[Música] as principais tendências que transformam a realidade das pessoas e das empresas está no ar o podcast Lab de tendências da casa [Música] firjan fala pessoal bem-vindas e bem-vindos a mais um episódio do podc es laab de tendências da casa firjan eu sou Yuri Campos e hoje a gente vai falar sobre o futuro do mercado audiovisual no Brasil tanto pelo recorte da televisão especialmente sobre a ótica da influência da novela na nossa Cultura como pelo recorte das transformações tecnológicas recentes que vem moldando a forma como a gente consome Filmes séries e programas de TV em
vários países o streaming aí principalmente capitaneado pela Netflix se tornou a principal plataforma de conteúdo de ficção Mas esse não é o caso do Brasil que conta ainda com uma audiência expressiva pra TV principalmente por causa das novelas da Globo que movimentam muito dinheiro em anúncio e tem o poder de iniciar e pautar conversas importantes da sociedade brasileira só para dar uma ideia Esse é um dado que eu peguei do livro da nossa convidada um estudo da cantar bop Méia apontou que entre Outubro e dezembro de 2022 as cinco novelas da Globo falaram em média
com 144 milhões de pessoas diferentes por mês mas será que isso vai resistir aos avanços das plataformas digitais e a toda uma transformação no comportamento dos expectadores o mercado de streaming no Brasil segue se renovando com novos modelos de assinatura novas Produções e a utilização cada vez mais eficiente dos dados dos usuários para produzir narrativas com apelo específico para públicos cada vez mais segmentados e essa disputada Batalha pela nossa atenção tem marcas fortes como Netflix Amazon Disney HBO e a própria Globo Play todas concorrendo com a televisão linear e com outras formas de entretenimento como
as redes sociais que podem tanto ser competição como complemento funcionando como uma importante ferramenta de conexão e coconstrução com o público Afinal como bem observou o CEO do SBT José Roberto Maciel mais do que nunca falar com a audiência se tornou muito mais relevante do que falar para a audiência Mas então o que que isso significa pro mercado audiovisual como um todo no Brasil como a gente pode explorar a potência criativa que tem por aqui para consolidar esse setor não só no mercado interno mas também internacionalmente e quais são os impactos dessas novas tecnologias na
forma como se produz e consome conteúdo audiovisual e só para botar uma Pimentinha mais nessas discussões isso tudo ainda vem um cenário em que a inteligência artificial generativa ameaça roteiristas e até atores em termos de produção intelectual direitos autorais e até no uso de Deep fakes para substituir figurantes então para debater sobre essas questões estão aqui comigo a Rosane schartmann autora diretora e produtora com doutorado em comunicação cinema na uf assinou novelas e séries indicadas ao em internacional todas pela TV Globo tem também Ampla experiência na direção de cinema e roteiro de séries para plataformas
digitais e é autora de a telenovela e o futuro da televisão brasileira lançado pela Editora cobogó em Junho do ano passado e aí Rosane tudo bem Muito obrigado pela disponibilidade e bem-vinda ao leb de tendências Eu que agradeço o convite obrigada também aqui com a gente o Leonard Ed presidente do sindicato interestadual da indústria audiovisual o sicav vice-presidente da firjan e fundador da Urca Filmes por onde já produziu e realizou dezenas de séries de TV filmes e conteúdos transmídia com prêmios em festivais como Gi Berlim Guadalajara e Rio além de ter sido o produtor executivo
do filme Tropa de Elite 2 a maior produção e bilheteria da história do cinema brasileiro e nosso sonho do ano passado entre outros sucessos nacionais E aí Léo tudo bem Muito obrigado pela disponibilidade seja bem-vindo ao leb de tendências Muito obrigado a vocês é um prazer tá aqui agora temos temos outras bilheterias que finalmente passaram tropa deite né do Minha Mãe é uma Peça por exemplo Então tá ali tá ali entre as maiores tá entre as mais boa obrigado por corrigir essa informação boa bom eu queria começar queria começar com você Rosane eu trouxe aqui
alguns números bem impressionantes da audiência das novelas da Globo no final de 2022 mas queria que você falasse um pouquinho como que tem andado de lá para cá essa competição se é que a gente pode chamar assim né entre a televisão e outras formas de consumir audiovisual E porque você defende que mesmo que mesmo com todas as transformações recentes na forma como a gente consome conteúdo não as novelas não tão perto de acabar eu acho que a gente não precisa falar só em competição a gente pode falar na soma né o público a audiência enfim
o público é um só e na atualidade a gente vê um ecossistema midiático de convergência de Mídias e telas de circulação de conteúdos e de deslizamento de conteúdos entre janelas e mídias e uma circulação de profissionais eu eu gosto de lembrar que essa circulação de profissionais entre por exemplo o cinema e a televisão existe desde o início da televisão ali a Bahia tem um doutorado uma pesquisa interessantíssima aliás sobre isso né Eh mas eu acho que hoje a gente não pode E aí Léo Não sei se você concorda comigo enxergar um conteúdo um filme uma
novela Como algo que pertence a uma única janela ou uma única mídia né o público se som Então vou dar aqui uns dois um exemplo eh a #v na fé por exemplo teve 3,3 bilhões de visualizações no tiktok durante a novela O que que isso significa que tem gente que foi impactado pela novela que talvez nunca tenha visto a novela no ar no ar eu digo na TV aberta uhum né Eh pode ter gente por exemplo que consome a novela por trechos no global Play que também nunca viu a TV eh a novela na TV
aberta escolheu consumir por exemplo um certo núcleo eh no Globo play então a gente tá vendo novas formas do que eu chamo de spectator realidade que a gente tem que levar em conta mas eh eu acho que a novela permanece relevante ao longo desses dem mais 70 anos enquanto ela fizer parte da nossa cultura e aí enquanto ela fizer parte da nossa Cultura vai ter hashtag no tiktok eu sei lá o que que vai surgir pessoas que comentam ou assistem a novela pelo Twitter ou na TV aberta ou no streaming nas plataformas digitais onde for
a Maria maculata que é uma professora da USP que tem Enfim uma pesquisa gigante sobre televisão ela ela falou eh uma vez num debate que eu participei que por exemplo muitas pessoas chegam para ela e falam assim ah eu assistia novela quando eu era criança com a minha avó mas agora não assisto mais mas não importa já faz parte da sua cultura e para isso a novela precisa assim como o cinema Assim como as séries né Eh tratar de temas que falam ao espírito da sociedade o momento histórico cultural da época e e eu acho
que os filmes as novelas os seriados a arte em geral tem essa vocação de falar não só pro espírito do seu tempo mas mais do que isso olhar um pouco além né então a gente você a gente citou vários filmes aqui né e e e e e eu citei agora acabei de citar vai na fé eh ess esse são Por que que esses filmes a gente tentou Olha né a bilheteria bateu o recorde quanto foi não sei o que mas mas porque esses esses conteúdos essas histórias essas narrativas audiovisuais e eu tô usando esse termo
eh porque eu acho Apesar de eu achar que tem uma diferença enorme no que diz respeito à produção linguagem mas é é a arte audiovisual que que que fala eh e olha um pouquinho à frente porque esses produtos todos né Léo sabe para fazer um filme Às vezes você começa no mínimo dois anos antes uma novela também um seriado também o Krakauer naquele livro de cigal ritler ele fala como o expressionismo alemão de alguma forma anteviu A Ascensão do nazismo né essa esse essa vocação da arte para olhar um pouco não o que tá acontecendo
na sociedade mas o que tá latente na sociedade então por exemplo vai na fé na no mês que estreou vai na fé em janeiro de 2023 a folha de São Paulo publicou uma pesquisa da data folha que falava assim o evangélico no Brasil hoje é uma mulher negra periférica em janeiro Daquele mesmo ano vai na fé estreou com uma mulher negra periférica aspiracional no centro da trama não é uma coincidência é a intuição da criação os outros né um sucesso uma série do Lucas Paraíso que é um sucesso né com direção da Luísa Lima eh
quando os outros estreou eh o sucesso dos outros eu eu também vejo falando justamente aquele momento né de polarização da sociedade das pessoas presas na pandemia brigando com vizinhos e o que que isso ocasionou depois que a gente saiu da pandemia mas a gente tem que pensar que o Lucas começou a escrever essa série 3S anos antes então mais uma vez essa vocação da arte e eu E eu então eu acho que as novelas vão permanecer relevantes e os filmes e as séries porque essa essa regra para mim é geral é enquant enquanto falarem ao
seu tempo ao momento maravilhoso deixa eu pegar só alguns Ganchos dentro do que você falou primeiro assim essa parte dos cortes né do tiktok né que você falou ah teve milhões e milhões de exibição de cortes de cenas no tiktok e em um outro ponto que eu acho que é importante destacar aqui também e aí eu vou puxar essa essa pergunta pro Léo para complementar em cima do que você colocou é esse essa questão do Record geracional né você falou ah ah tem muitas pessoas que não assistem mais novelas mas que tem uma memória efetiva
muito grande eu mesmo assistia quando eu era criança adolescente ali com a minha avó eu tenho uma memória afetiva maravilhosa hoje em dia não é algo que eu consumo né mas eu imagino que talvez as novas gerações que estão vindo não vão criar laços como esses que eu tenho por exemplo a geração z né essa galera um pouco mais nova e as gerações seguintes eu queria que vocês falassem um pouquinho sobre os impactos dessas transformações e até pontuando Léo porque eu falei né mudou a forma como se produz e consome audiovisual isso eu acho que
todo mundo concorda mas mudou como quais são essas mudanças e quais são os impactos desses desses exemplos que eu dei aqui e que a Rosane falou né sobre eh Hoje em dia a gente produz coisa pensando já nesse corte que vai viralizar no tiktok a gente produz coisa pensando nessa nesse novo perfil de consumidor que vem né das novas gerações como é que você enxerga essas mudanças O que que você pontuaria de de maior destaque nesse sentido bom primeiro eu preciso pontuar que eu sou fã de carteirinha da Rosan então isso isso é um fato
desde sempre achou que a Rosan faz um trabalho Espetacular E concordo com tudo que ela falou e enfim é óbvio que a gente tem uma evolução chuva de referências né Principalmente tecnológica obviamente que que se traduz numa numa evolução comportamental e a evolução comportamental se traduz numa evolução tecn lógica né tudo é um ciclo de evolução mas o que a Rosane falou da base ela continua a mesma as pessoas querem se ver na tela Qualquer que seja ela né a gente tem uma profusão de telas hoje tem uma profusão de possibilidades o o problema hoje
é conseguir que é o mesmo problema desde sempre Desde da Grécia Antiga enfim Desde da antiguidade o problema é o mesmo conseguir a atenção das outras pessoas o problema que a gente tem hoje é exatamente igual o problema que tinha antes só que quanto mais janela você tem e quanto mais gente você tem mais você precisa se empenhar para conseguir a atenção eh do do espectador do Consumidor enfim do seu interlocutor e principalmente no Brasil mas não só todas as pesquisas apontam sejam elas de televisão de cinema de streaming o que for que as pessoas
querem ver as suas histórias na tela né histórias que elas se identifiquem na dela histórias que elas se reconheçam de alguma forma né não precisa ser exatamente a mesma pessoa mas ela quer se ver ali ela quer se identificar ali ela quer poder discutir aquela história saiu um um uma matéria se eu não me engano foi no Globo falando sobre a geração z né que a geração z tá trazendo de volta o cinema brasileiro no tiktok vendo os filmes né os conteúdos fracionados trechos dos né obviamente a gente tem uma geração ou algumas gerações aí
que que tem dificuldade de reter atenção Acabei de lançar no ano passado o filme no sonho eh e e nas primeiras exibições eu ficava desesperado porque chegava para mim pela rede social as pessoas filmando a tela né na nossa época né Rosane isso era para mandar um Ligar pro cinema e mandar tirar o telefone enfim pirataria e tal o hoje eu entendo depois da experiência do no sonho eu entendo que não se pode fazer isso tem que deixar as pessoas filmarem mesmo óbvio não filme inteiro para para para fazer a pirataria mas as pessoas precisam
dividir o que estão vendo precisam compartilhar precisam discutir você falou aí de Netflix né que obviamente é o gigante mundial de distribuição de conteúdo hoje e o que a Netflix faz é ser uma grande rede social né o que ela consegue fazer é criar um ambiente tão tão propício pra discussão dos seus conteúdos que as pessoas querem falar o tempo inteiro e todo mundo quer tá vendo quem não viu aquela série Ou aquele filme aquela produção e precisa entrar e ver porque senão fica fora né dessa dessa discussão e aproveitando e falando uma coisa que
que também a ros falou que eu super concordo né Essa coisa tá sempre olhando lá na frente né o A gente cresceu os outros 3 anos antes é é muito tempo que você precisa entre você criar alguma coisa e entregar alguma coisa só que a cultura tá latente tá sendo produzido cultura todo dia né na rua tá sendo produzido cultura nas redes sociais e tal se minimamente você tem uma antena para isso você tá vendo que que tá Qual é a falando em láb de tendência né qu é a tendência O que que tá rolando
o que que tá Import an e essas coisas T um tempo pra gente produzir porque isso tá na mão de quem comunica né a rede social é boa a rede social é é é rápida mas também é Fulgaz quando quem comunica mesmo Continua sendo pelo menos na minha opinião são é é é é a linguagem né é o cinema e é a novela porque a novela não tem nada a ver com televisão gente ela é produzida né ela foi produzida esse tempo todo pela televisão Mas vamos lembrar que todos os estão querendo fazer novelas por
porque a novela é uma linguagem que é Nossa né a gente se reconhece não só porque a gente tem esse histórico da TV Globo por exemplo que é a grande produtora de novela no mundo não é só no Brasil mas porque a gente se reconhece então a novela é fácil é a nossa cultura ali a novela influencia a nossa cultura e a novela a base da novela é a nossa cultura falando em tendências uma das coisas que observo também assim como né que que vem sendo cada vez mais utilizadas é a questão dos dados né
as novelas até a Rosane fala isso muito no livro dela que Aliás nem parabenizei ainda nem off nem em em on então vai agora aqui registrado que é muito bacana seu livro Rosan Eu terminei na semana passada Parabéns eh você fala né sobre como que vocês trabalham muito essa questão de ouvir grupos os focos grupos né que vocês realizam para entender através de uma análise de perfis de consumidores o o que que eles estão achando da novela isso hoje em dia com as redes sociais abrangeu muito né tem o tal do Social listening que é
você conseguir escutar e identificar insites a partir das conversas que estão sendo feitas nas redes sociais isso vale paraa novela isso vale pro filme por exemplo né um lançamento recente o nosso sonho que conta aí a história do Claudinho buchez certamente Vocês fizeram muito social listening para ver como que tá a impressão do público nas redes sociais sobre o filme eh queria que vocês falassem um pouquinho sobre essa imersão de dados né porque hoje tem muito dado muito dado disponível Como é que os dados estão impactando o setor audiovisual como um todo porque o até
assim partindo especialmente dos streaming né a Netflix é a rainha dos dados elas utilizam dados muito bem para produzir séries eh para produzir séries filmes que T Ganchos né de psicológicos mesmo que fazem as pessoas ficarem vidradas que fazem as pessoas passarem o máximo de tempo possível ali na plataforma como é que vocês enxergam essa transformação em relação aos dados para para responder essa pergunta eu queria pegar o final da gosta do Léo sabe porque Léo Quando você eh também como criador percebe que nosso sonho a história do Claudinho Buchecha dessa época né de heróis
desse relacionamento dessa música é uma história que precisa ser contada e que vai ser vista né Isso é a sua intuição né que tá dizendo ele não foi eu acredito que não foi baseado em dados eu preciso dizer também que eu sou sua fã não só pela sua atuação como eh na como Produtor na Urca Filmes mas também a sua atuação política eh e no audiovisual é extremamente importante e faz toda a diferença e toda a minha admiração porque eu sei que não é fácil eh bom Mas voltando ao final assim foi a sua intuição
né então qual é a diferença assim como é que a gente deve usar os dados porque se fossem só os dados a Yuri você falou de Inteligência Artificial né na introdução então toda série daria certo toda novela daria certo todo filme daria certo Se a gente pudesse se basear apenas nos dados mas eu acho que tem um elemento humano que é uma coisa que não é muito palpável que eu chamo de intuição que é a intuição do Leo leu um roteiro ó esse filme aqui eu vou fazer ou encomendar gente quero contar essa história aqui
e a mesma coisa comigo né O que que me desperta curiosidade assim quando eu vejo Sei lá o senso agora recente do Brasil e percebo que as mulheres estão tendo menos filhos que que tá acontecendo por que isso isso é um dado interessante que que tem por trás disso Será queo não sei mas pode estar numa novela eu só tô citando como exemplo mas eu acho que é isso legal que faz toda a diferença e que faz com que a gente possa usar esses dados dentro desse ponto de vista dentro desse lugar de filtrar de
não entender os dados como verdade absoluta e às vezes Numa pesquisa qualia uma espectadora que fala uma frase aquela frase pode ser tão importante ou ou ou ou sei lá trazer uma epifania eh ser tão importante como como inspiração para mudar um caminho na história como o dado né como resultado daquela própria pesquisa então eu eu amo como pesquisadora e como roteirista como diretora como produtora amo dados amo pesquisa amo reflexão eh acadêmica sobre o momento sobre obra sobre tudo isso mas amo os tweets e mas levando em consideração com a enfim que não é
um retrato nem um espelho da audiência mas acho tudo muito interessante inspirador mas sempre é preciso filtrar e não enxergar como Verdade Absoluta Porque nós não somos máquinas né então eu eu pessoalmente eh não acho que vai mudar a forma da gente produzir Com certeza de escrever de produzir de dirigir tudo vai mudar mas o o coração do que é do que é contar uma boa história uma boa história audiovisual não muda tem a ver com o que há de mais humano que é a nossa intuição que é perfeição que é achar alguma coisa sei
lá no meio ali de um de uma montanha de dados que que que fará toda a diferença super concordo posso complementar Lógico é não super concordo de novo e não é só porque eu sou fã da da Rosan porque realmente é isso eu concordo de verdade eh os dados sempre existiram sempre existiu o dado Não não é uma coisa nova né a gente obviamente hoje a gente tem uma possibilidade de coleta de dados muito maior se a gente usasse só os dados a gente ia e e eles funcionassem dessa forma a gente ia fazer só
sucesso como a Rosan Falou tanto os dados quanto a inteligência artificial quanto as pesquisas quanto Focus group quanto tudo isso são instrumentos né para você desenvolver muitas vezes uma intuição muitas vezes uma vontade muitas vezes um ionamento de uma vontade uma intuição que você quer que chegue num público x ou que você quer descobrir que público é esse né porque na verdade é isso a gente e como seres humanos e a grande diferença da máquina é essa nós temos emoções Nós temos tudo bem que daqui a pouco né a máquina vai começar a realmente sentir
emoções e tal mas a gente vive nessa sociedade não é à toa que a diversidade é essencial pro nosso não é só porque socialmente é importante é essencial pra gente sobreviver porque com a diversidade você tem Rosan não vai na fé tem um monte de gente uma diversidade gigante para poder realmente falar pro público né Não adianta você fazer algo E aí é é o que a inteligência artificial vai ter que se desenvolver não adianta eu fazer algo de um lugar onde eu não vivo né eu posso propor eu posso ter uma intuição Mas a
partir daí tem que trazer todas essas emoções e essas experiências para d do conteúdo audiovisual senão não funciona né um dado pode me dizer Ah naquele território x funciona comédia 98% das pessoas que viram comédias gostaram é um bom dado né se eu fizer uma comédia para ler eu tenho uma chance de acertar mas que comédia é essa que linguagem é essa que personagens são esses eh Que formato é esse que uma comédia pode ter 7 minutos que é um formato que super tá fazendo sucesso hoje né Principalmente por conta da evolução tecnológica e pode
ser um longa metragem né pode ser uma série então e eh tudo isso é é instrumento para você conseguir chegar mais longe que é o nosso maior objetivo que é comunicar legal e deixa eu pegar um g a Rosane falou da sua atuação política no audiovisual né Leo e e até na Minha introdução uma das provocações que eu lancei ali foi tipo como que a gente pode utilizar a potência criativa que tem aqui para fortalecer o setor como um todo e aí me vem muito à cabeça o case da Coreia do Sul né que vem
estabelecendo políticas públicas de incentivo pro setor audiovisual como um todo e tá colhendo frutos Absurdos né com sucessos globais o parasita o round Six né do do cinema a série A reality shows até o gên Dorama né que vem se tornando uma sensação minha prima minha mãe são viciadas só assistem Dorama agora só querem saber de Dorama que vem de drama asiático mas que tá popularizado muito pelas Produções sul-coreanas Então eu queria que você falasse um pouquinho sobre isso assim qual qual que é o cenário brasileiro em relação a isso né em termos de políticas
públicas de incentivo pro setor e e o que que a gente pode aprender com essa estratégia da Coreia do Sul que poderia ou não ser implementado aqui primeira coisa que a gente tem que prestigiar e valorizar o que é nosso por exemplo temos as novelas já que estamos falando de novela As novidas em mais de 100 territórios as novelas da Rosan né a gente até comentou lugar do mund as novelas brasileiras são exibidas São Sucesso São copiadas Portugal hoje faz grandes novelas a partir tem penetração cultural né das novelas brasileiras e de profissionais Brasileiros que
Foram importados para Portugal para desenvolver novelas então assim a gente tem eh eh prestigiar e valorizar E priorizar nosso a nossa cultura e o que a gente faz é a primeira coisa foi isso que a Coreia fez por exemplo né ninguém falava coreano no mundo não é que as pessoas falem agora mas todo mundo assiste os conteúdos em coreano enfim eh dublado não dublado não legendado e tal mas assistem escutam virou uma coisa natural e e a a Coreia eh expôs em tudo que ela fez o o a cultura dela né parasita é uma casa
coreana uma classe média coreana enfim tá falando da Coreia não tá falando dos Estados Unidos não tá falando da Rússia não tá falando n eh eh do Brasil tá falando da Coreia eh a o caso da da do do da evolução coreana né do do RU coreana lá que eles cham eh primeiro começou na década de 990 n então tem 30 e poucos anos já que o governo coreano decidiu impor que a arte coreana ia ser um sucesso no mundo inteiro tá isso aconteceu não sei se você sabe mas aconteceu a partir do lançamento do
Jurassic par na Coreia do Sul Jurassic Park ocupou 100% das salas de cinema da Coreia durante muito tempo e e e e o volume de de dinheiro que saiu da Coreia pros Estados Unidos chegou a ser maior do que o volume de venda de carro coreano entrava de volta na Coreia então o governo coreano entendeu o tamanho da indústria criativa nesse caso do cinema só né não o tamanho da possibilidade de negócio de geração de dinheiro de divisas de emprego e tudo mais da Indústria e a partir dali o governo coreano começou a investir em
tudo né porque tem o cinema coreano tem as séries coreanas tem tem a música coreana tem a arte coreana tem tem tudo inclusive hoje temos galãs coreanos que no Brasil são adorados né Eh atrizes eh coreanas que são adoradas aqui no Brasil que é um formato de beleza que não é padrão né não é não é simples isso é é é é fruto disso tudo então isso vai eh de de Azer então o exemplo da Coreia Eu costumo dizer que é muito bom né pra gente trazer para cá Só que a gente tá anos luz
à frente do que a Coreia estava na década de 90 a gente pode ir muito mais rápido onde a Coreia chegou aí depende sim do Brasil começar a olhar para dentro né Não como col mais porque ainda somos colônia Ainda temos um raciocínio de colônia não é à toa que a gente só vende commodity até hoje o investimento todo em comod que tudo certo acho que temos que vender somos líderes mundiais em comod e tal mas a gente precisa começar a olhar pro que pro que tem valor agregado de Fato né O que a gente
vende mais caro e principalmente o que leva a nossa cultura para fora porque hoje o domínio mundial e na gente ter o projeto soft Power Rio né Eh o domínio Mundial não se dá pelo exército né não se dá pela pelo armamento se dá pela cultura e não é só hoje né Há muito tempo no século X no século 5 na antiguidade já era assim era mais difícil porque era mais difícil comunicar com o mundo inteiro né mas Luís x se eu não me engano eh começou a difundir o francês no mundo para poder dominar
o mundo se todo mundo falasse francês a França ia começar a ter uma importância muito maior Estados Unidos depois da segunda guerra virou potência mundial não foi por conta do exército por conta da cultura americana o Brasil é um exemplo disso O Brasil tem uma cultura americanizada né então quando voltando ao início da da da minha fala fazendo o elipse aqui quando a gente não não desenvolve as nossas novelas para outros eh eh para outras janelas né para para para outros formatos de de Distribuição e tal e começa a repetir ou copiar outras coisas do
mundo a Gente Tá negando aqui a nossa origem né O que 140 milhões de brasileiros assistem e a TV aberta ela é quase que 100% de conteúdo brasileiro e as novelas são seguem sendo o sucesso e a gente começa a fazer outra coisa porque os Estados Unidos a França e a Ásia mesmo faz então quando a gente fala em Coreia é um grande exemplo mas a gente não precisa desse exemplo a gente precisa ser ostensivo no que a gente quer fazer se a gente quer desenvolver o Brasil e sair dessa dessa situação eh de colônia
é isso que a gente precisa fazer e e um adendo né L que não sei se você mas assim os números da indústria criativa e da indria visual no Brasil também são impressionantes seja em percentual do PIB seja em número de trabalhadores eh Se não me engano 300.000 pessoas estão envolvidas na indústria audiovisual eh só no audiovisual sim só no audiovisual Então eu acho que a gente aqui também tem um potencial né e portanto Daí vem a necessidade de regulamentação e regulação enfim de de do stream e de né da cota de terla e de
tudo isso eh porque nós também somos uma potência hoje nós somos entre o segundo e terceiro mercado consumidor dos streams no mundo tá então a gente além de ser uma potência de produção a gente é uma potência de consumo né são 4 bilhões de horas eh assistidas só na Netflix no terceiro trimestre de 2022 só do Brasil 4 bilhões de horas é muita coisa e e E então E hoje a Netflix tô usando o exemplo da Netflix por favor porque é a maior né não tem nada a ver com gostar ou não adoro a Netflix
só que hoje a Netflix investe 2.5 Bilhões de Dólares em produção na Coreia que tem o mercado consumidor ridículo se comparado ao Brasil e aqui mas só interno né porque eles investem lá um mercado cons pequeno em relação ao Brasil mas interno pensando interno né porque eles expandiram O mercado consumidor pro mundo todo exatamente mas é isso se se a Coreia conseguiu né com mercado consumidor interno muito pequeno ter esse investimento desse tamanho porque investiu nas suas Produções E aí gerou um soft Power coreano no mundo né que aí sim vale a pena investir mesmo
que o mercado consumidor interno seja pequeno o Brasil que tem mercado consumidor interno que já comprovou através volta às novelas através das novelas que é um mercado gigantesco não é à toa que a TV aberta é de graça E é uma ainda é um dos maiores eh eh receitas de Publicidade né a gente tá tá comprovado que que que os nossos produtos eh se a gente fechasse as nossas fronteiras a gente era autossuficiente já então a gente tem que olhar mais para dentro vender pra gente que isso vai eh espalhar pro pro mundo inteiro Ô
Rosane você que você traz um Case que tem eu não vou lembrar agora eu tinha anotado mas eu não lembro é uma uma personagem que foi utilizada pelo pela na eleição presidencial russa talvez falando Ah se não sei quem a fulana de tal seria votaria no fulano de tal tipo que porque a novela na época tava bombando você sabe de qual que é isso que eu tô falando sei perfeitamente é de um livro que eu recomendo do filipelli né que foi o responsável por vender as novelas da Globo pelo mundo então ele foi a a
pessoa que que que entendeu Não sei se vocês sabem mas escravis saura que foi um sucesso na Rússia tinha 30 capítulos ela foi vendida pro mundo todo com 30 capítulos a China na Rússia Então esse esse ele foi ele tem esse livro que é um livro incrível que fala das estratégias o que que ele foi aprendendo ao longo do caminho eh e e mais uma vez voltando à fala do Léo a importância eh da aliança com o governo nessa expansão sempre da cultura brasileira no Brasil e no mundo eh então muitas vezes o Gover bom
acho que eu tô aqui falando mas o livro é melhor do que eu tá mas eh como muitas vezes quando quando ele percebia que o governo a Embaixada assim ele entrava nesses países também eh Não exatamente apoiado mas eh Aproveitando os laços que o próprio governo tinha interesse em criar naquele momento naquele tempo ele ia ele ele percebeu que ele podia eh ir junto e oferecer as novelas em outro formato em outro e tal então ele ele nesse livro ele fala né do do Y mules de areia se eu não me engano é para tentar
ganhar eleição a imagem da Glória Pires e tudo é isso aí eu achei aqui mulheres de areia naé então União Soviética né É É incrível é incrível e ele tem outros exemplos assim que tornam o livro delicioso de ler sabe eh mas mas eu eu acho que isso que que o Léo tava falando é tão importante né a gente entender o nosso potencial entender o nosso poder de negociação e e pedir não só eh percentual de produção mas também proeminência dessas Produções né dentro dessas plataformas e na circulação eh desses conteúdos do nosso conteúdo né
e eh as as novelas eu acho que elas têm essa força não só porque enfim fazem parte da nossa cultura são relevantes Mas pela Matriz Popular né das novelas né as novelas Elas têm essa Matriz Popular ela elas são resilientes porque elas se adaptam a cada momento eh e e e nessa adaptação elas continuam e permanecem relevantes então o Martin barbeiro ele fala que essa essa essa Matriz Popular que torna as novelas tão potentes dentro do Brasil que é um mercado imenso e e o Léo citou e eu só vou sublinhar que o principal modelo
de negócio hoje na TV aberta é um modelo publicitário mas no streamings é é o modelo de assinatura e eu acho que a gente tá vendo aí um híbrido vários híbridos de modelos de negócio na verdade incluindo licenciamento incluindo enfim eh syndication que é a venda do conteúdo e tudo eh se misturando mais uma vez a convergência não é só de telas e mídias Mas também de modelos de negócio eh mas essa relevância da novela do Brasil que vem dessa Matriz Popular muitas vezes é vista isso na na na Martim barbeiro que é um teórico
colombiano eh é vista como algo menor né o menos importante o menos complexo justamente por essa Matriz Popular assim como se a gente parar para pensar só citando o seu filme né Léo o funk Já foi visto como algo menor e talvez por sua matriz Popular também e o Barbeiro cita outros exemplos eh mas essa força quando ela viaja e vai para fora né a gente fala da nossa aldeia mas a gente fala pro mundo né citando agora já a gente pode pensar que ess essas novelas com essa força Fazem tanto sucesso e tão e
são enfim inspiram também outros países a fazerem novelas porque elas também falam do que é profundamente humano e mais uma vez do espírito do tempo né e do espírito da atualidade que não é só sobre o que tá acontecendo no momento histórico cultural no Brasil mas muitas vezes pro mundo também perfeito só para eh resgatar aqui o que eu tinha falado eu achei a nota eh o destaque era da campanha do Yeltsin na antiga União Soviética que dizia se pudesse Glória Pires votaria em elsin isso isso issoo é incrível é incrível ele ele dá muitos
exemplos assim né e a gente também Avenida Brasil né parou tantos países para seu último capítulo eh eu acho que a gente tem aí uma potência nas novelas mas eu diria que em todas as nossas narrativas né as histórias brasileiras e queria pontuar também uma coisa que o Léo falou e que eu acho muito importante a importância e a riqueza de buscar cada vez mais diversidade representatividade para essas histórias e e e não é só e às vezes eu quando eu vou falar sobre isso e falo sobre vai na fé como exemplo ou né nosso
sonho ou outros né Eh eh Enfim no cinema eh na televisão nos seriados na prataforma de filme é porque eu acho que mais uma vez fala ao Espírito do nosso tempo né a gente quer ver a gente precisa ver então além do lado ético moral eu diria que tem um lado comercial que que é o público como quer se ver como o Léo falou né Vamos paraa Nossa dica de ouro e aí pessoal queria agradecer demais a participação de vocês e queria pedir as considerações finais e uma dica de conteúdo e nas considerações finais eu
queria que vocês apontassem aí para onde que vocês enxergam que o audiovisual brasileiro tá indo qual que qual que é o futuro do audiovisual Brasileiro né que é o tema central aqui da nossa conversa eu ah meu Deus ó vamos lá eu acho que para mim o futuro para mim eu eu sempre tem sempre aquela legenda né você botou Rosane roteirista diretora produtora Mas eu sempre gosto de dizer que eu conto histórias é isso que eu sempre quis fazer o que eu faço e e e eu acho que essa é a nossa força sabe as
histórias que a gente conta é o cinema tem uma linguagem bem diferente da novela e e eu acho que isso afeta ou ou é efeito né ao contrário da da forma que que é produzido do tempo de produção enfim até do dispositivo né cinematográfico que é diferente de assistir na televisão mas eu vejo cada vez mais aí nessa convergência de Mídias e telas a força do nosso conteúdo das nossas histórias é isso que permanece né Eh minha filha outro dia tava vendo filme no celular esse mês eh por exemplo São 50 anos da Sessão da
Tarde desde 2020 91 filmes brasileiros passaram na sessão da tarde eu procurei esse dado junto a Globo filmes e entre os 10 filmes mais vistos desde 2020 dois são brasileiros né um Trapalhões e o tainar eh Minha Mãe é uma Peça foi foi o filme mais visto de 2023 e no dia que é um tio Quase Perfeito dois foi exibido na sessão da tarde ele fez mais público que o coringa na Tela Quente Então a gente tem que eu só falei esse exemplo porque a gente tá falando muito da circulação principalmente entre cinema e televisão
e infelizmente não tem os dados do do fim porque eles não divulgam mas eu tenho certeza quando aparece que também né mais uma vez Netflix porque a grande plataforma de streaming que a gente tem no Brasil sempre que tá lá né a lista dos 10 conteúdos mais vistos tem sempre conteúdo brasileiro e muitas vezes também novela né Eh Eh esses conteúdos estão lá então eu acho que não importa a tela não importa a janela não importa a mídia eh são as nossas histórias Enquanto elas eh fizerem parte da nossa cultura forem relevantes e um ingrediente
é esse né que o Léo falou que é obviamente a diversidade mas eu acho que o número de produções né Quanto mais um olhar mais prismático sobre o nosso país sobre o nosso Brasil e quanto mais janelas e daí a importância e por isso mais uma vez eu agradeço o Léo né da política audiovisual a gente tiver para conseguir falar com o nosso público né pro nosso público assim poder assistir essas essas janelas né nessas janelas todas o nosso conteúdo melhor Na verdade eu acho isso imprescindível pra gente poder refletir sobre quem a gente é
como nação inclusive isso é dica de conteúdo e aí eu quero duas a primeira seu livro Por favor e a segunda Ah sim meu meu livro eu devia bom mas não é filmado n Cadê eu para levantar mostrar mas pela cobogó e é um livro que pensa muito sobre a novela né o objeto de estudo mas fala em geral do audiovisual Obrigada e porido e mencionado o livro aqui eh tudo bem dica um a dica dois eu já nem sei mas uma coisa interessante que eu que eu tô lendo agora por um acaso é a
biografia do Gilberto Braga pelo Maurício steer e olha que interessante né o Gilberto Braga entrou na televisão através do Daniel filho que é uma figura que circula muito entre o Cine a minha televisão e o primeiro supervisor de texto dele foi o Domingos de Oliveira então a gente vê aí que que existe né n essa esse deslizamentos profissionais de conteúdo e eu acho que isso influencia também nas narrativas e nas histórias e de uma forma extremamente positiva boa obrigado Rosane Léo futuro do audiovisual no Brasil e uma dica de conteúdo Olha eu eu vou tomar
a liberdade de copiar e colar o que a Rosan falou para mim também super super e não acho que o o o futuro do audiovisual não fim das contas para mim é igual ao passado tá eu tentando resumir um pouco o que a Rosane falou a gente tá contando histórias que as pessoas querem ou não escutar as nossas histórias seja por quem nós somos seja pelas histórias em si seja pela forma que a gente conta enfim da forma que for de novo desde os do início dos tempos né sei lá das pinturas rupestres E por
aí vai da da da Grécia Antiga dos grandes eh eh filósofos Seja lá o que for tudo é como comica né são duas pessoas se comunicando aí começa a ser uma pessoa comunicando para várias e hoje a gente consegue se comunicar ou tem um potencial de se comunicar com pelo menos se eu não me engano são 5 bilhões de pessoas no mundo que tem algum tipo de aparelho celular ou smartphone são 5 bilhões de de de de devices no no mundo então a gente consegue um um clique estar disponível vai eu tô generalizando tá por
favor gente mas para essas pessoas todas Agora resta chamar a atenção que de novo desde sempre é o nosso desafio também então se a gente tem como é que a gente eh eh cumpre esse desafio como é que a gente eh eh atravessa esse desafio um que é o marketing né a distribuição canal de Distribuição e aí a gente precisa do Governo do Estado como a Rosane bem falou é o estado o brasileiro precisa defender os produtos brasileiros como os outros fazem os Estados Unidos defendem os produtos americanos desde sempre assim eh eh eh é
muito melhor que qualquer outro país no mundo né porque a gente precisa chegar né não adianta a gente produzir não adianta ser as melhores histórias se não estão disponíveis pro pro pro pro pro outro lado para quem tá escutando né para quem vai comprar para quem vai consumir para quem vai vai fruir dessa dessa história o o a outra parte disso que a gente não precisa de ninguém né é a nossa criatividade é a nossa é o nosso coração a nossa cabeça nossos braços né porque o Brasil tem algo que poucos países no mundo tem
é essa diversidade é um país Continental que tem todo tipo de história em todos os tipos de territórios Então a gente tem história aqui eu quase arrisco dizer que é infinito Hollywood já passou por duas crises graves de de de criatividade de diversidade de história uma ali pelos anos 60 70 depois 90 não é toa que se fosse a for listar os diretores e hoje diretoras também de Hollywood eh você tem uma diversidade muito grande ali não são mais diretores americanos brancos né Você tem um mundo inteiro nos Estados Unidos não só em Hollywood no
Vale do Silício nas universidades em qualquer lugar por são vários pontos de vistas com várias ideias com várias eh eh desenvolvimento de de teses E por aí vai e aqui a gente tem eh as nossas ideias as nossas histórias que já tão na nossa cabeça que passam pelo nosso coração né que o coração brasileiro faz diferença e o brasileiro se reconhece nessas emoções né em tudo isso que a Rosane falou ali atrás de novo não é à toa que as novelas fazem o sucesso fazem né a nossa o nosso melodrama é maravilhoso e a gente
também se recusa a aceitar né enquanto o melodrama mexicano é difundido no mundo inteiro com orgulho o nosso é a gente rejeita né E a gente tem muito braço para executar isso tudo então assim é só é só dar um pouquinho de tela em todas as telas porque os modelos de negócio são os mesmos né ou é de graça e aí alguém tem que pagar e a publicidade ou é p que é assinatura né ou é aluguel se você for pensar mistura mistura mistura mistura e volta a mesma coisa né então sempre vai ser assim
janelas diferentes tipos de formatos diferentes e tal e queria fechar uma coisa que eu eu lembrei lembrei Acabei esquecendo de falar a s Almeida que tá agora na na Globo quando ela tava no Twitter a gente fez para fazer um curso de brand Entertainment e E aí a gente chamou ela para dar uma aula para conversar e tal maravilhosa e e e a gente tava falando ela tava trazendo uma coisa sobre novelas no Twitter você fazer novela na rede social ou seja você muda algum formato a linguagem é a mesma é a novela você vai
mudar a minutagem como e stravis aura com 30 capítulos né Você vai vender um filme às vezes pro leste europeu você encurta você aumenta enfim o conteúdo segue sendo o que importa a história segue sendo o que importa tanto faz a janela tanto faz o formato o que importa tá aqui na nossa cabeça e no nosso coração boa sua dica de conteúdo Ah minha dica minha dica além de conteúdos brasileiros veja filme brasileiro no cinema veja filme brasileiro na televisão veja novela veja série Enfim tudo que for brasileiro veja para falar bem para falar mal
para discutir para criticar para para entend o que que é esse país gigantesco que pouquíssima gente tem condição de conhecer né pouquíssima gente conhece o Brasil os brasileiros conhecem muito o exterior né mas pouquíssima gente e eh conhece o Brasil então assim veja e conheça o Brasil através do do do audiovisual da música da indústria criativa e e uma outra dica é um livro já que a gente tá falando de política disso tudo que isso na verdade é geopolítica mundial né é um livro que chama chutando a escada de um coreano que eu sempre esqueço
o nome J Shun enfim mas é de um coreano que escreveu um livro exatamente que que diz o seguinte os países dipos desenvolvidos os países mais ricos do mundo que pregam né a liberdade Econômica eh não o não protecionismo ou a não defesa dos produtos nacionais são os mesmos que já fizeram isso durante sua existência e hoje dizem por exemplo pro Brasil esse neoliberalismo maluco diz não não pode ter regulação no stream isso é loucura por é livre mercado sendo que esses países eh eh eh fazem esse tipo de regulação desde sempre se construíram em
cima disso Inglaterra Estados Unidos Alemanha todo mundo né E e aí chama chutando a escada porque aí quando o Brasil no nosso caso a gente tá lá subindo a escada tá se esforçando para chegar eles vão lá e chutam a escada aí a gente tem que subir botar a escada de novo e tentar subir então esse esse livro devia devia est nas escolas brasileiro pra gente entender como funciona o mundo a partir daí Cada um faz o que quiser mas a gente precisa entender que que o mundo funciona de de outra forma boa você tava
falando eu lembrei né nada demais assim também mas eu lembrei de um filme que eu assisti recentemente o sangue azul com Daniel Oliveira que né que passa uma história no interior assim no nordeste lá em Pernambuco é tão bonito tão lindo uma sensibilidade e tipo eu me senti mergulhando ali um um um Brasil que eu não conheço né que eu não faço parte Então isso que você falou realmente né tem que assistir produção brasileira para conhecer o Brasil não tem jeito é uma das melhores formas né de se conhecer é vendo assistindo lendo enfim iso
é muito muito bacana pessoal cara agradecer demais a participação de vocês foi um prazer essa conversa encerrando aí no tempo combinado direitinho Obrigada foi ótimo mesmo assim um grande prazer e um privilégio trocar ideia aqui com vocês obrigado para mim também tá vendo ros pelo menos assim a gente consegue se encontrar a gente conversa exat pois é maravilhoso I que você fez isso aqui foi foi uma ótima conversa obrigado mesmo Obrigado Rosan É sempre um prazer imenso falar com você discutir e e vamos tocar para frente essas ideias todas boa obrigado Léo obrigado Rosane obrigado
a você que tá ouvindo a gente até aqui também Lembrando que a conversa não encerra agora a gente continua nas redes sociais eh não deixem de seguir a gente no Instagram o @casa fejão onde a gente mantém a programação da casa sempre atualizada e compartilha muito conteúdo relevante se você quiser falar direto comigo eu tô no Linkedin é Yuri Campos Não deixe de também seguir o esse programa o podcast liveb de tendência na sua plataforma preferida e se você gostou do papo por favor deixa uma avaliação de cinco estrelas no Spotify ou uma curtida onde
você tiver ouvindo porque você é muito importante para que a gente possa se dedicar cada vez mais na produção dos episódios obrigado e até a próxima [Música]