[Música] vamos trabalhadores agora na favela mas não são vagabundo todos nós que moramos em comunidade nós somos tratados todos como bandidos [Música] eu moro na favela desde quando eu nasci eu vivo na crise desde quando eu nasci [Música] uma pessoa da zona sul e uma da favela [Música] querendo ou não nós aqui nós somos muita potência né [Música] [Música] constrangimento pedagógico para lidar com racismo é uma das inovações de preto Zezé produtor cultural escritor e Presidente Nacional da CUFA a central Única da sua velas organização presente no Brasil inteiro e em mais 28 países Preto
Zezé o nosso convidado hoje porque conhecer melhor a luta mas também a potência criativa cultural e de negócios das favelas pode nos ajudar a entender que o Brasil é este com 200 anos de independência [Música] nas favelas do Futuro As crianças brincam na rua sem serem atingida por qualquer tipo de bala perdida as mães ficam tranquilas Pois sabe que seus filhos chegarão em casa com vida polícia naquela favela nem existe mais desigualdade além não se encontra todos têm um lugar na sociedade que tanto ele foi negado nessa favela se deu por Tantas lutas contra o
sistema de opressão [Música] Zezé que Brasil é este com 200 anos de independência e se reconhecer o que ele se 200 anos de independência O mais grave é que para trás nós temos 388 Anos de Escravidão e uma parte da população foi literalmente aleijada de tudo o estado brasileiro interview criou leis para que essa população continuasse excluída até hoje a relação com o estado brasileiro É muito problemático muito dificultosa a presença do estado brasileiro nos território onde essas pessoas moram que são as favelas ela é extremamente precária como serviços que chegam e é muito marcada
pelo uma lógica de violência Principalmente quando você ainda vem através de forças policiais policiais eles que fazem parte desse mesmo território mas contraditório ainda e que essas forças policiais inclusive são as que mais matam que mais morrem amando do Estado então o Brasil vamos resolver a nossa crise de identidade e aí começa a Perceber com outro olhar que não seja somente de gasto molhar que não seja só de carência de fragilidade e dificuldade Apesar delas existirem mas existe lá muita gente construindo nessa situação precária soluções e saídas para o Brasil ninguém absolutamente ninguém mora em
favela porque quer o que eu defendo aqui é cultura não estrutura porque bom estrutura todo mundo quer essa mudança de olhar passa por onde nós temos 17 milhões de pessoas que produzem uma riqueza no seu poder de consumo de 180 bilhões que corresponde ao PIB do Paraguai da Bolívia junto então se você começar a mudar esse olhar que aquelas pessoas produzem riqueza aquelas pessoas que constrói a riqueza que está ao redor do que a gente olha o prédio mais bonito a comida mais gostosa do restaurante mais bonita que a gente investe são feitos por mãos
de pessoas que vende esses lugares a gente começar a ser um país realmente justo democrático e Olhar aquela Democracia é o poder da maioria essas pessoas urgentemente indenizadas pelo processo que o estado lhe retirou os direitos ela precisam ser apoiadas pelas suas iniciativas principalmente a pessoa não ter garantias de uma vida digna para ter autonomia e fazer o Brasil olhar para si e para o que o Brasil construiu como ideia de país que esse Apartheid como uma coisa que não é permitida Mas naturalizar as coisas que são in naturalizáveis digamos assim né então acho que
o olhar passa por uma mudança de que a política não é uma coisa só de partido de eleição e de política tem que fazer política Todo dia você fala muito em protagonismo protagonismo ao conceito muito caro para você olhar Renato nós somos um país que chega agora 200 anos de independência os seus 522 anos produzindo mais proteína no mundo um dos maiores produtores de grãos e tem 33 milhões de pessoas que não deram o que comer para seus filhos agora na hora do almoço então isso não pode a gente não pode aceitar que isso seja
uma nação não pode aceitar que esse modelo seja um projeto de país um projeto de país será quando todos os cidadãos homens e mulheres tranquilo não passar em fome ter garantido seus direitos no momento os 200 anos de independência serve para a gente olhar de que a gente tá Independente de que precisamos ser independente de não ter fome desemprego falta de educação e potencial nós temos clima nós temos gente inteligente nós temos diversidade nós temos e precisamos inclusive entender que as saídas desafios brasileiros elas passam por inteligência alternativas são apojadas aqui mesmo no Brasil acho
muito bacana no interlocução que a gente faz com a Europa os Estados Unidos com a China com todo mundo no planeta mas é preciso entender que o Brasil com as condições que ele tem só existe aqui então nós fizemos uma apostar nisso é homens e mulheres são capazes de construir um outro Brasil mais justo e mais Digno mas sim a gente vai ser independente na prática de tudo que nos amarmos até hoje e quais são essas potências resiliência é um ponto capacidade de Inovar e criar e produzir soluções e eu acho que essa coisa da
colaboração da Solidariedade é uma coisa fundamental que alguns item mas se você mergulhar você vai uma capacidade enorme realizou a expo favela e você tem mais de 20 mil pessoas inscritas somente de favela produzindo de um tudo da tecnologia da moda do alimentos limpos da questão da educação da Inovação da comunicação ou seja uma gama Universidade dessas potências que a gente já sabe que existe mais que até então não tem uma visibilidade e quando tinha não estaria o destaque devido Então você leva palco do WTC que é o epicentro do acontecimento das grandes corporações levar
as grandes corporações para lá para elas estarem de igual para igual dialogando isso já produzir um diálogo necessário para a gente juntar as potências inteligências do Brasil e realmente nos construir como nação sem ser essa ilha e desigualdade cercada de racismo e mágoa por todos os lados a ação da culpa ganhou muita visibilidade e foi fundamental para garantir segurança alimentar para milhões de pessoas no Brasil como foi essa articulação Como a Culpa rapidamente com dois meses de pandemia já tinha conseguido milhões de cesta básicas para doação e tá articulada no Brasil inteiro já existe a
mais de 24 anos na do Brasil no jatoavamos com uma agenda de empoderamento de negócio desenvolvimento de Economia na base da pirâmide essa coisa de cesta básica e recolher doações é inédita na história dessas mais de duas décadas nossas em que a gente existe a gente nunca fez a tipo de atividade pelo contrário nossos eixos básicos são formados liderança na sua velas produzir ações que transformam aquele ambiente e produzam lá uma agenda positiva e levar uma agenda de interesse para dialogar com o setor público privado até então essa tinha sido a nossa base quando vem
uma pandemia a gente acabou se tornando devido essa presença nos 26 estados Distrito Federal e muitas favelas a interface entre grandes empresas que queriam doar para quem mais precisava e as pessoas que mais precisavam estava desesperada e muitas vezes sem ser atendida nem sequer pelo poder público precisavam de ajuda então a culpa nessa interface que está presente ela foi adicionando uma capacidade enorme de logística e gestão ela foi adicionando e ampliando o seu número de liderança demais e aí a gente acabou virando esse grande movimento que a partir dessas vivências práticas dessa presença real na
favela dessa ação que já se desenvolve construindo uma plataforma uma agenda de propostas ideias a partir desse território a partir das solução que já existe para apresentar para o país aí virou essa coisa enorme que virou a culpa nós somos a maior organização de favela do planeta com pessoas negras à frente mulheres principalmente jovens como é esse modelo que permite essa capilaridade o modelo consiste em encontrar a lideranças aí cada líder de estado mobiliza a liderança das favelas Leia ali um perfil a uma prioridade para pessoas negras para não virar uma instituição de pessoas legais
que vão fazer coisas para os pretinhos da favela é há uma prioridade uma decisão Nossa derações serem de homens e de mulheres fazendo negócio de uma porta para mulher isso não é assunto Tá decidido encardi homens e mulheres e principalmente que tem um trabalho de base no território porque as respostas vem de lá e apesar de uma diferença de uma favela do norte do Brasil do Sul do Brasil as diferenças elas acabam se encontrando como uma coisa positiva na medida que apesar diferente os perfis de favela as agendas são comuns as soluções também então eu
acho que essa capilaridade ela vai aumentando na medida que o cidadão a cidadão de favela começa a ver na CUFA um sentimento de empoderamento uma visibilidade positiva um trânsito direto com o poder um diálogo direto com as instituições que decidem ele começa a entender que a favela não tá mais ali como coadjuvante da sua própria vida mas como protagonista do seu próprio destino das suas mudanças Qual é a maior dificuldade para mudar essa pauta né para colocar de igual para igual para fazer com que seja Vista externamente a favela Como você gostaria que fosse visto
de um projeto Se você olhar a fome por exemplo eu já passei fome já comi lixo em resto de supermercado já trabalhei na rua quando criança a fome não é só uma dor física a fome ela corrompe ela coloca em cheque a ideia que eu tenho de comunidade que eu pertenço a uma sociedade de que eu pertenço a um grupo porque na medida que eu tô aqui com fome 2022 sem ter que dar para os meus filhos e para minha mulher e tem uma para querer o supermercado cheia de comida os restaurantes todos lotados o
país produzindo comida para dar para o mundo inteiro e a gente tem 33 milhões de pessoas passando fome isso corrompe essa ideia então acho que essa naturalização de tragédias e de achar essa desigualdade como uma coisa do acaso ela atrapalha que a gente naturaliza isso intervenha com políticas públicas intervento engajamento de sociedade para mudar essa realidade quando você olha política você vê constante é a política se resume para a sociedade como você ir para uma urna e votar embora por isso que as pessoas esquecem quem votaram que as pessoas brigam mais pelo seu time de
futebol do que pelo pela política pelo candidato por isso que eu tenho ideia distorcida do Estado porque o pouco serviço que chega é ruim e muitas vezes chega violento chega a limpar punir para montar para tributar mas não devolve o que recolhe o estado brasileiro para a maioria da população que faz o cidadão de favela gastar mais dinheiro do que os estudantes classe média que tá lá sua o arborizada O esgotamento feito saneamento ali a limpeza passando a segurança Então isso é uma distância da política e o outro é alta concentração de riqueza de oportunidade
da mão de povo se a gente não conseguir socializar riqueza Todos nós temos que conviver com grande tragédias isso aí é muito ruim para todo mundo ela tá pela presença do estado na favela em outro formato que não seja segurança que não seja somente segurança porque a segurança também necessária uma mãe que tá hoje com seu filho na rua ela tá com medo no território mandado por homens armados ela tá com medo da violência a comida da violência da própria polícia que pode confundir seu filho com alguém que está pertencendo a um grupo criminoso né
a gente já viu isso pessoas estão levando um guarda-chuva e leva um tiro que achava que era um fuzil crianças estão indo para escola e leva um tiro por causa de operações policiais é guerra de grupos armados que levam a vida de inocentes são as pessoas estão muito preocupadas com a segurança mas oprimidas marcar o meu senhor eu só sou um sonhador mas enquanto a cor de pele foi mais importante que o brilho nos olhos da Vera guerra e dor que nós temos que ver um modelo de segurança que vá para além de munição efetivo
viatura e prisões aí sim nós vamos estar discutindo a segurança pública como conceito muito maior que não essas conceitos de guerra de enfrentamento que só tem gerado derrotas e baixas de todos os lados é uma guerra sem vencedores onde os famosos são pretos e pobres sejam Fardados ou não no seu livro das quadras para o mundo você diz que não vê mais sentido na guerras drogas você pode explicar isso para a gente também é muito utilizado o argumento da polícia numa favela porque vai enfrentar o tráfico de drogas a gente sabe que na favela não
tem banco para lavar dinheiro a gente sabe que na favela não tem laboratório para produzir droga ele sabe na favela não tem fábrica de armas elas chegam nas estruturas de poder real lá é um Varejão um monte de barraquinha tá e você aprende um moleque para na televisão expõe para polícia né que amanhã vai ter que falar de novo aí é uma Angélica [Música] e agora com esse ciclo de corrupção de grupos armados que vem aqui dentro da Prefeitura de estado as armas estão pegando uma favela e vendida para outra a droga é aprisionada e
vendida para outra então o círculo vicioso que vai correndo a sociedade e o argumento dessa guerra contra as drogas e essa guerra Inclusive tem matado mais do que as próprias drogas Então essa lógica de guerra e aí é lógico também a comunicação que se faz para que isso chegue no cidadão mais assim porque a mãe realmente tá com medo do filho você fala ilegalizar maconha numa favela ou se ele entra no Google aí não tem passeata da maconha porque ela não é prioridade tá falando maconha em todo lugar da cidade só que há uma criminalização
de um fumantes e outros não isso está a ver com racismo com a situação de classe porque usa droga em lugar seguro fuma maconha no seu preguinho no seu condomínio a sua festa regada na sua rede não tem problema nenhum agora dentro do baile funk vira uma coisa criminosa monstruosa Então é isso preconceito esse racismo e essa opressão de classe que tem que mudar e aí esse argumento de guerra contra as drogas ele é ineficiente não tem vencedores só perdem todos perdem perde a sociedade perde a favela foi com mais água da polícia a polícia
com mais jogos da favela e como é que muda isso Zezé porque em várias entrevistas você fala dessa questão né de que o estado democrático de direito ele não existe na favela que você corre o risco de ter a sua casa invadida de apanhar ou até de morrer só por morar onde você mora uma coisa que é impensável por uma família de classe média no Brasil a gente tem que mudar a naturalização disso porque não é justo a sociedade disponibilizar quando invade uma casa no Leblon mas na favela pode matar 26 entrar e matar e
não dá nada a sociedade legitima a gente quer botar a culpa no policial do Governador no comando do batalhão nos soldados que foram lá mas eles agem legitimado por uma sociedade que muitas vezes até concorda com isso você vê os comentários na rede não mas alguém não estava deve ser suspeita ele tá envolvido como se tivesse pena de morte para te ajudar e matar eu acho que a primeira coisa é uma a gente tem que fazer uma discussão de segurança de que eles são trabalhadores da Segurança Pública de que esse cultura que incutiram no profissional
de segurança de Seu Herói da Pátria o Salvador e que ele acaba entrando no nicho de segurança sossego de desconfiança e ao mesmo tempo de precisão com que a sociedade precisa dele mas não quer que ele haja daquela forma isso leva para dentro do policial um desgaste enorme Porque ele vai ter que dar conta de realidade que não tem a ver com um cara que tá alcoolizado batendo na mulher precisa ter política de controle de circulação do alvo e não venha me dizer ah porque que vai fechar um bar na favela é o cara da
favela que tem enxacado e saiba bater na mulher na classe média bate mas escondido não dá para ninguém ver os mecanismo também mas você precisa construir essa ideia de trabalhador da Segurança Pública por exemplo um cara um usuário de crack que tá roubando não é um problema de segurança pelo menos de saúde Só que bota a polícia para cuidar Cracolândia joga pra polícia problema é tudo joga não tem como esse super-homem dar conta e ele se frustra ele se sente sobrecarregado ele passa ao invés de garantir e proteger a vida ele passa legitimar e perpetrar
e executar um plano de morte naquele território [Música] [Música] [Música] sobre políticas públicas a culpa defende a adoção de uma renda básica esse projeto passa pelo congresso como é a articulação política da culpa nesse sentido reunir todos os senadores que estão eleitos pelo voto popular logo estamos aí para decidir leis produzir orçamentos que tem receita que são de recursos da sociedade então para nós é importante conversar com todos eles e todas as posições que foram votados quando um senador vota um projeto para um hospital ou para uma renda básica ele não volta um projeto para
os eleitores que votaram nele e tira os que não voltarem volta um projeto para a sociedade como um todo então para nós tá muito claro isso e a gente está na casa do Poder dialogando pautando colaborando com propostas de execução é a função da CUFA de defender a agenda da sociedade porque Inclusive eu vou ao Senado nesse ano mas daqui a oito anos Talvez os senadores sejam outros inclusive então eles são transitórios de passageiros a nossa agenda que tem que ser pautada todos os dias junto ao congresso nacional ao Senado ela é permanente necessária no
livro das quadras também você conta de um de um momento que você participou de uma mobilização para impedir a destruição de um espaço público né um espaço de lazer e Isso acabou se tornando um grande projeto social que depois foi incorporado pelo governo estadual multiplicado no estado inteiro nós conclusões desse desse Episódio são muito interessantes né E uma delas é como os movimentos sociais não se deixarem apropriar pelos partidos políticos como você vê isso hoje se a gente não conseguir distinguir o que é uma agenda da sociedade e que é uma agenda dos políticos da
eleição corre o risco da gente viver o tempo inteiro correndo para eleger político da nossa preferência ou para derrotá-los e a agenda a sociedade Fica no segundo plano quando eu tenho claro que agenda da sociedade é o que é importante que ela só vai acontecer se eu me engajar aí fica claro que os políticos são nossos funcionários são operadoras das nossas decisões são pessoas que encaminham os consensos que nós construímos então é preciso ter claro isso porque senão o que que vai acontecer agenda da sociedade passou a ser uma coisa da conveniência dos políticos dos
partidos você submetida as suas questões eleitorais os seus interesses partidários e a gente fica a ver navio quando na verdade eles são discutindo os interesses dele e isso é da política a gente também tem que ser tão político quanto indiscutir os nossos interesses o conceito de constrangimento peda para lidar com racismo o racismo brasileiro ele é o mais sofisticado do planeta se você perguntar na sua sala aí juntar 50 pessoas 10 20 Pergunta a gente quem acredita que existe raciocínio no Brasil todo mundo vai concordar que ele existe se você perguntar para as pessoas gente
aqui quem é racista ninguém vai levantar a mão isso é em qualquer classe em qualquer grupo qualquer grupo político qualquer grupo religioso de escola empresa de trabalhadores porque porque é um fenômeno que estourou as relações sociais na sociedade estruturalmente e ergueu a partir de conceito científico que a universidade ajudou formar conceitos jurídicos que as leis foram criadas pelo Estado elaborar e pela política de Estado então resultado disso eu descubro que eu sou preto porque teve um apagamento na memória construção de identidade problemática quando eu descubro é uma série de traumas de fantasmas e de memória
extremamente dolorosas Porque eu sei que você não nasce Você que sabe o que é negro e aí eu venho trauma Eu tenho dois também para seguir Obrigado todos os dias que eu vou enxergar um monte de lugar que eu não enxergava ou criar estratégias para que a minha saúde mental ela pelo menos sobreviva essa turbulência e ao mesmo tempo eu não me aumenta que intervir na agenda de racista então desenvolveu o mecanismo do racismo do constrangimento pedagógico no sentido de que a gente além da punição algo que aprende o racista legal prende pune mas o
racismo continuo solto E aí a gente tem que mudar a mentalidade dos valores Quando nós vamos superar Não quero viver no mundo em que o meu filho José meu pandinha ele vai vivendo o mundo com medo para parar de andar tem que levar o documento das pessoas não frequentar teus ambientes porque ele tem medo de ser discriminado isso impõe uma um tormento mental sem limite para pessoa negra no Brasil Então quando você vê diante disso porque quando tem bicho eu vou viver minha vida e como eu transmite muitos lugares que as pessoas só vê preto
como que é o principal legado da escravidão é perceber pessoas pretas somente em lugar de Servidão Então você chega num lugar de poder o cara acha o café que tu é o cara do vale só vou pegar essa situações e começar a aplicar alguns procedimento pedagógico falei do valete aí eu fui no restaurante de São Paulo para fazer ilustrar e eu tava lá sabendo que eu entrego todo dia num carro ali bonito tal carro sofisticado e deixa o carro não vou comer volto já sei para não ser confundido com os cara do Vale acho que
a Malhação negão parecido comigo e vou me destacando para longe eu tô com vestido também diferente e tal como um blazer ali uma roupa legal mas estou vendo ali e falando no meu Zap e vendo se alguém vem para cima de mim homem não cair nesse lugar só que aí eu vi um cara que tava procurando um cara do Vale tinha ele olha eu fiquei posta será que esse cara vai vir em mim eu não acredito aí tinha um vídeo na frente do restaurante pelo vídeo ele vem vindo na fila aí Renato eu me afastando
para que ele não viesse para mim encontrar se o cara não vale tinha dinheiro ele vem vindo aí ele olha para mim e vem no meu rumo ele nem me dá ele nem me cumprimenta ele não dá boa tarde ele não fala nada simplesmente pega no meu ombro que eu tô de lado ele diz ó pega meu carro ali ele me entrega o papelzinho do Vale aí eu falei chama ele de volta não vou pegar teu carro não aí o cara porque eu não Dirigi o carro de menos de 400 mil reais desse cara Correu
para frente com o carro todo vermelho que ele era Branco assim ó gostei dele vermelho pedindo desculpa pelo amor de Deus que aquilo nunca mais vai acontecer com o erro mesmo que ele cometeu mas ele não queria fazer aquilo não foi intenção foi intenção mas fez na prática Então para que uma forma de pedagógicamente constrangê-lo nunca mais esse cara vai para um valet e tem um comportamento desse tipo eu tenho certeza isso é o constrangimento pedagógico muito obrigada pela entrevista foi uma alegria poder conversar com você aqui um abraço para todo mundo [Música] [Música] na
favelas do Futuro As crianças brincam na rua sem ser atingida por qualquer tipo de bala perdida as mães ficam tranquilas Pois sabe que seus filhos chegarão em casa com vida os jovens estudam nas escolas públicas com os melhores ensino de qualidade emprego de carteira assinada com todos os seus direitos para não precisar passar necessidade polícia naquela favela nem existe mais por conta da criminalidade que acabou há muito tempo desigualdade além não se encontra todos já tem um lugar na sociedade que tanto ele foi negado Preto andamos com o carro do ano a roupa da moda
sim olhares estranhos e pensamentos preconceituosos nessa favela se deu a criação por Tantas lutas contra o sistema de opressão