Muito boa noite, nação guerreira. Estamos aqui com a técnica Jéssica de Lima para coletiva de imprensa após o jogo contra o Taubaté pelo Paulistão feminino. 6 a 0 Ferroviária.
Vamos à primeira pergunta. Boa noite, Jés Parabéns pela estranha e pela vitória. Queria que você falasse sobre a partida e sobre a sua opção de colocar o time considerado titular.
Nós vemos que geralmente nos últimos campeonatos paulista, claro que vocês vêm de campeonato brasileiro, a equipe era mista e hoje você colocou o que tinha de melhor no seu entendimento. Queria que você falasse sobre esses dois clubes, sobre a equipe titular também, sobre essa grande vitória. Boa noite.
Eh, eu acho que não foi ainda a equipe, se vamos falar titular, porque ainda não estava Darlene, não estava Duda, não estava Milene. É, e a própria Cris não está como uma titular absurda. Vamos colocar essas jogadoras são mais absolutas assim.
Eu só tentei priorizar um pouco mais a linha de quatro, porque eu sei que o Taubaté é uma equipe que joga muito com transição. E na minha opinião, na minha opinião, não, todos os jogos quando a gente joga Tagaté, a gente sofre muito com essa transição, porque geralmente é um time que ou faz o ataque rápido ou transita muito rápido, mas as outras jogadoras elas sempre tão entrando num jogo ou outro. não são titulares absolutas nesse sentido.
Eu eu vejo mais como linha de quatro membros e e a goleira e a até poderia ter utilizado a Amanda, mas ela tá vindo de uma recuperação de uma lesão no tornozelo, então a gente não quis eh eh colocá-la porque a gente sabia que a goleira ia ter que fazer muitas coberturas altas, né? Então a gente porque até a Amanda tava na na no planejamento de entrar aí, então eu acabo considerando uma equipe mesclada assim, tirando a linha de quatro. E sobre o jogo a gente entendia que o time ia vir bem baixo, né, tentando compactar, tirar os nossos espaços.
Embora a gente achou os espaços, acho que tecnicamente primeiro tempo a gente não tava muito bem. Eu acho que a gente tava entregando bolas com erros técnicos, com muita facilidade pro adversário. Então isso foi pontuado no intervalo do jogo.
Quanto a gente poderia fazer o jogo ficar fácil e o jogo ficar difícil. Isso isso naturalmente passaria pela nossa melhoria da precisão técnica, sobretudo de passes. Eu acho que no segundo tempo aí a gente foi totalmente soberano, mesmo tendo uma jogadora a menos.
dos seis gols, a gente fez cinco com jogadoras a menos, cinco com uma jogadora a menos na nossa equipe. Isso mostra o bril e a entrega das meninas para estrear bem no brasileiro e onde o saldo de gols vai fazer total diferença. J, boa noite, parabéns pela vitória.
Eh, eu queria que você falasse um pouco de como que é abordagem para um jogo desse. Vocês têm que virar a chave muito rápido, né? jogo Flamengo domingo, hoje teve Taubaté, domingo vai ter o Corinthians.
Vocês estão acostumados com isso, mas como que é mudar isso na cabeça da jogadora, na sua cabeça também? Como é que foi a conversa para esse jogo justamente para entrar focado nesse jogo de hoje? Olha assim, é muito inconsciente às vezes a menina entrar num estado de mais relaxamento assim, mas a gente busca o tempo inteiro tá relembrando e reavivando quão importante é jogar bem todos os jogos.
E a gente entende hoje o nível de profissionalismo do futebol feminino e que isso tá inerente e também quando a gente traz atletas para cá, a gente traz com esse perfil de que já disputaram paulista ou que já entendem o quanto o calendário aqui é bem congestionado e e bem disputado. Então eu particularmente friso muito e eu sempre falo com elas, não é só quer jogar jogo, vamos de se dizer, onde tem os grandes de tradicionais, assim, não que o Taubaté não seja, até porque é uma equipe tradicional também, mas a gente entende a fragilidade às vezes do adversário. Isso é muito pontuado aqui, é muito cobrado aqui.
A gente pode até perder o jogo, mas não vai perder porque acha e se eu sinto às vezes que acontece isso, é muito claro paraas meninas que ela vai sair do jogo, né? Se ela tá tentando e não tá conseguindo, não é questão do jogo, mas se há um certo relaxamento em relação à competição ao ou ao adversário, isso é perceptível, primeiro eu vou conversar, vou orientar e se por acaso isso não houver uma melhoria, a gente tira do jogo, tira do jogo, tá tudo bem. Jestre, agora o compromisso difícil com o Corinthians, as duas principais equipes do país nos últimos anos, o que esperar dessa desse confronto e também a torcida, né, que com certeza vai voltar aqui no estádio pode ser um fator diferencial da equipe?
Eu espero, espero, espero que que os araraquarenses venham torcer mais paraa Ferroviária do que pro Corinthians. De coração, espero isso. A gente entende às vezes o torcer, eu até brinco, né?
Femino, tem que torcer muito pro pro time da casa, assim, é porque a gente precisa no de jogar nos nossos domínios e se sentir em casa, né? A gente tem que ter o esse lugar. Esse é um jogo tão difícil quanto quase todos os outros que a gente encontra na competição.
é um time que tá vindo agora no aquecente, tá vindo de goleadas, então também tá numa condição melhor porque talvez no início da competição tá se ajustando bastante e eu tenho certeza que vai ser um um jogo muito difícil, um jogo muito disputado e que a gente vai trabalhar muito, concentrar muito, analisar muito adversário para conseguir ter as melhores estratégias a fim da gente ganhar o jogo. Ô Jés, é claro que a preparação para esse jogo do Corinthians vem de semanas já, né? Não é só manhã e sábado, mas eu queria saber o que que dá para trabalhar entre hoje e domingo para um jogo grande como esse com o Corinthians.
Como é que é o trabalho desses dois dias aí entre um jogo e outro? Em campo muito pouco. Em campo quase nada, porque você tem que recuperar do jogo e já tem e já já você tem que recuperar seu ponto de vista do que jogo que foi e deixar em apronto pro jogo que vai vir.
Então em campo você faz muito pouca coisa. Porque você não sabe, você sabe mais ou menos da demanda do jogo, mas fica entre recuperar e já jogar. O esse período calendário bem congestionado fica, a gente foca muito mais na questão do das meninas se recuperarem e a gente foca mais nas análises, análise do adversário, qual as fragilidades, qual os pontos fortes, o que nós precisamos melhorar.
Então, a gente utiliza da tecnologia para est abastecendo elas diariamente de informações sobre o adversário, sobre o que pra gente hoje a gente já dá o feedback, a gente já manda em vídeos no grupo, depois faz uma reunião com elas, mostra muito do que o adversário tá tá fazendo e pode ocasionar. você meio que descansa as pernas e trabalha a mente, trabalha o fato de você entender como o adversário joga, porque quanto mais você sabe o que o adversário vai fazer, eh, mais preparado você tá paraas circunstâncias de imprevisibilidade. Então, nesse sentido, é isso que a gente consegue fazer nesse momento.
Voltando a falar de hoje, gesto específico da partida, você teve a Darlene que estava na instalação titular, sentiu aimento. Eu queria saber se ela preocupa pra partida contra o Corinthians sobre o lance da expulsão da CAT. E ali você fica uma jogadora a menos, mas mesmo assim você não perde a qualidade da equipe mesmo jogando com Atléticamente.
Então a Darlene tinha sentido um pouco um dia anterior, né? tinha ficado fora, tinha tirado ela, mas às vezes, desculpa, você faz alguns trabalhos ali, você manuseia e fica dolorido. Então você não sabe o quanto é a dor de uma lesão ou alguma coisa ou é quando a dor da manipulação.
Então a gente já falou, tinha falado para ela aquece e vê. Então, já tava preparado uma possibilidade, até porque a já tava pré-programado que ela jogaria 45 minutos, como a Mica jogaria 45 minutos, Cris jogaria só meio tempo, essas jogariam só meio tempo. Então já tava entendido que e se ela também não pôde jogar também não tem problema.
Eu acho que recupera do mesmo jeito, como essa semana a gente não poôde treinar tanto, hoje não menospreisando o jogo, mas entendendo que a carga que ela atingia na semana seria decorrente do jogo. Então a gente trocou, colocou a Mariana e já tava todo já no planejamento. E sobre jogar com uma menos é sempre uma uma dificuldade, porque eh você fica com mais espaço para percorrer, né?
Então isso é ruim. Eu não sei se de longe não deu para perceber se foi lance para expulsão ou não, não sei. Mas de qualquer maneira a equipe soube se superar, soube, na minha opinião, até jogar bem mesmo com uma a menos, né?
Então sobre todo mundo se desdobrar ali para poder entregar o seu melhor pra Ferroviária. E como eu já tinha falado, de seis gols, fizeram cinco, cinco com uma menos, né? Não é qualquer equipe que você vê fazendo isso não.
Bom, dessa forma então encerramos a coletiva. Agradecemos aos jornalistas aqui presentes, os nossos patrocinadores e a nossa torcida Nação Guerreira. Esperamos vocês aqui na Fonte Luminosa no domingo às 8 da noite pro jogo contra o Corinthians pelo brasileiro feminino.