Nós entramos no caminho do livro em diversos momentos diferentes. Nós transformamos em design o material que, até então, era um documento do Word, mas que foi cuidadosamente autorado, editado e revisado pela equipe editorial em um material apropriado visualmente para a faixa etária dos nossos estudantes. O livro tem uma função didática muito importante.
A gente fala ‘material didático’ tudo junto, mas eu acho que essa parte didática tem um aspecto fundamental, e a gente procura fazer com que o nosso livro seja, de fato, didático, ou seja, o aluno consiga aprender com ele. O material, ele passa por uma atualização constante. São mais de 100 mil páginas que nós trabalhamos anualmente e conta com uma quantidade grande de colaboradores e, também, estúdios que são contratados para realizar diferentes etapas do processo editorial.
Nós somos responsáveis por dar forma e estrutura lógica para os conteúdos. A primeira etapa é a de projeto gráfico, a do layout do material. O projeto gráfico equilibra a estética e a funcionalidade ao organizar os diversos elementos que vão compor o material didático.
O material tem que estar apropriado para a faixa etária. Então, nesse momento, são pensados o tamanho da fonte, se é um material que é mais orientado à ilustração, como a Educação Infantil; se é um material mais orientado ao conteúdo, como o material do Ensino Médio e do PV. Infantil é mais lúdico, com menos texto, mais ilustração.
E aí, quando você vai seguindo, vai caminhando pelo segmento, ele vai se transformando num material com mais conteúdo e menos imagem. Nós cuidamos não só do design, ilustrar e diagramar o material, mas também por licenciar conteúdos de terceiros que nós utilizamos nos materiais. O editor é quem manda a pauta para a gente, com todos os itens que a gente precisa pesquisar e licenciar.
A gente busca as opções mais recentes e nos melhores bancos, melhor custo-benefício. Nossos autores recorrem a obras de terceiros, seja uma poesia, uma letra de música, uma fotografia, uma ilustração, uma obra de arte, para enriquecer o material. Então, nós temos o departamento que é responsável por pesquisar essas obras, quando elas são pedidas pelos autores, e entrar em contato com os donos delas para licenciá-las para uso no material.
A gente tem muitos autores que estão em domínio público. Então, a gente tem uma facilidade que é um material em domínio público, que pode ser utilizado livremente, mas o cuidado é o mesmo de que se ele não tivesse, porque a gente tem que entrar com crédito. O direito moral do autor, ele não entra em domínio público.
Então, toda obra tem que ser analisada, todo o texto tem que entrar com o crédito. A gente trabalha também com ilustrações, mapa. Então, multimídia é para abordar todos esses itens que a gente licencia.
Quando a gente pediu as imagens, elas foram construídas já para auxiliar na explicação. Então, isso foi muito importante, porque as imagens, principalmente em Ciências, elas ajudam muito o aluno a compreender e tornam mais visível, ali, aquela teoria. Uma boa iconografia, como a gente chama o conjunto de imagens do livro, ela mostra a diversidade do material, a atualidade.
Então, eu acho que a importância da área é essa, é trazer esse conteúdo a mais para o nosso livro e, assim, prevalecendo sempre o direito do autor. Depois, a gente trata as imagens e aí libera para o editor de arte poder aplicar a imagem na diagramação, no livro em si. Depois dessa etapa da elaboração do projeto gráfico e original consolidado, o capítulo, ele é enviado para a equipe de arte, e a equipe de arte, já nesse meio tempo, ele já consolidou os parceiros que irão fazer a diagramação desse material, que é estúdio externo, e, depois dessa etapa, fica no processo de provas entre estúdio, arte, revisão, edição de texto.
As habilidades que um editor de arte precisa ter para poder trabalhar no material, além da parte técnica e um pouco do design dele, ele trabalha em cima de uma página em branco e aí entra um conteúdo que vem do Word e um projeto gráfico já pré-definido. Então, ele tem que, ali, deixar o material harmonioso, com texto, com imagem, com ilustração. Cada faixa etária tem as suas exigências, e a gente precisa ser capaz, por meio da diagramação, que é a forma que o conteúdo vai ter, cativar esse aluno, convidar ele a ler, conseguir prender a atenção do aluno e, também, facilitar a vida do professor no uso do material.
A gente acaba tendo esse olhar porque a gente já foi aluno. Então, a gente tem esse olhar que é para deixar uma página que ele tenha vontade de ler, que traga ele para a leitura, que aquilo fique atrativo para ele. Se a gente colocar uma página com uma linha muito extensa, aquilo cansa a vista.
A gente tem algumas técnicas, para que a gente não tenha essa forma de deixar o aluno cansado quando ele abre um livro para ler e vê aquela quantidade de informação. Então, eu recebo do editor, a gente faz a diagramação, a liberação nossa, vai para revisão, a revisão olha e a revisão encaminha para o editor. Outra parte da revisão, é quando o material já está diagramado, quando ele já está com aquela cara que é o que vai para a mão do aluno.
Então ele passa pela revisão para a gente fazer um cotejo, que é a comparação entre esse original do autor e a prova diagramada E aí, normalmente vem também uma prova final, já em PDF, do capítulo diagramado, para ver como que vai ficar a relação entre os textos e as imagens, para ver se eu tenho alguma sugestão. A gente faz a unificação desses capítulos e aí, temos o livro. Acho que a gente identifica essa necessidade de uma nova coleção quando a gente já tem uma base de clientes que usam nossos materiais, mas começam a solicitar novos produtos.
Hoje, o Poliedro está presente no Brasil todo. Então, a gente tem uma diversidade aí de escolas para atender, e temos a marca Poliedro e a marca Polígono. O Sistema de Ensino Polígono nasceu para democratizar o acesso à alta qualidade educacional, que só o Poliedro Educação consegue proporcionar.
Ele já nasce dentro da sua concepção pedagógica com todas as competências, as habilidades da BNCC imbuídas ao material. O Polígono, ele veio para ser uma coleção completa. Então, a ideia é que a gente tenha aí o aluno desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
Então, a gente tem várias atividades que colocam o aluno no centro, que propõem ao professor uma nova organização da sala de aula para que o aluno, de fato, seja protagonista do aprendizado dele, tenha consciência do que ele está aprendendo e ele possa, de fato, construir, junto com o professor ali, como mediador, o seu próprio aprendizado. É mais uma maneira de chegarmos a escolas, de levarmos um bom conteúdo com uma coleção que é escrita completamente do zero, mas com o mesmo time editorial, usando as mesmas plataformas e com a mesma experiência que nós acumulamos ao longo desses anos todos. Então, temos a oportunidade de fazer uma grande coleção para os nossos alunos.
Ele não é uma adaptação a algum material do Poliedro, muito pelo contrário. Então é um material que tem uma identidade própria, mas, obviamente, por estar dentro do grupo editorial do Poliedro, ele também aprende junto com tudo o que aconteceu ao longo desses 30 anos do grupo. Acho que excelência é algo que a gente herdou aí do Poliedro, está no nosso DNA.
Hoje, a gente tem Poliedro e Polígono no catálogo, voltados para a parte do desenvolvimento cognitivo. A coleção Socioemocional vem complementar esse desenvolvimento e olhar para o desenvolvimento do aluno, não só quanto aos saberes, mas também quanto às atitudes, quanto às habilidades, quanto às interações na sociedade. E a gente sentiu que precisava produzir um material para dar uma base teórica.
Então, a gente trouxe o Socioemocional, que é um programa que estrutura uma proposta de desenvolvimento socioemocional, desde a Educação infantil até o Ensino Médio, de maneira sistematizada, com uma diversidade de conteúdos. E ele tem uma diagramação e um projeto mais, como que a gente pode dizer, mais fluído, mais claro. Ele conversa um pouco mais com uma página em branco, conversa um pouco mais com a imagem, com a ilustração, que é bem forte também.
A gente se propõe a trazer um material que ajude na comunicação entre escola, pais, e o sistema de ensino é meio que a ponte. A gente vem trabalhando capítulo a capítulo, com toda essa equipe envolvida, os professores, os editores e aí, a gente materializa isso nos livros. Aí, é a parte mais bonita, onde a gente imprime esses exemplares para distribuir para a equipe, para se certificar realmente de que tudo o que foi pensado inicialmente está feito da maneira correta.
Ver esse brilho no rosto de cada uma das pessoas que trabalharam é bastante bonito de ver. Eu preciso sentir que o material, que o livro, ele está o mais próximo possível daquilo que a gente idealizou no começo. Claro que mudanças acontecem, inclusive para melhor, mas quando você vê que fechou um projeto coerente, sabe, você vê que fechou dentro de premissas, além do conteúdo, de correção conceitual.
Toda vez que a gente acaba um projeto, é muito importante a gente olhar lá para o escopo inicial, o plano de obra, e verificar se a gente conseguiu cumprir todos os requisitos. E, no ano seguinte, receber questionamentos elogiando a coleção, compondo ou propondo mais sugestões que ampliem, que melhorem nossa obra, isso é gratificante. Então, para mim, o melhor retorno é o retorno que vem da sala de aula, que vem do professor, que vem do aluno que usou aquilo.
Quando eu recebo um livro que está escrito, às vezes a gente recebe algum livro que vem já preenchido por algum aluno, é uma satisfação incrível. Nossa, puxa, eu pensei aquilo lá atrás e agora eu estou vendo realizado, e deu certo, funcionou. Então, essa, acho que é a melhor realização.
Mas, depois disso, a gente consegue chegar ao final da produção, concluir o material impresso. Com o material impresso, a gente dá início a produção digital, que é a produção dos livros em HTML, e, aí, só quando o livro é publicado, aí é dado como missão cumprida.