Documentos secretos da CIA tratam do Brasil e vão revelar quem matou Kennedy. Bom, conforme o prometido, o presidente Trump resolveu abrir arquivos secretos, né? Diz que são mais de 64.
000 páginas ou documentos; não lembro se são páginas ou documentos agora, mas é uma quantidade bem grande. Então, as pessoas mais entusiasmadas, né, historiadores e pesquisadores independentes, ficaram bem animadas com essa abertura dos arquivos. Porém, o que foi revelado até agora, na realidade, foi uma grande decepção, e já se comenta que a grande revelação é que não houve nenhuma grande revelação.
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000 documentos, só se grandes surpresas vão estar nesses 15. 000 documentos, porque o que foi revelado até agora muitos estão dizendo que é só chover no molhado, né? Por enquanto, então, não teve nada de novo.
Vamos comentar duas coisas em relação ao presidente Kennedy e em relação ao Brasil. Uma das coisas que as pessoas esperavam, né, com a abertura desses arquivos, era saber a verdade sobre o assassinato do presidente Kennedy, né, e também em relação ao Martin Luther King e ao Robert Kennedy. Também, né?
O presidente Kennedy foi assassinado em 63, e o Martin Luther King e Robert Kennedy em 1968. Então, esperava-se que os documentos pudessem trazer alguma luz sobre isso, principalmente em relação ao Kennedy, mas, por enquanto, não tem nenhuma novidade. Só os mais ingênuos acreditam na versão da Comissão Warren, né, que apurou a morte do presidente.
Agora, o que os arquivos revelaram, segundo alguns que estão apresentando como surpresa, é que a CIA se utilizou de expedientes não legais, ou seja, trabalhou na ilegalidade fazendo buscas não autorizadas, fazendo detenções ilegais, etc. , e que teria cometido uma série de abusos não autorizados e contra a lei, né? Fizeram vigilância clandestina, etc.
Ora, eu pergunto, né? Uns estão dizendo, inclusive políticos lá nos Estados Unidos, que "olha que absurdo, a CIA usou expedientes ilegais para obter informação". Eu pergunto, em sã consciência, quem acredita que a CIA só se valia de expedientes legais e autorizados para fazer suas atividades?
Quer dizer, ou é muita ingenuidade, ou eles estão fazendo um jogo político. É lógico que estão fazendo um jogo político; ninguém acredita nisso, mas, por razões de política, estão falando: "Olha, a CIA trabalhou de forma ilegal lá no passado. " Quer dizer, é tudo uma demagogia, né?
Um jogo de interesses. Quem acredita que a CIA nunca usou expediente ilegal? Quer dizer, é uma conversa mole enorme.
Mas, por incrível que pareça, teve político americano dizendo-se surpreso com as atividades da CIA. Impressionante! Um aqui disse que é um verdadeiro catálogo de atos ilícitos da agência, né?
Disse um observador que provavelmente vão lançar livros sobre essas operações ilegais da CIA. O que é, deixa eu ver… é no molhado, mas é sempre interessante conhecer mais detalhes, né? E o que é interessante é que o Brasil aparece nesses arquivos, né, mostrando que os Estados Unidos, né, o presidente americano na época, o Kennedy, e seus assessores estavam preocupados com a situação no Brasil.
Lembrando que isso é pré-1964, eles estavam preocupados com a situação do Brasil pós-1961. Ou seja, nós estamos falando aí do período entre 1961 e 1964. O presidente Kennedy morreu em 1963, então, como os arquivos, acho que são mais ou menos dessa época, então o que estava acontecendo no Brasil entre 61 e 63?
O que era a grande preocupação que foi mostrada no documento? Mas já tinha um arquivo aberto; se eu não me engano, há uns 10 anos atrás já tinha revelado que o presidente Kennedy estava estudando uma operação militar no Brasil para derrubar o João Goulart, né? Isso, se não me engano, em 1962, teria tido essa reunião na Casa Branca, né?
O que esses documentos reforçam é o seguinte: Cuba e China ofereceram apoio ao Leonel Brizola. O que Cuba tinha oferecido apoio já tinha sido revelado. A novidade é que a China ofereceu apoio para o Leonel Brizola.
Bom, vamos contextualizar para que a coisa fique clara, né? Bom, o presidente Jânio Quadros, né, ele renunciou em 1961. O vice dele era o João Goulart, porque, naquela época, né, no chamado República de 45 a 64, você podia votar no presidente de um partido e no vice-presidente de outro partido.
Quer dizer, um sistema meio estranho, né? E aí as pessoas votaram no Jânio Quadros para presidente e no João Goulart para vice-presidente, né? O João Goulart, na altura da renúncia do Jânio Quadros, era chamado de chapa Jânja, né?
O presidente Jânio Quadros renunciou e o João Goulart, o vice, estava na China. O problema é que o João Goulart tinha fama de ser comunista, e de fato era mesmo, né? E aí o que acontece?
Houve, então, uma divisão na sociedade brasileira, uma divisão na cúpula. Uma parte queria a posse do João Goulart, né, porque isso era previsto na Constituição: na falta do presidente, assume o vice-presidente. Porém, uma outra parte da sociedade brasileira… Alegar que o João Goulart era comunista e que isso poderia destruir o Brasil, e de fato, se o comunismo viesse para o Brasil, destruir mesmo, é alegando que o João Goulart era comunista.
Então, a posse dele deveria ser impedida; ou seja, não poderia tomar posse. Segundo investigações, né, segundo pesquisas feitas na ocasião, parece que a maior parte da população era favorável à posse do Goulart, não porque a maior parte da população fosse de esquerda, mas porque estava do lado da lei. Isso é uma coisa que tem que ser esclarecida.
Teve gente que apoiou a posse do João Goulart sem ser comunista, por defender a legalidade, já que estava previsto na Constituição. Então, não é assim: a pessoa apoiou o João Goulart, logo ela é comunista. Não!
Os comunistas de fato queriam o João Goulart, porém a maior parte da sociedade, segundo essas pesquisas, né, queria a posse dele não por ser de esquerda, mas sim por defender a legalidade. Então, tem que ser feita essa diferença. Quem assumiu a presidência com a renúncia do Jânio Quadros foi o Ranieri Mazzilli, presidente do Congresso Nacional, porém quem estava mandando eram os generais, né, o Odílio Denni, que na época chamava ministro da Guerra, né, o almirante e o brigadeiro Moss.
Então, era essa trinca, Denni, Heck e Moss, que mandava no Brasil. Eles é que mandavam; o Ranieri Mazzilli era só a figura externa, um "pau-mandado", ele não mandava nada. Quem mandava era essa junta, né, e eles vetaram a posse do vice-presidente João Goulart.
Nem todos os militares apoiaram, tanto da reserva quanto da ativa. Na reserva, quem acabou ficando muito contra foi o general Lott. Na história dele, ele estava na reserva, né.
A história do general sempre foi pró-legalidade, né, então ele ficou contra e foi preso por causa disso. Então, o Brasil estava convulsionando; o Brasil estava à beira de uma guerra civil. Os eventos de 1961 foram abafados por causa de 1964, mas se a gente analisar isoladamente os fatos de 1961, o Brasil estava bem na guerra civil, porque teve um racha na sociedade e teve um racha nas forças armadas.
Por quê? Porque, embora a maior parte das forças armadas quisesse a posse do João Goulart, a cúpula não queria, e contavam com o apoio de três dos quatro exércitos. O exército do Rio Grande do Sul, né, chamado Terceiro Exército, ficou favorável ao Goulart.
Então, vamos explicar aqui melhor. Antigamente, naquela época, né, em 1961, a distribuição das forças do exército era chamada de exércitos. Então, o Primeiro Exército era sediado no Rio de Janeiro, envolvendo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
O Segundo Exército era sediado em São Paulo, incluindo São Paulo e Mato Grosso, lembrando que naquela época ainda não tinha Mato Grosso do Sul, né; Mato Grosso do Sul é de 1970. Então era São Paulo e Mato Grosso. O Terceiro Exército era da região Sul e o Quarto Exército da região Norte-Nordeste, se bem que tinha uma certa divisão entre o planalto e o comando da Amazônia, mas eles não formavam um quinto exército.
O Quarto Exército era sediado em Recife e era do Costa Silva, que ia ser presidente depois, lá em 1967. Bom, as forças armadas do Brasil estavam divididas em quatro partes. Dessas quatro partes, três partes — o Primeiro Exército, o Segundo Exército e o Quarto Exército — não queriam a posse do Goulart; o Terceiro Exército é que houve, então, o problema, né?
Porque o general, como é que ele chamava? Lopes Machado, né, se não me falha a memória, deixa eu só confirmar o nome dele aqui. .
. Não! José Machado Lopes.
Não, Lopes Machado. O José Machado Lopes, ele ficou na dúvida se ele ia obedecer a cúpula ou se ele ia ficar ligado à legalidade, né? A campanha da legalidade, o chamado "Só de Legalidade", era liderada pelo Brizola, né, que era cunhado do João Goulart e era claramente um homem de esquerda, um socialista, etc.
Essa campanha da legalidade foi capitaneada pelo socialista. Inclusive, os documentos agora da CIA dizem que Francisco Julião, das Ligas Camponesas, que era lá de Pernambuco, recebeu dinheiro de Cuba. Isso aí a gente já sabia, os documentos confirmaram.
Então, essa campanha da legalidade foi capitaneada por socialistas, tendo o Brizola na frente. O general, então, Machardo Lopes, inicialmente titubeou, né? Ou obedecia a cúpula ou obedecia à campanha ou seria um legalista.
Ele optou por ser um legalista, mas disse que nunca foi de esquerda, nunca foi comunista, mas era a favor da legalidade. Então, ele rompeu com a cúpula do exército e apoiou, então, a campanha da legalidade. Teve um momento de tensão em que nenhuma parte cedia e aí tanto a cúpula do exército, né, daquela trinca que eu comentei, quanto o Machado Lopes começaram a fazer preparativos de ações militares que poderiam culminar então numa guerra civil.
Naquela época, o Brasil tinha um porta-aviões chamado Minas Gerais. O porta-aviões Minas Gerais, já parece que já estava até sendo direcionado para essas operações navais. Algumas estradas importantes já estavam controladas pelo exército, aeroportos principais já estavam sendo controlados pela Aeronáutica.
Inclusive, chegaram até a fazer a operação "Mosquito", que era para matar o Goulart, né, mas essa operação não foi adiante. Mas chegaram a dar o nome dessa operação, que visava derrubar o avião do Goulart. Se você quer comprar prata para proteger os seus investimentos ou para diversificar, ou ainda para virar um colecionador de moedas como essa, invista na Morgantes Metais.
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Então, de fato, o Brasil estava caminhando para uma guerra civil. Conforme falei, a Aeronáutica já estava controlando alguns aeroportos, havia tanques de guerra em estradas e já se começava uma operação no mar, capitaneada pelo Minas Gerais, que era, hoje, o Brasil nem tem mais porta-aviões; na época, tinha o Minas Gerais. Minas Gerais, se não me engano, era um porta-aviões francês, né?
Da Segunda Guerra. Acho que, depois do Minas Gerais, o Brasil teve o São Paulo e, depois, não teve mais porta-aviões. Então, já se começavam as articulações em militares, operações, etc.
e tal. Entre os políticos, também houve divisão. No Rio Grande do Sul, óbvio, teve apoio da legalidade, mas o lado de Guanabara, Carlos Lacerda, obviamente ficou contra João Goulart.
O governador de Goiás ficou do lado de João Goulart. Algumas cidades importantes ficaram do lado de João Goulart, por exemplo, a capital de São Paulo, que era de Abreu Sodré. Ele era da UDN, né?
Não era socialista, se bem que, depois, na ditadura, ficou uma figura meio estranha, mas isso é outra história. Esse Abreu Sodré então ficou defendendo o lado de João Goulart. Assim, a principal cidade do Brasil estava do lado de João Goulart, depois do Rio de Janeiro, né?
Capital, a antiga capital, embora a capital era Brasília, o centro do poder ainda era o Rio de Janeiro. Então, São Paulo estava do lado de João Goulart. O estado de São Paulo ficou contra João Goulart, e assim o Brasil ficou todo misturado, né?
O Brasil ficou perto de um impasse, ficou perto de uma guerra civil, mas, aí, tiveram a ideia de, então, conciliar as duas visões propondo um parlamentarismo. João Goulart assumiria a presidência, satisfazendo os legalistas, e, como ele não ia mandar, ia mandar um primeiro-ministro. Isso aí satisfez os descontentes, principalmente a cúpula militar.
Isso que acabou acontecendo: passou-se, então, o Brasil virou parlamentarista, né? Satisfazendo, então, as duas posições. Houve, então, uma opção de composição e aí o Brasil, então, ficou livre de uma provável guerra civil.
Esse é o panorama. O panorama no Brasil estava tenso. Os Estados Unidos ficaram muito atentos a esse panorama e estavam estudando formas de agir.
Por isso que esses documentos da CIA vão ao encontro de tudo o que eu falei. Inclui, não sei se esse documento, inclui foi aquele que eu falei de 10 anos atrás. Inclui, inclusive, estudos de uma ação militar em 1962 para depor João Goulart, em 1964.
Os Estados Unidos, visando a, dentro da Operação Brother, estava, então, na retaguarda, podendo intervir ou não no Brasil, conforme o desfecho do golpe de 1964, né? Isso aí mostra os Estados Unidos atentos à situação do Brasil, não para o bem do Brasil, óbvio que não. Os Estados Unidos sempre foram amigos da onça na relação Brasil e Estados Unidos.
Os Estados Unidos sempre foram amigos da onça; acho que é verdade. Mas os Estados Unidos não estavam nem aí para o Brasil, só defendendo os interesses dele. Essa que é a visão: não está querendo o bem do Brasil, democracia para o Brasil, defendendo que o Brasil cresça, porque está defendendo os interesses dele.
Então, essa a atenção dos Estados Unidos no Brasil era a defesa dos interesses americanos. Nós estávamos bem na Guerra Fria, no tempo do Khrushchev e no tempo do Kennedy. A Guerra Fria estava bem quente, né?
Foi lá que aconteceu a crise de Berlim, a construção do Muro de Berlim em 1961, a crise dos mísseis em 1962. Então, o ambiente estava bem quente. O auge da Guerra Fria foi esse comecinho dos anos 1960, a União Soviética fazendo suas tramas e os Estados Unidos fazendo suas tramas, e o Brasil, periferia do mundo, fazia parte desses joguetes das grandes potências, né?
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Ver se a gente consegue saber como é que foi realmente a morte do presidente Kennedy, porque a história oficial realmente não dá para engolir, né? Não vamos ficando por aqui.