Boa tarde a todos, sejam muito bem-vindos. Dentro de pouquíssimos minutos estaremos dando início ao nosso evento, tá? Nosso técnico já está preparando aqui o equipamento para transmissão e gravação desta reunião. Vai ficar cansado. Deus Beleza. Mais uma vez, boa tarde. Vamos então dar início ao nosso seminário. Há momentos na história de um município em que a lei e o coração batem no mesmo compasso. Hoje é um destes momentos. Quando uma criança nasce, ela traz consigo uma pergunta silenciosa. Onde eu pertenço? Esta pergunta é tão antiga quanto a humanidade, tão urgente quanto o primeiro choro. E
a resposta, a verdadeira resposta não vem de documentos ou decretos, mas do calor, de uma mão que segura, do olhar que Reconhece, da voz que diz: "Você importa". Mas nem todas as crianças encontram esta resposta no lugar onde nascem. Algumas são arrancadas de seus lares pela brutalidade das circunstâncias: negligência, abandono, violência. E quando isso acontece, a sociedade enfrenta uma escolha: Deixá-las crescer nas sombras de uma instituição ou devolvê-las ao que é seu direito inalienável, uma família. O programa Família Acolhedora não é caridade, é justiça. É reconhecimento de que uma criança é uma vida a ser
honrada. é a coragem de dizer: "Essa criança merece mais do que proteção, merece pertencimento. Aqui em Onaí, nós escolhemos esse caminho. Escolhemos acreditar que há famílias entre nós, famílias com corações grandes o suficiente para abrir suas portas, suas mesas, seus lares. Famílias que entendem que acolher uma criança é participar de um ato de transformação. Porque uma infância saudável é o alicerce que faz a diferença entre uma criança que cresce com medo e uma que cresce com esperança. É a diferença entre alguém que se sente descartável e alguém que sabe no fundo da sua alma que
é amado. Bem-vindos a esse seminário. Bem-vindos a esta conversa que pode mudar vidas. Bem-vindos ao encontro entre lei e poesia, entre o que é justo e o que é humano. A casa é de vocês. Para compor a nossa mesa de honra, convidamos o vice-presidente da Câmara Municipal de Unaí, vereador Felipe Tá na hora. O excelentíssimo senhor prefeito municipal deío Martins, secretário municipal do Desenvolvimento Social e Cidadania, Valdemir Silva. Iolanda Marra, coordenadora municipal do Serviço de Famílias Acolhedoras. Dora Thaí Cátia Carvalho, representando a terceira promotoria de justiça e Luís Cláudio, diretor da Escola do Legislativo da
Câmara Municipal de Unaí. Também fazemos menção aqui e as nossas honras a vereadora Dorinha Melgaço, ela que é idealizadora desta reunião. Ela preferiu ficar sentada ali na bancada, mas os nossos aplausos a ela também. Convidamos também para compor os lugares da nossa bancada, Dic Morato, secretário municipal de Educação, José Alencardo, representando o Conselho Tutelar. [aplausos] Brenda Nunes, coordenadora do CAP Saúde Mental. Marcilene Araújo, assistente social do fórum, já está aqui, né? Bruno Cavalcante, defensor público, também já está aqui na mesa. Nossos aplausos. Regina Lopes, coordenadora do CREAS. E elas também são palestrantes dessa tarde, já
estão aqui na mesa Cleópatra Isis e Amanda Fonseca. [aplausos] Também registramos a presença. Agradecemos Fabrício Marques, Carla Daniele, Stephanie Silmara, Larissa Aparecida Oliveira, Fernanda Fernandes, Nadine Nicolau, representantes da educação do município. Nosso aplauso a eles também. Sejam muito bem-vindos. [aplausos] Também Douglas, secretário municipal. Seja muito bem-vindo. E agora para as palavras iniciais e abertura, declaração oficial da abertura dessa reunião, eu passo ao vice-presidente da Câmara Municipal de Unaí, vereador vereador Felipe. Tá na hora. Boa tarde, senhores e senhoras. Primeiramente agradeço a Deus, Nossa Senhora Aparecida, pela oportunidade. Eh, em nome do prefeito Thiago Martins, cumprimento
a todos os senhores e senhoras aqui presentes e em especial cumprimento a requerente e a vereadora Dorinha Melgaço. Parabéns, Dorinha. A gente sabe eh os problemas que a senhora enfrenta, mas nenhum deles eh te faz parar eh a caminhada. continua lutando pelo nosso povo, continua defendendo pautas tão importantes, né? E eu só tenho agradecer por tê-la como companheira aqui na Câmara e saiba que a senhora é muito especial e muitas das coisas que hoje o na vive tem um dedinho da senhora ali e continue essa guerreira aí que e Deus te dê vida longa e
te abençoe eternamente. Mas é isso, pessoal. Quero só agradecer a presença de todos mesmo e é uma um seminário bastante importante, uma pauta muito importante, né, que se Deus quiser hoje vai ser uma reunião tranquila e de muito aprendizado para todos nós. Declaro aberto ao presente seminário, horário de início às 13:06. So proteção de Deus e em nome do povo daense iniciamos nossos trabalhos. Retorno a palavra ao mestre de cerimônia. Bem, agora nós vamos convidar para vir à frente o nosso excelentíssimo senhor prefeito Thiago Martins. Eh, Dorinha, qual onde vai ser? Aqui mesmo na tribuna.
Então, aqui na tribuna, o prefeito Thiago Martins vai fazer a assinatura da lei que reflete o compromisso deste município com as nossas crianças. E aí, posteriormente, nós passaremos a palavra ao prefeito. Tem aqui, ó. Vou ler a lei aqui, pessoal ter conhecimento. Lei número 3953 de 2 junho de 2026 institui o dia municipal da família acolhedora no âmbito do município de Unaí. Prefeito municipal de Unaí, estado de Minas Gerais, no uso das suas atribuições que lhe confere o artigo 7º do código do artigo 90, inciso 7º do artigo 96 da Lei Orgânica do Município, faz
saber que a Câmara Municipal de Unaí decreta e ele em seu nome sansa e promulga a seguinte lei. Artigo primeiro. Fica instituído o dia municipal da família acolhedora a ser comemorado anualmente no dia 31 de Maio. Parágrafo parágrafo único. O Dia Municipal da família Colhedora tem por finalidade promover ações educativas, firmativas e de conscientização a serem desenvolvidas pelo poder público municipal, pela rede socioassistencial e intersetorial, bem como pela sociedade civil sobre a importância e valorização do serviço de acolhimento para crianças e adolescentes em família acolhedora como política pública de proteção social. Artigo 2º. O poder
público municipal poderá apoiar ou divulgar atividades e eventos alusivos à data em parceria com instituições e entidades representativas, observando o caráter laico do estado. Artigo terceº. Esta lei entra em vigor na data da sua publicação. UNAI, 2 de junho de 2026, 82ª da instalação do município. Thago Martins Rodrigues, prefeito. [aplausos] Band Eh, senhor prefeito, então passamos a palavra ao senhor agora só falar um pouco da lei do município aqui, eh, como que o município tem agido. Boa tarde a todos. [roncando] Para mim é bom dia ainda, né? Não almocei ainda. Bom dia. Mas é uma
Alegria muito grande estar aqui nesse seminário, que talvez seja um dos temas mais importantes e sensível do nosso município, pois trata desse desses seres tão frágeis e que requer tanto cuidado por parte de nós, instituições, órgãos, eh enfim, cumprimentar de forma especial Felipe aqui representando o nosso presidente Carlinho, ele que é o vice-presidente. Mix, em nome de quem eu cumprimento todos da mesa, em especial representante Dr. Júlio. Quero cumprimentar os nossos secretários aqui presentes, também a Diceia, cumprimentar a nossa querida vereadora Dorinha Melgaço e deixar aqui mais uma vez eh o respeito que nós temos
por essa por esse esse poder. Cumprimentar o Bruno, tá? Obrigada pela presença e a vocês que fazem parte da rede da assistência social, como eu falei no início, eh uma das áreas mais sensíveis do nosso município, porque a gente realmente tem o dever de cuidar daqueles, talvez que mais precisam de uma atenção. Eh, eu sou suspeito para falar sobre família, né? Porque se tem uma coisa que a gente, que eu prezo muito é a família. Graças a Deus tive a oportunidade de nascer numa família muito bem estruturada. Papai e mamãe eu falo que são responsáveis
por tudo aquilo que eu Sou. Eu agradeço eles eh todos os dias por terem se sacrificados. Infelizmente nem todas as crianças têm essa oportunidade. E da mesma forma que eu fui criado, é a mesma forma que eu crio as minhas duas filhas, Alice e Luía. E quando se fala desse tema, né, dessa pauta, isso mexe muito com a gente. E eu acredito que foi por isso que a Carol, né, a minha esposa, é uma das coordenadoras de um projeto que eu que eu sou suspeito também para falar porque vem da Carol, mas um dos projetos
mais bacana que chama mãos que protegem, né? ir nas escolas, orientar as nossas crianças aonde elas podem ou não podem ser tocadas, porque às vezes a criança é tocada pelo pai e pela mãe, que já são adultos e ela acredita que qualquer outro adulto pode tocar em qualquer parte do corpo dela. E muit dessas dessas vezes essas crianças estão sendo violentadas, estão sendo exploradas, tirando dela a coisa mais importante e e e sublime que é a sua pureza e por falta de um diálogo. Então, eh, Carol foi muito feliz, né, em abraçar esse projeto junto
com a tia Cint e tantas outras educadoras levando esse esse projeto para escolas. Aonde tem criança, esse projeto tem que estar presente. E aqui, Valdemigos, eu quero te agradecer pela parceria. Ninguém faz nada sozinho. Prefeito não faz, secretário não faz. Eu sei que ao seu lado você tem uma equipe muito muito competente e que esse a a Iolanda tava falando comigo, prefeito, eu tô vendo você fazendo tantas coisas, né? E quando ela fala você fazer, é é a gestão fazer e às vezes de forma injusta acaba apanhando. Mas eu acredito que nós temos que fazer
sem buscar o reconhecimento. E eu acredito que a maioria do serviço de vocês, né, no dia a dia ali, muita das vezes vocês fazem, fazem com amor e às vezes não são reconhecido, mas o reconhecimento tem que vir é de Deus. E mas o mais bacana é ter a consciência de que vocês estão fazendo o que é certo e fazendo com amor. Essa é a função de cada uma de vocês. Agradecer também o Conselho Tutelar. A minha sogra foi conselheira e foi um período que no domingo eu não queria ir muito na casa dela não,
porque chegava lá, ela só falava do serviço e aquilo mexia muito comigo, né? Aí eu falava, eu acho que eu tenho estômago para quase tudo, mas para trabalhar de frente a frente com esses temas, eh, eu acho que eu com certeza eu não daria conta. Então fica aqui nosso reconhecimento. Tô vendo aqui a Lívia também, ex-conselheira. agradecer a cada um de vocês que se dedicam e eu tenho visto o quanto a Secretaria De Desenvolvimento Social tem avançado em tantas pautas, como a criação do PAN, né, que é o é o ponto de apoio aos migrantes,
eh a casa de acolhida, as nossas casas lares e agora implementando esse projeto que eu tenho certeza que vai trazer dignidade e proporcionar as nossas crianças e os nossos adolescentes realmente viver eh em uma família. a gente sabe que é por um tempo determinado, mas com certeza eh por mais que a gente dê para elas todas as condições necessárias dentro das casas lares, nada substituía um uma família mesmo. E eu tenho certeza que é conhecida como a capital do amor, abraça todos os projetos. Domingo mesmo aconteceu, né, o a a arca, a arca de como
é que chama, gente? A arca de Noé, para você ver, eu faço parte do clube que realiza a arca de Noé. Mesmo nesse momento de crises, de dificuldades, nós lá na prefeitura estamos enfrentando essa essa dificuldade porque o nosso orçamento caiu aproximadamente, está caindo 2 milhões por mês. Então é um momento de muita sabedoria. Mesmo assim, gente, nós sabemos que os nossos produtores, o tirador de leite, eh, a, o, o reflexo, né, da chegada de um de um novo novo período eleitoral traz essa Insegurança, guerra acontecendo, as coisas não estão fáceis, mas mesmo assim o
povo de Unaí mostrou que realmente nós somos a capital do amor. E nesse projeto eu não tenho sombra de dúvidas que a população vai abraçar esse projeto. Fiquei muito feliz quando Valdemir me falou que já tem algumas crianças que já foram acolhidas por algumas famílias e nós precisamos divulgar. Por mais que a gente fale, nós precisamos levar ao conhecimento, né, da nossa sociedade, dos nossos clubes de serviço, as famílias unaienses, porque eu tenho certeza que elas vão abraçar. Então, parabéns a todos os envolvidos. Conta conosco, Valdemires, você, toda sua equipe, para que a gente possa,
né, através das nossas ações, levar desenvolvimento social, dignidade e qualidade de vida. Muito obrigado a todos. Este evento ele é realizado pela Câmara através da Escola do Legislativo. Então nossa presidente da escola do legislativo que é a vereadora Duaria Melgasso e o nosso diretor da escola aqui, Luiz Cláudio. Portanto, eu passo a palavra para que dê as boas-vindas em nome da escola também ao nosso servidor Luiz Cláudio, diretor da escola. Luiz preferiu aqui. Bom, primeiramente, uma boa tarde a todos. Nós da escola do legislativo, nós ficamos muito felizes de ver a participação de Pessoas que
estão também abraçando, né, esta lei que ela foi feita em 2024, mas ela tem sido exercida, né, eh, a sua a lei, né, colocando a a sociedade nesta hora para que a lei possa ser um conhecimento para toda a sociedade. agradecer e cumprimentar aqui o, né, o vereador Felipe tá na hora. É um prazer tá participando deste projeto também. O prefeito Thiago Martins tem feito um ótimo trabalho paraa nossa cidade, a nossa querida Unaí, secretário municipal, né, de eu chamo, sempre chamo, porque sempre fiquei da Secretaria Municipal de Ação Social. essa ação social é o
que vocês fazem, né? É o que vocês simplesmente colocam isso sempre em exercício para fazer esses movimentos sociais. A Iulanda também, a nossa querida Cátia, a nossa querida do Cátia aqui representando, né, o o o juiz, né, de direito. Ah, OK. Então para vocês uma boa tarde. É um prazer muito grande estar realizando esse projeto. Nós queremos também aqui, né, aproveitar e dizer a Dorinha que eu sempre em momentos oportunos eu sempre agradeço a Dorinha de coração por ter me dado, né, esta tão boa, tão bom local de trabalho que é a direção da escola
do legislativo, do qual nós temos feito aquilo, né, que é a menina dos olhos de Dorinha Meugaço. a uma vereadora que luta e ela trouxe esta casa, esta escola e nada mais nada menos nós estamos aqui cumprindo, né, o prefeito municipal que acaba de assinar, né, sancionar uma lei do dia, do qual nós estamos aqui também para tá trazendo à sociedade também o privilégio de colocar essa lei, né, de colocar essa informação também pra sociedade para que essa sanção, né, vamos colocar, não é nem sanção que eu falo, mas é uma sentença muitas vezes que
a criança ela recebe sem ter culpa. A criança, ela recebe uma sentença de ficar fora do doular de uma família, pois ela não tem culpa, mas elas ela é sentenciada dessa forma, de acordo, né, com o poder judiciário. E nós estamos aqui justamente através desse seminário para promover uma discussão e que saia daqui, que é a nossa pretensão, saia daqui mentes que possam ser e também ser fazer parte da família acolhedora. Será Um grande objetivo alcançar isso para que muitas crianças que tm essa sentença do qual elas não são, não tem nenhum direito de passar
por isso, desse trauma, elas possam ser acolhidas e continuar com esse alicerce tão maravilhoso que o Thigo aqui colocou, o prefeito, que é o alicerce que nós temos, que é a nossa família. Então, passar essa herança também para esses jovens, né, essas crianças, adolescentes que têm passado. Uma boa tarde, obrigado a presença de todos. [aplausos] Ô, ô, gente, deixa eu desfazer aqui uma injustiça que eu acabei cometendo, porque durante a minha fala ali eu falei, vou deixar por último, mas eu quero aqui agradecer a vereadora Dorinha, porque se nós tivermos a oportunidade de sancionar essa
lei aqui, criando o dia municipal da família acolhedora, eu deixei de falar que a lei é de autoria da vereadora Dorinha e mais uma vez mostra, né, o quanto a Dorinha tem voltado sempre durante a sua trajetória, os seus olhares para as causas sociais. Ela que, né, eu falo, Valdemix, sem desmerecer qualquer outro secretário que passou por aquela pasta, mas nós temos uma Secretaria de Desenvolvimento Social antes da vereadora Dorinha e depois da vereadora Dorinha. Então, foram vários projetos, né, voltados para esse tema, eh, e ações, é claro, mas eu não poderia, viu, Dorinha, deixar
de dar o mérito de quem é o mérito. Então, se nós ti assinamos Essa lei aqui, porque a Dorinha pensou nisso e mais do que um dia, né? É, é uma forma para que a gente possa eh durante eh não só o dia, mas durante o mês, a gente possa estar trabalhando e pensando o que que pode ser feito pra gente cuidar das nossas crianças. Obrigado, viu, Dorinha? Eh, fazemos menção aqui, agradecemos a presença. Vereador Serginho da Rádio esteve presente aqui, está aqui ainda, Serginho. Eh, mas a gente faz questão de fazer menção a presença
dele aqui, que ele esteve aqui para para essa reunião. E também Márcio Anilia Soares Amaral, eh, tá escrito aqui JJMG ou na isso mesmo, TJMG. Agradecemos a sua presença. Eh, e agora vamos passar para nossa primeira palestra do dia. Convidamos a senhora Iolanda Marra, coordenadora municipal do serviço famílias acolhedoras, para falar sobre a legislação municipal atual e o histórico do serviço famílias acolhedoras. Senhora, tribuna, microfone a senhora tarde. Mesmo então tá bom. Charada tem um pouquinho também. Ah, vou baixo. Não vai precisar não. Boa tarde. Eh, vice-presidente da Câmara, Felipe tá na hora. O meu
muito boa tarde, prefeito municipal. Obrigada pela sua presença. Obrigada por tirar o tempo para vir aqui nos apoiar sobre o serviço de família acolhedora. Quero agradecer ao nosso secretário, o senhor, como todo mundo é conhecido, Valdem Mix, por estar aqui também nos dando esse apoio. O Luís do Poder Legislativo também quero agradecer. Muito obrigada. Eh, nós não podemos deixar de agradecer também ao judiciário que aqui faz presente, a Marilene, a outra que eu ainda não sei o nome que compõe a mesa, Cátia, porque eles têm nos dado muito apoio, uma parceria muito boa que tem
com serviço de uma de família acolhedora e e receba meus Receba meus cumprimentos, meu muito obrigada por isso. Leve até o Dr. Luís Pablo, até o Dr. Júlio, os nossos agradecimentos. Quero quero cumprimentar todos que aqui se faz presente, que tiraram o tempinho de vocês para estar aqui conhecendo um pouco do serviço, Porque esse serviço ainda não está sendo alcançado como nós gostaríamos que estivesse sendo alcançado para todas as famílias unaaienses. É um serviço que poucas pessoas ainda conhecem. E o nosso objetivo aqui hoje nesse seminário é que vocês saiam daqui sabendo um pouco mais
do serviço e que levem no coração de cada um uma sementinha plantada para que possa ser nossos parceiros, nossos multiplicadores do serviço, porque o serviço é de tamanha grandeza. E ao final vocês vão ver quando a equipe técnica está eh explicando exatamente como que é o processo, como que é o acompanhamento, vocês vão estar concordando comigo da grandeza desse serviço. Quero deixar aqui registrado também nesta casa os meus agradecimentos à vereadora Dourinha Meugaço, que proporcionou esse momento pra gente. Ela que abriu as portas da casa, né, Dorinha, e nos convidou para estar aqui hoje Falando
para vocês sobre o nosso serviço, que é um serviço que requer a proteção integral para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Aí vocês podem perguntar para mim, mas quando saiu esse serviço? De onde saiu esse serviço? já era ser articulado desde 1999, porém não tinha na legislação. Em 2009, teve uma alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa alteração foi instituído eh no artigo 34, priorizando o acolhimento familiar em vez do acolhimento institucional, porque o acolhimento institucional ele é um cuidado no coletivo. que ao familiar, a criança ou o adolescente, ele tenha um
atendimento mais afetuoso, individualizado, ele recebe uma proteção mais segura, mais que ele vai ter eh mais possibilidades, mais oportunidades do que uma criança que tá no abrigo Eh institucional. Nós já temos algumas famílias que vão estar aqui mais tarde, vão estar dando o depoimento e a gente tem assim, é visível o que está no acolhimento institucional para as que tão nas famílias já acolhedoras. A diferença é visivelmente. Então, toda criança merece estar no seio de uma família. E eu volto a lhe fazer o pedido, seja nossos parceiros. A gente trabalha com muita parceria, né, dona
Diana? E a gente precisa desses parceiros e tanto como famílias acolhedoras como multiplicadoras do serviço no nosso município. Eu quero deixar bem claro que o que regulariza essa lei é o decreto 3832 de 2024. Porém, ela foi implantada somente agora no pleito do nosso prefeito Thiago Martins. Por isso não é assim que eu estou eh falando assim que ele está fazendo ou não está fazendo, mas quer dizer foi aprovada no final de um pleito, mas que Foi implantado foi agora em 2000 eh 18 agora do 9 de25, né? E a gente já tá tendo resultados
satisfatórios com a implementação desse serviço. E hoje, quem sabe, ao final desse seminário, a gente já pode sair daqui com algumas famílias querendo fazer esse tipo de acolhimento. Laorinha, quero que você receba um abraço bem carinhoso e mais uma vez muito obrigada por você estar nos concedendo essa oportunidade de estar aqui falando sobre o serviço. Muito obrigada de coração. [aplausos] Eh, uma pequena quebra de protocolo. Eu tô sendo informado aqui pela Iolanda. Eh, que é coorden a senhora mesma fala? A senhora mesma fala ou acho que é melhor, né? Eh, nós preparamos uma homenagem pra
Dorinha. Claro que não poderia, né, vereadora? Nós vamos levar até você umas flores que a gente comprou em forma de agradecimento por tudo que você nos proporcionou hoje. [aplausos] F. E a próxima palestra seria da promotoria pública e Dr. Luiz Pablo não pôde vir, está em viagem, mas ele enviou a sua representante Cátia Carvalho. E agora nós vamos passar a palavra para ela, então para falar um pouco em nome da promotoria. Boa tarde a todos. Eh, em nome do Dr. Luiz Pablo, promotor de justiça da infância e juventude, eu deixo o nosso sincero agradecimento a
esse dia memorável, ao convite de estar aqui. Eh, agradecer as famílias acolhedoras, o gesto de acolher transforma, transforma vidas, fortalece a rede de proteção de crianças e adolescentes. Então, muito obrigada pelo compromisso e pela dedicação de cada um de vocês. [aplausos] Agora nós vamos aqui Cleópa Traíes e Amanda Fonseca. Elas vão fazer uma reflexão e análise técnica sobre o serviço famílias acolhedoras. Eh, vocês trouxeram vídeo, né? Senhor presidente, eu queria pedir ao senhor que contasse copas para Ah, tá autorizado, sim. concedido. Senhor presidente, muito obrigada. Muito obrigada por este momento. Por este momento, Thaago. Tiago,
peço a Deus todo dia. Peço a Deus todo dia as suas bênçãos as suas bênçãos, porque você recebeu recebeu bomba, só bomba. Mas estava preparado. Mas estava preparado. Você não sabe. Você não sabe, mas estava. Deus te preparou. Deus te preparou. Amém. Vald mix. Vald mix. Muito obrigada. Muito obrigada por este momento. Por este momento. Eu quero em seu nome. Eu quero em seu nome cumprimentar a Iolanda. Cumprimentar a Iolanda, a Amanda, a Clé, a Cléo. Muito obrigado. Muito obrigado. Olha, eu quero aqui, eu quero aqui e Dra. Cátio, promotora. Promotora, foi um prazer te
conhecer. Foi um prazer te conhecer. Mas eu quero dizer Mas eu quero dizer que é assim. Cresce, cresce, cresci, cresci ouvindo, ouvindo que eu queria um mundo melhor. Que eu queria um mundo melhor. Quer transformar um mundo melhor. Quer transformar o mundo melhor? Adote. Adote. Seja parceiro. Seja parceiro da família acolhedora da família acolhedora. Acolha. Acolha. Receba bem. Receba bem. Porque nós que adultos Porque nós que somos adultos adoramos ser bem recebidos. adoramos ser bem recebidos. A criança mais ainda. A criança mais ainda. O adolescente nem se fala. O adolescente nem se fala. Então eu
quero agradecer. Então quero agradecer a Deus. A Deus vi o Luiz. Viu Luiz? Por essa tarde, por essa tarde de capacitação, de capacitação. Seminário. Seminário. Trabalho. Trabalho. Então, deia. Então, deia, quando você leva ao direito uma criança, quando você leva o direito a uma criança, você está levando o mundo. Você está levando o mundo daquela criança. Daquela criança. Júnior. Júnior, meu respeito. Meu respeito. Você sabe que eu penso? Você sabe o que eu penso? A respeito do CR. A respeito do CR. e do do Conselho e do Conselho Tutelar. Olha, meu CR, olha, quando eu
falo Creias, eu mexo com toda a mesa. Eu mexo com toda a mesa. Porque nós estamos falando de direitos. Porque nós estamos falando de direitos. Olha, Valdm, olha, Valdemix, a defesa, a defesa dos direitos dos direitos dos unaenses, dos unaes, seja na acolhimento, Seja no acolhimento, seja mulher, seja mulher, Seja da família, seja da família, nós estamos ajudando na crescer. Nós estamos ajudando na a crescer. Olha, Thaago, essa tarde. Olha, Thago, essa tarde é abençoada, viu? É abençoada. Eu quero ouvir o vereador presidente. Eu quero, viu o vereador presidente agradecer agradecer e dizer e dizer
que essa casa que esta casa é o lugar é o lugar dos debates dos debates. Quero contar uma história para vocês. Quero contar uma história para vocês. A lei a lei do dia da família colhedora. do dia da família acolhedora veio da do projeto veio do projeto através da psicóloga através da psicóloga Amanda e falou que precisava do dia e falou que precisava do dia. Então o Thaago Então Thiago Valdimi Mix e equipe Vald Mix e toda a equipe. A câmara, a câmara não deixou não deixou vocêos gastarem vocês gastarem nada no primeiro dia, no
primeiro dia que é chamamento, que é chamamento para vocês todos Para vocês todos serem famí acolhedoras serem famílias acolhedoras aí pergunta a vou no juiz no Dr. Aí pergunta, eu vou no juiz, no Dr. Luiz e quero ser colhedora e quero ser família colhedora. Eu não sou formalmente eu não sou formalmente, mas eu sou Mas eu sou a maior defesa. A maior defesa que o projeto que o projeto tá cumprindo tá cumprindo a constituição familiar. A constituição familiar de 88 de a Constituição de 88 Constituição Federal de 88 e e todas as leis E todas
as leis inclusive inclusive doutora Cátia Dra. Cátia, a municipal a municipal foi aprovada. Foi aprovada por esta casa. Por esta casa no ano que Tiago estava aqui. No ano que Thago estava aqui. 24 2024. 2024. A lei A lei traz o número traz o número 60. 60. 60 quer dizer maturidade. 60 quer dizer maturidade da comunidade unaense da comunidade unaense para receber bem para receber receber bem acolher bem acolher bem e lembrar e lembrar que hoje que hoje nós não estamos passeando. Nós não estamos passeando. Estamos trabalhando. Estamos trabalhando pra comunidade unaense. Paraa comunidade unaense.
E olha, Thaago. E olha, Thago, você você através da Carol, através da Carol viu deia, viu deia? todos e todos os presentes, principalmente, principalmente a família colhedora hoje, a família colhedora hoje estão tornando, estão tornando nossos lares, nossos lares melhores, melhores. Quem fala o contrário? Quem fala o contrário não tem conhecimento. Não tem conhecimento. Vai estudar. Vai estudar. Porque nós temos que defender. Porque nós temos que defender nossas crianças. Nossas crianças. Porque só assim, porque só assim o mundo faremos um mundo melhor. Marilene, Marilene, Dr. Bruno. Dr. Bruno e Cátia. E doutora Cátia, que representam
que representam a briga. A briga. pelos direitos. pelos direitos. Façam cumprir a lei. Façam cumprir a lei. Nós Valmir vai falar VM vai falar da lei que vai ser que vai que vai ser mudada e capitaneada. e capitaneada por vossa excelência, Valdir, por vossa excelência, Valdir, que tem conhecimento, que tem conhecimento e sabe e sabe que a comunidade precisa que o que a comunidade precisa. Muito obrigado. Então, muito obrigado. Eu peço a Deus, eu peço a Deus que ilumine vocês. Que ilumine vocês e todos os defensores e todos os defensores dos direitos. dos direitos. Tiago.
Tiago, se empenhe. Se empenhe. Ouça a sua mulher. Ouça sua mulher. Acolha. Acolha. Nós gostamos. Nós gostamos. Muito obrigado. Да. [aplausos] M. Eh, conforme a vereadora Dorinha falou, nós, a, a segunda palestra, ela teria respeito, iria dizer respeito à legislação e algumas mudanças que ela precisa eh que sejam feitas para que o NA possa evoluir. E neste caso e o nosso secretário municipal de desenvolvimento social, Valdemmir Silva, está interado no assunto, portanto ele vai fazer a palestra de agora. O senhor pode vir a tribuna, pode falar no microfone onde o senhor ficar mais à vontade.
Não, eu não vou dar Bom, eh, na verdade não será uma palestra, mas um breve comunicado. Eh, será minha fala aqui hoje. Senhora vereadora Dorinha Melgaço, eh proponente deste importante seminário. Eu quero cumprimentar Vossa Excelência com vergência e saber da grandeza que é este seminário para nós no dia de hoje. demais autoridades que compõe a mesa. Eu quero cumprimentá-lo também ao nosso Amigo Luiz, servidor desta casa, presidente Felipe, vereador Felipe, tá na hora. Dra. Cátia, representando Dr. Luiz Pablo, um grande parceiro, principalmente nesse serviço da família acolhedora e tantos outros serviços, eh, que trabalha lado
ao lado ao MP. Cumprimento ainda a Marilene, também levo o meu abraço a Dr. Júlio, que não tem medido esforços e também puxão de orelha [risadas] para que o trabalho eh avança cada vez mais. que talvez, né, é por isso, com essa união, que nós temos conseguido avançar esse trabalho. Eu me lembro aqui da nossa técna Isabel, eh, mesmo com as dificuldades, nós sabemos que hoje nós enfrentamos uma crise, eh, digamos, financeira. O próprio prefeito salientou aqui que a queda de arrecadação, né, na nossa cidade, não só na nossa cidade, mas acredito que no Brasil
inteiro, esse ano tá sendo muito e mesmo assim a gente conseguiu implantar esse serviço tão importante para nossas crianças e adolescentes. Então eu tenho ouvido isso da Isabel e acolhido porque de certa forma mesmo na dificuldade nós temos avançado. Foi lembrada então quando a implantação das casas lares, que hoje nós temos três casas lares, eh estando aí com eh 33, salvo não me engano, entre crianças e e adolescentes eh acolhidos. Eu quero Ainda cumprimentar ao prefeito Thiago Martins, tá, prefeito, muito obrigado pelo apoio. Eh, a gente sabe que não é fácil. Eu costumo dizer que
se for para eu sentar naquela cadeira, em troca de nada eu quero sentar porque eu vejo dificuldade. E ali como secretário desta secretaria de desenvolvimento social, eu tenho batido constantemente, né? É, o meu dever é de ir em busca e dialogar com o prefeito para que as cordas da viola seja realmente afinada, para que possamos prestar o nosso serviço com qualidade para as nossas crianças adolescentes, que é um dos focos maior, e também para os nossos servidores que possam trabalhar tranquilamente, salientando que o nosso trabalho, claro, hoje embora é o foco principal, família acolhedora que
acolhe crianças adolescentes, Nós trabalhamos com com o idoso, nós trabalhamos eh com as mulheres, principalmente aquelas com direitos violentados através do CRAS. Nós trabalhamos com Bolsa Família, nós trabalhamos, né, com o Conselho Tutelar, embora um conselho autônimo dentro das decisões com relação a crianças e adolescentes. Nós temos a parceria aí com a casa, casa acolhedora, os CRAS, o CRES eu já citei. Então é uma grande Secretaria e aí eu vejo que tem que ter responsabilidade e sobretudo sabedoria de Deus para conduzir esses trabalhos que não é fácil, não é fácil. Mas aqui, prefeito, eu quero
apresentar para Vossa Excelência eh da grandeza que eu tenho e dizer que hoje eu estou ladeados das melhores equipes. Me desculpa, secretária. [risadas] Me desculpa se tiver mais algum secretário, mas eu costumo dizer que a melhor equipe é a equipe da Secretaria do Desenvolvimento Social. brincadeiras à parte, mas é, eu tenho aí com certeza pessoas responsáveis que trabalha eh com carinho e dedicação. Estendendo os meus cumprimentos, eu cumprimento Dr. Bruno da Defensoria Pública, o nosso muito obrigado pela presença. dizer que é uma grande satisfação, Dorinha, participar deste momento de diálogo e reflexão sobre o serviço
da família colhedora, uma política pública tão importante para a proteção de nossas crianças e adolescentes. Primeiramente, eu quero parabenizar a Câmara Municipal, na pessoa da vereadora Dorinha Melgasso, como eu disse anteriormente, pela iniciativa eh de promover esse seminário. Eh criando um espaço para debatermos, debatermos e ter avanços com esses desafios e e criar novas eh eh novas novas acontecimentos para melhorar o nosso serviço, que claro representa um verdadeiro ato de amor, solidariedade e compromisso social. A implantação do serviço da família acolhedora em nosso município no ano, foi no ano de 2025, eh marcou uma um
importante avanço na política de garantia de direito de crianças e adolescentes. Desde então o início, tivemos a convicção de que era necessário tirar o projeto do papel e colocá-lo em funcionamento para compreendermos na prática suas potencialidades e os pontos que poderiam ser, claro, aprimorado no dia a dia. Foi justamente durante a execução do serviço que identificamos a necessidade de promover algumas alterações no decreto que regulamenta o serviço. Essas mudanças, senhores e senhoras, não surgiram por acaso. Elas foram possíveis porque tivemos a coragem de implementar O projeto e acompanhar de perto sua realidade. A prática nos
permitiu então e visualizar oportunidades de melhoria, tornando acolhedoras, tornando a legislação mais adequada às necessidades das famílias acolhedoras, das equipes técnas e principalmente das crianças e adolescentes atendidos. Outro aspecto muito importante e deve ser destacado é o investimento, prefeito, realizado por meio do auxílio destinado às famílias acolhedoras. Além de ser uma medida viável financeiramente para o poder público, apresenta também um custo significativo para o poder público, apresentando aí um um custo comparando o acolhimento institucional em casas lares. Então a gente vê que há um ganho, né? Ou seja, o custo dentro da das casas lares
se torna maior quando então a criança é direcionada e acolhida por uma família. Outro aspecto importante que não devemos deixar de destacar é que esse investimento realizado, ele dá mais qualidade de vida para o nosso foco principal, que é a criança e adolescente. E eu quero aqui também com vermência dizer o trabalho que tem sido feito pelas nossas Cuidadoras das casas lares, que tem sido cada dia mais melhorado, prefeito. E com isso eu digo que o trabalho é perfeito, mas eu acredito que quando acolhido por uma família acolhedora vai trazer grandes benefícios para as nossas
crianças e adolescentes, porque vão ter uma vida dentro realmente, né, eh, de uma família, de uma comunidade, participando, eh, de alguns outros de de eventos. Eu sou prova viva de ter aí encontrado, né, a família que acolheu com aquela criança acolhida em em clubes, né, uma festa de família. E isso me alegra muito o coração de ver aquelas crianças realmente eh estar bem tratadas, bem cuidadas dentro da família colhedora. Aqui parece que eu vi alguém que é da família colhedora, o qual quero parabenizar. sintam todos abraçados por esse secretário desta pasta. E sabemos que nenhuma
estrutura institucional, por mais qualificada que seja, consegue substituir, né, eh, o calor humano, eh, os vínculos afetivos e o cuidado proporcionado por uma família. Por isso, precisamos fortalecer a cada vez mais essa política pública, sensibilizar a sociedade, que é o que hoje eu acredito que este seminário vai levar ao nosso povo naense eh as Famílias para que elas possa se sentir incentivadas e aí novas famílias abraçarem essa causa tão nobre. Eu gostaria também de compartilhar alguns números, foi perguntado e o avanço dentro de tão pouco tempo que que demonstram que o serviço de família acolhedora
já é uma realidade em nosso município. Atualmente a sede hoje poucos dias nós mudamos, ela está funcionando na rua Patos de Minas ali no número 211. ainda estamos se adequando. Eh, as técnicas, a coordenadora Iolanda, desculpe, Holanda, eu acho que eu não te cumprimentei no início, mas sinto o meu abraço e o meu carinho pelo seu serviço prestado ao lado desse secretário através da Secretaria do Desenvolvimento Social. Então, na família acolhedora, na nova casa, acontece assim: "Nós estamos precisando de xícaras. Nós vamos ir, não é assim, Clé? Vamos comprar a xícara, a garrafa de café
e assim nós vamos montando, montando, se instalando. Mas se Deus quiser, brevemente estará uma casa satisfatória para vocês trabalharem, dialogar com as famílias, capacitar as famílias e acolher as nossas crianças com carinho através da brinquedoteca. Parabéns aí pelo trabalho que vocês vêm fazendo. E logo, gente, logo logo nós estaremos convidando aí, eh, acho que Vai ser patrocinado aí pela Amandinha, é assim que eu costumo chamar, eh, o chá ou o ouf lá. E aí essa casa de lei com certeza receberá o convite. E também o nosso prefeito, ele até nem sabia que eu estava gastando
dinheiro. [risadas] E aí agora eu tive que falar com ele que tem tá na casa e que logo ele será convidado para conhecer a casa aonde eu vou lá pedir o dinheiro pra construção. Obrigado, prefeito, mais uma vez. Tá seguindo aqui nos dados. Hoje, então, nós contamos aí com quatro crianças acolhidas por famílias cadastradas no programa e temos uma família, uma família em fase de aproximação, não é isso? Se tiver errado vocês, tá? eh está eh essa etapa é fundamental, gente, para que novas crianças possam ser inserida em um ambiente familiar seguro e acolhedor. Além
disso, já temos mais duas famílias que passarão pelo processo de capacitação, que são capacitadas por aquelas duas meninas. Eu gosto de chamar elas de meninas porque quando eu chamo elas tentam me agradar depois com alguma coisa, tá? Então fica em crédito aí. Eh, então nós temos aí mais quatro famílias, duas famílias, aliás, né, eh, que já estão, eh, sendo capacitada para poder então acolher. Eh, então a gente vê a grande importância desse serviço, né? Eh, dessa destacar aí a família acolhedora que recebe também, a gente precisa de falar um pouco nisso, eh, que a família
recebe aí um salário mínimo por criança acolhida. nos casos de de grupos e irmãos, a um acréscimo de 20% por criança, respeitando aí o limite máximo de dois salários mínimos. Trata-se de um apoio financeiro que auxilia nos cuidados necessários, sem perder de vista o que o principal requisito para colher é a solidariedade, o compromisso e o amor ao próximo. É por isso, prefeito, que quando eu falo que é o custo, falando financeiramente para o município se torna mais viável ter com a família colhedora e o benefício maior, eu volto a repetir, que é a criança
estar num ambiente mais saudável, onde ele pode agregar mais valores. Tô quase terminando, tá? Quase, quase. Deixa eu ver se eu tenho mais alguns dados que eu posso estar passando eh para que fica um pouco esclarecido, mas o esclarecimento com certeza ele vem no dia a dia, no seu interesse de como estar aqui hoje participando desse seminário, eh indo até a própria a a família acolhedora, né, Iolanda, eh Interagir aí com as nossas técnicas e também com a nossa coordenadora Mas enfim, gente, eu me alonguei muito e eu quero terminar aqui, quero finalizar aqui reafirmando
o nosso compromisso com a proteção integral das crianças e e dos adolescentes do nosso município. Eh, que esse seminário então seja aí o momento de aprendizado, troca de experiência, construção de propostas que fortaleçam ainda mais o serviço da família acolhedora. Por fim, o meu muito obrigado a todos pela presença e eu peço a Deus para que abençoe cada família que abre o seu coração para acolher e transformar vidas. Meu muito obrigado. Nós agradecemos a presença do vereador Paulo César Rodrigues, se faz presente aqui. Agradecemos também Simone Sabino, do TJMG. Seja muito bem-vinda. E passamos agora
a palavra às servidoras Cleópatra Isis e Amanda Fonseca, que vão fazer uma reflexão e análise técnica sobre o serviço Famílias Acolhedoras. Podear o microfone aí, pede boa tarde a todos. Quero aqui agradecer a todos que estão presentes, né? Hoje nós estamos aqui nesse seminário para trazer uma reflexão à população de Unaí sobre a importância do acolhimento familiar. O acolhimento familiar, ele é mais humanizado, eh, que nem o Secretário falou ali, é um ambiente onde a criança ela se sente pertencente à comunidade e que é importante para ela, porque nós temos que pensar em quem mais
precisa, que é a criança e o adolescente. Eh, nós vamos estar passando uns videozinhos ali para vocês interar mais o assunto. Ele explica muito bem como que é feito o serviço família acolhedora. E após desse vídeo, nós vamos começar a conversar e explicar como está sendo esse serviço aqui no nosso município. Começa nos três. Pode começar um primeiro. Faluma coisa falando. Faluma coisa. Este é o João. Sua família está com problemas e não está conseguindo oferecer os cuidados e a proteção de que ele precisa. Por isso, o juiz determinou que para sua proteção, João deve
ser temporariamente afastado de sua família e encaminhado para uma família acolhedora. Até pouco tempo, o município de João contava apenas com um abrigo institucional para acolher crianças e adolescentes nessas situações. Mas recentemente foi implantado no município o serviço de acolhimento em família acolhedora, que oferece um acolhimento bem mais adequado ao desenvolvimento [música] das crianças. Mas afinal, o que é o serviço de acolhimento em família Acolhedora ou SFA? O SFA [música] é um serviço do Sistema Único de Assistência Social, SUAS, que possibilita o [música] cuidado temporário em casa de famílias acolhedoras para uma criança ou adolescente
que no momento não pode permanecer na sua família de origem. Essas famílias são selecionadas e recebem informação para oferecer atenção adequada para cada criança e adolescente sob seus cuidados. A família de Ana e Francisco passou por todo esse processo antes de receber João em sua casa. Quando João chegou, toda a família estava preparada para recebê-lo e proporcionar a ele a segurança e o afeto de que ele necessitava nesse momento difícil de sua vida. Na casa [música] de Ana e Francisco, João pôde participar da rotina da família e acompanhá-la em passeios [música] e atividades cotidianas, como
ir ao mercado, caminhar pela vizinhança e brincar no parquinho próximo de casa. Para ajudar nos gastos [música] com os cuidados com João, a família de Anne e Francisco recebeu um valor mensal na forma [música] de bolsa auxílio, além de outros benefícios estabelecidos na lei municipal que criou o serviço. família acolhedora não Ora, transformar as dificuldades de hoje em Possibilidades de futuro. Para saber mais sobre o serviço família acolhedora, acesse o site www.famíliaacolhedora.org.br ou vá até a Secretaria de Assistência Social do seu município. Família acolhedora, a tempestade passa, a vida continua. Já sabemos que o serviço
de acolhimento em família acolhedora organiza e acompanha o acolhimento temporário de crianças e adolescentes em residências de famílias selecionadas e capacitadas. Mas sempre surgem algumas perguntas, como por exemplo, a família acolhedora é uma casa lar, um tipo de abrigo? Ser família acolhedora é o mesmo que adotar uma criança? Para tirar essas dúvidas, vamos falar um pouco sobre a diferença entre o serviço de família acolhedora, o acolhimento institucional e a adoção. Quando para sua proteção, uma criança ou adolescente precisa ser temporariamente afastado de [música] sua família, o juiz pode encaminhá-lo para um serviço de família acolhedora
ou para um acolhimento institucional. Enquanto na família acolhedora [música] a criança ou adolescente é acolhido na casa de uma família que acolhe apenas uma criança por vez, no acolhimento institucional, a criança ou adolescente passa a morar em uma instituição que pode ser um abrigo ou uma casa lar e que acolhe entre 10 e 20 crianças e adolescentes. Por mais qualificada que seja a instituição, [música] a rotatividade de funcionários, o revezamento em turnos de trabalho e a rotina adaptada para o atendimento coletivo dificultam a continuidade dos cuidados, a [música] estabilidade dos vínculos afetivos e a convivência
comunitária. A família acolhedora, por outro lado, a criança ou adolescente [música] é inserido na rotina de uma família e tem sempre os mesmos adultos, oferecendo-lhes apoio e cuidado. [música] Isso possibilita a atenção individualizada e o estabelecimento de vínculos afetivos e de relações estáveis [música] essenciais para o processo de desenvolvimento saudável, que também propicia a convivência familiar e comunitária, possibilitando a participação da criança ou adolescente nas atividades cotidianas de uma família, como preparar o café da manhã, ir ao mercado e brincar na pracinha com os vizinhos. Agora vamos entender como o serviço de acolhimento em família
acolhedora se diferencia da adoção. Ser família [música] acolhedora é realizar um trabalho social com começo, meio e fim. No SFA, a família acolhedora Exerce uma função de cuidado temporário que está inserida em uma política pública e permite que ela atue como corresponsável na proteção das crianças e adolescentes [música] que acolhe. Já a adoção é para a vida toda, pois a criança ou [música] adolescente se torna filho dos pais por adoção. Na adoção, o vínculo com a família de origem é rompido definitivamente. Para que a adoção possa ocorrer, é necessária a destituição do poder familiar. Já
no SFA, exceto em casos de proibição judicial, o vínculo com a família de origem é preservado e se busca o retorno da criança ou adolescente para sua família. Por fim, é importante lembrar que famílias candidatas [música] à adoção ou que manifestem desejo de adotar não podem ser famílias acolhedoras. Para saber mais sobre o serviço família acolhedora, acesse o site www.famíliaacolhedora. org.br ou vá até a Secretaria [música] de Assistência Social do seu município. Família acolhedora, [música] a tempestade passa, a vida continua. Município. Família acolhedora. A tempestade [música] passa, a vida continua. Então, gente, eh, a gente
escolheu passar esses vídeos que eu acho que eles dão uma uma clareada boa do que é o serviço de acolhimento familiar, né? E aí vocês devem estar pensando assim: "Oi, mas como é que eu faço, né, para me escrever? Como é que é isso, né? Por isso que eh eh é importante esses encontros e esses debates para que a gente esclareça para todo mundo e porque vocês vão ser ponte, né? Vocês vão falar pro seu vizinho que vai falar para outro, que vai falar para outra e esses vão nos procurar, né? Eh, e nós vamos
eh fazer essa capacitação. Então, eh, vocês podem ir lá na na secretaria ou na nossa sede, que hoje a gente tem sede lá na Paz de Minas, como o Valdimix falou, né? E, e, e aí a gente vai fazer essa capacitação normalmente uns dois dias, né? Eh, essas famílias que se interessam, elas vão ser acompanhadas por nós e por toda a rede e vão, né, eh, estar acolhendo. Hoje a nossa prioridade e o judiciário, ele sempre frisa isso com a gente na nas nossas reuniões, para que a prioridade seja a primeira infância, né, de zero
a 6 anos. Nós já temos algumas crianças acolhidas, né, eh, em nesse serviço e a gente percebe, eh, sem sombra de dúvidas os progressos dessas crianças numa casa, porque, gente, vamos parar para pensar, né? Se a gente eh eh a gente tá num num serviço de acolhimento institucional, né? Hoje eu sou cuidadora, daqui 4ro dias eu vou encontrar aquela criança. Não é um atendimento individualizado, né? Na nossa casa esse atendimento é individualizado, né? E a gente tem visto o tanto que essas crianças e eh tem progressos, o tanto que essas crianças elas e eh se
desenvolvem mais, que é no abrigo existe um atraso, um desenvolvimento, né? Lógico que é pra proteção dessas crianças quando elas vão para abrigo institucional, sim, né? Mas existe um atraso, né, neuropsicomotor, né? E na família essas crianças conseguem eh eh se desenvolver melhor, né? Se adaptar melhor a essa realidade, né? O nosso objetivo é fazer com que essas crianças voltem para as famílias. Nem sempre é possível, né, como foi falado aí, mas eh nós vamos tentar, né, eh com que essa família, com todo o trabalho da rede sócio assistencial, né, fazer com que essa criança
volte. Mas, infelizmente tem casos que não é possível, né? E aí essas crianças vão paraa adoção. Eh, acho que a Cléo vai falar daqui a pouco dos critérios, né? Eh, e a gente precisa do apoio da da comunidade, porque se a comunidade não abraçar o serviço, se a comunidade não entender o serviço, o serviço não funciona. Não adianta seminário, não adianta palestra, não adianta nada, né? Eh, vai ser mais do mesmo. Então, por isso que é importante que toda a comunidade abrace. Hoje nós temos quatro famílias com mais algumas famílias que nós vamos capacitar. Nós
temos eh tá acontecendo uma aproximação com uma criança de seis aninhos, de uma família acolhedora. Provavelmente semana que vem ela vai para essa família e a gente fica muito feliz, [risadas] né? E a gente percebe que está andando, mas nós precisamos de muito mais, né? Eh, o serviço anda, tá andando, mas a gente precisa de muito mais. Nós precisamos que que a sociedade abrace. Eh, é esse serviço que é tão bonito e também é muito eh eh a gente fica muito pesarosa em muitas em muitos momentos, mas eh a Cléu vai falar da da dos
critérios e aí depois a gente vai fazer um bate-papo que eu acho que deve ter muitas perguntinhas aí, muitas dúvidas aí e a gente, se a gente der conta, a gente vai esclarecer. Então, gente, que nem a Amanda falou hoje, quando a família tem interesse em ser família acolhedora, ela vai nos procurar na nossa sede, ela faz a inscrição, depois dessa inscrição, ela passa para uma capacitação capacitação e depois ela é acompanhada pela equipe técnica. Nós realizamos visitas domiciliar. É importante que todos da casa, que a família, não só a pessoa em si, tenha a
vontade de acolher, mas é respeitada toda a decisão da família. Então, quando uma mãe nos procura e fala: "Quero ser família acolhedora", e ela tem ali um adolescente de 13 anos, é importante a fala do adolescente, porque todos têm que concordar com o acolhimento, né? Eh, temos um pré-requisito para ser família acolhedora, né? Um dos requisitos é ter no mínimo 24 anos. Não tem a restrição quanto ao estado civil. Então ali o casado, solteiro, o divorciado, viúvo, pode estar colhendo. A família ela tem que estar residindo no município de Unaí há pelo menos 2 anos.
Ela não pode ter, não pode possuir antecedentes criminais e não ter diagnóstico psiquiátrico grave, né? Eh, não pode ser usuário de dependente químico e nem conviver com pessoas que seja dependentes. Não pode ter interesse em adoção, como o vídeo diz, né, é bem esclarecido, que realmente a família que acolher, ela não pode ter esse interesse em adotar aquela criança e nem estar na fila de adoção. Muitas pessoas perguntas, falam assim: "Ah, mas por que que não?" Vamos pensar, gente, é um Dr. Júlio, é um serviço temporário. Se aquela família, vamos supor, dona Maria, nos procura
para ser família acolhedora e já tem ali um interesse em adotar aquela criança, então ela não vai somar junto conosco, porque o objetivo do serviço é que a criança volte para o seu lar, que ela volte a conviver com a sua família de origem. Então, se aquela família vier para nós já com interesse em adotar, ela não vai somar, ela pode, pelo contrário, atrapalhar todo o processo. Então, por isso que é importante deixar bem claro que não pode adotar, não pode estar na fila de adoção e que são serviços diferentes. O serviço de acolhimento é
um serviço temporário, né? A adoção é pra vida inteira. eh ter disponibilidade Afetiva de tempo para cuidado com a criança e o adolescente. E o serviço ele é é voluntário, mas conta com apoio financeiro destinado ao cuidado da criança do adolescente. Quando a gente fala sobre o apoio financeiro, vem as perguntas de tipo: "Ah, mas vai aparecer família com interesse de receber o auxílio financeiro?" Mas vamos pôr no papel o valor do auxílio é de um salário. Hoje nós temos famílias que estão acolhendo, né, e acolhe uma criança de 6 anos. Ele trabalha 12 por
36. Então ali ele gasta como uma babá para cuidar da criança. Ele paga o avanar da criança. Quando a criança foi para ele, ele teve, ele comprou material escolar. Porque quando a criança chega para nós, ela chega ali às vezes sem um sapato, sem um uniforme escolar, sem um material. Então ela tem que ter tem ter tem todo esse gasto com a criança. Fora a questão médica, né? nossos acolhidos passou por um checkup. Então, passou, gente, todos, graças a Deus, as nossas famílias que acolhem, uma das primeiras coisas que eles fazem é levar a a
criança no pediatra, é levar para um atendimento. Temos criança que fez eh exame eh do coração, passou pelo neuro. Então, é importante todo esse trabalho, todo essa questão, essa essa necessidade da saúde. E tem exames que não são ofertados pelo público ou às vezes por demora. Então é onde que vem o auxílio financeiro para ajudar a custear, a pagar esses exames. Temos crianças hoje Que precisa de uma suplementação que essa suplementação estava em falta no município, então teve que pagar. Então, quando a gente for pôr no papel, se a gente pôr no papel mesmo, o
dinheiro ele é voltado paraa criança. Lógico que pode acontecer de uma família interessada no subsídio, pode vi, mas só que pelo olhar técnico que temos aqui, eh, a família não vai simplesmente poder maquiar aquela realidade, porque a gente tem esse olhar técnico, criterioso, para saber como é que tá sendo feito essa questão do do dinheiro pra criança. A criança ela tem demandas e tem que ser suprida essa demanda. Então não é simplesmente assim, vou acolher apenas pelo dinheiro, não. E graças a Deus, né, vamos dizer aqui, as nossas famílias hoje nós temos quatro crianças acolhidas.
Nós temos dentre elas um bebê de 6 meses, que hoje já tá com 10, né? Já tem 4 meses que ele está acolhido para essa família. Nós temos um uma criança de 6 anos, eh temos a outra de 2 anos de idade e temos um adolescente de 16 anos. Então assim, a família ela é um fator muito importante para essas crianças. A gente percebe a mudança no cotidiano, né? É, é gritante a mudança. Gosto muito de dizer sobre a questão do nosso de 6 anos, né? né? Nós temos uma criança de 6 anos que ele
estava na casa, vamos dizer assim, muito abençoado. Tava, nossa, no dia da aproximação, que antes da gente fazer a Entrega da criança para a família, existe aproximação, que é aquela questão da confiança, da criança entender que ela agora vai para uma outra família. Eh, no dia da aproximação ele tava pulando a janela. Pensa, gente, vai pular a janela e agora o acolhedor vai desistir. E assim ele pulava a janela. Então assim, mas ao mesmo tempo foi um momento muito bonito que ele estava no meu colo, ele veio. Eh, a gente percebe que essas crianças elas
têm assim a questão do carinho, gente, é gritante. Elas pedem por atenção, elas pedem para um carinho, para um abraço, né, por amor. Eh, quando ele viu o acolhedor dele, ele abraçou esse acolhedor, né? Então assim, eu acho que ele já sentiu seguro e ali a gente foi fazendo o trabalho, explicando para ele que ele vai pra casa daquela família, que aquela família vai cuidar dele e tudo mais. Hoje, se vocês verem, essa criança nem parece a mesma. O comportamento dele assim, de 10 foi para oito. Lógico que ainda precisa algumas coisas serem mudadas, atrapalhadas,
mas assim, a gente já percebe a importância que tava tendo no acolhimento, né? Eh, nós temos também o caso do nosso adolescente, que eu acho lindo a história dele. Nosso adolescente de 11, de 16 anos. Esse adolescente ele estava no acolhimento desde ele estava no acolhimento já há 11 anos. Então você pensa 11 anos dentro de uma instituição. É muito tempo, gente, há mais de uma década. E o impacto que é essa, esse acolhimento no instrucionamento é muito grande. Essa criança, ela tava desde os 8 anos já na fila, ele está na fila de adoção,
né? Mas sabemos que a adoção tardia é algo muito difícil. Então assim, já está na fila de adoção, não tem família prevista para ele, infelizmente. Mas vamos ver o quanto ele tá tendo essa oportunidade, porque ele hoje tá com 16. ele vai ser assistido pelo serviço 2 anos até os 18 anos, podendo ali até os 21 anos, né? Então ele tá tendo uma oportunidade e uma referência de família, né? Ele tem os acolhedores que ele chama de pai e mãe, né? Eh, a gente tenta trabalhar muito essa questão, é, não é pai, não é mãe,
é tios, mas assim, a família grita por isso. Ela, a criança grita por um olhar de um pai, por um olhar de uma mãe. Então, no caso deste adolescente, ele chama eles de pai e mãe. No na última visita mesmo que nós fizemos, eh, a mãe, né, digamos, acolhedora, falou que ele chegou um dia lá e falou assim: "Mãe, hoje eu queria tanto comer aquela saladinha da senhora, aquela saladinha que a senhora faz." E ela virou, falou: "Não, eu vou comprar os trem, vou fazer a saladinha para você". Então assim, é diferente você chegar da
escola, você ter ali aquela comidinha quente preparado pel aquela família do que você est num instituição e ter a comida. Então assim, esse olhar individualizado é o que importa, né? É importante paraa criança. Eh, essa criança mesmo, esse adolescente, né? Hoje ele está participando de eventos da igreja, ele participou de retiro. Já é o segundo retiro que ele vai. Na última visita que nós realizamos, ele chegou a mencionar que estava pensando em pedir uma menina em namoro. Então assim, muda a realidade da criança, né? Não é aquela criança que é vista como o coitado, que
vive num acolhimento, que foi esquecido, deixado pelos pais, né? Então ele consegue ter uma uma rotina, uma vida normal, sem ninguém olhar e taxá-lo como o acolhido da casa lá. Então ali ele consegue ter uma uma rotina normal, né? Então a gente percebe a importância, né? Eh, a [roncando] importância do acolhimento. E estamos aqui hoje para trazer essa reflexão que eu acredito que todos que estão aqui às vezes não tem aquela família que sente assim no coração, ah, eu vou ser família acolhedora. Não, mas às vezes pensa ali num tio, num conhecido que tem o
perfil de ser acolhedor. E nos procure, gente, nos procure, vamos semear essa informação, porque não é sobre nós, né, é sobre as crianças. Hoje a gente tem uma questão muito grande sobre a questão do apego. Muitas pessoas falam assim: "É, acho que eu vou passar a palavra pro Dr. Júlio, né, para ele falar um tiquinho, né, sobre a importância." Eu acho que é muito bom, né? Que senão eu vou falando, gente, que nem as minhas colegas falam, eu vou falando, vou falando e quando falei muito, né? É, então vamos sóar oportunidade pro Dr. Júlio. Vamos
receber aqui oficialmente Dr. Júlio Alexandre Fialho Moreira, ele que é juiz de direito. Nossos aplausos. [aplausos] Também aproveitando, fazemos menção aqui ao vereador Olímpio Antunes, ele também que esteve aqui marcando presença, né, para conhecer um pouco mais sobre o projeto Famílias Acolhedoras. Dr. Júlio, o senhor fica à vontade para usar a tribuna ou o microfone onde senor microfone sem enfia a gente pega agora. Gente, primeiro, boa tarde. Desculpa o atraso, eh, mas eu tava em sessão do júri, por isso que eu não pude comparecer a abertura. Eh, mas eu não podia deixar de vir aqui
e expor um pouco do que aconteceu em UNAE dentro de dentro do período, acho que 2 anos, né? A lei foi aprovada 23, 24 24 entrou em vigor e nós começamos efetivamente esse ano, né, a implementar o serviço. Gente, hoje qual que é o quadro da infância no município de Unaí? preocupante, porque hoje nós temos eh na última rodada de audiências concentradas, nós não conseguimos desacolher nenhuma criança. Então, nós temos hoje acolhidas 31 crianças e adolescentes. Não fossem as atuais eh crianças que se encontram já inseridas no programa de família acolhedora, nós estaríamos chegando a
36. E aí a nossa meta que seria diminuir as casas lares, ela acaba aumentando, teria que aumentar mais uma, né? Tá ali no limite, mas a gente tem a expectativa de melhora no quadro e esse quadro tem melhorado a cada a cada ano. Eh, a cada tempo, cada ano não, a cada dia esse quadro tem melhorado gradativamente e diminuído. Na última rodada a gente já tem quatro em estudos, não é isso? quatro acolhidos e nós temos mais três, ou seja, sete. Gente, quando a gente fala de sete crianças eh dentro de um abrigo, não que
o abrigo seja um lugar em que a criança ela é esquecida, maltratada, eh desguarnecida nas suas necessidades. Não, não é isso. Mas qual é o olhar que a gente percebe enquanto juiz da infância? Quando a criança ela se encontra inserida dentro de um abrigo? Ela, digamos assim, ela não é enxergada como o centro de da vida de alguém. Quando nós temos filhos, e aí eu sou pai, quem é pai sabe, quando a gente tem filho, a gente, eu eu digo que a gente fica um pouco menos egoísta, porque a preocupação deixa de ser o eu
para ser os filhos da gente. E percebendo das crianças que estão, diferente de uma criança que tá em nos dentro do sistema família colhedora, aquela criança, ainda que por um breve Período de tempo, ela é o centro da vida de alguém e ela sente todo esse carinho, todo esse afeto e com isso ela se desenvolve melhor, né? Eh, nós tínhamos casos aqui de de hoje a gente prioriza, né, a primeira infância que seria, acho se eu não me engano, até os 7, 5 anos, agora 6 anos, até os 6 anos, né? A gente tinha casos
de recém-nascido com um ano que não tava mal engatinhava, mal andava, mal se desenvolvia. com um mês, dois meses em família acolhedura, a situação ela melhorou assim exponencialmente de forma eh assim éível, gente. Eh, e aí por esses motivos, eu entendo que esse serviço ele tem que continuar sendo prestado pelo município. parabenizo o município por isso, porque hoje nós temos uma realidade de que o sistema de família acolhedora, o SFA, ele ainda engatinha no nosso país. São poucos os municípios que efetivamente prestam serviço. Nós já podemos dizer que o NA é uma exceção não só
eh do estado de Minas Gerais, né? Eh, e é um projeto de tamanha importância, cuja a importância ela se renova todos os dias. E daí o porquê da importância dos senhores aqui hoje. Os senhores têm que ser um multiplicador, porque a família acolhedora a gente depende do seguinte, tem a bolsa Do município, fornecem auxílio, tem o auxílio da rede, tem o juiz da cobrar, mas nós precisamos do mais importante. Quem é o mais importante? o serviço voluntário daquele que recebe uma criança. E olha que é muito difícil isso, porque vamos lá, quem cria, quem tem
filho, sabe o quanto que é difícil. Você chega em casa cansado, você quer dormir e seu menino te chama para brincar. Você não brinca com ele, ele chora. menino de acolhimento, ele ainda tem uma peculiaridade. Se ele não quer tomar banho, gente, ele não simplesmente foge, ele vai lá e desliga a caixa d'água, como já tem relatos aqui da do acolhimento de Unaí. O adolescente não queria tomar banho, ele foi lá e desligou até o pessoal descobrir que foi a caixa d'água que tinha sido desligada. Foi um período, viu? Eh, a gente precisa que a
rede se empenhe em divulgar o serviço para que nós tenhamos eh mais interessados em aderir ao serviço de SFA para que a gente tenha hoje a gente tá, digamos assim, no vermelho, né? Porque a gente tem uma demanda muito maior do que a temos uma procura muito maior do que a demanda, né? Mas nós precisamos que a nosso nosso eh a nossa lista de voluntários, ela cresça exponencialmente. E aí entra onde o papel de vocês aqui hoje. Eh, se conhece alguém, se ouvindo do projeto hoje, se Interessou, eh, o serviço é bem-vindo, faça o treinamento.
É, acho que não sei, eu não pude acompanhar, mas e gente, eu digo que o SFA ele precisa de uma pessoa que ela seja diferente no mundo, porque ela vai receber uma criança, ela vai cuidar daquela criança, ela vai receber o afeto daquela criança, mas aquela criança, se Deus quiser, um dia vai paraa adoção para uma família definitiva. Ela é o mero passageiro na vida daquela criança que faz muita diferença. E aí quando essa pessoa que tá cuidando daquela criança tem que entregar pra família adotiva, com certeza isso tem um peso emocional. E aí é
quando a gente cura um amor com outro, a gente entrega outra criança para ela e ela continua a seguir o bonde. É muito simples. A gente entrega outra criança e o bonde segue. Mas a gente precisa disso. Eh, o serviço tem melhorado a cada dia, muito há de ser feito, mas aqui fica o reconhecimento ao município, à Câmara de Vereadores, já a sede, o que foi um grande afanço. Isso em menos de um ano, não é isso? Já a sede, o serviço já está sendo efetivamente prestado e tem melhorado e a gente espera uma uma
evolução. E aí fica aqui o reconhecimento da Vale da Infância, a ao empenho da prefeitura e na na realização do projeto. Eh, dizer que a Vara da infância da juventude ela se encontra aberta. Se alguém quiser qualquer coisa, só me procurar e a gente tá lá para receber. Eh, gente, e é isso. Hoje eu não pude falar muito porque eu tava em júri, mas se alguém tiver alguma dúvida, pode falar que a gente tá aí para responder. [aplausos] Uma família, né? Acaba de origem, mas uma criança que já foi parte de uma família, ela tá
família, depois. Vamos lá. Você fala uma criança. É porque vamos lá. Qual que é a ideia central do programa? Quando uma criança ela é acolhida, o juiz ele tem que decidir a situação. É caso de acolhimento, é caso de devolver paraa família. Se o juiz entende que é caso de devolver pra família, problema resolvido. Se o juiz entende que é caso de acolhimento, o processo segue para avaliar se a família tem condições de continuar exercendo a guarda, que é onde entra a situação da destituição do poder familiar. E eu tô falando isso, parece rápido, mas
não é. né? Eh, aí vamos imaginar criança, iniciou-se ali a destituição do poder familiar. Essa criança precisa ficar em algum lugar, correto? Ele entra no SFA. Uma das principais características do SFA é o seguinte: se o voluntário que recebeu aquela criança, ele não é obrigado a se manter vinculado ao programa. Se ele quiser, ele pode, a qualquer momento, ele pode chegar falar no sistema: "Olha, não tenho mais interesse". Essa criança vai ser devolvida, eu não gosto de falar devolvida porque parece que é uma mercadoria. Essa criança vai retornar ao ao abrigo e aí de novo,
se aparecer uma nova família, ela pode ser inserida de novo na CFA [limpando a garganta] sem nenhum problema. Eh, então assim, isso isso pode acontecer, só que o ideal é que não aconteça. E aí é onde entra a preparação da família acolhedora para fazer parte do programa, que hoje quando uma um um casal ou algum voluntário quer ingressar no SFA, ele faz uma preparação junto à prefeitura que é acompanhada pelas técnicas do judiciário para tentar eh informá-lo das suas obrigações. E olha, gente, é uma obrigação e tanto, porque aquela criança se torna, inclusive dependente para
fins legais. Ou seja, a pessoa que recebe aquela criança, se quiser declarar no imposto de renda, o período que ficou com ela como dependente, ele pode, entendeu? Respondi a pergunta. Eh, só pediram para eu me apresentar. Eu sou a Natasha, assistente social no Sen, Centro Educacional do Menor. E é isso. Eh, primeiramente, boa tarde. Eh, meu nome é José Humberto, também sou psicólogo institucional lá no SEN. Atuo No SEM, no caso. Eh, eu não tenho uma dúvida, mas eu tenho uma colocação que eu acho que pode ser interessante. Eh, tudo bem se eu falar? Pode,
pode. Eh, aproximadamente se anos atrás, eh, antes de tudo, eu também não sou natural de Unaí, moro aqui a quro meses. Eh, eu tava conversando com o pessoal lá da Secretaria de Desenvolvimento Social de Uberaba e a gente chegou nesse mesmo ponto só que sobre outras questões referentes ao mecanismo. Eh, é um trabalho muito nobre essa questão de não revitimizar a criança. Eu acredito que ela é a base fundamental para qualquer processo, mas eu vejo que essa questão da divulgação do processo como um todo somente pelas pessoas, ela acaba não sendo tão efetiva. E quando
chega essa informação na população, eu vejo que talvez não seja da forma correta. Eu falo sobre a forma de instruir essa população, da informação desse processo chegar nas pessoas. E eu sei que também tem um mecanismo municipal que pode viabilizar essa questão, entende? Então, no fundo, eu acho que o que eu queria era colocar esse exercício mental de imaginar esse contexto com uma visão mais ampla, certo? tanto pelas pessoas do mecanismo quanto até pelo mecanismo da prefeitura. Certo? Observação válida. Pode a bolsa lá atrás. Meu nome é Sânia e eu queria saber se ao terminar
esses dois anos, percorreu esses dois anos aí e não teve uma família que de fato vai adotar essa criança, vai permanecer com essa família acolhedora. ou ela vai trocar de família ou retornar por Esse é um ponto eh muito importante ser colocado, né? Eh, eu sei que o projeto hoje ele tá recente ainda, mas já há um grupo eh formado pelo judiciário e pelo serviço municipal visando um aprimoramento da lei. E um dos pontos que a gente gostaria que fosse alterado na lei do município é justamente esse, permitir, porque como dito aqui, tem casos que
não se resolvem rápidos. a gente cita o caso do adolescente que ficou 11 anos no acolhimento. Então, é uma das é uma das necessidades de mudança da lei. E hoje a gente vai, eh, pelo menos o judiciário, vai se reunir com os representantes do legislativo local e do executivo local, justamente para tratar sobre alguns pontos da lei que merecem esse aprimoramento por e esse é um ponto importante, porque 2 anos é um período, infelizmente, que a gente queria resolver. Mas gente, tem hora que eu costumo dizer isso para todo mundo. Eu posso sentar e falar
assim: "Eu vou resolver este processo. Tem vez que eu não consigo". Seja n coisas, falta energia, policial não pode levar o preso, menino fugiu da Casa lá, eh n coisas. Então, às vezes os doos a gente tem percebido um fluxo muito grande no abrigo. Apesar de hoje o abrigo tá com 31, ele tem eh tido uma alternância entre 15 e 30. Às vezes ele chega a 15 e do nada ele vai a 30 de novo. Mas há uma alternância que na minha concepção mostra que o serviço sócioassistencial do município está funcionando. Apesar da situação eh
ela merecer vários desafios, o serviço municipal ele tem conseguido, eh, digamos assim, atender essa demanda, tá? De forma que é complicado, né, secretário. Tem dia que eu termino a audiência, eu desacolho 15, fica 16, no dia seguinte é são acolhidos cinco de uma vez, porque era uma família integral. E então assim, é tudo se a gente, tanto é que eu acho que se a gente fosse anotar, fazer um levantamento de quantas crianças foram acolhidas e desacolhidas nos últimos 2 anos, eu acho que nós chegaríamos ao número de 50 muito fácil, o que eu considero positivo,
porque essas crianças chegaram a ser acolhidas e foram efetivamente desacolhidas, seja para alguma destinação que foi qualquer que foi, mas foi dada uma solução ao problema daquela criança, o adolescente. Ali. Mas é como eu disse, gente, tem casos tem um caso muito interessante de uma de uma criança que ela ela era vulnerabilizada pela mãe. Essa criança quando foi ela não tinha pai registrado. Olha que situação. Quando a mãe foi destituída, descobriu-se quem era o pai. Aí começou tudo de novo, mais um processo, mais um avalio. Então, entendem? É tudo muito volátil. Respondi a pergunta. Doutor
aqui, ó. Opa. Gostaria de saber, no caso de irmãos, se esse acolhimento ele é feito por com todos os irmãos ou existe um limite de acolhimento por família? Hoje, se eu não me engano, na prefeitura, a regra é que a gente priorize a convivência de irmãos, né? Então, qual que seria o ideal? Que uma família acolhedora pesasse o casal de irmãos. Só que o que que nós temos tidos na prática? Não é só um casal de irmãos, são quatro irmãos, cinco irmãos, seis irmãos, eh, muito grande. E aí quando você coloca assim para uma família
só assumir, digamos, um conjunto de três, quatro irmãos, tem sido muito desafiador ter conseguido esse esse encaixe. Então, hoje, como que a gente tem trabalhado? Quando são irmãos, primeiro a gente tenta priorizar a inclusão no mesmo grupo familiar. Se não se consegue no mesmo grupo familiar, as famílias que vão receber aquelas crianças ali, elas já recebem a orientação de que tentar que essas crianças mantenham o vínculo. Como que a gente faz isso? Primeiro, as duas crianças na mesma escola. Teve um caso que recente agora que eles moravam na mesma rua, então tem se dado esse
contorno. E aí, alguns casos a gente tem determinada separação, mas tentado sempre ajustar. E aí a gente, por que que a gente ajusta? Porque o benefício do SFA é muito grande. Eu falo, esses dias eu falei pra equipe que o SFA é igual cavalo arriado. Quando passa uma família e quer, você tem que deixar aquela criança montar naquele cavalo e ir, porque a gente não sabe quando que vai aparecer o próximo, entendeu? Então a gente tenta suprir essas lacunas. Com relação às famílias que perderam o direito, que perderam essas crianças, a e o Naí é
uma cidade pequena. Há um cuidado para que essa para que essa família eh nuclear ela não tenha não saiba do endereço ou tem algum sigilo com relação a essa família que acolhe? Aí é um ponto que você tá colocando que ele é interessante, como o serviço é novo aqui, a gente ainda não teve nenhum caso, mas estivemos em comando a equipe de Uberlândia veio fazer o treinamento aqui, foi noticiado um caso interessante. Primeiro ponto, família colhedora, ela não vai substituir aquela família, mas não é papel da família acolhedora também falar mal da família anterior. Por
isso que eu digo que é uma pessoa diferenciada, ela vai ter que conciliar, até porque quando uma criança inteira 18 anos, ela tem acesso, ela tem o direito de chegar, aliás, quando ela já entende por si, ela tem o direito de virar e lá no fórum e falar assim: "Eu quero ver o meu processo". Ela vai saber quem é o pai e quem é a mãe dela. E se for uma criança de 5, 6 anos que já foi desacolhida, ela sabe quem é o pai e quem é a mãe. Então é feito um preparo. Olha,
é uma situação que pode vir a acontecer. No caso que aconteceu em Uberlândia, o pai, a família acolhedora foi muito sábia, deixou ir conversar, o pai biológico falou: "Olha, você tá obedecendo o tio? Não tá obedecendo o tio, tem que obedecer o tio". Então assim, é um inconveniente, é, mas é uma situação que tem que ser administrada, entendeu? E não proibida. talvez até como é importante às vezes o despedido porque tem pessoas que estão aqui eh tem pessoas que estão eh tendo o primeiro contato com a política socioassistencial de acolhimento institucional. Então eu queria complementar,
Sânia, que nesses dois anos que a criança permanece ou adolescente com a família acolhedora ou mais, a família de origem está sendo trabalhada para receber aquela criança ou adolescente novamente. É, ou aquela criança ou adolescente pode inclusive já ter tido durante esse período dos 2 anos o poder familiar Destituído, portanto ela pode estar já disponível para adoção, porém ainda não foi encontradas famílias interessadas. E pode acontecer também dessa criança ou adolescente atinge estar próximo aos 18 anos e essa família inclusive trabar no processo de desligamento dessa desse adolescente do sistema de acolhimento, porque é a
mesma lógica do que acontece quando eles estão na casa lá, né? quando se aproxima os 18, eles passam um processo de eh auxílio para que eles consigam, né, eh morar sozinhos. Aí, doutor, rapidinho, só complementando também a sua pergunta, eh, a gente tem que observar também se existe algum impedimento legal de que a família eh se aproxime da criança, porque às vezes, dependendo do tipo de situação que gerou o acolhimento, aquela família vai ter um impedimento legal de se aproximar ou não, porque as famílias de origem, inclusive, visitam as crianças na própria instituição de acolhimento,
o que também vai acontecer com a família acolhedora e eu não sei o sistema se essas visitas vão acontecer dentro das casas, né? Então vai existir essa reaproximação em algum momento. Então se não existe nenhum impedimento para o contato, é o que o doutor falou, tem que se usar ali do bom senso. E as famílias são orientadas para isso também. E é e assim, pegando o gancho, quando a criança ela tá inserida no SFA, não significa necessariamente que aquela criança vai pra adoção. Porque às vezes o que justificou essa, vou pegar um exemplo para ela
já e o exemplo mais recorrente, pais em situação de drogadição. Criança fica em vulnerabilidade porque os pais são viciados em algum tipo de droga ou no álcool. Quando o pai perde a criança, ele dá um estalo, adere o caps, adere o tratamento, supera a situação de vulnerabilidade social e depois não tem motivo ali para ele não reaver a guarda do filho dele. Você entendeu a compreensão? Então, às vezes o SFA é como eu disse, a família acolhedora ela vai acolher por um tempo até aquela situação de vulnerabilidade passar. ou a situação vulnerabilidade pode ser por
um curto período de tempo ou por um grande período de tempo. Varia muito de caso a caso, entendeu? E assim, se eu não me engano, a lei municipal ela fala que se se acontecer de acolher os irmãos, acho que tem um acréscimo, se eu não me engano, é de 20%. É o salário e mais 20%. Isso até até cinco, entendeu, gente? Quando se fala do dinheiro, eu digo que o menino é muito mais se fosse barato, se menino se resolvesse com dinheiro, era fácil, mas menino não se resolve com dinheiro. Quem é pai sabe. Menino
quer atenção, o menino quer, adianta, o menino quer ser o centro, né? Mais alguma pergunta? Eu trabalho numa área bem vulnerável. Primeiro eh, eu sou agente de saúde no Caik e eu trabalho, meu nome é Rosângela e eu trabalho numa área bem vulnerável e assim e eu tenho o desejo sim de trabalhar como família acolhedora e eu Vou fazer isso. Só que a minha preocupaçã Parabéns. Obrigada. [aplausos] Eh, e aí eu tô trazendo as minhas irmãs, o meu irmão, obrigada pra gente trabalhar, porque eu acho assim, eu vejo como se eu se o eu vejo
o mercado de trabalho também assim, porque se eu pego uma criança, eu vou trabalhar de babá, eu vou cuidar daquela criança, eu preciso ter amor para ser babá, eu simplesmente não vou lá cuidar de uma criança, receber o meu salário e não vou cuidar bem daquela criança, né? E aí quando eu pensei nessa ideia e eu já tenho uma filha adotiva, né? Eh, e sendo mãe solteira, eu adotei a minha filha com 7 meses de idade, hoje ela vai fazer 14 anos. E aí é o amor maior do mundo que que eu tenho por ela.
E aí eu vejo como como é o mercado de trabalho. Se eu trabalho naquela casa do anos, um ano, não interessa o tempo que eu tenho. Eu tenho que ter amor e eu tenho que ter zelo, eu tenho que cuidar como se fosse o meu filho. Então quando eu me me inscrevi pro programa, eu entendi isso. É como se eu tiver que dar amor para aquela criança por um período determinado. Certo? Mas aí me vem a preocupação por pelo local do meu trabalho. Aí eu e eu vou ter que levar essas duas meninas que Eu
me inscrevi para as duas, as duas irmãs, eu vou ter que levá-las paraa escola, né? E é, eu vou automaticamente passar por ali, assim, não quero saber quem é a família, de onde vem, deputado, mas a minha preocupação é ao passar por um lugar e que essa família eh eh reconheça essa criança e queira vir me cobrar alguma coisa, qual o procedimento eu vou ter que tomar? Olha, volta naquela pergunta, né, gente? Aí, volta na resposta. bom senso virar para ele falar assim: "Ó, olha, pai, eu não tenho nada contra o senhor. Eu tô apenas
cuidando da sua família, da sua criança por um breve período de tempo. Se não houver impedimento legal, não há impedimento que o pai naquele momento ali tenha contato com criança, mas conversar é conversar, gente, não adianta. Até porque entra o ponto, a gente não simplesmente vai fazer o seguinte, vai pegar o filho de A, não vai avisar paraa A que o filho dela tá com B. Gente, vai chegar, vai pegar. Mãe, no momento seu filho tá no SFA, tá com dentro da família colhedura, o pai sabe de tudo aquilo ali. Daí ele, a reação dele
já vai ser externalizada e aí se houver necessidade de intervenção judicial, a intervenção ela vem, tá? Agora você colocou num ponto muito bom que eh questão de apoio, né, de levar paraa escola e tal. Essas questões elas são levadas rotineiramente muitas vezes são levadas questões paraa audiência de custódia, como por exemplo, falta de Vaga. Eh, seria interessante desafogar aí, qual que é o outro programa que eu mando muito mesmo? Pro 100. Eh, qual é escola integral? Às vezes você é família acolhedora. Você você pode fala com o técnico, técnico, tá me atrapalhando muito no trabalho
ter que levar a escola. A equipe vai comunicar o juízo. Gente, nesse ponto eu faço mágica, porque eles não podem dizer não pro meu ofício. Se eu se eu oficiar, brincadeira, secretário. Eles não pode dizer não. Eu vou oficial assim, ó. arruma uma vaga pro menino, arruma um transporte porque vai buscar a menina. A o serviço do município, gente, ele não vai se se não não é assim, integrei pra família acolhedora, se vira, não existe o apoio. Eh, até porque quando nós falamos de criança em situação de acolhimento, e aí eu incluo qualquer criança que
seja inserida no sistema de proteção, a nossa constituição, ela fala prioridade absoluta. O que que é prioridade absoluta? É para ontem. Sim, mas aí a minha pergunta, doutor, é assim: "Eu sou interpelada na rua por esse par. Eu conversei e disse: "Eu chamo a polícia militar, eu ch". É, no caso, se a situação não evoluir, chama, chama a polícia, até porque naquele momento você é a guardiã legal. Você quando você vira eh família acolhedora e você faz todos os cadastros e a gente designa a família por você, é expedido Um termo de guarda. Esse termo
de guarda que você é a guardiã legal daquela criança. Você decide a escola que ela estuda, você decide qual médico ela vai, você decide n fatores. Você é o pai de fato, entendeu? Eh, mas assim, gente, eh, lembrando, é como eu digo que bom senso numa situação dessa é conversar. E volto a dizer, eh, o fato da criança ou adolescente entrar no SFA não significa necessariamente proibição de ver a família anterior. Às vezes pode ser estabelecido regime até de visita, entendeu? Em que você tá recebendo a criança, fala: "Ó, tal dia vai vir aqui o
pai visitar, vamos estar acordado, leva para tal lugar". Jo, entendeu? Só, só complementando que assim, todas essas questões, quando a família acolhedora for receber a capacitação pela equipe técnica, todas essas questões vão ser abordadas no na formação da família. Mas quando o Dr. Júlio fala do bom senso, vamos supor que a primeiro contato, a senhora tá indo no mercado comprar cebola, senhora tem o primeiro contato com a sua família, a criança quer correr pro braço do pai, deixa correr, deixa dar esse abraço. A criança quer dar uma bênção pro pai, deixa dar essa bênção. Agora,
a partir do momento que num segundo contato, vamos supor que esse pai está embriagado, no primeiro contato teve a bênção, deu o abraço, OK, a senhora vai conversar com essa criança. Inclusive antes disso, Olha, caso a gente encontre o seu pai na rua, isso pode ser conversado antes de qualquer primeiro contato. Caso encontre, não tem problema se você cumprimentar, mas se houver alguma situação de risco, a gente vai combinar. a gente não vai se aproximar se for uma situação de risco. Se não for, não tem problema nenhum você combinar, você cumprimentar seus pais, mas nós
vamos voltar para casa, você não vai embora com seus pais. Então, tudo isso é muito combinado e e conversado. Numa segunda situação, encontrou com os pais, mas a senhora recebeu algum tipo de ameaça, algum tipo de de situação assim, colocou criança a situação em risco, comunica imediatamente a a equipe técnica que vai comunicar o judiciário e o juiz vai tomar a as precauções para que isso não aconteça novamente. Tá, gente? Vocês podem me colocar n situações, eu não vou ter a resposta para todos. Não existe um um um algo fechado, entende? É o bom senso
de cada um e lembrar que tem que fazer o serviço da melhor forma possível. E volto a dizer, às vezes nem mesmo o treinamento ele vai exaurir todas as situações, de modo que é aquela coisa, sempre tentar buscar agir com bom senso. Olha aí de novo. Parabéns, você é mãe de de adotante, muit meus parabéns, viu? Parabéns. [aplausos] Eh, Dr. Júlio, sim. Fazer aqui uma pergunta breve com com a realidade, né? você tá com a criança. Eh, eu tive conversando ontem, né? Tivemos ontem na rádio Veredas, né? Aí as assessora, assessora não, a assistente social,
mas a psicóloga da da Secretaria Municipal de Ação Social me caracterizou até como é possível a a família colhedora. Na verdade, eu também estou levando, tem ali dois ali, eu estou levando, né? Vou levar esse assunto à minha família, né, minha esposa e meus dois filhos, para que a gente possa ingressar também a ser uma família a acolhedora, até porque, né, eu tenho, [aplausos] eu falo até paraos meus meninos que eu tenho saudade de quando eles eram menores, né? [risadas] E hoje já tão grandões aí e a gente sente sente a falta, né? E eu
acho que esse projeto, esse projeto ele tem uma finalidade ímpar na vida de uma criança. Ela pode não ser sua, mas você pode colocar ela para entender que a família é importante na vida dela, né? Então você não vai derrubar isso da vida da criança. E aí eu queria saber a respeito que foi um fato assim que me acendeu uma luz com relação a a essa questão de você ter uma criança, cuidar dela, né, como Se fosse sua, que eu acho que é a primeira coisa que você tem que ver. Ah, mas não vai ser
sempre, não importa, é o período, é aquele, vai ser sempre sua, né? Porque tem muitas coisas na vida que a gente cuidam temporariamente, mas a gente cuida com amor, porque aquilo ali, né? Até mesmo eu falo até a direção da escola, né? A direção da escola eu sei que não é vitalício, né? Mas é um período que a gente cuida bem, né? Para ter os objetivos alcançados e quando envolve com a pessoa, muito mais a gente tem que tá se doando para esse projeto. A questão é quando tem a relação família, aquela família que acolheu
com a família que foi, né? Eu até usei aqui, eu vou até voltar um pouquinho a minha palavra que eu tava eh iniciando, aquelas aquela sentença, né, que na verdade judiciada é uma sentença até para uma pessoa que ela não tem nada a ver com aquilo, mas ela tá sentenciada naquele momento. Então, pra essa sentença, a família, quando a sentença vem pra criança, ela vai, né, pro abrigo ou então às vezes vai até pra família acolhedora, o pai, foi bem colocado aqui que o pai se vê a criança querer abraçar, tudo bem. Mas a questão
visual e permanente, ela pode ser desvinculada por um tempo ou não? Olha, volto a dizer, não há uma fórmula fechada, mas, por exemplo, se eh, Opa, só um minutinho, só se no caso, vamos, digamos que há há um estudo, porque é assim, gente, não é a criança chega, eu já mando pro SFA e não tem um único estudo. já foi mandado pra família colhedora, já foi feito um estudo. Nesse estudo se detecta que uma das questões que são mais levantadas, inclusive para pela casa lá. Dr. Júlio, pode manter, pode deixar o pai ou a mãe
visitar, que a família acolhedora é a mesma coisa. Pode deixar o pai ou a mãe visitar. A regra é que se não houver uma determinação em contrário, pode. Se houver em contrário, tenha certeza que aquele pai já foi intimado disso. No mínimo, o pai já foi intimado disso. Falar pai, você não pode ter aproximação com o seu filho se o senhor descumprir penas da lei, entendeu? E aí eu volto a dizer, é uma situação que exige muito bom senso. Eh, agora eu eh um ponto, agora você consultou na questão do afeto, né, do filho, do
crescer, você cria vínculo e uma pergunta muito comum é: posso adotar esta criança? Espero que hoje tenha falado isso enfaticamente. Não. Lembra que eu falei que a pessoa que ingressa no SFA, ela é uma pessoa diferenciada? Ela vai nutrir carinho por aquela criança? e vai encaminhar aquela criança pro caminho dela. Ela vai ficar Dolorida, vai. E aí é quando a gente empurra uma outra criança para ela e resolve o problema. É curando um amor com outro amor que a gente cura. Eh, eu até vejo, Dr. Júlio, que o afeto, quando nós colocamos o afeto, ele
não pode ser um afeto que muitas vezes a gente tem com os nossos filhos. O afeto que nós temos com os nossos filhos é que eles são pra vida toda, né? Mas esse afeto que a gente tem que ter paraa criança é olhar o afeto, o que que esse afeto vai valer para aquela criança, né? Porque ela, po, ele pode ter o afeto hoje nosso da família acolhedora, mas amanhã ele pode ter o afeto de outra família acolhedora. Mas a sua parcela de acolhimento, a sua parcela de afetividade com aquela criança, ela determinou algo de
melhor, você transmitir uma herança do bem para aquela criança. Com certeza. Com certeza. Como diz assim, você pode até esquecer rápido, mas a criança nunca vai esquecer. Diga. Microfone. Eu não aprendi ainda. Meu nome é Regina, eu sou coordenadora do CREAS e surgiu uma dúvida. fingir que eu não te conheço. É verdade. Eh, olha só, vamos imaginar que um adolescente foi pra família acolhedora na casa dos 17. Como ele pode ficar até 2 anos, quando finalizar 18, aí cessa encerra. É, vamos lá. É porque o acolhimento ele, em tese é até os 18. Dos 18
aquela criança já não existe mais a tutela. Em alguns casos pode ir paraa residência inclusiva, se o município dispõe do serviço ou não. Eh, agora existem algumas situações e aí eu não gosto nem de falar isso para não confundir as pessoas, mas, por exemplo, a regra é a não adoção. Mas quando a criança, no caso aí não é nem criança, o adolescente já tem uma idade muito avançada, já existem alguns precedentes que nesse caso se excepciona essa regra e se permite a adoção. Então, por exemplo, quando o adolescente tem o exemplo que você deu, 17
anos, ele quer ser adotado, a família colhedora quer adotar, existem já alguns precedentes que eh permitem essa adoção, mas notem, isso é exceção da exceção da exceção. Não pense que você vai cuidar do menino de 2 anos, 2 meses, que você vai conseguir já a adoção dele, não vai, não vai acontecer, entendeu? Então assim, quando é a criança, o adolescente já tá numa idade muito avançada, que as opções de adoção já são escassas, às vezes pode ser permitida a adoção, entendeu? Excelência? Mas lembre-se, exceção da exceção da exceção. Só vou fazer uma observação, porque já
seria a observação da Defensoria sobre essa pergunta, eh porque nessa legislação daqui do município de Unaí eh remonta ao Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. E aí, se a gente for na página 190 desse plano, tá a resposta para essa pergunta que é até uma provocação e aqui pra Dorinha e pro vereador Felipe, é no sentido de adequar a legislação pro plano nacional. Eh, na página 190 tá aqui eh um um dos objetivos do plano é realizar mudanças normativas para ampliar a faixa etária do acolhimento em SFA até 24 anos, no caso de jovens
sem referência familiar e sem condições de autosustento e sem limitação de idade no caso de acolhidos com deficiência ou que dependam de cuidados. Então aqui o isso é o exemplo do Paraná, né? no Paraná tem muito disso. Guarda subsidiada, né? Não é nem guarda, né? É um, é um acolhimento eh para para pessoas com deficiência. Então assim, eh, o que o Plano Nacional diz, recomenda, é que coloque um limite de idade até 24 anos para pessoas que tenham dificuldade e precisam do cuidado e sem limitação de idade nesse acolhimento SFA para pessoas com deficiência, porque
são pessoas que têm eh uma dificuldade sobre a maneira de se autocuidar. E aqui é outra provocação nesse sentido, já aproveitando, também aqui em Unaí não tem e aqui uma Pessoa um pouco chata que é a Defensoria que cobrar eh políticas públicas. Eu sei que as políticas públicas e os recursos são escassos, mas é necessário também pensar na adoção de na política pública de república, porque muita das pessoas que estão acolhida em vulnerabilidade e encontram dificuldade para se inserir no mercado de trabalho. E aqui eu, na minha visão privilegiada, já teria dificuldade. Eu que tive
todos os o as facilidades oferecidas pelo meu pai e minha mãe, já teria dificuldade se eles me soltassem na rua aos 18 anos. Vocês imaginam uma pessoa em situação de vulnerabilidade em acolhimento. Então isso é uma falha estrutural aqui do município de Unaí. Não tem um serviço de residência. Então, desculpa até me alongar, Dr. Júlio, é porque eh essa questão são questões que t me aflingindo um pouco como defensor público que entra em contato com essas pessoas em situação de vulnerabilidade social. Doutor, casa sua. Imagina. É um prazer estar aqui, pois eu quero falar pro
Dr. Bruno que a matéria não é tão simples. Primeiro, requer um ordenamento de um serviço. Serviço é no executivo. Quero dizer, Dr. Júlio viveu isso. A casa tem como tradição não mear nesses Projetos. Então nós tá esperando Thaago mandar porque fica certinho. É dinheiro e serviço não é legal iniciativa do vereador. Quem desce é difícil, doutor? Não é fácil não, mas aqui a gente como defensoria vai ficar cobrando. Eh, no momento assim, é interessante a observação porque eh eu acho que enquanto a mim como membro do judiciário e a Defensoria Pública enquanto representantes vulneráveis, cabe
a gente vir aqui e mobilizar e foi o que foi feito no início paraa implantação do projeto, né? Mas nada impede que mais na frente o município caminhe nesse sentido. Mas eu acho importante eh a gente sempre tentar um diálogo com os poderes constituídos, porque eu acho muito melhor uma mudança legislativa do que dar uma canetada como juiz, né? A gente respeita a legislatura. Acho que é o motivo disso que tá acontecendo hoje. Gente, mais alguma pergunta? Só aproveitando aqui a presença do senhor, eu sou José Lenco, sou conselheiro tutelar, nunca te vi. e tô
aqui hoje representando o conselho, aproveitando a presença do senhor, a equipe da família colhedora, o próprio secretário, eh, pra gente criar um fluxo desse atendimento da família colhedora com o Conselho Tutelar, porque na grande maioria das vezes que a gente vai fazer esse atendimento que tem esse acolhimento institucional acontece após às 17:30, seria um horário comercial. Então assim, após esse horário a gente criar um fluxo, se vai paraa casa lá, depois vai pro programa Família Colhedura, porque no ECA fala para dar prioridade para o acolhimento familiar. Esse ponto foi foi bom você ter colocado porque
Andrabalho lá no lá no judiciário, a gente vai encaminhar ao legislativo. Hoje o que que acontece? Isso foi até questionado, porque hoje o serviço ele funciona de segunda a sexta até às 5:30, não é isso? passou de 5:30, não é? Eu obrigatoriamente por causa do do que está implantado efetivamente hoje, você tem que encaminhar paraa casa lá. Uhum. a partir e aí um dos pontos que a gente tá sugerindo é a extensão de um sobreaviso, alguma coisa nesse sentido, para que se for ter que decidir seja decidido direto no já sem a a casa, sem
a família direto pra família acolhedora, sem o acolhimento institucional. Mas qual que são os obstáculos disso? Por exemplo, existe o plantão, né? O plantão não sou sempre eu. Então, às vezes é o juiz de Buritis. O juiz de Buritis, ele não sabe o que que funciona em UAI. Ele sabe como que funciona em Buritis. Às vezes no mais, não, no mais das vezes ele pode até me ligar, falar: "Ô, doutor, tá acontecendo isso, isso como é que resolve isso naí?" Entendeu? Então, hoje quais são as dificuldades? Como o serviço só funciona até 5:30, então hoje
tem que o o fluxo é acolhimento institucional. Não fez o acolh. Agora vamos colocar que foi uma situação durante a semana, durante o horário de 8 a 5:30. É possível? É, tem família apta, tem família preparada, então é possível. Então, hoje a gente tem uma situação mais ou menos delimitada, porque se for durante a semana no horário de funcionamento do serviço, é possível o fluxo direto, pode inclusive entrar em contato. Agora, não foi, aí vai pro plantão, aí a situação já muda um pouco, porque essa realidade ainda tem que ser revista. E aquilo que eu
falo, gente, eh o secretário aqui vai me deixar mentir. Quando a gente começou, todo mundo queria já começar abraçando tudo. Eu falei: "Não, é aos passos, gente, pouco a pouco". E eu acredito que tá caminhando bem. Daqui alguns dias a gente vai ter essa realidade aqui em Unaí, mas por enquanto infelizmente ainda não foi possível. Mas eu acredito que no futuro próximo haverá. Eh, mais alguém, gente? Eu quero mencionar o nome da que tá ali também e hoje é o primeiro dia dela de participação para o serviço de família colidora. Opa, parabéns. Cadê ela? [aplausos]
Meus parabéns. Vou te mandar muito serviço, viu? Dar muito serviço, viu? Eh, gente, mais alguma pergunta? Alguma colocação? Tá certo. Diga. Opa, rapidinho. Pessoal, como a depois do na mesa de OK? Tá certo. Então vamos lanchar, gente. Ô, vereadora Dorinha, vereadora Dorinha, o o presidente Felipe, só fazer um momento só de de agradecimento aqui. Eh, eu não vou permanecer porque a secretaria grita mesmo, é natural. A gente já se acostumou com isso, então não vou poder ficar até o final. Mas eh eu assisti aqui o desenho do Joãozinho, né? E eu me encantei. Não sei
se é porque eu não tive muito essa infância e hoje se eu chegar em casa, a TV tiver ligado em qualquer desenho lá Pau, o que for lá eu assisto, né? E eu gosto desse tipo de coisa. Então, eh, me encantei, né, com aquele formato, eh, foi bem aproveitador, até depois eu vou pedir. E o meu ato de agradecimento é a coordenadora do CAPS Saúde Mental, a Brenda Nunes. Muito obrigado, Brenda, Pelo trabalho que você fez lá na na na sede, né, na sede ali de ter disponibilizado, né, na sede. Oi. Sim. Então, e eu
cheguei lá e encantei e registro aqui em nome de toda a secretaria da família colhedora a minha gratidão. Muito obrigado mesmo. Eh, dá licença. Só mais um aviso, doutor. O senhor terminou mesmo sua palestra? Então, então a gente pode pensar eh os certificados, o Fabiano pediu para lembrar, né, Dorinha, também que os certificados após, ao final da reunião, né, serão disponibilizados os certificados de participação no seminário. E o V de Mix, obrigado. Ficar até o final. Como é que como é que tá meu amigo? Obrigado. Meu amigo, viu, doutora? Obrigado. Obrigado. Eu acho que um
dia eu subindo lá com o Dr. Po, eu encontrei você, você falou que é aqui uma cidade ou eu tô enganado? Eu sou de moro aqui. Não era eu mas eu fico Você tá recémchegado ou não? Tem. É porque eu sou ruim para aguardar. Mas é porque a hora que vocês chegam lá, normalmente eu tô naquela mesa que é hora que você abre a porta, eu tô naquela mesa assim. Aí tem a Laane e tem o doutor. Mas eu sempre tô lá acompanhando a reunião. Tá, tá bem. Ele tá viajando. Acho que ele vai aproveitar
o feriado. Não, tá certo. Até bom, porque a gente vai terminar. Querendo conversar reunião com o presidente da Câmara. Se você puder participar, 15 e ó, a mãe tá falando muito bem para fazer para lá. Certo lugar, né, doutor? Olha, é muito agradecer fazer adesiv láte adesativas fizeram fizeram Não, mas o único que quer só o tio Patin e quer 10. Único que quer só o tio Pat que é 10. O cara do Naí Corridas também falou: "Eu tenho 40 motorinas, entendeu? Mas eu tenho 40". O negócio é o seguinte. O negócio é o seguinte.
É a quantidade, é a quantidade de gente para fazer essa manobra lá, entendeu? E Outra coisa, 40, eu te garanto, esses 40 não vai trabalhar. Que garra mesmo aí, que garra mesmo. Você sabe que é 10 15 garra que vai, trabalha. Os outros caras só quer fazer graça. Você sabe, eu já tinha aplicativo do meu lado e era três quatro cabou só raiva era marcou 5 e era mais uns dois, três ali uns cara que tira para trabalhar. Agora tem uns que tira para fazer casa lá, entendeu? Mas eu vou eu eu vou eu vou
mandar mensagem para ele. Eu vou falar com ele seu. Mais pelo menos 120 aí. Outra coisa. Outra coisa aí eu vou passar seu contato para ele você passa o contato do outro seu para ele também. Beleza? Aí só não só os dois dois. Eu vou te passar o seu. Você aí para te pedir is você manda para ele. Aí o que que acontece? Ó o Pedrão gordinho lá. Aí o que acontece? Quando você aí você vai ter que passar a placa, o telefone do mesmo jeito que foi ano passado. Aí o que que acontece? Quando
o pessoal Quando o pessoal eh ele lá, acredito que ele deve passar, ele deve depois eu vou ver como é que vai ser. chegar. Nossa. Olha aqui. Bem, senhoras e senhores, nós estamos retornando agora então para o momento da mesa de debates e, primeiramente, nós vamos convidar uma família que vai dar o testemunho da família acolhedora eh Cleópatra. A família, qual que é o nome do Wender e só o Wender. O Wender está presente. De qu anunciar direito, você pode chamar a f melhor. é o Ander Gomes e ele vai dar o testemunho agora como
família acolhedora. Boa tarde, pessoal. É, vou tentar falar, né? que eh ser família colhedora envolve emoção. Eu eu já amheci de manhã falei com Deus, falei: "Deus vai me dar força porque a partir do momento que você Entra no serviço, né, como diz o Roberto Carlos, nosso rei Roberto Carlos, são tantas emoções aqui hoje, né, eh, homenagens, né, palavras lindas. E o mundo ele é ele só será melhor com empatia, amor e respeito. Eh, esse esse verbo acolher, ele tem, ele é muito forte, né? O acolher ele é muito forte. Eh, meados ali de janeiro
eu vi uma postagem sobre família colhedora. Nunca ouvi falar, embora eu já participe de na sociedade civil em militância, né, em proteção a criança e o adolescente, participei de campanha para o Conselho Tutelar, fui convocado, não tomei posse por questões jurídicas, eh, devido ao meu cargo. Eh, também participei de uma ONG que trabalha com crianças, eh, trabalhava essa ONG, hoje não exístico. a gente fazer a promoção aí eh do direito das crianças e adolescente. Eh, sou formado em direito, né, hoje sou advogado, né, servidor público e sou família formada por uma pessoa, né, unipessoal e
fui acolhido na minha adolescência por uma família de Uberlândia, eh, quando eu tinha ali meus 14 para 15 anos, meus pais morando na fazenda. Eu vim morar em Unaí para estudar, né, para trabalhar. Aí conheci uma família, eh, não é biológica, mas eu falo que me acolheu, né? Daí nasceu essa, o porquo, né? é um dos motivos, o mais importante deles todos é o amor. Eu falo com o acolhimento. Esse verbo acolher, ele engloba muitos sentimentos, muitos adjetivos, dentre eles amor, empatia, se colocar no lugar de uma criança que precisa de abraço. Eh, aí eu
vi essa postagem, [aplausos] eu vi essa postagem, não lembro se foi na na no rede social do da prefeitura e fui atrás procurar, fui na assistência social conversar com esses anjos de Deus. Eu falo que é anjos a Iolanda, a Cleóptra e a Amanda. E elas me convidaram, né, para participar para ver uma palestra sobre lá, foi lá realizado lá no no Cadastro Único e fui, convidei umas tias, convidei minha mãe e no início a família foi meio contra, meu filho, é desafiador. você tá numa fase de estudo para concurso para melhorar na carreira, uma
criança pode, né, você vai ter que ter atenção integral para essa criança e, né, a gente tem essas falas assim de pessoas que não tá na gente, é Uma decisão única, é da gente. E aí eu resolvi participar e fui de coração, participei. Hoje eu tenho um anjinho dentro de casa, né? Tô aqui já olhando o horário para buscar ela ali na creche, né? Vou colocar o nome dela aqui como Bia. Eh, eu eu vou ser sincero para vocês. Eh, a gente nós acolhemos as crianças, mas pelo contrário, ela que me acolheu. Ela que me
acolheu, me transformou um novo homem. Hoje eu sou uma nova pessoa com essa criança dentro de casa, né? O que eu posso dar para ela, eu dou. Principalmente atenção, a gente acha que criança tem que encher de brinquedo, de presente, não é isso. Criança tem que sair, tem que divertir, brincar na terra, brincar na areia, ver água. Criança, eu tenho bicicleta, eu pedalo com ela. Comprei a cadeirinha, a gente pedala, viaja. Já levei ela no shopping em Uberlândia, que minha família de lá, eu sempre tô em Uberlândia. Amanhã cedo estamos indo pra Uberlândia. Ela vai
a, todo mundo lá ama essa menina. Eu sei que o serviço ele é provisório, é temporário, mas enquanto ela tiver comigo, o que eu puder dar de amor, eu e minha família, a gente dá. quando ela chegou para mim, né, foi num período bem crítico com relação a greves na área da educação. Eh, minha mãe cuidando do meu avô com 93 anos, que ficou viúvo recentemente da terceira esposa. E aí ela com essa força tarefa ali com as irmãs, dormindo na casa do meu avô e aí acabou ficando comigo. Mas Deus foi Trazendo anjos, pessoas.
No início foi bem desafiador. Até a Bia, até eu como referência, ela sempre queria me evitar eh por causa de, até porque sou homem, né? E ela viveu numa instituição com cuidados por mulheres, né? Muita gente lá fora, nossa, mas é homem, é estranho, mas eh amor, ele não escolhe sexo, ele não escolhe sua etnia. Eh, para amar basta ser humano, né? E ela chegou para mim nesse momento. Eu no início eu mandei mensagem pras meninas falando que eu não ia dar conta. Falei: "Eu não vou dar conta, tá difícil. A minha mãe tá com
meu avô lá". Eh, tinha uma prima, tem uma prima que também me acolheu muito ajudando, né, a Renata. E as meninas falou: "Ander, o que você precisar?" A a Yolanda no início ela teve uma virose muito forte, acabou envolvendo muito a questão do sentimento, da adaptação dela também acabou mexendo no emocional. Essa criança ficou muito assim debilitada com gripes repetidas, eh, indo para o pronto socorro com ela. Muito bem recebido pela equipe médica ali, né, no pronto atendimento. As meninas me dando suporte e com muita luta ali com seus 40, 50 dias já comigo. Aí
ela já me enxergava como referência. Hoje, graças a Deus, falei com a Cléo hoje, já tem quase três meses que a que a Bia não gripa, né? A, Atualizei o cartão de vacina dela. Ela já engordou praticamente 2 kg depois que chegou. Tá com quase 5 meses, né, Cléo, que ela tá comigo, que ela tá acolhida comigo. Eh, já fiz exame do coração com ela. A Dra. Érica fez o acompanhamento, tá fazendo acompanhamento, não deu nada no exame do coração. A Dra. Lídia, pediatra da rede pública, tudo pela rede pública, não tem que criticar em
nada a rede pública de saúde aqui. A Dra. Lídia pediatra faz o acompanhamento da da Bia, ela sempre vai nas consultas, pedi um exame de sangue completo, hemograma, tudo tá tudo beleza. Só o ferro dela que é um pouco baixo e passou o medicamento, né, que ela já teve anemia ainda na instituição, mas o no no geral ela tá saudável, faz acompanhamento com a Dra. Susele, nutricionista, ela tem que fazer complemento alimentar devido à anemia, ela tem a med eh o complemento eh pé de açu, eu recebo pela assistência social aqui da da regulação. Eu
tenho todo o aparato para quem tem interesse em acolher, eu falo, né? A gente tem todo um aparato aparato do município, do ente município, do judiciário também. A gente tem das meninas da assistência social, não, a gente não fica em vão. É Deus, é amor. Eu falo a verdade, gente. No início foi muito difícil, foi desafiador. Para mim, foi muito desafiador. Mas depois, aos poucos, as coisas foi se encaixando, Deus foi tomando o norte e hoje tô aqui. Eu sei que quando chegar o momento de desacoler, vai ser difícil, igual o Dr. Júlio falou, é
um momento, mas eh antes de você eh sentir tristeza, já chega outro anjo para você. Eh, eu sei que enquanto ela tiver comigo, ela vai é a primeira infância, tudo que passar vai ficar. Então, ela vai seguir a vida dela e ela vai lembrar, né? Ela vai, [aplausos] ela vai lembrar que eh eu tentei, as meninas falou: "É para chamar de titio, de é titio titio and, mas não adianta, ela me chama só de papai. É aquela coisinha andando dentro de casa. É, papai, eu te amo. É um abraço. Eu vou com ela para Uberlândia,
ligo uma musiquinha infantil no carro, ela na cadeirinha lá atrás, a gente passa cidade cristalina, a gente passa lá em Catalão, a gente lancha. Agora ela já começou a entender o percurso, ela já sabe, ó, papai, para aqui pra gente comer. Ela já tá conseguindo falar as palavras formadas. A doutora falou: "Wander, eh, ensina que ela fala as palavras completas, né? Igual quer, em vez de falar água, falar: "Papai, quero água." O Titi quero. É difícil falar para ela chamar eu de titi. Não, não dá. Já expliquei as meninas, ela só chama de papai. Eu
vou para no início eu ia levava ela na creche, que é aqui perto. Ela já, ela chorava para ficar na creche. Hoje a hora que ela me vê lá no corredor, vem aquele Aquele toquinho de gente assim correndo e papai, papai me abraça. Aí eu pergunto: "O que que você comeu na creche hoje?" Aí ela comi maçã. Então ela já tá, né? Eu vi que ela desenvolveu bastante, né? É um anjo, é um anjo na minha vida, né? Eu falo assim: "Perdi meu pai em 2021 e Deus depois me trouxe uma um anjo, né? Eh,
a Bia na minha vida. Eu só tenho a dizer o seguinte, vocês aqui, quem tem interesse, né? Nada nesse mundo é é difícil, né? Quando se tem amor, se tem empatia. E eu falo a verdade, pode acolher, pode fazer parte do da vida de uma criança, mesmo que seja provisório. E uma coisa eu sei, mesmo nossos filhos biológicos, eles não são pra gente. Eles vão crescer, eles vão ter asas, eles vão bater as vão voar, né? Então é é 2 anos até 2 anos, não sei até que tempo. Em outubro é até tava conversando com
as meninas, nós vamos fazer uma viagem para praia, já comprei as passagem aérea, já reservei o hotel, ela vai conhecer, se ela tiver comigo até lá, Deus abençoa que sim, porque o serviço é provisório. Nós vamos pra praia, ela vai conhecer o mar, né? Tentei levar minha mãe, ela não entra no avião, só se for dopada. Então vai só eu e ela. Nós vamos paraa praia, vamos divertir. Já levei ela no cinema lá em Uberlândia, no Parque de Sabiá. Ela já divertiu a beça no primeiro primeira ida no cinema, ela ficou meio nervos bem Nervosa
devido a excessos de estímulo, né? E com ela eu tive mais interesse em procurar e pesquisar neuropediatria. Não deixo ela mexer com telas. Evito eh televisão lá em casa é 1 a 1 hora meia no máximo intercalada a cada 30 minutos uma pausa, porque tela para criança não é saudável. criança. Quando é final de semana, eu vou com ela ali para chácaras, eh, aqui nesse clube recreativo de criança, onde no curva do Rio, onde os pais levam, faz piquenique, eu vou com ela para lá, quando eu não vou pra roça, que ela adora ver é
boi, ver vaca, essas coisas, isso que é saudável pra criança. Não é tela, não é excesso de brinquedo também, que é muito estímulo, embora tem que ter, mas criança tem que ter atividade ao ar livre. Isso que é o importante para o desenvolvimento somente na primeira infância. Então eu eh eu me fiz obrigado a pesquisar, né, sobre o desenvolvimento infantil e hoje eu falo a verdade, eu tenho até vontade no futuro até fazer um curso superior, né, nessa área, né, não sei uma psicologia para atuar na área infantil, porque eu acho muito interessante, né, pessoal.
E é isso aí, né? Eu tço que quem tá aqui fica assim: "Ah, mas o difícil é o desacol. Minha família mesmo fala: "E quando for desacoler, Deus dá o preparo, né? Da mesma forma para acolher. No início foi desafiador, não desacolher também, igual o doutor falou, eh, desacolheu, a gente tá preparado, a gente acolhe outra, né? E assim a gente vai fazendo parte de várias pessoas. E o quanto e quando você acolhe uma criança, os anjos lá em cima eles batem palmas, tá? Porque você tá Acolhendo um ser que está em situação de vulnerabilidade,
né? Eh, eu sempre fui o fui emotivo com relação à criança, quando a gente vê essas crianças em situação de guerra em nível mundial, sofrendo crianças com amputações devido à ambição humana. Então, falou que é criança, falou que é animal, causa animal, causa criança, eu sou bem sensível. causa dos idosos também são pautas que precisam do da do poder público, precisa da sociedade como um todo tá participando. E o dever de cuidar das nossas crianças não é só de um juiz, não é só de um defensor, não é só do vereador, do prefeito de assistência
social, não. É da sociedade geral, da comunidade como um todo, é do morador que às vezes vê uma situação ali, tem que tá denunciando, gente, a gente não pode omitir, né? Então, eh, eu agradeço muito a Deus, agradeço toda essa equipe. Eu falo a verdade, eu tô com ela no início, se não fosse essa equipe gloriosa que tá aqui, essas três mulheres que eu tenho maior, eu até peço uma salva de palmas para elas. Eh, [aplausos] eu não, eu não, no início, hoje eu não, hoje não, mas no início eu acho que eu deveria, eu
teria entregado no início, porque foi desafiador, somente no momento da referência de eu pedir um abraço e ela não aceitar o abraço, porque não me via como referência. Hoje ela me vê como referência. Então, aí às vezes as pessoas questionam: "O André, mas e quando ela foi embora? Não vai ser um trauma para essa criança?" Eu olho e falo assim, vai ser uma ruptura só e vai ser rápida. Agora, se ela tá institucionalizada, são rupturas, é, praticamente mensais. A cada semestre, uma pessoa que tá cuidando, de repente Sai, entra outra. Então, é uma ruptura só.
E ela, eu tenho certeza que onde ela for, ela vai ser muito bem amada, né? Da mesma forma que ela foi amada por mim e está sendo amada. O meu muito obrigado a todos. [aplausos] Sim, a gente agradece, né, o Ander pela disponibilidade, porque comprou com a gente essa ideia de de ser família colhedora, que até nós, né, enquanto equipe, nós também compramos essa ideia de serviço, né, e saber que você tá acolhendo uma criança, que também é uma forma de acolhimento, eh eh uma das mais modernas, a gente eh eh fica com coração quentinho.
Eu sempre falo isso quando as famílias vão lá lá no serviço eh para se cadastrarem, pra gente conversar. Eu falei assim: "Gente, vocês têm que encontrar um lugar quentinho desse serviço no coração, porque eh é um lar temporário, né? essa criança, ela vai, a gente apega, apega, a gente vai apegar a gente, mas também eh só da gente saber que eh a gente proporcionou aquela criança, aquele adolescente afeto que talvez eles nunca teriam, acho que a gente fica com coração quentinho, né? Que eles vão estar registrados lá na na na no inconsciente deles, na cabecinha
deles, que eles eh puderam experienciar isso. Eu acho que isso não não tem o que pague, né? E assim, e a gente entende e eh quando você se emociona, porque a Gente se emociona mesmo, né? E é natural a gente se emocionar, que no dia que a gente perder essa nossa capacidade, a gente morreu, [risadas] não é? No dia que a gente não se emocionar com o serviço, aí a gente pode pedir para sair daqui, né? Então eu acho que isso é importante, a gente se impactar, a gente se emocionar e a gente fazer parte,
né? Porque e eh eu falo que e eh as pessoas que conhecem, né, eu e a Cléu, a gente é muito assim reativa com algumas coisas. Gente, na hora que o vai cobrar a gente, nossa, talvez o Dr. Júlio já até tenha presenciado, né, algumas vezes, não, porque tem que ter, não, porque assim, existe a vontade e na hora que tem a vontade da equipe, com a vontade da comunidade, eu acho que o serviço já tá dando certo e tem tudo para ficar ainda melhor, né? Eh, eh, e aí a gente muito obrigada por fazer
parte. Estamos junto. [risadas] Nós vamos agora então paraa nossa mesa de debates. Eh, primeiramente a gente agradece a mesa de honra. Nós vamos desfazer então as mesas para que a gente possa montar a nossa mesa técnica. Agradecemos e pedir uma salma de salva de palmas para todos os presentes aqui. [aplausos] E para a mesa técnica nós vamos convidar eh vereadora Dorar Melgá, já está presente, a Amanda Fonseca, Cleóopa Traíes também já está aqui. Eh, Dr. Júlio Alexandre Fial Moreira, por favor, senhor, o senhor pode ficar. É, eh, doutor, é porque a mesa agora aqui, como
vai ser um pou ambiente mais de de pergunta e resposta, a gente preferiu manter a mesa mais abaixo aqui para ficar mais acolhedora, né? Eh, Yolanda Marra também. E, eh, representando o Conselho Tutelar, José de Alencar. Obrigado. A senhora pode sentar aqui junto com o o Zencor Dorinha permanece. E o nosso mediador vai ser o diretor da escola, Luiz Cláudio. Luiz, por favor, vem à frente também. perguntar para você. Gente, mais uma vez uma uma boa tarde. Nós estamos aqui na mesa de debate, mas antes de nós iniciarmos aqui, eu queria até sair do protocolo,
né, com a permissão de todos vocês, mas eu queria contar uma história breve aqui antes de nós começarmos essa mesa de debate E é um grande ensinamento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Pensa vocês que nós vamos lá numa parte em que ele conta uma parábola e é a parábola do bom samaritano. Todos conhecem aqui essa parábola. Ela é bem, todo mundo já ouviu falar a respeito daquele cidadão que foi roubado, ele foi agredido, passou várias pessoas, né? Ali viu aquela condição e ele era judeu. Na época havia rincha, né? samaritano e judeu, mas
parou o samaritano, acolheu aquele homem e levou para uma hospedaria. E ele disse assim, ó: "Cuida, eu pagarei tudo que for necessário." Certo? Aí eu pergunto para vocês aqui, nós temos aqui três personagens nessa história. Nós temos um indivíduo, nós temos uma pessoa Que foi o lugar aonde ela foi ali colocada para ser cuidada. E nós temos aqui também o bom samaritano. Aí eu pergunto para vocês aqui, nós somos o bom samaritano? Nós somos o indivíduo, mas nós somos aquele que acolheu. Nós somos aquele que acolheu. Esse processo que nós estamos aqui referente a essa
lei, a lei do acolhimento da família acolhedora é nada mais do que nós estamos fazendo valer na nossa vida aquela parábola que houve há 2000 anos atrás. É o que nós estamos fazendo hoje, levar o conhecimento das pessoas que nós somos hospital hospitaleiros, aquele que acolhe e que cuida. Eu pergunto para vocês como que as coisas são tão Olha, isso foi escrito há há 1000, 2000 anos atrás, mas era permanente. Aquela pessoa ia ficar lá morando naquela hospital, naquele hospital, vamos dizer assim, não. Ele ia sarar e depois ele seguia a vida, né? Da mesma
forma, a família acolhedora, ela faz isso, ela faz essa Forma, ela acolhe. ela cuida e depois ela vai se desfazer. Mas aí vem aquele outro processo que ele nosso, vamos dizer que é o magnata, né? Esse magnata do conhecimento acolhedor, ele que que ele fala aí vem outro anjinho porque é o que nós vamos fazer. O afeto continua, ele pode até mudar de indivíduo, mas o objetivo ele é o mesmo, acolher, trabalhar, cuidar e depois ele ir paraa sua noviz. Então é isso que nós estamos querendo debater a respeito disso nessa tarde, tá? Então, nós
vamos passar aqui. Se tiver algumas perguntas podem levantar a mão. Nós estaremos eh não entendi. Isso aí vocês vão falar para quem é a pergunta. Por quê? Porque todos nós aqui já falamos alguma coisa e todos nós aqui representamos cada ramo da família acolhedora. Quando tiver uma pergunta, ó, quero fazer uma pergunta, colocar aqui, né, pro pro Dr. pro Dr. Júlio. Vai aparecer um monte, hein? Vai aparecer um monte. Aí, levanta a mão, faz uma pergunta pro pro Dr. Júlio e ele vai estar respondendo cada um de vocês, OK? Tá bom? Muito obrigado aí pela
por serem ouvintes, né, dessa palestra que é show de bola, né? Show de bola. Podem levantar a mão até agora, gente. Para sempre. Levant lá. Eh, ó, numa posição dessa, eu vou falar para vocês aqui. Eu não sei se a gente fica preocupado ou se a gente fica lisongeado e agradecido, porque quando ninguém levanta a mão, parece que o entendimento tá lá do outro lado, né, Dr. Júlio? Realmente. É, o entendimento tá lá do outro lado, mas quando vem um monte de pergunta, aí a gente fala assim: "Ih, rapaz, eu esqueci de explicar alguma coisa,
né?" Bom, uma pergunta, se identifique, né, e fala para quem que você vai fazer a pergunta. Eh, eu sou José Humberto, já me apresentei no início, mas a minha pergunta é mais pro lado assim do trâmite legal, porque querendo ou não, a gente ainda tá falando de relações humanas e caso por meio eh desse processo de acolhida dessa criança, desse adolescente, a família veja que não é viável emocionalmente para eles e decide abandonar esse processo. e entrar eventualmente num processo de adoção. É possível isso acontecer? É só que aí a gente tem que analisar que
são duas, desculpa, como foi a jurídica, né? Acho que é comigo. Eh, vamos lá. Qual que é a regra do SFA? a qualquer momento, a a família acolhedora ela pode ser desvinculada do programa, então ela Pode sair. E o fato dela ter integrado o SFA não vai impedir necessariamente que ela entre para adoção. Só que aí adoção são outros requisitos. Existe um processo de habilitação para adoção que em que se verifica se a pessoa preenche os requisitos legais para adoção. Preenchidos os requisitos legais para adoção, ela vai pra fila de adoção. Tem a questão do
perfil da criança ou adolescente que o adotante quer receber. Então são situações diferentes com implicações legais diferentes, entendeu? Mas a regra no SFA é que a qualquer momento a pessoa pode sair do programa. Até porque, gente, vamos eh lembrar a base do do do programa é o voluntariado. Existe a bolsa de apoio, mas a base do programa é o voluntariado. A partir do momento que encerrou ali a vontade de contribuir o programa, a pessoa sai do programa sem problema nenhum. Até porque aí eu seria muito temeroso de deixar uma criança com alguém que não quer
ficar com ela, né? Então, o que não pode acontecer é ela se desvincular da família do colhedor e querer adotar aquela criança que tava com ela. Aí não pode. Isso. Isso. Realmente, esse é o ponto. Até porque eh aquela criança, como disse, eh acho que foi muito boa a passagem aqui, é um acolhimento passageiro. Aquela criança, ela vai ter uma, ela vai ter uma destinação. Assim, quando eu falo destinação, é, ela vai achar o caminho dela, seja ou regressando paraa família De origem ou encaminhando paraa adoção, entendeu? Então tem esse esses dois períodos. Então não
adianta eh a pessoa: "Ah, peguei, entrei no SFA, criei afeto, amor, carinho, vai entrar lá com ação com o Dr. Júlio e falar assim: "Drutor Júlio, como eu já estou com essa criança, por favor, me dê adoção desta criança, isso não vai acontecer. Pode tirar o cavalinho? Pode tirar. Tanto que também, né, a família que estiver interessada em acolher, ela nem pode estar na fila de adoção, né? Isso. Então é um dos critérios. Tá na fila de adoção, então não pode participar. Isso são são situações. E tanto é que ele sai de uma fila e
vai paraa outra. É. Entendeu? Pode perguntar. Meu nome é Natasha, sou assistente social do 100. Novamente minha pergunta vai paraa equipe técnica. Eh, quando ocorre, né, da a criança com a família colhedora está em um ambiente, encontrar a família biológica e aí eles decidem eh fazer, como eu posso dizer, a família biológica visitar a família acolhedora. É necessário que uma das partes solicite essa visita. Essa visita ela é assistida ou eles podem marcar entre eles eles mesmos sem comunicar alguém. Que que acontece, né? Quando a família acolhe uma criança, se aquela criança tiver sendo acompanhada
pela família de origem, nós do do serviço a gente promove esse encontro dentro da nossa sede. Então, se não tiver nenhum impedimento da família de origem ver a criança, visitar a criança, ela vai ser, vai ter esse processo lá na sede, essa visitação. E no que o que a gente não deixa, o que a gente fala é que a família eh de origem, ela não vai saber onde que é o endereço da família acolhedora, né? Ela não tem contato com a família acolhedora. Se ela quiser ver a criança, ela vai ver na nossa sede. Tanto
que a gente fala que se a família acolhedora quiser conhecer a família de origem, ela pode conhecer, né? Se apresentar, sou Maria, tô acolhando sua filha e tudo mais. Mas se ela falar, não quero, não quero contato é respeitado. O que tem que continuar é a convivência. Se a criança ela tem que ter convivência com a família, ela vai continuar com a sua convivência, porque o objetivo é se se não tiver nada que desabone a família, é reintegração familiar. Então assim, toda a rede, tanto nosso da da do serviço, quanto CRAS, CREAS, a saúde, todo
nós eh eh eh esforçamos para que aquela família consiga superar o que ocasionou acolhimento, né? E e e esses encontros eles são muito favoráveis à criança, porque a gente família pode ser o que for é a família da criança, né? E se no caso a criança ela já tiver na fila de adoção e tiver esse encontro com a família de origem, eles têm algum direito a ter contato com a criança? Como que funciona? Nesse caso aí, se se a criança já chegou a ser tá pra fila da adoção, então ela já foi destituída do poder
familiar. Então ela, o a família natural perde qualquer direito que tenha sobre em relação à criança ou adolescente, entendeu? Então já não existe mais esse exigir, não. E uma outra situação, por exemplo, quando a família ainda não houve a destituição do poder familiar, mas tem um tipo de impedimento, por exemplo, que impedimento poderia ser esse? Vamos supor que há uma suspeita de violência sexual na família. Então, até que se apure se a violência é verdadeira ou não, há um afastamento. Porque enquanto não se verifica se o crime aconteceu, primeiro protege a criança. Então, esse essa
convivência não é permitida. Aí apurou-se o crime, não aconteceu, inicia-se o processo de aproximação para possível retorno dessa família. O crime aconteceu, essa criança vai ser destituída do poder familiar. Aí, já que vai partir paraa destituição, também não vai acontecer a aproximação, porque ela será encaminhada para adoção. É, boa tarde. Sou Elenice lá do Creias. Eh, eu posso, se eu como família colhedora, não, ainda não estou no programa, mas entrando no programa, eu posso escolher a idade, sexo da criança. Sim. o a família traz para nós o perfil que mais se enquadra na realidade da
vida dela. Então a gente acredita, né, a gente sabe que às vezes uma uma mulher Que trabalha tempo integral não vai conseguir eh fornecer os cuidados para um bebê de 2 meses, né? Então a família vai trazer para nós qual que é o perfil mais adequado para ela. Aí ela chega e fala: "Olha, para mim é mais fácil. Eu tenho uma menina em casa, então vai ser mais fácil ter mais uma menina de até 6 anos de idade. Aí nós vamos trabalhar em cima daquele perfil. Hoje nós estamos dando prioridade às crianças que já estão
na casa lá. Então a gente olha lá na casa lá, nos quadros das crianças que já estão acolhidas, se tem um perfil que bate com o perfil da senhora. Aí a gente fala: "Olha, nós temos a criança de 5 anos, uma menina. Aí a gente faz a aproximação. Isso depois da história já passar pela capacitação, eh, a gente realizar as visitas domiciliar, estando tudo certo, a senhora estando apta para acolher, aí a gente vai fazer a aproximação da criança com a senhora. Certo? Obrigada. De nada. Pode passar. Boa tarde. Meu nome é Isabela, sou terapeuta
ocupacional na residência inclusiva e a gente sabe, se eu tiver errado, por favor, me corrijam, que a fila de adoção é uma fila que demora-se muito tempo. As pessoas estão na fila e demora-se anos até conseguir essa adoção. Como é que é? Qual que é o tempo? Eu chego lá, falo: "Oi, quero ser família colhedora". Qual que é o processo? É, também é demorado. Como é que funciona, né? Pode falar, Landita. [risadas] Não, não, não costuma. não tá sendo demorado não. A partir do momento que a gente capacita a família, né, que a gente explica
pra família direitinho, né, a eh a o que é o serviço, eh você fala o perfil, a família fala o perfil pra gente, a gente olha lá, né, na nossa lista se tem alguma criança que bate e a gente já vai fazendo a convivência. Olha, a gente fala: "Olha, Isabela, tem uma criança aqui do seu perfil, menino, dá para você fazer a convivência, começar a convivência segunda-feira, 3 horas da tarde?" Dá, Amandinha. Então vocês se encontram lá na sede do serviço, às vezes a gente vai para algumas praças que tem brinquedos aí do município pra
gente tá que a gente acha que isso ajuda muito e vai promover essa essa aproximação, né? E ver se a criança que eu acho que assim, a prioridade é como ela está se sentindo, né? Se tá dando certo e essa aproximação, se não tá dando certo, se a criança tá confortável, se não tá confortável, como que tá a família, sabe? Então assim, não costuma demorar. Você quer tem eh datas, números? Números, não, por exemplo, se se você tiver capacitado, né? Se a gente capacitou dois tr dias mais ou menos, né? A gente acredita que 15
dias ao mês você já tá com a criança em casa. O que pode demorar às vezes vai depender do perfil que a família traz para nós, né? Às vezes o perfil que ela quer não é o que nós temos na casa lá. Então ela Fica ali, né, na fila de espera esperando o perfil dela aparecer. Mas tendo perfil, a gente já agiliza para poder fazer a aproximação. É isso aí até mostra aqui que de acordo com, vamos dar exemplo, nessa questão do cadastramento, se você faz determinadas exigências para se adaptar, talvez a demora é maior,
né? Agora, se você chega na com eh se cadastra, não, eu quero ser a família acolhedora. Ah, qual idade? Não importa, vai surgir logo um, né? Aí é bem mais rápido. Agora, se você adotar muitos critérios, né, a respeito de se é menino ou se é menina, idade, a isso aí vai depender daquilo que eh pode surgir da na daquele momento. Se tiver, vai. E agora se não tiver tem que esperar para alcançar o perfil da do que foi colocado. Só um ponto que também é interessante, foi colocado assim demora e tudo, eh, como vem
colocado é sempre o perfil. E uma certa vez uma pessoa que tava na fila de adoção há 3 anos me perguntou: "Eu tô há 3 anos esperando meu menino e vocês não me arrumam meu menino?" Só que aí eu perguntei: "Qual o seu perfil?" "Ah, eu quero recém-nascido." Gente, se você quer um recém-nascido, não existe uma fábrica de meninos. e meninos que saem. Significa que se você, se a criança conseguiu, adotante conseguiu adotar um recém-nascido, significa que um recém-nascido passou por uma situação de vulnerabilidade, decidiu-se que ele iria paraa adoção e a partir dali as
coisas aconteceram. Graças a Deus a gente não vê menino jogado na rua aqui em Unaí a gente não vê menino jogado. Então é por isso que às vezes demora. é o perfil que se escolhe e como bem pontuado, nós eh você escolhe um perfil, normalmente a maioria das pessoas querem um perfil de idade mais baixa, de preferência quanto mais novo, melhor. E como dito, não existe uma fábrica de criança que você distribui a criança. Se você recebeu aquela criança, é porque aquela criança foi exposta a uma vulnerabilidade. Ela já vem numa situação difícil. respondido. Isso
que eu queria colocar também é em relação à adoção, que são coisas muito distintas, né? Um perfil de criança para adotar, eh, a maioria das pessoas, além de querer beber, elas também querem crianças saudáveis e uma criança só. E geralmente nos abrigos tem grupos de irmãos e a maioria tem e crianças que não são 100% saudáveis, né? Então é por isso que a conta não fecha, porque tem inúmeras pessoas que estão no cadastro de adoção, mas a maioria das crianças que estão aptas para adoção são adolescentes com deficiência, geralmente negros e são grupos de irmãos.
Então geralmente são pessoas que não se enquadram no perfil de quem quer adotar. Eh, eu vou levantar a mão que eu quero fazer uma pergunta também pro Dr. Júlio aqui. Quando quando você chega, você é a família acolhedora e tem lá, você fez o perfil e tudo, tem lá a criança. Essa criança de repente eh ela tem algumas situações de interm eh por intermédio do judiciário, porque ela tá lá, certo? Então, às vezes porque ela foi agredida, às vezes é porque ela foi abandonada. Então tem vários. Isso aí chega pra família acolhedora todo o processo.
Por que que ela apareceu lá? Responderem que elas estão com a resposta na ponta da língua. Então nós falamos um pouco do relato da criança pra família, né? A gente informamos ali até por questão da saúde. Nós temos um o bebê de se meses que está acolhido, né? Ele não está tendo uma noite de sono tranquilo. E aí a gente conversa com a família, a gente fala: "Olha, você vai levar para o médico, para o pediatra dele, que os pais eram usuários de drogas, que pode ser que ele esteja tendo uma abstinência". Então, a família
tem que ter um pouco do histórico da criança. A gente não cita nome, endereço, até porque também não chega para nós, né? Quando só quando a gente vai acompanhar a família de origem. Então a gente faz esse breve relato da família biológica pra família, até para ela tá ciente e levar pro Pediatra, levar nas consulta. Às vezes são crianças, nós temos uma crianças que uma criança que ela é acompanhada pelo neuro e pela psiquiatra, tem que ter esse relato, né? Então a família já vai preparada. E assim até importante essa sua pergunta porque assim a
a família ela tem que saber até porque se para uma casa, né? Eu tô com o Joãozinho na minha casa, o Joãozinho fala algumas coisas da onde que saiu isso, meu Deus, né? Então assim, a família ela ela tem que saber pelo menos minimamente o que aconteceu com aquela criança, o que ocasionou aquela criança ir pro pro acolhimento e por que que que ela eh eh por que muitas vezes ela fala aquilo no ambiente familiar, né? Aí a gente sempre orienta, olha gente, se a criança falar alguma coisa, né, da família, no nos fale, né,
que aí a gente juntos nós vamos pensar, porque a gente vai sentar com as meninas no judiciário, nós porque assim, ninguém trabalha sozinho, né? Então a gente sempre precisa que às vezes o o que a gente sabe as meninas não sabem, o que as meninas sabem a gente não sabe e a gente eu acho que o nosso objetivo maior é a criança, né? Então, se a família souber o que que tá acontecendo, ela vai cuidar melhor e e vai acolher melhor. Lembrando, é, até até coloquei essa pergunta pelo fato que muitas vezes a gente fica
indagando, né? Vou sair com a criança, quem que que eu posso encontrar lá na frente? Às vezes judicialmente o pai tá Proibido de ficar nem se aproximar. Aí você às vezes não sabe, o pai chega, abraça aquela coisa toda. Por isso que a a família ela tem que ser colocada, né? Eh, lembrando, gente, que não é assim. Peguei o menino, tá aqui seu menino. Não, existe estudo, existe encaminhamento, existe todo um acompanhamento anterior. Eh, o, quando você ingressa na família acolhedora, o juiz pode convocar o guardião legal a participar da audiência concentrada, se ele entender
que é o caso, entendeu? Eh, lembrando que às vezes é muito comum, principalmente crianças com histórico de violência sexual, às vezes aquela criança ficou na casa lá muito tempo, não conseguiu se abrir com ninguém, mas com o guardião legal ali, com a família acolhedora, ele pode acontecer dele se abrir. Então, o guardião tem que comunicar isso imediatamente ao SFA, pro SFA comunicar o juízo para se apurar tudo aquilo que foi feito. Tudo na família colhedora é precedido de algum estudo e de alguma conversa. Nada é feito eh eh digamos assim solto. Exatamente. Tudo é feito,
tudo é precedido de algum estudo. O importante disso talvez seja a questão do segredo de justiça. Isso todos os processos que envolvem criança, menores de 18 anos até crianças e adolescente, eles ele tem segue em segredo de justiça. Só que existe uma questão. O que que é esse segredo de justiça? Eh, tem, né, a gente não pode tornar público o que é o que é parte daquilo, Né, o objeto da ação. Porém, nós estamos lidando com vidas. E essa criança que que vai para eh uma família acolhedora, existe toda uma equipe técnica que cuida dela.
Essa equipe técnica existe um sigilo profissional, existe toda uma equipe que está cuidando dela e essa equipe profissional elas conversam entre si. O Conselho Tutelar, a família colhedora, o CRES, o CREAS, o CRAS. a gente tem o nosso contato e a gente conversa entre si, garantindo esse sigilo profissional. Então, a família vai receber uma criança que foi vítima de violência sexual, ela tem que tá ciente disso. Agora, ela vai, ela será orientada, que ela não pode sair divulgando pra comunidade. Eu tenho uma criança que foi vítima de violência sexual. Aí ela vai estar expondo a
criança e eh violando o segredo de justiça. Eh, como eu digo assim, quando a família quando você se torna família acolhedora, você integra, você passa a integrar oficialmente o sistema de rede de proteção. Então, não existe sigilo dentro da rede. A rede não pode existirilo, sigilo entre a rede, porque senão a rede não funciona, sempre vai travar em algum ponto ali. Então o guardião legal, ele vai ter ciência de todas as limitações daquela criança ali. E é importante dizer, ele tem que preservar o sigilo de todo processo. Ele não pode sair falando Pros outros, entendeu?
E é bom pontuar que isso pode ser inclusive motivo de responsabilização criminal. Doutor, eu gostaria de te perguntar, eh, eu tenho que sair porque já deix, mas eu explicar o se pode falar no microfone. No microfone não, mas é porque tá sendo transmitido, né? Aí às vezes alguém tá assistindo lá e tem que captar sua voz. Oi. Sim, pode falar. Sim. E aí, eh, a questão assim, eu, eu acolhi essa criança, venceu o tempo, eu devolvo essa criança, né, pro pro para casa. Eh, eu, ela vai pra fila de adoção, ela tem que ficar aguardando.
Eu posso apadrinhar essa criança? Vamos lá. É porque assim, normalmente a gente espera que não volte para casa, que que a que a criança não volte para casa lá. Isso que quando a criança sai do SFA, a ideia principal do serviço é que ela já tenha, digamos assim, o caminho dela seguido, ou retornar a família ou ir paraa família substitutiva. Eh, mas nada impede de você ser eh integrar o SFA e também integrar o projeto de apadramento, né, que, se eu não me engano, aqui no município ainda não existe, mas é uma possibilidade sim, não
tem impedimento legal disso acontecer, entendeu? Agora assim, eh, é meio é bem difícil essa hipótese de porque é igual eu falei, a gente espera que a criança saia do SFA com a vida dela resolvida, pro caminho dela fluir, entendeu? Mas que o meu coraçãozinho fica assim mais calmo, o que o meu coração fica assim um mais calmo, que eu até contestei ao senhor aquele dia, quase morri de vergonha depois, porque a gente vai lendo, vai lendo e vai vendo que em outros lugares, se o senhor achar por bem enquanto vai paraa adoção, a criança pode
permanecer na família que está colhendo. Sim. Entendeu? Não, mas é isso que acontece. Isso ela vai continuar. É o que o meu coraçãozinho tá assim se aquiietando, se acalmando mais que eu estou bem assim esperançosa que vai eh acontecesse aqui também no município, porque o senhor pode prorrogar por mais de 2 anos, caso a lei for votada e sancionada. OK. Esse que é o objetivo, né? Esse que é o esse é que é o objetivo. a gente pretende conversar com os representantes do legislativo e acho que aqui é até o momento, né, porque a gente
tá na casa do povo de Unaí, é de que haja uma alteração legislativa para tirar essa limitação dos do máximo de 2 anos, porque eh como eu falei, gente, um processo que envolve uma criança tem vez que resolve muito rápido, mas tem vez que o trem garra e não é por má vontade do juiz, não é por má vontade da assistente, não é por má vontade Da da servidora do fórum, não é? Porque eh a gente teve igual, teve casos que houve todo um processo longo de destituição do poder familiar de uma criança que não
sabia quem era o pai, do nada descobre quem é o pai. Aí tem que fazer isso tudo para ver se o pai quer rever ou não. Aí volta tudo de novo, começa-se tudo de novo e aí toda. Então assim, às vezes a o ideal seria que não se durasse do anos, né? Aí a gente trabalha diariamente para que isso não aconteça. A gente dá o máximo da gente, mas infelizmente tem hora que refore o controle da gente outro. Isso é agora assim, hoje a gente espera que consiga essa alteração na lei, porque o que acontece?
Se não houver esta alteração na lei, eu crio uma eh pode-se criar uma discussão judicial de que ah, aquela criança só já integrou por 2 anos, ela não pode integrar mais o SFA ou ela não pode ficar dois anos com a mesma. Então, cria-se diversas discussões legais que a gente espera que não existam, né, até que haja uma alteração na lei nesse ponto do município. Mas o objetivo vai ser esse. Se a criança estiver no serviço família acolhedora e que seja ali passou-se os 18 meses, ela não vai voltar para casa lá. O objetivo é
que ela continue ali até ser resolvida a situação dela, que seja já encaminhada para adoção, que seja esperar a a família de adoção adotiva, né, ou retar retornar paraa origem, a família de origem, mas não Voltar ela para casa lá, né, para não ficar tendo esse tira e me tira de dentro de lá. É, gente, ela tá saindo agora, né? Não vão bater. Ela já já bateu uma salva de palmas para ela, porque ela já vai pertencer à família acolhedora agora. Muito obrigado. Muito obrigado. Uma pergunta, tá? Meu nome é Regina. A minha dúvida é
o seguinte: a família acolhedora passa até a guarda dessa criança? Sim. Se precisar viajar, precisa de autorização, vamos imaginar que vai pra Disney com essa criança. Ó, vamos lá. Ah, isso foi muito extremo. Isso foi muito extremo. É porque vamos lá, se pro exterior, sim. Pro exterior, sim. Exterior precisa. Agora dentro do país, não. Você quer levar pra praia? Foi até uma questão que foi colocada e aí é uma questão que é interessante colocar, gente. Pode levar pra praia, pode colocar no inglês, pode colocar no karatê, pode levar pra chapada, pode tomar banho de rio.
Você pode pode colocar no plano de saúde. É dependente, legal. tem desconto no tem isenção no imposto de renda no que tange a dependente legal lá o abatimento pelo período. Por isso é importante ter o termo de guarda e depois uma certidão dizendo quando ela encerrou, porque aí faz o proporcional. Por que que eu coloco que você pode fazer tudo como se fosse seu filho? Às vezes, gente, a gente não sabe qual vai ser o futuro daquela criança ali depois Da sua passagem de família acolhedora, né? Às vezes ela pode ir para uma adoção para
uma família que não tenha muitos recursos, que não consiga levar ela para viajar, mas por ela ter ficado no SFA e o guardião dela ter levado ela pra praia, às vezes ficou a experiência, fala: "Não, eu já fui pra praia", entendeu? Então pode tudo. É até interessante aqui que era uma das dúvidas, até que eu ia perguntar pro Dr. Júlio, ele respondeu antes da minha pergunta. Eu estava aqui assim meio que pensando, né? Como você pega uma criança, né, acolhe uma criança e vamos dar exemplo, graças a Deus, né, a Câmara Municipal, que eu sou
servidor efetivo da Câmara Municipal, nós temos o plano de saúde. Isso, nós temos o plano de saúde. Aí eu ficava vendo o seguinte, mas os meus meninos também têm o plano de saúde porque são dependentes de mim. Então eu ficava aqui me, né, falando assim, que que é isso, né? Aí vamos dar exemplo, se fosse por a criança acolhedora, aí eu tinha que levar lá no SUS. Teve teve um um caso muito interessante. Eh, isso foi me compartilhado por um outro juiz de uma criança que tinha um problema de coração. Ninguém sabia que essa criança
tinha problema de coração. E ela foi para um casal de médicos cardiologistas. E o cardiologista na hora descobriu o problema da criança e aí incluiu ela no plano de saúde, fez a cirurgia, fez o Procedimento, fez tudo. Aí pronto, eu estou na família acolhedura. [risadas] Que bom, que bom. Essa era a minha dúvida que eu tava aqui na hora, porque a gente ficava, por que que o meu filho vai, né, pro hospital particular e o outro eu vou ter que levar para lá? Ah, mas é porque você aí aquela coisa, entendeu? Tem que explicar. Então
é, já cortou essa explicação, já não vai precisar mais. Então, família acolhedora chega. É de palavra pro Junor do Mas agora vão falar. Agora vão falar. Pode falar. pode abrir o microfone e falar o Conselho Tutelar. Então assim, gente, eh a população em si tem um preconceito muito grande com o Conselho Tutelar, né, que acha o Conselho Tutelar sai pegando menino na rua aí a torta direita. Inclusive, a gente tinha até uma uma richa aí com o pessoal da casa lá que briga demais com a gente quando faz um acolhimento, gente. Mas quero colocar um
exemplo de hoje. que minha colega tá ali, não deixa eu mentir, a Regiane eh tem duas colegas que foram pra cidade Formosa hoje levar um adolescente para evitar esse acolhimento, para evitar esse trauma na vida desse adolescente, que querendo ou não, esse acolhimento institucional é um trauma, que você aconteceu alguma coisa De ruim na vida daquela criança adolescente para ele chegar naquela situação. Então assim, então paraa gente, a gente tenta evitar o máximo esse acolhimento. E esse programa que tá começando agora, tem muitas dúvidas, eh já tem famílias aptas. Quero até parabenizar a equipe, parabenizar
essas famílias que se colocaram à disposição a est recebendo essas crianças em casa. Eh, inicialmente tá dando preferência pras crianças da da casa lá, até para dar uma desafogada na casa lá, porque como foi dita aqui também, tem época que tem 15, mas aí semana que vem já tem 30 novamente. E acontece assim, gente, do nada, do nada igual tô de plantão esse final de semana eh já fui informado que vai ter uma situação aí de possível eh retirada da instituição do poder familiar. Então, não sei se vai para acolhimento, não sei se vai para
outro familiar. Então, assim, quer dizer que não é culpa do conceito tutelar, gente. A gente não quer pegar menino na rua, não quer tomar menino de pai, mãe, não quer. A gente quer resolver aquele problema, tirar aquela criança e zelar pelos seus direitos. E esse programa eh mostra que é dever de todos tá zelando pelo direito dessas crianças, porque elas são os nossos futuros, são os futuros vereadores, são os futuros técnicos, são os futuros conselheiros tutelares. Então assim, a gente tem que cuidar dessas crianças adolescentes e quero colocar aqui à disposição o conselho tutelar, o
que vocês precisarem, nós estamos à disposição. E vocês também, toda a população, todos os técnicos aqui presentes, toda a rede que vocês precisarem, pode contar com o nosso apoio, tá? Temos uma pergunta aqui. Vamos lá, vamos perguntar. É a hora, hein? Boa tarde, pessoal. Me chamo Yasm, sou psicóloga da Casa Lar. Eh, não vou fazer uma pergunta, mas diante de algumas perguntas, né, o que vem muito é essa questão da demora, do perfil. Eh, então para os desejosos, que eu deixo é flexibilizem os perfis, as idades. Nós temos crianças maravilhosas esperando ser acolhidas, mas às
vezes a gente esbarra muito na questão da idade, na questão de grupos de irmãos, né? Eh, em relação aos relatos das vivências que as crianças podem ter ao estarem em uma família acolhedora. Por mais que a casa lá tente ofertar lazer, convivência, infelizmente a gente não consegue individualizar essa experiência eh por questões de organização e questões financeiras. A gente não consegue levar todo mundo pra praia, pro cinema. E eu falo às vezes coisas simples, ir a um restaurante, né? Então, a gente vê aí a família acolhedora com um programa maravilhoso. Demorou muito para chegar na
nossa cidade. Temos, percebi que a maioria aqui são profissionais da rede. Então, convido a vocês, vamos divulgar esse programa, vamos aí passar o telefone, passar o endereço, porque nós precisamos muito. Como José Alencar falou, as casas, infelizmente, desde dezembro está transbordando. Então, desacolhemos, acolhemos e precisamos muito impulsionar esse serviço, né? não só pelo bem da Casa Lá, mas também principalmente pelo bem dessas crianças e adolescentes. Então, os desejosos, gente, podem ir sem medo. Uma equipe super preparada para apoiar, né? Nós também da casa lá auxiliamos nessa transição. A parceria do judiciário também é esplêndida. Então
fica aqui o meu convite para quem tem o desejo dê continuidade, para quem às vezes não pode, que no meu caso por enquanto é esse, eu ainda não posso, mas tô aqui como divulgadora, então vamos lá impulsionar esse serviço. Meninas, parabéns. Dorinha, seminário maravilhoso e necessário. Muito obrigada por esse momento. E é isso, gente. Obrigada. Muito bom. [aplausos] Deixa eu só fazer uma uma colocação aqui que hoje eh o nosso acolhimento, o que que tá acontecendo? Eh eh a gente tá são crianças que que são do serviço de acolhimento em casalar, né? O nosso objetivo
qual que é? É como José Lencar falou, se acontecer alguma eh eh questão de acolhimento, né, a gente assí, olha, Estamos com Joãozinho aqui, dona Mariazinha, a senhora pode acolher? e a gente vai articular para que ocorra esse acolhimento dentro da família, né? Então assim, o o objetivo, né, do nosso serviço é esse. Hoje eh eh o o nosso acolhimento, ele tem sido muito em vias institucionais. A criança sai da Casalara e vai pra família acolhedora. O nosso objetivo é qual? Aconteceu uma situação de violência onde o poder judiciário eh determinou o afastamento que ela
já vá para uma família eh acolhedora, né? que ela espere até que que que a que a solução da sua família seja resolvida dentro de uma família. Então assim, o nosso objetivo é esse. Só que para isso a gente precisa que todo mundo abrace. A gente precisa de pessoas como os acolhedores que comprem essa ideia com a gente, né? Talvez seja um sonho ainda assim pro final do ano eu sendo muito otimista. Sim, mas eu acredito que é possível, né? Se todo mundo pegar na mão do outro, a gente consegue. Amanda, só tão vendo isso
igual você colocou a fala aí agora, eh, tudo passa pelo judiciário. Então, assim, essa fala de ir diretamente pra família colhedora. Nesses casos excepcionais, igual eu comentei, que acontece após às 17:30 desse horário comercial, eh tem essa possibilidade de ir direto pra família colhedora antes de passar pelo judiciário, antes de ter o aval dele? Então, hoje a gente não tem eh famílias eh eh em cadastro reserva para que isso aconteça, mas no num futuro próximo, que Eu quero acreditar sim, né? Porque aí vai ser como como se acontecesse com eh eh a casa lá, ao
invés de para o serviço de acolhimento institucional, vai pra família, né? E depois vocês tm os prazos lá, né? de de 24 horas para eh é sim, mas o nosso objetivo é esse, é que o acolhimento familiar seja prioritário institucional, porque é isso que preconiza todas as normativas, né? Que que a criança vá para a família e eh Amanda, só para colocar aqui essa questão, esclarecimento aqui com relação a a ao que ele falou aqui, que seja um ato imediato. Vai depender do perfil do da das famílias de cadastro. Se já chegou, ó, o que
o que tiver necessidade de acolhimento, eu estou à disposição. Aí essa essa criança é automaticamente ela já vai ser, porque não vai precisar de idade, não vai precisar de de, né, de etnia, não vai precisar de de nada. Então ela já vai direto para essa família acolhedora. É isso. É isso aí mesmo, não é? Aí então fica assim. Vocês fazem tudo o acompanhamento depois depois depois assim eh eh pegou criança, né? A família vai tá com criança. Então se for que vai ficar um ano, vocês acompanham sempre que tem para ver adaptação. Sim, nós acompanhamos
sempre fazendo visita. nós vamos nas escolas para saber como que tá o comportamento da criança, se ela conseguiu se adaptar, se tem alguma coisa, como por exemplo, eh, a criança quando ela cria um vínculo com a família, ela vai externar coisas que aconteceu na infância dela. Então, a família já vai estar preparada para essa situação. A gente teve uma situação de Uma criança que ela chegou a falar, né, para para o acolhedor, no caso foi para os pais do acolhedor, os avós, né? Ela contou que a mãe tinha tinha corrido atrás dele com a faca
e isso ele nunca externou dentro da casa lá. Então ele externou isso pra família porque ele já criou um vínculo. Então essa fala nem o psicólogo sabia, nem o psiquiatra dele sabia. Então quando chegou para nós, eu levei pr pra psicóloga dele para trabalhar isso com ele sobre esse sentimento que estava ali com ele. Assim, a família não fica sozinha, né? a gente, a gente eh eh como diz o a gente tá sempre junto porque a gente acredita que nesse primeiro momento quando a família recebe essa criança, tem uma fase de adaptação de todo mundo,
da família que tá colhendo, da criança que tava na instituição e que tá nessa família. Então assim, é uma adaptação mútua, né? Então assim, como o o Ander falou, né? Demora, né? porque às vezes aquela criança tava mais eh eh na casa lá são mais cuidadoras, então você às vezes vai numa casa que tem eh eh o casal e e dois, três filhos, né? Então é difícil esse período de adaptação. Então a gente tá sempre perto, a gente tá sempre acompanhando, né? A gente tá sempre à disposição, qualquer hora manda mensagem, a gente vai orientando,
depois a gente faz visita dentro do do que a gente consegue. E a tendência do serviço é ir desmamando, porque se se essa criança ficar muito tempo com vocês, nós não precisam se preocupar, todo dia eu vou ter a equipe técnica da família aqui dentro da minha casa. Não, não é assim. Lógico que no início a família vai est lá mais vezes. Nós, enquanto equipe técnica do judiciário, a gente vai sempre que houver determinação do juiz, Mas só eh quando vocês já estiverem, quando a criança e vocês estiverem totalmente ambientadas com a criança, aí vai
ser só no tempo regular, por exemplo, de seis em se meses, a cada 3 meses, só para ter um contato assim de acompanhamento mesmo. Agora no início não é adaptação, aí vai ser bem frequente. Vamos lá, pergunta. Eh, é, boa tarde. Eu me chamo Diane, sou psicóloga na rede de saúde do município. Eh, eu tenho uma dúvida no sentido assim, eh, a gente sabe que quando a família adota, né, tem direito à licença maternidade ali, né, igual é normalmente, né, o nascimento de um bebê. E com a questão do do acolhimento dentro da proposta da
família acolhedora, eh tem algum período assim, não de uma licença, mas de um período de adaptação, eu falo por questão das famílias que trabalham em tempo integral, em algo assim, até conseguir resolver questão escolares da criança, de organizar mesmo essa rotina, né? Tem algum período ali que é resguardado para Infelizmente não, porque a quando a única guarda que dá direito a uma licença prévia é guarda para fins de adoção. Quando você já está no período ali prestes a adotar e aí você já recebe a criança sob guarda para fins de adoção, o processo já é
de adoção. Inicialmente você tem a guarda para fins de adoção e ao final daquele processo você já vai adotar. Aí você já tem Início a licença. Mas caso contrário, não. Como essa guarda que você vai receber não é para fins de adoção, ela não te dá direito à licença. Mais uma pergunta. Vamos lá. Eh, [limpando a garganta] essa questão é uma dúvida em relação a todo esse processo. Eu queria saber se existe alguma forma de flexibilizar o acompanhamento tanto da criança quanto da família num âmbito psicológico, digamos assim, para ter esse auxílio mais próximo. Se
existe alguma coisa que facilita isso. Então, hoje existe a uma prioridade para pros acolhidos, né? Eh, para as crianças que estão institucionalizadas. Eh, existe também uma conversa para que essas famílias acolhedoras também tenham esse atendimento, né? A gente ainda tá engatinhando ainda, né, nesse processo que a gente acha importante que eh eh eh tanto a criança receber esse acompanhamento quanto a família, né? Porque nós enquanto equipe técnica, a gente não faz o acompanhamento clínico, né? Eh, eh, e o acompanhamento clínico e a gente tá iniciando, vamos vai dar certo [risadas] esse acompanhamento dessas famílias também,
porque a prioridade da das crianças já existe, né? Se alguma criança dentro da que tiver uma família acolhedora precisar de um acompanhamento, ela vai ter. Mas agora não existe isso ainda com as famílias acolhedoras, né? E e a gente tá tá tá ventilando essa conversa respondido. Gente, eh eu queria Falar com vocês que essa, esse seminário ele alcançou verdadeiramente o objetivo que nós estarmos, né, dispostos a fazer, que é levar o conhecimento, né, tirar as dúvidas para que essa lei ela possa atingir várias famílias, né, que possam participar, tá? Nesse momento eu vou passar para
as considerações finais a vereadora Dorinha Mega Graço e depois, né, o nosso vice-presidente vai fazer o encerramento da reunião. Ah, eu vou ter que repetir para ela, só que eu não sou o tradutor que ela teve aqui, não. [risadas] Vai, mas de repente vocês entendam, aí vocês me falam. A rede. Cumprimento a rede. Cumprimento a rede. Agradece. Agradece. Agradeço. Peço a Deus. Peço a Deus muita sabedoria. Muita sabedoria para vocês. Para vocês e a Câmara. E a Câmara através do poder legislativo. Através do poder legislativo. E a escola do legislativo E a escola do legislativo
está disparada está à disposição para os debates iguais a esse. Para debates igual a esse. E lembra você? Lembro vocês que é um assunto muito complexo. Que é um assunto muito complexo e nós temos estudar e nós precisamos estudar muito, muito. E nossas dúvidas E as nossas dúvidas aqui, ó, na rede. As dúvidas, né, aqui na rede. E eu agradeço E eu agradeço a rede e todos presentes. a rede e também todos presentes. Marilene Marilene representante judiciário. representante judiciário. E eu Túlio. Você e Túlio. Reconheço, né, Yolanda a importância. E reconhecendo, né, Iolanda, a importância
sua. Sua. Eu fiquei muito feliz de escutar o que você falou. Eu fiquei muito feliz de escutar o que você falou. O nai mostra O naí mostra maturidade. Maturidade. Tanto é Tanto é que tá querendo que tá querendo mexer na lei. Mexer na lei municipal que já existe. E eu me coloco à disposição. Eu me coloco à disposição. Eu tenho certeza que meu colega Felipe. Tenho certeza que meu colega Felipe e outros juntos e e outros e outros juntos e e ela e eu tô junto. E vamos abraçar a causa. E vamos abraçar a causa.
Essa rede é nossa. Essa rede é nossa. Muito obrigado. Muito obrigado. Que Deus ilumine vocês. Que Deus ilumine vocês. Obrigado. [aplausos] Fui bom, né? Fui bom, né? [risadas] a palavra do nosso nosso vice-presidente. Oi, pessoal. Então, é como foi um dia muito proveitoso, né? Tenho certeza aí que todos nós aí amadurecemos a ideia, aprendemos um pouco, né, com todo conteúdo que cada um particularmente tem a oferecer, foi bastante proveitoso, viu, Dorian? Parabéns. E a gente, por exemplo, meu primeiro mandato agora, então é uma reunião que a gente entra de uma maneira e sai de outra,
né? A gente tem mais eh conhecimento e cada palestrante que falava, a gente a gente se comovia mais com a importância desse projeto, a situação do Anderson também é Anderson, né? Salvo engano, o nome dele, Wender. Wender, né? Ander, o Ander é o é o Anderson com Anderson, né? O é o Ander, né? Eh, ele até se emocionou, né? Ele faz parte desse acolhimento e como o Dr. Júlio disse, né? Eu tenho certeza aí que a vereadora Dorinha deve apresentar essa emenda aí no projeto, né? Não prefeito. É o prefeito, né? eh para estender esse
prazo, né, de 24 meses, porque não faz sentido se a particularidade da família, né, se o pai ou a mãe ou o responsável ainda não está habilitado a ter essa criança novamente, não tem por ela voltar, né? Então, ou seja, é um sofrimento. Eu tenho filho e eu falo e a fase, parece que você mais ama a criança é de 2, 3, 4 anos de idade, né, que ela tá começando a falar, tá começando a brincar. Então esse afeto aí ele ele cresce muito e a gente sabe que a criança sente demais, né? A gente
fica dois, três dias fora de casa, criança já sente, você imagina ficar aí um como se diz, por um período definitivo, sem o contato com essa criança. E no mais é isso, pessoal. Eu fico muito agradecido. Eh, convidar todos vocês aí, caso queira participar das nossas reuniões extraordinárias, 14, eh, às 14 horas, todas as segundas-feiras. E a casa está aberta, né, para receber todos vocês, caso queira visitar meu gabinete, terceiro andar, sala quatro, né? E mais uma vez, Doria, eh tudo isso aqui, não estaria acontecendo se não fosse eh a Sua competência como vereadora. A
gente sabe que mais do que merecido e o Naí eh não seria o Naí que é hoje, se se não tivesse o dinhora, eu repito, né? bastante tempo aqui na Câmara trabalhando e fazendo pela população. E a gente vê uma causa tão nobre, né, que o Naí tem 82 anos e há pouco tempo, né, que foi sancionada essa lei, né, ô vereadora. E por parte da senhora, então se não fosse a senhora, até hoje não existiria, né? E quantas crianças que estariam vulneráveis aí, carentes de ajuda. Mas é isso aí, Deus coloca as pessoas certas
na nas horas certas. Então, eh, vou finalizar aqui. Eh, declaro encerrado o presente seminário às 16:56 e agradecemos a presença de todos. Muito obrigado. Bom feriado e bom final de semana a todos. Gente, o certificado, depois a gente vai bater outra palma, tá? E o certificado, todos podem pegar o certificado com a a Amanda ou com a Dorinha. Então o certificado tá na mão delas aqui agora para bater palma. [aplausos] Não, mas eu vou vou Vou pegar bom. Obrigado. Oi, Mas a pena, né? Acabamos de uma família que vai olha aqui família agora Obrigada. Obrigado
lá para estar aqui. Obrigada. Aleluia. Aí, ó. R$ 10 aqui, cara. Qualquer coisa. a Segunda pessoas na porta Lord Sei, eu falei Pegar