e aí o olá pessoal boa tarde os totais res oliveira repórter da carta capital então aqui no canal do youtube é uma conversa e o prazer de receber e lógico professora marcia tiburi e boa parte da conversa que a gente vai ter hoje é baseada no livro de lírio do poder aqui no meu fim do que a marca lançou em 2019 que analisa o momento da política brasileira e matizes variados na mesma experiência que ela teve como candidato ao governo do estado do rio de janeiro em 2018 relaxa ah pois é para esse obrigada pelo
pelo convite agradeço a gaúcha sua presença aqui pedir né os nossos espectadores que enviassem perguntas eu vou receber as perguntas vou repassar as perguntas mais pertinentes para você vai começar o nosso papo eu queria que você falasse explicação do que a gente fala quando a gente fala em delírio coletivo num contexto político brasileiro atual e caminhos nos levarão a chegar até aqui então em esse livro foi publicado no primeiro semestre de 2019 março abril 2019 e ele foi um trabalho que eu elaborei logo na saída é enfim na derrota que nós temos inclusive eu mas
acho que todo o campo da esquerda supremo em relação à o dispositivo de poder que no tiro no pé da democracia usando enfim a democracy e como manobra dispositivo propriamente dito é produziu na política brasileira então é esse esse livro é uma avaliação de como chegamos justamente até aqui e ele é antecedido por outros dois livros em um livro que se chama como conversar com um fascista que saiu em 2015 portanto foi um livro escrito os anos de 2012 2013 2014 2015 aplicaram e nesse livro avaliava o autoritarismo da vida cotidiana e mostrava como a
havia muitos sinais todos os sinais clássicos do fascismo que havia tomado conta da europa usando os 20 30 e 40 do século passado e eu quis mostrar como havia uma faces utilização do brasil e aí eu acho antes de seguir inclusive eu tenho que falar isso né quando eu falo de fascismo tô usando uma categoria de análise eu não estou a previsão de como adjetivo e nem como a um atributo de infâmia ou o xingamento puro e simples em relação as pessoas estão na categoria de análise e tem história que já foi usada por vários
intelectuais professores estudiosos lógico se óculos e essa categoria tem consistência é importante é consistente para te falar do que se passa no brasil hoje pois velho é desse livro passei para o outro que se chama ridículo político que é o livro sobre a a passagem justamente da desse desse lugar teatral da política de uma política de damas ainda escrita é a no cenário trágico da vida você seja uma política que estava relacionada com a ética com reconhecimento os grandes valores da humanidade da democracia para uma política que é agora é organizada na base da comédia
os vocês o 18 brumário de marcos quando ele fala essa passagem é da tragédia a comédia no ridículo político eu quis justamente analisar como acontecia a passagem e como ela se deu no brasil e por isso é um livro também que avalia é as 7 com políticas do golpe o papel de figuras como michel temer e toda a cênica criada em torno do golpe que se fez também em relação a figura de dilma rousseff e outras figuras mais como o ridículo é como forma de discurso e como e como performance política como esse ridículo se
transformou num é no capital político ele foi capitalizado tanto que vários personagens acabaram entrando acabaram sendo eleitos por simplesmente entrarem nesse jogo porque é um jogo que dá certo e que tem a ver justamente com o que se chama populismo é o populismo da da extrema-direita é justamente baseado no tipo de retórica a forma se que a gente pode chamar de ridícula claro que isso também é uma coisa que eu inventei do nada a gente isso eu tô falando isso porque eu sei que tem várias pessoas que estamos assistindo então desesperadas então nos xingando então
falando um monte de asneiras então é importante que se perceba que isso tudo é estudava é analisado existe um argumento construir ou seja para você dizer que isso não funciona a importante ler o livro e compreender o argumento eu vou aqui tentar resumir bom aí quando a gente passa desse ridículo político que é o grande capital é publicitário midiático desses políticos é o capital justamente estético-político desses desses personagens políticos que estão os aqueles do coxa mapa de soberano mal né o soberano bill sujeito é o o agente político da infâmia né então é quando a
gente sai desse território a gente passa para um estágio de cinismo a gente não tem mais só a figura que fala as meias que parecem como foi o caso do bolsonaro que se elegeu parecendo um que usam engraçado e a 5 e vários outros aliás para os outros e outras várias pessoas fizeram o papelão se elegeram porque papelão virou justamente um capital político e dessa há uma passagem então da graça do engraçado divertido o politicamente incorreto para um cinismo escancarado que a gente está vendo hoje hoje nós não vemos mais bolsonaro fazer arminha hoje nem
de bolsonaro com atitude que infinitamente mais agressiva em que ele já não faz mais o jeitão engraçado ele ele aprofundou digamos assim a retórica saindo da esfera da da graça do divertimento da bobajada palhaçada aí você tem agora é então e agora ele virou o passista clássico e oi gente não tinha quando escrevi o como conversar com um fascista eu tava bordando justamente o autoritarismo a fascistização da sociedade no nível subjetivo ou seja dos fascistas em potencial que era uma categoria também muito importante na minha análise mas agora nós chegamos e o delírio do poder
começa a tocar justamente desse assunto nós chegamos ao fascismo de estado coisa que nós esperávamos que não acontecesse e vamos motivos inclusive pelos pais eu acabei me candidatar então nesse livro eu uso a categoria de gíria como uma categoria política uma categoria de análise e não evidentemente gente um xingamento existem delírio queiramos ou não é são eles estão presentes na vida das pessoas e também e podem ser particulares eles podem ser coletivos mas a minha tentativa foi justamente tentar demonstrar como categorias é se não podem nos faz nos ajudar ou psicopolítica as melhores dentro podem
nos ajudar a compreender a política contemporânea nesse sentido o livro é um trabalho interseccional interdisciplinar e que eu discuti psycho poder discutir desinformação a era das fake news que muitas vezes até porque eu tava no calor dos dos eventos né dos acontecimentos muitas vezes eu usei meu próprio caso como exemplo porque eu acho que é um exemplo muito curioso então foi isso o esse eu vou aproveitar o seu gancho pra ti fazer uma pergunta que eu recebi do felipe quintas que é um jornalista do rio de janeiro e ele queria saber se diante de tudo
o que se sucedeu nesse um ano e meio que balanço você faz a sua candidatura ao governo do rio 2018 a é a minha candidatura foi um ato o tópico marcado por um projeto de vamos ver assim de muita idealização a gente esperava realmente moça a um outro sinal para política naquele momento a eu nesse livro fiz uma avaliação mais enfim a mais profunda que eu podia fazer considerando que eu era testemunha e personagem dessa situação é mais o ponto assim que eu acho que que torna essa candidatura algo trágica e dramática é simplesmente o
fato de que nós perdemos para o sinal é o a eleição não foi uma eleição difícil para os fascistas no brasil todo e no rio de janeiro nos a minha entristece muito e acho que se entristece a todas as pessoas que têm uma personalidade democrática e querem ver o brasil não existindo democrático republicano pelo menos é o que quer ver o nosso país evoluído né então a quantidade de pessoas o número imenso de eleitores que fez uma escolha é ruim uma escolha pelo autoritarismo a escolha pela pela pior política pela política mais viu mais violentas
mais estúpidas por uma destruição da política na verdade e isso me deixou bastante sua cara e infelizmente eu não pude mais continuar no brasil por muitos motivos é não só por conta dessa dessa eleição mas por conta de todas as perseguições que eu vivi em 2008 e infelizmente acho que a gente não vai eu tô falando isso porque eu não pretendo mais me candidatar mas eu acho que a gente não vai a gente não vai conseguir escapar disso tão cedo e hoje que eu acho que nós podemos fazer é fortalecer as candida e personalidades democráticas
sobretudo as feministas presidente médici por falar nisso porque é uma pauta que eu defendo politicamente também epistemologicamente é acho muito importante que a gente não esqueça qual é qual é o caminho para a gente produzir uma virada democrática contra esse momento autoritarismo que estamos vivendo e eu tenho uma outra pergunta aqui é da eliane araújo e ela quer saber na sua avaliação qual é a melhor forma de para construir esse caminho democrático a gente deveria lidar com essa militante da extrema-direita ignorando ou reagindo de voz porque me parece pessoalmente que esse pessoal conta com a
reação da esquerda para se promover nós falamos deles eles falam assim mesmo ninguém das nossas faltas né olha a maneira mais acertada de lidar com isso na sua opinião essa essa é uma questão muito séria porque é essa questão se insere justamente nesse quadro de análise do psicopoder como funciona o psicopoder final que que é o psicopoder psicopoder é o cálculo que o poder faz sobre o que você pensa sobre o que você sente sobre a sua subjetividade então quem você é enquanto o sujeito do sentimento da sema um dos afectos ao mesmo tempo da
capacidade de pensar e vencendo há bastante tempo me nada no brasil e nós que somos eu que sou professora de filosofia sempre esteve na guerra na luta na contramão dessa cultura da imbecilização que foi plantada com muito sucesso a nos últimos anos na produção inclusive do golpe de 2016 e que pegou com força né que essa essa cultura do sujeito que acha que sabe tudo que acha que a sua opinião vale de qualquer maneira e que muitas vezes um inclusive cita né ele não sabe nada ele não estuda esses assuntos ele não quer saber mas
ele é muito bom na hora de atrapalhar na hora de xingar na hora de se intrometer na hora de ditar verdades absolutamente inconsistente a fazer a multiplicação com as fake news e com todo esse processo de desinformação agora então a gente precisa compreender muito bem a esse poder é para saber que nós estamos a cada momento convidados por esse cidadãos para entrarmos nesse jogo e aí realmente na prática do cotidiano é uma coisa muito difícil porque às vezes você tem silenciar as vezes você tem de denunciar as vezes você tem que conversar e é preciso
analisar caso a caso às vezes também você pode perder seu tempo tentando conversar com o robô porque não podemos esquecer que as redes sociais estão tomadas de eu mesmo eu tive que cancelar o meu facebook porque o facebook o meu facebook é minha página se transformou num lugar e tal maneira tóxico que eu não vi outra maneira depois então ela foi tão atacado por robôs voluntários e também por profissionais que estão especialistas em produzir campanhas de difamação que eu tive que cancelar a página achei que eram que é o melhor de melhor eu podia fazer
considerando que ela já não servia para o objetivo nobre que fosse de a consciência reflexão eu acho que é importante que a gente a vale cada situação mas que a gente também perceba que certos personagens seja márcia tiburi professora de filosofia intelectual que radicaliza cada vez mais em direção à ao feminismo à esquerda ao comunismo é seja jean wyllys que foi o bravo herói que lutou todo tempo em nome de uma liberdade de expressão em relação aos gêneros sexualidades e todas as faltas da esquerda antirracista e tudo que enfim faz diferença que importa para quem
é para uma sociedade enfim democrático e para quem é o fio quem é um cidadão não é uma cidade ligada a esses valores então essas pessoas débora denise tantos outros são usados como alavancas alavancas da extrema-direita e como você colocou país então é realmente impossível as pessoas acabem usando nessa capitalização essas essas estruturas esses pequenos jogos essas artimanhas as custas no dia a dia é no twitter alguém que me chame xinga para que eu responda para que ele consiga alguns likes ou alguma respirar ou é nas outras redes sociais mas também em campanhas muito mais
bem organizadas eu por exemplo me lembro um dia que eu fui sofri uma um assalto mediático uma rádio e eu óbvio né naquele momento foi muito esclarecida mas depois eu entendi que aquele assalto midiático é na verdade é mais uma tentativa de produzir o acontecimento midiático em rede para promover um determinado personagem que por acaso aliás não é por acaso realmente se elegeu e hoje é um deputado aliás do mbl é muito curioso porque o movimento super fascista e de repente começa a tentar e é fazer um jogo político mais mais de não esqueçam reposicionamento
e licença agora reposicionar local então a direita moderada é e mas é só um detalhe que eu queria falar sobre isso ainda viajou gente é bolsonaro faz isso desde sempre bolsonaro sempre foi o personagem político funcionários seus assemelhados né como dizia o teu adorador não tem muitos candidatos a bíblia você também tem muitos candidatos a bolsonaro no brasil então muitos candidatos e todos esses candidatos usam agora o bolsonaro como alavanca política só que ao contrário em vez de ao contrário é a mesma alavanca então tenta ou se dissesse se separar né tentam fazer se apresentar
de maneira diferente em relação ao bolsonaro é um todos esses personagens da extrema-direita alguma direita bastante extremistas que tem no brasil e aqueles que se elegeram as custas de bolsonaro tendo bolsonaro com uma lasanha agora tenta interpretar alavanca e usam bolsonaro de novo só que agora na qualidade de um monstro como fizeram com o jean wyllys como emocionar respondiam willys agora usei eu não fazer com ele o dora o moro e todos esses que venham aquele o próprio vi seu e tantos outros que antes eram tentavam se fazer um com bolsonaro quem tá tentar fazer
o mesmo que bolsonaro agora tentam se fazer diferente de mostrar odiar claro muitas evidências de que o governo bolsonaro não resistirá por muito tempo por mais que ainda esteja resistindo é uma questão de ir de contato com o tempo né é uma questão cronológica agora sim é eu eu disse em outros episódios aqui no youtube eu acho não não tenho tanta certeza que esse governo caia não apostaria nisso mas ele com certeza não sei elege é aposta que eu faço no momento em massa o seu livro que me chamou atenção que é uma situação do
mino carta inclusive o menino sempre dias na redação das nossas conversas que a demência se tornou uma forma de governo do brasil mas quando a gente fala especificamente do bolsonaro de outras pessoas que são as cabeças desse movimento essas pessoas que compartilham desse delírio coletivo ou ela manipula o esse cenário bolsonaro é maldoso ou ele tá delirando então as coisas não são excludentes isso é que é importante da gente entender é claro nós não devemos confundir o uso da palavra delírio da palavra loucura é no contexto da política e no contexto das questões da saúde
mental que eu acho que é importante a gente é perceber as palavras dentro de um determinado jogo de linguagem que as palavras não existem fora dos jogos de linguagem onde elas estão estabelecidas então é importantíssimo que a gente saiba dessa diferença e não são excludentes dos eu acho que bolsonaro é uma figura que produz uma alucinação eu até diria que é nível de produção de linguagem ele é altamente ipe note que todos nós todos os cidadãos direita e esquerda sempre não importa a sua definição todos ficam convocados pela fala de bolsonaro aliás pelo fato de
que ele é o personagem principal da nação afinal de contas ele ao presidente da república então isso aqui é muito curioso como este personagem que não existia que não era ninguém quer um deputado e qualquer claro sempre muito bem votado mais um pouco um deputado que era considerado pelos seus próprios colegas como alguém o mentecapto o oligofrênico alguém que não tinha a menor presença de espírito maior capacidade nem digerir a própria vida então as pessoas falam muita coisa se inscreveu muita coisa sobre bolsonaro e como é que esse personagem é vem o que se torna
o presidente da república e nessa posição de presidente da república ele transforma aquilo que era o seu real aquilo que é o seu estilo a sua retórica ele transforma isso então universal por isso condomínio mino carta fala isso da demência eu acho que ele fala com precisão isso é muito correto o que realmente uma elevação mas saída daquela daquela estupidez daquela oligofrenia da vida cotidiana quando o sujeito não atrapalha muita gente talvez só os seus familiares e de repente ele vem fazer esse papel na nação como um todo então acho que é essa passagem entre
esses lugares é que se torna interessante e aí você fala interessante pra gente entender o seu nome e aí que que acontece o monte de gente uma população inteira é convocada por isso e a levou convocada por que a retórica de bolsonaro aciona é justamente os caminhos linguísticos para a produção do deles então ao delírio meu ego é de uma pessoa única não dele que ele faz sozinho é um delírio em que aquilo que ele disse na ordem discursiva casa com o dizer do outro mas tem outro ponto mais profundo ainda mais grave que é
acho que a gente deve pergunta por que será que as pessoas entram nisso que a cor né porque senão milhão de dólares é a então que vínculo é criado para que as pessoas possam aderir a esse tipo de posição e eu uso lançar uma e posse eu acho que existe uma tremenda compensação física e vamos até colocar em termos mais adequados às teorias aqui trabalhei nesse livro existe uma tremenda compensação psychosocial psicopolítica e tem a ver com ressentimentos não resolvidos tem a ver com ódios profundos invejas radicais eu tô usando também pode inveja não sentido
ver na claro mesmo sentido a teorias psicanalíticas de análise das personalidades da subjetividade e as pessoas criaram um vínculo ela se transferiram elas têm hoje uma identificação com o líder fascista como em todos os fascismos históricos e como que se produz isso nas produzidos através de uma atualização do ódio é como se no começo na bolsonaro era aquele que para quem a gente ficamos à população que confia nele né que gosta dele transferia o seu óleo é o bolsonaro é de água por nós bolsonaro falava a agressividade preconceito discurso de ódio por todos nós mas
agora bolsonaro é já a nesse lugar e eu posso está enfim eleito e ela não segundo movimento desse processo ele autoriza as pessoas a ela falar em por conta própria e aí vem um outro nível de gozo então antes era um gozo por transferência por projeção e aí agora é um bolso real por isso as pessoas conseguem se conseguem espancar na rua é consegue atacar o próximo sem nenhum medo de que a lei esteja por perto para tomar alguma providência até porque a lei também não anda a favor da democracia no banheiro o legislativo executivo
e judiciário estão todos muito próximos infelizmente e os bolsonaro ea mídia e nunca podemos esquecer os bolsonaristas de maneira de uma maneira muito torta enterrada fazem raciocínios muitos é a bsaa russ não é muito absurdos de história então especialistas como seu mentor é introduzidos por são mas eles ao mesmo tempo perceberam que se jogaram com toda a força nesse tipo de produção linguística e às vezes eles até percebem consegue dar um passinho adiante e perceber o que é que tem jogo de poder por exemplo quando eles atacam a rede globo não sei não e a
esquerda cai na armadilha de defender a rede globo ao mesmo tempo e que me passe como não deve preciso né como nós defender a mídia oportunista golpista considerando que essa mídia nesse momento tá do lado digamos um pouco mais a adequado da energia de 12 causa da globo a assumir o papel de certa forma civilizatório ali falando do caso do coronavírus em específico pede oferecer orientação que o governo federal não tá oferecendo mas é um exemplo então você veja um caso específico mas isso não quer dizer e esse é um problema também as pessoas em
geral funciona o metonimicamente todo tempo elas são a parte pelo todo gente apart-hotel gente tem que entender que existe uma dialética entre as mas não são a mesma coisa não e aí é só pra em concluir eu acho que a gente pode considerar que bolsonaro é um sujeito que você analisado psiquiátrica mente e já foi analisado psicologicamente psicanaliticamente como tirei foi analisado por os prolights se ele então é analisado nesta perspectiva nós vamos ser diagnósticos e prognósticos bastante capacitou as como para os psicanalistas já fizeram mas analisar também no ponto de vista político fica claro
que hoje ele tem uma retórica de fascismo mais puro uma retórica que é a retórica necessária para o neoliberalismo avançar e por isso mesmo ele até agora não foi retirada da cena pelas oligarquias que dominavam o nosso país então ele tem uma funcionalidade ir no campo do psicopoder a funcionalidade de bolsonaro a justamente é promover colocar em movimento uma retórica do desnorteio a sandy sido não pense e da violência por simples e dessa maneira catalisar toda uma população que não consegue entender o que se passa uma outra população que vê ali também a oportunidade de
se escancara as suas próprias mágoas ressentimentos que muitas vezes misturam também o pessoal com o político aquilo que é da vida privada com a esfera pública nesse sentido bolsonaro de junto bolsonaro é metáfora isoni bolsonaro escolar e seu governo de ministros e ministros de bolsonaro e seu governo conseguiram destruir a e essa extrema-direita né que está por trás organizando tudo isso junto tem que ser feliz da sociedade destruir uma esfera pública do brasil o que que é loucura coletiva é a sensação de tópica que a gente tem hoje quando se trata de pensar entender e
sentir a história pública a gente tá vivendo uma distopia no brasil que já era o que é sensação do momento fascista e que agora com a pandemia é se torna realmente algo implacável porque a pandemia por si só já causa uma sensação de distopia como se a gente tivesse nem de terror e aí a gente tem já o nosso anterior é o momento anterior dessa script desse roteiro que era a fascistização do brasil os dois se juntaram ir e ficam serão o muro aí um bloco fechado que é bem difícil da gente se transcender digamos
assim sim tem uma pergunta mais específica que leva em conta esses grupos empoderados pelo bolsonaro que é da leila usa leila morre em valência no expoente mandou um abraço para o xiii e ela queria que você fizesse uma análise acerca dos 300 do brasil é só é esse grupo coordenado por uma ex-militante do femme né sara vida que está em brasília acampado na esperança de coagir stf a e de qualquer freio que ele tenha sobre bolsonaro ser acompanhado alismo aqui nesse grupo como você fez eu não eu não eu não tenho acompanhado muito ainda não
me debrucei para tentar entender é essa garota ela é uma pessoa que tem um projeto de poder usamos como personagem público vence bem criando também uma capitalização e faz com que a gente fica muito preocupado que no brasil existem muitos grupos fascistas e nazistas inclusive a pesquisa da adriana dias é importante nesse sentido então ela localizou esses grupos é os grupos nazistas funcionam como igrejas então o neopentecostalismo avança loucamente os nazi-fascistas também podem avançar muito mais é exponencialmente do que tem acontecido até agora então é bastante preocupando essa garota e se tornou proteção para ela
não me lembro que quando aquela fazendo campanha um dia eu tava em caxias no ano passado em 2018 e ela aparece na minha frente com o boneco e ela é bem menor que eu né então ela parece aquele boneco e e mostra para mim eu pensei que fosse uma criança e aí ela grita sua goteira você sabe o que é isso e eu levei um susto e eu peguei o pneu botei ela para o lado assim na comida com licença e disse sim isso é uma boneca mas que eu pensei que o problema será que
tem a garota né porque será que ela está aqui qual o objetivo dela em perseguindo pessoas essa e outros personagens então o que a gente deve levar em consideração aqui por mais que essas pessoas possam ter problemas pessoais isso não é uma questão porque todos nós temos problemas pessoais e que esses problemas pessoais que transformem em questões políticas eu acho que a gente deve vou levar até aí eu já acho que a gente tem uma questão porque é que as demandas pessoais individuais os ressentimentos as invejas os problemas que você traz na sua um progênese
como que isso tudo da sua família da sua história sua classe social olha só as suas das suas questões como é que tudo isso e passa para a esfera pública e começa a ter tanta relevância e funciona com o motor como combustível de uma carta produção política performática e evidentemente e discursiva e mais grave ainda é então quando isso se transforma em é profissão e quando se transformem em trabalho e aí nesse caso essas pessoas têm sponsor se na essas pessoas têm patrocinadores essas pessoas têm emprego essas pessoas têm recebem salários para fazer esse tipo
de coisa ou seja para destruir a sociedade brasileira para de sumir ó para destruir a subjetividade de cidadãs e cidadãos e se tornam pessoas muitas vezes indica ou deprimidas ou incapazes de continuar o assassino razoável e e reconstruir a partir disso laços políticos laços sociais que dependem evidentemente de um bom senso de uma capacidade de reflexão e claro que nesse processo de psicopoder sejam os 300 seja essa jovem seja o presidente seja quem for todos eles estão armados funcionando operando através desses processos de poder que passam por linguagem e performance é que nem chato gente
você causa emoções hoje você causa emoções no teatro hoje a política é um teatro que causa um tipo de afetividade negativa méxico a tragédia grega podia mexer com a sua compaixão ea política é sempre pode mexer com a compaixão das pessoas mas nesse momento que que ela faz ela mexe com ódio por esse sentimento e espera catalisar esses defeitos em seu próprio benefício por isso não está errado a gente avaliar é a conjunção do político com o psíquico que a gente está chamando hoje em dia de psicopoder a massa diante de tudo isso das pedras
que a gente teve no campo da cultura na última semana de como bolsonaro tem se comportado frente a uma doença que é real uma crise global a maior crise da história recente pois você acha foi ingenuidade de alguma maneira acreditar que esse país ia dar certo porque a minha parece né eu saio da faculdade de eu já com todo esse processo 2013 em diante acontecendo efervescência daquilo foi ingênuo acreditar que esse país parecia tá decolando ia dar certo para essa realidade tivesse batido a possui um pouco a gente tá batendo é interessante essa sua pergunta
porque a gente não quer ser bobo né a gente não quer ser burro então é bem interessante é eu eu acho que nós não devemos perder a nossa inocência a capacidade de pensar no tupias a nossa necessidade de construir um outro mundo possível e e é eu acho que tem tem muito idealismo no melhor sentido dessa expressão é isso é muito pragmatismo a gente não vai a lugar nenhum a eu fui me tornando cada vez mais pragmática por isso mesmo que eu acabei me filiando ao partido político depois troquei isso para o pt por quê
porque a música entendi entendi para o processo político exigia mais do que idealizações pragmatizar acções nadam ação que a gente faz eu acho que a gente não pode perder essa eu não sou maria de ingenuidade eu chamaria de uma certa inocência mas que ela é bonita e ela é boa para política é péssimo que a gente tem a na política hoje só essas figuras que são o que o lula um dia me disse quando fui visitá-lo na prisão que são os velhacos da política é muito triste isso e nesse livro do delírio do poder eu
falei bastante dessa categoria da intrusa né aquela pessoa que não é da polícia que não é ovelha eu quero que nem sequer é por isso que profissional que de repente entra no universo da política para dar um sinal de que a gente precisa fazer política diferente é nesse sentido poderia dizer como você tá colocando agora que eu sou engenheiro mas eu não eu não me acho uma pessoa generosa que me acha as vezes uma pessoa inocente e acho que a gente não deve perder a inocência porque do contrário você se torna eu não quero me
tornar assim imagino que as pessoas ninguém queira né que as pessoas não queiram ir a gente não quer se tornar é frio a gente não quer se tornar calculista a gente não quer se tornar essas pessoas que têm um projeto de poder pessoal como a gente vê esses políticos a grande maioria desses políticos são eleitos no brasil é são eleitos por que tem um projeto de poder pessoal e nesse sentido usam as máquinas partidárias para isso usam as pessoas e usa o país no pior sentido e nesse cenário é nesse cenário também que a política
tá muito a barba que a população não consegue receber uma mensagem melhor da política então a gente precisa melhorar a política assim na por isso é muito ruim é péssima e infelizmente as pessoas ao reconhecerem isso se desinteressam da política deixam de participar quando elas deveriam saber que em estando muito ruim a gente deve participar muito mais para tentar fazer com que isso fique bom só que ao mesmo tempo você não pode fazer isso de uma maneira despreparada é muito menos com afetos mal resolvidos nas pernas né e por isso hoje essas pessoas que acham
que podem fazer justiça com as próprias mãos sejam os 300 sejam os que andam aí com o suas mãos agarradas nas nos carrões né e fiz a gente não pode fazer justiça com as próprias mãos a gente pode fazer justiça e na política através de muito conhecimento de muita pesquisa de um estudo de muita militância de estar e as pessoas de produzir conversa conhecimentos através de militantes através de processos performático sedativos ou falando aí no caso do campo democrático no campo que busca infinita recuperar democracia no brasil mas eu acredito eu acredito muito na rosa
luxemburgo a gente tem que ao mesmo tempo que faz e descobre como funciona o poder a gente tem que exercer o poder e por isso é a gente precisa ocupar o poder e para quem tem que ocupar o poder as feministas as pessoas que militam nos movimentos de populares as pessoas que têm são líderes comunitárias importantes que tem uma uma pauta de defesa dos direitos dos cidadãos e das cidadãs e do direito enfim a própria democracia né que é uma coisa importante e acho que quem hoje luta contra o va é contra o machismo contra
o capitalismo precisa lutar também para que a sua posição seja hegemônica e isso a gente só vai construir juntando com as pessoas por isso eu não sou a favor da gente ficar só na teoria na só na teoria só a teoria também é um exagero porque quando a teoria se ela é comunicada ela pode produzir efeitos práticos e própria produção da teoria já é uma prática mas eu acho importante intersecção analisar fazer com que os intelectuais e os militantes se tornem uma coisa só se movam e que já londrina e aí em todas as esferas
em todas as férias sim márcia me chama atenção que desde 2018 dessa derrota foi algo surpreendente por fragorosa em vários sentidos tem crescido no campo de esquerda um discurso a um conservador que diz que a esquerda para voltar a vencer pra o olá eu tive muitas acidente ferraristas né eu recebi uma pergunta que o espectador eu queria que você comentasse o seu moralismo da esquerda ele pede alguma maneira ele contribui com o moralismo da direita se essa teoria que faz algum sentido a ver o pneu escolher não mas eu queria ouvir de você então vamos
lá primeiro o moralismo da esquerda eu acho que tem um moralismo da esquerda que é o que impede por exemplo que as uma união das esquerdas e isso ah eu acho que é muito mais típica de certos partidos é anti-petistas né eu mesmo já foi criada no pessoal esse pessoal como um partido que tem esse problema o pessoal precisa de uma autocrítica eu saí do pessoal porque fiz uma autocrítica pessoal um filho é o pt que eu considero que o pt mais aberto e o pt não tem medo de juntar a esquerda mas a esquerda
tem e essa esquerda pessoa lista sobretudo porque infelizmente o sol nasceu justamente uma crítica do pt e agora voltar seria uma coisa muito complicada mas não precisa voltar é só juntar né coisa que nós na nossa campanha a gente a gente buscou muito isso inclusive só me tornei candidato pois o pessoal nunca aceitou apoio do pp na não não cabia no projeto de poder deles esse tipo de de apoio agora eu acho que as coisas mudaram até porque o cerco assista se tornou muito mais apertado e aí eu acho que a sabedoria política dos partidários
começa também a se preocupar com o que realmente tem que se preocupar que é o fascismo é difícil então acho que isso é um conto o moralismo esse moralismo que a monalisa é uma deturpação da moral podia moral por nós a gente possa acreditar sempre é inevitável que surja uma moral e isso que a gente pensar moral como construção da esfera pública os mares a serem respeitados então eu acho que a gente pode avançar mas separando claro desse tipo de moralismo o moralismo é é viciante e ele não é honesto é todo moralista usa a
moral para defender seus próprios interesses ea gente precisa sair disso avançar para além disso então nesse sentido é acho que que a gente tem que ser mais pragmático pragmático também e o moralismo não é pragmático a outra coisa que que você coloca que é fundamental também é é discutir a questão do identitário eu não gosto dessa palavra acho que essa palavra diminui diminui de uma maneira machista patriarcal capitalista racista a questão da presença da construção da identidade dos novos sujeitos que agora vem fazer parte da política seja o pai fazer parte da da democracia seja
lá o que ela possa o significado nesse momento da então as pessoas querem fazer parte elas têm esse direito esse é um direito relacionado uma ideia de justiça social e inclusive de justiça turista quem é que não têm o direito de participar quem é que pode dizer que o outro não tem o direito de participar então as chamadas minorias políticas as os grupos as chamadas minorias foram construídas como minorias pelas chamadas maiorias que na verdade são os oligarcas e na garagem são os coronéis então a inclusive essas identidades esse outro tempo para gente pressionar e
essas identidades foram todas construídas a partir de uma não identidade dessas pessoas todas essas a gente for olhar a história do racismo a história do machismo a história das mulheres que atacam mais estudo as mulheres sempre foram aqui nesse essenciais elas sempre foram subalterno que elas não existiam em termos de vídeo e aliás óbvio né gente não é nunca demais dizer que a política que nós oi hoje no mundo e no brasil essa política cancelada falhada fascista é uma política produzida por homens a é claro mulheres que participam disso mas não condição coadjuvantes subalternas nenhuma
delas a estrela só todas elas são digamos assim é servas escravas personagens menores desses processos então são estão ali também como segura os oportunistas digamos assim bom mas estou oportunistas nesse sentido de serem vítimas e algozes daquilo mesmo que é o seu o seu algoz elas são vítimas de uma voz que elas tentam reproduzir mimeticamente para tentarem se defender do fato de talentos espalhados mulher machista negro racista pobre com o capitalismo para todos eles fazem a usam a mesma estrutura mimética né de tentar aparecer o de fazer um discurso né do líder opressor doo dah
a impressora para poder então se defender e nesse caso eu acho que a gente precisa construir uma ideia de democracia radical que é seja capaz de produzir entre os grupos reconhecimento e esse reconhecimento não vai existir se não existir assim não existirem as singularidades e acidentes então para mim aqueles que usam o termo à esquerda identitária por mais que a a gente tem havido discute-se ainda mais eu acho que eles eram porque não estão conseguindo entender qual é a reivindicação e qual é a presença e que cena essas figuras essas novas figurações produzem no nosso
contexto por outro lado eu acho sempre muito importante que todos nós mulheres negros pobres e somos marcados por categorias de opressão é absolutamente importante que a gente quando vai fazer política o estúdio com profundidade o assunto porque nós que somos mulheres a gente aprendeu uma coisa terrível a gente aprendeu por exemplo que nós disputas é que envolve gênero na sociedade o que a disputa seja de trabalho seja de emprego seja de beleza seja de gates fez do que fora em relação aos homens nós já perdemos porque eles estão situados numa coisa complexa e eles fizeram
para eles mesmos s lugares leste e eles se identificam por que o homem branco capitalista é uma identidade e gênica então é e eles são muito bem armados eles ficam sem falar é tácito é funciona no arranjo da linguagem que é quase inconsciente foi naturalizado então é importante que a gente sabe aqueles são uma identidade que nega as outras identidade o que que a gente está reivindicando a gente está reivindicando que o nosso lugar seja reconhecido ao mesmo tempo para reivindicar isso a gente tem que mostrar e é muito bom mais inclusive do que esses
caras estão aí dominando o poder o que significa ser muito bom eu não tô falando de ficar gênio da teoria marxista nem nada eu tô mostrando e a gente precisa ser muito bom de ocupação a gente precisa fazer uma militância muito consistente que nos permita de fato por paus lugares eu falava para sempre falei para as minhas companheiras feministas amigas companheiras olha aí a gente não for para política o bolsonaro vai avisar um dia falou o negócio do fascinante ela disse assim olha a frase é o poder eu vou porque se não fosse bom os
homens não estavam lá isso é a financeira beleza acontecer ou não tem é toda total então acho importante que a gente saiba disso que a gente medite nessas questões porque não vai mudar a política a gente não vai ter um governo democrático que a gente não interferir nesse processo e por mais que a gente tira agora derrubar é isso que está aí digamos assim mas que a gente queira agora o impeachment do bolsonaro de nada adiantava esse impeachment a gente não recriar nossa cultura política uma educação política uma pedagogia política que faça com que nos
próximos anos através de parte dos movimentos e também iniciativas diversas e números coletivos que a hoje a gente não é promover uma transformação na nossa cultura política porque nós sofremos uma mutação na nossa cultura recentemente ficamos num patamar democrático para um patamar autoritário num patamar é em que a a democracia estava em jogo e toda toda ilusão enfim de uma sociedade melhor que a gente tava tentando plantar caiu por terra diante dessa grosseria desse caráter grotesco essa farsa que foi armada por esses o ligadas então que capitalismo se capitalizaram nesse território então acho muito importante
o botão disse saiba que só participando só fazendo o que a gente pode fazer se envolvendo até um linear é que a gente não sabe qual é talvez de uma revolução profunda no brasil porque quando eu falei revolução gente eu falo de revolução sem sangue eu faço aula de revolução da cultura política do amor da paz da democracia dos afetos nobres não isso que tem acontecido agora que é a descrição pelo ódio tudo que possa aí na contramão disso isso para mim é revolucionário e isso precisa chegar na política e precisamos mandar todas essas esses
fascistas que estão no governo hoje é para os lugares enfim que destino o destino inbox para frente outras coisas é a história né mas são francisco pergunta o primeiro masturbação que é o projeto da alternativa de esquerda não tá chegando com clareza ao fogo como mudar isso bom então aí temos também outras categorias complicadas né quem é o povo mas eu não vou falar pra mim genericamente como é que ele povo teleguiado é construído com a sua subjetividade dilacerada colocado em fragmentos por uma a televisão maldosa fascista desde os anos 60 como é que esse
povo como é que essa cultura que foi devorada pelo televisivo é pode fazer isso de uma maneira genérica né gente não tô falando que é sempre isso mas isso é a regra tem exceções à regra então como é que esse povo vai criar um estofo para produzir democracia eu não precisei difícil gente é difícil de fazer a democracia implica competências políticas competência subjetivas é competências comunitárias competências cidadãs que a gente precisa produzir então o que acham heróis gente muito brava muito guerreira muito honesta muito capaz no brasil qa vídeo a quantidade de movimentos vide o
mst mtst todos esses movimentos maravilhosos movimento das mulheres e cresce e aparece com uma diversidade que a emocionantes apesar os luiz nós estamos ao mesmo tempo uma camada imensa da população que não teve acesso a nenhum tipo de informação e que até hoje fica esperando a migalha de informação da televisão então como que o povo que é alimentado pela desinformação desde os anos 60 é vai conseguir pensar por contra contar própria como é que esse povo vai conseguir participar da complexidade das decisões que envolvem a a democracia e aí eu acho realmente que a gente
precisa tomar algumas atitudes e e eu sempre como um gesto muito bom aquele gesto do cidadão da cidadão que vai procurar a sua comunidade vai procurar um movimento em vez de procurar a igreja não pentecostal para ser em cambé lado né pelo por esse tipo de má-fé por esse tipo de tecnologia política econômica política de assédio econômico que há no brasil hoje então aqui é muito difícil fazer isso porque a gente precisa precisa de educação precisa de muita informação precisa precisa de muita compreensão da situação para poder escapar da condição de vítima nesse nesse cenário
e tô querendo dizer com isso gente que nós precisamos fazer com esse tempo vou colocar o seguro a gente precisa juntar com o gorro eu sou povo você é povo vamos juntar cocô vamos misturar com gente juntar com gente e agora muito difícil que a gente tava com anemia mas a gente precisa juntar com as pessoas e junto é mas com aqueles com quem a gente pode produzir uma uma democracia vamos chamar assim do diálogo direto para depois passar para outras instâncias democráticas a partir de construções a próprio consensuais às vezes mais consensuais dependendo dos
contextos e e a gente tem que encarar também aquilo que uma altura com uma tal de agonismo a gente não precisa ter consciência certo a gente não precisa pensar igual mas a gente tem aqui é por uma questão de sobrevivência sobrevivência da espécie não é nem só sobremesa política mais é sobrevivência da sociedade e da espécie humana a gente tem todo mundo tem que lutar contra o fascismo contra o neoliberalismo e a pandemia nos países onde há mais cuidado com a população seja países que por mais que possam parecer ultra naturais e sal não tem
algum dá uma marca do cuidado para a população as coisas não são tão bizarras e no brasil é escandaloso eu acho que a gente sofre muito por isso porque no brasil realmente parece muito pior parece que a gente tá no filme de terror vivendo o o o absurdo vivendo um pesadelo é a hora do pesadelo no brasil gente receber só que ao mesmo tempo lá se eu vou aproveitar para essa pergunta as para encerrar nossa conversa você diz no seu livro que o seu regime afetivo do capitalismo ele é dependente do ódio do medo e
que faz com que as pessoas aceitem viver de uma guerra de todos contra todos em um momento como esse da crise da cor na bíblia que a gente está vivendo que a parada das arestas ele coloca todo mundo do império de igualdade vítimas potenciais dessa doença que talvez não seja um gatilho para gente construir um tecido social diferente mais baseado na solidariedade bom então tô solidariedade é um valor que é é um valor da esquerda é é um valor das mulheres é um valor das pessoas que sofrem não é um valor para os neoliberais os
neoliberais são neofascistas ela o cerne conceitual do neoliberalismo é o mesmo do fascismo que a gente vê hoje no brasil é guardadas as condições de ao políticas assista como qualquer outra o outro regime fascista na história então acho que a gente tem que valorizar a solidariedade praticasse da solidariedade buscar a hegemonia da solidariedade mas isso não vai ser fácil porque em todos os momentos que o capitalismo se viu ameaçado ele incrementou a a sua revolta a sua ação esses dias a empresário o jogo impresso pela um sujeito desse falou que o pico do coronavírus da
contaminação e da morte da classe a ou de uma classe o nosso deles né uma coisa passada aí já tinha passado e neste momento ele com essa frase ele conseguiu deixar muito claro é que o neoliberalismo é uma luta de classes no rio dos ricos contra os pobres é o subtexto eram não nos importamos com as pessoas que morrem desde que na nossa classe social nós estejamos numa boa mas não sejas nós não estamos mais sendo atingidos nós já não corremos riscos então é acho que nesse momento o neoliberalismo a brasileira é que é genocida
é que é fascista é ele se aproveita ele faz uma aliança é uma aliança pelo brasil é uma aliança contra o brasil apesar de uma aliança de destruição e e o discurso de bolsonaro o discurso de descrição de descaso e abandono que são já descaso abandono já são projetos no neoliberalismo projetos do antigo capitalismo e do neoliberalismo como forma do capitalismo na nossa nosso momento atual e mas isso já estava lá então bolsonaro também não tá sendo falando grandes novidades ele tá só repetindo aquilo que deixando claro aquilo que já sabia mas deixando muito mais
escancarado e eu ao mesmo tempo eu acho que nesse momento é o povo pode o povo esse genérico né o ser genérico de nós usamos esse povo é talvez a gente possa realmente na saída dessa pandemia fazer alguma coisa que vem a romper com essas estruturas é teremos que ser muito criativos para inclusive criticamente para que essas saídas não seja uma saída violenta a violência é plantada pela extrema-direita que espera a extrema-direita a gente e no brasil haja uma guerra civil por quê porque o desejo da ideologia da extrema-direita é a matança então é tanto
melhor se os ricos não tiverem que matar os pobres e os pobres se matarem entre eles mas os pobres se eles forem mortos por outros pobres conta o serviço depois das grandes oligarquias vão apenas dizer ó que povo genocida ó aqueles use aquele studies lá e se mataram quer dizer é assim que age essas figuras bizarras e são os donos do poder então acho que nos homens do poder as oligarquias e estão aí sempre agarrados na jugular do nosso país então eu eu tenho claro sempre acho que a esperança não é uma abstração a esperança
é a construção política do desejo e a gente souber usado essa maneira eu acho que é válido mas ao mesmo tempo eu fico muito preocupada porque talvez a gente demore muito tempo ainda para produzir isso bom dia essa transformação nessa direção e o neoliberalismo já tem os seus métodos avançados de produção e fica o poder de pia o poder de né que o poder de tanato poder então é como contornar isso sentem sem violência e com até porque o que que poderia ser né produzir violência hoje acho que não tem nenhum se tive nós temos
que lutar também compra isso só para finalizar é a pandemia é uma catástrofe ea poderia uma catástrofe e o neoliberalismo e combinado com academia é uma catástrofe faça a poderia ficar uma catástrofe ainda maior mas acho que todo mundo viu que o neoliberalismo não dá conta da comunidade humana da sociedade humana uma conta da vida então talvez essa consciência possa fazer com que as o s se mozão noutra direção essa é uma esperança que eu tenho mas ao mesmo tempo essa esse movimento no outro é direção precisa se articulado e aí entra o papel da
esquerda o papel dos partidos é um dos movimentos papel dos líderes o papel daqueles que têm voz daqueles que conhecem os meandros da política e podem fazer alguma coisa e nesse sentido acho que o precisamos agir com urgência e não podemos mais perder tanto tempo é sim mas eu agradeço muito essa uma hora de conversa adorei brigada eu quero conhecer você pessoalmente acho que todos os nossos leitores aqui pelos comentários sobre esse encostar ruins também eu queria agradecer todo mundo que viu a gente e até a semana que vem a gente tem um calendário de
lá e os bem extenso aqui na casa da capital quem não conhece o nosso canal eu peço por favor se inscreva no canal comente compartilhe esse vídeo com pessoa com as pessoas que você conhece nos olhos até a próxima márcia muito obrigada mais uma vez vamos criar vamos tirar vocês um beijo beijo e aí e aí