O que fazer quando os exames estão normais e impaciente tem queixa sintomas ou simplesmente não se sente bem né é uma situação bem conflitante que acontece com um extrema recorrência na nossa prática Clínica do dia a dia você tem diante de si uma pessoa que apresenta um cortejo sintomático expressivo tem múltiplas queixas a vida não anda bem Tem baixa autoestima e capacidade de concentração baixa cognição mudanças da composição corporal dificuldades de perder peso facilidade para ganhar peso baixa performance Natividade física a imunidade está caindo a performance Física não é mais a mesma a condição de
qualidade de vida está sofrendo um processo nítido e crônico de deterioração pede-se uma quantidade enorme de exames laboratoriais pesquisa-se dosagens de determinados hormônios e para surpresa Geral de todos do médico e do paciente vem lá a lista de exames hormonais solicitados dentro das faixas consideradas completamente normais Esse é um problema de enorme envergadura e de grandes repercussões se não entendermos como abordá-lo de maneira adequada de maneira objetiva então eu gostaria eu poderia fazer essa abalogia e seguir essa linha de raciocínio falando aqui de qualquer hormônio mas eu quero pegar uma aqui para que a gente
possa entender e esse raciocínio pode ser extrapolado e pode ser replicado para qualquer outro hormônio vamos analisar a saúde masculina um hormônio chamado testosterona quando a gente faz observar o que que o laboratório traz como níveis normais testosterona para um homem nós vamos encontrar a primeira coisa bem peculiar os laboratórios óbvio que alguns têm algumas diferenças nas faixas de referência mas de uma maneira geral considera-se que até testosterona oscilando de 250 monogramas por ml até 1100 monogramas por ml os homens que estão dentro dessas faixas são considerados normais ora a primeira coisa que já nos
causa surpresa se eu tenho Pedro 40 anos quanto testosterona de 250 tenho carros 40 anos com a testosterona de 1.100 eu não preciso ter nenhum atributo intelectual mais privilegiado para entender que pelo próprio ponto de vista lógico um homem que está produzindo quase cinco vezes mais testosterona ou do que o outro esses dois homens não podem estar na mesma condição hormonal não podem estar na mesma condição metabólica Então qual é uma coisa relevante que nós precisamos entender distraídos esses números normais eles não são extraídos nem da Clínica e nem da Medicina eles são extraídos de
uma outra ciência chamada estatística Observe como é que isso funciona a cada vez que um determinado laboratório realiza 10 mil vezes a dosagem de testosterona ele vai ter que ter a própria caso Mística ele vai dizer assim desses 10 homens 10 mil homens que dosaram testosterona o mais jovem tinha idade a o mais velho tinha idade C E no intervalo do mais jovem Ah para o mais velho c o nível variou de X até Y Ok a estatística pode até nos dar um Norte pode até nos dar uma referência mas a estatística ela não pode
estar sozinha ela não pode estar desacompanhada da Clínica e para nós Clínica a nossa grande pergunta é independentemente de qual é o seu nível de testosterona ou qual é o seu nível de um hormônio tal o raciocínio vale para qualquer hormônio vale para homens vale para mulheres pergunta que o Clínico que trabalha com hormônios precisa saber responder a partir de que nível Laboratorial de um dado hormônio eu já passa a ter diante de mim um indivíduo sintomático essa que é a grande Pergunta que precisa ser respondida e o raciocínio mais importante o número do laboratório
jamais repito jamais pode ser interpretado de maneira isolada desprezando o cortejo Clínico a apresentação dos problemas sinais e sintomas de um dado paciente porque porque se eu desprezar a clínica as manifestações queixas e problemas que essas pessoas chegam reportando eu estarei me transformando em um tratador de exame de laboratório eu não estarei usando o raciocínio clínico e não estarei usando a semiologia e as hipóteses diagnósticas como elementos de base fundamentais Que Nós aprendemos ao longo do nosso treinamento médico Todos Nós lembramos da lição de Base a clínica é soberana mas poucos de nós praticamos lá
na nossa no Exercício da nossa rotina profissional o que é que eu preciso deixar bem claro aqui que nem sempre as concentrações de um dado hormônio que eu aferi na corrente sanguínea na saliva na urina é absolutamente imperativo que todos nós entendamos que nem é na saliva nem é na urina e nem é na corrente sanguínea que os hormônios atuam o palco de atuação natural dos hormônios De Onde Eu Vou extrair uma coisa chamada efeito era o núcleo das células e com alto grau de frequência nós temos discrepâncias entre as concentrações que viajam em qualquer
um desses meios urina sangue saliva do que está acontecendo realmente dentro de uma célula o que é que significa isso que não é pequeno o número de vezes em que nós vamos ter a concentração de um hormônio dentro das célula sendo representada por uma concentração completamente diferente da corrente sanguínea a célula não está expressando que está acontecendo no sangue e nem tão pouco o sangue está expressando o que está acontecendo dentro de uma célula e principalmente como eu já falei porque as concentrações que viajam no nosso corpo de hormônios do lugar onde são produzidos ao
lugar onde eles atuam são milésimais são muito pequenas e muito difíceis de aferir por qualquer metodologia e para gravar ainda mais esses problemas as unidades de medida que são utilizadas quando eu douso um hormônio na urina às vezes são diferentes das unidades utilizadas quando doses na saliva às vezes são diferentes das unidades utilizadas quando nós no sangue e como se não bastassem esses problemas ainda tem um problema também que impacta nessa linha de raciocínio qual é o problema é que quando eu vou aferir as concentrações de um dado hormônio em qualquer um desses meios eu
estou deixando de levar em consideração o grau de hidratação que essa pessoa possui deixando de levar em consideração uma coisa fundamental Qual foi a técnica utilizada para dosar aquele hormônio e infelizmente a maior parte dos laboratórios quando vai dosar hormônios na corrente sanguínea utiliza-se de uma técnica que permite dosar hormônios de uma maneira maciça massiva em larga escala que é a química mas infelizmente a que me ilumine Essence é um método de menor acurácia o método melhor seria o rádio no ensaio que infelizmente é um método muito mais caro e nem todos os laboratórios querem
utilizar uma estratégia tecnológica que vai permitir a compressão da margem de lucro porque o investimento para realizar o exame vai exigir mais recursos deixando menos margem para lucro Então tudo isso colocado em uma mesma linha de raciocínio nos traz a seguinte lição todas as vezes em que eu tiver suspeição de que estou diante de um insuficiência ou de uma deficiência hormonal eu como Clínico que trabalho com a imunologia jamais vou poder depositar todas as fichas nos exames de laboratório e jamais vou poder deixar de considerar a clínica como elemento de base para a formatação do
diagnóstico e consequência estabelecimento da melhor estratégia terapêutica lição que fica a clínica em medicina e em hormonologia é e continuará sendo sober grana se você gosta se interessa por esse assunto quer se aprofundar nós temos um curso completo chamado hormonologia para médicos e também uma linha de treinamento para profissionais da Saúde aqui pelos nossos canais de YouTube Instagram vocês poderão conhecer mais sobre esse assunto muito obrigado por estarmos juntos aqui nesse momento [Música]