Primeiro, é um assunto feminino, né? Se fosse um assunto masculino já tava resolvido em dois anos depois do estudo. A gente imaginar que a que tem mais de 20 anos que milha milhões de mulheres estão sendo negligenciadas no mundo por causa de um único estudo que nem foi pra frente, né? Nem foi concluído. Vem as duas coisas juntas, mas uma piora a outra, né? A depressão não tratada, ela pode piorar muito os sintomas da Menopausa. E a menopausa não tratada também pode piorar muito a depressão. Mamilos, mamilos, mamilos, mamilos. Mamileiros e mamiletes, sejam bem-vindos ao
Mamilos, o seu espaço de diálogo de peito aberto. Eu sou a Cris Bartes e hoje estou sem minha dupla aqui, pois precisávamos de três convidadas para ter uma conversa que vai ser bem diferente do que você tá acostumada aqui do Mamilos, porque é quase um tom confessional. Eu sou a Cris Bartes, eu Tenho 47 anos, faço 48 em maio do ano que vem. E algum tempo eu venho sentindo algumas coisas muito estranhas acontecendo na minha vida, eh, física e emocional. E dada a idade comecei a pensar que poderiam ser sintomas da penopausa. Que que eh
a partir desse dessa dessa lógica e desses conteúdos que estão aparecendo sobre isso? Comecei a ler, eu fui ao médico, eu fiz tudo que tinha que fazer, mas parece que as dúvidas nunca Eh terminam, é um universo muito novo. E eu precisava de três pessoas aqui hoje para me ajudar a entender por estou enlouquecendo, por que esqueço a fala na metade do que eu tô falando, por que começo a chorar do nada? Por que não tenho ânimo e outro dia estou o puro gás? por que meu joelho começou a doer do nada. Então, muitas coisas
acontecendo. E o Gancho dessa conversa é que eh em novembro de 2025, agora, depois de duas décadas do FDA falando assim: "Cuidado, terapias de reposição manal, cuidado, foram lá, reviram o estudo e tem uma nova conversa sobre isso. A ideia também entender o que que tarja era essa que existia sobre essa reposição, por que ela foi revista, em que termos foi revista. Ou seja, eu preciso fazer essa consulta aqui para entender quais caminhos a partir de Agora irei liderar. Estou dando um spoiler do futuro pra Juliana, pois a amo muito. Já vou deixar essa consulta
aqui pronta para ela. Não tô sozinha porque mulheres andam sempre em grupo para andarem bem. Quero começar com a minha dupla de hoje, a jornalista. Vamos lá, Silvio, por favor, se apresente pros nossos ouvintes. Quem é você na Fila do Pão? >> Eu sou Silvia Ruiz, jornalista, como Você falou, eu tenho 55 anos. Para começar, eu sou uma mulher pós-menopausada. Então, já vamos começar por aí que eu tenho um pouco de estrada na sua frente. É, viu? Eu posso te dizer que as coisas melhoram. Eh, eu eu durante muitos anos trabalhei como eh jornalista de
saúde da área de saúde. Isso me interessa sempre, me interessou muito. Eh, e hoje em dia eu sou colunista, escrevo sobre esse assunto. Em breve minha coluna estará no Estadão. Eu fui, eu criei a coluna Aidless no Wall, eh, há 8 anos atrás, quando eu entrei na Perim Menopausa. Foi isso que me motivou a criar conteúdo no Instagram e na rede social. E em breve eu teria uma coluna no estado de São Paulo para falar sobre esse tema. >> E todo mundo sei que é Silvia. Se você não sei que você tá errado, porque ela
ela chegou falando assim: "Qualquer dia desse você é preso, porque as pessoas não aou médica". Ela produz conteúdo de Excelente qualidade, divulga um monte de estudo científico, pesquisa a área, desenvolve produto para ajudar. Se você não segue, fala o @ >> Obrigada. É @silviauiz comz_ageless. >> É isso mesmo. E Dra. Simone veio para poder nos ajudar a entender isso na amplitude da vida. Dout. Simone, por favor, se apresente pros nossos ouvintes quem é você na fila do pão? >> Bom, eu sou Simone Nascimento, eu tenho 52 anos e espero sobreviver a menopausa. Eu sou médica
há 25 anos e eu sou radiologista e trabalhei por 18 anos com radiologia mamária, ou seja, rastreamento e diagnóstico de câncer de mama. E aí chegou uma hora que eu comecei a ficar desesperada. É um eterno enxugar gelo. Falei: "Cara, não é possível que eu sempre vou chegar depois. Por mais que a gente consiga fazer um diagnóstico de um câncer de 2 mm, ele já chegou, ele já já marcou essa mulher para sempre. E eu Falei, tem que ter alguma coisa que eu consiga fazer com o que eu vim fazer, que é cuidar. E aí
fui tentar descobrir minha missão, o que que eu ia fazer. Eu tava desesperada, não queria nem ser médica, mais queria encerrar meu CRM, não quero. E aí eu comecei pela saúde mental, você comecei a transitar em ambientes corporativos e eu falei: "Gente, as pessoas estão adoecendo". E aí estudei saúde mental, fiz uma especialização Em saúde mental e qualidade de vida no trabalho. Eh, e aí eu percebi que não dá para cuidar só da cabeça, tem que cuidar do corpo inteiro. A gente precisa começar a ver as pessoas na integridade. E aí eu descobri a medicina
do estilo de vida e foi um negócio avacalador. Foi uma paixão. Assim, acho que eu passei uns dois anos que eu só falava disso e até hoje eu sou um pouco assim. Eh, e hoje é o que eu faço da vida. Eu tento ajudar as pessoas a viver mais e melhor. Eu eu digo tento porque às vezes elas não querem saber. >> Isso é bom também. Vamos entrar nisso. >> Elas não querem, mas eu fico ali. Eu insisto e eu considero como uma missão mesmo de levar a sagrada palavra da medicina do estilo de vida
para as pessoas. E as mulheres na menopausa, elas se beneficiam de uma forma absurda. Absurda. >> Vamos chegar aí. Dra. Priscila, por favor, se apresente. Quem é você na fila Do pão? Sou Priscila Medina, sou ginecologista e tenho a pós-graduação em ginecologia endócrina, né? Então é muito focado na na menopausa. Então eu trato mulheres de todos os todas as faixas detárias, mas com certeza mais desafiadora é a menopausa. Então temos um foco nisso. >> Pois é. Eu queria começar com o gancho da nossa do nosso assunto, que é a revisão do estudo, porque o estudo
durante duas décadas colocou a mulher Nesse lugar de faço, não faço. Eu confesso que até recentemente eu falava assim: "Sem chance, isso aumenta câncer de mama". Isso ficou sacramentado como uma verdade e de repente, ah, não é bem assim. É um novo estudo, é um estudo revisto. O que de fato aconteceu ali dentro do laboratório? A gente teve esse estudo do Whi, né, que foi foi em 2002 e ele realmente assim demonizou a terapia hormonal, né? Ele foi feito com hormônios que não são os Que a gente usa hoje e colocou a terapia hormonal em
todas as mulheres, em todas as faixas etárias, né? E um foi um estudo gigantesco. E aí percebeu que depois a gente percebeu que depois de 5 anos o estudo teve que ser interrompido, né? devido à quantidade de efeitos colaterais, efeitos cardiovasculares, né, infarto, ABC, câncer de mama. Então ele foi interrompido. Então isso foi realmente a demonização da terapia homonal, ninguém vai usar. E aí médico Não queria usar, paciente não queria usar, então ninguém usava, né? Então as pacientes ficavam ali com os sintomas dela e ninguém tocava no assunto basicamente porque ninguém queria mexer nisso. E
hoje a gente usa hormônios muito mais naturais, né? E o mais importante assim é a dosagem da dos hormônios. E o mais importante de tudo é a janela, a janela de oportunidade. Porque naquelas pacientes da do estudo da WHI eles usavam pacientes, a média de Idade era 60 anos, né? E hoje a gente praticamente não usa acima de 60 anos. A janela de oportunidade boa pra gente usar com segurança é até 10 anos da menopausa, né? Então, com isso, a gente sabe que os efeitos colaterais e os riscos são muito pequenos. Então, a gente pode
usar com segurança. Silvia, você tem uma suspeita do por que que isso foi revisto agora, porque 2025, o que que deu na cabeça dessas pessoas legais que fizeram esse estudo? >> É, eu acho que na verdade eu acho que foi a própria sociedade médica, as sociedades médicas já sabiam que isso tinha um peso errado, mas eu acho que é como é primeiro é um assunto feminino, né? Se fosse um assunto masculino já tava resolvido em dois anos depois do estudo. Levou 20 anos. Porque é um assunto feminino. Quem quer falar disso mais ainda? Quem quer
falar de mulher velha entre aspas? Entende? Não é alguém que tá procrias se virarem. Deixa. Vai Passar. Sua mãe viveu assim, para que você tá preocupada? É só uma fase. Então tem toda uma carga de etarismo e de machismo envolvida nisso, porque a ciência não tá imune a esse tipo de eh preconceito, né? Então eu eu atribuo a isso. Eh, muitos médicos já sabiam que esse estudo tava equivocado, eh, já praticavam a terapia de reposição hormonal com segurança. O problema, aí eu, visto a carapulça aqui do do jornalismo, é que quando esses esses Estudos foram
divulgados lá há 20 anos atrás, eles foram manchete de todos os jornais. Pensa nisso, tá fazendo uma reposição hormonal, de repente você vê hormônios causam câncer, parem com isso. Então, as mulheres ficavam desesperadas, os médicos puxaram o freio de mão, pararam de prescrever. E o peso da informação depois para contradizer os erros, como a doutora acabou de explicar aqui, os erros desse estudo que foi mal conduzido não teve o Mesmo peso de divulgação na mídia. Agora a gente tá vendo agora que os Estados Unidos, o FDA tirou a a black box, né, aquela aquele aviso
de risco nas embalagens do medicamento, a imprensa voltou a falar, mas também não é com o mesmo tipo de alarde que foi feito há 20 anos. Pois é, Simone, tem uma questão que é isso que a Silvia tá puxando, que antigamente, na minha opinião, a gente trabalhava com uma verdade única. Então, naquela época, a hora que divulgou há 20 Anos atrás da Câncer, todo mundo comprou a mesma ideia. Hoje, com mais gente, com mais acesso à informação, inclusive aos avanços científicos, fica assim, ai não tem mais uma verdade, né? Ai, cada médico fala uma coisa.
Ai, mas esse fala isso, esse fala aquilo. Quando a gente tá falando principalmente de saúde da mulher, que é uma coisa que tem sido pesquisada de uma maneira mais recente, com mais atenção, o que que isso causa na gente enquanto segurança e Insegurança para buscar o médico? A gente deveria ir no médico e entender que ele é o dono da verdade, que ele vai resolver a treta? >> Primeiro que eu acho que causa um grande ressentimento, né? a gente imaginar que a que tem mais de 20 anos que milhar mil milhões de mulheres estão sendo
negligenciadas no mundo por causa de um único estudo que nem foi pra frente, né, nem foi concluído. E eu acho que a gente tem muito acesso à informação hoje. Então você vai num profissional, primeiro que quase ninguém vai num médico hoje sem pesquisar ele primeiro. E aí eu acho que a gente vai muito num viés de confirmação. A gente pesquisa antes e vai em alguém que vai falar o que a gente quer ouvir. Isso é fato. Olha lá, se eu quero terapia hormonal, dificilmente eu vou marcar em alguém que ainda se posiciona contra. >> Claro,
>> eu quero em alguém que consiga pelo Menos discutir comigo sobre aquilo que eu acho que eu estou precisando. E aí do outro lado, a responsabilidade do profissional, que eu entendo que é inteiramente do profissional, porque a mulher ela pode chegar com uma tese, a responsabilidade do profissional. E eu acho que não é que a gente vai aceitar uma verdade única de uma única pessoa, mas a gente pode pegar essa verdade e colocar ela a prova, porque hoje a gente tem meios de fazer isso, né? Você vê um, Né? A página da Silvia tem, ela
divulga inúmeros estudos, ela divulga inúmeras pesquisas, ela conversa com gente muito embasada. Então você pega uma ginecologista que tem conteúdo e que fala: "Olha, eu tô falando isso baseado no artigo tal que saiu, né? A Europa divulgou também recentemente". Então, aonde eu estou embasando o que eu tô te indicando. Eu acho que é muito isso. A gente, o que a gente não pode aceitar é que alguém te diga, faça isso E não te explique porquê. Isso a gente não pode mais aceitar. >> Priscila, vamos agora pro começo, né? A gente entendeu o estudo, vamos entender
o que que de fato a gente tá conhecendo cada vez mais. Permenopausa e menopausa somam mais de 100 sintomas. Ajuda a gente a entender um pouco porque hormonalmente isso acontece no corpo, o que que é esse fato que acontece e por que ele provoca tantos sintomas. >> A gente tem na no climatério e menopausa, a queda do estrogênio, é o principal, né? E o estrogênio ele movimenta tudo, né? Então eh é no osso, né? a gente tem perda de massa óssea depois da menopausa, a os calorões, porque o estrogênio ele faz a regulação térmica, né,
no nosso cérebro. Então a gente vai perdendo o estrogênio e vai tendo aqueles calorões do nada, né? Eh, então tudo e pele, né? A unha, o cabelo, tudo. Então, por isso que a terapia é Uma maravilha por que eu tive dor no joelho. >> Geralmente essa queixa não chega para mim, acho que chega pro ortopedista, né? Mas a gente vê de tudo, né? A gente tava falando um pouco antes de entrar que muita mulher sente uma coceira muito forte no ouvido. Aí você fala: "Não, né, gente? Vou na ginecologista perguntar porque que meu ouvido tá
cozando." >> E o que a gente entende hoje, Silvia me ajuda aqui, que é a gente parece ter um Ressecamento geral, né? Então é cabelo, é pele, é unha, vai ser também um canal auditivo, vai ser o canal vaginal e vai ser das articulações. Então vai dando uma ressecada e isso provoca uma série de fatores. O que que você viu que são os fatores que as mulheres mais falam? >> Eu acho que o que mais, eu acho que o que é mais assustador para as mulheres são sintomas cerebrais. Eh, o primeiro lugar, né, que impacta
a mulher é o cérebro. E o cérebro, como a Dra. Priscila falou, ó, eu tentando explicar como se fosse cientista. Impacta, impacta a regulação da nossa temperatura é o cérebro que dá o nosso humor, é o cérebro que dá a libido é o cérebro que tá com cor. Então, toda essa queda hormonal, ela vai mexer com um monte de coisa. E esse esse essa névoa mental que a gente sente, essa essa sensação de tô perdendo minha maneira de pensar, como você falou no começo, tô enlouquecendo, a sensação é essa. É muito assustador Para as mulheres,
porque você tá numa fase da vida em geral que você tá potente, trabalhando no auge da sua carreira, etc. E de repente você fala: "Meu Deus, eu não lembro o nome do meu colega de trabalho. Meu Deus, eu esqueci o que eu queria falar. Perdi o raciocínio no meio." Isso é muito assustador porque você acha que você tá ficando louca. Então, eu acho que esse é um dos piores sintomas que as mulheres eh mais sentem. O resto vem vem junto, Porque o sono também é regulado pelo cérebro. Então, se a gente for pensar eh não
é uma coisa reservada a à parte genital, muito pelo contrário, né? Eu acho que a parte cerebral é a primeira que mais aparente. >> Então, parece que estão acontecendo duas coisas diferentes, Simone. Uma coisa tá acontecendo ali na parte ginecológica e tem uma coisa que parece que é dissociada e tá acontecendo no meu cérebro. >> Como é que é isso? E geralmente o que acontece no cérebro acontece antes, muito antes até de de ter qualquer variação no seu exame. >> Então quando você vai, você começa a pensar, gente, que que tá acontecendo comigo? Eu eu
tô enlouquecendo, alguma coisa tá acontecendo, tá muito errada. Aí você vai no ginecologista, se é um médico que tá muito pautado no exame de sangue, nos dados laboratoriais, ele vai falar: "Não, você tá bem, você não tem Nada, tá normal". E aí você sabe que você não tá, você sabe que você tá acordando no meio da noite, parecendo que a cabeça vai, eu comecei assim, comecei a acordar no meio da noite, minha cabeça vai explodir e eu sou médica. Eu demorei, acho que uns dois meses para um dia no meio da madrugada, eu falo: "Cara,
isso é perimenopausa, é climatério". Porque eu comecei a dormir com o aparelho de pressão do lado da cama, porque eu falei: "Eu tô ficando eu Tô tendo crise hipertensiva à noite, porque não é possível, eu tô acordando, parece que a minha cabeça vai explodir." E eu não reconheci como um um fenômeno vaso motor, como um fogacho. Imagina, né? A gente não tem mais. Eu acho que existe uma dissociação hoje porque a a sei lá, 30 anos, uma mulher de 50 anos estaria obviamente na menopausa, obviamente envelhecendo. Hoje não, a gente tá no auge da produtividade,
então você não se conecta muito com isso. Eu Demorei. Aí um dia eu falei: "Gente, que isso?" E aí eu falei: "Tá, mas aí fui fazer exame de sangue. Eu mesmo, fui lá, fiz o pedido, né? Fiz, colhi o exame, tudo normal. Eu falei: "Não, mas tem alguma coisa errada aqui". E aí eu fui, né, numa ginecologista e ela falou comigo: "A gente não trata laboratório, a gente não trata exame, a gente trata, vamos, vamos conversar". Então daí vem essa percepção hoje que a gente sabe que o Climatério ele começa no cérebro, às vezes ele
demora anos para chegar no ovário. Então não é nem que é dissociado. O que faz o seu ovário funcionar é um comando do cérebro. o FSH que vai lá dar ordem ao comandante do ovário, ele é produzido no cérebro. Então tudo começa aqui. O estrógeno que começa a diminuir sutilmente tem receptores em todos os lugares do nosso cérebro. Eh, lobo pr frontal, sistema límbico, tronco cerebral. Quando ele não chega ali em cima, o cérebro começa a falar: "Ué, tá faltando alguma coisa aqui. Deixa eu deixar essa parte dormindo aqui porque eu acho que ela tá
inativa. E aí, seu termômetro quebra, seu termostato quebra, né, que é o centro regulador. Você não consegue dormir mais porque o ciclo sono vigília também é regulado no cérebro. você começa a esquecer das coisas porque seu seu córtex cerebral lobo frontal, suas Funções de de memória, a memória de palavra, né? Porque a gente não esquece, tipo, ah, o que a gente viveu, a gente esquece o nome da geladeira. É muito, é muito específico o que a gente esquece. É o nome de uma pessoa, é o nome de >> pega aquele coiso que tá do lado
daquele troço, >> pega aquele trem que a gente fala mesmo, pega aquele trem que tá ali em cima daquele outro trem. Virou assim. E é isso. E na verdade não é dissociado. A gente é uma orquestra muito bonita que começa a tocar diferente. E eu nem acho, né? A gente tava brincando ali, ai, não vem dizer que tem nada de bom. E eu nem acho que é tocar mal é uma orquestra que tá tocando diferente, é uma outra sintonia, só que a gente não se prepara para isso. E aí vem todo esse estranhamento, porque a
gente não se preparou. Se eu tivesse preparado, primeiro dia que eu acordasse no meio da madrugada, eu ia falar: "Tá, tá tudo Bem, você sobreviveu, você chegou aos 48 anos. >> Parabéns, >> parabéns. Daqui pra frente a gente vai tocar de um outro jeito. Mas eu não tava, tá? >> Isso porque você é médica. Imagine. >> Exatamente. >> Nós que somos leigas, se a gente i desconfiar de qualquer coisa. >> Imagina. E aí, Priscila? A gente tem aqui uma rodada entendendo no geral, mas Para quem tá ouvindo a gente agora, quais são os principais sintomas
que a pessoa deveria virar e falar assim: "Hum, melhor eu ir ao médico". E importante, a gente vai no neuro para ver se tá ficando doidas? A gente vai no ginecologista para ver o ovário, ou a gente vai no endócrino para ver os hormônios? Ou a gente vai no nutro. >> Acho que pode começar com o gineco, né? Então tá, >> então nessa fase o ginecologista geral Consegue orientar, né? Porque às vezes a gente precisa sim de uma equipe multidisciplinar, né? >> É, porque a gente hoje vive, né, num stress, a gente faz muita coisa,
aí você fala burnout ou perimenopausa? >> Sim, vem tudo junto. >> Estress ou per ruim per menopausa. Então eu queria que você falasse assim, ó, fulana, você tá sentindo isso há tanto tempo? >> Dá uma procurada. >> É, o clássico assim, mais fácil de perceber são os calorões e a irregularidade menstrual, né? Eh, então, geralmente quando a gente tá no climatério, começando ali a permenopausa, o ciclo começa a ficar mais curto, você começa a menstruar mais vezes, depois ele vai ficando mais longo até realmente ficar um ano sem menstruar, que é a menopausa em si.
Mas esses primeiros sintomas é irregularidade menstrual, os calorões Que podem começar a vir, nem sempre vem assim todo dia, né? Você sente um ou uma coisa mais levinha, né? Aí daqui a uma semana vai sentir outro. Eh, são os mais clássicos, né? E tem os mais subjetivos, né? Então, a a névoa mental começa a esquecer as coisas, a unha, o cabelo, isso é mais subjetivo. Então, eh, com o seu ginecologista geral, consegue te orientar e encaminhar, se precisar, para outras outras áreas, né? E eu acho que uma atenção especial que a gente precisa Ter é
parar de procurar fora algo que tá acontecendo dentro da gente, porque a gente faz muito isso. Ai, tô cansada no trabalho, ai, meus filhos estão, ai, meu filho tá crescendo. Ah, é o, é o, acho que é meu, se São Paulo tá esse trânsito infernal, todo dia eu tô exausta, tô esgotada. Ai, nossa, tô trabalhando muito, por isso que eu não tô conseguindo lembrar das coisas. minha memória tá, a gente sempre procura fora uma explicação pro que tá dentro, pro Que tá acontecendo dentro da gente. Então, acho que a primeira atenção é começar a prestar
atenção mesmo de verdade no nosso corpo e no que a gente sente, porque aí o estranhamento também não vai ser tão grande. >> Super difícil, né? Todo mundo atarefada, todo mundo fazendo um monte de coisa, sei lá o que que o corpo tá fazendo, porque a cabeça tá fazendo outra. Silvio, o Menotalx, ele reúne muitas conversas sobre esse início que é tô, Não tô, tá acontecendo não. Igual a Dra. Priscila falou sobre a menstruação começar a ficar irregular, a minha até hoje tá regularzona e vindo muito mais do que vinha antes, o que baixou o
meu ferro e o calor eu tenho só à noite e só aqui. >> E aí um dia que eu fui trocar a roupa de cama, tá? Meu corpo tá na cama. Eu falei: "Então, talvez tenha alguma coisa estranha aqui." Realmente o meu corpo está marcado. Manto sagrado. >> Exato. O santo sudári >> parece uma cena do CSI, né? Olha pro lençol. Isso. Um pilotop caro que eu investi agora. Tá lá o corpo estendido no pelotóp. Me conta do Menotalx, o que que você aprendeu ali, o que que você viu ali de tantas mulheres conversando. >>
Então, a ideia de criar esse podcast foi isso, né? da gente conversar, principalmente com mulheres com visibilidade, mulheres famosas, atrizes, cantores, etc. Porque as pessoas eh para Elas normalizarem, porque a gente vê a vida das pessoas que são admiradas na, né, às vezes em rede social ou a distância, você acha que as pessoas, ah, essa daí não tá passando por perr e tá e é legal a gente ouvir nada. >> É maravilhoso ouvir isso, né? A gente ouvi de uma famosa falar libido, se perguntar como tá sua libido? Como foi a Rita Lobo? falou libido
que libido maravilhoso uma mulher falar isso, sabe? >> Gente, Fernanda Lima, casada comigo falou: "Não tá rolando, pessoal". >> Pois é, porque daí você que tá em casa achando que, cara, acabou, é muito tenso isso para quem vive uma relação a dois, né? Você sentir que você eh não tá ali tendo mais uma interação como você gostaria. Isso dá desespero, porque daí tá afetando uma relação, não tá afetando só você mesma, né? as mulheres se sentem muito culpadas, sentem péssimas com isso. Então, acho que a conversa pelo o Menotalx veio com esse intuito de ouvir
médicos, de ouvir especialistas para tirar dúvidas, eh esclarecer fatos para as mulheres, mas também de ouvir mulheres que as pessoas não imaginam contando as suas versões da sua jornada com menopausa. Acho isso muito importante, como você falou, mulheres juntas a gente não se sente sozinha, né? >> É, eu acho que o primeiro diagnóstico vem da amiga, né? Amiga que fala: "Talvez você não esteja bem". E eh eu Escutei, eu eu esqueci o nome de quem falou isso, conforme gostaríamos de comprovar, mas eu escutei uma fala que me tocou muito, que é a pessoa que tava,
a mulher que tava falando, falou assim: "Você tá no auge da carreira e parece que você tá sofrendo um boicote na carreira". >> Sim. >> E aí eu me lembrei também da gravidez, que parece também um boicote na carreira. >> Sim. E mesmo na gravidez, nos processos menstruais e na menstruação, tem toda uma visão de não, seu corpo tá mudando, você tem que respeitar, não, você tem que se acalmar, vai ver, tá na hora de desacelerar. Um negócio é que a sociedade mudou muito, a nossa expectativa de vida mudou muito, o cognitivo mudou muito e
aí parece ter um descasamento entre o que o corpo tá pedindo e a vida que a gente tá vivendo. Olhando pro estilo de vida, Saúde, medicina, estilo de vida, como é que a gente tenta fazer essa conexão de novo? Porque eu não quero esse boicote. >> É, então eu acho que a gente precisa voltar pro, sabe, voltar, dar um passo atrás assim, nos últimos 10 anos, nas últimas décadas, a nossa vida mudando, a urbanização, a mulher entrando no mercado de trabalho sem deixar para trás nenhuma das outras tarefas que ela já tinha, a sobrecarga, mas
entraram outras coisas aí, né? Eh, o Fato da gente dormir muito menos, porque a gente tem tudo muito iluminado, as ruas, as casas, a tecnologia que traz uma sobrecarga muito, muito grande. A gente não tem falado sobre isso, o impacto que isso tem numa mulher na menopausa. Você tá 11 horas da noite com a tela azul do celular no seu olho, tem como seu cérebro entender que tá na hora dele produzir melatonina e dormir? Não tem. Então eu acho que a gente voltar um pouquinho, tá? Como, como que, como que A minha avó vivia? Eu
não consigo viver como ela vivia, mas quão mais perto disso eu consigo chegar, quimentação, o que que eu consigo cuidar da minha alimentação? Eu consigo plantar minha própria face? Não, não consigo plantar minha própria face, então isso tá fora, mas eu consigo tentar me interessar por alimentos que são mais naturais, por algo que não dure 3 anos na prateleira do supermercado, porque com certeza isso bem não vai me fazer. Isso eu consigo. Eu consigo pensar, por exemplo, que eu preciso privilegiar uma alimentação baseada em frutas, verduras, alguns alimentos que são muito úteis no do ponto
de vista nutricional na menopausa. Isso eu consigo, eu consigo fazer atividade física porque isso é a primeira linha de socorro pro nosso corpo. Eu consigo, eu consigo ir na academia três vezes por semana. Não, não quero, não gosto, não posso, mas eu consigo achar uma série num canal aí e Fazer na minha casa, eu consigo correr no meu bairro, isso dá para fazer. E e uma coisa de atividade física que tem me encantado muito são essas eh essas influências de atividade física que desenvolvem plataformas ali que elas fazem exercícios 30, 40 minutos assim e que
aí a mulher faz em casa descabelada com a roupa que ela tá. Isso é uma possibilidade de cuidado. O sono, como que eu cuido do meu sono numa vida onde eu tenho que produzir tanto? Ele tem que Ser sagrado, não tá para contemporizar. Então assim, você precisa dormir de 7 a 9 horas por noite para você não ter prejuízo nem risco de câncer, porque não dormir é muito mais arriscado para para um risco de câncer de mama, por exemplo, do que ter uma história familiar. Porque o sono é a dormir pouco, dormir, não dormir as
horas adequadas aumenta em 30, 40% o risco de quase todos os tipos de câncer. Mas melanoma, câncer de estômago e câncer de mama são os que a Gente tem mais dados demonstrados. E aí, manejo do stress e eh evitação de tabaco e de álcool. A gente sabe hoje que não existe dose segura para álcool. As meus amigos vão ouvir isso, vão falar: "Ah, e assim, eu não abro mão de tomar uma taça de vinho de vez em quando, mas eu reduzi drasticamente porque >> eu cortei 100%, >> porque eu acho que porque o risco existe
com uma taça." >> O risco é igual a gente tava conversando Lá fora, tem gente que banca o risco, mas o risco existe com uma taça. Então, o ideal é que a gente não tome nenhuma. E por último, espiritualidade, contato com a natureza, que são coisas que a gente foi perdendo. >> Tem uma coisa que você não falou que eu queria eh trazer para saber se é verdade, que o risco de passar por uma menopausa mais difícil, eh, de desenvolvimento inclusive de câncer, é a obesidade é mais séria do que o tabaco e O álcool.
Como que isso é visto? É verdade isso? É verdade, é verdade, porque a gente produz muito, primeiro que a gente produz hormônios na na gordura periférica. >> Segundo que a gente aumenta essa gordura que se acumula aqui no centro do nosso corpo. >> Eu sei onde mostrar não, eu sei onde. >> Ela ela é tá diretamente ligada a risco cardiovascular, que é um risco já Aumentado na menopausa, sem terapia hormonal. Então a gente já tem esse aumento de risco na menopausa. E aí quando você deixa acumular essa pochete, aí você não que você dobra, né,
falando estatisticamente, você aumenta esse risco cardiovascular e você produz todo tipo de substância nociva na gordura periférica. Então não é só que você tá ali cedendo a um padrão estético ou que você não tá cabendo na roupa que você queria caber. O seu corpo tá trabalhando Contra você através das células de gordura. Então é real, real mesmo. >> O jogo mudou, queridinha. Doutora Priscila, eu não bebo, eu não fumo, eu faço atividade física, >> não tô matando ninguém, mas por enquanto tô à beira de perder o réu primário e ainda assim tá muito difícil. Então,
é, eu queria te perguntar, quando uma pessoa chega na, né, já fez cuidados, eu durmo, eu durmo assim, durmo, não tenho problema, vou lá, durmo. Mas quando ah uma pessoa chega no consultório e ela apresenta esses sintomas e ela tá com uma vida ali, ela tá se esforçando para ser uma boa pessoa, o que que efetivamente a gente tá falando que é uma terapia de reposição hormonal? É, se ela não tem as contraindicações de uma terapia hormonal são muito poucas, muito poucas mesmo, né? Então é um ter um câncer de mama pessoal, né? Já ter
tido câncer de mama ou ter um câncer de Mama, um sangramento uterino muito anormal que a gente não sabe a causa, eh um sangramento de um câncer de endométrio, uma um AVC, né? Infarto são essas as mulas não podem fazer terapia de reposição manual. >> Sim, câncer de mama, endométrio, não podem mesmo. Com AVC, infarto, a gente tem que ver muito caso a caso, o tipo de reposição que vai fazer, né? Mas então assim, eh, contraindicação total são muito poucas, né? Então, a maioria das Pacientes vão se beneficiar, né? Tendo tendo sintoma, estando na janela
de oportunidade, né? Principalmente as pacientes que estão no climatério. Então, começando esses sintomas, né? ainda não estão ali num ano de menopausa, a gente não precisa esperar a menopausa acontecer para tratar. Então elas já vão se beneficiar, né? >> E a gente tá falando do quê? Vai tomar o quê? >> Estrogênio, né? Porque é é aquilo que Diminui na menopausa. Eh, é o estrogênio que vai melhorar o os sintomas no geral. E a gente tem que usar também na nas pacientes que têm útero, a gente tem que usar também a progesterona. A progesterona, a ideia
dela não é melhorar nenhum sintoma, mas assim, eh proteger de câncer de endométrio. O estrogênio sozinho pode aumentar o câncer de endométrio, pode aumentar o risco. Então a gente usa a progesterona só para proteger o útero. E aí pode ser Tanto vioral, vaginal, di, diena, né, que a gente usa bastante como eh associação com a o estrogênio. >> E aonde entra testosterona ou não entra? >> Nessa na terapia hormonal da menopausa, a gente tá falando de estrogênia e progesterona. né? Mas a testosterona, ela tem eh tem sua ação ali na nas pacientes com baixa libido
pósmenopausa. A gente tem indicação eh certa, né, para para fazer o uso, mas a princípio a a testosterona é um a mais, né? A terapia Hormonal é estrogênia e progesterona. >> Eh, Silvia, quando a gente olha pro cenário e fala assim: "Abreu as porteiras aí, hein? Agora pode, pode tomar". A gente tem plena consciência que também tem uma indústria que esse remédio vai ser colocado, né, transdérmico, que é de passar na pele, é adesivo, é uma pílula. E aí a gente olha para isso, fala: "Gente, tão tão me vendendo uma coisa? Não, eu quero ir
para método mais Natural, eu eu vou tentar repor isso com alguma coisa que tenha na natureza. Eh, como que você tem visto, olhando dessa maneira geral do que tá sendo produzido, o medo? e o desejo de buscar uma outra via, essa via que é natural. O que que você tem ouvido sobre isso? Eu >> eu acho que a doutora aqui falou uma coisa muito boa antes de mim, que essa coisa da medicina do estilo de vida. Inclusive este ano, o dia mundial da Menopausa, que acontece dia 18 de outubro, é comemorado mundialmente pela sociedade médica
e tal, eh foi o tema deste ano, cada ano tem um tema. O tema desse ano foi medicina do estilo de vida. Então, como a gente tá falando aqui, medicina do estilo de vida inclui e por quê? Porque saíram estudos mostrando o impacto nos no nos sintomas, fazer atividade física, ter uma dieta cuidadosa, todos esses pilares eh que ela acabou de falar aqui de medicina de Estilo de vida, não é que é ah, é legal ter, não, não, é fundamental pra gente. Então, quando você fala de um tratamento alternativo, então vamos falar para uma pessoa
que não poderia fazer reposição hormonal, que é o tratamento padrão ouro para as mulheres, eh o estilo de vida ele é fundamental e para quem faz reposição também. Aí dentro disso existem, né, fitoterápicos, suplementação que podem ajudar as mulheres. Eu, por acaso, também tenho Uma marca, eu criei uma marca de suplementos justamente por isso, porque eu fazia suplementação e eu via que no Brasil não tinha eh produto de qualidade para mulher na menopausa. Então, sim, eu também enxerguei nisso um mercado, uma oportunidade de empreender, tô empreendendo. Qual é o meu grande receio agora nesse mundo
que tá acontecendo? Descobriu-se o mercado da menopausa, abriu a porteira. Então, tem dois riscos. o risco de começarem a vender Produtos indiscriminadamente na rede social. Toma isso que você cura, toma. E a pessoa fica se automedicando com sei lá o quê muitas vezes. E a segunda é de uma de um de médicos irresponsáveis. Isso é uma coisa assim que a gente tem visto loucamente. Porque o tratamento para menopausa, a doutora pode falar melhor que eu, Dra. Priscila, eh, para menopausa na terapia hormonal não é uma coisa cara. Você tem medicamentos na farmácia regular, eh, que
são seguros, Que são estudados, que são acessíveis, mas aí alguém vai lá e fala: "Não, mas vamos fazer um implante que custa sei lá quantos milais porque tem alguém ganhando dinheiro com isso." A verdade é essa. Então, eu acho que isso isso é uma coisa que mais me preocupa agora, sabe? Eu vejo claramente mulheres colocando implante de testosterona e tendo efeitos colaterais e a o tal do chipe da beleza também digestrinona, outros chips que as pessoas estão colocando que não são Necessários. >> O que que isso tem, o que que chip da beleza tem a
ver com menopausa? >> Porque a primeira coisa, muitas vezes a mulher naquela fase da transição ali começa a se sentir, ah, tô meio mal, tô engordei, tô e esse é um incômodo. Muitas mulheres procuram médico, primeiro pela questão estética, muitas vezes, né? Ah, ganhei um uns quilinhos a mais aqui. Ah, bota esse chip aqui, vai acabar com essa celulite, vai melhorar, O que é uma grande mentira, mas e e tá proibido pela Anvisa, inclusive. Mas isso acontece. Nós mulheres, a gente é, a gente acaba sendo vítima muitas vezes desse tipo de coisa, né? Eu fico
pensando que na época que anticoncepcional também virou a a liberdade para as mulheres fazerem a sua vida, organizar sua vida reprodutiva, também teve, né, muito preconceito. Aí isso mata, isso não mata. Eram pílulas. >> Mesma conversa que a gente tinha lá, a gente tá tendo aquela. >> Não é? Eu queria te perguntar isso porque eh a minha avó, por exemplo, minha avó tá com 90 anos agora. Ela, eu lembro pequenininha porque eu tenho uma tia da minha idade, ou seja, o pessoal vai se reproduzindo, né? >> E ela nunca tomou de concepcional porque eu lembro
que tinha essa conversa em casa que fazia muito mal para ela. >> Menopausa da minha avó, só Deus sabe Como foi, né? Aí vem minha mãe. Aí minha mãe também não tomava pílula. E eu lembro da da processo da minha mãe, assim, eram anos ela meio que passando mal. Aí tomava gineng, tomava umas coisas naturais, não tinha essa conversa. Aí chega a gente, é, nem precisou entrar, já tá tomando. Como é que a gente organiza isso para fazer de uma maneira responsável? Porque tem uma um tem um pouco de tentativa e erro, porque eu vou
te dar Um pouquinho de progesterona e aí eu vou ver como é que você vai ficar, como que isso funciona para eu me sentir segura. a gente tem dosagens padronizadas, né, para pra terapia hormonal. Não, você falou do do anticoncepcional, né? Antes a gente tinha que falar muito sobre o risco de trombose na para uso de anticoncepcional, mas a gente usava há muito tempo atrás muito mais hormônio, hormônio que não é tão natural, né? Hoje a gente tem muito mais eh hormônio com Baixa dose, hormônio natural, a gente usa com mais segurança, né? E a
gente tá conversando sobre isso também na na menopausa, né? o que antes a gente usava uma dosagem grande, uma um hormônio mais eh sintético, agora a gente tem melhores opções, então fica mais fácil da gente conversar com a paciente, né? A dosagem ela é mais padronizada, assim, a gente tem para reposição hormonal. Geralmente a gente usa uma dose um pouco maior para começar. Se a paciente ficar bem com Sintomas, dá até pra gente tentar reduzir, né? Em vez de ficar tentando aumentar, a gente usa uma dosagem, OK? Uma dosagem média. E se a paciente fica
muito bem, dá pra gente tentar reduzir, ver se ela fica bem com isso, >> tá, Simone? Assim, as mulheres não são ouvidas, as mulheres negras costumam ser menos ouvidas ainda, principalmente no consultório médico. Eh, ah, não, você não, isso é coisa da sua cabeça, não é isso. E principalmente a gente falando Agora de a essa possibilidade da reposição tá aberta a todas. Isso também para chegar na população negra que continua sendo a base da pirâmide. Como que você vê esse acesso? Como que você vê essa informação? O que que dá pra gente fazer enquanto pesquisa?
Até te falando, eu procurei muito uma médica negra especialista em menopausa para vir. Cheguei em você pela Dra. Larissa, um beijo, que é a ginecologista da minha filha. E nos Estados Unidos tem até um Podcast só sobre menopausa para mulheres negras, que tem especificidades. E aqui a gente tá começando essa conversa. Como que você enxerga isso? Então, e você sabe que tem especificidades mesmo. A menopausa para as mulheres negras, ela chega um pouco antes, com sintomas mais fortes e isso muito relacionado ao estress, carga de trabalho e estress. >> Abraço, amigas. >> Estress relacionada ao
racismo, que é um Fator hoje que a gente sabe, validado, de piora de saúde mental, de piora de qualidade do sono, de piora de qualidade de vida, de piora de acessos. E aí a gente nem tá falando de acesso de mulheres que não têm dinheiro. A gente tá falando de às vezes mulheres negras que conseguiram acender profissionalmente, que t bons planos de saúde ou que pagam consultas particulares e ainda assim elas não são ouvidas adequadamente. E assim, aqui no Brasil, eu não sei o que que a gente vai fazer pr para conseguir tirar a gente
desse grande fundo do poço, é, de disparidade racial, porque a gente tá começando a falar de modo geral sobre menopaus só agora. Falar disso com recorte, eu acho que ainda demora muito, porque a gente ainda tá lá atrás nas mulheres negras recebendo menos anestésico nos trabalhos de parto e morrendo duas vezes mais. Porque só porque elas são negras. Eh, eu Acho que pouca gente tá preparada para lidar com isso. Pouca gente tá preparada para lidar com uma paciente negra e olhar para ela de fato, porque você precisa olhar para as pessoas, você precisa ver cor,
porque o que mais gente ouve no meio médico é: "Ai, não vejo cor". Cara, tá errado. Se você não vê cor, você não vai saber que a mulher negra entra na menopausa primeiro. Você vai desprezar o sintoma dela, dela. Você não vai saber, por exemplo, que uma Pintinha numa mulher branca pode ser um câncer de pele, porque ela tem câncer de pele, mas precisa ver cor. A gente precisa ver cor nas pessoas pra gente conseguir tratá-las adequadamente. E eu acho que precisa passar por uma grande conscientização dos profissionais de saúde, todos eles, não só os
médicos, todo mundo que acessa uma mulher ou que uma mulher consegue acessar precisa estar preparado para lidar com as especificidades dela. Se Ela é negra, se ela é periférica, se ela é trans, se ela tem filhos, se ela sofre violência doméstica. que que essa mulher tá trazendo? Você precisa conseguir olhar para ela de fato. E eu tenho certeza que na maioria quase absoluta das vezes as mulheres negras não estão sendo vistas ainda. >> É uma realidade que a gente precisa começar a transformar a partir do SUS também, né, Silvia? Essas conversas como que estão acontecendo?
Elas ainda são Incipientes? >> É surreal que a gente não tem uma política pública eh nacional para menopausa. Tem lá umas recomendações, sabe? Mas aí o que que acontece? Se você tiver a sorte de morar num município que naquela cidade tá tendo um cuidado, sorte sua que você foi numa UBS ali, numa união, numa unidade básica de saúde, teve atendimento, acontece, mas não tem uma política pública, como tem, por exemplo, na Inglaterra. Se você for No sistema público na Inglaterra, você vai ser atendido, vai sair de lá com uma prescrição se você não tiver contra
indicação para reposição, etc. Então tá, tá, cuidado aqui não. E eu fiquei até tava falando isso outro dia. A Janja, por exemplo, é uma mulher em fase de menopausa. Eu eu gostaria muito de vê-la falando sobre isso, eh, pegando essa bandeira para ela. A gente chegou a ter uma ministra da saúde recentemente, que não é mais nossa ministra, que também Era uma mulher na idade de menopausa. Eu nunca vi ela falar sobre esse assunto. Para vocês verem como é negligenciado, me assusta. Eu eu escrevi uma carta aberta uma vez pra Janja na minha coluna no
Wall, assim, tipo, compra essa bandeira, né? pega para você, traz as mulheres da sua idade para para perto e briga por isso no governo, porque tá faltando e a gente tá negligenciando. No Brasil são 29 milhões de mulheres. >> É gente para caramba. É gente para Caramba. E gente na fase mais geralmente no auge da carreira, porque você vai lá, você se forma, você começa, você briga com um, briga com o outro, ocupa um espaço, toma uma rasteira, aí você tá com 45 anos, você chegou lá, aí seu cérebro começa a te abandonar e não
tem ninguém falando ou fazendo nada institucionalmente para cuidar de você nessa hora da sua vida. E de novo, mesmo as mulheres que têm acessos não estão sendo cuidadas adequadamente. >> Você sabe o cruel disso é que assim essa é a fase que você vai receber uma promoção. Se, né, na carreira ali o tanto que você tá trabalhando já acumulou de experiência e existe todo um preconceito que mulher não sabe liderar, que mulher não é boa o suficiente e o seu cérebro vai te abandonar nessa hora, né? na hora que você chega no cargo de lideranç.
>> Ah, mas eu tenho uma coisa para falar sobre isso. Eu entrevistei a Lisa Mosconi, que é uma das maiores cientistas do mundo, especializadas em cérebro e ela estuda o cérebro na menopausa. Então, uma uma informação importante que eu falei para ela, mas meu Deus, a gente fica desesperado. O que você fala para essa para essas mulheres nessa idade que estão falando: "Meu Deus, meu cérebro tá me traindo". Aí ela disse assim: "Os estudos eh entre mulheres e homens, os estudos cognitivos mostram só uma coisa. Quando a gente tem Esse declínio, a gente apenas se
iguala aos homens, tá? Fiquem bem tranquilas, amigas. A gente não está indo para baixo. A gente só tá se igualando a eles. Então, tá tudo bem. Fica em paz. A gente sempre faz o dobro para ganhar metade. >> E aí quando você tá numa época que você acendeu, se o cérebro te abandona, realmente você tá cumprindo uma profecia cruel. >> Mesmo assim a gente só caiu no nível Deles. Então fiqu em paz. É, essa percepção eu acho que é muito nossa também assim, porque a gente se cobra muito, a gente se giz de uma forma
bizarra. >> Então, se você esquece uma única palavra no meio de uma reunião e às vezes ninguém sequer percebeu, >> você fica assustada, >> você fica fica assustada e tipo todo mundo esquece. >> É que você tá esquecendo com mais Frequência palavras muito corriqueiras, mas as pessoas às vezes nem percebem porque ninguém tá nem aí. >> É verdade. Agora, Dra. Priscila, cheguei no consultório, eu acho que várias mulheres estão chegando lá com medo da da reposição, né? Eu acho importante a gente falar primeiro, eh, é a tábua salvadora, eu vou voltar a ser quem eu
era, é isso, tomei a pílula e passou. Quais são os riscos? O que que eu tenho Que ficar de olho se eu tô tomando e não tô me sentindo bem? O que que é importante a partir do momento que eu falei: "Beleza, é isso aí, eu vou fazer". Eu acho que a gente tá vendo uma mudança nisso no consultório, né? Antes a primeira coisa que a paciente vinha falando que era tava sofrendo com isso, tal, mas me vê uma coisinha bem natural aí não quero me, né? Traz a folha de hora que que vai funcionar.
>> Chá de amora. >> Hoje a gente vê por pela conscientização mesmo, né? Elas vêm procurando mais. Eu tô com medo, mas fala mais, né? Eu quero saber. Então, e essa a conversa que a gente tem com a com as pacientes, o risco de um câncer de mama em uso de terapia hormonal é muito muito baixo dentro daquela janela de oportunidade com as com as dosagens certas, com o estrogênio certo, é muito muito baixo, né? E ainda tem a proteção do efeito cardiovascular com uso de terapia Hormonal, né? Fora milhões de benefícios no osso também,
né? prevenção de osteoporose, então a gente tem muito mais benefícios do que riscos, né? Um risco de câncer de mama realmente é muito muito pequeno, usando na na janela certa de oportunidade. Então, geralmente as pacientes realmente eh compram essa ideia porque é o tratamento padrão ouro e melhora muito o a qualidade de vida. >> Muita gente fala assim: "Nossa, eu renasci, eu Isso vai acontecer em quanto Tempo?" >> Só para saber. A melhora é assim, dois, três meses ela já vem muita melhora. >> É >> muita melhora mesmo. Mas assim, >> então pra gente gerenciar
a expectativa ver essa realidade, né? >> É, mas tudo tá tá associado também com a qualidade de vida, né? >> Tem que tem que ter tudo junto, né? Então, junto com a terapia hormonal, vai ter que ter uma uma academia ou uma Atividade física, tem que ter um conjunto. >> É minha experiência, pessoal, 3 anos já tava fazendo reposição hormonal e aí eu resolvi que eu queria sentir meu corpo de novo. >> Eu quero entender a que pé que eu tô, se eu já parei de menstruar, se eu não parei, onde que eu tô nessa
história. Aí parei de tomar um remédio. Aí parei, gente. Aí a gente esquece. Eu esqueci que eu tava fazendo reposição. Eu Esqueci que eu tava na menopausa, né, na transição menopusica. E aí no começo desse ano, o meu cérebro, gente, eu só faltei falecer. Foi por, ô, por um. Aí eu, gente, que que tá acontecendo comigo? Pelo amor de Deus. Eu falei, tá, reposição, volta. E aí eu voltei. E aí uns dois a três meses depois eu falei: "Gente, como eu tava burra, >> pai, como eu tava doida. como eu tava burra, como eu tava
fora da minha Casinha. Dois a três meses você sente e e não só a questão do cérebro, mas é você fica de pé, seu corpo fica de pé, seu corpo volta a viver assim. >> Sabe uma preocupação que eu tenho nisso? Tem várias mulheres nessa fase de vida, por conta da vida, que estão em depressão. >> Sim. a confusão entre esses dois sintomas, como dá para separar essas duas coisas, porque de repente você tá fazendo eh reposição hormonal, você tá Com depressão ou vice-versa porque acaba parece muito algumas coisas. >> É, e às vezes tá
associada mesmo, né? Vem as duas coisas juntas, mas uma piora a outra, né? A depressão não tratada, ela pode piorar muito os sintomas da menopausa e a menopausa não tratada também pode piorar muito a depressão. Então, eh, às vezes a gente tratando com a terapia hormonal, a paciente já melhora muito da depressão. É um dos tratamentos, né? Eh, até a prevenção de Demência, a terapia hormonal tá aí para isso. Eh, e às vezes a gente tem que associar, né, associar os tratamentos. >> Eh, fez a reposição hormonal, tá tudo direitinho, a vida continua ruim, tá
na hora de mudar alguma coisa na vida. Vamos chamar mais gente. Tem que chamar mais gente. >> Exatamente, >> Silvia. Tem muito ainda eh sobre o uso de hormônio. Tem o eu vou engordar ou minha pele vai ficar pior. O que que Você vê que são os principais medos na hora de tomar decisão de fazer ou não? >> É, eu acho que a coisa do câncer e as mulheres têm um, normalmente tem um ganho de peso mesmo, como as doutoras aqui já explicaram, principalmente nessa região eh central do Exato. Eu estou mostrando aqui de novo
mais uma vez, né? vai que você não entendeu. Sei. >> Eh, mas as mulheres reclamam muito desse ganho de peso, então não é por causa da reposição hormonal. Eh, porque nessa Fase a gente tem essa mudança do padrão de como ah, a doutora pode explicar cientificamente melhor que eu, mas o estrogênio também ele ele muda a falta dele muda o padrão de como a gente acumula gordura. É, é bem triste. E o metabolismo também a gente vai, a gente às vezes a gente fica com mais fome, então também tem que ver se não tá comendo
mais, tá comendo açúcar, toda esse esse essa parte desregulada e cerebral. Se você não, eu fiz isso, eu Engordei 8 kg. Quando eu, quando eu desconfiei que eu tava na perenopausa, eu não percebi que eu ganhei 8 kg. Eu era bem magra. De repente eu não vi, não senti. Eu quando eu fui à médica fazer, eu faço eh checkup anual, tá? sempre fui bem cuidadosa. Cheguei lá no mestre, subi na balança 8 kg a mais, além dos sintomas eh cerebrais que eu tava tendo. Falei: "Uai, da onde veio isso? Que aconteceu? Não veio. Provavelmente eu
tava comendo mais, eu tava comendo mais Açúcar, eu tava com desejos ali, eu não fazia musculação, eu não pisava na academia. Eram duas coisas que eu odiava fazer. Eu fazia só yoga e bem assim, ó, meoguinha bem da paz, >> nem suava, >> bem da paz. E aí eu fiz uma mudança radical junto com a reposição hormonal. Eh, eu comecei a fazer toda essa mudança de estilo de vida. Gente, mudou minha vida, eu posso, eu sou testemunha de do que isso pode fazer. Então, eu acho que É isso. As mulheres têm o medo é do
câncer. Tem mulheres que fala: "Ah, incha hormônio, incha hormônio aumenta." Ao contrário, acho que a doutora pode falar melhor do que eu. É a menopausa e não o hormônio, né? >> É causa e consequência. Tá difícil, né? E ainda tem umas diferenças. A gente tem a pílula, tem o transdérmico. Por que que tem, por que que são métodos diferentes para acessar? >> É, a gente tem a tem a pílula, tem o Transdérmico, né, o gelzinho e tem adesivo também, né? São três vias ótimas, né? Eh, >> escolha seu modelo preferido. >> Escolha seu modelo. Dá
até para fazer isso, mas as pacientes que têm mais fator de risco pra trombose, por exemplo, né? Pacientes com histórico e triglices muito alto, a gente prefere o transérmico. Ele é mais seguro, né? É porque ele não passa pelo fígado, não tem a metabolização hepática, né? Então Ele é mais seguro, com certeza. Mas os pacientes, como ele é mais caro, né? Mas as pacientes que não t uma contraindicação absoluta para avioral, a gente pode usar vioral, que ela é muito mais barata, com certeza. >> E e pera aí, qual pergunta que eu ia fazer? Mentira.
Mas Simone, quando a gente olha pro pra mulher que tá na na fazendo a reposição e ela tá cuidando, porque gente, tem que fazer muita mudança, né? Eu acho que é é Um é como se fosse um gatilho que fala assim: "Agora tem que mudar muitas coisas juntos". Você acredita que com a reposição, e aí eu acho que você pode falar do seu caso, a reposição mais esse cuidado, você consegue ter uma boa qualidade de vida, você consegue passar por essa fase sem matar ninguém? >> Tô, tô sobrevivendo. Silvia tá aí também. Estamos soltas. Não
tem >> pode ter umas tretas. Não quer dizer que você vai matar, mas umas tretas. Tem que Pedir muita desculpa, muita. Eu acho que dá assim, quando você muda em qualquer fase da vida, seu estilo de vida, você tem uma mudança absurda da sua qualidade de vida. Isso independente de qualquer medicamento que você tome. E é legal porque a medicina do estilo de vida, todos os trabalhos são muito isentos, porque a gente trabalha com a desprescrição, a gente trabalha com a retirada da maior parte possível de medicamentos. Então gente, a gente não Tem patrocínio, ninguém
quer saber de patrocinar a gente nem nada, mas a gente tem estudos de décadas com milhares de pessoas multicêntricos mostrando que só a mudança do estilo de vida. E às vezes você nem precisa mudar os seis pilares. Se você consegue mudar três pilares, você já acrescenta em média 12 a 13 anos de vida saudável a sua vida. E aí quando você junta com a terapia hormonal, que é colocando no seu corpo uma coisa que tava faltando, não tem como isso não Melhorar. É a mesma coisa de você tá diabético e aí você para de comer
açúcar, começa a fazer atividade física e toma insulina, você vai ficar bem. O o raciocínio é o mesmo. Você vai mudar a sua, o que você come, como você dorme, com quem você se relaciona, como você se movimenta. >> Não, só de fazer isso já vai dar assim uma boa diferença. >> Exato. E aí mesmo a gente, porque a gente sabe que as mulheres, por exemplo, Que não podem fazer reposição, fazer terapia hormonal, a gente sabe que elas se beneficiam muito das outras medidas de suporte, mas da mudança do estilo de vida. é o que
é mais eh eficaz que a gente tem, por exemplo, para uma mulher que tem eficância de mama e tá na menopausa, tem pouca coisa que você consiga fazer aí efetivo para ela além da mudança do estilo de vida. Eu tenho uma amiga que faz a aquelas aulas de spinning que sua muito e que ela falou: "Tô ótima, minha reposição hormonal tá ali. Essa aí essa aí que ela tá indo." Então faz, como ela não faz com hormônio, ela realmente tem buscado alternativas, principalmente para pôr o ódio para fora. Melhora muito. >> Gente, funciona muito. Pega
um dia que você tiver muito angustiada, mas muito angustiada mesmo, tipo, gente, a casa tá caindo hoje. Hoje o meu ré primário vai embora, sobe na esteira e dá um pau de 20, 30 minutos lá até o coração sair Pela boca. Bom, >> você desce outra pessoa. >> É, é, é imediato. >> Eu só faço atividade física por isso. Eh, eu, eu fui a vida inteira aquela pessoa que ia pra academia e ficava três meses e largava, porque na verdade eu ia para malhar minha bunda e não resolvia, gente, >> entendeu? Tinha outro objetivo. >>
E aí ia ficar frustrada depois de três meses que realmente não ia acontecer Nada, ir embora. tinha preguiça, ai que saco. A motivação não era boa o suficiente, mas hoje a motivação é assim, eu vou ficar muito bem, depois eu vou no carro até a academia num num humor e eu volto num outro assim, ó. Eu ponho o som cantando, eu a hora que eu abro o portão de volta do meu do meu prédio para entrar na garagem, eu falo: "Putz, que bom que eu fui, né?" Nossa, eu acho que eu sou muito [ __
] porque 8:30 tá pago. >> Então >> eu falo assim: "Não, são 8:30 da manhã, já tá pago." Eu não vou te falar que eu tenho felicidade em ir, não vou te falar que eu tenho felicidade nem fazendo, mas a satisfação de ter feito para mim, ela vale a pena. >> Priscila, tem eh mulheres que usam Mirena, usam D. Essas mulheres conseguem reconhecer que elas estão entrando na na menopausa? Como que é isso para elas? >> Conseguem? A única coisa que a gente não Consegue perceber é a falha da a irregularidade menstrual, né? Porque a
princípio elas não menstruam com Mirena, né? Eh, ou já é irregular mesmo com Mirena, mas os outros sintomas continuam os mesmos, né? Porque a a o Mirena ele não trata nenhum dos outros sintomas da menopausa. >> Eu eu tava falando que quando eu tava grávida, eu eu fiz a pergunta inocente pr pra minha dona assim: "Mas eu vou saber que eu tô entrando em trabalho de Parto? E se eu não perceber ela, meu amor, >> não tem como você não saber. E eu meio que tô achando que tá acontecendo algo semelhante, que é e realmente
tem um conjunto de fatores que que pra mulher que não menstrua ou pra mulher que já tem menstruação irregular, é, tem um desconhecimento de você mesma, né? Você fica meio assim, eu não sou assim, eu tô meio estranha. Sim. >> E aí é hora de procurar ajuda, é hora de Procurar um médico. >> Silvia, qual que é o papel das amigas? Nesse processo, assim, a gente tem falado tanto de mulheres, andar com mais mulheres, é um assunto que a gente falava muito pouco, a gente tem falado um pouco mais, mas é uma coisa muito única,
né? Como que faz parte do que a Simone tá falando dos relacionamentos? É as amizades. >> Eu eu falo que hoje em dia eu tenho uma comunidade no Instagram que foi a minha Terapia, a minha salvação. Eu comecei a falar de menopausa na rede social, eu tinha 200 amigos, meus amigos íntimos. da minha família. E eu comecei a falar porque eu tinha uma coluna e as pessoas começaram a me seguir e eu falava: "Gente, tudo bem? Você leu minha coluna hoje e vamos falar sobre isso e tal". Começava no direct e aí foi chegando cada
vez mais mulher. E o o meu a minha terapia foi conversar com essas mulheres, muitas delas que eu nunca vi Na vida. São apenas mulheres virtuais, amigas virtuais ali que eu conheço. Isso é tão rico você trocar. Ah, você também. Ah, eu também. E você? Isso, mesmo que forem mulheres que estão numa comunidade que você não conhece pessoalmente e as amigas eh que eu com quem eu tenho contato, então nem se fala. Hoje a gente senta na mesa para conversar. Essas são as conversas. A gente fala dos relacionamentos, a gente fala, não sei quem, fala:
"E você, como você tá?" E Você tá sentindo isso? Acho que essas recomendações das amigas também, indicar o médico que fez bem para você, né? Um profissional de saúde que te ajudou é fundamental, né? Não dá, né? >> Não dá, gente. Isso. >> Agora, Simone, principalmente pras eh pras mulheres heterossexuais, né? Qual que é o papel do homem? Qual que é o papel do companheiro nesse momento? O que que você tem para falar para os homens que as companheiras estão nesse Processo? >> Nossa, >> me economiza. >> Você não vai passar sozinha e talvez você
não queira se separar. É uma fase difícil. Como é que o homem pode ser um companheiro nesse momento? O que que o cara tem que saber? Primeiro ele sendo um adulto funcional, ocupando a parte que lhe cabe, por exemplo, na vida da família, na na dinâmica dos filhos. Muitas mulheres, a Gente tá tendo filhos mais tarde, então muitas mulheres que estão na menopausa tem filhos de 12, 13, eu tenho uma filha de 14 >> que tem que levar na festa de 15 anos, que tem que buscar, que tem que levar no ensaio disso. Então, os
homens serem adultos funcionais, cuidarem da própria vida e da parte que elhes cabe na dinâmica familiar, primeiro passo, porque você já não precisa se irritar com o óbvio, com o básico ali você já Não precisa se irritar. Segunda coisa, essa pessoa é a mesma pessoa com quem você casou, com quem você construiu uma história, com quem você construiu uma vida. Todo mundo vai ter períodos de baixa na vida. Os homens também passam por uma transição hormonal que é muito mais suave, muito mais sut, mas assim, se ela não existisse, a gente não tinha tanto viagra
sendo vendido. Então, por que que a transição hormonal dele é respeitada, é medicalizada e fica tudo Bem? e ele não consegue eh aceitar que a mulher dele está passando por isso, não consegue ser o companheiro que ela precisa. Então, lembrar que todo mundo passa por isso, ele tá passando, ela tá passando e no final disso tudo pode emergir uma família, um casal muito mais forte. Então, fica ali, tenha paciência, faça sua parte e entenda que essa mulher é a mesma mulher, é a mulher com quem você se casou. >> Só tem a metade da paciência.
com metade Da paciência e tem bastante. Essa você tá bem otimista. É. E e uma mulher, uma sobrevivente, porque os viúvos não vão passar por isso. Então, quem tá passando por isso é que tem uma mulher sobrevivente ali do lado que vai sair depois. Isso é uma readaptação do nosso corpo, do nosso cérebro. Não é que a gente diminui, não é que a gente encolhe, não é que a gente vira uma pessoa menor, a gente tá passando por uma alteração que vai Reestruturar o jeito que a gente funciona e a gente sai do outro lado,
eu acho que mais forte, mais fortes. Então, espera, fica ali que vai sair uma outra mulher do outro lado. Se ela não te acabar antes, vai sair uma mulher do outro lado, que é a mesma mulher com quem você casou, a mãe dos seus filhos, ou com quem você namora. Enfim. Mas é, >> Priscila, eh, quando a gente fala sair do outro lado, tem o outro lado assim, Eu vou tomar o remédio para sempre, eu vou tomar por um período? O que que vai acontecer com essa reposição? Por mais ou menos quanto tempo ela é
indicada? >> A gente não tem uma um tempo máximo para usar, a gente vai indo. O que a gente usa é enquanto os benefícios superarem os riscos, >> a gente vai indo, né? Então eu falo para paciente que quer terapia hormonal, falei: "Vamos fazer". Mas assim, é um casamento comigo, todo ano você volta, Tem que te examinar, né? Os exames têm que estar em dia, é um casamento, né? E aí se tiver tudo bem durante os anos, se não entrar nenhum fator de risco, nenhuma contraindicação, a gente vai usando. A princípio, a gente não tem
ainda um limite que tenha que parar. >> Isso é bem importante, porque eh se antes você pulava o checkup um ano ou outro, se você tá usando hormônio, não pode, né? an tem que olhar se tá tudo bem. Eh, o Que que pode ser passar mal? Assim, ó, eu tô tomando o remédio, tô passando mal, eu deveria voltar na médica porque não tá dando certo ou não tá sendo o suficiente? Que que a gente tem que ficar de olho? >> É, o ser o suficiente a gente percebe muito claro, né? Porque os sintomas não passam
ou não tem nenhuma melhora significativa, né? Eh, uma dosagem a mais, só se tiver realmente uma um efeito colateral do vioral, né? pode dar O a progesterona, quando a gente usa a vior oral também, ela pode dar mais sono, mas são esses efeitos assim, no geral a gente não tem muito efeito colateral nesse sentido não. >> E assim, aquele medinho da confusão de chegar lá com 34 anos e falar: "Talvez eu devesse fazer reposição hormonal". Como é que é isso? que porque a partir do momento que tem disponível, e eu tô fazendo uma associação aqui,
a suplementação, que tem muitos médicos Fala, você não tem que suplementar, você tá gastando dinheiro à toa, você já tem as vitaminas aí, você não precisa. >> O que que isso quer dizer quando é com reposição hormonal? A gente tem indicação clara quando é uma falência ovariana prematura, né? Então é quando o ovário não tá realmente mais funcionando, você tá entrando num climatério antes de 40 anos, aí realmente a gente tem uma indicação clara de terapia hormonal, né? Mas a Suplementação também tem que ser uma coisa mais pontual, né? Você viu algum exame que realmente
tá em baixa, aí você suplementa, mas com 34 anos assim, fazer uma uma terapia hormonal só por aí entra na questão do chip da beleza, né? Uma questão mais estética que a gente não tem nada padronizado, né? >> Tá? E isso tem risco? Quando você suplementa sem precisar, >> com certeza. Com certeza. >> E aí sim o câncer passa a ser uma uma Realidade mais presente. >> É a na terapia hormonal, se a gente usar até com 34 anos, se tiver indicação real, a questão é indicação, né? >> É, não, eu tô falando, não, não
tem uma indicação clara. >> Indicação, sim. Aí a gente aumenta muito, >> a gente ansiosa querendo começar a reposição antes de baixar. >> Não faz sentido, né? Você já tem, né? Então realmente não faz sentido. >> Toda a nossa conversa gira em torno dos hormônios, né, de como eles estão afetando o nosso corpo. Eu senti há pouco tempo atrás que eu comecei a comer muito mais. Eu como pouco e de repente, que fome é essa? Ah, é hormônio. Ai, tá com alergia. Ai, é hormônio. O que de fato os hormônios representam na nossa vida até
pra gente entender, conectar o que tá sentindo com essa, com esse pedaço? >> É tudo, né? Quando você tá, por exemplo, Na menopausa, você tem um um você pode ter um déficit de massa óssea, seu músculo não responde mais do mesmo jeito. Você faz a musculação, a perna ficava dura lá, você olhava seu quadril desenhadinho, acabou, não faz. Você começa a comer mais, como a Silvia falou, ai, comer mais doce. Uma pessoa que nunca foi do doce, por exemplo, começa a ter uma necessidade infinita de doce. Por quê? A falta do estrógeno vai interferir na
produção dos Neurohormônios e aí vai reduzir a produção da serotonina, por exemplo, que é no antidepressivo natural, da dopamina, que é ligada ao prazer. E aí você vai buscar esse prazer de outra forma, querendo comidas mais suculentas, mais você tá querendo comer uma coisa suculenta que converse com essa descarga de dopamina no seu cérebro. O açúcar, a mesma coisa, conversa com a descarga de dopamina no cérebro. Então a gente eh tudo, tudo, absolutamente tudo no nosso Corpo passa por regulação hormonal, seja do estrogênio, seja da progesterona, sejam dos outros hormônios que a gente produz. Nosso
corpo não é nada sem os hormônios. Priscila, pra gente encerrar, entendo. Reposição hormonal, legal, vamos nessa, mas eu não quero. Que que tem de alternativa? a gente tem fitoterápicos, né, que ajudam bastante no nos sintomas, principalmente os vasomotores, né, e a suplementação, que nem a gente Conversou, às vezes a gente precisa, vai da vitamina D, a vitamina B12 e a gente faz os exames ali, uma suplementação pode melhorar também um pouco dos sintomas. A atividade física fundamental, tem paciente que vem, não quer de jeito nenhum usar terapia hormonal, entra na academia e ela fica sem
sintoma, né, ela fica zerada. Então, tem paciente que tem muita sensibilidade ao fitoterápico, a atividade física, às vezes também tem uma ela tem uma pressão Alta que não tá controlada, diabetes descontrolado, isso desregula também os sintomas, ela melhorando as doenças melhoram os sintomas. Então, tem como a gente manejar dessa forma? >> Silvia, você tem um produto que eu já tomei, eu falei para você, eu escrevi para você quando eu tomei que melhorou muito a minha energia. Que que são essas alternativas? O que que tem de natural que é legal? É, eu acho que tem muita
coisa. A minha Marca particularmente RA, eu criei essa marca porque eu usava a suplementação, além de fazer todos, era um dos pilares ali dos meus cuidados e eu sempre achei muito bom. E aí eu eu disse pra minha médica, por que que outras pessoas não podem ter eh, né, acesso a isso se a gente faz uma coisa louca? Porque eu nunca fui empreendedor na minha vida. Eu sou jornalista, não tenho na não tem o meu histórico isso. Fui empreender aos 52 anos. E eu falei para você faria as Fórmulas do mesmo jeito que você faz
para mim, eu manipulo na farmácia de manipulação, você faria pra gente fazer isso e oferecer pro mercado? Ela falou: "Faria". Então ela é consultora eh científica da minha marca. Tem um outro médico também, uma farmacêutica. juntei essas pessoas e eles trouxeram os ativos que hoje tem evidência científica para criar fórmulas que podem ajudar em sintomas diferentes ali. Mas é isso, suplementação, ela tem uma limitação. Eh, eu eu vendo esse produto, é uma coisa que eu ofereço pro mercado, mas eu deixo muito claro a o propósito da minha marca também é trazer informação para as mulheres.
É sim, se você puder fazer reposição hormonal importante, todos os pilares da medicina do estilo de vida são importantes. Eh, é muito importante fazer tudo que a gente precisa fazer, >> cuidar da saúde. a gente tá falando tanto de estética ultimamente, de beleza, eu acho que esses outros Produtos, fora a terapia hormonal, eles vêm para ajudar também a suavizar esses outras essas outras questões que é um envelhecimento natural, mas ele pode ser, digamos, desacelerado. A gente poderia falar assim, Silva, de perda de colágeno no cabelo, por exemplo, ou de recurso da unha que fica quebradiço.
O cabelo pode ter um afinamento, inclusive as mulheres podem ter alopest, tem outras coisas também que, de novo, sempre importante você ter uma avaliação De um dermatologista, porque as pessoas são diferentes. A gente tem, eu faço tratamento pro cabelo é há muito tempo. Eu descobri um tipo de alopécia que eu tinha um tempo, uns 7 anos atrás, e eu tomo medicamento, não só eh uso suplemento, eu uso, eu tomo colágeno, tomo otina, etc., que isso ajuda o meu corpo a a produzir o que precisa, mas eu tomo medicação. Então, acho que é importante a gente
saber disso. Pele também. Ah, eu tenho que usar um um Cosmético importante, uma hidratação mais, né, mais atenciosa. E tem recursos dermatológicos na clínica dos dermatologistas também para tratar a pele. Enfim, eu acho que é um é um combo aí. Nunca é uma solução assim pílula mágica. Não tem pílula mágica, gente. >> Isso que eu acho importante a gente entender. A a Dra. Simone falou, é um processo, né? O o corpo tá mudando a música, ele quer continuar a dançar, mas a gente vai ter que aprender outro Ritmo, a gente vai ter que aprender eh
que música nova é essa e vai pisar no pé antes de aprender e vai tropeçar e vai passar um pouco de ridículo também, porque não >> e e entender que é uma bênção, né? E é o que une todas as pessoas que nasceram com o útero, eh, e que não tem ovário, tem aparelho, eh, reprodutivo usado ou não, né? Se antes falavam que o que unia a gente era ter filho e hoje é uma escolha, a menopausa une pessoar De menstruar e que vão tocar uma música nova. Eu espero que a nossa geração possa tornar
isso mais suave pra geração que vem, né, e entender quais são os reflexos disso no corpo daqui 20 anos, que é o prazo que esse estudo, né, aconteceu 20 para trás, a gente 20 paraa frente. O encontro já está marcado para você voltar aqui. Nossa pele, nosso cabelo vai continuar ótimo, não se preocupe. >> Foi um prazer receber vocês. Obrigada Por essa consulta ao vivo. Eh, eu adorei saber mais, conhecer mais e me sentir mais segura. por favor, se despeçam dos nossos ouvintes. >> Bom, eh, eu vou me despedir com Bel Hooks, que ela traz
no livro dela Comunhão, o fato de que a menopausa pode ser uma celebração. A idade reprodutiva passou, você não precisa mais ter medo dela. Eh, a, na, em boa parte dos casos, os filhos já estão maiores, mais independentes. Então, por que não Celebrar sua vida, sua nova liberdade, seu novo corpo, sua nova orquestra? Eu acho que é muito isso, eh, de a gente aprender a celebrar nossa nova nosso nossa nova realidade, porque a gente não quer ir embora e ficando a gente tem que lidar com ela >> e ficar bem. >> E ficar bem. Fica
bem. Exato. >> Muito obrigada, viu, pelo convite. Amei tá aqui. E vamos falar mais, né, sobre terapia hormonal. Vamos conversar mais, Tirar os mitos e porque ela tá aí para salvar muita gente. >> Exatamente. >> É isso. Obrigada também. Eu só gostaria de deixar a mensagem que menopaus não é um fim, um recomeço, é um momento de pausa pra gente olhar pra gente e ver o que a gente pode fazer de bom pra gente continuar os próximos anos com potência. >> É isso aí. Quem nos ouviu, faça aí o seu grupinho de WhatsApp, converse com
as amigas sobre isso, com os parceiros, com As parceiras, que é uma fase sempre melhor quando a gente tá bem acompanhado. Obrigada, gente. Juliana, no futuro você me agradece esse programa, tá bom? Beijo, gente. >> Mamilos, mamilos, mamilos, >> mamilos.