O Diário de Carolina Maria de Jesus publicada pela primeira vez em 1960 relata o cotidiano triste e Cruel de uma mulher que sobrevive como catadora de papel e faz de tudo para espantar a fome e criar seus filhos na favela do Canindé em São Paulo em meio a um ambiente de extrema pobreza desigualdade de classe de gênero e de raça nos deparamos com o duro diaadia de quem não tem amanhã mas que ainda assim resiste diante da miséria da violência e da fome e percebemos com tristeza que Mesmo tendo sido escrito na década de 1950
este livro jamais perdeu sua atualidade você está no canal as lembranças literárias aproveite o nosso conteúdo se inscreva e Ative o Sininho de notificações para acompanhar nossos próximos vídeos Carolina Maria de Jesus nasceu em 194 foi descoberta por audálio Dantas jornalista que tinha como objetivo escrever uma matéria sobre uma favela que estava se expandindo pró à beira do rio Tietê em Canindé São Paulo ao conhecer Carolina o jornalista percebeu que ela tinha muita história para contar e investiu na publicação de um livro A autora relatou o cotidiano da favela e a sua história em 20
caderninhos velhos encontrados em meio a suas andanças em busca de sustento para sua família seus três filhos João José José Carlos e veronice o livro quarto de despejo que tem como subtítulo O Diário de Uma favelada é a visão de uma mulher negra que relata as dificuldades pelas quais passam as mulheres pobres que criam seus filhos como mãe solo sem assistência Além disso suas histórias são odiadas pelo racismo que a autora sofreu pela desigualdade social tristeza enfermidade e a fome o livro apresenta uma linguagem coloquial próxima da que era empregada pela escritora em seu dia
aia a fome é o principal tema abordado no livro indissociável de uma crítica política vigente na década de 50 ao descaso dos governantes com as pessoas mais carentes e a falta de empatia com a população mais pobre Carolina sustentava seus filhos coletando papel e sucatas pelas ruas mas infelizmente muitas vezes voltava para a casa de mãos vazias quando conseguia alimentos era sempre recebida com festa e pelos seus filhos às vezes conseguia recolher legumes e verduras que eram descartadas nos mercados e feiras em outros momentos conseguia sobras de carnes e ossos descartados em frigoríficos com os
quais uma sagada até que começaram a jogar produtos de limpeza para que nada fosse recolhido em várias situações tiveram que dormir com fome porque Carolina não conseguia dinheiro ou alimento para nada nesses dias seus relatos são feitos com muita dor e raiva como se fossem uma válvula de escape para tudo que angusti M guardava em sua memória de acordo com ela a fome que permeia todo diário tem cor que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo eu que antes de comer via o céu as árvores as aves tudo amarelo depois que comi tudo normalizou
se aos meus olhos embora com pouca escolaridade Carolina apresenta uma visão crítica da sociedade e sempre atualizada nas notícias locais através dos jornais para ela os políticos só se importavam com os mais pobres em época de campanha quando apareciam nas favelas fazendo promessas distribuindo alguns itens de necessidades básicas itens que deveriam ser distribuídos independente das campanhas políticas Pois eram itens que a população deveria ter acesso sempre além disso a escritora critica a violência existente na favela para ela A violência é fruto de um ambiente hostil onde não há sequer alimento e água potável todos os
dias os atos violentos estavam sempre ligados ao alcoolismo sobretudo os homens bebiam muito e acabavam descontando em suas esposas e filhos Carolina ainda critica brevemente o papel dos homens na criação dos filhos e em um relacionamento menciona também que era melhor criar seus filhos sozinha do que viver repleta de problemas causados por eles que muitas vezes eram violentos e ausentes o motivo do título quarto de despejo está diretamente relacionado às críticas da autora em relação às mazelas existentes no Brasil sobretudo em São Paulo que estavam em pleno desenvolvimento industrial e de infraestrutura na cidade para
a autora o título quarto de despejo refere-se à ideia de que as favelas são lugares onde a sociedade despeja aqueles que são [Música] indesejados ou insignificantes para Carolina a favela é um depósito de pessoas que foram excluídas e negligenciadas pelo resto da sociedade as principais regiões de São Paulo eram uma espécie de sala de luxo onde circulavam a burguesia Paulistana as pessoas pobres não circulavam Ness espaços a menos que fossem trabalhar no local para elas sobravam os quartos de despejo ou seja as favelas distantes de qualquer luxo e infraestrutura e próximas da miséria e da
violência Além disso o governo da época e as grandes indústrias visavam apenas o progresso e o lucro tomavam conta até das terras onde havi as favelas o que gerava ainda mais despejos e automaticamente cada vez mais exclusão social o subtítulo Diário de Uma favelada aponta para os registros feitos por Carolina diariamente em seus velhos cadernos denúncias da realidade social e política da favela em que se encontrava mas que representa tantas outras comunidades até hoje as questões abordadas no livro são deslocamento e urbanização migração educação política e desigualdade discriminação racial violência e crime relações comunitárias desigualdade
de gênero pobreza e Miséria é um dos mais importantes relatos literários sobre a vida nas favelas do Brasil e a luta diária contra a pobreza o preconceito e as adversidades do ambiente personagens principais Vera eice filha de Carolina João José Filho de Carolina José Carlos filho de Carolina e Carolina Maria de Jesus autora dos Diários e personagem principal é uma mãe solteira que trabalha como catadora de lixo e metal para sustentar sua casa e comprar comida para si e para seus filhos el escreve seus diários como uma forma de escapismo e de denúncia social relatando
Como é o cotidiano da favela com os problemas da miséria da violência e da Fome sobre a autora Carolina Maria de Jesus é mineira nasceu em 14 de Março de 1914 e faleceu em 13 de Fevereiro de 77 em São Paulo foi moradora da antiga favela do Canindé relatou em seu diário o cotidiano miserável de uma mulher negra pobre mãe escritor e favelada ela e seus filhos passaram por muitas dificuldades Como fome e enfermidades em seus textos denunciava as mazelas do Brasil e a desigualdade social a partir da publicação do livro quarto de despejo a
vida de Carolina Maria de Jesus melhorou conseguiu sair da favela e comprar uma casa de alvenaria um dos seus maiores sonhos além de poder dar educação e qualidade de vida para sua família publicou outros livros ao longo da vida dividiu-se em entre escrever e vender seus livros coletar materiais recicláveis e realizar faxinas e lavar roupas para fora teve um grande reconhecimento quando lançou seu primeiro livro e atraiu atenção de autores importantes como Clarice de inspector recentemente com crescimento da discussão de pautas importantíssimas Como o racismo no Brasil o lugar de fala a valorização de autores
negros e a crescente representação das minorias na literatura os Escritores como Carolina estão sendo mais valorizados e cobrados em vestibulares de todo o país a obra é um testemunho contundente das desigualdades sociais no Brasil e continua a ser relevante para os estudantes sobre questões de classe raça e gênero no país trechos do livro li um pouco não sei dormir sem Ler gosto de manusear um livro O livro é a melhor invenção do homem quando eu encontro algo no lixo que eu posso comer eu como eu não tenho coragem de suicidar-se e não posso deome aproveite
para assistir também tarado de Tamar Vieira Júnior o pequeno manual antiracista de de Jamila Ribeiro e preta potência de Adriana Barbosa link disponível na descrição agradeço a você que chegou até o final dío e aproveite paraar não até o próximo vídeo