bem-vindo ao canal saber linguagem meu nome é Lucas Maciel Eu sou Professor na Universidade Federal de São Carlos estudioso das obras do Círculo de batinha quase 20 anos no vídeo de hoje nós continuamos falando a respeito da obra problemas da poética de drivski e iniciamos a discussão do Capítulo 4 peculiaridades do gênero do enredo e da composição das obras de Dostoiévski nesse capítulo uma Tim vai abordar questões relacionadas ao gênero ao enredo e a composição do romance polifônico já inicia o capítulo falando que a ideia o herói e o próprio Princípio purifônico não cabem nas
formas de gênero nas formas de rede de composição de romances digamos mais tradicionais como romance sócio psicológico biográfico familiares de costumes por exemplo em termos do romance biográfico que vai te encomenda existe no romance biográfico uma unidade entre o caráter do Herói e o enredo de sua vida o herói ele tem que coincidir com aquilo que se espera dele como nós já comentamos em outros vídeos no romance polifônico do doutor eves um herói está sempre em formação e ele pode sempre não coincidir consigo mesmo ele pode sempre mudar agora no romance biográfico se espera uma
certa coerência entre o personagem e aquilo que é a sua vida essa coerência não é um pressuposto que esteja presente no romance polifônico dos bom então perguntará o batim será que é a exemplo do que dizem outros críticos uma das bases para o romance polifônico do Dr eves que seria o romance de Aventura O batim dirá em algum sentido sim que existe uma certa semelhança formal entre o romance de aventura e o romance polifônico dos sonhevski na medida em que o herói do romance de Aventura assim como herói é do romance perifônico é um herói
não pré-determinado pela sua imagem o que isso quer dizer que no romance de Aventura O Herói também não está desde o início dado um Conjunto de características que digam quem ele é e que devam permanecer estáveis esse herói como um tipo social um Conjunto de características não é a base do romance de aventuras assim como também não é a base do herói do romance dos treinos por exemplo romance de Aventura Você pode ter um aristocrata que passa por diversas situações mas ali esse aristocrata ele não está não interessa ao romance de aventuras enquanto um tipo
social ele interessa enquanto um ser humano que está vivenciando aquelas questões de Aventura relacionado a questões muito mais humanas como a sobrevivência a satisfação de desejos sexuais ou de questões sensuais enfim embora ele possa pertencer a uma determinada classe social o que importa no romance de Aventura é esse homem também constante formação não como um tipo social mas como um homem relacionado aspectos da humanidade como a manutenção da vida por exemplo a respeito do qual batin já havia comentado no início do problemas que que nós já comentamos também no início desses vídeos ele vai falar
que a exemplo do romano dos romances de Aventura também no romance do Cristiano vão aparecer crimes misteriosos desastres fortunas inesperadas todas essas questões de enredo que aparecem também aparecem no romance polifônico bom perguntará o batim Quais as funções do mundo de aventuras no plano artístico de Doutor hevski segundo o grossman é haveria três funções Então bate em pergunta e ele traz resposta do brosme haveria três funções uma primeira né questão que o romance de Aventura traz para o romance Doutor Eu esquento seria um interesse narrativo na medida em que esse romance de aventuras ele facilita
o leitor acompanhar as discussões filosóficas que são trazidas no romance polifônico bom aqui então nós já precisamos parar para fazer uma observação no romance de aventuras né comum digamos assim não existem questões filosóficas sendo discutidas lá no romance polifônico do ceebs que não existe Aventura mas também existem discussões filosóficas aqui que o grossman tá dizendo olha ao trazer a questão da aventura dos movimentos de rede inesperados é crimes desmascaramentos outras questões dos romances de aventuras Isso facilita para o leitor acompanhar as discussões filosóficas que nós temos nos romanceski e portanto de alguma maneira Vai facilitar
o interesse narrativo do leitor uma Tim vai discordar disso na medida em que ele vai dizer que essas discussões filosóficas né o [Música] objetivo motivo trazer alguns elementos do gênero romance de aventura para o gênero romance perifônico não é facilitar o leitor o acompanhamento das discussões filosóficas é como nós vamos ser mais à frente inclusive nesse vídeo o fato de que essas questões de enredo ela suscitam discussões filosóficas então algumas cenas de debate de desmascaramento de conflito elas permitem que determinadas ideias que são sempre personificadas em determinados indivíduos no caso da representação literária de determinados
personagens que essas questões sejam colocadas a prova então essas ideias filosóficas essas visões de mundo encarnadas no sujeitos encarnados nos heróis encarnados nas personagens elas são suscitadas debatidas confrontadas a partir de determinadas questões de enredo bom o próximo vai dizer também que é esse mundo de aventuras traz para o leitor a simpatia pelos humilhados e ofendidos como nós vamos ver também a mais à frente de fato os heróis dos seres que anos muitas vezes eles vão a esse submundo mas mais uma vez que nós temos que lembrar que ao hino submundo Qual que é o
objetivo narrativo dos toietes é fazer com que o seu herói leve junto consigo determinadas ideias filosóficas determinadas ideologias que vão poder ser testadas confrontadas debatidas também nesse mundo Então não é apenas uma simples questão de Despertar a simpatia pelos humilhados ofendidos mas é testar as ideias que os heróis carregam até a esses mundos e por fim o Grossmann identifica a questão de fundir o elevado com o grotesco e de fato Nos romances dos que anos nós vamos ver essas questões do elevado e do grotesco que muitas vezes não são apenas fundidas elas permanecem como Duas
Faces Daquele mesmo sujeito daquela mesma ideia então ao permitir né o desenvolvimento do enredo nós temos essas personagens que elas mesmas vão se mostrar hora nobres horas Hora pecadoras Ou seja são sujeitos e informações eles não são pré-determinados eles não têm um caráter estável e essa questão do elevado com grotesco dessas disparidades dessas oposições elas são próprias da Constituição do ser humano e também elas facilitam o diálogo o debate de ideias bom então embora o batim de alguma maneira reconheça sim a importância do gênero romance de aventuras na composição das obras purefônicas dos romances polifônicos
dos e Concorde de certa maneira com os pontos elencados pelo grósman ele tem uma visão diferente da importância e do impacto dessas questões no romance polifônico bom agora passa a falar de outros tipos de romances Nos romances sócio psicológico biográfico familiar de costumes o Martim vai dizer que a relação entre os homens são relações entre homens enquanto tipos sociais então uma aristocrata com aristocrata um homem um pai com um filho relações entre homens enquanto funções que eles representam na sociedade enquanto classes sociais ou determinadas colocações hierárquicas presentes na sociedade e vai dizer o batim portanto
que nesses tipos de romances os heróis são gerados pelo próprio enredo retomando aquilo que nós começamos a falar esses heróis eles têm que é de alguma maneira coincidir ou serem coerentes com aqueles Guerreiro com aquele enredo com aquilo que se espera de uma determinada posição hierárquica de uma determinada classe social portanto aí as relações entre os homens elas são muito mais fundamentadas nas relações sociais nas posições sociais Entre esses Entre esses sujeito do que como vai ver o batismo logo na sequência nas relações que os homens se colocam no romance por telefone no romance polifônico
as relações não se dão entre os homens enquanto tipos sociais mas quando Homem versus homem o homem na sua humanidade aquilo que antecede e ao mesmo tempo transcende a sua classe social a sua posição social a sua posição hierárquica por isso na uma das influências do romance de Aventura portanto é que as situações de Aventura serão aquelas situações em que se pode ver qualquer homem como homem aquilo que ele tem de mais humano Então as situações de Aventura vão confrontar o homem vão fazer ele expressar aquilo que ele pensa o modo como ele vê a
vida algo que vai muitas vezes além da classe social aquele pertence e vai no fundo da sua própria humanidade então sim alguns romances eu olho o homem enquanto um sujeito de uma determinada classe social no romance por telefone eu estou olhando o homem como alguém que vai além dessa classe social nós temos portanto que de alguma maneira não entender do battin na interpretação que o battin dá a prosa dos existe uma certa diferença digamos assim daquela concepção de certos romances realistas ou naturalistas que tomam o homem enquanto um sujeito representante de uma classe social porque
no drives esse sujeito para além da sua classe social ele importa enquanto o ser humano e as questões que são colocadas para ele vão vão além e às vezes antecedem porque são questões filosóficas são vão além E antecedem essas questões de classe social e vamos buscar no homem aquilo que ele traz a sua própria humanidade bom é o batim Né reforçando aquilo que inclusive nós já falamos em vídeos anteriores ele vai dizer que no Dostoiévski o herói do romance de aventuras ele se combina com a ideia então o que que eu tenho eu posso até
ter um herói um personagem principal de um determinado romance que passeia pelo submundo que é confrontado com situações de conflito questões inesperadas fortunas mistérios enfim mas todas essas situações extraordinárias elas são colocadas não apenas por uma questão de enredo Mas para que elas possam levar o homem a experimentar a sua ideia ou seja haver uma experimentação da ideia no homem nova situação de enredo fazem com que o homem teste as suas convicções teste as suas ideias teste as suas ideologias teste a sua cosmovisão o seu modo de ver o mundo gerar uma TIM então que
a combinação do enredo de aventuras e das discussões filosóficas vai parecer uma transgressão ao próprio gênero porque no romance de aventuras há enredo cheio de reviravoltas em que o herói passará por várias peripécias por várias mudanças mas no romance polifônico essas mudanças essas conflitos eles estão sempre em prol de discussões filosóficas Então veja que eu tenho uma combinação bastante inusitada e que para muitos vai aparecer uma transgressão do gênero só que vai dizer o seguinte embora isso pareça uma transgressão do gênero isso não é uma transgressão do gênero porque porque essa combinação entre romance de
aventuras ou enfim questões de enredo e discussões filosóficas ela remonta a antiguidade e aqui o batim começa a fazer um trabalho de retrospectiva literária histórica para falar a respeito do desenvolvimento da questão do gêneros do discurso aqui nesse capítulo ele quer falar a respeito do gênero do enredo da composição mas nessa parte inicial do capítulo ele se focaliza principalmente na questão do gênero bom então ele vai dizer que existe a necessidade de uma história do gênero de uma poética história que retome ascendência dos gêneros como o Dr Edge que pode desenvolver o romance for fônico
que não entendendo tinha um novo gênero discursivo ele pode a partir de determinadas bases que para o battin não estão ali próximas ao momento em que o dostoiévs que escreve mas elas remontam a própria antiguidade segundo Martim o gênero discursivo Ele Vive do presente mas ele sempre recorda o seu passado ele sempre recorda o seu começo então aquilo que é trazido Nos romances polifônicos pelos e desenvolvido de uma maneira criativa vai dizer o batismo também mais à frente ele tem as suas bases no próprio transcorrer histórico nas origens de determinado gêneros de discurso E é
isso que ele vai falar então aqui também Cabe um observação porque muitas vezes nós vamos ler lá o texto o gênero do discurso da década de 50 de 1952 1953 e nós olhamos para aquela discussão desconsiderando que essa questão do gêneros ela é importante para o Vacine ele acredita que essa questão é fundamental para você falar a respeito da poética para falar a respeito da escrita de um escrito estética de um determinado autor e é o que ele faz aqui no caso dos projetos que ele vai buscar trazer para discussão uma retrospectiva histórica que ajude
a esclarecer apoética a composição um enredo o gênero no dos PMs E é isso que ele passa a fazer Bom segundo o batim na antiguidade havia gêneros sério cômicos e que se opunham a gênero sérios como epopeia a tragédia história retórica clássica esses gênero cômicos eram vários as características entre eles elas se misturavam mas de toda maneira para ele o que marca é uma oposição entre o gênero série cômico e o gênero sérios bom e o que que caracterizaria o gênero sério como ou os gêneros sério como uma cosmovisão carnavalesca uma alegre relatividade isso é
muito importante o que é essa cosmovisão carnavalesca cosmovisão é um modo de ver o mundo é o modo de ver o mundo a partir das bases do carnaval que dentro da literatura que dentro da estética literária vai sofrer sofrer Claro as instruções do próprio fazer artístico literário mas existe um modo de ver o mundo a partir do carnaval que vai ser trazido para literatura o carnaval é um movimento são festas populares bati também vai entrar nisso mais a fundo no decorrer do capítulo mas você tem um mundo em que você tem uma certa inversão do
mundo normal do mundo Extra carnavalesco na nas palavras do batismo então no carnaval você inverte posições sociais você inverte valores você brinca com as verdades por isso existe uma alegre relatividade enquanto no mundo esta carnavalesco no mundo sério existe um discurso imunológico que traz a verdade única no carnaval essa verdade ela pode ser relativizada pode ser relativizada pelo riso que vai te dar sarro digamos assim que vai contestar todas as verdades então o carnaval ela desestabiliza as verdades e a influência do carnaval no gênero sério como é aquilo que possibilita que esse gêneros também desestabilizem
um discurso monológico um discurso sério um discurso institucional o discurso que diga o que é o certo o que é a verdade o que é a única verdade então através dessa visão carnavalesca eu trago uma relativização do monologismo por gênero Célio cônicos eu consigo desestabilizar o imunologista eu consigo desestabilizar a verdade única e é isso que essa visão carnavalesca consegue trazer para os gêneros sério como quais seriam as peculiaridades do gênero sério como a primeira peculiaridade que o patinho vai apontar é a atualidade de vida enquanto no gênero sérios como por exemplo a epopeia eu
vejo aquilo que eu vou na rádio uma distância temporal muito grande então você tem uma distância Épica uma distância trágica você está muito apertado daquele mundo sobre o qual você está narrando não gera sério como existe uma atualidade Viva sem distância épico trágica tudo é vivenciado no presente na Alegre relatividade do presente na familiaridade que o presente te dá porque aquilo que é do passado está longe de mim de alguma maneira eu desconheço e é visto de um ponto de vista reverencial eu não posso de alguma maneira desestabilizar aquilo que foi o passado agora aquilo
que está no presente eu consigo v e vivenciar de uma maneira mais alegre relativizando por exemplo a exaltação aos heróis porque eu vivenciei com eles também uma realidade histórica por exemplo e vi que eles não são seres perfeitos também não vai existir o passado absoluto dos mitos e das Lendas no passado que eu apenas tenho que receber passivamente então o gênero sério como Ele traz tudo para essa atualidade viva E mesmo quando eu trago personagens históricos aqui no gênero sério como eles vão viver nessa atualidade e eles vão poder inclusive serem influenciados por essa visão
carnavalesca que relativiza a seriedade o gênero sério cônicos eles não se baseiam nas lendas mas na experiência naquilo que eu vivencio e na fantasia livre Então enquanto eu tenho gêneros sérios que observam tudo de um ponto de vista distante de uma certa seriedade e um passado memorialístico que eu tenho que trazer de uma maneira imutável no gênero sério como porque eu tenho uma fantasia livre eu posso fantasiar eu posso brincar mais uma vez influenciado aqui pela Alegre relativa e relatividade da carnavalização na literatura um terceiro aspecto é a pluralidade de estilos de variedade de vozes
enquanto em algum gêneros como a epopeia por exemplo se espera um único estilo único Tom que de unidade seria idade aquilo que está sendo narrado aqui você vai ter uma pluralidade de estilos uma combinação entre os Sublime e o vulgar o cérebro como serão trazidos no gênero serômicos no interior dele também gêneros intercalados outros gêneros discursivos e ao trazer outros gêneros discursivos eu trago outras vozes eu trago outros estilos eu trago outros tons então isso também facilita uma pluralidade de estilos uma pluralidade de tons e de vozes nesses gêneros sério cômico tem um discurso além
do discurso de representação um discurso representado então enquanto por exemplo no gênero sério eu tenho o discurso que fala sobre o outro agora eu também tenho o discurso do outro representado então eu tenho pelo menos dois discurso o discurso narrativo e o discurso do personagem e esses discursos podem ter Estilos diferentes tons diferentes o que vai trazendo uma certa não uniformidade estilística e ditongo uma universidade pros gêneros serem cômicos bom dentre o gêneros sério cômicos o latim vai dizer que os mais importantes enquanto influência o desenvolvimento do romance polifônico dos Lebes são o diálogo socrático
e a mini Penha quanto ao diálogo socrático ele vai dizer uma das primeiras características do Diálogo socrático é a concepção socrática da natureza dialógica da Verdade a verdade no diálogo socrático ela não se encontra na cabeça de um único homem ela nasce entre os homens Então qual eram o método de elucidação Ou pelo menos de Busca da Verdade do Sócrates era colocar os homens em confronto E permitir que por meio do diabo por meio de perguntas e respostas fosse sendo construída ou aclarada as verdades a verdade portanto ela não está na cabeça de um indivíduo
mas na comunhão no diálogo no confronto de ideias entre os indivíduos algo a respeito inclusive do qual nós já falamos então vocês vão percebendo aqui que alguns aspectos que o atinge a mim falando desde o início eles vão sendo corroborados por essas observações que eles fazem que ele faz a respeito desse gêneros que influenciam do ponto de vista dele ou a escrita então o que que o diálogo socrático traz a ideia de que a verdade não está na cabeça de um sujeito mas no diálogo entre os sujeitos Além disso o diálogo socrático Nós temos dois
procedimentos importantes e que estarão presentes no romance que são assim que que é simples é a confrontação de diferentes pontos de vista então quando eu ponho dois personagens para dialogar eu coloco personagens que tem pontos de vistas que tem diferentes concepções do mundo para se confrontarem a exemplos nós já demos nos vídeos anteriores quando batim comenta a respeito por exemplo dos diálogos do rascuro com outros personagens em castigo e a anáclise é provocar a palavra pela própria palavra que é importante atenção porque veja a palavra do Herói a palavra do personagem eu quero provocar essa
verdade que ele traz eu posso provocá-la a partir do enredo então confronto esse personagem com uma questão de enredo que faz com que ele se mostre com que ele tenha que expor uma verdade que às vezes não tá nem Clara para ele mas eu tenho um outro procedimento também que não é de enredo é de provocação pela própria palavra então de alguma maneira digamos a sintosamente um personagem ou até o narrador ele vai provocando a palavra do herói ele foi provocando a personagem para que ela fale o que ela pensa porque Relembrando aquilo que nós
já falamos anteriores o autor ele não está autorizado a dizer o que é personagem pensa ele tem que provocar a personagem então um dos modos de provocação seja pelo narrador seja por uma outra personagem é que pelas palavras eu provoque a exteriorização da Verdade do outro então A análise esse provocar a palavra pela própria palavra no diálogo socrático ainda vai apontar o doutor o batim nós temos a presença de Deus porque as questões que esse sujeitos discutem nos diálogos socráticos elas não são cristões do dia a dia questões é de alguma maneira mais prosaicas elas
são questões filosóficas elas são questões da busca da verdade do Homem do que é o homem de qual o seu papel na vida da existência ou não existência de uma vida pós-morte ou seja são questões que estão para além da realidade imediata do dia a dia do cotidiano uma outra questão também que diálogo socrático traz é o diálogo do Limiar uma questão que nós vamos ver também no gênero seguinte que é mini peia e que nós vamos ver o batim comentar na dessa presença do Diálogo No Limiar nas obras de Dostoiévski a importância desses debates
desses diálogos em situações de Limiar na porta na ante-sala naquele momento em que um herói ele está para entrar em um novo mundo ou para sair de um determinado mundo e ingressar em outro porque nesse diálogo No Limiar o enredo não a palavra ele provoca a palavra do outro eu ele provoca que o outro diga aquilo que ele pensa então o diálogo socrático também traz esse Limiar situações limiares que fazem com que o homem diga quem ele é por exemplo o Limiar da vida e da morte então quando o homem ele está prestes a morrer
ele vai poder por exemplo e expressar tudo aquilo que ele pensa sem as amarras sociais porque ali ele está no momento da sua última humanidade ele de alguma maneira está desvinculado das amarras sociais das da sua posição social que não vai importar no pós vida então ele pode de alguma maneira trazer aquilo que ele sente aquilo que ele pensa enquanto o homem expressar a sua humanidade mais profunda e por fim O batismo vai comentar aqui no diálogo socrático tem uma combinação orgânica entre a ideia e o homem algo que super importante por vacim e que
nós já comentamos em vídeos anteriores que é o fato de que a ideia Nos romances porfônicos e veja por batim uma das origens disso está indo o diálogo socrático que é um gênero sério cômico da antiguidade a ideia se combina com o homem então eu não estou discutindo a respeito de ideias abstratos como se discute um artigo científico como se discute em um tratado filosófico Eu Estou trazendo ideias que estão encarnadas em determinados homens Então essas ideias concretas agora elas são vivenciadas por um homem a partir da sua cosmovisão da sua consciência do seu modo
de ver o mundo e essas ideias portanto são pontos de vista muito mais do que ideias abstratas na sequência O batismo vai falar de um outro gênero sério cômico para ele fundamental quanto a sua influência na composição do romance polifônico que é a sátira mini peia ele traz uma nota histórica a respeito da provável origem do gênero ele vai falar que o nome do gênero se deve provavelmente a menina de gada que lhe deu a forma clássica Então já havia já estavam sendo escritos textos do gênero discursivo do site na mini peia mas o nome
vem com o menino que provavelmente deu a forma clássica esse gênero o gatinho acha que importante é falar a respeito dessa dessa nota histórica que ele coloca ele vai dizer que esse gênero se desenvolveu em diferentes épocas da antiguidade passou para Idade Média renascimento reforma idade moderna e permanece até o momento em questões tá falando pela sua plasticidade pela sua grande capacidade tanto de integrar outro gêneros discursivos dentro dela nós vamos ver isso quando falarmos sobreloque por exemplo quanto pela possibilidade de entrar em outro gêneros como por exemplo integrar um gênero discursivo como romance então
a sátira minipédia ela consegue de alguma maneira se amoldar a gêneros maiores em que ela vai se integrar dentro deles quanto no seu interior trazer outros gêneros discursivos então Por essa grande plasticidade do gênero permanece e segue sendo desenvolvido aí durante esse longo percurso histórico Brumadinho assatina mini peia é um gênero portador da cosmovisão carnavalesca E por que que isso importa tanto porque no gêneros que tem essa pós-monição carnavalesca eu tenho uma quebra do monologismo eu tenho uma quebra da Verdade única eu tenho a quebra de um posicionamento único aqui eu vou ver que as
verdades são relativizadas pelo pelo viés pelo modo que se vê essa verdade a partir do carnaval um carnaval que não vai permitir nenhum estabilização que não vai permitir que vai desestabilizar todas as verdades todas as verdades que se queiram como únicas e uma team passa a falar das particularidades da sátira minipédia segundo ele a arte da mini peia em confronto com o diálogo socrático ela ele tem Ela traz um maior peso do cômico Diferentemente da do Diálogo socrático que não traz tanto esse peso do como ele pode aparecer mas não de maneira tão enfática existe
também em relação em confronto com o diálogo socrático uma maior liberdade de dimensão de enredo sem as limitações históricas e memorialísticas do Diálogo socrático porque o diálogo socrático Ele nasce como a representação né uma espécie de transposição dos diálogos do Sócrates com determinadas pessoas com seus discípulos e depois vai se desenvolvendo como gênero e sendo aplicado a outros contextos inclusive vai dizer o batim se o diálogo socrático né o seu momento Inicial ele é muito claro a questão de que eu quero a partir do confronto entre diferentes homens portadores de diferentes ideias trazer ou buscar
elucidar determinadas verdades esse confronto entre ideias ele pode ser abstraído dessa busca pela verdade e se tornar apenas um instrumento formal de Exposição de uma ideia Já dada então ao invés de fato ele sai buscando a verdade às vezes com desenvolvimento histórico eu posso pegar a forma desse gênero mas eu já ter a verdade e apenas simular um diálogo para mostrar a verdade que já estava antes pré-construída bom mas voltando aqui né para essa questão o que acontece na sátirama eu não tenho essa questão da memorialística de retomar os diálogo socráticos e eu tenho portanto
uma maior liberdade de inventar e de enredo de outras situações que eu não estou preso inclusive de enredo que seja apenas o confronto entre dois sujeitos dialogando dois ou mais sujeitos dialogando eu vou ter situações extraordinárias que vão servir para provocar e experimentar uma ideia filosófica Então veja aquilo que o batim estava dizendo lá desde o começo no gênero romance de aventuras eu tenho situações excepcionais mas se eu retomar aqui da antiguidade eu vou ver que essas situações excepcionais na antiguidade elas estavam colocadas para confrontar e determinadas ideias determinadas ideologias determinados posicionamentos filosóficos então enredo
estava em função do desenvolvimento do confronto do diabo do debate de ideias filosóficas bom o Martin também vai observar aí na site da manipé a presença desse naturalismo do submundo heróis que vão é ao submundo e que carregam consigo as suas ideias ideias que vão ser testadas nesse submundo porque as ideias filosóficas As mais altas ideias mesmo assim elas são ideias que dizem respeito ao homem ao ser humano e mesmo que quem vive no submundo é um ser humano então será que aquela verdade que aquele herói traz um herói que pode não ser do submundo
mas que aquele herói traz um outro mundo e vai para esse submundo né para as classes mais desfavorecidas para prostíbulos por exemplo Será que mesmo ali essa ideia que traz aquilo que é mais humano que traz aquilo que é mais dá humanidade de cada indivíduo Será que ali também elas de fato é relevantes coerentes ela se encaixa uma se adequam a esse mundo a esse submundo correlacionado a isso nós temos o quinto aspecto a colocação das últimas questões o que que são essas últimas questões não são questões sociais por exemplo questões de ordem prática pragmática
são as questões do homem o que é o homem o que é a vida porque eu existo Existe vida após morte ou seja eu coloco as questões mais importantes para qualquer ser humano do ponto de vista da sua própria humanidade gestão de alguma maneira que transcendem classes que transcendem épocas e que dizem respeito a todos os seres humanos enquanto seres humanos também comenta temos aí da Sasha no meio de pé da estrutura triplanar em que eu tenho ação e as simples esses confrontos de ideias que passam por diferentes planos no caso a sete das mini
pés da terra do Olimpo e do inferno e qual que é a importância dessa dessa triplanariedade né dessa estrutura triplanar é porque de um plano para o outro eu tenho limiares ou Limiar da terra prolimpo o Limiar do limite com o inferno porque ali no limite para entrar ou para sair de um desses mundos o homem é confrontado em suas últimas questões então o homem que chega ele vai entrar no céu primeiro ele vai ser inquilíbrio é questionado a respeito das suas verdades personagens queiram entrar no Olimpo né eles vão ser questionados a respeito das
suas verdades e isso como nós vamos ver também aparece um drives cenas dos personagens nas portas nas antesas naquilo que antecede a entrada em determinados ambientes temos também um Fantástico experimental então por exemplo o homem que consegue ficar muito acima do mundo e observar a terra o planeta terra de um outro ponto de vista ou uma determinada superfície do planeta terra de um outro ponto de vista porque mais uma vez aí eu consigo ter um deslocamento das verdades olhar as questões filosóficas as questões humanas de um outro ponto de vista deslocar o meu ponto de
vista confrontar as minhas próprias ideias a partir de um ponto de vista deslocado daquilo que eu vivi em cima um oitava aspecto que comenta a respeito da sétima minipédia é uma certa experimentação moral e psicológica que se consegue por meio de sonhos de loucura da dupla personalidade e para que que servem os sonhos a loucura e a dupla personalidade entre outros aspectos dessa experimentação morar psicológica das ideias na sátira no minipé e também os romances do esquema elas permitem mostrar a não coincidência do homem consigo mesmo a possibilidade desse homem ser outro conforme nós já
temos falado em outros vídeos o herói dos canos é um herói que não coincide consigo mesmo é um herói em constante informação assim como todos nós seres humanos somos seres em constante formação que podemos mudar de ideia com o decorrer da nossa vida das experiências que nós temos os contatos geológicos das vozes que nós ouvimos das vozes com as quais nós temos contato com textos então nessas situações digamos pouco usuais como sonhos o homem pode vivenciar uma outra vida no sonho a loucura em que ele vivencia uma outra vida a dupla personalidade em que as
ideias deles são confrontadas por um outro que é um semelhante a ele mas que de alguma maneira se opõe a ele tudo isso faz com que as ideias desse homem possam ser experimentadas em situações excepcionais não usuais e isso permite que o homem veja essas ideias e que ele consiga perceber que ele permanece informação que as ideias dele não estão acabadas que ele mesmo não tem certeza das ideias que ele vivencia e que ele possa portanto ver essa característica tão importante da humanidade que a sua não coincidência a sua possibilidade de estar em constante formação
em constante mudança a possibilidade de ser outro temos também cenas de escândalo como nós somos tendo ostoiéps essa cenas de escândalo um confronto por exemplo com os gêneros sérios elas desestabilizam esse mundo dos gênero sérios não cabem escândalos de alguma maneira nas epopeias por exemplo porque ali você tem um tom um estilo e o escândalo ele traz uma palavra inoportuna ele traz uma palavra em um estilo que não é o adequado para aquele momento ele traz uma situação que não é adequada para aquele momento ele desestabiliza um mundo um nível de uma única voz de
um único estilo de um único Tom vamos ter contrastes Agudos e oximos como por exemplo uma prostituta que é pura um rei que se encontra na posição de escravo enfim um ladrão que é uma pessoa Nobre isso mostra esse caráter do ser humano que não é um seja pré-determinado um Conjunto de características predadas e que traz na sua própria composição contradições a partir das quais inclusive ele vai vivenciando essas próprias ideias de modos diferentes porque ele é um ser que Tito Beia não muito certo a respeito do que ele pensa olha ele pensa isso ora
ele pensa aquilo e ele vai mudando e ele vai mostrando do ponto de vista do seu eterna formação da humanidade eterna formação do que é ser um homem temos também a Utopia social então na sétima minipé nós vamos ter a representação de mundos utópicos de mundos diferentes ver o mundo né conceber o mundo diferente é também ver ideias diferentes Hover as nossas ideias em um mundo muito diferente daquele que nós vivemos trata-se portanto não só de questões de enredo mas de questões de mostrar as ideias em outras situações não usuais o emprego do gênero assim
intercalados então a mini pé já traz outros gêneros discursivos que vão ser integrados nela o que o romance também vai trazer vai dizer o batismo né Você vai no romance corfônico você vai trazer outros gêmeos você traz um bilhete você traz um poema e tudo isso contribui para diferentes tons diferentes estilos que vão integrar esse romance e que vão dar esse romance no seu conjunto um algo por este Místico pluridional multiplicidade de estilos de pura e tonalidade né em decorrência justamente também desse gêneros intercalado e da presença de diferentes personagens cada um dos quais que
pode trazer o seu registro seu modo de falar uma policístico atualizado o que que essa pobre cística atualizada são gêneros discursivos que vão falar sobre temas correntes sobre a atualidade viva as ideias correntes as ideologias correntes os confrontos correntes de um determinado momento do tempo então no gêneros da publicística nós temos uma polêmica com vozes da atualidade e isso é trazido né Diferentemente do gênero céricos que vão ver o passado histórico aqui eu tenho uma publicística atualizada uma vou trazer vou discutir aquelas questões que dizem respeito a todos nós no momento em que nós vivemos
continuando na sua exposição é o Matinho vai retomar aquilo que nós já dissemos né que a sátila minipé ela pode incorporar outros gêneros ou serem incorporadas a outros gêneros ou seja ela tem uma grande plasticidade e aqui uma team comenta a respeito de três gêneros discursivos cognatos parecidos com a sátiram em pé e que podem ser integrados no site no minipédia um primeiro é diatribe que é um diálogo com interlocutor ausente então quando o sujeito fala com simula um diálogo mas o interlocutor está ausente esse procedimento que também permite a exposição da palavra do sujeito
permite o seu confronto com o sujeito Imaginário mas que pode ser um recurso é interessante porque embora eu nunca esteja de frente a um determinado sujeito eu Simone estar conversando com ele e isso me permite a ilustração até mesmo do meu próprio ponto de vista da ideia conforme eu a vivência temos o solebok que o diálogo consigo mesmo um homem e isso permite que nós acessemos o homem interior quem inacessível ao outro então quando o homem fala consigo mesmo quando em uma narrativa se focaliza auto consciência o diálogo do sujeito com ele mesmo nós conseguimos
olhar o homem pensando consigo mesmo expressando as suas próprias ideias isso também é digamos um ganho da representação literária observar como um homem pensa no seu diálogo interior como ele no seu na sua consciência na sua auto consciência ele traz para dentro de si outras vozes e dialoga com essas vozes como nós falamos por exemplo quando nós falamos raspa unicórnio quando ele está lá pensando nas vozes que ele ouviu da mãe da irmã de outros personagens com os quais ele dialoga no interior da sua autoconsciência temos o simpósio que esse diálogo dos festins em que
eu tenho uma grande liberdade em que eu conjugo Insulto com palavrão o sério como cômico uma um diálogo é de alguma maneira bastante livre porque ele está em uma festa ele está desamarrado das questões e das imposições sociais também pode ser de alguma maneira integrada satina segundo é o patinho Então essas são haverão um conjunto de repercussões da mini pé no romance dos Torres e de fato algumas nós já até vimos outras vão ser comentados por batimum decorrer aqui do problema satélites mas nós conseguimos ver então muitas dessas questões que batem bem comentando a respeito
do ele traz dessa importante desse importante estudo histórico que ele faz o desenvolvimento do gêneros discursivo e em que ele se volta até a antiguidade e até determinado gêneros do sério como e aquele destaca dois o diálogo socrático e a tática mini pay ele traz características desse gênero que ele vê reverberando que ele vem repercutindo que ele vê influenciando o romance Aí ele diz mas será que isso vem de uma memória subjetiva é o dostoiébs que que lembra do início desse gêneros não ele vai dizer isso faz parte da memória objetivo do próprio gênero Então
o que ele tá dizendo o próprio desenvolvimento dos gêneros cursivos o gêneros eles vão se desenvolvendo e guardando e mantendo em si elementos da arcaica elementos é do seu desenvolvimento histórico Então não é algo do autor mas é algo do próprio gênero que permanece e que pode ser modificada e atualizado como vai ser como vai acontecer aqui no caso do drive de todo modo Aí sintetizando essa primeira parte de sintetizando ou melhor finalizando essa primeira parte aqui do capítulo o que que vai dizer de todo modo apesar de todo esse influência da mini peia de
toda essa influência do Diálogo socrático de outros gêneros como romance de Aventura é necessário focalizar que um dostoiéps no entendimento bati Ele criou um gênero discursivo novo que é o gênero romance polifônico e por uma tinha polifonia ainda não estava presente na mini bem então ele traz uma série de características que são importantes que nós vamos ver repercutindo reverberando aparecendo Nos romances polifônicos Mas isso ainda não é a polifonia né esse novo modo né como nós já vimos comentando de conceber a posição do autor de colocação das ideias entre os personagens no diálogo com os
personagens para personagem a partir do asfalto consciência que é sempre inacabada então existem características do gênero né nessa história do gêneros que mostram as influências que chegaram ao Dostoiévski mas o dostoiébs que deu um arranjo novo a várias questões não só essas questões do gênero sache do minipé e do Diálogo socrático e do gênero cômodos que vão configurar a polifonia por isso vai dizer o que tinha aí no final que a mini peia ainda desconhece a polifonia bom então nesse vídeo nós falamos a respeito dessa questão do desenvolvimento histórico dos gêneros de como esses gêneros
que são trazidos lá desde a antiguidade eles acabam reverberando repercutindo na composição do romance perifônico Eu espero que você esteja gostando dos vídeos vai me contando aí se você está lendo se você está acompanhando de Onde você está que eu posso Universidade de curso você faz um grande abraço muito obrigado por Acompanhar até aqui e até o próximo vídeo