Vamos iniciar hoje a gravação do Capítulo 24 do Capital intitulado assim chamada acumulação primitiva este Capítulo 24 está no Volume 1 do capital e o item que vamos gravar é o item um intitulado o segredo da acumulação Marx parte neste capítulo de uma pequena síntese na qual retoma pontos analisados em capítulos anteriores deste Volume 1 ou deste to tomo um dependendo a edição integra esta síntese o reconhecimento de que o dinheiro é transformado em capital Lembrando que nem todo dinheiro é capital Para que o dinheiro possa se transformar em capital se fazem necessárias certas condições
determinadas uma delas é um grande volume monetário e a outra é a existência de um conjunto de indivíduos totalmente despossuídos ou quase totalmente despossuídos uma vez que só tem para vender a sua força de trabalho e portanto estão impulsionados a entrar na relação de assalariamento sobre o controle do capital portanto o dinheiro é transformado em capital e por meio do capital é produzido mais valor isto quer dizer trabalho excedente não pago este mais valor por sua vez é utilizado para se obter mais capital uma vez que tão logo encerrado o circuito produtivo o capitalista ele
reinveste no sentido de ampliar ainda mais o montante monetário que possui transformando aquele excedente em capital não estamos lidando com uma reprodução simples e sim com uma reprodução ampliada que é a base da sociedade capitalista desse modo diramarx acumulação do Capital pressupõe o mais valor o trabalho excedente o trabalho excedente não pago e o mais valor a produção capitalista produção capitalista esta que por sua vez implica a existência de massas relativamente grandes de capital e de força de trabalho nas mãos dos produtores de mercadorias todo este movimento diz Marx parece girar num círculo vicioso do
qual só podemos escapar supondo uma acumulação primitiva ou seja uma acumulação prévia a acumulação capitalista propriamente dita portanto uma acumulação que não é resultado do modo de produção capitalista mas seu ponto de partida é sempre importante lembrar que Marques vai localizar o surgimento do capitalismo não em um movimento paralelo ao da sociedade da sociedade feudal mas sim o capitalismo vai brotar das entranhas e do desmoronamento da sociedade feudal é no interior desta sociedade feudal que serão dados os primeiros passos decisivos para a existência de uma acumulação básica que impulsione acumulação capitalista propriamente dita este período
de acumulação que antecede a produção capitalista propriamente dita no entanto é aprendido observa Marx é aprendido de uma forma idílica fantasiosa pela economia política burguesa é a maneira de Marx observar que os economistas burgueses por mais que tenham avançado nos esforços para compreenderem a sociedade capitalista que estava emergindo na hora de explicar o segredo da acumulação são obrigados a recorrer a argumentos fantasiosos ou então a buscar Em um passado distante a origem dessa acumulação e até mesmo a origem da propriedade privada retomando a leitura que Marx reconhece ser militada da economia burguesa diz ele sua
origem portanto a origem do Capital nos é explicada com uma anedota do passado ou seja numa época muito remota havia por um lado uma elite laboriosa inteligente e sobretudo parcimoniosa poupadora econômica e por outro uma astúcia um bando devadios a dissipar tudo o que tinham e ainda mais portanto seria como explicar a riqueza pela história da formiga laboriosa e da cigarra que só queria cantar sem pensar no futuro e é lógico que este exemplo não é de Marx estamos acrescentando aqui para tornar mais clara a ideia que Marx está tentando passar Deus se assim nesta
suposta relação de laboriosos contra improvidentes que os primeiros acumularam riquezas e os últimos acabaram sem ter nada para vender a não ser sua própria pele e desse pecado original datam a pobreza da grande massa segundo economia política burguesa que ainda hoje apesar de todo o seu trabalho continua a não possuir nada para vender a não ser a si mesma e a riqueza dos poucos que cresce continuamente embora há muito tenham deixado de trabalhar e quando Marx fala que tem um deixado de trabalhar é porque eles vivem de explorar a força de trabalho dos assalariados e
essa explicação fantasiosa se reforça continua Marx tanto mais na medida em que se tenta explicar a existência da propriedade privada desmarques tão logo entre em jogo a questão da propriedade torna-se dever sagrado para estes economistas sustentar o ponto de vista da cartilha infantil que é aquela leitura edílica de como surgiu a propriedade também o ponto de vista da cartilha infantil como o único válido para todas as faixas etárias e graus de desenvolvimento uma dessas leituras infantis é aquela apresentada por Rousseau na qual Ele disse que a propriedade privada surgiu no momento em que o indivíduo
ficou a estaca e disse esta propriedade é minha porém diramarx distinta é a história real a História Real ela é marcada pela violência a história real é ter passado pela subjugação o assassinato para roubar em suma a violência porém no entanto a economia burguesa se encontra distante desta realidade deste mundo concreto na economia política burguesa sempre impera o Idílio a leitura mais ou menos idealizada da existência da propriedade privada e do próprio desenvolvimento do capitalismo continua observando que caso se olhe para o desenvolvimento real a economia política burguesa teria que se chocar com o fato
de que os métodos da acumulação primitiva podem ser qualquer coisa menos e dígitos Marcos retoma na sequência elementos de análise já segmentados em capítulos anteriores bem como em outras obras econômicas como é o caso do capítulo sexto inédito do Capital que vem de ser publicado pela Editora boitempo ou então para a crítica da economia política trata-se aqui do reconhecimento de que a existência do Capital como um lucro da vida social pressupõe certas condições daí que destaca dinheiro e mercadoria são tão pouco capital quantos meios de produção e de subsistência eles precisam ser transformados em capital
mas para que essa transformação ocorra é preciso que duas espécies distintas de possuidores de mercadorias se defrontem estabeleçam contato de um lado possuidores de dinheiro meios de produção e-mails de subsistência que buscam valorizar a quantia de valor de que dispõe por meio da compra de força de trabalho alheia de outro lado trabalhadores livres vendedores da própria força de trabalho e Por conseguinte vendedores de trabalho ou seja individualidades aptas a produzirem mercadorias durante uma determinada jornada de trabalho mas trata-se aqui de trabalhadores livres que nem integram diretamente os meios de produção como é o caso dos
escravos servos etc bem como nem isso pertencem os meios de produção como ocorria por exemplo com O Camponês que trabalhava por sua própria conta a produção capitalista para se estabelecer depende da existência de trabalhadores livres e desvinculados desses meios de produção portanto trabalhadores que não tenham nada mais a oferecer se não a sua força de trabalho pegamos aqui uma longa passagem de Marx dizer a relação capitalista pressupõe a separação entre os trabalhadores e a propriedade das condições da realização do trabalho então logo a produção capitalista esteja de pé ela não apenas conserva essa separação mas
a reproduz em escala cada vez maior o processo que cria a relação capitalista não pode ser senão o processo de separação entre o trabalhador e a propriedade das condições de realização de seu trabalho processo que por um lado transforma em capital os meios sociais de subsistência e de produção e por outro converte os produtores diretos em trabalhadores assalariados Assim caso se queira compreender a fase que antecede a produção capitalista propriamente dita ou a fase da chamada acumulação primitiva forçoso é compreender como se deu o processo histórico de separação entre o produtor e meio de produção
é fazer e uma é uma fase primitiva bom lembrar é uma fase primitiva no sentido de que constitui a pré-história do capital e do modo de produção que ele corresponde mas Em que momento se constitui esta fase primitiva Esta é uma questão que Marx está se colocando neste primeiro item uma sociedade nova para análise marcyanna só pode surgir das entranhas e dois gotamento das bases de sustentação de uma sociedade anterior assim como a sociedade feudal brotou das entranhas do desmoronamento da sociedade romana a sociedade capitalista brotará brotou das entranhas da sociedade feudal assim como uma
sociedade comunista um modo de produção comunista só pode brotar das entranhas da sociedade capitalista entre os moronamento uma sociedade nova para análise marxiana só pode surgir das entranhas e do esgotamento das bases de sustentação de uma sociedade anterior neste sentido o período da acumulação primitiva não para no ar e sim tem de ser localizado na estrutura mesma da sociedade que antecede ao surgimento modo de produção capitalista por outras palavras tem que ser buscada acumulação primitiva nas entranhas do modo de produção feudal no período de transição da sociedade feudal para a para o surgimento da sociedade
capitalista Marcos retoma aqui um argumento que entre outros textos acompanha o raciocínio apresentado na primeira parte do Manifesto do Partido Comunista Ou seja a de que a estrutura Econômica da sociedade capitalista Surgiu da estrutura Econômica da sociedade feudal a dissolução desta última Ou seja a sociedade feudal liberou os elementos daquela Isto é da sociedade capitalista para que a sociedade capitalista pudesse surgir você fazia necessário o desvinculamento do trabalhador da condição de servo da Gleba isto quer dizer o quê que era necessário produzir uma massa de indivíduos desde possuídos de todo e qualquer forma de propriedade
a não ser aquela que é a força de trabalho mais uma vez se temos Marx o produtor direto o trabalhador só pode dispor de sua pessoa depois que deixou de estar acorrentado a gleba e de ser servo ou vassalo de outra pessoa para converter sem livre vendedor de força de trabalho que leva sua mercadoria a qualquer lugar onde haja mercado para ela e neste caso a mercadoria deste trabalhador livre é a força de trabalho que ele possui o trabalhador livre tinha Além disso de emancipasse do jogo das corporações de ofício e de seus regulamentos relativos
aprendizes e oficiais e das prescrições restritivas do trabalho ou seja era necessário que os Entulhos da idade média do modo de produção feudal fossem superados com isso o movimento histórico que transforma os produtores em trabalhadores assalariados aparece por um lado como a libertação desses trabalhadores da servidão e da coação corporativo por outro lado esses recém libertados só se convertem em vendedores desse mesmos depois de ele terem sido Roubados todos os seus meios de produção assim como todas as garantias de sua existência que as velhas instituições feudais e eles ofereciam é importante observar que o servo
ele devia obrigações ao Senhor e pagava os seus tributos à igreja mas ele tinha a sua existência minimamente assegurada já não é o caso do trabalhador assalariado que pode viver imensos períodos de desemprego ou imensos períodos no qual a sua força de trabalho não é comprada pelo capital Marcos analisará nos itens posteriores deste capítulo sobre acumulação primitiva como este processo de Constituição do Trabalhador livre não foi idílico ou Pacífico e sim gravado nos anais da humanidade com traços de sangue e fogo ao lado da Constituição dos trabalhadores livres temos também os capitalistas industriais os capitalistas
industriais tiveram de deslocar não apenas os mestres artesãos corporativos mas também os senhores feudais que detinham as fontes de riquezas desse modo a consolidação da sociedade capitalista se apresenta como o fruto de uma luta Vitoriosa contra o poder feudal e seus privilégios revoltantes assim como contra as corporações e os entraves que estas colocavam Ao livre desenvolvimento da produção e a livre exploração do homem pelo homem ao fim do processo de Marx Os Cavaleiros da indústria desalojaram Os Cavaleiros da espada e isto Por meios vs Por meios violentos assim o ponto de partida do desenvolvimento que
deu origem tanto ao trabalhador assalariado como ao capitalista Foi a subjugação do Trabalhador o estágio seguinte consistiu numa mudança de forma dessa subjugação na transformação da exploração feudal em exploração capitalista ao contrário do que faz os teóricos da economia burguesa observa mais não é necessário remontar a um passado remoto para compreender o surgimento da sociedade capitalista embora os primórdios da produção capitalista já se apresentem esporadicamente espaçamento nos séculos 14 e 15 a era capitalista só tem início no século XVI e nos lugares onde ela surge a supressão da servidão já está muito consumada e a
existência de cidades soberanas da idade média há muito em desceu na história da acumulação primitiva fazer época todos os revolucionamentos que serve de alavanca a classe capitalista em formação Mas acima de tudo os momentos em que grandes massas humanas são despojadas súbita e violentamente nesses meios de subsistência é lançadas no mercado de trabalho como proprietários absolutamente livres Marques conclui este item observando o seguinte as propriação da terra que antes pertencia ao produtor rural ao camponês constitui a base de todo o processo que se desenvolveu com tonalidades distintas nos diversos países e percorreu as várias fases
em sucessão diversa e em diferentes épocas históricas Isso significa que o desenvolvimento do capitalismo não é homogêneo certo países chegaram mais tardiamente ao desenvolvimento do capitalismo propriamente dito mas o processo que é posto em marcha com a desagregação da sociedade feudal conduz a instauração da sociedade capitalista em diversos territórios ao longo do tempo ao longo dos séculos Marcos entrará a sua atenção nos itens subsequentes deste capítulo sobre acumulação primitiva do Capital no caso da Inglaterra e ele vai analisar o caso da Inglaterra uma vez que foi neste país que o processo de expropriação se apresentou
de uma maneira mais clássica mais nítida mais transparente no entanto análise dos demais momentos que compõem este Capítulo deixamos para uma próxima oportunidade espero que tenham gostado do vídeo encaminha em suas considerações positivas ou negativas e continuamos aqui em nosso trabalho de defesa da sociologia de defesa da razão e por melhores tempos na existência humana até uma próxima