e aí e aí é uma vez que nós admitimos que ser homem é ser um animal racional nós temos que admitir tudo aquilo que constitui a razão universo racional faz todo um exercício para eliminar as contradições da vida das pessoas por isso que se criam as polaridades aí vem a separação de mente corpo a separação mais rígida dos gêneros porque uma vez que a gente classifica uma coisa como sendo ar e outra coisa como sendo b ela não é ser ela é a e ela é bebê por que que a sociedade ela teme a contradição
porque a contradição é o campo da emoção ea emoção é aquilo que não é controlado são os desejos é o desconhecido ea arte de certo modo traz esse medo para a sociedade porque a arte quando ela apresenta um desconhecido o até então nunca mostrado ela causa um choque e e eu sempre fui uma criança muito andrógina quando eu entrei no balé clássico isso quando era ainda jovem a minha professora de balé notou que eu não me encaixava na turma masculina de balé não conseguia fazer os autos mas eu me encaixava na turma feminina então ela
teve a sua sensibilidade me colocar na turma feminina eu me dei muito bem e fazendo balé clássico eu era completamente apaixonada por esse universo então eu comecei a prestar as provas para ser uma bailarina clássica profissional no brasil cabeça para fazer o drt e na época eu não pude tirar o drt e hoje eu também não poderia porque o drt ele é uma prova que é aplicada conforme o gênero e aí eu tenho uma parte da minha família que mora na inglaterra uma ti dois primos que moram mais de 20 anos e essa minha prima
ela disse porque você não vem passar um tempo aqui foi ela que deu a ideia então de prestar uma prova de admissão por hora ballet de londres no da qual eu passei e foi admitida só que quando eu chego no royal ballet de londres eu a notícia de que eu só poderia participar do corpo de baile e não poderia acender os cargos em de solista na em primeira segunda bailarina que são os cargos mais altos então eu concluir a minha na minha formação em balé e decidiu fazer outra coisa da minha vida porque eu sempre
fui muito ansiosa então em função disso também de ter sofrido esse entendimento de gênero e tem abandonado balé e isso se tornou matemática para o meu trabalho porque foi só a partir disso o que eu comecei a me dar conta de o quanto o fato de eu ser uma mulher transexual e aí o artista transexual influenciavam nesses temas da arte me descobri como artista foi algo que foi o longo dos anos à medida dos trabalhos que eu fui fazendo no balé clássico você você não é convidado a criar nada você só reproduz e eu tinha
uma necessidade de criar então eu fui fazer a performance porque eu tive uma formação de corpo e e queria utilizar aquela minha formação corporal quando eu era adolescente oficial é pura e aí então tudo aconteceu muito junto porque eu não parei de fazer performance não parei de fazer pintura começa a fazer escultura agora já fiz muito instalação no passado agora tô começando a voltar a fazer também o suporte para mim ele não é o elo central por onde giro o meu trabalho meu trabalho ele nasce de conceitos de ideias e aí eu vou buscar o
suporte que melhor se encaixam para representar aquela ideia materializar aquela ideia aquela coisa aquilo que eu quero comunicar mas eu não tinha uma concepção muito clara para mim do que era o celular tiça isso é artista é comunicar só que ele quer comunicar o inexistente então você artista é aquele sujeito aquela pessoa que comunica para a sociedade alguma coisa que ainda não existe pode ser uma ideia pode ser um modo de enxergar algo que já existe no mundo mas de uma maneira diferente é esse é o trabalho do artista não é para isso que a
arte serve e vem como um complemento ela vem como uma possibilidade de leitura do real de uma maneira diferente até então nunca vista a minha maior preocupação meu maior medo de não ser reconhecido em vida é de não ser registrada na história é por isso que eu venho lutando e é por isso que eu escolhi ser artista para escrever o nosso não é o meu nome o meu nome ele vem como representante dos outros e eu escrevo conseguindo escrever o meu nome eu consigo escrever os as outras por consequência essa tecla vai ter que ser
batida até o final da minha vida porque é o mesmo tempo que existem pessoas que se interessam em contar e registrar a minha história existem pessoas que estão apagando ela apagaram livros de história ao longo da humanidade apagaram dados sobre pessoas lados importantes sobre pessoas ao longo da história embranqueceram pessoas existe um problema na filosofia da chamada de problema da identidade eu olho uma fotografia mim e o que que faz com que eu reconheço aqui naquela foto aquele bebeu aquele adolescente a l de hoje se todas as minhas células corporais já mudaram o que que
permanece de mim que faz com que eu me reconheça como sendo essa pessoa como existindo enquanto ele e aí os outros também me reconheçam é a história é o que um filósofo chamado o povo e quero chama de narrativas são as histórias que eu contei a respeito de mim e principalmente depois que eu morrer as histórias que os outros contaram ao meu respeito se não houver narrativas se não houverem histórias para serem contadas e a existência acessa a pessoa desaparece ela deixa desistir