o maior questionamento de aí inteligência artificial não é se um robô poderia amar um ser humano mas sim tinha um ser humano se permitiria nutrir sentimentos por uma máquina afinal um robô pode ser programado feito para justamente a marca um irmão como um amante ou como um filho mas uma pessoa sabendo da natureza do autômato poderia rejeitá-lo pelo simples fato dele não ser real o que é pertinente visto que no filme se real para os personagens humanos é ser constituído de carne e osso e não de quilômetros de fibras isto é seria um conceito baseado
em algo físico superficial mas embora o longa não estimule a ambigüidade do sentimento serem ou não simulados a definição de réu tem muito mais a ver com o que é expressado do que com o que é visto aí inteligência artificial em seu começo apresenta hobby um dos cientistas responsáveis pelo desenvolvimento de androids da empresa cyber tronics explicando o procedimento ea justificativa do projeto que desenvolveu um modelo de máquinas criadas para amar incondicionalmente o cientista explica que mesmo os robôs mais modernos da época continuam lógicos e racionais demais o que os tornam quase que completamente submersos
e obedientes e para sua idéia vingar a empresa precisa desenvolver um tipo de máquina que imita o comportamento imprevisível rebelde e ingênuo e uma criança para dessa forma criar um novo mercado que explore e suprirá a demanda de casais carentes que não conseguem ter ou perderam seus filhos mas já no fim da sua apresentação surgiu o conflito moral que acompanhar toda a exibição se um robô genuinamente pode amar uma pessoa com as responsabilidades essa pessoa tem com esse roubo querendo ou não a máquina só é vista como descartável por ser artificial e por ter sido
criada em essência para servir à humanidade é quase como um super brinquedo um capricho do homem o que o livro de qualquer culpa quando precisa se desfazer ou substituir o seu autômato porém o filme demonstra que na verdade as pessoas tendem a resistir às investidas das máquinas ou seja elas conscientemente não querem aceitar que podem amar ou simplesmente conviver com uma criatura humana essa relutância possui diversas raízes desde religião orgulho é de que a moralidade até valores e conceitos pessoais contudo logo fica evidente que os indivíduos de carne e osso se sentem superiores ou porque
foram os criadores das máquinas ou portella são subordinadas mas a verdade é que a humanidade apenas não quer admitir sua fragilidade perante as séries com potencial de viverem mais de dois mil anos tem medo de perder seu lugar no mundo deve ser substituída precisa perder o único filho do casal reúne mônica adota o primeiro desses andróides feitos para amar chamado david a esposa resistiu inicialmente porque embora ensino e disse que é impossível tratar uma máquina como um ente querido na verdade ela não queria nem ao menos pensar que estaria substituindo seu verdadeiro filho que apesar
da baixa probabilidade ainda tinha chances de sobreviver no entanto a personagem estava disposta a tentar enxergar essa máquina como um filho então ela inicia o procedimento que tal um robô capaz de criar sentimentos e após dar os comandos instruídos o deivid reconhece a música como sua mãe e instantaneamente passa a mala para sempre é curiosa a introdução do menino roubou porque com a lente desfocada a silhueta do garoto remete a algo extraterrestre quase que de outro mundo mesmo para evidenciar sua diferença que na verdade é apenas interna perante a humanidade e uma alusão à maneira
com as pessoas enxergam essas criaturas como estranha essa outra cena também é interessante porque não só reforça a idéia de que ele é exótico como sugerir suas várias facetas e nacional do jantar quando a câmera em quadro garoto dentro do círculo da luminária o personagem aparenta estar sozinho dentro de uma nave espacial novamente indicando um teor alienígena como sinônimo de anormal mas também mostrando o seu isolamento ou ser diferente com mais ou menos 50 minutos de filme o divide abandonado por ser um risco à segurança da família o filho verdadeiro havia se recuperado e mais
uma vez o menino-robô tinha se envolvido em ocasiões que o transformaram em uma ameaça logo não existem mais motivos para o casal continuar cuidando do robô contudo a mônica por já ter se apegado ao de vídeo não queria que ele fosse destruído portanto ao invés de devolvê-lo a cyber tronics escolheu abandoná lo em uma floresta junto com o pad um pequeno urso de pelúcia consciente na mata david ted acabou indo parar em um descarte dos fragmentos de robôs destroçados nas chamadas filhas de carne organizadas por pessoas que temem o avanço das máquinas as destroem para
reafirmar sua soberania vale mencionar que o receio dessas pessoas apesar de várias ressalvas tinha fundamento visto que o roubo foi criado para amar provavelmente ele conseguiu adiar até porque em diversas ocasiões vemos que o dvd apresenta um comportamento obsessivo pela mãe e agressivo quando cogita não ser o único porque se existisse outra igual a ele a mônica não iria matá lo é impressionante mas não surpreendente como o mesmo em um futuro presumivelmente tão distante a humanidade continua sendo tão primitiva ao ponto de se celebrar sua selvageria com esse tipo de prática um ritual de sangue
eletricidade que serve de entretenimento para os indivíduos que precisam de autoafirmação ver aquelas máquinas sendo destruídas a sangue frio os fazem se sentirem superiores e são imagens bem fortes como um robô sendo lançado através de fogo sendo desmembrado ou sendo detido em ácido porém como são máquinas ninguém vê maldade nisso a justificativa é que a artificialidade é uma ofensa à humanidade a criação natural de deus e mesmo não sendo um assunto de destaque nota se que a religião continua forte para uma parcela considerável da sociedade contudo quando chega a vez do david de ser aniquilado
por parecer uma criança perfeita em aparência a platéia perde sua sede de sangue ou melhor de fibras e mecanismos o público sabe que é um robô mas não teve um android lembra tanto menino de verdade morrendo para fazer um contraponto preciso com a ingenuidade e inocência do david conhecemos jogo ou acompanhante cujo objetivo é satisfazer as mulheres inclusive percebe se que o personagem é um galanteador nato que sabe escolher as palavras certas e possui profundo conhecimento de técnicas capazes de persuadir e seduzir qualquer uma mas ele acaba se envolvendo em um assassinato cometido por um
marido traído e precisa fugir no meio de sua fuga que sua história se une à do david e por um breve momento ambos seguem juntos como uma fada azul que o menino robô acredita ser capaz de transformá-lo em um garoto de verdade o paralelo com a história do pinóquio apesar de óbvio é extremamente válido e certeiro pois é um dos protagonistas de suas respectivas histórias crentes e os problemas irão se resolver caso se tornem de carne e osso mas não percebem que o simples fato de sonharem com algo de perseguirem o objetivo por acreditar nele
já os tornam reais e os aproximam da humanidade a fada que na história do pinóquio existe de verdade para o david representa busca sustentada pela esperança e pela fé que a humanidade conhece bem reparem como a estátua da fada azul e manda maura santa angelical quase uma divindade mesmo mas como acontece em praticamente todas as religiões onde os fiéis rezam para o seu deus ou deuses agradecendo-o pedindo algo o david não recebe uma resposta não tem seu desejo transformado em realidade porém seu sonho nunca foi necessariamente ser um menino de verdade mas ser amado por
aquela que ele considerava ser sua mãe ele desejava se real porque achava que apenas dessa forma harmônica finalmente o consideraria um filho eu aceitaria de volta ou seja tudo o que ele queria era o afeto da figura materna no final dois mil anos mais tarde vemos que o receio das pessoas que rodeavam as máquinas se concretizou existe uma nova espécie dominante na terra robôs que evoluíram o suficiente para abandonarem a necessidade de estimular a aparência humana já que esse visual era uma demanda das próprias pessoas para assumirem uma identidade própria e excêntrica que nada lembra
um ser humano nem a maneira de se comunicarem entre si é parecida com a nossa o curioso é que o formato de seus corpos lembra ligeiramente a se libertar do david antes dele ser formalmente apresentado mas ironicamente diante dessas novas máquinas o garoto robô finalmente parecia uma criança de verdade a única em todo o mundo ainda que fosse um andróide ele conseguia chorar e mais importante sonhar centenas de anos se passaram eo personagem continua perseguindo o amor da sua mãe claro ele foi designado para amar incondicionalmente mas entre a marginal e na mente ou acreditar
verdadeiramente que ama existe diferença vale mencionar que os sentimentos reais ou não do david eram todos direcionados exclusivamente a mônica nenhum dos outros personagens como johe o réu ou até mesmo ted eram amados apenas companheiros o deivid nem era apegado a eles tanto que em situações de despedida o garoto não desbota tristeza apenas acontece e ele segue sua jornada o david podia não ser de carne e osso mas era real e não só isso agir e reagir como qualquer outra pessoa comum desejava afecto demonstrado insegurança acreditava em algo ansiosa por reciprocidade carinho e demonstração e
quando teve finalmente a oportunidade de ser reconhecido nem que por apenas um dia ele se sentiu realizado ainda que ironicamente através de uma ilusão mesmo ciente da natureza daquela realidade o personagem acreditava no amor a sua mãe porque durante toda sua existência esse era o seu sonho para ele aqueles momentos foram reais porque o que define o real é o sentimento e não a aparência