O uso de hormônios anabolizantes costuma causar queda de cabelo. Isso não é raro e é um motivo de grande angústia para quem utiliza esses hormônios. Nesse vídeo nós vamos conversar sobre essa relação do por isso acontece, como acontece, quais os tipos de queda capilar que o uso desses hormônios pode desencadear e também como fazer o manejo dessa situação.
Tem alguma coisa que possa ser feito? O que é mais efetivo? O que é inteligente de se fazer?
Se você se interessa por esse assunto e é até algum profissional da área da tricologia, conheça o Tricologia de Ouro, que é a minha plataforma de ensino, aonde lá nós desenvolvemos o raciocínio clínico estratégico para tratar qualquer paciente com qualquer disfunção capilar, inclusive relacionadas a terapias hormonais como essa. E se você se interessa por esse assunto, não deixe de se inscrever aqui no canal, que aqui a gente fala bastante sobre tratamentos capilares. Asteroides anabolizantes podem ser utilizados para fins esportivos, para fins estéticos de redução da gordura corporal, melhora da firmeza muscular, aumento da vascularização, diminuição da retenção hídrica para uso na menopausa de melhorar libido, função sexual, aumento da energia, da disposição, preservação da massa muscular e melhora do humor, da cognição, assim como o seu uso também terapêutico em casos de hipogonadismo masculino, doenças que cursam com uma perda severa de peso.
E esses hormônios também são indicados em casos de hipogonadismo masculino e doenças que cursam com uma perda de peso severa, por exemplo. Acontece que um dos efeitos adversos que esses hormônios podem desencadear é a queda de cabelo. E por que isso acontece?
Vamos entender primeiro por uma disrupção hormonal. Esses hormônios causam um impacto num eixo chamado eixo hipotalâmico, hipofisário, gonadal. Eles fazem um feedback negativo por conta do aumento de testosterona ou derivados da testosterona.
Esse aumento gera um feedback negativo, ou seja, manda uma mensagem lá para hipotálamo que ele não deve mais secretar um hormônio chamado hormônio liberador de gonadotrofina, que chegaria até a hipófise e então a hipófise liberaria os hormônios FSH, LH e assim daria sequência a todo o processo de ovulação, foliculogênese, espermatogênese em homens e mulheres. Essa disrupção hormonal que esses hormônios causam é impactante pro folículo piloso. Por quê?
Porque o folículo piloso é uma estrutura muito delicada. Ele não gosta de alterações, de oscilações hormonais. Ele não gosta que nada se desequilibre no nosso organismo, assim dizendo.
E quando isso acontece, um efeito possível é realmente uma desestabilização nesse ciclo de crescimento capilar e uma queda intensa que surge repentinamente. Agora, um outro motivo pelo qual esses hormônios causam queda de cabelo é pelo efeito androgênico que eles possuem. O aumento de andrógenos no organismo e no folículo piloso pode sim desencadear um tipo de queda capilar chamado alopécia androgenética ou então a popular calví.
A alopécia androgenética nada mais é do que essa união entre a genética, como o nome diz, e um hormônio andrógeno, principalmente o DHT, a de hidrotestosa, não existe calvice no homem sem a ação desses hormônios andrógenos. E nem todo homem terá calvice. Por mesmo que todo homem tenha esses hormônios andrógenos, nem todos terão a sensibilidade genética a eles.
É como se quem tem calvice tivesse as portas abertas do folículo piloso, que é a fábrica de cabelo, para que esses hormônios entrem e causem um processo de miniaturização folicular. Ou seja, o folículo piloso, ele vai se enfraquecendo, evoluindo e o cabelo que ele produzia, que era comprido, que era grosso, bem espesso, muita densidade, agora é um cabelo que vai ficando cada vez mais fino, mais fraco, mais curto, mais claro, até que ele não nasça mais. Então veja bem, esses hormônios anabolizantes, eles podem causar dois tipos de queda capilar diferentes.
Um tipo de queda é o chamado efluviotelógeno. É essa queda capilar intensa que geralmente acontece repentinamente. O cabelo começa a cair muito, muito.
Uma queda intensa de passar a mão, cai cabelo, no banho sai muito cabelo, no travesseiro, aonde você tá tem cabelo em volta. Esse é o efluvio telógeno e ele geralmente acontece por essa disrupção hormonal, por essa alteração hormonal que esses hormônios anabolizantes trazem ao organismo. E o outro tipo de queda capilar é a alopécia androgenética, é a calvice, esse enfraquecimento do folículo piloso que cursa com o afinamento, o raleamento, aquele cabelo que vai desaparecendo, que nos homens pode começar pelas entradas, pela coroa ou um ralhamento difuso de todo o topo.
E nas mulheres geralmente começa por um afinamento, um raleamento aqui na região do topo do couro cabeludo, nessa risca central que divide o cabelo ao meio. Mas em mulheres que fazem uso de hormônios anabolizantes, pode acontecer delas desenvolverem uma alopécia endrogenética do tipo masculina, ou seja, com o aumento das entradas ou com uma rarefação mais na área da coroa. Isso também pode acontecer por ter esse hiperandrogenismo presente no organismo.
Todo mundo que fizer uso de hormônio anabolizante vai ter queda de cabelo? Todo mundo não, mas a maioria sim. Queda capilar é um efeito colateral muito comum entre os usuários desses tipos de hormônios, seja pelo efluvio telógeno, seja pela lopécia endrogenética.
Mas o tipo de hormônio utilizado tem algum impacto sobre a queda capilar? Será que tem um hormônio que causa mais queda e um hormônio que tem menos chance de causar queda? Sim, certamente, porque existem hormônios anabolizantes que t uma maior força androgênica e tem hormônios anabolizantes que têm uma menor força androgênica.
E efeito androgênico é diferente do efeito anabólico. Efeito anabólico é aquele que você deseja utilizando esses hormônios: aumento da síntese proteica, estímulo da produção celular, melhoria da recuperação muscular, aumento do armazenamento de nutrientes, redução do catabolismo e aumento do anabolismo, enfim, tudo que ele traz. Efeito androgênico vem como, por exemplo, o aumento da próstata nos homens e do clitores nas mulheres, irregularidades menstruais, engrossamento da voz, virilização pras mulheres, ginecomastia nos homens, redução da contagem espermática, aumento dos pelos corporais, faciais, principalmente as mulheres notam acne, oleosidade de pele e a queda de cabelo.
E sim, tem hormônios que possuem um efeito androgênico mais potente e outros menos potente. E quanto maior o efeito androgênico, maior a chance de causar queda de cabelo e desenvolvimento da calvice. Mas verdade seja dita.
mesmo os hormônios anabolizantes com os efeitos androgênicos mais fracos também podem causar queda de cabelo. A oxandrolona, por exemplo, é um hormônio anabolizante com efeito androgênico mais fraco em relação à trembolona, por exemplo, mas ela ainda pode causar queda de cabelo e não é raro, é comum que ela cause queda capilar. E a dose, a dose também importa certamente quanto maior a dose, maior a chance de ter queda de cabelo.
E quanto menor a dose, menor é a chance de isso acontecer, ou menor é o estrago, a intensidade com que essa queda ocorre. Mas de novo, mesmo doses muito pequenas, mesmo por vias de administração mais tranquilas, assim dizendo, como a via transdérmica, ainda assim causa queda capilar. E isso é um motivo até de grande debate entre o tricologista desse lado e o profissional prescritor desses hormônios pro paciente do outro, porque o profissional geralmente fala: "Não, fica tranquilo, você vai utilizar a testosterona na porcentagem mais baixa, só um gelzinho, três, quatro vezes por semana.
Isso não vai causar queda de cabelo, não é motivo. Mas o que o tricologista vê do lado de cá é que sim, mesmo gelzinho, mesmo a concentração mais baixa, mesmo que não seja todos os dias, isso pode sim ser motivo ou para efluvio telógeno ou pra alopécia androgenética. E sobre a alopécia endrogenética, esses hormônios, eles não vão causar a alopécia endrogenética.
em quem não tem nenhuma predisposição a isso. É preciso, sim ter alguma predisposição para que essa alopécia se desenvolva. em quem já tem, mas ela está ali ainda meio quietinha, meio inicial, o uso desses hormônios pode fazer com que ela avance, com que ela avance mais rápido, mais intensamente.
E em quem não tinha, era de repente uma predisposição genética, mas estava lá bem adormecida, esses genes não estavam se expressando. Com o uso desses hormônios, ela pode despertar e realmente começar a se desenvolver. Agora vamos pra parte do manejo.
Como tratar esses pacientes que fazem uso de hormônios anabolizantes e estão enfrentando queda capilar. Um fato que a gente tem que aceitar é que manter o uso desses hormônios vai continuar contribuindo pra queda capilar. Um cenário ideal do ponto de vista capilar que o tricologista gostaria muito é que realmente esses hormônios fossem retirados.
Retirando esses hormônios, fica muito mais fácil lidar com a queda capilar. impedir a progressão da alopécia endrogenética, tratar realmente esse fluúvio telógeno e fazer com que ele desapareça. Mas nós entendemos que esse cenário ele nem sempre é possível, nem sempre é viável, nem sempre é o que o paciente deseja.
Ele faz uso desses hormônios anabolizantes porque ele tem um benefício sobre isso. Ele não gostaria de tirá-los. Mas do ponto de vista do tratamento capilar, é como se a gente entrasse em um cabo de guerra.
E aí a gente tenta negociar. Será que é possível que esse paciente reduzisse a dose ou então trocasse o hormônio para um efeito menos androgênico? Seria possível ele reduzir a frequência de uso de aplicação, se for possível mexer na dose, no tipo de hormônio e enfraquecer esse nosso inimigo do tratamento capilar?
Isso seria uma vantagem porque seria um cabo de guerra onde do lado de lá a gente tira um pouco de força. Mas se isso não for possível, tudo bem. O tricologista veste a armadura e a gente vai pra guerra.
Mas aí é importante que essa dupla tricologista e paciente entendam o cenário real. a queda capilar vai continuar, ela não vai zerar e pode ser que ela nem reduza de modo muito significativo. Pode ser que ela continue um pouco intensa, sim.
E pode ser que a gente reduza 50%, 30%, 70%, varia de acordo como cada um responde ao tratamento, mas provavelmente ela continue por ali. Esse é o primeiro ponto. No tratamento capilar, nós iremos entrar com ações que estimulem a fase de crescimento capilar, que é a fase anágena, se houver uma alopécia androgenética presente, nós também entramos com essa ação antiandrogênica, ou seja, de bloquear os efeitos androgênicos que esses hormônios estão trazendo.
Além disso, é sempre necessário avaliar o paciente como um todo e ver se existem outros fatores que podem ali ser corrigidos, melhorados. por exemplo, alguma outra alteração hormonal, alguma alteração metabólica como resistência insulínica, também muito ligada à queda capilar, alguma deficiência nutricional, alguma condição inflamatória no couro cabeludo. O tricologista deve olhar esse todo do paciente e pôr a casa em ordem, tratar todos esses fatores, lidar com todas essas questões de modo que a gente vá enfraquecendo o cabo de guerra ali do lado do nosso inimigo e fique mais fácil pra gente ganhar essa briga.
As ações estimulantes e antiendrogênicas podem vir através de loções capilares com minoxidil, finasterida, dutasterida, cafeína, coperpeptídeo, fatores de crescimento e outros tantos ativos que também estimulam, energizam, dão essa força pro folículo piloso. Esses medicamentos convencionais, minoxidil, finasterida, dutasterida, espironolactona, são medicamentos que também podem ser utilizados via oral se o paciente tiver indicação e não tiver nenhuma contraindicação a eles. A via oral geralmente é mais utilizada em casos de alopécia endrogenética, não em casos de fluúvio telógeno, a menos que realmente o uso daqueles hormônios permanecerá por tempo prolongado.
a queda capilar está muito intensa e não haverá redução da dose, troca do hormônio, vai continuar tudo igual e como está sendo feito, está sendo feito de modo intenso. E então, se o nosso inimigo é muito forte, a gente também tem que ser. E aí podem entrar esses medicamentos pela via oral e pela via tópica e também até pela via intradérmica através de procedimentos injetáveis realizados em consultório.
E uma pergunta muito comum, finasterida, dutasterida, que são medicamentos antiandrogênicos, impediriam, cortariam os efeitos anabólicos desses hormônios? Não, eles não impediriam os efeitos anabólicos, porque como a gente conversou, é diferente um efeito anabólico de um efeito androgênico. No entanto, algumas pessoas que utilizarão desses hormônios para afins androgênicos, como, por exemplo, melhora da libido, funções sexuais, ao utilizar os antiandrogênicos, aí sim isso pode ser um problema.
E eu como farmacêutica, particularmente não gosto muito da ideia de porque eu uso um medicamento, um hormônio e tenho um efeito colateral, agora eu utilizarei um outro medicamento para cortar esse efeito colateral do primeiro. Quando você vê, você faz um trenzinho de medicamentos, um para cortar o efeito colateral do anterior. Do ponto de vista da saúde, esse cenário não é o mais inteligente.
Suplementos nutricionais também podem ser utilizados com antiandrogênicos alternativos como sal palmeto, óleo de semente de abóbora, actrive, verbasnol e outros tantos. Mas a força desses antiandrogênicos alternativos comparados à força androgênica de uma trembolona, de um deposteron, de anabol, enfim, não chega perto. E aí é onde muita gente acha que então tá lidando com o cabelo, tá tratando, mas vai continuar sofrendo a queda capilar e o aumento da calvícia.
Em resumo, a queda de cabelo é um risco real e comum. Para quem usa hormônios anabolizantes, a depender do tipo de hormônio e da posologia, essa queda pode ser mais intensa, menos intensa, mais frequente ou menos frequente. mesmo os hormônios mais fracos androgenicamente, mesmo em vias de administração mais tranquilas, como a via tópica, mesmo numa posologia muito suave, ainda assim a queda capilar é uma queixa frequente.
Manter esses hormônios em uso irá continuar contribuindo paraa queda. E o manejo consiste em, claro, no cenário ideal, retirá-los ou então mexer na pusologia, no tipo de hormônio. E se isso não for possível, tudo bem.
O tratamento capilar entra em jogo de modo mais intenso, menos intenso. Ele é elaborado realmente de acordo com cada paciente, com o tipo de hormônio que ele utiliza, a dosagem, o nível de queda que ele está tendo, o tipo de queda capilar que ele está tendo, porque como a gente viu, dois tipos de queda esses hormônios podem trazer:luvio telógeno e alopécia androgenética. Os protocolos de tratamento capilares são sempre individualizados, de acordo com cada queixa, de acordo com cada paciente e o cenário ao qual ele está inserido.
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