto de vista neste momento do rivadávia é esse discurso tem longa vida na argentina do século 19 os esforços para se atrair imigrantes europeus argentina e através portanto desse sistema chamado de
sistema de ensino e deuses esse é o nome que se dá a essa estratégia do rivadávia os imigrantes que chegassem a argentina seriam lotados de terra na prática o que aconteceu poucos imigrantes vieram para a argentina nesse período eles vieram se em grande número a partir de fins do século 19 nesse período vieram um pequeno número e quem acabou se beneficiando do sistema de ensino deuses foram as próprias elites rurais foram as próprias elites da província de buenos aires portanto sistema de ensino deuses favoreceu um processo de concentração fundiária um processo de concentração fundiária onde
certos grupos da elite foram notáveis de terra desvirtuando portanto algo que tinha sido concebido para atrair para que atrair imigrantes isso aconteceu em outros países como peru onde também houve uma lei de imigração onde também se previa que o imigrante que viesse receberia terra o imigrante não veio quase não veio e quem ficou com as terras foram elites e se fortaleceram como elites com diárias através desse processo então isso é uma das dimensões do que o rival da vez é coloque em curso coloque em marcha e que no entanto vai caminhando para um lado que
não é exatamente aquele previsto e por outro lado o risadaria também anunciava preocupações que acompanharam os liberais ao longo do século 19 ao procurar criar um mercado de trabalho que coage se os homens dos setores populares a trabalhar com relações assalariados com relações disciplinada e o rivadávia institui uma série de mecanismos para controlar a população entre aspas ociosa é claro que esse tipo de verificação de quem é ocioso e precisa se enquadrar e precisa apresentar o seu carnê de trabalhador e isso gera também uma série de desgastes nem se um processo em curso como vocês
sabem no século 19 em várias artes também na inglaterra de mecanismos jurídicos que fossem capazes de favorecer a construção de um mercado de trabalho onde a simples necessidade de se trabalhar por um salário não era suficiente para pra garantir a disponibilidade dessa mão de obra então estado interfere para coagir esses homens a a ingressarem no mercado de trabalho ao mesmo tempo rivadávia procura fazer uma política que satisfizesse interesses de buenos aires na que também satisfizesse interesses das províncias ele procura encontrar com o meio caminho entre o projeto unitário e o projeto federalista para fazê lo
uma das medidas do rivadávia foi adimp propor a repartição igualitária das rendas da aduana de buenos aires aquela reivindicação dos federalistas e por outro lado ele também propõe que houvesse uma canalha legislativa em buenos aires onde as províncias estivessem representadas com paridade portanto uma representação igualitária entre as províncias lá em buenos aires no centro político das províncias unidas do rio da prata essa tentativa do rivadávia de buscar uma conciliação entre unitários e federalistas é uma tentativa que maló obra e lhe pede o apoio dos portenhos perde apoio dos bônus dos perde apoio da província de
buenos aires e ao mesmo tempo os federalistas tinham desconfiança dele tinham desconfiança tremenda de todas essas iniciativas light antes que um contra a cultura argentina entre aspas nessa ideia de uma cultura argentina estava já dada de uma forma tão redonda mais esse repertório do catolicismo das práticas populares desse mundo rural que era completamente alheio a esse governo usará esse rivadávia tão focado em paris como modelo então focado na civilização como modelo esse é o momento portanto em que ele pede o apoio dos militares ele perde apoio que nunca teve na verdade plenamente dos federalistas e
teve do manual do regular no comecinho mas no assunto do momento em que ele toma as rédeas do governo imprimir a sua marca ele não tem uma coisa os federalistas e com isso rivadávia a queda de rivadávia é com o fim da chamada experiência feliz e isso se dá a isso se dá pouco depois o suíço se dá em 1828 quando já de novo existe um impasse em relação a que grupo vai se afirmar no poder que projeto vai cimpor para a argentina a queda de rivadávia abre novamente esse vazio e meio a esse vazio
acontece um episódio que é considerado também uma gota d'água nas coisas assim aberto que foi o assassinato de manoel do rêgo aquele que havia trazido que vaga ao poder pelos unitários é um general unitário general ligado aos unitários que assassina o manual do rio e considera-se na historiografia que o assassinato de manoel do rêgo pelos unitários ela essa crise do projeto unitário porque se os unitários falavam sempre com superioridade em nome da civilização e nome da ilustração em nome de um governo institucional e republicano contra a violência dos caudilhos no momento em que eles assassinaram
federalista perderão a sua autoridade perderam a sua legitimidade e de fato não conseguem mais reverter esse processo de crise do governo de várzea neste momento de crise do projeto liberal do projeto unitário que desponta assegura de um federalista que mais uma vez contrariando esse modelo que o expulsa vocês eram federalista de buenos aires e não das outras províncias um federalista chamado quan emanuelle prosa já ouviram falar do roças cosme manuel tinha desempenhado alguns papéis durante o governo do manuel do rêgo é alguém que aparece na cena política através do manoel do rio entre os papéis
que haviam sido atribuídos ao rosa ele havia assumido um posto militar incumbido de conter os ataques indígenas a buenos aires vocês sabem que em buenos aires e notamos tema aula depois especialmente sobre os índios na argentina do século 19 uma aula vai ser dada pelo gabriel para 7 mas o seu estado entre os índios na argentina do século 19 e vão recebendo a imigração de usar aquelas que vêm do chile para a argentina que vão atravessando os verdes que chegam à argentina e que vão transformando certos hábitos dos índios que viviam na argentina e bem
que essas transformações está um processo de crescente militarização dos índios na argentina esse vídeos patão andar a cavalo esses índios passaram a combater com grande velocidade com grande agilidade e praticam chamados maloni os maloni são essas invasões das cidades as fazendas onde os índios saqueavam e sequestrado e os criolos naturalmente ficam aterrorizadas com isso e por um lado negociam com os índios para tentar conter os valores e por outro lado atacam os índios confrontamos sinto neste momento ainda é muito difícil confrontar os índios porque os crioulos estavam divididos nos índios sabem jogar com os federalistas
unitários eles se aproximam de um lado para enfraquecer os outros eles barganham eles glédson e há toda uma negociação muito complexa muito sagaz por parte desses grupos indígenas aqui estão muito cientes da divisão entre os criadores de tirar vantagem disso por isso a romã não é nossa havia sido a incumbência de lidar com o problema dos índios que ameaçavam buenos aires ele se sai muito bem nesse papel e acaba sendo conduzido ao governo de buenos aires um ano de 1829 exerce o governo por um mandato devolve o cargo muito civilizadamente a assembléia legislativa porque já
havia terminado seu mandato mas é ruim conduzido ao governo de buenos aires ea partir daí essa recondução se perpetua e roças permanência como governador da província de buenos aires até o ano de 1852 portanto 1829 quando ele pela 1ª primeira vez a assumir o cargo até o ano de 1852 quando ele é derrotado militarmente por outros caudilhos federalistas que se levantam contra isso a história de roças é uma história interessante cima porque ele como governador federalista portanto a favor da de centralização política portanto a favor de uma não centralidade política de buenos aires sobre as
províncias ou seja sintonizado com esse projeto federalista ele assim macio a hegemonia de buenos aires sobre as províncias sobretudo por meio de pactos com as elites regionais com as elites as elites provinciais não é por meio do estado republicano de uma solução jurídica que essa essa centralidade de buenos aires vai ser garantida neste momento mas através de relações em cirrose os demais caudilhos regionais que de alguma maneira o governo de vossas em buenos aires acaba se traduzindo em um governo de roças sobretudo da argentina dilma por um caminho juridicamente informal ele consegue construir essa centralização
do poder nas províncias unidas do rio da prata e é isso que torna rotas um prato cheio para esse debate historiográfico porque o que disseram os autores liberais descendentes dos unitários que escreveram sobre grossa sobre a ditadura de nossas nela o governo derrotas é talhado como ditadura em todos esses livros liberais essa história tradicional que se fez na argentina ao longo do século 19 e daqui a pouco a gente vai falar um pouquinho historiografia na verdade uma visão que se perpetua em muitos livros ainda hoje o governo de vossa foi uma ditadura e uma ditadura
violenta em uma ditadura repressor em uma ditadura arbitrária uma ditadura que manipulou os setores populares o apoio dos setores populares a roça teria sido resultado dessa incapacidade política dos setores populares pra entender em que tochas era um caudilho violento e assim por diante então a leitura que vai se consolidar sobre rochas têm essa visão do caldinho que através da porta através do seu personalismo inviabiliza o estado argentino moderno e no entanto daqui a pouco nós vamos ver os autores atuais não e perguntar sobre até que ponto a história é esta mesmo já que o estado
argentino e constituiu como uma ordem política razoavelmente integrada razoavelmente coesa com o horizonte político que não era vazio de legitimidade em termos de referenciais políticos de referenciais ideológicos ou seja aquilo que aconteceu lá é o avesso da república voltando a nossa discussão da semana passada ou na verdade foi uma forma que a república encontrou outra entrar em cena na argentina desses anos então vamos falar dessa história geografia daqui a pouquinho eu só queria então antes de escrever um pouquinho mais do que foram esses anos de governo roças na argentina ele realizou em 1833 pela primeira
vez uma expedição do deserto essa expedição do deserto era uma expedição que visava afastar os índios de perto de buenos aires evitar que visava liberar o caminho e pra que as elites por tenhas pudessem construir suas fazendas para que essas elites portuguesas pudessem usar o território dispor desse território ser um território difícil de ser usufruído já que os índios o tempo todo atacavam atravessava então grossas ao mesmo tempo se livra do problema indígena na província de buenos aires se livraram o eterno um pouco forte porque esse problema se estende por muitas décadas ainda mais naquele
momento ele consegue manter esses índios à distância e por outro lado nossa torna esse sistema gente teus e do rivadávia algo realmente legítimo e permanente quando verdade criou o sistema essa concessão de terra em forma de pó xxi e não de propriedade era algo sujeito a ser cancelado a ser revogado a posse não era permanente não era eterna e troça transforma isso em propriedade ou seja aquelas elites que haviam tido acesso à terra graças ao sistema sem se deuses do do rivadávia se tornam proprietários dessas parcelas de terra e isso promove todo o desenvolvimento dessas
elites fundiárias da província de buenos aires que vão se afirmando como fazendeiros que vão se firmando como cerealista produtores de cereais e nós sabemos que no final do século 19 a argentina é uma verdadeira potência agrícola então com notas ao fazer isso ele ao mesmo tempo hum ele ao mesmo tempo agradar essas elites portenha que eram contra ele ele ao mesmo tempo silencia essas elites portenha de polícia esses autores aqui vão dizer olha rocha usou a força mas ele também soube negociar soube conquistar alguns interlocutores ele conquistou evite os portenhos que oficialmente eram defensores do
projeto unitário também nessa nessa estratégia diz facilitar a consolidação desses grupos como proprietários de terra se por um lado roças faz isso por outro ele elege também os seus inimigos políticos e os seus grandes inimigos políticos aqui são os intelectuais da chamada geração de 1836 esses homens que em pleno ano de 1837 portanto em pleno governo roça tão buenos aires vivem ainda uma certa atmosfera do rival da água das geladas literárias um deles um autor chamado esteban echeverría e sebá na tv dizia que era um jovem romântico que tinha viajado para a europa volta para
buenos aires neste período e volta com todo o perfil de um jovem pálido elegante e ter dito e que e que teria a professar essas idéias civilizada suas idéias provenientes de uma literatura da última onda do que havia na frança do que havia na europa ele chega em buenos aires e convoca os seus amigos a participarem de um salão literário um salão literário onde todos poderiam se encontrar com tiver ia um símbolo do frio é de um jovem nascido em berço de ouro com toda aquela formação com toda aquela trajetória em la poderia compartilhar essa
essa bagagem ao mesmo tempo essas aspirações que ele trazia de fazer da argentina um produto daquele território e esse salão literário é rapidamente abortado por nossa os homens que o frequentaram o freqüentavam foram mandados para o exílio não havia espaço isso um comentário que se tornou histórico de um sobrinho do roça não havia espaço para se ler cursou na argentina desse piloto não havia espaço para veladas literárias com essas idéias de liberdade e tetra na argentina nesse período e os que esses homens são mandados para o exílio echeverría é mandado para o exílio vai para
montevidéu e em montevidéu no ano de 1839 ele escreve com outros dois autores um manifesto chamado cremes ea e esse manifesto clientes que há é um documento histórico dessa geração de 37 ele alguns anos depois é reeditado em 1846 com o nome de dogma socialista e o dogma socialistas representa uma base uma síntese do projeto unitário entretanto um projeto unitário que fazia uma autocrítica que fazia um balanço crítico e que se apresentará a partir daí como um projecto liberal chamados unitários vão a partir de de meados dos anos 30 a partir de princípios dos anos
40 e identificaram mais comunitários mas como liberais [Música]