Fala galerinha, bem-vindos aqui a mais um episódio do Como Passeio podcast dos Aprovados. Para você que ainda não me conhece, meu nome é Anderson. Hoje eu sou auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. E é isso mesmo, galera. E o nosso objetivo aqui é entrevistar os concurseiros e concursados que passaram em grandes concursos públicos do país. E hoje não vai ser diferente não. Então já Deixa seu like aí para você conhecer a história, a trajetória, tudo que eles passaram até chegar a aprovação. Cada entrevista aqui que vocês assistem é
sempre uma inspiração. Então essa entrevista não vai ser diferente, vocês vão ver, tá? E se vocês não conhecem o nosso canal, nós estamos também lá no Spotify. Essa entrevista aqui, inclusive, está no Spotify. Você que tá na academia, no trânsito, você que está aí preso no supermercado, em qualquer Lugar, você tem um Spotify, não quer gastar muito seus dados, baixa a nossa entrevista lá no Spotify, ouve a gente ali fazendo aquela musculação e tudo mais, eu sei que por ali também a gente inspira vocês, tá? E eu vou mostrar para vocês aqui também, tá? Deixa
eu mostrar aqui rapidinho o Radegondes. Olha aqui, galera, ó. Tá vendo aqui em cima, ó? Radegondes resumos. É isso mesmo. É o nosso parceiro que sempre está com a gente aqui o ano inteiro, tá? Ele tem os Melhores resumos para concursos do Brasil em todas as áreas, tá? Tem pra área fiscal, área de controle, área de tribunais, área jurídica, banco, INSS, TJ, polícia, tá? Tem pra área, pô, tem um monte contábil, tem muito combo aqui para vocês adquirirem, tá? E não só combos, ele também tem matérias avulsas que você pode comprar um português, uma contabilidade,
um direito. Mas eu vou falar para vocês, vale a pena pegar o combo porque no final sai um preço bem Mais camarada. E os resumos do Radeg Gondes hoje, que que ele faz? A equipe dele é de servidores públicos, então o pessoal sabe o que cai nas provas de concursos públicos. Sabendo disso, eles pegam as questões anteriores e transformam em resumos. Então o que você vai fazer ali é estudar o que mais cai. Você não vai perder tempo com material extenso e que muitas vezes só está ali aquela matéria, porque tem que estar que é
obrigatório, mas o que mais cai mesmo Tá no material do Radegondes. E aqui a gente já entrevistou dezenas de pessoas que usaram e usam o material do Radegondes e aprovam. Eu tô deixando o link para vocês na descrição desse vídeo ou senão vocês apontam aqui o celular no QR Code e aí o o que que vocês têm de melhor? O nosso cupom passei 20, vocês ganham 20% de desconto em qualquer material do Radegon, seja combo, seja material avulso. E você pode usar várias vezes esse esse cupom de 20%, não é pro CPF. Então aproveita essa
oportunidade. É indicação do como passei. A gente tem aqui milhares de inscritos e a gente não vai indicar qual que é porcaria para vocês. Então que eu tô falando para você, o negócio é bom, pega lá, tá bom? E galera, deixa eu contar uma novidade para vocês. Vocês sabem agora que nós aqui do Como passei estamos com uma comunidade. É isso mesmo. Nossa comunidade está bombando ali. Nós temos já centenas de alunos que estão nos Seguindo e esses alunos, muitos deles já são aprovados, já são servidores públicos e ali dentro eles também ajudam a galera.
Essa comunidade ela é composta por professores, inclusive eu tô ali, o Rogério, Alan, Tulo e muitos outros professores da área contábel, da área fiscal e tudo mais, tá? Por que que eu tô dizendo isso para vocês? dessa comunidade aqui. Você vai ver dicas, você vai ver lives, você vai ver um monte de material que tem ali, aulas Inéditas. Eu tenho, eu tenho, eu gravei muitas aulas ali para vocês assistirem e muito mais. Então, vale muito a pena vocês adquirirem a nossa comunidade. O preço, ó, gente, é um preço de banana que você vai investir mensalmente.
Eu vou deixar o link da nossa nova comunidade aqui embaixo. E essa comunidade, por que que ela é boa? Porque quem tá chegando agora vai beber da água limpa. Vocês vão conhecer tudo que tem ali. A gente coloca vocês no Telegram ali que é exclusivo só dos nossos assinantes e vocês, claro, terão a gente ali 24 horas ali com vocês o tempo todo, justamente porque a todo tempo o grande problema do concurseiro é que ele quer desistir dos concursos públicos e na comunidade a gente não vai deixar você desistir. Beleza, galera? Fiz aqui o nosso
jabazinho de hoje. Vamos à entrevista. Olha só, a nossa entrevista hoje, ela vai ser uma entrevista inédita no sentido de eu Nunca entrevistei, nós nuncas nunca entrevistamos aqui ninguém que passou para concurso público de tabelião, carta horário. É isso mesmo. E a gente sempre foi atrás e a gente recebeu uma indicação do Maiir. Mair, um abraço para você. Vocês que não assistiram a entrevista do Mair, depois vocês procuram aqui. O cara é bom. E ele indicou o Dr. Lessa. O Dr. Lessa tem uma história fantástica. Dr. Lessa, vou pedir, fique à vontade, por favor. Quera
Se apresentar pra gente? Olá, tudo bem, Anderson? Obrigado, obrigado ao Mair pela indicação. Obrigado ao meu filho que é que foi colega do Maiir, os dois na na academia e tem uma história juntos e inclusive ele eh tá espelhando meu filho também, porque meu filho decidiu inclusive mudar eh da posição que ele tá hoje para um para um novo concurso e me convidou para estar aqui. Ou seja, então foi uma correntinha até eu chegar no Anderson, eh até eu ter até porque eu tô Em Rondônia. Então, vim de Rondônia para cá, para São Paulo, estava
aqui no na casa do meu filho e vim para cá eh eh para esse podcast e para esse trabalho, né, de como passei contar uma história aí de várias passagens em concursos públicos. Então, eu sou sou professor Marcelo Lessa, hoje atuo como professor também e sou tabelião e pós-doutor em direito, né? Terminei agora no ano passado, mas a minha história, eu acho que ela vai ajudar muita gente. >> Ah, então, por favor, vamos então aqui começar os trabalhos. Eu peço, por favor, para você dizer quem é você, da onde você é e como começou o
seu mundo de concurso público, conta a sua formação e tudo mais. É, é uma, é uma história bem longa e eu acredito que aqui a gente vai eh vai mostrar muita coisa, mas vou tentar resumir, mas a minha a minha história começou efetivamente nem como um concurseiro, foi como um um indignado do do tipo de Vida que eu tinha, né? Eu era criança ainda como vendedor de picolé, né? Inclusive tem, né? um um um vídeo meu que tem na internet para quem quiser olhar. Há uns 15 anos atrás eu dei uma entrevista pra Folha Dirigida
e naquela naquele momento eu fui convidado paraa Folha Dirigida, foi um evento, acho que eu tava palestrando nesse evento, inclusive naquele momento já fazia um trabalho de incentivo para quem fazia concurso público, contando a minha História de vida. E naquele momento eu era policial rodoviário federal, então era de vendedor de picolé a policial rodoviário federal. Isso é uma parte da história. Hoje as pessoas encontram na internet por aí, encontra essa parte da história. E a outra e e eu até fiquei com quando eu vejo esses vídeos antigos, eu falei assim, eu acho que eu tenho
que contar a outra história, outra etapa. Ali era uma etapa, até ali foi uma e eu tô em outra etapa completamente distinta E assim avancei bastante, mas comecei como um vendedor de picolé e um vendedor de picolé que sonhava mudar de vida, né? Eu queria ter uma vida diferente da origem dos dos meus pais. eh, da minha família, uma família muito pobre em Nova Iguaçu, eh Rio de Janeiro. E eu nasci em Duque de Caxias, né, e depois fui morar em Nova Iguaçu. Eh, e com uma uma vida bem com bastante dificuldade. Comecei vendendo vendendo
picolé e depois de picolé eu fui trabalhar como balconista De padaria e lá fiquei, né, como balconista de padaria, né, como eh com até terminar o meu ensino fundamental. Então eu trabalhava, estudava ao mesmo tempo, mas sempre aquele sonhador, aquele que queria mudar de vida, queria ter uma condição de vida diferente. E aí eu foi onde eu conheci concurso público. E o esse primeiro conhecimento de concurso público, terminando o ensino fundamental, foi através de um colega na escola que já estava, ele tava na na Chamava de oitava série, né? Agora mudou, né? Por ano. Então
para você ver que é bem antigo, né? [risadas] Então, a gente estava na oitava série e na oitava série ele já fazia um curso preparatório para carreiras militares. E ali então ele convidou a gente, ele ele fez um ano inteiro, não conseguiu passar no no no concurso público que era da da Aeronáutica, ele fazia Epicar, ele fazia eh Spessex, ele fazia Colégio Naval. Então o sonho dele era um desses três Concursos na área militar. E a gente, ele convidou a mim e um outro amigo para ir assistir uma palestra, porque eles estavam abrindo bolsão, aquela
coisa toda, né? Quem gostaria de fazer o bolsão e tentar uma vaga, uma uma bolsa de estudo no sueiro, naquela época, um curso, eu não sei nem se o sueiro ainda existe, né, que era um preparatório para as carreiras militares no Rio de Janeiro. E fomos, né, assistir essa palestra. Eu saí de lá fascinado, falei: "É isso que eu quero pra minha vida". Quando eu vi lá carreira militar e aqueles vídeos e mostrando a história militar, falei: "É isso que eu quero ser aviador". Eu botei na minha cabeça que eu queria ser aviador e era
não era só um sonho eh eh eh de melhorar de vida, mas era um sonho de conquista, né? Eu queria ter essa oportunidade, né? E aí fui para casa e tal e aí conversei com meus pais para eu largar o trabalho e larguei o trabalho para poder fazer esse Curso preparatório. Aí iniciamos nós três, o colega que já tinha sido eh reprovado no concurso anterior, mas na prova anterior, mas tava ali de novo no segundo ano tentando e eu e mais um outro colega que estávamos iniciando. >> Vocês deviam ter o quê? Uns 14, 15
anos. >> Eu tinha 15 anos. >> 15 anos. 15 anos. E aí então e terminando o ensino fundamental e aí então começamos começamos a estudar foi um ano, Anderson, um ano inteiro de Assim de de curso, mas não era aquela aquele mais ou menos, não era aquilo de acordar 3 da manhã porque a gente saía de Nova Iguaçu. Eu saí de Nova Iguaçu, andava mais de uns 3, 4 km a pé, porque eu morava na Marileia para chegar até a estação de trem. Aí pegava o trem para ir pra Madureira. Era mais uma hora e
pouca de viagem. o trem lotado para chegar lá, então, passar o dia inteiro, levava a marmita, ficava lá, tinha lá o o o lugar para esquentar as marmita, Levava a marmita e era o dia inteiro lá estudando e vinha embora só à noite. Essa foi a nossa rotina assim durante um ano e estudando muito. E interessante que ao final do ano, né, fizemos a prova novamente, eh, o colega novamente, nós fizemos a nossa. Eu passei, fiz a passei na prova, mas não fui classificado. Ou seja, eu cumpri as cláusulas, né, que que eram necessárias de
habilitação. Eh, não fui eliminado em nenhuma matéria, mas não consegui eh ser classificado Dentro do número de vagas. Então aquilo ali para mim assim foi uma frustração inicial, mas eu tinha dentro de mim e e o colega o o que já tinha feito o ano anterior passou e foi classificado. Então ficou só eu e o outro colega de fora. >> Olha, >> mas só em ver a aprovação dele, falei: "Caramba, eu tenho que persistir, eu tenho que continuar". Ou seja, ano que vem é o meu ano, então vamos para vamos Para cima, não vou parar,
né? E voltei pra minha casa, eu e o e o outro colega, ele pra casa dele, eu para minha, com os nossos argumentos. Eu não passei, o colega não parou, mas mais mas o o o colega, o outro colega, né, que era o Denis, ó, ele passou. Então, se ele passou, nós também podemos passar. Isso é tava claro. Só que aí >> ele passou para qual dos três? >> Ele passou para EPC. >> Epicá. >> Epicá, a escola preparatória de cadete do e foi >> eh e foi para lá. E a gente então ficou assim,
vamos iniciar novamente. Só que para mim aí que aí que a coisa ficou complexa, porque por exemplo, ah, e eu na verdade assim, eu o meu pai biológico me abandonou, abandonou eu e meu irmão. A gente tinha um ano de idade. Nós fomos criados para um padrasto que assim, eh, eu até digo isso em alguns momentos da minha vida, ele não ele não me deu o Que, eh, o que eu queria, né? Que muitas vezes o que a gente quer de um pai, né? A gente quer carinho, quer atenção, quer eh credibilidade, quer segurança, né?
a gente quer segurança e a gente quer e eh ser acreditado, seja assim investimento, a gente quer assim que os nossos pais, porque uma boa parte da minha vida, depois eu fazendo algumas análises assim com passar do tempo, muitas das coisas que eu fiz foi olhando Inclusive paraos meus pais para dar honra, para dar eh falar assim: "Poxa, olha só o que eu tô fazendo, né?" E e dá orgulho, né? E só que quando eu cheguei em casa, eu já trabalhava, né? Então, trabalhava desde 12 anos, 8, 9, 11 anos, depois com 12 anos fui
trabalhar como balconista. Então, trabalhava e eu ajudava em casa. Esse um ano que eu fiquei sem ajudar em casa, assim, eh, querendo ou não, a vida também ficou mais difícil, porque eu trabalhava na Padaria, ganhava um salário mínimo. Esse salário mínimo era totalmente revertido pra minha casa. E ainda, como eu trabalhava em padaria, ainda tinha alguma vez sobrava pão, eh, o gerente deixava a gente levar o pão, leite que estourava dentro do freezer, a gente catava aquele leite, botava nas garrafinhas, levava para casa. Se fervesse, opa, tá bom para tomar. Se ia na hora de
ferver as a zedaç ali, opa, essa essa não deu. Então, assim, a gente Aproveitava muita coisa e isso ajudava a família. Aí, querendo ou não, foi um ano sem ter isso em casa. E aí quando eu voltei e falei que não passou, eu não tinha passado. E aí tentando convencer a minha mãe é convencer o meu padrasto, né? Continuar. E naquele momento ele falou: "Ah, primeiro, né, eh, não temos condições de continuar bancando um curso para você". Segundo, eh, o que o curso que o trabalho que você deixou de fazer tá atrapalhando em casa. a
gente precisa Da sua ajuda. Então você tem que voltar a trabalhar. Terceiro, pô, o teu sonho não é para você ser piloto da Força Aérea, ser aviador oficial das Forças Armadas. Não, não. Esse sonho tá fora da casinha, entendeu? Tipo assim, você tá sonhando além do que deveria. Isso não é para você, né? Tem tanta coisa fácil de fazer, simples. Você ficou um ano inteiro estudando, viu que não deu, isso já ficou claro. É a prova. Não, mas meu colega, pô, mas o teu colega lá tem o Irmão que é sargento, tem já tem gente
na família, você não tem. Então, então assim, aquela discrença você não vai conseguir. >> E você se rotula, né? >> É. >> Você se autorrotula. Você fala: "Realmente eu sou um nada, né?" >> Sim, eu sou um nada. Se diz que e quando você acredita nisso é a pior coisa que existe, né? E ali, eh, querendo ou não, Anderson, eh, foi um, me afetou com com Tanta assim, com tanto impacto que o colega voltou, eu não voltei estudar, o outro foi e eu fiquei olhando o meu sonho >> indo embora, >> esvaindo, indo embora aquilo
que eu queria fazer. Isso criou um conflito inclusive interno dentro da família e tudo mais, que eu tomei uma decisão, falei: "Vou sair de casa." Eu saí de casa com 16 anos de idade. Saí de casa e falei: "Eu não vou viver essa vida". >> Frustração. Tamanha foi a frustração. >> Tamanha frustração. Não vou viver essa vida. Vou vou tentar sorte no mundo aí, mas não vou ficar aqui vivendo essa vida. E aí tinha um primo meu que também trabalhava com padaria, um primo da minha mãe que trabalhava com padaria. E eu fui morar no
centro do Rio, na do Rio de Janeiro, 79 Iguaçu, Baixada Fluminense. Fui morar no Rio numa favela que era o Morro da Mangueira. morar no Morro da Mangueira de favor, na casa de Um primo da minha mãe, e trabalhar, continuar trabalhando com padaria e tentar me manter, tentar me sustentar, tentar me manter. E aí assim, eh, eu tentei, tá, tentei, mas você sem um apoio, sem uma proteção, sem já com aquela, aquele impacto da frustração e e muitas vezes até do da uma uma imposição, não, mas uma uma palavra que de repente diz que você
não é capaz, que você não vai conseguir, que aquele mundo não é para você. Eh, eu fui meio que Seguindo nisso aí, tentando manter esse equilíbrio de posso, posso e tentando fazer algo para provar que eu podia e toda ela frustrava. Por quê? Eu trabalhava o dia inteiro, era padaria o dia inteiro e acordava de madrugada e trabalhava o dia inteiro e à noite tentava estudar e chegava na sala de aula e sem condições e sem, ou seja, aquele um ano que eu fiquei de manhã até à noite, levava marmita, eu só estudava, só estudava.
Aquilo ali revolucionou, Foi o primeiro passo que eu dei, que eu me deu aquele gás, fi assim, eu consigo, tanto que eu consegui passar, mas não fui classificado dentro do número de vagas, mas consegui aprovação, pelo menos, não fui eliminado nas matérias, né? Porque tinha lá as matérias que eliminavam, você tinha que ter tantos por eu acertei mais de 50% da prova, só que eu não fui eh classificado. Então aquilo já mostrava para mim a possibilidade. >> E a prova é super difícil, >> super difícil no primeiro ano é se você não tiver uma bagagem
de primeiro de ensino fundamental muito boa, eu não tinha, né? Eu não tinha bagagem de de fundamental boa, entendeu? Então tinha que Mas aí beleza. E fui tentando. Então 16 anos aí 17, com 17 anos acabei conhecendo uma menina e aí a gente acabou indo morar junto e tentando ali um ajudar o outro e ela trabalhando. Ela tinha dois anos mais, era dois anos mais Velha do que eu, trabalhando, eu estudando, trabalhando, estudando e fui ali tocando a vida. Aos 18 anos fui servir ao exército. E chegou a hora de servir. >> Foi como praça,
como recruta, como é como recruta. E ainda olhando assim, cara, isso aqui que eu quero, né? Mas não é como recruta, é como oficial. Mas já era alguma coisa para mim assim, já era. Eu tô aqui dentro das Forças Armadas e aqui eu vou estudar e vou Tentar vencer. Para você ver que o primeiro curso de cabo que apareceu, eu fiz o primeiro curso de cabo, aí já fiz a prova, passei no curso de cabo, fiz o curso de cabo, veio de sargento, fiz de sargento. Então era sair do exército como sargento temporário. Mas como
eu cheguei, eu servia no batalhão de guardas, batalhão de guardas que e também era assim um era um um batalhão bem pesado, então me tomava muito tempo. Achei que ali eu entrando, já estando Dentro, eu ia estudar e ia fazer provas e ia avançar. Que eu fizesse pra Amã ou o que eu fizesse para para Epicar de novo, né? Nem pra mão podia fazer porque eu não tinha ensino médio, né? Eu parei porque quando eu saí eu parei, eu fiquei ali tentando, tentava estudar, eu fiz um, comecei o primeiro ano do ensino médio, aí não
aguentava e acabei largando. E aí quando entrei no exército falei: "Não, agora eu vou voltar a estudar". E aí no exército também, eh, o Batalhão de guardas, ele trabalha com muitas guardas, mas faz muita, muito acampamento, muita, muito exercício de tiro, muita coisa. E aí eu fui ali dentro e o tempo passando, conclusão, vou te dar uma conclusão, acabei saindo do exército porque eu falei aqui tá me prendendo demais, vou tentar tocar a vida e tudo mais. E eu sei que teve um momento que aos 28, 27 anos de idade eu olhei para trás e
eu sequer tinha um ensino médio. >> Nossa, >> eu sequer tinha um ensino médio, trabalhando, trabalhando, achando que eu ia vencer. Eu acho em algum momento parece que eu que ficou na minha mente, eu vou vencer na vida trabalhando, vou vou trabalhar, vou trabalhar e vou montar uma estrutura e vou crescer de outra forma que não o concurso. Ou seja, eu me desconectei aos poucos com o tempo. Eu fui desconectando do meu sonho, que era o sonho principal, né? Que é o que queria ser oficial das Forças Armadas, queria fazer aquele concurso. Fui desconectando dele
pelas dificuldades da vida, apanhando no dia a dia, trabalhando. Eu fui, você perguntar de tudo que eu fiz na minha vida. Eu fui lanterneiro, eu fui eh vendedor, que começou vendedor de picolé, balconista, padaria, depois montei um barzinho, fui trabalhar em Barzinho, fui e oficina, fui trabalhar como lanterneiro, pintor, ajudante mecânico. Cara, eu fiz de tudo Na minha vida para tentar sobreviver. E sei que há uns 27 anos eu, por um evento que aconteceu na minha família, que foi um evento de morte, eu não lembro exatamente na época quem foi, mas reuniu a família toda.
Aí eu tive que ir, eu lá morando na Mangueira, morando no Rio, no centro do Rio, fui, fui lá pra Baixada. >> Então, e nesse tempo, desculpa te interromper, >> Aham. >> Qual foi a sua relação >> com com a sua mãe, com o seu padrasto quando você saiu? Porque embora você tenha saído de casa para tentar crescer na vida, houve contato com eles, eles sabiam que você tava tentando ainda? Eles falaram: "Pô, volta aqui que a gente te ajuda ou como é que foi?" >> Não, é, sabia que eu tava tentando, mas assim, na
verdade, eh, eu, eu comecei, iniciei, ainda havia aquele conflito inicial, então, até os 16, até os 18 anos, 19 anos ali, eh, eu tava tentando Efetivamente até entrar no exército e tudo mais. E achei até que esse essa essa forma de pelo menos tá no exército, ter feito ali, ter chegado a gente temporário, eh, aquilo já era alguma coisa, né, né, que eu também levava orgulho pra família, mas houve uma desconexão, entendeu, Anderson? Muito grande, porque houve uma frustração, houve uma chateação, mas nem tanto. Eu fui reconectando, fui reconectando, fui reconectando e depois fui trabalhar
na Minha vida com um montão de coisa. Mas aos 27 anos, como eu tava te falando, que aconteceu esse episódio, foi uma morte na família, reuniu toda a família, né? Enterro, você sabe que é, é um momento onde falece alguém, reúne a família toda, né? Vem tudo quanto é lado, aí você revê os primos, revê a família, revê os pais, revê os tios e aí aquela coisa: "E aí, como é que você tá? E e como é que tava a minha vida, né? uma vida assim, sem sem sentido, sem Propósito, perdido na vida, trabalhando, tentando
vencer com trabalho e e o trabalho liberal ele é muito oscila demais, né? Uma hora tá bem, outra hora tá ruim, outra hora o mercado tá difícil, outra hora você não vendeu. E aí o que que aconteceu? Eu passei, como eu tive que voltar, né, para lá minha cidade, eu passei em frente à casa do colega, que foi o primeiro que passou, né? Nossa, era uma casinha simples, né? E eu passei assim, já era um prédio, um Prédio de dois andares. E eu falei: "Meu Deus, eu vou, será que ele tá morando aí ainda?" E
eu fui lá visitá-lo, rapaz. Bati por minha surpresa, ele estava em casa. Nossa, aí eu fui assim entender como é que tava a vida deles, né? Porque até deles eu me desconectei totalmente, porque eu saí do meu bairro e tal, eu fui viver outra vida. E paraa minha surpresa, ele não estava mais na Aeronáutica. Olha só como é que é a coisa. Não estava mais. Ele fez a EPC, Foi paraa AFA, mas lá na AFA, na Academia da Força Aérea, por algum motivo de voo e tal, ele acabou sendo desligado ou saiu e foi e
ele já tinha feito concurso paraa Polícia Rodoviária Federal e tava na Polícia Rodoviária Federal. Falei: "Cara, que legal, que história e tal". E eu e eu falei: "E o Jair como é que tá? Que era o outro colega nosso? Não é capitão, já era capitão já da aeronáutica. >> Ele também passou o outro. >> É, o outro passou. É, ainda teve isso. No outro ano, o outro passou. Eu tinha desconectado, não sabia como é que tava e ele passou. >> Então assim, ali nasceu para mim, eu falei assim uma frustração, porque eu olhei para trás
pro retrovisor da minha vida, eu falei: "Cara, o que que eu tô fazendo com a minha vida? Ou seja, se passaram 11 anos ou para 12 anos, o que que eu construí?" Enquanto um já era policial rodoviário federal, com Segurança, com salário estável, com estabilidade, com a vida tranquila, já tinha construído uma casa pros pais dele, que era a casa dos pais, tava na casa dos pais ainda, já tinha casado, mas estava lá uma casa excelente, bonita. O outro era capitão da Força Aérea e o que que eu era? Eu não tinha construído nada na
minha vida, né? E eu falei: "Não, não é possível". uma frustração e ao mesmo tempo o que eu acreditava no passado tava Certo. E por que que eu distanciei disso? Por frustrações e por tentar a vida de repente de outra forma, por botar uma tese na minha cabeça de que eu não consegui de um jeito, eu vou conseguir de outro. E esse outro era o quê? Trabalhando. E assim, parece que naquele momento eu falei: "Ah, eu vou eu vou então e eh vencer na vida trabalhando". Eu fiquei perdido 11, 12 anos ali e eu saí
dali com uma convicção. Falei: "Cara, eu tenho que eu Tenho que retomar o curso da minha vida, eu tenho que retomar um propósito, tenho que voltar a fazer concurso que era o que eu acreditava. E é uma coisa que eu gosto de fazer, eu gosto, né, de de eh eu acho que aquele aquele aquela época que com 15 16 anos ali, aquilo me deu um noalzinho pequeno que fosse. Eu saí dali, então falei assim, ó, vou fazer concurso p, vou voltar a fazer concurso público. E até digo, eu disse isso na na entrevista da Folha
Dirigida, passei em Frente uma banca de jornal e tinha lá o o jornal das oportunidades. chamava jornal, >> eu chama eh não é eh fora dirigida, mas na minha cabeça ele era assim, o jornal das oportunidades. O problema é, e isso vai acontecer na vida de todos aqui, será que você tá preparado para pegar todas as oportunidades que estão aparecendo ali? Essa que é a grande pegada. Será que eu estou preparado? E quando eu olhei para aquele jornal, Tinha vários concursos, tá, Anderson, vários. Tinha para fiscal, tinha para auditor, tinha vários concursos abertos, né? E
a e a Folha de Gia trabalhava muito bem isso. Tinha concurso para tudo quanto era polícia civil e tinha só que eu olhava olhava assim ensino médio, ensino médio, ensino superior, ensino médio. >> Só tinha um ensino fundamental. >> Eu só tinha ensino fundamental, rapaz. E o único concurso que eu achei lá que Tinha ensino fundamental naquele momento e que tava conectado com o que eu queria, né, que era a área eh policial, área de concor gostava muito da área policial, né? Era a polícia militar, soldado da polícia militar. E aí eu falei, é esse
concurso que eu vou fazer, é esse. Por mais que olha que eu já tinha sido saído como sargento do exército e agora eu tava voltando como policial militar, mas já era o primeiro concurso. Não era um concurso que me Daria orgulho assim, ah, pô, quero ser soldado. Eu falei: "Não, eu vou estar soldado." Então, eu tô fazendo esse concurso porque é a única coisa, a única oportunidade que eu posso pegar, mas a partir de agora eu vou tomar um novo caminho na minha vida. Qual o caminho? o que eu achava que eu ia vencer trabalhando,
eu agora falei assim: "Agora eu vou estudar para vencer". E aí eu botei na minha cabeça uma tese, inclusive uma frase que depois eu levei Para alguns projetos que eu toquei na minha vida: "Trabalhe para sobreviver, mas estude para vencer e para crescer e vencer". Então eu comecei a botar aquilo na minha cabeça, a partir de agora eu só trabalho o suficiente, porque eu trabalhei demais na minha vida. Eu quando tava na padaria lá quando eu, né, fui, fui pro Rio e fui trabalhar com padaria, fiquei um tempão até entrar no exército, trabalhei com padaria
e eu trabalhava de manhã, trabalhava à tarde, Fazia a hora extra, o padeiro faltava, eu tava lá dentro, eu eu substituí ele, eu aprendi a fazer e onde eu chegava, eu aprendi a fazer tudo. Por quê? Porque sempre fui muito de ajudar o outro. E quando você ajuda alguém, você aprende o que aquele alguém faz. Por isso que eu fiz, exerci provisórias na minha vida, porque eu ia ajudar e no ajudar eu aprendi a fazer e daqui a pouco eu tava fazendo também. E a partir daquele momento eu falei assim: "Eu não vou mais virar
um escravo do trabalho. Eu vou trabalhar o suficiente para eu manter o pão na mesa, que é para eu sobreviver, para eu poder alimentar meus filhos. Eu já tava aí com 27 para 28 anos de idade, eu já tava já com eh com com um filho e a bem dizer já caminhando pro pro próximo, né? Então eu já tinha um filho e eu tinha que cuidar e tal. >> E tava na Mangueira ainda? >> Eu tava morando na Mangueira. Olha só Que legal. Isso foi bem bom. Foi. Você trouxe uma reflexão agora que eu sequer
contei isso lá, mas vou contar aqui na nessa entrevista lá atrás. Tava na mangueira, fiz prova paraa PM, passei pra PM e fui reprovado no exame social. >> Putz, porque você era da Mangueira? >> Porque eu [risadas] era morava numa favela. Eles sequer foram fazer pesquisa social minha e aí eu vi, povo, fui chamado, aí veio lá a reprovação, né, de eh reprovado. Não, eu eu acho que não Saí na lista, eu fui lá saber porquê. Aí tinha um uma, eu não lembro, na época, tinha um colega do exército que era policial. Fui lá junto
com ele para saber. Eu fui reprovado no exame social. Por quê? Ah, porque sequer foram fazer a sua pesquisa social. Porque você mora no em lugar eh comunidade, né, na >> em comunidade, cara. Eu falei: "Mas pera aí, como assim?" Aí eu tive que fui lá, fiz o recurso, mudei o endereço lá, informei que eu também tinha a casa dos Meus pais, que eles poderiam investigar a minha vida toda na casa dos meus pais. Fui pra casa dos meus pais, fui morar na casa dos meus pais por um tempo até eles irem lá fazer a
pesquisa e aí pegaram os vizinhos porque eh querendo ou não tinha toda uma história lá de vida, né? >> Aí eles foram lá, fizeram a pesquisa e aí me aceitaram para eu me aceitaram para me aprovaram no exame social e eu comecei a fazer o curso. >> Nossa, isso isso que você falou é Interessante porque deu uma uma lembrança minha, né? Eu já passei para investigador da Polícia Civil, né? Eu achava que essa coisa de fazer pesquisa social era só para estar no edital. E eles vão mesmo porque eu dei meu endereço e aí eu
moro em prédio. [risadas] E aí eu cheguei, eu tinha esquecido do porque o concurso é longo, né? E eu já era concursado. Aí o porteiro que gosta de uma gosta de uma fofoquinha, ele falou: "Ô, seu Anderson, Tudo bem?" Eu falei: "Tudo bem. Como é que tá o João lá?" Falei: "Ô, João, como é que tá?" "Não, tudo bem". Eu falei: "ACu alguma coisa?" "Não, não. Vem uns policiais atrás de lazer". [risadas] Eu falei: "Atrás de mim?" Eu eu tinha esquecido. Policial atrás de mim. É, dois policiais aí vestidos da polícia atrás de você, começaram
a perguntar de você aqui. Eu falei que eu não sabia de nada de você. [risadas] Eu fiquei morrendo de Aí depois que eu Fui me ligar, eles foram mesmo e começaram a bater nos vizinhos para ver quem que era eu. >> Faz faz aí assim, quando é comunidade e eles chamam de área de risco, né? chama de área de risco, eles não vão, eles já reprovam, eliminam automaticamente por área de risco, assim, primeiro porque é risco paraa segurança deles >> de fazerem e muitas vezes essa e eh essa suposição de que tá dentro de uma
comunidade carente, você >> às vezes é às vezes isso daí levando em consideração já, mas a a segurança daquele próprio candidato policial, porque a corporação deve pensar, pô, esse cara tá no meio da da comunidade onde tem traficante, esse cara pode morrer lá, né? Pode até ser isso também, né? provar ele é um risco pra própria vida dele muitas vezes. >> E assim, só que não deram essa oportunidade, né, para mim. Mas aí como a gente descobriu que foi isso e tal, Falei: "Não, pera aí, vamos lá, tem aqui a casa dos meus pais e
tal". E aí eu mudei pra casa dos meus pais, fiquei lá um tempo até que eles pudessem eh inclusive durante o curso eu tive que sair da da mangueira. Aí eu saí da mangueira, né? Porque eu tava esperando essa aprovação, >> mas deu certo. >> É. Aí me aprovaram, eu saí e deu certo. Eu fiz meu curso de formação >> e me formei soldado. Fui o primeiro Colocado da minha turma, né? >> Olha que beleza. >> Primeiro colocado. E ali eu já tava já com aquela convicção, né? De que ali eu estava de passagem. Aquilo
ali seria um seria o pontapé inicial. Então foi o primeiro concurso que eu fiz e ali eu já ganhei uma estabilidade para eu poder pelo menos botar a comida na mesa da minha família, né, dos meus filhos e e a minha esposa. E a partir dali, então, eu coloquei isso como como meta na minha Vida. Eu tinha tava aí eu fui 98, se foi 98, eu tinha 28 anos de idade, né? Quando eu passei, eu passei com 27, 28 fiz o curso de formação. 1998 fiz o curso de formação, foi um ano de curso de
formação. Fui o primeiro colocado da minha turma, né? E porque eu já tinha esse histórico militar, né? eu tinha sido sargento do exército e tal e fui aí ficava eh assim me dediquei bastante, recebi medalhas eh por ter sido primeiro, recebi prêmio do comandante Geral da polícia na época e ali então, mas eu tinha na minha mente, eu sou estou soldado, não sou soldado. E a partir dali eu comecei a a eh voltar a estudar. Ali seria um trampolim. >> Ali foi o assim foi foi sinceramente foi a melhor decisão que eu tomei na minha
vida fazer aquele concurso, porque ele me colocou de volta na rota que eu tinha saído. Ele me botou ali. Agora eu entendi, estou concursado, mas não é isso aqui que é o meu fim. Ou seja, vou Buscar agora crescer. Mas para isso, que que eu tenho que fazer? melhorar as minhas oportunidades. Ou seja, eu comecei a entender qual era a minha força, minha fraqueza, minhas forças e minhas fraquezas, oportunidades que eu teria e ameaças, né? Lá pro sistema suótico, eu nem conhecia na época, mas já fazia por intuição. Falei: "Poxa, eu sou forte nisso, isso
aqui agora eu preciso estudar". E aí comecei a estudar, comecei a fazer o meu ensino Médio, ensino médio supletivo, aquele supletivo do estado, né? Fazendo uma provinha, fazendo outra. tinha lá um centro de estudo supletivo em Duque de Caxias e eu saía do serviço, ia lá, pegava um caderninho e estudava e fazia prova. E aí fui matando, eliminando disciplina, né? Era um centro de estudo supletivo. Aí quando abria aquelas provas do estado, eu fazia também para antecipar algumas matérias, mas eu fazia era assim, era autodidata. Eu não entrei Numa num ensino médio para assistir aula
eh convencional e fazer prova. Foi aquelas provinhas de de supletivo. >> Hoje é o EJA, né? Hoje é o Eja. É isso. Isso é que fala, né? >> É. E ali, então, Anderson, a partir dessa idade, com 28 anos de idade, eu já fazendo ensino médio ali, eu falei: "Agora é o momento de eu estudar tudo que eu posso estudar". E comecei a fazer isso, trabalhava, tirava meu serviço suficiente e Estudava. Comecei a fazer o ensino médio e comecei já a pensar eu o que que eu quero fazer, né? E quando eu entrei ali, foi
bem legal. Falei: "Cara, eu vou entrar como soldado e vou fazer prova para oficial da PM". oficial da PM, já que não deu para ir para oficial das Foras Armadas, oficial da PM. E aí fui tal e já fazendo curso de formação e querendo ser oficial. Aí, interessante que eu não sei se foi até uma provocação de Deus comigo naquele momento que eh os Maioria dos meus instrutores que eram oficiais estavam estudando para sair da PM deixando [risadas] de ser oficial porque queriam fazer prova para delegado, queriam fazer prova para eh procurador, queria fazer prova
para É assim, eles queriam ser autoridade de polícia, pensando, eu tô na área policial, quem é a autoridade máxima >> da da polícia? Se você pensar como um todo, a autoridade máxima é o delegado. E se você vai numa carreira policial militar, seria tenente, capitão, até chegar coronel, que seria uma autoridade máxima dentro do do militarismo. Mas quanto é final de carreira e o delegado, você faz a prova, você já é delegado. E eu fiquei olhando aquilo, falei: "É isso aí que eu quero, vamos embora". Aí comecei já. Eu falei: "Não, é isso aí que
eu quero. Eu acho que eu vou fazer isso, vou estudar, não vou mais pensar em ser oficial, tal, estudar, vamos Embora". e comecei comecei ali estudando. Eh, então para isso eu tinha que fazer uma faculdade de direito e não dava fazer uma faculdade de direito particular. Por quê? Precisa de dinheiro para pagar, né? Precisa de grana >> como soldado, né? >> Como soldado, ganhando pouco e trabalhando o suficiente para cobrir ali a família. De vez quando dava um aperto, aí um colega chamando, La, vamos fazer Uma segurança aqui. Muitas vezes eu fazia uma segurança ou
outra, mas era só o suficiente para pagar as contas. E muitos até falavam assim: "Cara, vamos fazer". Eu falei: "Rapaz, mas por que você faz tanta segurança? Vamos estudar também, porque o pessoal viu estudando." Rapaz, você estuda tanto? Eu falei: "Ó, tô estudando, pô. Estudando porque preciso melhorar e tal. Por que que você não vem estudar também? Vamos fazer curso, vamos fazer, vamos fazer Concursos. Aí vai ter a prova polícia civil, polícia rodoviária federal e outras mais. Vamos tentar avançar. Os caras não, pô, eu tenho que fazer segurança porque eu tenho, eu tenho duas bocas
para alimentar. Ele falava assim, né? Eu falei: "Rapaz, eu tô estudando mesmo, porque eu também tenho duas bocas para alimentar". Porque muitas vezes a ótica é diferente. Ele acha que, e eu já tinha passado por aquilo, trabalhar achando que o trabalho ia recompensar. Só que eu percebi, comecei a perceber que quanto maior era o nível intelectual que eu tinha, o que eu pudesse ter, e os cargos maiores que eu pudesse ocupar, eu ia trabalhar menos, ia ganhar mais. Então, hoje você, como auditor do Tribunal de Contas, você trabalha menos e ganha mais. Enquanto você poderia
tá fazendo lá, tá num concurso, por exemplo, eh, que ou num trabalho qualquer que estaria tomando teu tempo integral, você tá Trabalhando o dia inteiro, mas ganhando salário mínimo. Aí você quer dobrar o teu salário, que é o que eu fazia na padaria. E eu peguei isso porque disse, gente, eu trabalhava para caramba e eu dobrava e fazia hora isto e tal para dobrar o meu salário. Se eu ganhava o salário, dobrava o salário a dois salários. Bastava eu fazer um concurso, por exemplo, igual o da PRF. Quando eu fiz o concurso da PRF, depois
que, né, eu vou, eu tô aqui antecipando, eu fiz Uma conta, eu multipliquei em cinco vezes o valor que eu ganhava e eu trabalhava menos, porque na PM a escala era 248, enquanto na PRF a escala 24 por 72. E eu falei assim: "Cara, aqui é outro mundo". E aí a partir daí fui, fui indo. Então eu comecei a com 28, falei assim: "Agora vou, cara". Eu me inscrevi em 90. Aí eu me inscrevi para eh para todas os eh comecei começar comecei a fazer e a partir de 30 anos que eu já tava já
quase terminando, eu fui Terminar meu ensino médio com 31 anos, com 31 que eu terminei e com e eu, mas desde os 30 eu já estava fazendo o quê? Os pré-vestibulares. Os vestibulares d me preparando. Eu montei um pré-vestibular dentro do batalhão. Olha que coisa louca que tinha uma sala de aula lá. Eu chamei o coronel, falei: "Coronel, por que que a gente não monta aqui não poderia disponibilizar aquela sala para eu montar um pré-vestibular comunitário aqui no batalhão? Mas por Quê? Porque eu tava estudando. Sim. >> E uma coisa que hoje eu entendo muito
bem e eu fazia isso num instinto que eu sempre gostei de de socializar conhecimento. Então tava estudando, eu gostava de formar grupo de estudo, eu gostava de ensinar o colega, aquilo que eu dominava mais, gostava de ensinar. Eu dei aula em pré-vestibular comunitário nessa época. Nessa época mesmo tinha Educfro no Rio de Janeiro, que é educação para afrodescendente. E eu me Tornei voluntário lá para dar aula do que eu dominava muito e aquilo me ajudava a crescer pro pra prova do pré-vestibular, porque eu também era aluno, então eu era professor e aluno. E aí eu
peguei e falei: "Professor, eh, coronel, vamos botar aqui". Aí montei um, peguei um, os colegas que faziam pré-vestibular comigo e nós começamos a ajudar pessoal da comunidade ali da do do 15º Batalhão que é induc de Caxias, comunidade eh mais simples, carente, que Não tinha como pagar, usava a sala e os filhos dos policiais e os próprios policiais. Eh, todo sábado, domingo, então a gente tinha pré-vestibular comunitário dentro do batalhão. Eu dava uma disciplina que eu dominava mais, o colega dava outra disciplina que ele dominava mais e eu tava sentado na cadeira aprendendo. Então era
assim, era um era um pré-vestibular comunitário onde os professores eram os próprios alunos >> e foi muito legal porque a gente saiu dali com aprovação pra UF e tal e eu saí dali aprovado para UFRJ. >> Olha que beleza. >> E fui fazer direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas foram assim, ó, foram 3 anos, tá? Você entender, com 30 anos eu tentei, não consegui passar. Com 31 anos fui, ó, eu, eu me inscrevi paraa Unirio, UF, UFRJ, Er, >> todos público, é tudo público, porque eu Não tinha como pagar uma particular, né?
Com 30 anos fiquei reprovada nas em todas, passei nenhuma. 31 anos fui lá de novo, fiquei reprovado em todas de novo. E pancada com 32 anos aí ia muitas vezes os colegas falam: "Caraca, meu irmão, você faz, faz no passa. Você tá vendo que, e a gente, eu ouvi isso demais, porque eu queria fazer uma universidade pública. Eh, e o coronel, o coronel que era o comandante do batalhão, ele tinha, por ser comandante e tudo mais, ele Tinha lá umas bolsas no na universidade particular, no no estado que eh que muitas vezes era oferecida com
desconto para os policiais. Ô La, porque você não aproveita essa fase? Primeiro, coronel, não tenho condições de pagar. Segundo, o senhor é comandante aqui ou ou hoje a faculdade ela dá essa bolsa. Amanhã pode não dar. É verdade. >> Amanhã ela pode tirar. E como é que fica a minha vida depois? Então eu prefiro levar mais tempo tentando, mas eu entrar Numa universidade que eu sei que não vou ter que pagar R$ 1 para me formar. Por quê? Ou é a minha formação, é a minha família, né? A o a comida na mesa e eu
não quero entrar nesse erro de novo, porque eu já entrei nesse erro uma vez. Aí, ah, então tá bom, você é persistente. E eu teve uma época que eu fiquei como eh policial responsável pela segurança dele, onde eu levava ele, ele lá para dentro, vai pra reunião e eu com a minha bolsinha cheio de livro, ficava No na viatura estudando. Ele: "Rapaz, mas você tá pegado esse negócio aí". Falei: "É, coronel, aqui é a minha o meu propósito. Eu tenho um propósito aqui." E aí com eh os colegas até falam: "Pô, mas você estuda tanto,
estuda tanto?" Eu deixava ele, por exemplo, no batalhão, no gabinete, ele tava lá dentro da sala dele, eu tava lá de fora, eu tava no alojamento papirando, estudando ali. E com 32, então, eh, já cansado. E aí pessoal, pô, não vai, rapaz, você já Tem. Aí eu já tava com 32, eu já tava com três filhos, já tinha o Já tinha o primeiro, já tinha feito mais dois, ó. [risadas] Três filhos já tava bem mais difícil, cara. Aí o pessoal fala assim: "Rapaz, você tá disputando com a garotada, você já tem 32 anos de idade,
disputando com a garotada com três filhos, família, caraca, rapaz, você não tá vendo que esse negócio não é para você?" E é muita, eu vi isso de muita gente, eu envolvi até da minha esposa, Tu acredita? Na época, ela falou assim: "Pô, mas você eh estuda tanto, a gente não tem dinheiro, você poderia, né, tá vendo outras coisas, aí você fica aí trancado dentro do quarto estudando, né? E a gente com, né, tem uma coisa ali do fogão, aquele fogão que tá caindo os pedaços que não sei o quê. E tá vendo que se não
é para você, você já passou da idade que não. Eu com, você tá disputando com a garotada aí que só estuda, o pessoal só estuda. Você vai Fazer todo ano e você vai ficar reprovado, porque ele só estuda, você tem que trabalhar e estudar. E aí uma coisa que eu que eu percebi, Anderson, cada vez que eu ficava reprovado, cada ano que eu fiquei reprovado e que eu levantava daquela reprovação e via os meus erros e tal, eu percebia que eu levantava, mas eu iniciava, iniciava mais forte do que antes. Então, era uma coisa assim
que eu entendia, que eu na, por mais que eu me sentisse fraco muitas Vezes com essas observações, eu entendia que eh eu já tinha desistido uma vez. Eu já tinha desistido lá atrás pela até por pelas palavras do meu dos meus pais, né? E eu não podia me permitir ali eu desistir de novo. Falei: "Poxa, pera aí, eu retomei esse caminho, retomei esse propósito, não vou desistir novamente". E eu continuei mesmo, né? com toda essa e com 33 com 32 anos, então já em 2002 eu fiz de novo todas as provas, né, tentando de novo
todos os vestibulares. E aí eu passei eh em três vestibulares. Teve um que eu não consegui, mas passei pela principal que eu queria, que era a Universidade Federal do Rio de Janeiro para UFRJ. Fui o terceiro colocado na UFRJ. >> E assim, as matérias que me jogaram, adivinha as matérias que me jogaram? Jogou minha nota lá pro alto? as que eu ensinava no prévestibular, que era espanhol, que era eh humanas, que é muita coisa de humanas, geografia, né? Exatas também. Eu dominava bem a parte de exatos, porque eu trouxe isso lá do prévestibular, do pré-militar.
Então, assim, eh, ali eu falei: "Puxa, consegui e fui o terceiro colocado." E naquele ano também eu já tinha, aí eu comecei também a fazer concurso, como eu já tinha pego o ensino médio, né? Eu já comecei a fazer concurso, fiz a a da Polícia Civil, papeloscopista da Polícia Civil, fui aprovado também em 2002. Então já foram duas vitórias assim que Para mim assim me reacendeu e fiz também pra Polícia Rodoviária Federal também 2002 e fui reprovado ali. >> Foi [risadas] reprovado >> ali. Eu fiquei de fora. Eu não fui classificado. Mas eu já tinha
duas vitórias fenomenais na minha mão. Cara, eu passei por Universidade Federal, onde todo mundo dizia que eu não ia conseguir. Eu cheguei no meu batalhão, comprei a camisa do da UFRJ, entrei no meu batalhão com a camisa da UFRJ. Assim, tipo assim, >> tô lá, né? precisei falar uma palavra, veio vários cara, não acredito que você passou. Pronto, tô lá direito na UFRJ. Caraca, e pronto, virou aquele aquela coisa. E aí você dá esperança pr as pessoas, aí o outro já vê: "Caraca, meu irmão, não vou, pô, também vou estudar". E aí começa, porque quando
a gente, muitas vezes as pessoas vem a vitória, mas não vê o que tá por trás, o que tá construído, vê a ponta do iceberg, que é A vitória que apareceu. E ali eu tava mergulhado porque ninguém via, eu nem eu conseguia ver minha vitória, né? E quando eh eu consegui essas duas aprovação, foi a pontinha do iceberg que apareceu ali fora da água. E aí assim, não foi só eu que vi tod eu eu sentia que eu tava construindo essa base de baixo ali, a base do do iceberg, eu tava construindo, porque cada vez
que eu caí, eu levantava mais forte, eu levantava mais capacitado, eu entendia onde eu não Podia errar de novo, eu entendia as questões que eu errei, aquela que eu tinha que melhorar, o que que eu tinha que priorizar, eu fazia análise das minhas fraquezas, entendeu? E o onde eu já tava forte, eu comecei também a trabalhar muita técnica e muito método do que tem peso na prova e onde eu tenho que investir mais. Eu não tenho tanto tempo, eu não tinha tanto tempo de estudar como aquele cara que tem o dia inteiro. Falei: "Então tem
que mudar Minha técnica, né?" Porque ah, o pessoal falava assim: "Você tá disputando com uma juventude aí, filhinho de papai, né, que o pessoal usa essa expressão e eles estudam o dia inteiro. Você não, você tem que ter tempo." E eu falei: "Realmente, eu tenho que ter tempo para trabalhar, então eu tenho menos tempo para estudar". Só que aí uma coisa que foi vital para mim, que hoje eu entendo pela análise da neuroaprendizagem, foi o meu doar. O meu doar, ô Anderson, E aí pra galera que tá escutando aqui, a gente não tem que ser
egoísta com estudo. Olha que legal isso. O meu doar sem eu ter conhecimento científico nenhum. Hoje eu tenho, né, com a minha formação acadêmica, os meus estudos de neuroaprendizagem, hoje eu entendo o que aconteceu lá atrás. O meu coração era um coração de doar, um coração de ajudar, o coração de socializar conhecimento. E você sabia que o a retenção do conhecimento, ela é De 90% quando você ensina pro outro aquilo que você acabou de aprender ou acabou de estudar. Então, qu dizer você estuda, estuda aí dependendo do tipo de de porque assim, cada ser humano
tem uma forma diferente de aprender. Uns são mais audiovisuais, outros são mais e e tem que reescrever aquilo que tá, mas a a o percentual que é inquestionável, inquestionável de retenção. Por quê? Porque o que que faz a diferença para você na hora de uma prova? Na hora que Você senta lá, meu amigo, você não tem material para consultar, você não, depende do tipo de prova. Se for discursivo, OK, mas a regra você não tem. é você, o teu cérebro que você botou aqui e ali. E o o acúmulo de conhecimento, tá? Mas como é
que esse acúmulo de conhecimento chegou na tua mente? Como é que ele tá armazenado? Como é que ele tá organizado? O que que é importante ali naquela prova? Ainda mais para tem gente Que faz vários concursos, o que que é importante naquela? O que que você disse pro seu cérebro que é importante? aquilo que você revisa mais, aquilo que você vai trabalhando com revisão e deixando ele aceso. Mas assim, e uma coisa que o concurseiro tem que combater o tempo todo é a curva do esquecimento. A gente aprende, a gente vai esquecendo, vai aprendendo, vai
esquecendo, é normal, você vai esquecendo. E o a qual é a a menor curva do esquecimento? Ou Seja, quando essa menor curva acontece? Quando você ensina o que você sabe, aquilo que você acabou de aprender, ensina para alguém, você fez uma a curva do esquecimento que era assim, você jogou ela lá pro alto. Por quê? Porque você teve que arrumar técnicas cerebrais para explicar pra pessoa como eh ela tem que aprender aquilo ali ou como você aprendeu. Então, a a tua a tua mente ela vai fazer várias conexões para tentar explicar de maneiras diferentes aquilo
Que você acabou de aprender. Quando você faz isso, você joga a curva do esquecimento lá para cima, ou seja, você diminui essa curva, né? E eu fazia isso assim, eh, engraçado, eu fazia isso por naturalidade, porque gostava de servir o outro, né? E de socializar conhecimento. E isso foi fundamental para mim. Por quê? Porque ao ensinar, ao ensinar, mesmo eu tendo pouco tempo, não tinha o mesmo tempo daquela galera que tá ali só absorvendo. Você tá só absorvendo, só Jogando para dentro. Eu jogava para dentro e eu ensinava muitas vezes alguém que era com preparatório.
Então, eu pegava aquilo ali e arrumar uma forma diferente, ia lá ensinar. Eu, então, tinha um momento que eu aprendia e tinha um momento que eu ensinava. E quando eu ensinava, eu pegava esse conhecimento que eu aprendi e mantinha ele por mais tempo no meu cérebro, mais de forma mais permanente. Cara, hoje eu entendo isso pela neuroaprendizagem, né? >> Isso é isso é quase uma técnica de filma, não é? >> Aquela técnica de filma. >> Uhum. Uhum. >> Interessante. Bem interessante. >> É. E e assim, isso foi fundamental para mim. Foi fundamental. E assim, o
que que acontece, Anderson? O, eu então em 2002, eh, com 32 anos ali, eh, eu a partir daquele momento ali, eu acho que deu uma virada de chave na minha vida, que Naquele momento, cara, não importava mais se quem falasse para mim que eu não seria capaz de alguma coisa. Não importava mais, porque eu sabia que ele tava falando baseado nas concepções dele e não mais na minha. Exatamente. >> A minha eu já sabia como é que era. Eu já sabia o que que eu tinha que fazer para eu conquistar alguma coisa. >> Na verdade,
essas pessoas quando falam isso, né, que você não é capaz. >> Uhum. >> Na verdade, são eles, né? Eles eles eles têm essa ideia de que não, mas com certeza ele não é capaz, porque se fosse eu também não seria. >> Então é a concepção dele. Ele tá falando dele, não de você, né? >> Só que quando a gente é imaturo, quando a gente ainda é não tem conhecimento, a gente não entende, né? >> Não entende. E e vou te falar e vou te falar uma coisa, tá Anders? Que é legal. Eu falo isso em
algumas entrevistas. Eh, Quem te fala mais isso são as pessoas que mais te amam, que mais gostam de você, que vai falar isso para você. Por quê? Porque ela quer te tirar dessa dor. Ela acha que você tá que você tá sofrendo, que você tá ali numa no sofrimento. E eu sempre falei assim, não é para mim, não é sofrimento, é sacrifício. Boa, >> mas não é sofrimento. >> Muito bom. >> Sofrer é uma coisa, sacrificar é outra. Eu tô indo para um sacrifício por propósito. Por exemplo, Jesus foi crucificado. Crucificado foi por um sacrifício.
Foi sacrificado por um propósito. Então eu guardo isso paraa minha vida. Eh, eu não estou sofrendo. O sofrimento é quando você, na verdade, você eh não entende o propósito, não entende por que você tá ali. Aí você começa a sofrer. E isso é ruim. Por quê? Isso atrapalha até o teu estudo. Porque se você acha que aquilo ali é um e quem Tá ali muitas vezes falando contigo, ó, para você ver essas maioria dessas palavras escutei da minha esposa, escutei da minha sogra que me amava demais, né? Uma sogra querida. Ela falou assim: "Meu filho,
mas você estuda tanto, né? Vai viver um pouco, né? [risadas] Vai viver um pouco, sai daqui, vai viver um pouco a sua vida, vai divertir um pouco, né? E não entende o propósito, né? não entende ali. Fala assim, não, mas você estuda tanto, mas Você não consegue passar, né? Então assim, para que ficar perdendo tempo com isso, né? E são as pessoas que muitas vezes te amam, gostam de você, mas não entende o processo >> que você tem que passar para chegar. E aí quando a gente se torna maduro ou passa por essa dificuldade, cai,
levanta, cai e levanta, você vai entendendo que é um processo. E eu entendi que era um processo. Quando eu passei ali e fiquei reprovado para PRF, Falei: "Não importa eu ter ficado reprovado para PRF, porque eu inclusive tem outro, a PRF veio, eu fiz o concurso, né, tava aberto, mas eu já tava naquele momento que eu passei para UFRJ, eu falei: "Não, vou fazer meu meu curso de direito e vou fazer a prova paraa delegada". Deus. Então eu já tirei de cabeça fazer prova para PRF, né? Eu falei: "Não vou fazer mais PRF, não, não
vai me fazer diferença e tal, vou tocar, quero ser agora delegado, vou terminar a Faculdade de direito, vou fazer delegado, vou papeloscopista, vou assumir como papeloscopista, já tô dentro da polícia civil, já desenhei o negócio." E é interessante, eu na hora que a gente se encontrou, até falei contigo isso, né? Os nossos sonhos são mutáveis >> e isso é bom demais, isso é maravilhoso, porque isso mostra que você tá vivo, você continua sonhando, você você tem a capacidade de transformar sonhos e Metas, porque, né, isso é maravilhoso, né? E aí, então eu falei: "Ah, delegado
agora vou ser papeloscopista, depois passo para delegado, tranquilo". E tocando a vida como policial militar. Então, eu fiquei trabalhando com o coronel, o coronel que, né, que eu tava estudando, estudando e eu fiquei trabalhando com ele depois. ele dava o meu horário de ir pra faculdade, ele não, você pode ir lá pra faculdade e tal, sempre, né, respeitando isso, Porque ele viu o preço que eu paguei, né, para entrar na universidade. Só que o coronel ficou lá por um tempo, um ano e meio, mais ou menos, mais e aí depois ele saiu e aí entrou
um outro coronel, né, um outro comandante lá do batalhão e eu fazia a segurança particular deles, né, dele, rapaz. Aí deu uma reviravolta, parece que Deus falou assim: "Você tá, você tá na PM, tá fazendo a faculdadezinha de direito, tá tranquilinho, tá bom demais as coisas na Tua vida? Deixa eu, deixa eu [risadas] dar uma mexida aqui. >> Tá muito bom para você. >> Deixa eu dar uma mexida aqui, rapaz. Ele foi lá e deu uma mexida mesmo, né? >> Outro coronel foi pra reserva? Não, ele foi pro estado maior e aí entrou o outro,
entrou como interventor, ficou no tempo no batalhão. E aí o coronel, acho que ele tinha um sentimento de perseguição, eu tinha que estar do lado dele o tempo todo. E aí Ele, como era novo no batalhão, queria ficar até tarde da noite e tudo mais e desrespeitava o meu horário de ir pra faculdade. Então tava horário de ir pra faculdade, eu chegava, perdia a faculdade mesmo nos dia, ou seja, no dia que eu tava de serviço, o meu expediente era até 6 horas, então tinha que ir pra faculdade. já tava naquele expediente por isso, né?
Era dia assim, dia não, dentro do horário de expediente e final de semana eu ficava com ele o dia Inteiro. Mas aí o problema é que ele não respeitava, tal como o outro fazia, né? E aí começou a criar um problema e eu falei: "Coronel". Cheguei para ele e falei assim: "Mã eu gostaria de senhor arrumar uma outra pessoa para poder eh eh dirigir pro senhor, fazer a sua segurança. Eu já vi com o pessoal da da da do reservado, que era o P2, né, que era a polícia reservada, para ver o nome de alguém.
a batinar alguém. Mas por que Que você não quer trabalhar comigo? Eu falei: "Não, cor, tô perdendo muita aula, isso vai me prejudicar. Eu paguei um preço muito alto para estar numa universidade pública, universidade federal. E outra coisa, não perdoa lá. É diferente. Tá vendo na particular? O pessoal você tá ali pagando, eles perdoam e segura uma coisinha, te dá uma chance. Universidade Federal não tem chance. Eu, se eu faltar aula, eu vou ser eliminado. Se eu tirar nota baixa, Eu vou ser eliminado. Eu vou perder um sonho que eu levei 3 anos, né, na
busca disso. E aí ele, ah, não sei o quê, mano. Não vou ver. E aí foi enrolando. E aí teve um momento que realmente eu pedi para sair. A partir de aí eu fiquei uma pessoa persona não grata dentro do batalhão, né? >> Se queima, né? >> É. E eu falei, pode me botar em qualquer serviço, coronel. Olha só, para você dizer pro coronel, pode botar em Qualquer serviço, menos trabalhar contigo pro cara. Foi uma foi uma ofensa. Mas por quê? Porque qualquer serviço que eu ficasse, eu ia estar dentro de uma escala que respeitasse
o meu horário de ir pra faculdade. >> Mas não tinha nenhuma norma interna que dava prioridade aos alunos, a a ao policial que fizesse faculdade. Normalmente tem umas normas internas área militar é difícil. E isso vou vou te botar aqui, vou fazer uma Retrospectiva, vou te botar aqui para 20 anos atrás. >> É, >> é. Hoje tem muita coisa aqui, vai se adaptando, mas há 20 anos atrás o desrespeito era muito grande e tal, muita coisa não acontecia. E mesmo assim tá dentro do militarismo, manda quem pode, respeita quem tem juízo e vai nesse. E
aí eu consegui sair, fui para um outro serviço, fui trabalhar, na verdade teve uma uma oportunidade que é O Proerd, não sei se já ouviu falar no PROERD, é um programa de prevenção às drogas e violências da Polícia Militar. Tive a oportunidade de ir para lá como professor e instrutor e tal. Só que aí, rapaz, é, fiquei passando por um sistema de perseguição dentro do batalhão, mas passando, passando, tanto que um dia eu, por faltar uma reunião, que era uma reunião que eles fizeram plano de chamada paraa minha casa e foram lá, eu não estava
em casa e eu não tinha Atualizado o endereço meu no batalhão porque eu tava tinha mudado uma coisa assim de cadastro. Eh, e o o coronel pegou para ele, chamou para ele um um uma procedimento contra mim e me deixou detido 30 dias dentro do batalhão. >> Putz, era pessoal. era pessoal >> e assim e foi e foi legal que na na decisão dele falou assim, ó, eh, que a minha falta nessa reunião, que era uma reunião muito importante e eu por Exercer uma função importante dentro do programa de prevenção às drogas, eh, eu tinha
que ser punido de forma exemplar para que isso não fosse, >> foi severa essa punição, [risadas] >> 30 dias de detenção. Aí eu falei, beleza, mas aqui >> nem recorrer, >> não é? E assim, eu já tinha passado inclusive com os oficiais, conversei com alguns da dificuldade que eu tinha passado, mas aí ficava aquela coisa, o Cara, né, tá fazendo, né, e eh fazendo direito, quer ser delegado, quer não sei o que, tá querendo mais do que você é. E infelizmente a gente tem isso que isso aí são chamados eh são são eh perseguições institucionais.
Você vai ver que dentro da para quem vai fazer concurso aqui já se acostume com isso. Ou você vai, sei lá, se você chegar e for só mais um, não tiver eh liderança nenhuma, ficar ali quietinho na sua, for o moita, ninguém vai te encher o saco. Ninguém vai te encher o saco. Agora, se você for aquele cara proativo, com ideias, querer mudar uma coisa e tal, e querer melhorar o ambiente, querer levar resposta muitas vezes pra sociedade, o cara fal, não, esse cara tá não. V, >> você vira uma ameaça. Aí o teu chefe
já acha que você quer tomar o lugar dele, aí outro aí já começam já a arrumar um não, esse cara já tá querendo crescer aqui dentro e é assim. E eu, infelizmente, sempre tive essa minha Posição, meu jeito proativo nas coisas, né? Mas beleza. >> E como é que ficou a faculdade nesse tempo de detenção? Era liberado pelo menos para ir pra faculdade? Não, não. >> Achei que era liberado pel aí volta para É. Não, fiquei, fiquei, faltei mesmo, pedi colegas para dar suporte e tudo mais e fiquei detido porque era uma detenção, ou seja,
você não podia sair do batalhão, né? Eu peguei minhas coisas todas. Que que eu fiz? Peguei minhas Coisas todas. Eh, foi a semana anterior, eu ia começar a cumprir a pena e de novo eu então passo na frente de uma banca e vejo que tá aberto o concurso da PRF. >> É, porque teve teve tiveram dois naquela época, 2002, 2003, né? >> Eu eu fiz esse concurso aí de 2003. >> Tomei um >> Então ele abriu 2003. Ele abriu 2003. A prova foi no finalzinho 2003 ou 2004. Esse daí que eu passei >> foi nesse
>> aí, meu amigo, eu fiquei tão transtornado, tão transtornado, porque eu fazia um trabalho exemplar no Proer, né? O Proer era um programa que eu dava aula nas escolas e tal, eu representava o batalhão onde eu ia. Então assim, você vende o tempo todo ética e tal. Imagina eu detido no batalhão, os colegas me olhando detido. Falei: "Lessa, você detido?" Eu tanto que chegava no alojamento, tava lá, fal aqui, tem alguma coisa errada? É, tô aqui deto. Os Caras não entendiam. E como é que eu vou explicar isso paraos meus filhos? Imagina, eu falei para
minha esposa, não trazia meus filhos aqui. Ah, vamos lá que eu vou te levar no teu pai que ele tá preso lá no batalhão. Pô, meu pai fez alguma coisa errada e é porque eu faltei uma reunião. Então, assim, eu eu aquilo me deixou tão deprimido, Anderson. Eu fiquei num sistema assim, numa análise de, sei lá, de autoavaliação, autoconhecimento, tentando entender o Que que eu tava fazendo ali e porque Deus estava permitindo que aquilo acontecesse comigo, né? Eu falei assim: "Poxa, Deus, como assim, né? a gente, né, todo um trabalho e tudo mais e uma
perseguição que não faz sentido, né, o coronel, mas assim para ele meio que falou assim, ó, toma aí agora, você não quer mais, não quis ficar comigo, né? Toma aí agora, toma aí. E e assim eu passei, então vi que tava aberto o concurso da PRF. Isso foi em, eu acho Que foi em agosto de 2003 que que eu que tava aberto o concurso. E eu sei que a prova, acho que era no início logo de 2004, logo no iniciozinho de 2004. Então eu peguei, que que eu fiz? Eu peguei uma uma mala, peguei todos
os meus materiais que eu já tinha estudado para PRF, juntei aquilo tudo e fui pro batalhão ficar detido no alojamento, mas levei uma mochila desse [risadas] tamanho. Mas meu amigo, o pessoal entrava de serviço, saía de serviço, entrava de serviço, Saia de serviço, tava eu lá e os caras olhavam assim: "Rapaz, você tá aqui, rapaz". Eu falei: "É, meu amigo, essa polícia". Aí eu falava, essa eu botei no meu coração, essa polícia não me merece. Infelizmente ela não me merece, porque pelo que eu dei e pelo que fizeram comigo, aí tinha até uma psicóloga do
batalhão para tu ver o ponto que eu cheguei na psicóloga, eu fui na psicóloga e lá desabafava com a psicóloga. Falei: "Não, mas não sei o Quê? Isso é sacanagem que fizeram comigo? Eu vou sair daqui, essa polícia não me merece e tal". Mas eu acho que isso tudo tá meio tava me dando força, me esquentando e me aquecendo para que eu me dedicasse ainda mais aquilo. Aí eu vou te falar, Anderson, eu tava tranquilo já, não tava pensando, já tinha feito PRF 2002, não passei por pouco, não passei, né? não fui classificado. E esse
novo agora que era de 2003 para 2004, eu então eh já tinha Um material, já tinha uma bagagem, tava já fazendo a faculdade e não pensava em fazer PRV, que eu queria fazer delegado. E eu falei assim: "Não, mas eu assim, eu vou passar e eu vou passar". Eu tava meio desligado de fazer concurso porque eu já tava ali só seguindo a faculdade, né? A gente sabe que matéria de faculdade é incompatível com concurso, né? Não tem compatibilidade, tem nada a ver. >> E aí o que que eu fiz? Aquele um mês foi Um mês
gás, foi aquele mês gás, entendeu? Que eu peguei ali, era, eu ficava ali direto trancado, 16 horas ali, era só para dormir e alimento, rancho, tomava café e ali sentava e doutrina, montei meu horário e para cima. >> Quando você tá detido, você não trabalha isso >> em tese, não, só interno, mas o trabalho interno ali, dependendo do que era para fazer, eu fazia, né? Então eu não sa, Não podia sair do batalhão. Então ficava interno, trabalho interno, guarda, por exemplo, eh, ficava na guarda, mas a guarda tinha escala. Então, até na hora que eu
tava na guarda, eu botava o livrinho lá e estudando. Aí saía do horário da guarda, ia para o descanso, no descanso estudando. Então, tirava muito serviço de guarda ali, recebimento, saída de viatura. Pegava viatura entrando, viatura saindo e eu ali estudando. E o pessoal fando assim: "Cara, esse cara é louco". Eu falei: "Não, porque eu não não quero mais estar aqui". E ali foi uma outra história que eu escrevi no batalhão, né? Porque veio, fiz a inscrição, fiquei, esse um mês foi um mês de gás. E esse mês de gás é que me manteve mesmo
depois que eu saí da detenção, eu já saí com foco, pediu sargentante para me botar em serviços que eu pudesse estudar ou serviços que eh não não me prendesse, não me tirasse da possibilidade de estudar. Aí ele me Botou, por exemplo, de plantão numa escola. Eu ficava na escola durante o dia, sentava lá, tava os alunos e eu tava papirando, porque eu tava num lugar seguro, policial militar, mas trabalhando lugar seguro dentro de uma escola. E à noite acabou a atividade da escola, eu ficava na noite, não, eu ficava à noite, o dia que eu
tava de serviço, porque era escala, né? Era 24:48. Eu no dia que eu tava ali, eu ficava 24 horas, então eu estudava e à Noite estudava a noite toda. No nos outros dois dias que eu tava de folga ia pra faculdade, porque o dia que eu tava de para tu ver o policial militar, eu não tinha como fazer. Os dias que eu tava de eu faltava a faculdade. >> Sim, tem que faltar. >> Não tinha como. Eu a minha escala faltava a faculdade, né? Um colega outro sempre mandava material para mim e tal. Pá, era
o que me salva. >> Assinava a lista. Ainda >> tem isso. Uns que assinar lista. >> Assinar minha lista. Mas lá os professores assim lá na na é interessante porque na na faculdade de direito lá na na UFRJ eles não tinham muito essa coisa de ó de ó tem que a lista aqui tem que tá presente não cobrava cobrava o quê resultado na prova né então quando você era avaliado a avaliação vinha pesada então o pessoal abria um pouco mão disso que me ajudou muito demais porque senão eu seria Reprovado com falta também é eu
faltava pelo menos uma ou duas vezes por semana eu faltava a faculdade então era complicado. Como as disciplinas eram disciplinas, não eram eh a escala não batia porque a escala era 24:48, então eu nunca caía no mesmo dia, >> tá? >> Então mudava e aí eu não faltava a mesma disciplina, sempre dava aquele revezamento, era o que salvava. [risadas] Aí beleza, na escola aí teve Um colega da faculdade que falou: "Lessa, pô, eu estudando direto". Aí eu falei com ele, ó pá, tô estudando, tá? E eu tava no gás, no aquele gás de um mês
me deu um gás de de estudar assim com aquela convicção do que eu ia passar. Tanto é que tinha um colega da faculdade falou assim: "Cara, você tá". Eu falei: "Não, vou fazer PRF e tal, pá, pá, pá." E pô, mano, tá estudando pegado mesmo? Eu falei: "Tô pegado". Ele falou: "Cara, eu vou estudar". Ele da ia lá no Trabalho para estudar comigo, a gente montou o grupo de estudo, ia junto. E ali, cara, foi um negócio. Três meses depois, acho que três meses ou quro meses depois, foi logo no início do ano a prova
2000 da PRF, né? Desse período de 2004, eu então passei na prova, fiquei entre os 500 primeiros colocados. Nossa, >> não sei se você lembra, foi meio milhão de inscritos. Foi meio milhão de inscritos. >> Salário de 3700 feito pela Cebrasp, né? >> Que era CESP UnB, né? >> CESP UnB. >> É, eu lembro. Lembro. >> É, rapaz. Esse concurso foi meio milhão de inscritos e 2000 vagas, né? Tinha 2200 vagas, mas foi meio milhão de inscritos. Você conc? Eu passei longe. Eu passei longe. [risadas] Eu lembro que eu fiz, eu tava começando. >> Tava
começando. >> Então, vixe, eu passei longe. >> Rapaz, eu fiquei assim muito feliz porque ali para mim, o Anderson foi uma assim, eu lavei a alma, entendeu? Aí cheguei no batalhão de novo. A parte aquele batalhão deixei muita, eu deixei muita história lá. Cheguei no batalhão de novo, aprovado na Polícia Rodoviária Federal. E aí tinha que ver, né? Você vê lá o a o a cara do coronel, né? saber que eu agora tava indo embora, tava indo para para uma polícia melhor e ele de forma indireta acabou me ajudando, Porque se ele não tivesse feito
o que ele fez comigo, >> não tivesse me perseguido, >> eu não tinha ido para onde eu estava. >> Você vou te dar uma detenção, você fala: "Beleza, então vou pegar um mês aqui de detenção, vou estudar igual um louco." >> Aí funcionou porque se não te desse a detenção aí. >> É verdade. Então assim, é um até um recado que fica aqui pro pessoal. Eh, não importa o o a dificuldade que você Esteja passando na sua vida. Muitas vezes é essa dificuldade, é esse mover de Deus na tua vida. que tá trazendo para você
no meio da tempestade ou no meio do deserto que você esteja, tá te dando a oportunidade ali de você enxergar um caminho novo ou de você fazer mudança de rota. Deus, de repente tem uma porta aberta para você e algumas estão se fechando do lado, >> né? Você tá passando por um momento de perseguição, é um momento de você Crescer. E foi assim, Anderson, a minha vida toda, a minha trajetória, eu sei que não vai dar para contar tudo aqui mesmo, mas a minha trajetória toda, os momentos que eu mais cresci na minha vida, foi
o momento que eu sofri uma justiça, que eu fui perseguido, fui sacaneado institucionalmente muitas vezes. Aquele momento é o momento que Deus estava me dando oportunidade de falar assim: "Pera aí, mudança de rota. Tá na hora de você largar isso aqui para Outro lugar, porque isso aqui já não é mais para você". É porque e a Bíblia diz bem isso, ô Anderson, sede fiel no pouco e sobre o muito te colocarei. Só que esse muito te colocarei, você ser fiel no pouco depende de maturidade. Muitas vezes a maturidade que você vai conquistando. E ali é
o momento que você entende, cara, a minha maturidade ela já é suficiente para Deus me dar algo melhor. E você vai escalonando, vai escalonando. Eu vejo Histórias aqui na na no canal, né, aqui na no podcast, histórias de vários concursos, um foi passando, aí ficou ali um tempo, aí daqui a pouco fez outro, foi passando, né? É o quê? Grau de maturidade que você vai, não só grau de maturidade intelectual, mas também de vida. você vai chegando em novos cargos, mais maduro, mais preparado para assumir cargos mais relevantes e dar um retorno melhor e maior
pra sociedade. Você chega ali com uma maturidade fenomenal muitas Vezes, porque você vem ali escalonando essas histórias de escalonamento na vida. Eu acho assim interessante demais. Talvez melhor até do que você vê um uma pessoa que tá lá numa condição e daqui a pouco fez o primeiro concurso, passou lá para juiz, para no primeiro concurso, talvez ele não esteja chegando lá com a maturidade que ele precisa para dar pra sociedade aquilo que realmente a sociedade precisa. Então acho assim bem legal essas histórias, histórias de de Luta, dificuldade, mas histórias que você vê a vitória, mas
você não vê muitas vezes as quedas que estão atrás e tem muita queda. E a gente também vem que vim aqui para contar as quedas, né? Porque é a queda que vai construindo esse esse essa estrada, vai pavimentando a estrada e deixando pavimentada para outros, falando assim, ó, tem que passar por aqui. Quando a gente pega histórias bíblicas, a gente vê várias lá, né, né, de sucesso, mas que passou por Dificuldades primeiro, né, José só foi eh governador do Egito porque foi vendido pelos irmãos, jogado no poço, vendido como escravo, depois preso. E depois de
preso, eh, que ele ele teve que ser preso onde? no Egito, saiu da terra dele, foi preso, vendido como escravo para chegar no Egito, para no Egito, sim, ele se tornar governador, né, diante de uma de uma de uma relação lá de uma de um de um de uma de um movimento que ocorreu. Então, assim, eh, E histórias. E aí cheguei na PRF, né? Cheguei na PRF, fiz o meu curso de formação. Eh, tem histórias aí nesse meio também, porque eles não queriam me liberar na PM para poder fazer o curso de formação. >> Então,
é isso que ia perguntar, né? Porque já que o negócio era perseguição, eu imagino que na PM eles fizeram de tudo para te ferrar, né? >> Às vezes vão lá e te dão até uma detenção novamente. Não, ele não vai Sair daqui, ele tá detido, né? >> Você tem uma bola de cristal, hein? Você tem [risadas] na verdade a tua a tua mente é é direcionada. Com certeza foi isso que aconteceu. Eh, eu eu precisava fazer o curso de formação, né? Então, passei, eu já entrava, eu já fui, eu fui aí teve a primeira turma
chamada. Isso mesmo. Foi 2003, finalzinho de 2003, 2004, logo em junho chamaram uma primeira turma, em Agosto seria a segunda. Eu tava esperando para me chamar para papeloscopista, tanto que me chamaram para papeloscopio de 2004, só que aí eu já tava com a convocação já do do da PRF. Então foi ao mesmo tempo. Papiloscopista seria fácil porque eu estaria dentro do estado. A PRF não, mas >> você não saberia para onde, né? Era fui pro CT. É, eu fui pro CT do Rio Grande do Sul, do Mato Grosso do Sul, né? Não. Eh, ai meu
Deus. Eh, foi, foi pro Mato Grosso do Isso. Mato Grosso do Sul. Eu esqueci a cidade aquidauana. Eu fui, fiz no centro de treinamento de Aquidauana. Foi a segunda turma. E aí, rapaz, assim, tá, cadê >> o curso? O curso de formação foi aqui da Achei que tinha sido em Brasília. >> Formação. Não, eu fui porque eles montaram vários CTs, né? Então, o primeiro CT foi pra Brasília, aí já não Tinha vaga. Eles já queriam chamar logo antes de terminar. Eles foram chamando vários, né? E aí onde tinha sendo treinamento já foram enchendo o centro
do treinamento. Aí fizeram o primeiro em Brasília, o segundo já como não tinha vaga lá já chamou para pr para Quiduana. E aí tinha ainda tinha um terceiro foi pra Fortaleza. Então foi chamando assim um mês atrás do outro. antes de terminar um já foi chamando e enchendo os centros de treinamento. >> Mas mas o exercício também seria em Mato Grosso do Sul depois eles iam te te >> tudo lá o >> para entrar em exercício. Tô falando. >> Não entrar em exercício não, só o centro treinamento. Porque assim lá funciona tal como é é
é engraçado. É uma segunda fase, >> mas é uma segunda fase que você primeiro >> é uma segunda fase do concurso, então você não tem certeza se você vai ser aprovado ou não. >> Como a gente hoje aqui a gente faz um uma prova uma préambular, daqui a pouco a gente faz uma discursiva. Isso. >> E daqui a pouco sai o resultado, ó, tá aprovado. Ah, a nomeação vai sair tal dia. Você não precisou e deslocar para ir para lá para fazer um uma segunda fase prática. Nós tivemos que fazer uma segunda fase prática, que
é o curso de formação. O curso de formação é a segunda fase prática da PRF. Esse que foi o grande problema na PM. Por quê? Na Cabeça deles, eu passei pra PRF, >> vai embora, né? Vai embora, filho. Tchau. Pede exoneração. Falei: "Não, eu preciso de uma licença para eu fazer a segunda fase, que é a fase de curso de formação." Rapaz, mas em nenhum momento não me deram essa abertura. Não, não tem, não tem. Eu fui no estado maior, fui aqui. Eu não tenho dúvida que se eu fosse oficial, eles iam dar um jeitinho
>> de ir lá fazer meu curso e voltar, porque eu tinha que fazer o curso, me Formar ou não formar, porque ainda tem essa possibilidade. E nós tivemos realmente vários colegas que foram para curso de formação, não se formaram, não se formaram, foram eliminado no meio do do curso, tá? Por questões muitas vezes até de comportamento e tal e de prova mesmo. >> Às vezes a pessoa se machuca, né? Isso. E machuca, prova e também prova, porque a a CESP continuou aplicando prova durante a fase. >> Aí o que que aconteceu? Eh, não, não, não,
não tenho. Falei: "Não, mas olha só, eu tô indo fazer a segunda fase, eu preciso do da Eu tinha 7 anos só como policial. Como eu tinha só 7 anos como policial, eu não tinha estabilidade. >> Ah, estabilidade, ela é 10, né? >> 10 anos. tinha que ter 10 anos para ter estabilidade. Eu não tinha estabilidade. Aí eles falaram assim: "Ó, você não tem estabilidade. Se você não tem estabilidade, você tem que se ausentar." Porque eu podia pedir LTP, que é aquela licença, eh, por tratamento de interesses pessoais. >> Sim. Essa é após 5 anos,
né? >> Só depois de 10 anos. Qualquer licença, após 10 anos. Qualquer licença, >> entendeu? Que não for férias, 10 anos. Eu falei: "Meu Deus, mas como assim?" Mas eu passei. Não, mas você passou, você pede exoneração e vai. Tanto que o próprio Majó, que era o P1, que era conectado com coronel, coronel mesmo Falou isso para mim na minha cara, né? Mas ele falou assim para mim, ele o o Major que é que era o P1 que cuidava do F, não, eu já conversei com coronel o seguinte, você já passou, cara. Você é PRF,
agora >> vai embora, né? >> Vai embora. Falei: "Não, não, major, senhor, me perdoe, mas eu não sou PRF, eu sou policial militar. Enquanto eh eu não tomar posse lá, eu não sou eh eu não entrar em exercício, Eu não sou PRF, eu sou policial militar e eu quero esse direito garantido enquanto eu tiver fazendo concurso. Essa é uma nova etapa do concurso. Não quer dizer que eu já tô aprovado 100%. Ele, ah não, mas não, você não tem estabilidade, é em outro estado, não tem previsão de você sair daqui para ir para outro estado
para fazer curso. Aí fui, cara, eu procurei, não, realmente não tinha nenhuma fundamentação nossa jurídica que me apoiasse e não tinha a Boa vontade deles, porque eles queriam, né, me sacanear. Sabe aquela loucura que eu fiz, Anderson? >> Pedi exoneração? >> Não, eu fiz, eu não, não sei se eu fiz pior ou melhor. Eu não pedi exoneração, eu pedi férias. Eu peguei um mês de férias e falei: "Vou embora". Porque tava naquela discussão, eu tentando o caminho e tal, não sabia. Eu falei: "Sentiante, me dá minhas férias que eu Tinha tempo para tirar férias e
eu vou resolver, vou ver o que eu vou fazer, mas eu não vou pedir". E aí fui, peguei as minhas férias, fui pro curso de formação. >> E durava quanto tempo o curso de formação? >> Três meses. Como é que você tira uma féria de três [risadas] meses? >> Não tem como, rapaz. Aí fui para lá, >> né? Aí fui, eu, eu entrei pedindo e falei que inclusive tava indo, que eu Tava pegando as minhas férias até eles decidirem que eu tava indo pro curso de formação e fui cara com a cara e a coragem,
rapaz. Mas foi assim um tormento, né, na minha vida. Foi uma tormento. Por quê? Porque eu ficava todo dia ligando pro batalhão. Imagina, você tá no curso de formação, treinamento, você precisa ter a tua paz, tua tranquilidade, atividade diária e tal, estudando e fazendo prova e você tá com a cabeça lá sabendo o que que eles estão Fazendo. Eu imaginei que eles tivessem o bom senso, né? fosse ali julgar, falar: "Não, eh, vamos ver aqui uma forma, vamos dar uma condição de ele, né, dele terminar lá o curso dele, vamos acatar o pedido, porque aí
eu fiz o procedimento que eu fiquei verbalmente. Aí quando eu vi que não tinha jeito e eu já tinha que ir me apresentar, eu então fiz isso. E rapaz, e assim e e tava passando um momento, pr você ter ideia, eu são coisas assim que são memórias, né, o Anderson, eu daqui para lá, eu fui, não fui de avião, eu fui de ônibus, não tinha dinheiro, eu não tinha dinheiro para pagar alimentação no meio do caminho, foi só para comprar passagem, porque eu tava era soldado da PM, né, e já tinha passado por algumas coisas,
dificuldade financeira, aquela coisa toda. Eu continuava ali naquela luta, né? >> Eles davam bolsa de metade do salário, só que só depois, né? Não dava durante o Curso. Foi o que eu pensei, poxa, essa bolsa que vai me salvar. A bolsa já era 50%, que já dava quase o dobro do que eu ganhava na PM. P na PM na época eu ganhava meca. Então assim, aquilo ali, o 50% deles já era maravilhoso para mim. Era mais do que eu ganhava na PM. E se eles me dessem a licença na PM, o que que ia acontecer?
Eu ia deixar, ia ficar suspenso meu, meu pagamento na PM e eu ia ficar recebendo pela PRF, que era a lógica, né? Mas aí, beleza, o que que Aconteceu? Eu fui então para lá sem dinheiro, sem sem lenço, sem documento, né? E eu para eu não esqueço disso até hoje, a minha sogra preparou para mim uma uma um uma um tabuleiro desse tamanho. A gente comprou uma carne, né? Comprou uma carne, pegou o pão, comprou o pão e encheu essa essa o essa esse tabuleiro com pão e carne. Para quê? para no meio do caminho,
nas paradas, porque do rio para lá, eu ter gasto ter consumo só com uma bebida >> e eu ter o pão para eu comer até chegar lá, porque sequer eu tinha recurso. O que eu tinha eu deixei pra minha esposa, falou: "Segura aí até ver como é que vai ficar. O meu salado da PMKI já fica aí contigo e eu vou me virar lá no que der". E fui com aquilo. Por quê? que eu não tinha nem dinheiro, cara, para comer no caminho. Então eu levei ali um, eu cheguei lá, eu não conseguia ver carne,
pão com carne na minha [risadas] frente. Botasse carne na minha frente, eu já não Conseguia ver, porque eu fui comendo. Imagina café da manhã, pão com carne, almoço, pão com carne, jantar pão com carne. Foi o que eu fui comendo no ônibus daqui até lá. >> Dá o qu? Uns quase dois dias, né? Dois dias. >> É, dois, três dias de de viagem. Então, mas graças a Deus, chegamos lá e comecei o curso e tal. E aí ficou aquela coisa, eu brigando com batalhão, aí tinha uns colegas lá no batalhão, eu ligava, cara, Como é
que tá aí e tal, não sei o quê, Lea, eh, daqui a pouco tá acabando tuas férias e tal, e aí como é que vai fazer? Eu falei: "Nada, nenhum parecer, nada, nada". Andre, sabe o que que eles fizeram? Mesmo eu sabendo que eu tava lá, quando deu os 30 dias, acabou minhas férias, eles começaram a me botar na escala. Me botava na escala, eu faltava. E aí eles começaram a fazer plano de chamada paraa minha casa, Mandando viatura na minha casa para mim buscar. E eles sabiam, sabiam que est, mas eles começaram a montar
o quê? Todo um procedimento prévio para deserção, sabiam >> para me botar como desertor. Rua desertou. Aí minha esposa me ligou, falou assim: "Amor, tem aqui uma uma viatura da PM, estão te procurando. Estão me procurando, eles sabe que eu não tô aí, mas vieram aqui." Mas para quê? para legitimar, para ter ali a Prova de que foi lá de não sei o quê e tal, da minha ausência para poder montar o IPM contra mim. E montaram, montaram IPM contra mim. Só que assim, Deus é tão bom, mas tão bom. o eh o Anderson que
assim eh sei lá, é uma coisa, um vendaval tá acontecendo, mas foi Deus que te botou naquela direção. Ele vai ele vai deixar ali umas lacunas para você eh você dar uma volta por cima. Vai vai ter. E aí o que que aconteceu? Eu cheguei lá, encontrei vários militares Do exército, sargento do exército, tinha várias oficial no curso de formação, sargento do exército, oficial do exército. E aí eu perguntei para eles, pô, como é que vocês conseguiram vir para cá e tal? Vocês conseguiram a a licença? Aí tinha uns tinha menos de de 10 anos.
Ué, mas você conseguiu eh vir fazer o curso? Consegui. Mas tem alguma normativa no exército que eh protege isso lá? O Praça? Tem e tal. Aí me mostraram os Artigos lá. Eu falei: "Ai, [ __ ] do exército, do exército". Aí eu falei: "Pô, eu tenho que achar isso também na no meu estatuto." Aí eu peguei o estatuto, mas revirei, ficava lá estudando o estatuto ponta a ponta e olhava, olhava, fazia busca, não achava. Falei: "Meu Deus do céu, mas Deus é tão bom que eu fui, fui olhando o estatuto, fui, falei, vou ler t
até o final, uma hora eu vou achar no último artigo, o último, tu imagina igual você tá assim, Vamos pensar em algo que você tá tem aqui que você tem que ficar procurando uma coisa que você tá procurando e você abre todas, você não acha na última que você vai achar." Falei: "Pô, tô com pouca sorte, né? Mas foi o que me salvou". Tinha um último artigo do nosso regulamento da Polícia Militar que dizia assim: "O que não for regulado por esse estatuto será regulado pelo Estatuto do Exército, porque a PM é força auxiliar do
exército, né? Foi criada será Regulado pelas pelas normativas do exército. >> Falei: "Caraca, não, não é possível que eu achei isso aqui, cara". Juntei tudo ali, pá, pá, pá, pá, e preparei, mandei. Regulamento do exército, regulamento. Eu, o regulamento do exército falava que podia. lá dizia o seguinte, que toda todo e era exatamente isso, todo militar que não tem estabilidade ainda, mas que passe para um concurso público onde seja seja exigida a segunda fase em caráter Em regime de internato, né? Em regime de internato, que deve ser concedido a ele uma licença especial para que
ele possa cumprir o curso e depois voltar. Ou seja, era uma licença especial para aquele caso específico. E o exército já previa isso. >> Bingo. Bingo, hein? Senso. Aí eu juntei com o outro e Mas olha só, é aí que tá. Bingo, bingo, bingo. Mas eu acreditei naquele bingo, para você ter ideia, consegui lá final de semana, final de Semana prolongado. Eu mandei a documentação toda pro senti: "Ah, você tem que vir aqui, aquela coisa de assinatura digital que a gente tem hoje". Não tinha, tem que vir aqui assinar o documento para eu dar entrada.
Eu peguei aqui, já tava já recebendo a ajuda da PRF, consegui pegar um voo, fui para lá, eh, assinei um documento no final de semana que era o pedido mostrando que tinha amparo do exército, tudo direitinho, tal, tal, tal, e >> vim embora. Protocolei a gente antes já ficou com tudo para protocolar lá no P1. Beleza, vim embora. Falei: "Graças a Deus, mano, agora, agora sim resolvi a vida, né?" E aí, que que aconteceu, Anderson? Adivinha? indeferiu porque não, esse pedido ele tinha que ter feito antes de iniciar o IPM contra ele, antes dele ter
pedido férias e ter ido. Ele tinha que ter sido anterior. Eu falei: "Tá, mas >> mostra onde >> mas tá bom, mas não, não, mas tá bom, mas porque que e o jurídico da própria PM não não viu isso? Eu achei isso agora. Isso é um fato novo na minha cabeça, um fato novo. Quem deveria ter me dado essa solução era a própria PM. Vocês deveriam ter conhecimento disso. Eu só tomei conhecimento disso agora, dessa possibilidade. Mesmo assim, cara, continuaram com IPM e tal, mas aí Deus abriu outra porta. Eu tinha feito inscrição para delegada
da Polícia Federal Regional na época. Foi 2000, foi 2004 que quando tava fazendo, teve uma prova delegado 2004 regional e >> você tava custando aí do direito. >> Tava e outra coisa, tava faltando a faculdade, tá? Tava faltando a faculdade, mas vim na cara e na coragem. Eu falei: "Não, vou faltar, depois eu recupero a matéria que eu não tranquei, para você ter ideia, eu nem tranquei, porque eu tava na nessa coisa toda de essa loucura, né? Eu vim sem trancar a Semestre, sem trancar nada e vim embora e faltando os colegas mandando matéria para
mim e eu ali e eu fazendo, aí eu fui fazer a prova do delegado, eu sequer tinha formação ainda para o o bacharelado em direito, né? Não tinha, tava no segundo, era se foi 2004, tava no segundo ano da faculdade, mas fiz a prova de delegado regional aqui. E o que que acontece, Anderson? Eu saio eh na lista de aprovação e eu >> é de delegado da Polícia Federal Regional delegado. >> Aí eu não tinha nem sequer ou bacharelado para assumir, mas saí na lista e lá no batalhão não tinha conhecimento disso, né? >> Foi
polícia civil, >> não? Delegado da Polícia Federal. Regional é regionalizada. É porque assim, na nesse ano abril para você faz aquela inscrição geral do Brasil inteiro e tem a inscrição dos delegado Regionalizado. Então assim, eh, região, região norte, região, então teve lá para aquela região do Mato Grosso do Sul, então era o concurso do delegado, a, eh, qualquer um podia se inscrever, mas era para lá e tinha que fazer a prova lá. >> Entendi. >> E aí o que que acontece? Porque era regionalizada, né? E eu tava lá >> pro Mato Grosso. >> É. Aí
eu fiz a prova lá, entendeu? E aí é uma prova que em Teas é uma prova mais Fácil porque ela é regionalizada, né? Não é, você não concorre com o Brasil inteiro. E aí eu passei nessa prova e tal, pá, pá. E um colega meu que me acompanhava, ele tava sempre me acompanhando e ele também fez essa prova, acho que era um tenente lá, também fez a prova, ele viu meu nome na lista. Aí eu liguei pro batalhão porque eu queria saber como é que tava. Fal, rapaz, como é que tá aí? Eu não sei.
E tal, eu preocupado, né? Aí o colega meu Lá falou: "La, tira uma dúv você fez uma prova, fiz uma prova de delegado da Polícia Federal?" Falei: "Fiz". Ele: "Cara, teu nome passeu na lista dos aprovados na primeira etapa". Era só a primeira etapa, [risadas] tá? Na primeira etapa da classificação inicial. Falei: "Foi, foi, cara, deu certo lá aqui, deu aqui, né? Deu certo aqui. Ele, caraca, isso aqui já chegou no batalhão, já foi parar na mão da tenente Sâmia, que é a tenente que tá responsável por Teu processo. A tenente tá responsável pelo teu
processo, pelo IPM. E, cara, o seguinte, liga para ela, o que que tem novidade aí? Eu falei: "Novidade?" Falei: "É, rapaz, eu acho que o coronel vai mandar arquivar o teu processo, porque isso aí deu uma repercussão danada aqui que você passou para delegado e tal". Falei: "É mesmo, cara". falou: "Não é para você". Liguei pra tenente. Ô, tenente tal. Ela falou: "Lessa, você não, tudo bem? Como é que Tá?" Eu falei: "Ah, sofrendo, né, tenente. Tô aqui querendo saber como é que vai ficar a minha vida aí. Tô preocupado com essa questão aí do
IPM e tal, da deserção, porque a senhora sabe que eu tô aqui fazendo um curso, eu não tô, não sou desertor." Aí ela, ó, eu tenho uma novidade para te falar. Você passou na prova do delegado, não foi? Passei, ó, o o coronel ficou muito feliz assim, ficou muito feliz com essa sua aprovação [risadas] aí. Ficou muito Feliz. falou que realmente você é um cara diferenciado e que e aí ele mandou perguntar para você quando termina o teu curso? Eu falei: "Ah, tenente, termina no dia 5 de novembro. Eu comecei, acho que foi agosto, foi
novembro, início de novembro de 2004. Eh, em novembro, início de novembro, dia 5, acho, ela então falinte: "Termina o teu curso, não se esquenta mais a cabeça, não se preocupa com o IPM, faz aí o teu curso, termina, quando você terminar, você vem Aqui se apresentar pro coronel, se apresentar para mim, assim que você voltar pro Rio, terminou o curso, falta, faltava mais um, menos de um mês. Aí ela termina aí então e você vem chegar aqui, você se apresenta para ele." Falei: "Caraca, tirou uma um peso das minhas costas". Falei: "Ah, então tá bom".
Fui para lá, né? Aí beleza. Essa essa história assim é bem legal no final porque assim, sabe aquela coisa que é vira contra, né? Uma Coisa que era tão ruim para você virou uma coisa favorável. Olha o que aconteceu. Como eu falei contigo, a gente se forma na PRF ou faz o curso de formação, acabou o curso, acabou o certame. Que que tem que asperar agora? é homologação do concurso da aprovação e aí vem o a nomeação e depois a posse. Só que a gente estava no finalzinho do ano e o que que aconteceu? A
gente achou que ia ser nomeado logo dentro do mês de Novembro, ia homologar e já ia chamar a gente. E eu também achei isso. E aí eu me fui lá, me apresentei pro coronel. Eu tava na reunião de oficiais, aí eh, eu sentei do lado de fora, no gabinete do lado de fora, né? Aí a tenente chegou: "Ô, olé, você tá aí?" Falei: "Ah, não é o coronel, a senhora falou para ouvir, tô aqui e tal". Ela eh, vou ver aqui com o coronel. Eu falei: "Não, tá, ele tá em reunião de oficial, espero sem
problema". Aí ela entrou, daqui a pouco Ela voltou, ó, coronel quer falar contigo? Aí eu falei: "Ah, mas não tá não, mas pode entrar". Aí eu entrei, os oficiais tudo, né? Aí ele: "Ô, Lessa, parabéns, rapaz". Nossa, mas você, cara, você é o cara fenômeno, gente. Olha aí, ó. Esse cara, esse aqui não é um praça, ele é um praça vestido de de praça, mas ele não, o coração dele não é de praça. O cara passou para PRF, agora passou para delegado. Nossa, é um uma coisa assim surpreendente, tal. Fico muito Feliz, tal. Ah, agora
sim, senhor, coronel. Então, aí ele falou, eu tenho um amigo que é delegado da Polícia Federal também, falei assim, agora o senhor vai ter dois. [risadas] Agora o senhor vai ter dois, coronel, com certeza e tal. Aí ele falou: "E como é que foi lá?" Aí eu fiz os altos elogios, né, que a PRF me apresentou, assim, foi um curso realmente diferenciado. Para quem tem a oportunidade, passou pela PRF, vê que é Diferenciado mesmo, treinamento, capacitação, foi muito bom. Eu falei, né, de madeira, ele falou assim, e a tua nomeação, quant quando é que vai
sair? Como é que tá a tua vida, se acabou o curso e tal? Eu falei: "É, eu tava preocupado com a questão do IPM". Ele: "Não, não, esquenta, esquece isso. Vamos ver aqui a tua tua nomeação vai ser quando?" Eu falei: "Ah, nomeação não sei, coronel". Pode ser daqui uma semana, pode ser daqui a 20 dias, 15 Dias, não sei. Tô assim aguardando agora. Acabou o curto aguardando. Mas eu, coronel, tô aqui à disposição porque o senhor mandar fazer onde o senhor quiser me botar para trabalhar, tô à disposição. Ele não, não esquenta a cabeça
com isso, não. Vê com o P1 aí o que você decidir com ele, tá bom, não tem problema. >> Só uma dúvida, esse coronel é aquele lá que trocou? >> Sim, sim. >> Que no começo ficou chateado que você falou que >> Sim, sim. que eu trabalhei com ele, inclusive trabalhei com ele. Aí >> beleza. Ele então eh falou: "Não, você decide aí com P1 e tal". Falei: "Então tá bom, coronel, obrigado" e tal. E me retirei aí veio o sargento P1 e o oficial, né? Falar comigo. E você vai trabalhar onde? Eu falei: "Lugar
nenhum. Não podia que falar isso. >> Lugar nenhum. Como assim? F coronel não falou para para ver com você o que eu decidi tá decidido. Eu decido não trabalhar em lugar nenhum agora. Por quê? Porque se você me botar na escala agora, eu tomar um tiro, eu tô ou me bota aqui dentro ou não sei o quê, mas para ir para viatur, porque eu não sei nem quando eu vou ser nomeado. Eu vou agora agitar minha vida. Tô chegando aqui, vou ver a questão de, né, de de organizar minha vida, fiquei três meses Fora, vou
botar minha vida. Se você não puder me botar na escala, me bota agora, não me bota lugar nenhum. Quando eu for nomeado, eu vou te passar a documentação toda e você já dá a o o processo na minha baixa. Conclusão, fiquei dois meses afastado do batalhão, sem trabalhar, sem o coronel me cobrar. E eu por quê? Porque ali tinha uma preocupação. De repente a gente pode até pensar: "Poxa, mas aí você deixou de trabalhar?" Cara, eu dei meu sangue pela PM. Naquele momento eu tinha terminado o curso da PRF. Eu achei até que eles iam
me nomear logo. Só que aí que que acabou? O que que acabou acontecendo? Como já era de ano, novembro foi entrando dezembro, eles falaram assim: "Vamos esperar virar para eh a a paraa nomeação". E eles até fizeram, não sei se fizeram a nomeação no finalzinho do ano, mas botaram a posse pro início. >> Normalmente eles fazem isso porque eles precisam é o exercício e pegar empenho, Né? Eles precisam solicitar empenho de valor, né? >> Restos a pagar. Então eles transformam isso em empenho pro ano de pro ano seguinte, porque aquele dinheiro tava lá >> para
pagar os servidores, mas não, agora espera virar o ano, a gente faz o empenho. Por isso que eles fazem isso, né? >> É. E aí foi isso que aconteceu, conclusão, fiquei dois meses, eles estavam, fizeram tanta guerra porque eu Tava no curso de formação, foram obrigado a me deixar dois meses sem trabalhar na PM. >> Mas você sabe sabe qual que é a conclusão? >> A conclusão que eu levo disso, Lé, é o seguinte. Enquanto você era um praça, você era um praça que o pessoal queria pisar em você. >> É, >> olha como as
coisas são. A partir do momento que eles viram seu nome como Delegado, >> Uhum. >> O pessoal pensou: "Opa, pera aí, >> pera aí, >> agora a coisa mudou, porque se esse cara passou para delegado, >> é, >> eu persegui esse cara, >> eu esse cara ficou na detenção. >> É melhor não mexer mais com esse cara porque amanhã esse cara vai me ferrar." Para você ver, né? Foi isso que Aconteceu. A pessoal te deu essa moral, falou: "Não, não, você é o cara, tal". Você vê, né? E depois por alto o pessoal fala: "Não,
nessa, ele tinha porque a maioria do ele e parece que ele tinha uma uma conexão com empresas de segurança que fazia segurança. Isso tudo é fiscalizado pela Polícia Federal, né?" >> Ó, aí ó. [risadas] >> Então assim, aí >> já é já começa. Então assim, a gente vê que muitas vezes é aquela coisa do Pessoal da pessoalidade, né? É, quem é quem é que eu tô tomando tomando decisão contra quem? contra fulano. Quem é fulano? Ah, ah, agora quem é? Ah, não, pera aí, tá? Vamos tratar de, Infelizmente, dentro das instituições hoje, das instituições do
poder público, a gente tem isso. A gente tem a decisão que é dada conforme a pessoa, né? A gente fala assim que o vendedor olha pra cara do cliente, né? Mas dentro das instituições nossas é assim, você toma a Decisão conforme aquela pessoa, ou seja, é mais pessoal muitas vezes. Eh, e e é e é em em tese, uma distorção do nosso sistema, né? Eh, aos amigos toda a flexibilidade da lei, aos inimigos todo o rigor da lei. Isso é um uma distorção do sistema, porque a imparcialidade que deveria erar, né? Imparcialidade. Mas aí foi
isso. Aí eu, né? Então, fui depois me me fui pra PRF e voltei nesse batalhão depois muito tempo já quando eu era tinha uma posição de chefe na Polícia Rodoviário Federal. >> É, eu >> eh por pro por alguns movimentos, inclusive depois até políticos, né? Eu acabei me tornando me tornando um dos chefes do policiamento do estado e fui lá, voltei em cerimônias, em eventos, né, >> representando no Rio de Janeiro, num batalhão, no meu batalhão. >> Você exercício no Rio de Janeiro. >> Sim, porque eu me formei como como eu Fiquei, fui um dos
primeiros colocados, os primeiros colocados desse concurso eram 2000 vagas. Os primeiros que foram sendo chamados foi podendo escolher onde queria ficar. >> Ah, que bom, hein? E eu pude escolher para ficar aqui. Eu não fiquei fora. Eu fiz o curso lá em no Mato Grosso do Sul, voltei para cá e fui nomeado aqui. Ainda escolhi a rodovia que eu queria trabalhar, que era a Dutra, que era rodovia da minha cidade, né? Onde eu Onde fui criado, onde tinha toda a minha história e fiquei na própria rodovia da minha cidade. >> Olha que beleza, >> rapaz.
Assim, foi muito bom e e é é interessante isso. Aí você voltar no batalhão, onde você foi praça, onde você foi perseguido, teve várias histórias de perseguição lá dentro institucionais e você volta como uma autoridade da Polícia Rodoviária Federal num palanque, numa numa num lugar de acento, né? e Você encontrar os praças de teus colegas lá. Porque assim, o o quem é quem quais são era as referências e amigos que eu tinha no batalhão, tudo praça. Aí já cheguei lá, um já era cabo, outro já era sargento, já mas pô, os cara vem, pô, ol
não sei o quê prestar continente. Falei não, a gente aqui, nós aqui somos amigos e tal, a gente tem uma história junto, né? E é muito legal e a gente ouvir deles, pô, Alessanda, cara. E assim, você servir de exemplo, eu não tenho Dúvida. Ali eu servi de exemplo para muita gente. A gente teve histórias depois de vários colegas que passaram pro TJ, passaram pro Ministério Público, passaram para outros concursos, baseado inclusive na minha história paraa PRF. E hoje já tem história de gente da PRF que se espelha em mim para ser tabelião, que hoje
eu sou tabelião e tem gente na PRF, eu nessa, como é que você, cara, me ajuda aí, eu quero ser tabelhão agora, né? >> Porque dá um incentivo, né? dá um incentivo. Então assim, a a minha vida ali foi e eu para tu ver e eu eu voltei para para UFJ, né? Eu tive que voltar ao semestre, cara. Peguei firme lá e faz a prova. Eu fiz quase todas elas. Vou fazer, fiz eh segunda chamada e prova final para poder recuperar, mas consegui recuperar o semestre, não perdi o semestre e continuei tocando. >> Olha que
beleza. >> Aí em 2009, ou seja, isso foi 2004, 2005 Eh quase 4 anos depois, 3 anos, né? na faculdade de 5 anos, é que eu fui terminar minha faculdade. >> Caramba. O bom é, o bom é que você conseguiu eh entrar em exercício no Rio de Janeiro, então você conseguiu >> continuar com a faculdade, tudo direitinho, não perdi. Foi bom. E eu não perdi assim, >> fac e teve colegas que fez a mesma coisa, eu tive mais uns dois colegas que fez a mesma coisa que eu da faculdade, Fazia faculdade comigo e foram para
lá e também arriscaram. Aí um que um perdeu o semestre e tal e outro, mas graças a Deus todos nós conseguimos nos formar, mas foi legal. Então, nesse meio tempo aí, quando você entrou na PRF, aí começou seu sua nova vida, né, como policial e tudo mais. Só que hoje por foi até você é um pós >> pós-doutor, então você continuou se habilitando nessa área. Como é que foi? Então, >> é, e aí assim, lembra das zonas de conforto, né? A gente, um grande perigo que tem na nossa vida, Anderson, é são as chamadas zonas
de conforto. É quando você tem um sonho, você alcança ele e você para ali. E assim, quando eu entrei pra PRF, cara, eu foi tão gostoso, tão legal, que eu eu gostava de ser policial e agora eu era um policial melhor remunerado, porque eu era policial, eu gostava, sempre gostei de ser policial, eu gosto demais da área de segurança Pública. E aí eu era policial, militar, ganhava pouco. Fui pra PRF, eu trabalhava um dia, folgava três, ganhava cinco vezes mais do que eu ganhava na PM. Pô, mas minha vida assim ficou num patamar muito bom,
gostoso. Aí eu fui curtir família, fui cuidar da minha, f entrei na zona de conforto de novo, né? Aí tu vai entrar na zona de conforto porque você alcançou o teu objetivo. Fal, não vou ficar quieto aqui, né? Mas aí Deus vem dar aquela mexidinha, né? Sempre dá. E aí eh, eu fui mexendo outras coisas na minha vida. Eu fui convidado para para ser para ser secretário e eu fui cedido pelo Ministério da Justiça para ser secretário numa cidade, na cidade minha cidade Nova Iguaçu. Fui secretário de uma gestão e aí depois me chamaram para
ser candidato. Fui candidato a deputado federal e para ser candidato a deputado federal. Mas aí essa mesma gestão que me chamou para eu para eu ser secretário lá Eh acabou não cumprindo algumas coisas. Eu pedi exoneração, voltei paraa PRF e depois vim candidato a deputado federal. E aí, por algumas eh e aí tem aquela coisa da da da a parte institucional de perseguição, não sei o que e tal, pá, pá. Eu passei pelo mesmo pelo mesmo trator dentro já tando dentro da PRF e de repente querendo alçar um mundo que não me pertencia. De repente,
sei lá, candidato e tal, deputado federal, não era aquilo, ou seja, não era aquilo que Efetivamente eu deveria eh querer. Eu tava fora ali de sintonia. Aí fui perseguido, fui sacaneado. Da dali eu eu fiz para para UFRJ, abri um concurso para UFRJ. Eu assumi, fiquei na secretaria, pedi exoneração, saí, depois voltei, fui convidado para uma outra gestão para ser secretário de novo, assumi como secretário e aí abri o concurso da UFRJ para uma vaga de professor na UFRJ, a UFRJ que eu fui aluno, né? E aí eu então O que que eu fiz? Eu
fiz esse concurso para UFRJ para uma vaga só pro direito público, concorrendo com juiz federal, com promotor, procurador, procurador da República e tudo mais. Eu fui o primeiro colocado. >> Olha que beleza. >> Fui o primeiro colocado. E aí eu assumi a cadeira, né, de professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Só para voltar um pouquinho. Antes disso, quando eu tava como secretário, Eu fui fazer, eu iniciei o meu mestrado. Isso, porque como é que eu ia assumir isso? Isso aí eu pulei essa fase, né? Então quando eu assumi, foi em 2013, eu assumi
como como secretário, eu eh fui paraa Brasília fazer uma capacitação intensa em Brasília, porque a secretaria que eu assumi era uma secretaria chamada secretaria de assuntos estratégicos. E qual era a função da minha secretaria? Era subsidiar as demais secretarias no Desenvolvimento. Quando o prefeito me chamou, me chamou como técnico, né? Ele falou: "Lessa, como você poderia me ajudar na na administração do do município, município de quase 1 milhão de habitantes, né, Novo Guaçu". Falei: "Prefeito, eu poderia, o senhor poderia me colocar em qualquer pasta, mas eu entendo que existe uma, eu fiz uma pesquisa, eu
tinha feito uma pesquisa no Ministério na, no governo nacional e tinha uma secretaria nacional de Assuntos estratégicos. Eu falei assim, ó, eu pensei numa secretaria de assuntos estratégicos para pensar o desenvolvimento da cidade. Eu conheço muito bem a cidade, né? eu já tinha assim uma conexão muito grande com a, né, com o próprio trabalho social que a gente fazia. E eu acho assim que se eu der suporte pras secretarias na captação de recursos, elaboração de projeto e tal, acho que é uma coisa bem legal, uma pegada, porque eu gostava de trabalhar Com projetos sociais, né?
Eu vinha do ProD, depois quando eu fui pra Polícia Rodoviária Federal, eu montei dois projetos lá que era um projeto de >> eh comandos de saúde na rodovia. Eu fiz um projeto de educação de trânsito e um projeto de comando de saúde na rodovia. Tanto que se você eh tem alguns vídeos que mostra eu dando entrevista onde eu tinha montado comandos, comando mesmo, blitz na na rodovia, só que era para quê? Checar pressão, exame de vista, era Era um comando de sal, eu pegava a secretaria, juntava as secretarias todas para poder ajudar e auxiliar. E
a gente não fazia um um comando educativo. O cara era parado achando que ia tomar uma multa ali, ele sentava na cadeirinha, tomava um café, fazia um exame. Mas ali muitas vezes a gente já comunicava a empresa e mandava a empresa mandar um outro motorista, porque o cara não tá, não tinha condições eh eh de saúde para continuar dirigindo o veículo. >> Nossa, >> a gente descobria ali, >> o cara não tava enxergando mais, fazia um exame de vista, ele não enxergava mais. Outros que estavam com problema mesmo de pressão, de não sei o quê,
outros que toma e a gente detectava muito isso ali e a gente já ligava para empresa, ó, não tem condições, ele tem que ser submetido a um tratamento de saúde para continuar dirigindo, não tem condições de continuar na situação que Ele tá. Descobria também pelo disco tacógrafo, né, o disco do tacógrafo, a gente via, o cara tá dirigindo 12 horas direto sem parar, não tem alguma coisa errada, a gente ia entender, pô. E aí você vê os grandes acidentes que a gente tem vez de morte e tudo mais. E a gente começou a trabalhar isso.
Vamos trabalhar preventivamente. Adanta ficar aqui pegando só para para montar. Então o foco não era multa, o foco não era penalizar, o foco era prevenir, salvar Vidas, né? >> Dizem que dizem que eu não sei se é verdade, você deve ter presenciado muito isso, que quando a pessoa toma esses esses medicamentos rebite para não dormir, para fazer viagens longas, dizem que quando acaba o efeito a pessoa apaga, literalmente apaga. Então, por isso que dente, >> é um apagão muito rápido, por é igual assim, você já já teve casos de você tá lendo, lendo ou trabalhando
no Computador até tarde de forma exaustiva. Chega um momento que você dá aquela piscada assim e tal e daqui a pouco você desperta >> porque você deu uma apagadinha. Imagina isso ali, você tá consciente, você não tá com nenhum efeito de de tá retardando esse efeito. Você não tem nenhum retardo desse efeito. Imagina você ter algo que tá retardando esse efeito e daqui a pouco ele acontece ao mesmo tempo, entendeu? Você dá uma um apagão ali que É um apagão rápido. E um apagão rápido que dá para você voltar ou não ou nem volta. Você
apagou mesmo e cochilou e dormiu, porque vem muito pesado, porque você o teu organismo já tá com uma necessidade muito grande de fazer aquilo que é o descanso. E ele vem sendo o quê? Mantido pelo pelo um estimulante que é a, por exemplo, a cocaína. A cocaína é um estimulante, né? O rebite é um estimulante cerebral. Quando o efeito dele acaba, ele tá estimulado, tá Estimulado, tá estimulado. Quando o efeito acaba, ele apaga mesmo. Porque é porque ele tá num num num processo de exaustão muito grande. Ele não sente essa exaustão. Por quê? porque ele
tá sob o efeito do do desse estimulante que a cocaína ou mesmo o arbite, né, que tem todo esse eh efeito aí que é de estimular o o cérebro, deixar ele aceso. Deixa aceso, aceso assiso uma hora ele vai apagar quando acabar os defeitos. Se ele não toma outro rápido ou se toma ele Só vai adiar e aí se ele não para para descansar e é isso que acaba acontecendo. É um efeito bem bem bem medonho, né? Tá louco. >> Então aí como te disse em 2000 aí que tá em 2013 quando eu assumi a
secretaria, fui convidado para ser secretário, eu então ali já eh eh assumindo essa pasta, que é uma pasta relevante, fui paraa Brasília, fiz curso de capacitação e tudo mais e eu ajudava as secretarias a fazer o quê? A crescerem, né? A Crescerem, eh aproveitar todos os editais do ministério para captar recurso para dentro do Tribunal de Contas, sabe disso? Que tem as transferências voluntárias, né? ela chega e tem aquelas compulsórias que é o repasse do, né, os fundos de participação, mas tem aquele aquela aquele o orçamento mesmo da União, agora tá vindo muito por emenda,
né, pros deputados, mas essa transferência voluntária saía muito por edital e ainda Sai por edital porque o orçamento tá ali, o ministro tem que botar para fora. Quem é que se inscreve? os municípios que tiverem planejamento estratégico, tiver meta, tiver se preparado para captar aquele recurso, inclusive dialogando as suas leis orçamentárias para que ele possa trazer, porque se ele não tiver previsão de contrapartida, se ele não tiver previsão na lei orçamentária dele que possa captar esse recurso, ele não consegue captar. Tô Falando aqui um pouquinho da tua língua aqui, você faz essas auditorias, imagina. Então,
eh, eu fiquei exper 2013, olha, 2013. E eu já comecei então ali eh com esses encontros em Brasílias e acompanhando o prefeito e tudo mais, ouvi falar de um determinado concurso que era concurso de cartório. Aí foi aonde olha que eu era do mundo de concurso, cara. É tão era tão fechado, tão fechado, acho que agora tá um pouco mais abrangente porque era muito Recente, né? Aquela questão da da Constituição de 88 que mudou o regime jurídico do dos delegatários, do foro extrajudicial dos cartórios. no 88 mudou com com o artigo 236 dizendo: "Ah, agora
é por concurso, tem que ser feito por delegação. O estado não pode, ele é titular, mas ele não pode assumir esse serviço. Esse serviço tem que ser entregue por delegação a uma pessoa física. Essa pessoa física tem que passar pro Concurso. Quem vai controlar isso é o judiciário." Se foi em 88, o constituinte colocou, mas em aí até ah, vai ter uma lei que vai regulamentar aí em 94, enquanto é isso, tá? aquela turma toda, porque os cartórios eram hereditários, passava de pai para filho. E como é que é essa hereditariedade? Porque havia uma previsão
legal de que o quando o titular falecesse, quem assumiria seria o seu substituto. Aí o substituto assume e continua tocando. E O que que isso causou no nosso sistema? Uma perpetuidade. Por quê? Eu vi, eu vi uma brecha na lei que se eu sou o titular e boto o meu filho como meu substituto, quando eu morrer, ele passa a ser o próximo delegatário. >> E aí ele passa pro filho dele >> e ele passa pro filho dele que passa pro filho do vai passando pro neto. Então virou uma hereditariedade no Brasil. A gente vê isso
aí que antes de 88 acontecendo. De 88 para cá, então ó, Acabou. O constituinte foi lá, falou: "Não, não podemos est com um sistema desse. Nós temos que dar eh trazer um sistema diferente pros cartórios." E aí, eh, colocou por mérito, meritocracia, concurso público, mas é uma delegação, regime híbrido, inclusive, né, que é uma uma natureza, seria uma outra discussão aqui para falar sobre isso. E aí o que que acontece? Aí foram regulamentar 94 e aí muitos estados se muitos tribunais ainda se resistiram aí com a criação do CNJ que começou a vir as cobranças
e tal. E aí eu falava assim: "Nossa, eu sabia tanto de concurso, eu ajudava tanta gente a fazer concurso, eu nunca ouvi falar de concurso de cartório porque era muito fechadinho, poucos estados abriam e tal". Mas em 2013, então quando eu assumi a secretaria, comecei a ter essas conexões em Brasília e tá lá. E aí muitas vezes eu ficava no no apartamento eh funcional do deputado que era o filho do prefeito, Deputado federal, e lá muitas vezes ficava também hospedado, magistrados e tudo. Aí numa conversa lá, a gente tendo fal não rapaz, tem um concurso
cartório aí tinha uns desembargadores lá falou: "Não, assim que eu me aposentar eu vou me aposentar cedo, eu vou fazer o concurso para cartório". E aí eu falei: "Pô, mas como é que é isso e tal". E fui pedindo explicações, né? Aí o prefeito falou para mim: "Ah, rapaz, esse concurso é um concurso bom, mas é um é Muito difícil, né?" né? E tem a questão das cartas marcadas, né, que muitas vezes o pessoal fala, né, carta marcada ali na prova oral, isso pode acontecer, não tenha dúvida disso, né, e tal, mas é um curso
muito difícil, tal. Falei, é difícil. É, então é isso aí que eu quero, né? É aquela coisa de falar assim, quero, quero continuar, né? >> E a sorte é a sua formação, né? Porque se de repente você tivesse interesse, você não ia poder. Só se você tivesse 10 Anos de atividade, né? >> Isso. Isso é verdade. Aí o que que aconteceu? Eu então eh olhei para aquilo, falei: "Cara, vou começar a estudar para isso". Aí no ano seguinte, 2014, eu falei: "É a minha vez, é a hora de começar a estudar". Aí comecei, comecei ler
e olhar. Aí já me inscrevi pro primeiro concurso que eu já era professor, né? Eu já era professor, já dava aula em cursos preparatórios, eu já tinha um preparatório comunitário. Depois eu montei um preparatório comunitário, né, só para provar para concursos públicos, né? E eu trabalhava voluntariamente, é um um projeto Instituto para futuro, né? pensando no futuro, né? E é onde eu eu levava esse slogan, trabalhe para sobreviver, estude para vencer. Uhum. E ajudei muita gente na naquela época. >> E ainda tinha aula na faculdade ainda? >> Como não? Nessa época pedi >> Não, não,
nessa já tinha já tinha já Tinha terminado. Eu terminei 2009, né? >> Não, não, tô dizendo como professor, como professor da faculdade de faculdade? >> Não, eu nem dava aula em faculdade 2014, não. >> É, eu fui fazer o concurso 2016. Foi aí que entrou mestrado antes, porque eu era secretário de 2013. Aí eu ouvi essa história, olha só como é que é, porque eu tava ali também meio que numa zona de conforto. Ah, secretário, tô lá ajudando As secretarias, tô fazendo projeto, trabalhando pro E muitas vezes a gente trabalha muito pro outro, ajuda muito
o outro, esquece de pensar, pera aí, eh, quais são os meus projetos, onde é que eu quero chegar, né? Quem são as pessoas que estão me acompanhando, né? E tem que é aquela coisa de os sonhos terem mutações, né? E ali eu tava como secretário tranquilo, não tava com muitas eh aspirações. A minha aspiração, ela tava mais política do que técnica. Eu era secretário. Se eu fizesse um bom trabalho, né, e eu ia ser deputado federal, ia ser candidato, alguma coisa nesse sentido. Tava mais política do que e técnica. Beleza. Aí quando veio essa coisa,
eu falei: "Pô, quer saber? Eu já tinha sofrido já uma uma sacanagem, uma perseguição quando eu fui candidato a deputado federal. Falei: "Quer saber? Eu quero sair de política, né? Tô com secretário aqui, mas eu acho que eu tenho que buscar a minha técnica, né? Por, pô, fui candidato, não ganhei eleição, fiquei como suplente, ou seja, aquela coisa que a e na vez da minha cabeça, aquilo que depende do outro é muito ruim. [risadas] Você depende do outro. Agora, concurso depende só de mim. >> Concurso sou eu. Vou depender das bancas, vou depender sim, mas
se eu levar muita técnica, pode ter o peixe, pode ter o que for, eu vou atropelar o peixe lá. Se tem lá a carta marcada, eu Vou atropelar se eu tiver muita técnica, né? se eu tiver bem preparado. E aí eu fui, então falei: "Não, vou, eu não quero, eu quero sair um pouco desse mundo político, né? Eu quero fazer o concur, quero ir para cartória." E botei na minha cabeça, quero ir para cartória. E eu comecei a olhar olhar e eu falei: "Nossa, mas cara, que sistema maravilhoso". Sabe por que que me encantou? Ô,
ô, ô, Anderson. E me me encantou pelo seguinte, porque eu eu Comecei a ver ali duas coisas que eu amava fazer, que é serviço público, porque eu já era servidor público há muito tempo, eu gostava, eu gosto disso, né, de ser servidor público. E empreendedorismo, >> sim, não deixa de ser, né, cartório, né, >> porque é o cartório é isso. Tem poucas pessoas conseguem ter essa visão que o cartório é o empreendedorismo. Você faz o concurso, faz tudo, acabou. O estado integra, tá aqui a outorga. Tá aqui a Outorga. Se vira, filho. >> É, >>
vai lá, compra equipamento, compra tudo, contrata funcionária por tua conta e risco. É igual uma um taxista, é igual uma um um uma concessão de uma empresa de homem. Tá aqui, você ganhou, agora vai lá e se vira. Você que vai dar conta lá, por tua conta e risco. E eu falei: "Caraca, legal esse negócio, né?" Eu falei: "Não, vou vou para isso aqui". E aí fiquei olhando e eu pensava assim, Pô, pegar um cartório, mesmo que eu pegue um cartório, não tenho um faturamento muito alto, se eu empreender, se eu tocar a gestão de
forma de qualidade, eu vou fazer ele crescer. E essa era a minha mentalidade. Fui para estudar, rapaz, mas eu iniciei aquela jornada [risadas] de reprovação, aquela jornada que eu já conhecia, eu comecei, reiniciei ela. >> Mas você viu que o negócio era mais embaixo, né? >> É, o buraco era mais embaixo. Um concurso hoje é o concurso mais difícil do Brasil. Eu não tenho dúvida disso por causa da quantidade de fases e criaram mais uma fase agora que é o ENAC. Ou seja, você tem que primeiro ter uma qualificação do CNJ para depois você fazer
o concurso dos concursos estaduais. Os concursos estaduais são seis fases, cara. É complexo preambular, depois você vai pra prova prática, depois você vai pra prova de documentos Que são definitiva, né? É igual, é igual o doado, bem parecido com o magistrado, né? Aí depois vai pra prova de título e não é não é fácil a investigação social. Então assim, você tem toda aquela investigação social de processo, tudo mais, assim, é bem complexo, né? >> Às vezes se tivesse a sua lá do EPI, do EP, o do desertor, desertor podia até >> é do IP, podia
até falar assim: "Não, você tem aqui, ó, como desertor aqui, [risadas] Você desertou lá aqui, aqui, né?" É que às vezes podia ser eliminatório, né? Se tiver na sua carreira pública qualquer tipo de Com certeza. Certeza. Com certeza. E assim, aí eu comecei então a enfrentar essa batalha, que era uma batalha acadêmica, muito difícil, né? Mas comecei, o meu primeiro concurso foi do Piauí. Engraçado que é interessante o primeiro do Piauí e foi acabou agora esses dias, há pouco tempo aí tem um ano, um ano e meio que chamaram aí. >> E quando foi que
você fez? >> Foi lá em 2014, cara. >> E só agora, >> rapaz, porque os concursos de cartório tm esse problema. Agora estão acabando com isso. Agora o CNJ tá conseguindo botar ordem na casa. Mas era complexo e esse concurso Piauí foi uma briga danada. Tanto que foi o primeiro que eu fiz e me chamaram agora. Não tem interesse mais nenhum. Fui aprovado, foi até a última fase, já tinha saído a Minha classificação, tinha tudo aí entraram, aí embargaram no STF e o troço parou, paralisou e ficou lá brigando, brigando, brigando. E agora por último
aí fizeram lá, chamaram para fazer escolha dos cartórios, porque aí você tem essa última fase, que é uma fase importantíssima também, que é a hora de escolher o cartório que você vai assumir, que se escolher errado também, ó, se quebra. É, você tem que analisar todo não é empreendedor, tem que Analisar todo o cenário, é econômico da cidade, os serviços que você vai prestar, tudo isso você tem que olhar. E é uma escolha, é uma tem preparatórios de concurso que tem preparação só para essa fase, >> só para essa fase >> para escolher o cartório,
porque tem a lista de cartórios vagos. Aí tem a classificação. E como é que é a escolha? A escolha é assim, você chega lá, Primeiro colocado, fulano de tal, tá? Qual o cartório? Ele vai lá e vai declarar o cartório dele. Aí o segundo, ah, o cartório. Aí você que tá atrás, você tem que ter todo um treinamento planido e tudo mais, porque você tem que estar ali, tipo, monitorando, porque você não sabe qual o cartório exatamente, tu presume o cartório que o cara vai escolher, mas de repente você presume que ele vai escolher tal,
ele escolheu outro. Aquele ali que era bom, Ele não escolheu e você pode escolher. Tá? >> Então por isso tem que fazer um curso vez de entender. E outra coisa é localização. Muitas vezes você você tem que entender o que que o que que você quer. Você quer uma tranquilidade, você quer ir paraa capital, você quer pegar um cartório que de repente ele é deficitário, mas ele tem uma um uma um é gestão. >> Então assim, o cara o o a o pessoal que Monta hoje preparatório para essa área aí, eles têm que ser gestores
e entender muito de cartório e ser gestores. Já me chamaram várias vezes, Lessa, a gente precisava de uma consultoria nessa área. Falei: "Não, eu não tenho tempo para isso". por enquanto, né? Um dia, se eu tiver eu vou me colocar à disposição, mas tem alguns cursos que existem que muitas vezes me liga, aí me a gente tá com esses aqui, me ajuda aí, se for isso, isso, isso, ah, tá, faz assim, Assim, assado, explica isso, isso, isso. Aí eu ainda dou algumas ajudinhas para quem faz isso até gratuitamente para ajudar os colegas. >> Eu tenho
até uma curiosidade, não sei se você pode falar aqui para mim, >> com certeza. >> O concurso de cartório, quando ele tem, normalmente tem um concurso de remoção junto, né? >> Tem. Então, eh, como é que funciona? Eles são simultâneos porque, por Exemplo, eles dão prioridade primeiro as pessoas que já estão ali nos cartórios para elas participarem do concurso de remoção. É isso. E aí as vagas que sobrarem vão para concurso externo. >> Hum. >> Eh, eh, eu imagino que seja assim. >> É, é mais ou menos. >> E normalmente as vagas que sobram são
vagas que valem a pena. É isso que, é isso que eu pergunto, né? >> É esse valer a pena, que é a Complexidade, né? Porque eu vou o pessoal tem uma grande eh existe um grande equívoco no Brasil e muitas vezes isso é disseminado pela imprensa de forma até eh irresponsável de que os cartórios são milionários, né? Todo mundo diz: "Ah, cartório é milionário, cartório é milionário". >> Isso é um grande equívoco. 90% dos cartórios hoje no Brasil, 90 >> são deficitários. O que que é ser deficitário? Ele na Verdade recebe >> 6.000, né? O
no mínimo, né? Do CNJ. do estado. Depende do estado, mas pode variar aí para São Paulo, salvo engano, deve estar uns 20.000. >> Se de repente ele não conseguir nada, >> ele não faturou nada, ele recebe 20. Mas não é pago pelo herário público, não é pago com dinheiro público, não é pago pelo tribunal, >> é pago pelo Aí que tá os 10% que ganham mais é que colaboram através de um Fundo. >> Ah, >> na verdade todos eles, né? todos eles, porque na no na prática do ato existe um fundo. Então, todos os cartórios
contribuem para um fundo. O próprio sistema notarial contribui para um fundo e esse fundo do estado, porque cada estado tem esse fundo, cada estado tem o seu fundo e contribui para aquele fundo e aquele fundo ali vai remunerar os cartórios que não tiveram eh não tiveram A renda suficiente >> para manter o cartório >> e e remunerar o o delegatário, porque se não fizer isso ninguém assume, porque o cara é o operador do direito, o cara fez um curso aí tem vários concursos aí, pô, fiscal hoje o cara bate 30, 40, ele bate o teto
do STF aqui. Então é melhor eu ser fiscal, não tenho dor de cabeça, tenho férias, tenho isso, tenho aquilo outro. O cara tem tudo na vida de tranquilidade, porque ele é um servidor Público dentro de um sistema que ele tem ali um sistema inclusive arrecadatório, né, que inclusive na produtividade dele ele ganha ali uma comissão para poder fazer um serviço de qualidade e tudo mais. O cara pode atingir o teto STF, mas ele tem férias, ele tem >> 13º, >> 13º, ele tem tranquilidade. Se ele sofreu um acidente, alguma coisa nesse sentido, ele tá ali.
Se ele ficar, por exemplo, ah, se machucou, sofreu um Acidente, ficou em casa três, quê, ele fica de licença médica. O delegatário não tem isso. Delegatário é ele e ele >> é o empreendedor mesmo. >> Ele é o empreendedor mesmo. Então assim, eh, por exemplo, todos os funcionários do meu cartório, quem assina a carteira dele, dele sou eu. O cartório não tem personalidade jurídica, ainda tem isso. Olha só que interessante que de repente muita gente não sabe quando a gente fala do da do a pegada empresarial aqui, a Gente entende, por exemplo, eh, a constituição
de uma de uma pessoa jurídica, ela cria o quê? uma nova personalidade. Então, o empresário, ele tem a pessoa jurídica, personalidade que tá na frente do negócio para e o patrimônio dele tá por trás na pessoa física dele sendo protegido. Claro que até determinado ponto, se não se ele não houver ali, se não houver fraude, alguma coisa, se não houver confusão patrimonial, mas ele tem uma proteção, Ele tem uma camada de proteção. delegatário não tem, o tabelião não tem, o registrador não tem, ele responde pessoalmente, com todo o patrimônio dele, por toda a responsabilidade dos
atos praticados no cartório. E ele responde na na administrativamente, civilmente, criminalmente, por tudo. Claro que criminalmente com se for ato pessoal dele, né? Mas >> eh ele não tem essa proteção. Por quê? cartório, a gente vê cartório e tal, Muitos a 100% dos cartórios tem o CNPJ para controle do fisco, controle fiscal, mas não há personalidade jurídica. Então assim, é uma responsabilidade muito grande. Ele não tem isso. Aí você imagina, o cara é delegatário num cartório onde ele pratica vários atos gratuitos. Vocês não nascimento é gratuito, óbito é gratuito. Só que isso tem custo. Tem
custo de sistema, tem custo funcionário, tem vários custos indiretos porque ele tem que alimentar, Ele tem que comunicar. Como é que o o estado tem informações, detém informação do tipo de doença que tá se alastrando determinado local? Tá vendo? Nem pelo hospital, é direto pelos cartórios. Por quê? Porque tem lá na cestidão de óbito o motivo da da morte e esse motivo é comunicado dentro do do registro. Então assim, os grandes informadores, os grandes alimentadores de informação dos sistemas estatais para políticas públicas são os cartórios. >> São os cartórios. Por exemplo, houve um falecimento, o
óbito ele já tem que informar para cá, para cá, para cá, por quê? Tem benefício de repente é o o INSS. Sim. Então assim, é, ele conecta isso tudo gratuitamente, tá? Sem sem que o Estado tenha nenhuma contrapartida. O estado não paga uma taxa, o estado não paga nada, nada, nada. O sistema notarial registral se mantém e esse cartório que só presta informação porque Ele tá lá num municípiozinho pequeno que tem que levar cidadania. Eu assumi no Pará uns um, já tô até adiantando, eu assumi um cartório no Pará, que foi o primeiro concurso que
eu assumi. Eu fui para uma cidade que é, então de repente tem alguns paraenses nos ouvindo aqui ou até gente lá na comarca de garrafão do norte. >> Garrafão do norte. >> Comarca de Garrafão do Norte, no estado do Pará. É município de Nova Esperança Do Piriá. Eu fui tabelião lá, fui registrador civil, cara. Eu registrei, registrei diversos registros tardios, mulheres com 56 anos, eh família que chegou lá para registrar uma criança já com 3 anos, mas que sequer o pai tava registrado, ia registrar só no nome da mãe, porque o pai não tinha registro.
Eu tive que fazer todo um registro familiar para poder conectar, para que a menina tivesse o a a o registro do pai na Então assim, esse registro tardio são Processos que nós quanto é que isso custa para o a pessoa que tá indo ali, que que tem o direito à garantia da cidadania? Nenhum centavo. Quanto é que custou pro estado? nenhum centavo. Isso custou pro próprio sistema, pros os os outros cartórios que eh que criam um fundo, é que mantém. Porque eu cheguei lá, por exemplo, eu não tinha um cartório pequenininho, foi criado por mim
lá. O cartório nem tinha sido instalado. Eu instalei o cartório, fiz Questão de não pegar um cartório instalado, fui escolhi um cartório que não tava instalado numa cidadezinha, fui lá visitar e eles, o sonho deles era ter um cartório na cidade e a lei diz que é obrigado a ter. Nossa, >> só que alguns anos atrás, né, não tava ainda instalado. Eu fui lá, instalei, ou seja, tava criado só formalmente. >> Entendi. >> Materialmente >> não tinha. >> E a obrigatoriedade da lei é formal, só que em tese ela tem que ser tem que se
converter no material. Materialmente não existia porque ninguém queria assumir. E aí que e é essa questão do fundo, mas sabe qual era o fundo lá? Sabe qual era a renda mínima lá? O salário mínimo. >> Nossa, >> imagina, cara. E eu larguei, eu larguei, olha o que eu vou te falar aqui. Eu larguei o UFRJ, porque eu era professor da UFRJ, né? Então tive que sair da UFRJ, foi 2018, larguei o UFRJ. Eu tava, como eu tava na UFRJ, eu podia ter outro cargo, professor, né? Podia acumular com outro técnico. Eu eu trabalhava na procuradoria
da Câmara de Vereadores de Novo Iguaçu, na minha mesma cidade onde eu tinha sido secretário, mudou gestão, aquela coisa toda. Eu deixei de ser secretário, mas fui pra procuradoria. tava na procuradoria, tava como professor e aí passei no estado do Pará, fui convocado, fui lá, escolhi o Cartório e fui assumir. >> É a PRF, você já tinha alegado a PRF, >> já, já tinha saído. A PRF foi em 2013, eu já tinha afastado da PRF. Uhum. >> E aí, eh, em, em quando eu cheguei no Pará e eu me apresentei pro juiz corregedor, né, porque
a gente se apresenta para tomar posse, apresenta pro juiz corregedor, o juiz olhou o meu currículo, né, olhou meu currículo e falou assim: "Rapaz, tem certeza que você largou isso aqui Tudo para vir para uma cidadezinha dessa daqui? Porque a cidade lá eu não tava nem na comarca, eu tava em outra cidade. Eu falei: "Excelência, tenho, o senhor pode ter certeza disso aí, mas eu vou dizer uma coisa pro senhor, me aproveite o máximo que eu tiver aqui. O senhor tá vendo meu currículo, tô aqui para colaborar e para botar minhas digitais eh no trabalho
que eu vou fazer aqui, mas vai ser por pouco tempo, porque eu já tô fazendo concurso E isso aqui é meu pontapé inicial, meu passo inicial. Vou vir para cá para esse desafio, porque a isso aqui vai vai crescer muito. Eu quero, eu visitei já a cidade, já tinha ido visitar a cidade, né? Eh, e eu vi lá que, né, o que a cidade precisa precisa de dignidade, precisa de cidadania. Tem gente lá que o sonho deles é ter um cartório lá e a distância de lá até a comarca era mais de uma hora de
distância. Então, por isso que não, o pessoal não levava para Registrar, né? Porque era só feito na comarca. Aí ele falou: "Rapaz, você é corajoso, hein? corajoso largar tudo e vim assim, você saiu da UFRJ f assim: "É, mas eu vou ficar por pouco tempo, tá? Mas esse pouco tempo eu quero colaborar, eu quero tanto que quando eu saí de lá receber título de eh de cidadão da cidade, tá? Recebi título de cidadania, né? Os vereadores, o prefeito, tal, assim, fizeram a homenagem para mim, >> né? Quando eu saí e foi muito legal, muito emocionante,
porque eu saí de lá, eu já saí para GI Paraná, né? para um para um eu tinha passado também, eu já tava aprovado em vários concursos e e aí é interessante porque quando eu comecei fazer o tava te falando, eu pulei uma história, né? Eu tava lá em 2013, né? 2014, comecei a fazer os concursos e ali quando eu comecei a fazer, fiz a do Piauí, o que que pesava muito ali? Olha só como é que Deus é tão bom, o Anderson. Eh, o que que pesava muito ali? Os títulos. E eu quase não tinha
título. Eu não tinha títulos acadêmicos. Eu nunca, eu dava aula em concurso público, adorava dar aula em concurso público, mas nunca pensei em dar aula, por exemplo, em universidade. E dar aula em universidade era ponto cinco, eu tinha que ter 5 anos de como professor em universidade para eu poder eh contar lá um pontinho. Eu precisava de um mestrado Para ter um pontinho, né? Precisava de um doutorado para ter dois pontos. Éí, assim são aí eu falei: "Não, pera aí, vou ter que começar a montei um planejamento estratégico e falei: "Não, agora eu tenho que
começar a fazer título". Aí fui fazer especialização, eh, me dedicar às especializações. Eh, a especialização na época inclusive valia eh acho que meio ponto. E e quando eu comecei a fazer as especializações, não tinha um limite, né? Não existe, tinha Limite. Aí comecei a fazer as especializações, aí depois botaram limite, dois títulos para cada área, né? Eu já tinha, já tava com cinco especializações, já tava crescendo ali para aumentar ponto. Aí eu comecei paraas especializações, né? Pá, pá, vou fazer várias especial, vou atingir o ponto, né? Não, agora é só aí mudaram a regra, só
dois títulos por categoria. Falei: "Ah, agora eu tenho que fazer o mestrado, não tem como". Aí fui para Dentro do mestrado. Aí fui fazer o mestrado na Católica de Petrópolis. Entrei em 2015, entrei na na Católica de Petrópolis para fazer o mestrado. 15 ou 14, foi 15 ou 14. E depois entrei na Universidade Veiga de Almeida, um ano depois, para fazer um outro mestrado lá era mais ligado aos direitos humanos e tudo mais. Eu tava e no no outro fui trabalhar com regularização fundiária, direito civil, porque eu comecei a Conectar, eu era da área policial,
então era muito bom direito penal, processo penal. Na faculdade o que que eu vislumbrava? Era policial fazendo, imagina um policial fazendo faculdade de direito, querendo ser delegado. Ele vai estudar o quê? Direito civil. Direito civil passava longe. Direit e a longe era tributário, longe era penal, processo penal. E eu tive que fazer uma virada de chave quando eu comecei então 2014 eh a me dedicar. Eu comecei então Vou fazer especialização na área de direito civil. É tudo na direito civil. Comecei a enfrentar um desafio de um que sequer na faculdade eu >> deixava de lado,
né? Aliás, essa aqui não quero nem ver. comecei meu pai mais registro público e aí eu então vi que eu preciso me capacitar, preciso me crescer. Aí eu fiz o primeiro mestrado, né? E esse mestrado começou ali 2000 e foi 14, começou em 2014. 2016 eu terminei, eu já tinha o primeiro Mestrado, foi quando eu fiz a prova da UFJ, quando abri o concurso da UFJ, eu era secretário ainda. Aí eu fui lá, conversei com o prefeito, pedia a ele a possibilidade de dele me liberar, eu ser exonerado, para tu ver, eu pedi exoneração e
ele falou assim: "Rapaz, o prefeito para mim, né, que quando eu comecei a fazer os concursos, ele também não acreditava, né? O prefeito falou a mesma coisa. Não, isso é difícil, pá, pá, pá". E eu falei: "Prefeito, é isso Que eu vou fazer?" Aí ele: "Tu vai mesmo?" Eu falei: "Vou". Aí quando eu comecei a fazer os concursos, eu tinha que avisar para ele que eu ia viajar para fazer, né? ia lá, professor, prefeito, ó, vou est fora da do estado tal dia, porque eu era secretário, né? Vou est fora do estado só no final
de semana, era só final de semana, mas pro senhor saber que eu não tô no estado, porque muitas vezes é emergência, urgência, aí eu ia, aí ele falou: "Mas e Com o concurso?" Tá o concurso? Aí ele me perguntou: "E aí, como é que tá o concurso?" Falei: "Ó, tô batendo a cabeça ainda. Ah, rapaz, mas deixa troço de lado. Isso é difícil demais. Perdendo tempo com isso aí. Isso aí, rapaz, é, tem juiz aí que faz, não, não consegue passar. você já tá querendo já passar para cartório? Falei: "Ah, mas vou tentando." Aí quando
eu comecei a passar, falei: "Prefeito, ó, passei aqui, eu tô indo pra segunda fase". Ele: "Pô, passou na primeira, [risadas] passei, aí fui pra segunda." Aí daqui a pouco, ó, prefeito, eu tô indo agora pra prova oral. Ó, agora já tô, eu preciso, ah, prefeito, preciso pegar umas certidões aqui porque eu tenho que apresentar a documentação. Aí ele, [ __ ] pô, tos tá avançando, né? E aí eu tive a oportunidade de de dizer para ele, ó, prefeito, já tô com chegou o momento que eu já tinha passado em todos todas as fases do concurso,
esperando Chamar e vem aquela briga, entra com ação. Mas antes mesmo de eu assumir o cartório, que foi bem depois, antes que foi em 2016, quando abriu o concurso da UFRJ e eu fui lá e e falei: "Eu quero eu quero ser professor da UFRJ, quero voltar para minha universidade". E, e o bom também que eu ia sair da área política, que era o que eu queria, me conectar com a parte acadêmica novamente e aquilo já ia contar ponto para quê? Para título, >> cartório, né? >> Título. Eu falei, pô, preciso somar título de professor,
né? Eu já tinha uma outra universidade que eu dava aula, mas era particular, não tinha tanta relevância. Eu falei: "Não, vou ter que somar". Aí uma vaguinha. Fui lá, escrevi, a não. Aí falei com ele, ele falou: "Rapaz, mas ele falou assim mesmo para mim: "Mas você vai pedir sua oneração de secretário para arriscar uma vaga na UFRJ?" Eu falei prefeito, vou Uma. Se você não passava, não passar depois me contrato de novo. [risadas] Senor me dá uma chance aí, deixa a vaga. Mas porque eu não podia concorrer porque lá o seguinte, esse concurso não
podia concorrer se eu tivesse cargo político. >> Ah, >> ele não deixava. Então eu não podia ser me inscrever na na no edital, já tava escrito que não podia ter eh eh exercer cargo político para ser para participar do concurso da UFJ como professor. >> Aí eu falei pro prefeito, não tem jeito, eu tenho que pedir exoneração, senhor me exonera, depois se eu não passar, o senhor me dá uma chance de volta, eu acho que minha vaga vai ficar aí. Ele não, então tá bom. Aí quando fiz o processo seletivo todo, voltei. Prefeito, tem uma
boa má notícia pro senhor. >> Ele já, ele já entendeu, já entendeu. >> Mas qual é a boa, qual é a boa notícia? A boa notícia é que eu passei na no Concurso da UFRJ e amava sen não vai precisar nem me contratar de volta, ou seja, eu não volto e vou tocar minha vida acadêmica lá. Ele tem certeza. É isso aí, prefeito. Acho que é o que eu queria de volta, queria se afastar da política, né? Até porque por causa daquela aquela aquela sacanagem que eu sofri no passado, eu me desiludi. Aí aí fui
aí fui para o UFRJ. Isso 2016. E aí pegada de concurso cartório fazendo, rapaz. Eu passei em quase todos os Estados, isso, quase todos os estados eu fui aprovado. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, eh, Rondônia, Amazônia. Amazôia foi o primeiro colocado na Amazonas, concurso geral. Aí, eh, Piauí, lá no Pará que eu assumi, aí eu saí passando para vários concursos. Tanto que quando depois que eu assumi lá no eh, eu eu achei que Rondôn ia ser só uma passagem, ia só passar por lá rápido, mas acabei ficando lá. Eu acho que o pessoal
brinca lá que Lá tem um rio, né? Ah, quem bebe água do rio Jamar não sai mais daqui, né? [risadas] Eu acho que eu acho que eu bebi, mas porque eu eu tava numa pegada, eu tinha já tava separado, tinha separado meus filhos tudo grande, então eu tava assim tocando meio que uma uma tipo uma carreira solo, né? Tava meio e aí eu assumi no aí eh 2000 2016 entrei para o UFJ, 2018 eu tava saindo da UFJ porque eu fui chamado para esse concurso do Pará. Aí assumindo Pará e tava também como, né, como
na na como procurador na no município na na Câmara de Vereadores, né, um carro comissionado. Aí pedi exoneração também tava com a minha carteira da OAB porque tava advogando, >> né? E eu tive que também abrir mão porque como procurador eu podia eu podia, né, como só não podia e advogar contra o município, né? Então eu exerci, eu era professor da UFRJ, procurador do da da Câmara Municipal e advogado. E aí Tive que entregar tudo, inclusive a a carteira da OAB, né? Eu tive que ir lá e entregar a carteira da OAB para assumir um
novo desafio, um novo sonho. E para onde? Um cartório maravilhoso. Não, era um cartóriiozinho pequenininho, tava sendo fundado, tava, mas eu eu tinha aquela pegada empreendedora. Falei: "Cara, eu vou chegar lá e vou fazer aconte". Eu fui lá, fiz análise do município, falei: "Esse município tem potencial". E eu botei lá e comecei, Cheguei lá, já comecei a fazer capeão, comecei a analisar as terras, comecei a adequar a questão documental e eu sou sou meio, eu sou eu não paro não. E cheguei lá e cheguei com vontade. E vou te falar, foi maravilhoso por como eu
peguei esse cartório, ele é um cartório de notas e RCPN e eu peguei ele do zero e fiz tudo nele. Eu chego na prova oral, por exemplo, do Amazonas e numa das bancas lá eu recebi 10 nas três bancas orais. Nossa, >> 10 nas três bancas orais. Eu fui primeiro colocado, né? Até ali eu tava em segundo, até a prova oral, até a prova oral tava em segundo lugar. Na prova oral eu passei o primeiro, né? Ali naquele naquele momento. E aí que que aconteceu? Uma das bancas, o cara me perguntou tudo, o o o
examinador me perguntou tudo de notas. Eu eu me eu sorria por dentro. Eu sorria por dentro assim, mas sorria. Cara, me pergunta mais sobre isso. Me pergunta mais sobre Isso. Porque eu eu eu peguei o cartório do zero. Então ele me perguntava sobre livro. Ele me perguntou aquelas coisas bem complexas de livro, como é que constitui o livro, o que que tem que botar no termo inicial, como é que você finaliza o termo final, como é que quantos livros tem que ter, pode ter isso, aquelas coisas bem pragmática que se eu tô na época da
teoria, ou seja, se eu não tivesse assumido esse cartório, eu não tinha gabaritado essa banca, não Tinha tirado 10. E a gente vê que muitas vezes é isso, a gente vai para um desafio e aquela coisa faz você crescer. E aí foi maravilhoso. Lá eu fiquei em primeiro lugar. Aí só que aí o concurso tava em andamento, né? Assumi em Rondônia, em Giparaná primeiro. E hoje eu tô em Ariquemes. Sou tabelião de Ariquemes. Peguei um cartórizinho pequeno e com essa pegada que eu falei contigo empreendedora, hoje é o eh é o maior cartório de protesto
do estado, Tem o maior faturamento do estado. Eu eu multipliquei em cinco vezes o faturamento do cartório. Gestão. Gestão. Por isso que eu falo é empreendedor. Tem gente que faz concurso hoje para cartório e pensa o seguinte: ele fica trocando. Ele chega aqui, assume o cartório, ele olha para faturamento do cartório. Esse cartório aqui, ele tem um faturamento de 500.000, digamos, mensal ou de 100.000 mensal. E ele acha que aquilo ali e ele vai chegar lá, vai Fazer o o beabá, vai deixar a equipe trabalhando. Ele assume o cartório, deixa a equipe trabalhando e continua
o quê? Estudando, porque ele quer pegar um cartório de 200.000. Ele quer dobrar e deixa a equipe trabalhando do mesmo jeito. Ele não faz nenhuma pegada empresarial. Ele não tenta entender, não faz uma análise de planejamento estratégico do cartório, tenta entender as oportunidades que ele tem ali. E a primeira coisa que eu fiz quando eu Cheguei lá, matriz suot, matriz suot, forças, fraquezas, que o cartório tinha, né? Qual é a força do cartório? O que que tinha de fraqueza que eu podia corrigir que era interno? Quais eram as oportunidades externas? Eu era protesto. Protesto, protesta
título. E cadê os títulos? Putz, meu produto, eu fui atrás dele, fui pegar os empresários locais. Você vende parcelado, vende no crédito, não, eu vou te ajudar, eu vou recuperar. Se não tem Passivo, não tem? Ah, tem. Tô com Nego me mostrava caixa assim de nota promissória, [risadas] rapaz. Cidade é porque eu não tô na capital, tô na cidade, é assim, duas horas. É uma cidade meio que interiorana, é uma uma cidade mãe dentro de um vale, mas muita gente que vendia no crédito, na nota promissória, né, no boleto, né, no cheque. Aqui o cartão
opera demais, lá ainda não. Essa ameaça tá chegando lá. Por isso que a Gente tem que redesenhar, senão se não E aí serviço, os o eh o as instituições públicas, prefeitura, CDA, cadê a dívida ativa do município? Aí eu fui lá entender como é que funciona, como é que eles mandavam. Ah, eles mandavam só 10 títulos, pô. Eh, 100 títulos só por mês, era o máximo porque tinha uma cota e mandava só até o dia 10 porque tinha que emitir o Dan e aí ela não podia passar do final do mês. Eu falei: "Não, mas
vamos resolver isso aqui. Vocês não Conseguem emitir uma DAM para mim que ela tenha 30 dias a partir da emissão? O documento de arrecadação municipal. 30 dias não tem como fazer com 30 dias." Ah, tem. Então, pronto. Aí eu tiro a barreira de 10. Vocês podem me mandar o título durante o mês inteiro. Ai, é mesmo. Ah, doutor, só faz isso. Com certeza. Vamos fazer. E aí começou, aí eles começaram a enviar título. Ah, vamos. É tudo no papel. Mas por que que a gente tá no papel? Vamos, vamos criar Um site aqui. Vamos criar
o site. Vocês vão mandar agora tudo por arquivo. Chega lá, gerou o relatório, manda por arquivo. Então, comecei >> meu amigo. >> E aí que que eu falo contigo? Eu poderia ter chegado lá. Quando eu cheguei lá, o cartório tinha um faturamento eh na face de 70, 80.000 por mês. Eu podia ter chegado lá e falado assim: "Não, eu quero, poxa, eu quero ganhar, quero ganhar mais, que esse faturamento Aqui de 70, 80.000 ainda tem que pagar minhas contas, né? Né? Não era o que sobrava, porque ainda tem que pagar o funcionário, pagar isso. É,
então é é não era o lucro. Eu cheguei lá, era, pegava 70, 80.000, pagava aí quase 50% de despesa, sobrava ali uns 30 para mim, sobrava uns 30.000. Eu falei: "Não, mas pera aí, eu vou mudar essa realidade". Pá, pá, em vez de eu pegar e estudar, que eu podia pegar e estudar, eu tô ganhando 30, sobrou 30 líquido, ah, vou Estudar aqui, vou pegar um cartório que fatura 160, que aí vai sobrar 60, daqui a pouco eu faço para outro que vai aumentar. Falei: "Não, vou estudar isso aqui. Tem potencial de crescimento?" Tem meta,
vou crescer 10% todo mês. Todo mês eu cresci 10%, fui fazendo convênio, fui buscando empresário, fui dando facilidade para ele. Ó, como é que, ah, não, aqui é difícil para pegar, levar o título aí. Ah, esse negócio de ficar preenchendo formulário, dor de cabeça. Não, eu mando preencher para você. Trava para cá, vou mandar o malote aí. mandava no malote, eu pedia a minha equipe, botei estagiário, botei, arrumentei a equipe, botei preenche tudo, leva para ele de volta, ele confere, assina aí, manda pra gente. Eu sei, comecei a carregar no colo, comecei a fazer o
serviço para o quê? Dar facilidade para ele, para que ele ia, ele deixava de receber muitas vezes o título dele. Eu falei: "Mas para que que você precisa?" "Ah, não, mas eu tenho meu meu meu setor de cobrança, mas eu posso cobrar de graça. Você tá pagando o funcionário, vamos fazer um convênio aqui, você não vai pagar nada por isso." E aí eu fui conclusão de 70.000 1000 foi subindo 80, 90, 120, 150, 200, 250, 300, 400, 500. Hoje eu tô batendo 500.000 por mês. >> Nossa, impressionante. >> Isso é gestão, entendeu? >> Impressionante. >>
É gestão. E aí muitas vezes o o a o por isso que eu falo que o eu sou agente público, né? Porque a gente fala de concurso, a gente tá aqui falando de concurso e de servidor público. A maioria aqui são servidores públicos, né? que tá assistindo a gente ou tá pleiteando isso. Eu não sou um servidor público agora. Fui servidor público quase a minha vida inteira. Hoje eu sou um agente público e o agente público não submetido ao teto do STF. Porque o que a Gente vê aqui muitas vezes a produtividade você chega aqui
90, 80.000 e tem que devolver lá 30, 40.000 pro tesouro porque passou do teto STF. Eu não estou submetido ao teto STF, mas perceba, é tudo por conta de risco minha, eu sou um empreendedor. Então, ah, deu errado, deu errado, é, é risco meu, deu certo, é aumento o faturamento, mas é um trabalho que é feito, eu sou agente público, que é o chamado, né, o terceiro em colaboração com o estado, o Particular em colaboração com o estado. Esse é o nosso papel hoje, é o regime híbrido hoje do da atividade notarial registral, mas é
um agente público, né? eh vinculado eh vinculado ao judiciário. E aí, como eu te falei, eu nesse período então que eu fui fui, né, cheguei lá, eu cheguei lá com dois mestrados, então já tinha os dois mestrados, que foi aqui antes de eu assumir o cartório, eu já tinha terminado os dois mestrados, né? E aí chegou lá, depois fui fazer meu Doutorado com mais tranquilidade, fiz o doutorado na Unifor, né, já no modelo até híbrido por causa da pandemia. O que me que me possibilitou isso foi a pandemia, né? fez no o doutorado no regime
híbrido e assim que acabei o doutorado, fui fazer meu pós-doutorado na Itália, na Universidade de Salento. E hoje eu sou, graças a Deus, pós-doutor. Fui para lá, para pra Itália para fazer minha defesa numa comissão, né, de doutores lá e pós-doutores italianos, Defendendo eh fazendo um comparativo entre o sistema de justiça no Brasil com o sistema de justiça italiano. Hoje eu eu a minha tese e meu trabalho é todo focado na análise de sistema de justiça e no papel do foro extrajudicial, porque hoje assim existe dois foros no Brasil, né? Você tem aqui o judiciário
e você tem então o foro judicial, que são os cartórios judiciários e você tem o foro extrajudicial. Tanto que nós hoje no na atividade notarial astral existe um um Código nacional de normas do foro extrajudicial. E o foro extrajudicial, ele funciona interligado ao sistema de justiça. Por quê? Porque cada vez mais, e eu fui fazer essa comparação na Itália, né? Eh, os sistemas são diferentes. Por exemplo, lá na Itália o fiscalizador da atividade notarial é igualzinho o Brasil, tá? Não é diferente. Pessoal, ah, esse cartório, sistema de cartório é um é uma jabuticaba brasileira, não
é? 189 países E agora acho que foi para 192, aumentou mais três. Utiliza esse sistema nosso, que é o sistema chamado notariado latino, o sistema notarial latino, onde você tem todo, ele é um operador do direito e ele na verdade tem o quê? a presunção tanto com fé pública. Ou seja, aqui tem fé pública, tem alguns estados que é o anglosxão, sistema anglosacxão, né, que é diferente do civil law, civil law, eh, tem essa pegada nossa, tem esse mesmo sistema nosso, que o tabelhão tem Fé pública, então ele é um agente estatal que tem fé
pública e aqui no Brasil, por causa dessa conexão com o judiciário diferente da Itália, que não tem essa conexão, lá é Ministério da Justiça, aqui o foro extrajudia cresceu demais diante de um fenômeno chamado desjudicialização, Mas facilita, facilita porque a gente hoje, se você entra com qualquer processo no judiciário, você sabe Deus quando você vai ganhar ou vai perder esse processo, Porque tem várias instâncias, possibilidade de recorrer. Não é extrajudicial, não, pelo amor de Deus. Você chega lá e faz homologa, acabou. >> Facilita demais. >> Exatamente. Exatamente. Exatamente. E esse sistema, assim, e vou te
falar, o foro extrajudicial cresceu, mas cresceu tanto, não foi porque o judiciário quis, não, tá? é porque ele não tá dando conta, é porque ele tá congestionado. E eu fiz um estudo fundo, profundo sobre Isso, a ponto de est perdendo a credibilidade, que é o que você falou aí, é uma instituição que tá perdendo credibilidade. Por quê? Se você entra buscando justiça e você leva três, 4, 5, 10 anos, >> próxima geração, >> Rui Barbosa dizia que a a eh que a demora num processo, uma justiça tardia, é uma injustiça institucionalizada. Você teve justiça, poxa,
entrei 10 anos, Ganhei o processo. Tá, meu amigo, >> pô, pelo amor de Deus. >> 10 anos você sofreu uma injustiça. Durante 10 anos você teve que provar. Ficou 10 anos marcado por um processo e depois de 10 anos você foi absolvido, tá? Mas nesses 10 anos você foi injustiçado pelo sistema, foi institucionalizado um sistema de prejuízo para você, porque você foi injustiçado, porque até bater o martelo final, o que que aconteceu? O teu Processo ficou congestionado lá, ele não andava, >> entendeu? Ele não andava. E por causa de quê? Falta de julgador, os julgamentos,
né, que, né, os tardios, excesso de demanda no judiciário. O judiciário não deu conta. Por isso que o foro est judicial cresceu. E ele ele cresceu principalmente por sua competência, tá? A competência, né? Que que foi levando. Por quê? Porque primeiro movimento, divórcio, inventário, Vem vindo e e foi tratando e a sociedade que legal, >> que legal. chego lá é rapidinho e ela, cara, é tudo hoje. Hoje busca apreensão mobiliária é feita pelo cartório. Você compra um veículo hoje é de com alienação fiduciária, você registra na unidade financeira e aí você eh a pessoa botou
lá que ele pode ser feito a busca de apreensão, a consolidação e busca apreensão extrajudicialmente. A pessoa não pagou, é feito tudo num cartório. Você não precisa ir ao judiciário, não precisa demandar o judiciário. E aí que tá muitas vezes a pessoa: "Ah, não, mas poxa, pera aí, prejudica o cidadão, não é legal. Vamos parar e analisar. Primeira coisa, olha pro sistema de justiça. Olha pro sistema de justiça e olha pro sistema financeiro. O sistema financeiro quando ele sente segurança, e eu faço, posso falar bem isso para você, porque você domina esse assunto, sente segurança,
o valor do Dinheiro cai, o valor, o custo desse financiamento, ele vai pro chão. Então, por exemplo, quando você falava hipoteca, nenhum banco mais tava querendo trabalhar com hipoteca. Veio o quê? alienação fiduciária, alienação fiduciária em garantia, você tramita ela toda hoje no extrajudicial, mas é um processo extrajudicial que é feito ali, que é sério, que é rápido, mas que não afasta o judiciário. Então não há um afastamento no judiciário, mas só que Você veio ali e resolveu. Você vai lá no judiciário para quê? Você não vai, entendeu? E perceba o que que aconteceu com
as taxas de juros caíram. Então assim, quanto mais segurança jurídica você tem de que você tá eh pegando um dinheiro emprestado, dando esse copo em garantia, que esse copo lá na frente não vai sumir, não vai quebrar, não vai, menor vai ser o custo que você vai cobrar, porque você tem uma segurança jurídica maior de eh de entregar esse Copo ou de de receber o valor desse copo de volta, entendeu? Porque a garantia ela tá tá sendo sólida. O nosso sistema notarial astral, ele é sólido, dá garantia e você consegue hoje com garantias imobiliárias conseguir
taxinhas pequenas, né? >> Então, perceba e essa questão aqui dos foros é bem legal, né? Você tem um foro judicial e o foro extrajudicial que tá crescendo todo dia no nosso país. >> É um dos melhores do mundo, inclusive, Né? É, sem dúvida, sem dúvida, meu amigo. >> É, galera, vocês viram aqui que foi uma aula, uma aula de picolé, vendedor de picolé hoje, dono dos, um do maior cartório lá de Rondônia, né? >> Isso. >> Ol, vocês viram aqui hoje a entrevista com o Lessa, ó. Eu sei que você tem que pegar o avião
e ir embora e eu não queria te atrasar, mas eu queria que você falasse aqui alguns minutinhos >> sobre técnicas de estudos que você usou, justamente porque as pessoas elas vêm vem um currículo seu, como que você fez para chegar até onde você chegou num nível desse? De alguma forma você estudava. Você poderia dizer como que você estudava suas técnicas aqui rapidinho, só para eu não tomar seu tempo. Eu sei que você tá atrasado. Tô tranquilo, tô tranquilo. Dá para dar tempo. O voo é 2 horas, né? Eu acho que daqui ele pra Congonha é
rapidinho, né? >> [risadas] >> Eh, só para finalizar também aquela questão do conhecimento, né? Hoje eu tô qualquer um pode consultar, inclusive e é portal de transparência, né? Qualquer um pode consultar o faturamento hoje do cartório, pode entrar lá, né? Tem lá o CNJ, que é o portal da transparência, entra lá, Ariemes, vai me achar, vai achar meu cartório lá e você vai ver lá o o como é que foi essa evolução, né? Para muita vez fica aqui na fala, né? Pega lá, quando eu assumi lá em 2019, eu assumi de 2018 em Giparaná e
fevereiro de 2019 eu assumi em Ariquemes. 2019 para cá o crescimento eh a evolução do faturamento cartónio. E aí eh com essa pegada empreendedora, para você ver, né, o dinheiro e todo o dinheiro que eu ganhei lá, é isso que é legal. Eu eu tô reinvestindo na cidade, tô reinvestindo. Hoje nós temos um balneário lá que é grande. Então, ó, já Fica o convite aí pra galera, né? O pessoal que tá nos assistindo, quando for em Rondônia, vai lá conhecer o balneário Lea. Nós, né? Tô e é aquela coisa, né? Por mais que a gente,
e isso eu acho que serve para para todos os nossos ouvintes, você é servidor, tem ali o teu o teu salário, tá estabilizado, mas uma fontezinha de renda, um investimento aqui, um negocinho ali, eu acho que assim, você ter outros eh eh outros aportes, né, Para também te dar um retorno financeiro é bem legal. Então, hoje a minha renda não tá limitada à renda do cartório, né? Hoje a minha renda, eu tenho também a renda faturamento através do balneário, sou sócio da minha esposa em algumas empresas lá. Então assim, a gente investindo o sistema empreendedor,
né? Mas eu hoje assim, uma coisa que eu eh assim me dá é bem bem interessante, né? A gente eh vou fazer só uma comparativa aqui que não é eu acho que é para é Motivacional, né? Uma coisa que eu pensava demais, eu falei: "Pô, eu tenho que eh fazer concurso, estudar muito, porque eu quero ter um salário máximo do servidor público, que é o teto do STF, né? o teto do funcionalismo público e sempre corri atrás disso, assim, sempre estudei muito pensando, tem essa estabilidade. Meu filho hoje, inclusive, ele tem lá na parede nele
a meta dele lá, né? Essa essa meta lá dele, a renda dele da mais da minha nora de bater mais De 50.000. E hoje eu fico muito feliz assim por é ter inclusive ultrapassado isso, né? Para você ter ideia, hoje eu pago de imposto de renda mais que só de imposto de renda. Todo mês eu pago mais do que o teto do funcionalismo público. Então assim, eh, assim, não tem assim para mim uma vitória maior que isso, né? Poder no final do mês falar assim, ó, tenho aqui 70.000, 80.000 para pagar de imposto de renda
e pago com maior prazer porque eu também eu também queria pagar Com maior [risadas] prazer esse >> pago com maior prazer porque até o pessoal fala assim: "Poxa, mas caraca que poenda alta meu amigo não reclama que poenda tá alto não, porque ganando >> se você tá pagando 50, 70, 80.000 depois de renda é porque você tá ganhando, né, três vezes mais que isso, né? Então, fico muito feliz com isso. Agora, em termos de técnica, que que é importante, né, a gente guardar e a gente ter, eh, eh, primeiro Eu olho para trás hoje estudando
as técnicas, né, porque eu eu ainda dou atualmente eu dou mentoria para alguns eh candidatos eh para fazer a prova do ENAC. Eu tenho, por exemplo, membros do Ministério Público, né, promotor de justiça. Eh, até aqui em São Paulo, eu tenho aluno em São Paulo do judiciário, né, juízes aqui em São Paulo, que são meus alunos virtualmente, né, virtualmente, porque a gente tem uma plataforma, um projeto que a gente Ajuda, né, na nesse projeto. E o que que eu passo para eles o tempo todo nessa mentoria? A gente tem que eh usar estratégias. Eh, primeiro,
você não pode ir para um concurso sem entender o teu edital e entender ele bem. O que que vale a pena nesse edital para mim? E eu eu tive que fazer isso o tempo todo. Por exemplo, eu eu era o cara do direito penal, do processo penal, eu amava. Eu saí da faculdade, pô, direito penal na minha Veia, eu respirava porque eu lidava com isso no dia a dia. Só quando eu falei, vou fazer concurso para cartório, direito civil, meu Deus, direito civil é um monstro, é um mundo. Eu falei: "Meu, nunca que eu vou,
quantos anos eu vou levar na minha vida para aprender esse negócio aqui?" E e não e não tem jeito, porque quando você olha pro concurso cartório é é direito civil puro. É o o o concurso de cartório é materialização do direito Civil. Você olha lá, registro civil, não sei o quê, tá tudo lá. Você pega lá os todos os livros do direito civil, desde a personalidade até sucessões, todo ele se materializa dentro das do das da das especialidades dos cartórios. Se eu não aprendesse direito civil, esquece, não adiantando e não adiantava eu estudar o que
eu gostava, porque eu gostava de direito penal e para desamar o direito penal foi uma dificuldade enorme. Eu tava, como é que é? Eh, eh, viciado no Direito penal. Então, para você eh chegarme da crise de abstinência quando eu tava estudando direito civil. Eu tô estudando direito civil aqui, mas aquelas palavras totalmente diferentes, os institutos jurídicos diferentes, chegava da crise de abstinência que ah, deixa eu ver, acho que eu vou estudar um pouquinho de penal. E é e é essa a escolha que você tem que fazer na hora que você tá estudando. O que no
teu edital importa, tem peso para aquela Prova que você vai fazer. E aí tem a questão das conexões. Por exemplo, você tá fazendo a ISS São Paulo, você tá fazendo ISS Rondônia, você tá fazendo ISS Brasília. Quais são três concursos em estados diferentes que pagam o que você quer e você iria para qualquer um deles? E aí o que que você tem que fazer? Análise tricotômica que seja aqui dos editais. pegar os três e falar o que que tem peso daqui que eu aproveito aqui que eu aproveito aqui? Por mais que de Repente uma aqui
tenha mais peso, mas ela não aproveita nada aqui, nada aqui, eu dispenso ela. Eu fiz um agora dei uma mentoria lá pr pra Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia. Eu cheguei a dizer pros meus mentorados que tinha eram cinco disciplinas gerais. Cheguei a dizer para ele, não estuda raciocínio lógico, não estuda informática se você não gosta. Ah, professor, tô tendo dificuldade sinológico. Ele vinha falar Comigo nas entrevistas pessoais. Esquece, deixa de lado. Por quê? Porque ela não te elimina. E o somatório, você pode ter essa pontuação. Você gosta de português? Gosto. Gosta de de geografia?
Gosto história. É fácil de estudar porque você vai ter que estudar que tem uma pontuação boa lá. Você gosta dessas três? Gosto. Deixa eu ver. Oito, tal. Você fez, você faz mais, você faz aqui, ó. Se você fizer só essas três, se Você gabaritar, você batia 80%, você precisa de 40 para passar. Esquece informática, sua lógica, não investe o seu tempo ali. Então, assim, são escolhas que você vai ter que fazer na hora do edital. Para cada prova é uma escolha diferente, mas entenda o que que vai fazer diferença naquele edital. O que que você
tem que dominar ali que vai fazer diferença no teu resultado? Você tá concorrendo com um montão de gente. Então essa Concorrência é muito importante você entender o que que vai te jogar, o que que vai te dar classificação e o que que vai te passar. Minas, por exemplo, tinha um exemplo eh muito grande de concurso para cartório. Eu não sei se eles estão mantendo essa pegada, eu acho que de que que cortaram que você era eliminado por disciplinas. Você era eliminado, ó. Se você tirar menos de tantos de tantas questões, tá eliminado. Então, eliminava. Falei:
"Então aqui você tem que sobreviver, não tem jeito. Você não gosta dessa matéria, você tem que estudar >> porque você tem que sobreviver nela. >> Agora você vai dedicar todo o teu tempo nela, não. Você vai dedicar o tempo maior. Então, na grade de estudo, a gente tem que trabalhar isso. Eu sempre trabalhei isso nas minhas na hora de eu montar o meu horário de estudo. Eu preciso estudar meu horário de estudo. E como eu o que eu ensino hoje para meus é Exatamente o que eu sempre fiz na minha vida. Eu pego o edital
e vejo que que tem peso. Ah, essa essa, por exemplo, ENAC hoje da exemplo do ENAC, 60% da prova direito notarial astral. >> Nossa, 60% da prova. >> 60, >> caramba. >> 14% é direito civil. >> 9% é direito constitucional. Soma aí 60 com 14, com 9, 83%. Mas sabe quantas disciplinas cai? 10. Quem é o maluco que vai ficar estudando nas outras sete? Fala para mim. >> Tem necessidade? >> Não. Isso que eu ensino no meu cara. Não, você tem que fazer uma escolha. O que que vai te classificar? O que que vai te
jogar lá dentro? Você ficar investindo. Você quer, quanto tempo você quer levar para passar? 6 meses ou um ano? Você quer levar um ano, você estuda tudo. Você quer passar em se meses, dedica os seus se meses nessas três Disciplinas. É ela que vão te dar a classificação. Ela que vai te dar a classificação. Ah, professor, não gosto muito de constitucional. Meu amigo, não, não tá mais na hora de você dizer o que que você gosta, que você não gosta. É, você é adulto, é, não, não, gosto disso aqui, não vou pegar isso aqui. Eu
sempre fiz isso. Então, assim, o que que eu fazia? Por exemplo, quando você vê alguns editados, eles colocam peso mesmo, ó, essa disciplina tem peso dois, Essa tem peso três. Quando bota assim, eu vou lá. E aí, o que que você tem que fazer? um trabalho ali de conexão, planejamento estratégico de estudo. Eu sempre fiz isso, dividi o que que é forte, o que que é, onde eu sou forte, onde sou fraco, o que que é ameaça e o que que é oportunidade. O que que eu digo pro pessoal aqui que tá estudando para determinada
área, em que que você trabalha? O que você trabalha te ajuda hoje pro Concurso? Você vai fazer? Ah, sim, porque eu já sou fiscal e de um município não quero ir para outro, tá? E quais são as no teu dia a dia, qual é a disciplina que você tá lidando mais? Porque quando você entra pra área fiscal e qualquer cargo que você vai entrar, você vai ser jogado para uma área. Você vai atuar numa área que você vai ver, você estudou tudo para entrar, mas lá quando você chegar, você vai lidar com uma ou duas
disciplinas no máximo Daquilo que você estudou. tem um conhecimento geralzão de tudo, mas incisivamente aquelas, aquelas dali são chamadas eh matérias de oportunidade. Quando você faz a matriz SWAT no campo oportunidade, que é um fator externo, por isso que é externo, né? Você pode esse campo oportunidade, você tem ali a disciplina, o que você faz no dia a dia. Essas disciplinas ali que você faz no dia a dia, ela pode ser uma força, porque você é muito forte nela ou então Você lida com ela, mas você não é tão forte. Mas perceba que se ela
é relevante pra tua prova e você trabalha com ela, se dedica a estudar um pouco mais ela para se tornar forte. Você tem que dominar tudo sobre ela. Por quê? Porque ela você já lida com ela. Então a teoria com a prática vai casar muito. Então você tem uma disciplina onde você tem a oportunidade de crescer muito nela e ela ser o quê? Aquela que vai te colocar nas classificações nos Concursos, entendeu? Porque como você já domina bem ela, ela que vai te jogar pro topo sempre. Uma disciplina que independente do caso concreto que você
vai pegar, principalmente foi FGV, GV vem derrubando, ela gosta de derrubar e ela usa muito caso concreto. Então se você domina muito aquilo ali, aqueles casos concretos você não vai errar e você vai, aquilo ali vai fazer o teu diferencial. Aquelas disciplinas que você já é forte, você não precisa se Preocupar muito com ela, mas vai mantendo uma revisão que é fraca, não tem jeito. Aquela ali, você tem que montar um cronograma de estudo para ela até que você tire ela desse campo da fraqueza e jogue pro campo da força se ela forte para você.
Porque se ela não tiver peso no teu edital, >> dispensa ela, bota ela ali com uma ela, inclusive, eu até colocaria ela no campo da ameaça. Por que campo da ameaça? Porque ela te ameaça. Se você ficar Olhando para ela e tentando estudar, ela vai ameaçar o teu resultado todo. Ela ela com ameaça, ela tá, ela tá me chamando para eu ir para lá. Por mais que eu goste dela, ela não vale a pena eu dar minha atenção para ela. Agora a minha atenção tem que tá voltada para outra disciplina. Então são técnicas, né? Técnicas
que a gente tem que trabalhar. E eu venho trabalhando nisso aí. Eu acho que é o é fundamental. >> Inclusive eu queria pedir pessoal, vocês Que estão assistindo aqui essa entrevista, tá? Eu tô deixando o @ dele do Instagram. Você tem Instagram, né? Qual que é o seu Instagram? >> Tem é prof. Lesso oficial. >> Então, galera, vocês já sigam ele lá, conversam com ele. Ele é aberto, seu Instagram, >> é o Instagram aberto, tá? Então lá vocês conversem com ele, porque >> foi sensacional essa entrevista, uma das Melhores entrevistas aqui do canal. falo de
verdade, de coração. E assim, a gente tá chegando ao fim agora da entrevista e eu agradeço imensamente pel Nossa, foi uma entrevista assim que mexeu bastante, entrevista longa, gostei muito, tá? E assim, a gente sempre pede para deixar pro final uma mensagem, aquelas pessoas que estão se assistindo, pela sua história que você passou e também essa mensagem. A gente fala que a cereja do bolo, porque quem assistiu a gente até Agora é porque a pessoa quer passar, >> a pessoa vê um estranho, por exemplo, falando: "Poxa, mas a pessoa ficou quase 3 horas assistindo, então
a pessoa quer passar". Uhum. >> Então, a gente pede para deixar essa mensagem final, olhando naquela câmera ali para os os telespectadores, aquelas pessoas que responsabilidade grande, hein? É uma responsabilidade grande, hein? Eu aqui que eu quero quero trazer aqui que eu acho que é interessante, eh, Você primeira coisa, ter propósito, porque quando você tem propósito, você tem propósito, você sabe para onde você tá indo. Porque assim, eh, quando você não sabe para onde você quer ir, qualquer lugar para você é bom. qualquer lugar, né? Um barco a deriva, qualquer lugar que chegar, pode ser
um porto. Pode ser um porto provável. Agora, quando você sabe onde você quer chegar, você tem que est conduzindo o leme, você tem que tá puxando para cá, você tem que Tá puxando para lá, você tem que est direcionando, pegar na direção, porque você sabe onde você quer ir, né? Eu ando muito de quadriciclo lá, lá no balneário e eu dou instrução de de quadriciclo para fazer trilha, né? E eu digo para ele, ó, o o guidão do quadriciclo, ele é duro e vai chegar um momento que dependendo do desnível ele vai te levar. Não
deixa ele te levar. É você que tem que dizer pro quadric para onde você quer ir. E muitas vezes lá é isso, Pessoal é muito duro. E e quando ele vai e acelera, eu até digo assim, se você vê que você não consegue trazer de volta o o guidão e você desceu, freia, para, para que eu vou aí e vou te ajudar. E que muitas vezes é isso aqui, ó. para, para, porque você tá indo pro caminho errado. Calma e vamos lá, vamos te ajudar. Dá uma marcha ré, retoma o caminho. Por quê? Para você
saber para onde você tá indo. Então, primeira coisa é propósito. E o propósito ele tá Conectado a sentimento, entendeu? Então, é assim, eh, uma um amigo meu que eu vi e a gente eu rodei esse Brasil todo fazendo concurso, né? E eu ficava na casa dos amigos porque eu não tinha dinheiro também, né? Não tinha que economizar, né? Na época eu já era secretário e tudo mais, mas o dinheiro era escasso e pouco, né? Eu não ganhava secretário na época, eu acho que eu ganhava 13.000, que não lembro quanto eu ganhava as 13.000 por mês.
Era muito Pouco para, né? Você, eu rodava, fazendo concurso tudo quant lugar. >> E aí eu cheguei, >> chegava na casa do colega, cheguei na casa desse meu colega e tava lá na parede dele. E o meu filho hoje fez isso, né? Também cheguei lá, vi no na parede do meu filho, fiquei muito feliz. É o quê? É você olhar pro teu sonho, entender qual é a meta. Eu fiz isso quando eu comecei em 2014 pro concurso de cartório. Eu botei uma meta para mim. Qual foi a meta? até os 50 anos eu quero estar
aposentado de concurso. Não quero aposentar porque eu não vou aposentar nunca na minha vida. Até porque o delegatário não aposento. Delegatário trabalhar, né? >> É vitalício. Ele fica lá trabalhando, ele não tem, não tem nem compulsória. Não existe compulsória pro delegatário, porque ele é um prestador de serviço e não recebe dinheiro do dinheiro público, né? Dinheiro dos cofres públicos. E aí Eu tô na profissão certa, porque eu não vou parar de trabalhar. Acho que a a o trabalho é essência, né, da nossa vida. E aí, eh, eu coloquei, eu quero a meta de 50 anos
eu tá aposentado de concurso, não quero mais fazer concurso, quero parar de fazer concurso. E com 48 anos, né, eu assumi o primeiro cartório e com 50 anos eu já estava nesse cartório que eu tô hoje. Ou seja, já tinha efetivamente então conseguido alcançar a minha meta. Mas por quê? Porque eu Visualizei um sonho. Eu disse para mim quanto eu queria ganhar. Na verdade, a minha meta era ganhar mais de 100.000. Hoje eu ganho mais de 100.000. Então fico tranquilo quanto a isso. Mas eu vejo lá hoje as a meta ela é muito importante porque
você olha ali e na casa desse meu amigo tinha lá, ele botou lá o escritório dele, ele botou a casa onde ele queria morar, ele botou o carro que ele queria andar, ele botou lá o a lancha que ele queria ter, tava ali os Sonhos. E ele falou assim, ó. E por quê? Porque tem hora que a gente vai se sentir cansado, tem hora que a gente vai eh questionar por que que eu tô pagando esse preço? Por que que eu tô aqui agora, essa hora da noite, muitas vezes estudando? Eu sou muito estudar de
madrugada por causa da questão policial, né? Eu virava a noite trabalhando como policial. Eu eu eu tenho essa questão de estudar muito à noite e muitas vezes é o momento que desliga tudo, né? E muitas Vezes a gente se questiona o que que eu tô fazendo aqui essa hora da noite? E assim, e quando tá na tu na tua frente, você tá aqui estudando e quando você olha pra frente, você entende porque você tá naquele propósito, a o que que tá te motivando, o que que tá eh eh te provocando a buscar aquele propósito. E
é sentimento. Quando você conecta isso, você tem mais força para enfrentar o sacrifício, porque o sacrifício causa dor, mas não pode causar sofrimento. Você não pode sofrer com isso. Você pode sentir a dor. Tô sentindo a dor do isolamento. Não tenho dúvida aqui. se prepara para isso. Muitos não vão entender o seu isolamento e você ficar ali sozinho estudando, desconectado de filhos muitas vezes da da esposa, da família. A família muitas vezes não entende, né? E você tá tendo um sofrimento, um um uma dor pessoal e um sacrifício pessoal, mas ele não pode ser um
sofrimento a ponto de mexer com o teu Psicológico. O E o que que não vai deixar isso acontecer? O teu propósito é o propósito, é saber, eu vou chegar, porque assim, porque isso é temporal. O propósito era uma meta. Meta ela é temporal. Então você sabe que aquilo ali não é perpétuo, aquilo ali tem um prazo. Se tem um prazo, você fala assim: "Tá, e os frutos que eu vou ter a partir daqui?" Isso é o propósito. Você alcançou, você botou uma meta e você sabe que aquilo ali tem um tempo Determinado. Eu quem quiser
anotar aí, um outro método que eu utilizo é o Smart. O Smart fala isso, tá? de você colocar lá a especificidade, você botar a tua meta, de você mensurar isso, você dar liquidez a isso e você ter colocar o prazo. O prazo ele é fundamental. Por quê? Porque o prazo vai te motivar e gerepes gerepa. Ah, eu tô com uma meta para cumprir, mas eu cumpri isso aqui. Ah, eu vou, eu sou, adoro filme, adoro assistir Filmes, né? E se bobear, eu me vicio naquilo lá. Se for sério, então só Jesus na causa. Aí o
que que eu faço? Eu tenho que me controlar. E eu muitas vezes quando tava estudando o que que eu fazia quando eu sentia que eu tava muito cansado e tava dentro cumprindo já a minha meta tava eu tava em dia com as minhas metas, eu dava uma parada, assisti um filme para relaxar, era a recompensa que eu tava tendo por est cumprindo o meu cronograma. Então assim, Se dê recompensas, né? Pare um tempo aí, tira uma hora ali sem se sentir culpado por isso. Fal assim: "Iso aqui é necessário porque isso aqui faz parte da
oxigenação do meu cérebro. O meu cérebro precisa de oxigênio para ele poder eh eh para ele criar conexões, né? A gente chama de plasticidade neuronal. Então assim, a nossa mente ela é capaz de criar essa plasticidade, esse desenvolvimento, se fortalecer, mas você também precisa dar uma relaxada, porque Ela fica tensionada o tempo todo. Então, eh, eu acho que é chamada plasticidade neuronal, né? Quando você tem capacidade, inclusive, de interconectar a disciplina. Outra coisa que eu faço que eu acho maravilhoso, tá? Não sei aqui na no caso dos fiscais e tal, mas eu sempre conecto e
sempre estudo conectado disciplina com a prática. Isso é bom demais. Por quê? Porque você estudar matérias isoladas, estudar direito constitucional, tá estudando Direito constitucional de qualquer jeito. Não, mas pera aí, o concurso é de quê? É fiscal. Então ele tem o direito constitucional conectado à atividade fiscal. Ah, é conectado com tem que ser, não pode sair estudando isolado. Então, eu nunca estudei isolado. Quando a gente estuda, a gente busca o quê? Conectar. Tem que estar conectado. Então, qual é a parte importante do direito constitucional que tem mais peso na sua prova de fiscal? Tem que
estudar tudo, Tá? Mas qual é a mais importante? Qual é a que tem a frequência de cair na prova? É isso que é aquilo que eu tava falando do peso, né? É aquilo que eu tava falando do peso. Não faz sentido você estudar algo dentro da Constituição que quase não cai na tua prova. Mas isso aí vai tá ligado a isso. Então, gente, propósito, é isso que vai dar força. Eh, uma coisa que eu que também é importante, eh, se você sabe onde você tá indo, não é a questão só da Velocidade, então porque assim,
se você quer ir longe, não é a velocidade que vai fazer você chegar lá, é a constância. A constância. Então, perceba, maratona. Como é que é a corrida de maratona? Porque se você tem que percorrer um um uma distância maior, você vai no sistema maratona, porque é aquela de 100 m, aquilo ali é para reta final, >> sprint, né? Sprint, né? >> Aquilo ali é paraa reta final. Mas que Você tentar pegar essa velocidade no início, você vai se cansar antes da prova. E aí, se você se cansa antes, o o a fadiga mental pode
te afastar, te dar. Eu vi alguns alguns podcast aqui interessante falando da da questão emocional, né? Vi lá do Ah, meu Deus, esqueci o nome dele agora, que é o que é foi também o eh que é hoje eh consultor da Câmara Federal. Eu esque o nome dele agora. Isso. Ele falando da do livro dele da questão emocional. você tá Preparado emocionalmente, se preparar e se tranquilizar, porque eh essa questão do emocional na hora da prova é muito importante. Então, gente, ó, dizendo para vocês aqui, não pare, não desista. Se você caiu, pode cair uma
vez, duas, três, não importa quantas vezes você caiu, não importa, levanta de novo. E eu tenho certeza, você vai levantar mais forte, mais capacitado, mais preparado para continuar em frente. Não importa quem vai chegar perto de você, vai Falar: "Ah, você não vai dar certo, você não vai conseguir, você já caiu uma vez e tal". Eu caí várias vezes e por não desistir eu tô aqui hoje como tabelião e eu não assim não vejo um não faria outro concurso hoje chegando a conhecer o que eu conheço hoje, né? E tive vários sonhos, né? Vários sonhos,
porque várias metas, passei para vários concursos e cada concurso desse é um sonho nosso, porque é uma parte do sonho, uma meta ali, né? Você sonha passar e você chega Lá e alcança. Então, mas não desiste. Caiu uma vez, duas, três, não importa quantas vezes você tentou por algo e não conseguiu. Continue tentando. Seja resiliente. Vamos tentar puxar o teu tapete, você que é o servidor público, tentar dar uma puxadinha no teu tapete se você se destacar muito dentro da tua atividade. Não deixe isso te abater. E se for possível, ó, já começa a estudar,
porque é Deus mexendo para você ir para um lugar melhor. Tem uma porta aberta Sendo uma porta sendo aberta para você e você nem sabe. Aproveita, ó, e vaza. Vai para um novo concurso. [risadas] >> É, galera, vocês viram que entrevista maravilhosa e top. Então, vocês que assistiram aqui, já deixem o like, compartilhem, manda para todo mundo que estuda para concurso público, para vocês verem que história de vida aqui do Dr. Lessa. E vocês também o sigam no Instagram, tá? Eu tô deixando o Instagram dele na descrição desse vídeo. Depois que acabar essa entrevista, vocês
vão aqui três pontinhos mais, tá? O Instagram dele ali, conversa com ele, fala que você assistiu a entrevista dele, que você gostou, tal. Conversa com ele, ter certeza. Maior prazer. >> Tá vendo? Ele vai atender vocês, viu? Ele vai atender vocês. Pode ser. >> Que tem hoje de tabelião no estado inteiro. Passa para concurso, me liga, Lé. Você não precisam de orientação. Vamos lá, vamos lá, vamos lá. Vou Ajudar. >> É, então vocês viram, tá? Deixa eu dar o recadinho final para vocês. Não esqueçam, tá, de compartilhar esse vídeo, se inscreva no canal e também
a gente tá no Spotify. Essa entrevista inclusive está no Spotify, tá? E aqui, ó, Radegon Resumos, eu falei para vocês no começo da entrevista, falo novamente aqui. Radegonos resumos, você que presta concurso para área fiscal de controle, polícia, área de TJ, área de tribunais, Área jurídica, INSS, tem eh área contábil, área administrativa e dentre outros e também materiais avulsos que vocês queiram adquirir. Tudo tem no Radegon dos Resumos. Hoje vocês sabem a sistemática dele, ele pega eh provas anteriores, transforma as questões e resumos através da equipe dele que de servidor público. Então eles não perdem
tempo com matérias que não precisa estudar. Eles vão ali onde precisa estudar através de questões anteriores Que eles fazem uma análise ali no tec concursos. Depois que eles fazem isso, transforma em resumo com mapa mental, com desenhos e tudo mais para facilitar a sua vida. E no final de cada resumo, inclusive, tem um caderno do techquele assunto que você acabou de estudar por banca, FCC, Cebrasp, FGV, dentre outras. Então acessem aqui se vocês apontarem aqui o Qcode ou aqui na descrição do vídeo, vocês têm aqui, ó, o cupom passei 20 com 20% de desconto. E
agora, Lembrando vocês, nós agora do como eu passei, estamos com uma comunidade. Essa comunidade já tem centenas de alunos ali, tem muitos aprovados em grandes concursos públicos. A gente ajuda eles ali com vídeos, com orientações, com lives, com materiais. E também a gente ajuda vocês 24 horas por dia, já que a todo tempo sempre tem alguém ali no nossa comunidade do Telegram, comunidade oficial, só para você que é assinante do nosso da nossa comunidade como passeio. Essa comunidade hoje ela é nova, então a gente começou há pouco tempo e você vai beber da água limpa.
Aproveita que a gente tá com descontaço. Tô deixando o link também na descrição desse vídeo. Gente, essa comunidade ela veio para ficar e para ajudar vocês. Vocês que acompanham a gente, vocês pediram muito através de mensagens aqui no YouTube e também no Instagram. Então nós abrindo, nós abrimos a comunidade, estou eu ali com muitas aulas, tal Rogério, o Alan Que é auditor do TCM, o Túlio Carrijo, auditor do TCU, dentre outros professores que tem ali, a Tati brasileira ajudando você na redação e muitos outros. Aproveita essa oportunidade porque depois esse preço pode aumentar. Tudo bem,
galera? Câmera central, a gente vai ficando por aqui. Agradeço mais uma vez Dr. L por você ter vindo aqui. Galera, um abraço para vocês e até mais. Tchau, tchau, pessoal. Abraço. Tchau. Tchau.