olá eu sou o guilherme castanha quero conversar com você hoje sobre a reidratação da paisagem urbana com água de chuva no começo falando e honrando o trabalho do bill mollison foi o grande promotor da permacultura ele logo após a criação do conceito dessa idéia da permacultura começa a ciência design ecológico que permite a recriação de espaços regeneradores inclusive com ocupação humana ele saiu ao redor do mundo promovendo essa lógica e tem duas frases que eu gosto demais dele que acho que se aplicam muito para esse trabalho que a gente que eu quero compartilhar com vocês
o primeiro é importância de cada um de nós assume responsabilidade pelas nossas vidas e das nossas vidas e dos nossos filhos ea outra é a questão da gente sair de uma lógica de uma sociedade consumista para uma sociedade produtora falando especificamente sobre a água a importância da gente desenhar espaços sejam nossas casas o projeto do empreendimento mesmo as cidades que sejam capazes de produzir mais água do que consome restaurar os rios restaurar todo o espaço urbano o ecossistema os serviços ecossistêmicos que estão disponíveis pra gente usando a própria natureza nosso favor ao invés de brigar
contra ela eu começo lembrando também que hoje mais de metade da população mundial vive em cidades vivem em meio urbano com mais de três milhões e meio de pessoas e esse crescimento aconteceu de uma maneira muito desorganizada por volta de 1820 uma população que era uma fração da população que a gente tem hoje e à medida que a população toda vem crescendo ela acaba se concentrando mais no meio urbano então a importância de a gente redesenhar os espaços urbanos realmente pra gente produzir muito mais água do que a gente precisa e numa qualidade compatível com
as nossas necessidades é fundamental a gente se habituou a ouvir falar de drenagem como um sinônimo de uma maneira apropriada de lidar com a água de chuva a drenagem é uma técnica e é uma técnica usada para retirar a água da paisagem mais rápido possível eu brinco dizendo que a gente vive a síndrome do pé seco em que a gente quer que todos os ambientes sejam treinados a gente não se dá conta qualquer calçada qualquer trechinho de rua tem uma boca de lobo para onde a água que tais quando ele por cima pode escoar e
vai embora os jardins são mais altos do que as vias então a água também não para jardins ela vai embora de uma vez e ao mesmo tempo essa ocupação desenfreada dessa maneira pouco lógico pouco é reflexiva de ocupar o espaço também impactou na maneira com a qual a gente ocupou as várzeas dos rios quer dizer as várias deixaram é de cumprir essa função de abrigar a água nos momentos de chuva e foram simplesmente canalizados entubados e caminhadas em uma linha reta dentro desses erros são paulo tem mais de 3 mil quilômetros de rios e córregos
a maior parte dele hoje vivem tombada e vive cenário em que as vagas foram ocupadas por avenidas então essa lógica da drenagem ela acaba retirando toda a água que está que chove que cai na cidade cai nas vias vai para as bocas de lobo e naturalmente o que a gente vê são enchentes não é uma surpresa a gente tem enchentes é em qualquer chuva de um pouquinho de uma intensidade um pouco maior porque realmente o sistema é feito dessa forma o sistema bremen recolhe toda a água que cai sobre a superfície e leva embora isso
é impactado de uma maneira negativa ainda pela forma de ocupação das vias todas as vias praticamente todas as vias são asfaltadas né então a água cai sobre a via e realmente vai embora associado a isso a gente tem uma ocupação desse espaço urbano com muito concreto então muita pavimentação vias dos espaços mesmo de passeio de pedestres e os jardins quando são gramados são uma grama muito rasteirinha solo compactado telhados a telhados impermeabilizadas também seja com o telhar cerâmica o concreto é então a paisagem urbana hoje de são paulo é completamente incapaz de reter água a
água cai e tchau e vai embora todos os espaços e essa essa quantidade de concreto e de asfalto das vias ela acaba armazenando o calor ela tem grande nessa inércia térmica quer dizer que ela recebe o calor ela armazena o calor durante o dia e libera durante a noite isso vai criando essas ilhas de calor que a gente está habituado a ouvir falar e essas ilhas de calor não só aumentam a temperatura que torna a temperatura da cidade desagradável como também elas causam zonas de alta pressão que dificultam a entrada de ar úmido de fora
para dentro da cidade então se a gente já tem uma cidade com muito menos verde que é incapaz então de produzir de evapotranspiração umidade e você tem um ambiente mais quente que impede a chegada de ar úmido e quando esse ar úmido chega ele realmente precipita de uma maneira mais intensa quer dizer as chuvas vêm cada vez mais forte e claro vão trazer cada vez mais problemas para a cidade então daí a gente tem uma cidade que era tradicionalmente conhecida como a terra da garoa eo que a gente tem tantas músicas que foram feitas para
homenagear a cidade e muitos de nós têm essa vivência o mesmo tenha essa vivência de de lembrar de são paulo como uma uma determinada época do ano de muita garoa essa unidade é essa garota já não tem mais e isso a gente pode ver e pode atestar por manchetes de jornais que foram coletadas aí principalmente na época do auge da crise entre 2013 e 2014 e que vocês vêem a referência aí na tela então em plena seca o bairro sofre com a enchente e isso é muito louco a gente pensar por que o que é
isso né muita gente deve ter se perguntado se abre a torneira em casa e não tem água está chovendo está alagado que desenho é esse diz idade que em que isso acontece outra a gente tem a referência da temperatura em teve um recorde histórico de 37 pontos oito ressaltos com uma sensação térmica de quase 47 e no pleno verão a gente tem uma cima um registro de uma sensação típica de outono que é de uma grande amplitude térmica quer dizer a temperatura muito alto durante o dia e muito baixa no final do dia e ao
mesmo tempo intercalado com um com variações grandes de umidade principalmente um período de baixíssima umidade nessa época é nessa época que teoricamente seria a época de chuva então o que a gente entende que a gente compreende dessa paisagem é uma paisagem que de certa maneira ela apresenta todas as características de um deserto o que é muito louco a gente pensar porque a gente está em plena teoricamente mata atlântica são paulo foi colonizada justamente porque é um espaço que abrigava muito alimento muito peixe e muita água muitos rios e ao mesmo tempo a gente tem um
clima hoje que é que apresenta toda a característica de um deserto então a gente entende que esse deserto na verdade é uma criação humana é uma forma de ocupação que levou essa condição e cabe a nós então compreender como é que funciona a lógica desse espaço em sua natureza lembrando que a gente está na mata atlântica e são paulo só eu é só apresenta essa condição de mata atlântica que apresenta isso em função da chegada dos rios voadores que vem lá da amazônia batem nos andes e trazem essa unidade pra cá isso é muito bem
escrito por uma palestra a ted e do professor antónio nobre eu sugiro que vocês assistirem é muito rica enfim a gente vive esse quadrilátero da sorte como antónio nobre chama em que a gente tem essa abundância toda de água é e aí cabe a nós entender esses princípios básicos para trazer isso para a nossa paisagem e porque eu falo porque eu tome referenciando tanto a são paulo é justamente porque são paulo é vista como um exemplo e uma referência que serve como exemplo para todas as cidades do país então a gente precisa entender o impacto
de cada um dos nossos projetos de ocupação urbana entendendo que além das aparências existem uma série de impactos então o que a gente sai dessa nessa lógica de só querer ver o coelhinho as coisas bonitinhas e entender que hoje a gente está pagando é um grande pacto pelos erros de projeto do passado e que a gente possa não só redesenhar esse espaço que já existe e ao mesmo tempo desenhar os nossos novos espaços que ainda vão ser criados inspirados na lógica maior na lógica de funcionamento deste planeta um pensador que também foi inventor arquiteto matemática
que mister filha e que ele falava da do manual de instruções da natureza e é isso que a gente precisa entender a dinâmica da água no planeta é a mesma desde sempre então a gente precisa buscar na natureza essa inspiração para redesenhar nosso espaço de forma que a gente tem abundância que já está disponível de que a gente conhece tão bem vivendo num ambiente como esse apesar de toda essa lógica maluca de ocupação do espaço urbano na cidade a são paulo ainda tem água são paulo ainda responde tem impulsos de vida rolando na cidade a
gente vê uma série de movimentos que estão acontecendo aqui é a gente pode falar do existe água em são paulo que a iniciativa de um parceiro adriano sampaio que vai que segue buscando nascentes de água muitas delas de boa qualidade integrados à malha urbana mostrando cidade mostrando pessoas iniciativas de pessoas que usam dessa água é mesmo nos espaços mais urbanizados tem o pessoal do rio de ruas têm a própria praça da nascente ali na pompeia uma grande fonte de inspiração e quirino no butantã e aí com uma mostra disso tem um programa de levantamento da
qualidade de água de nascente em são paulo que é o programa nascente sp que avaliou a qualidade de água e 10 nascentes de são paulo e ficou atestado que a qualidade dessa água era muito boa era muito apropriada para fins não potáveis que não era uma água para beber mas poderia ser usada para diversos outros usos mesmo com toda essa loucura de são paulo são paulo ainda pulsa os rios nascentes são paulo ainda tão pulsando então realmente pra gente sair desse cenário em que a gente tá de ocupação urbana extrema para uma melhor integração com
com a lógica com o funcionamento dos sistemas naturais para a abundância a gente precisa fazer um esforço de nós sermos a mudança de nós favorecermos esse processo de regeneração para recorrer essa lógica de buscar inspiração na natureza é simplesmente basta a gente olhar essas que estão em processo de regeneração de ambiente degradado até um ambiente florestado existe uma um processo que é natural intrínseco da natureza e que cabe a nós só fortalecer ele todo esse processo de restauração começa com a retenção de água o primeiro trabalho que as plantas começam a fazer justamente das daninhas
e das árvores pioneiro sair quebrando o solo permite que o solo vai se infiltrando e depositando matéria orgânica sobre a superfície para que ela seja mais esponjosa para que ela tem uma capacidade de maior retenção de água e essa retenção de água vai desencadeando o processo como um todo e aí a gente pode falar um pouco sobre o ciclo da água e lembrando que ainda que a gente conhece ciclo da água como um todo é todo mundo já esteja meio até careca de saber que você já tem lá a água que evapora do oceano e
sobe para a atmosfera e caiu de volta para o continente a gente precisa lembrar primeiro que o planeta é um sistema fechado em todo o volume de água que existe é o volume que a gente tem para trabalhar ele é fixo desde o início da história do planeta são 3 bilhões e meio aproximadamente de anos com o ciclo da água funcionando purificando água trazendo umidade para dentro do continente chovendo restaurando em sal freático abastecendo nascentes e rios só que esse processo só acontece internamente no continente em função dos pequenos círculos locais são pequenos ciclos de
águas pequenos ciclos de d água que acontece no interior do continente em função da presença de água então as florestas é que basicamente levam essa unidade para dentro do continente sem árvore não tem chuva em floresta não também não tem não tem umidade dentro do continente o que a gente tem é deserto e além disso e que é importante a gente tá cá à medida que as cidades prestam menos atenção às suas águas superficiais que são as águas que a gente realmente tem para trabalhar e t shirt onde o esgoto deixa o esgoto caí no
corpo dos rios mesmo água levava de drenagem água da chuva cair ser treinada pelas vias levando toda essa sujeira para os rios o que a gente está fazendo é comprometendo a nossa capacidade de lidar com as águas locais ea gente começa a ter que recorrer à água que vem de fontes cada vez mais distantes e nesse processo os mananciais distantes acabam ficando próximas outra cidade então já começa tão embate porque os mananciais ficam muito disputados para muita gente e aí passa a ter uma super exploração dos poços profundos e isso a gente pode ver uma
maneira muito clara na época da crise da água em são paulo uma corrido atrás de perfuração de poços então aí por um lado a gente tem uma recarga muito lenta dos aqüíferos e uma superexploração dos próximos dos poços profundos que acabam gerando uma situação de escassez em alguns lugares já gerou um colapso então a experiência que esses diferentes lugares do planeta já vivenciaram é de ter que voltar a olhar para as fontes superficiais um olhar mais atento porque compreenderam que não olhar só para os poços profundos tem uma limitação e nesse sentido a água dos
poços profundos tem que ser usada com muita cautela a gente não pode ser o sol sair usando de qualquer forma nem de retirando de qualquer qualquer quantidade então aí cabe a cada um de nós começar a redesenhar esses espaços das casas as cidades para que eles sejam capazes de acolher a água de chuva para que ela não seja mais de nada ela seja acolhida e seja retida seja infiltrada seja aproveitada e possa ser retornada não só as nascentes a abastecer seus rios que a gente tanto que havia de volta mas também para que possam ser
retornadas atmosfera através das plantas que vão evapotranspiração unidade que elas vão voltar a ter acesso e isso aumenta a umidade do ambiente no entorno e isso aumenta os índices de chuva locais para que a gente volte a ter uma paisagem mais um como é que seria essa paisagem então que é capaz de acolher água de chuva a gente olha inclusive os topos dos prédios topos os topos das casas também como lugares em que a gente pode acolher água a gente disse também que o melhor lugar para guardar água onde ela cai então se ela caiu
sobre o telhado a gente pode pensar sobre estratégias que a ifá façam essa intermediação por exemplo o telhado verde operado verde não precisa ser uma estrutura gramado ele pode ser a estrutura pode ser uma cobertura é com terra ou pode ser uma cobertura com palha como tanto fala meu amigo pinto web e tem vocês podem pesquisar alguns vídeos sobre ele falando sobre isso mas a ideia tem um telhado que seja capaz de acolher essa água e reter sabe e faça uma condução um escoamento gradual mesmo depois é só deixar da chuva o telhado segs quando
um pouco é ao mesmo tempo devolve a umidade para a atmosfera então a gente segue do telhado verde o que sobra do telhado verde pode porque a gente chama de canteiros drenantes que são como se fossem floreiras com uma capacidade de armazenamento de água então são plantadas é a água e ao mesmo tempo são filtrantes ela tem um elemento ali um substrato de areia que permite que a água seja filtrado seja recolhida depois o excedente disso pode direcionar pra mesmo pra pavimentos permeáveis ou pra um laguinho por um espelho d'água lembrando que os pavimentos permeáveis
eles têm que ter uma capacidade de reter a água então não adianta colocar um pavimento permeável em cima de uma terra batida porque a terra precisa acolher não se a terra não tiver capacidade de retenção você precisa criar um colchão eventualmente de pedra de entulho algum material que cria espaço para a água ser colhida e que ela possa infiltrar com o tempo além disso a gente tem também cisternas que podem aproveitar a água de chuva a gente tem espelhos d'água que deveriam e devem ser resgatados na cidade para trazer de volta essa umidade e pro
ambiente que seja um que nos lembra a importância de a gente ter água na cidade e também já disse chuva que eu vou explorar um pouco mais em detalhe porque eu acho que o jardim de chuva é a grande estratégia não só para são paulo mas para a cidade como um todo aproveitar a água de chuva não é nem de longe uma coisa nova vocês vêem na imagem a referência de uma placa verdade essa é uma pedra mobitown onde está inscrito uma uma lei que foi redigida pelo redimob lá em 850 anos antes de cristo
falando para que cada pessoa tivesse a sua própria estando em casa e aí eu paro para refletir de novo sobre aquele momento de crise vivido em são paulo quem é que estava aproveitando a água de chuva quem é que ficou quem é que não estava aproveitando realmente civil à mercê do clima que se vive à mercê do fornecimento de água por um sistema centralizado que aqui no caso de são paulo é da sabesp então aproveitar a água de chuva não é só relevante para cada um de nós para cada uma das pessoas que moram na
cidade mas é relevante inclusive como política pública nessa imagem que vocês vêm aí vocês vêem a referência de uma pessoa dentro de uma caverna na verdade o professor plínio tomás que está dentro dessa grande cisterna essa essa caverna na verdade algumas estando bom ninguém precisa ter uma caverna em casa mas para a gente entender essa potencial de aproveitamento de água de chuva a gente precisa entender quanto a água poderia aproveitar e aí tomando referência o índice pluviométrico de 1.400 milímetros por ano e cada cidade tem um índice pluviométrico diferente de ubatuba seus dois mil e
duzentos mil e 300 milímetros até o semiárido brasileiro na faixa de 350 por aí a gente tem esses diferentes índices e pra cada milímetro de chuva em um metro quadrado de telhado a gente tem um livro quer dizer que um telhado de 100 metros quadrados 1.400 milímetros são capazes de captar 140 mil litros de água de chuva isso é muito pouco então vamos fazer uma conta para quatro pessoas em uma moradia se cada pessoa consome na média 150 litros por dia e aí são quatro pessoas são 600 litros de água por por família por dia
vezes 30 18 mil litros vezes 12 meses em está falando de 216 mil litros de água no total a gente assumir que 50% de consumo da família não potável que quer dizer que o volume de água de chuva que a gente aproveita no telhado de 100 metros quadrados é maior do que toda a necessidade da família ao longo do ano o único desafio é desenhar esse espaço projetado para que realmente possa acolher essa água agora pra gente lidar a gente criar uma paisagem que seja capaz de acolher água de chuva no meio urbano especialmente a
gente precisa contar com a vegetação que é quem vai intermediar essa chegada de água com essa gestão no solo ea vegetação é responsável por melhorar a qualidade do ar porque ela retém os materiais particulados que estão aí suspenso na atmosfera ela produz oxigênio que a gente tanto precisa e ela produz unidade que a gente tanto necessita principalmente nessa intermediação que a gente está se propondo a fazer além disso ela também reduz uma maneira muito significativa a temperatura do ambiente do entorno à medida que as árvores e as plantas uma maneira geral vão sombreando solo ela
as primeiras reduzem a temperatura do entorno mas elas também reduzem a temperatura do solo e isso faz com que a água de chuva quando entra em contato com o solo realmente possa infiltrar o solo no um solo quente é incapaz de reter a água de chuva é incapaz de acolher porque ele torna a superfície praticamente impermeável ele faz com que a água escorre sobre a superfície então daí realmente a necessidade a gente manter o solo coberto implantado uma diversidade de plantas com toda a diversidade que a gente puder recorrer eu estou aqui agora no jardim
de chuva dá uma paz uma paz da universidade livre do meio ambiente cultura da paz é uma iniciativa da secretaria do verde e do meio ambiente da prefeitura de são paulo e nós construímos esse jardim de chuva no passado numa oficina no dia 22 de março para celebrar o dia da água oficina aberta que contou com o apoio do pit web e da brigitte wahl aqui da escola de jardinagem e nesse dia nós fizemos tudo nós estávamos o jardim as pessoas trouxeram uma série de mudas e nós plantamos juntos aqui então esse jardim já tem
um ano e meio de de vida é ele praticamente só ver a água quando chove e ele tem uma escolha bastante interessante de plantas que é para a gente entender o jardim de chuva não é um jardim é feito com plantas úmidas a gente escolhe plantas que tolerem ambiente úmido por um determinado período e sei como a maior parte do ano o a profundidade dele é escolhida em função do tipo de solo se teu solo é mais ágil los você vai ter um solo mais raso aquela aquela que aquela lâmina de água parente fique menos
tempo se tem o solo é mais arenoso quer dizer que ele tem uma capacidade de infiltração melhor ele vai ser um pouco mais profundo ea gente costuma trabalhar na faixa de 25 no máximo 30 centímetros de lâmina de água livre porque eu vario essa lâmina d'água é porque eu não quero que essa água permanência aqui por mais que dois dias porque três dias é o período é o ciclo de desenvolvimento da larva do mosquito da dengue então eu quero que a água que infiltra em no máximo dois dias e pra isso é que a gente
varia essa essa lâmina d'água bom que tipo de planta ou usar aqui então eu uso plantas que sejam tolerantes aos períodos de chuva e de seca mas que sejam principalmente tolerância ou períodos maiores maiores de seca para que elas precisem de menos irrigação possível então quanto menos quanto mais e fizer a escolha de plantas que precisem de menos água mais independente eu posso ficar de um sistema de irrigação e eventualmente até dispensar o sistema de irrigação por simplesmente por conta desse desenho que acolhe a água e que no fundo naturalmente é muito mais ou menos
do que o entorno e por plantas que dependam de menos água aqui a gente pode ver está no auge da seca em são paulo é a última chuva aconteceu na semana passada mas antes dela fazer um praticamente 40 dias sem chover ea gente está vendo um jardim sim bastante vivo é bastante os anti com cores muito vibrantes então aqui a gente tem é plantas que são de ambiente mais úmido como por exemplo a cavalinha e mesmo gengibre mas por outro a gente tem a gente vê que o solo está inteiro coberto senão com palha é
pelo menos com outras plantas forrageiras no caso aqui a gente vê muita pelé alumínio e eu próprio a própria vida dela parou de dália paulo dozza é além dessa tem plantas que são coringas como pitty chama são plantas que se desenvolvem bem ambiente seco e e trazem úmidade pro próprio lugar onde ela é aonde elas estão plantadas por exemplo a íris eo agapanto elas conseguem trazer umidade do ambiente condensar nas folhas e trazer para os seus pés então todo em torno delas vai ser naturalmente mais úmido são plantas importantes para serem colocados no jardim de
chuva também principalmente a gente está buscando um jardim de chuva com menos a entrada de água - demanda de irrigação até dispensar a ligação é bom eu posso plantar a árvore sim pode plantar árvore aqui não foi implantado a gente tem um crescimento de 1 de uma moeda que realmente veio do composto que a gente usou no dia pessoal trouxe uns de minhocários de casa e provavelmente se esse mamoeiro veio de lá e tem uma goiabeira nascendo aqui também eu tenho certeza que a goiabeira vai preferir muito mais acrescentou aqui do que está crescendo ali
adiante então sim ele também pode ser ocupado com árvores e aí bom pode surgir essa questão de onde vem essa água então do jardim de chuva o jardim de chuva pode estar acoplado tanto numa extensão de uma área pavimentada uma área gramada como também pode estar recebendo o excedente os volumes diárias treinadas então a água tá entrando nesse jardim a partir de escoamento de uma área gramada que está anexa ele e também da drenagem lembra da drenagem ele recebe a água que está escoando de dois terrenos vizinhos aqui em direção ao jardim de chuva então
jardim tá colhendo toda essa água que o paisagem de outra forma deixar escoar deixar ir embora eo jardim acolhendo essa água de chuva então do vizinho da do gramado do entorno ele acaba ficando muito confortável em ficar muito agradável a gente tem um jardim no meio do lugar gramado com um monte de de espécies diferentes de plantas plantas comestíveis têm melissa o pessoal vem aqui recolher a planta para fazer o chá ali dentro na hora do trabalho é poderia ser plantada abacaxi pode ser quase uma horta assim se quiser então ele vira um espaço que
não só acolhe a água mas também acolhe a nossa vontade de viver melhor nosso desejo de viver com mais qualidade de vida não só para a gente mas para tudo o que está à nossa volta ainda que a gente tenha visto no jardim plano jardins e chuva também podem ser feitas em áreas inclinadas basta ter barreiras ou vertedouros que são passagens pra água feitas em barreiras para que a água vai sendo retida em cada uma dessas células ou pequenos jardins que são construídos ao longo desses trechos inclinados jardins de chuva também são feitos não só
é nessa lógica de espaços abertos mas também podem estar associados ao desenho urbano podem estar associados às vias nas calçadas nos próprios espaços de carros é como como estratégias de redução de velocidade então é um canteiro que ajuda a reduzir a velocidade mas ao mesmo tempo recebe água permite a infiltração e principalmente melhora a qualidade essa é uma das coisas tão importantes quando a gente fala de jardim de chuva associada ao desenho urbano porque ainda que a gente esteja sim interessado em reter uma parte desse volume de água de chuva a gente quer essencialmente melhorar
a qualidade da água que estaria escoando de outra forma para as galerias pluviais pelas bocas de lobo então jardins de chuva podem ser desenhados uma maneira que a sarjeta possa direcionar a água por jardim e depois o jardim eo que sobra de água então é que passa e pra ir pra lá rede de drenagem realmente só vai para a drenagem que realmente o a paisagem é incapaz de reter eu quero por aqui também é trazer um pouco de inspiração a gente está engatinhando na lógica de se re desenho urbano com água e eu quero mostrar
para vocês algumas iniciativas inspiradoras algumas iniciativas que já estão sendo implantados há bons anos em diversos lugares do mundo pra gente entender que não se trata é de uma escala que tem que ter uma cidade de tamanho a b ou c em qualquer escala em qualquer realidade em qualquer contexto cultural cultural inclusive mais importante a lógica de criar mecanismo para acolher água da chuva como exatamente a gente vai fazer seu terreno plano inclinado se a via é super me impermeável ser mais verde isso cada lugar tem a sua história então nessa primeira referência vocês vêem
o projeto 700 milhões de galões que é ele faz alusão ao volume de água que seattle está se dispondo a retê e melhorar a qualidade anualmente a água que seria de outra forma simplesmente de nada então é retida e melhorada ao longo dessas diversas iniciativas que vocês vêem nessa imagem na verdade se trata de um mapa aí no menu do mapa você vê uma referência gsi aonde é um mapa então que ele está identificando cada uma dessas iniciativas de infraestrutura verde que é o nome dado a essa abordagem para lidar com a criação de serviços
ecossistêmicos dentro do ambiente construído então esse mapa você consegue identificar clicar em cada uma dessas iniciativas e você tem uma descrição do que é aquilo é um jardim de chuva foi implantado nessa época está funcionando desde então o que foi plantado então uma ótimo caminho para percorrer agora que eu quero destacar pra vocês que 700 milhões de galões corresponde a mais ou menos dois milhões e seiscentos e tantos mil metros cúbicos gerenciados anualmente isso para uma cidade que é cinco vezes menor do que em são paulo esse volume equivalente a três vezes o tamanho do
maior piscinão já construído em são paulo que é de 800 e tantos metros cúbicos então por uma fração do curso de um piscinão a gente tem o implanta uma implantação do sistema de centralizado aí que tá irradiado em toda a cidade que está trazendo benefícios para a cidade como um todo então mais do que a atenuação de pico que é importante esse papel que o piscinão com a gente está trazendo realmente melhoria da qualidade da água ea recarga do lençol freático fluxo de água constante cruzius é uma revitalização da paisagem como um todo então é
uma medida de centralizada que irradia essa descentralização para todo o entorno também isso é super importante quando a gente fala de infraestrutura verde na sequência tem um parque foi construído foi redesenhado para ser uma nova várzea por um rio que até então estava canalizado então esse canal foi desconstruído e todo esse ambiente foi foi redesenhado pra não só colher as pessoas mas para acolher água e de forma que o espaço urbano ea água passam a fazer parte da mesma lógica esse projeto era estava inserido dentro de um projeto maior que é o do redesenho de
cingapura como todo cingapura é amorfa recebe maior parte de água importado da malásia então tinha uma iniciativa de um desejo de pra que eles fossem autônomos e auto-suficiente com relação à sua própria água então realmente se a gente vai caminhar nesse sentido ea gente realmente precisa todas as cidades precisam caminhar nesse sentido a gente precisa redesenhar o espaço urbano para acolher melhor a água da chuva ainda um outro extremo cultural nosso a china adotou 13 cidades para serem cidades esponjas quer dizer são 13 cidades que vão ser completamente redesenhados pra acolher a água da chuva
e trazer toda essa dinâmica que a gente tem explorado aqui nesse vídeo essa iniciativa da cidade esponjas ela está sendo apoiada por um centro de pesquisas que é o centro de pesquisas por cidades sensíveis a água é um centro que fica localizado na austrália e que promoveu até há poucos dias atrás a o terceiro encontro das cidades sensíveis à água e isso pra gente entender que realmente esse movimento de redesenho das cidades de cidade sensíveis à água de um novo desenho urbano realmente a tônica do futuro e é pra lá que a gente vai caminhar
e é pra lá que eu convido você a caminhar junto comigo obrigado e até a próxima o endereço do site da fluxo está em baixo pra qualquer contato informação acesso ali ea gente segue adiante obrigado um abraço bom trabalho a todos