[Música] [Música] Salve salve queridos alunos. Eu sou o professor Sérgio. Vamos dar continuidade ao nosso curso de farmacologia.
Na aula de hoje veremos é os inibidores da parede celular, destacando principalmente os betalactâmicos. No final da aula, falaremos um pouquinho também sobre os glicopeptídeos, OK? Então, nessa aula, nós descreveremos as características gerais dos antibióticos betalactâmicos.
Também vamos discutir as penicilinas com relação a algumas características como eficácia, segurança, espectro de atividade, mecanismo de ação, indicações de uso, administração e resposta terapêutica. Também falarei sobre as diferenças entre as penicilinas e espectro ampliado. Vamos descrever as características das drogas inibidoras de betalactamase.
Discutir as diferenças e as semelhanças entre as céfalosporinas e as penicilinas. Também falaremos sobre as diferenças das cfalosporinas com relação às características como espectro de ação, indicações e efeitos adversos. E no final da aula falaremos sobre os mecanismos de resistência aos betalactâmicos e também as reações de hipersensibilidade aos betalactâmicos, que são reações que importantes, né, do ponto de vista clínico.
Então, nessa aula, né, nós vamos falar, vamos falar antes de iniciar a aula propriamente dito, né, nós podemos ver nesse slide os diversos mecanismos de ação dos antibióticos. Alguns antibióticos podem agir inibindo a duplicação cromossômica ou inibindo a transcrição. Veremos, teremos aulas sobre isso.
Os antibióticos que conseguem impedir que a bactéria consiga se replicar, consiga duplicar o seu material genético, consiga passar as informações genéticas paraas gerações futuras. São antibióticos importantíssimos. Alguns antibióticos também agem inibindo enzimas que produzem substâncias essenciais ao metabolismo.
Também teremos aula sobre isso. Algumas bactérias produzem substâncias que são importantes paraa sua sobrevivência e alguns antibióticos conseguem inibir enzimas que são responsáveis pela síntese dessas substâncias. Serão vistos em aula futura.
Também veremos antibióticos que promoverão dano à membrana plasmática da bactéria, destruindo a membrana plasmática e consequentemente destruindo o trânsito entre o espaço intracelular e o extracelular. No quarto mecanismo de ação, também veremos antibióticos que vão inibir a síntese de proteínas das bactérias, importantes como estrutura, mas importante como vias catalíticas também, como vias metabólicas. E veremos nessa aula aqui os antibióticos que vão inibir a síntese da parede celular.
A gente vai ver a importância da da parede celular e como é que esses antibióticos conseguem inibir a síntese dessa parede. Tudo bem? Então, vamos começar falando sobre os betalactâmicos.
Uma classe de antibióticos importantíssima e que vão exatamente inibir a síntese da parede celular. Quem são esses betalactanos? São quatro antibióticos que a gente pode chamar de betalactâmicos.
As penicilinas, os monobactâmicos, os as céfalosporinas e os carbapenemos. E por que que eles se chamam betalactâmicos? Porque eles apresentam na sua estrutura esse anel, um esse anel comum a todos eles.
Esse anel aqui que apresenta quatro vértices, é um quadrado, né? e que apresentam como heteroátomo aqui esse átomo de nitrogênio. Esse anel é chamado de anel betalactâmico, é encontrado em penicilinas, é encontrado em céfalospurinas, é encontrado em monobactâmicos e também em carbapinos.
Todos eles apresentam esse anel betalactâmico. E esse anel betalactâmico, ele é essencial mecanismo de ação desses antibióticos, no caso, inibir a síntese da parede celular, tá certo? Então, vamos falar inicialmente sobre as penicilinas.
Vamos falar sobre cada um isoladamente, mas vamos começar pelas penicilinas. Bem, as penicilinas ou a penicilina, primeira penicilina, penicilina G, ela foi descoberta em 1928 pelo célebre bacteriologista Alexander Fleming. Ele descobriu quando trabalhava no hospital St.
Maris em Londres. E ele descobriu meio que por acaso, pelo menos a história conta simu pelo acaso. Ele era um bacteriologista, ele trabalhava com culturas de estaflococos.
E ao semear uma dessas culturas, né, ao cultivar em meio de cultura, ao deixar essas bactérias crescendo overnight durante a noite toda, ele observou que no dia seguinte havia crescido um fungo. Um fungo que depois ele classificou como penicílium. Nós podemos ver que o fungo, ó, fungo cresceu e isso estragou, infelizmente, eh, ou felizmente, né, estragou o experimento do Alexander Flem.
Mas Flem, muito perspicaz observou que as colônias de bactérias não cresceram igualmente durante não cresceram igualmente em todo meio de cultura. Nós podemos observar que algumas dessas colônias elas eram grandes, elas eram vivas. Nós podemos observar que essas colônias aqui elas eram muito maiores, por exemplo, do que essas colônias aqui.
Isso foi concluído por Alexander Flemnias que apresentavam inibição de crescimento. As bactérias cresceram, mas cresceram de forma inibida. E ele atribuiu a isso a produção de substâncias que foram eh liberadas pelo fungo e que inibiram o crescimento da bactéria ao redor do fungo.
Por que que ele atribuiu o crescimento inibido pela produção de substâncias que foram, né, eliminadas pelo fungo? Principalmente porque as colônias ao redor do fungo ou não cresceram ou cresceram de forma muito inibida. Ao contrário daquelas colônias que se afastavam do fungo, onde o crescimento foi exacerbado, foi um crescimento normal.
E ele imaginou que a difusão desse antibiótico próximo da colônia, próximo do fungo inibiu as colônias e distante do fungo inibiu de forma muito mais modesta essas bactérias. Mas Alexander Flemen deixou de lado seus experimentos com bactérias e começou a estudar esse fungo penicílio. E desse fungo foi isolado a penicilina, certo?
Então, a penicilina ela apresenta dois anéis, como nós podemos observar aqui. O anel A é o anel tiasolina. O anel A é o anel tiasolina.
Nas penicilinas ele é um anel pentagonal com átomo de enxofre. Aqui nascefalosporinas a gente vai ver que é um anel hexagonal. Então, apresenta, além desse anel tiasolina, o anel B aqui, que é o anel betalactâmico, que a gente já tinha visto, que é característico das penicilinas, característico também das céfalosporinas, dos carbapenêmicos e dos monobacticos.
Mas o que é que diferencia uma penicilina da outra? O que vai diferenciar uma penicilina da outra é o que vem aqui. Esse radical R é que vai diferenciar uma penicilina da outra.
Então, toda penicilina vai apresentar um anel tiasolina, vai apresentar um anel betalactâmico e vai apresentar um grupamento R que vai ser diferente, como nós podemos exemplificar nessa tabela. Então, nessa tabela, a gente pode verificar que a gente tá vendo aí alguns exemplos de penicilinas diferentes e seus grupamentos RS, né? penicilina G, por exemplo, vendo aqui, ela apresenta aqui um metil ligado a um grupamento benzeno.
Esse grupamento R, ele veio produzido pelo próprio fungo, ou seja, penicilina G é aquela penicilina natural, aquela penicilina que foi produzida pelo fungo penicílio. As principais características desse dessa penicilina é que ela não apresenta resistência a uma enzima importantíssima de defesa de algumas bactérias, que é a penicilinase. Vamos entender como é que a penicilinase age, mas esses antibióticos, a penicilina G, ela não é resistente à penicilinase.
Também uma outra característica da penicilina G é que a sua absorção por via oral é muito pobre, é muito fraca. Ela não é administrada por via oral, ela é degradada por vi oral. A gente vai entender isso também.
Penicilina V é um outro exemplo de uma penicilina também. Ela é derivada da penicilina G com a inclusão desse grupamento aqui, o oxigênio. Esse oxigênio transformou a capacidade de absorção por vi oral da penicilina G que era pobre em boa absorção por vior oral, muito embora não tinha resolvido o problema da não resistência betalactamas.
A medicilina, um outro exemplo de penicilina, o grupamento R, esse grupamento aqui, um benzeno ligado a grupamentos éter ligado a metil, torn deu para deu para meticilina a capacidade de ser resistente a betalactamase, resistente a penicilinase, muito embora tenha perdido aí a sua capacidade de agir por vioral. E finalmente aqui nós temos algumas penicilinas como a oxacilina, a cloxacilina e a dicloxacilina que apresentam esse grupamento aqui com substituintes em R1 e R2 e que apresentam as duas características que se queria resolver nas penicilinas, resistência beta lactamase, assim como boa absorção porvioral. OK, gente?
Então vamos classificar as penicilinas. As penicilinas são classificadas em cinco grupos. No grupo um, são as penicilinas sensíveis a penicilinas, são as penicilinas naturais.
benzil penicilina, que é a penicilina G, a fenóximil penicilina, que é a penicilina V, e a carpenicilina pertencem a esse grupo. São penicilinas que, infelizmente, não conseguem ser resistentes à betactamasia, penicilinase. Então, as bactérias que conseguem produzir essa enzima degradam muito facilmente a penicilina.
O grupo dois são as penicilinas que são resistentes à penicilinase. São exemplos a medicilina, nafcilina, oxacilina, dicloxacilina e cloxacilina. Veremos por que essas penicilinas conseguem resistir à penicilinase.
O grupo três são as penicilinas de espectro ampliado. São aquelas penicilinas que vão agir não apenas em bactérias grampositivas. A gente vai ver que as primeiras penicilinas agiam apenas em bactérias grampositivas.
as aminopenicilinas, que são as penicilinas e espectro ampliado, agem também em bactérias granegativas, são amoxicilina e ampicilina. O grupo quatro são as penicilinas antipseudomonas, são as carboxipenicilinas, tem esse grupo carboxila, né, esse grupamento ácido de carcilina e carbicilina. Elas conseguem agir sobre essas bactérias, as pseudomunas, que são bactérias que normalmente são resistentes a múltiplos antibióticos.
E o grupo cinco é as penicilinas de quarta geração. São as ureído penicilinas possuem esse grupo ureído, né, que dão nome à sua classe. As a azulcilina, meslocilina e piperacilina são antibióticos que pertencem ao grupo cinco.
São antibióticos que tm espectro bem mais alto, bem mais ampliado do que os as demais penicilinas. Bem, mas as primeiras penicilinas apresentavam alguns problemas inquietantes, alguns problemas de que não tornavam esse antibiótico amplamente usado pela clínica. São antibióticos que eram sensíveis ao ácido, né?
São antibióticos que ao serem administrados por vioral, o ácido clorídrico quebrava o anel betalactâmico. Sem anel betalactâmico, esses antibióticos, infelizmente, não tinham como agir. Então, as primeiras penicilinas elas não eram sensíveis ao ácido.
E aí não eram não eram resistentes ao ácido, desculpe. E não eram resistentes ao ácido. Por quê?
Porque esse grupamento H+ aqui, ele tem uma verdadeira atração por essa carbonila. Ao se ligar nessa carbonila, era produzido uma hidroxila, como nós podemos ver aqui, e o anel betalactâmico era desfeito. E aí perdia sua ação.
Por isso que penicilina G era administrar por oral e ela perdia sua ação. Infelizmente ela não tinha ação sobre, né? Não tinha boa ação quando administrado por via oral.
Também as primeiras penicilinas não são ativas em bactérias granegativas. A gente vai ver também porque que isso acontece e como foi resolvido, né, com a inclusão das penicilinas de amplo espectro. E a terceira característica, o terceiro problema das primeiras penicilinas é que as bactérias elas produziam betalactamases.
E as betalactamases, como a gente pode ver nesse outro, essa outra figura aqui embaixo, as betalactamases também quebravam aqui o anel betalactâmico. Sem anel betalactâmico, as penicilinas não tinham como agir sobre as bactérias. Tudo bem?
Então vamos paraa frente. Para resolver isso, foram desenvolvidas penicilinas semissintéticas. Quando a gente viu aquela figura sem o radical R, toda aquela estrutura básica do eh das penicilinas, aquela estrutura básica é chamada de ácido seis amino penicilinâmico.
Ácido seis amino penicilinâmico, que é o seisapa. Então, foram feitas reações químicas utilizando seis como base, já que ele é realmente a estrutura que tem atividade eh antibiótica. A partir dessa estrutura básica, foram feitas algumas reações químicas que modificaram quimicamente o seis e tornaram, né, inclusão de vários grupamentos como ácido carboxílico, cloretos, anidridos, cíclicos, né, grupamentos grandes e que tornaram as penicilinas deram pras penicilinas características importantes que não tinham nas penicilinas naturais.
Então, a gente pode dividir as penicilinas semisintéticas em penicilinas ácido resistentes, as penicilinas beta lactamase resistentes, penicilinas de amplo espectro e as penicilinas que são ácido e betalactamas resistentes. OK? Vamos falar um pouquinho sobre cada uma delas.
Primeiro, as penicilinas ácido resistentes. Vocês lembram por que a penicilina era sensível ao ácido? Ela era sensível ao ácido porque o ácido atacava o quê?
Atacava esse essa carbonila aqui, ó. o ácido atacava essa carbonila, o anel betalactâmico era desfeito e aí o antibiótico perdia sua capacidade de agir. Para resolver essa esse problema, foi incluído no radical R aqui grupamentos que tenham baixa densidade eletrofílica, ou melhor, desculpe, gente, grupamentos que tenham uma grande capacidade de atrair o ácido, que sejam altamente eletrofílicos.
Para quê? para que diminua a densidade eletrônica na carbonila do anel betalactâmico. Então, nós temos aqui ampicilina e amoxicilina são antibióticos que a gente sabe que são utilizados por via oral, são muito utilizados na clínica, principalmente para infecções de garganta, amoxicilina e ampicilina.
E eles apresentam esse radical aqui, esse grupamento. Se vocês observarem esse grupamento aqui, ele é eletrofílico, muito mais eletrofílico do que a carbonila do anel betalactâmico. O que é que vai acontecer?
O H+ do ácido clorídrico vai ser atraído para o grupamento amina da ampicilina e da amoxicilina e não para a carbonila do anel betalactico. Com isso, há uma preservação, uma proteção do anel betalactâmico. Mesma coisa acontece com a penicilina V.
A gente viu que a penicilina V, uma das características dela é que ela é resistente ao ácido. É a mesma penicilina G, só que resistente ao ácido. Esse esse oxigênio aqui é quem torna esse antibiótico resistente ao ácido.
Tudo bem, gente? Então vamos pra próxima classe. As penicilinas beta lactamas resistentes.
Que que acontece? A enzima betalactamasa, ela é capaz de romper o anel betalactâmico. Então, as penicilinas, a a betalactamas, ela rompe esse anel betalactâmico.
Para proteger esse anel betalactâmico da ação dessa enzima, foram desenvolvidas foram desenvolvidos antibióticos betalactâmicos que são resistentes a betalactamase. Então, no lugar desse grupamento R aqui, foram colocados grupamentos volumosos. como é o caso da medicilina, como é o caso da nafcilina, grupamentos volumosos e que impedem histericamente que a enzima betalactamase consiga reconhecer o anel betalactâo, destruir e abrir esse anel, certo?
Então, os antibióticos que são resistentes a beta lactamase, que são antiafilocósicos, né, também são chamados de antiafilocósicos, eles são resistentes porque o grupamento R é um grupamento altamente volumoso, impede o acoplamento da betactamase com o anel betalactânico. Vamos pra frente. Penicilinas, que são ácido resistentes e betalactomas resistentes.
Então, apresenta as duas características, gente, grupos volumosos e grupamentos eletrofílicos, ligado à cadeia lateral do ácido seis amino penicilâmico. Então, nós podemos observar na figura aqui, ó, que esse R aqui é o caso da oxacilina, cloxacilina e decloxacilina. apresenta além desse grupamento aqui volumoso que torna ele resistente à beta lactamas, apresenta também, ó, Y x aqui grupamentos como, por exemplo, o clorito que é altamente eletrofílico e consequentemente atrai mais o H+, o próton H+ do que a carbonila do antibiótico.
Também temos as penicilinas que de amplo espectro que são as aminopenicilinas, né? Por que que essas aminopenicilinas elas conseguiram agir não apenas em bactérias gran positivas, mas também em bactérias gran negativas? Então nós veremos mais adiante nessa aula que uma das características das bactérias grã negativas, elas apresentam uma segunda membrana plasmática, uma membrana plasmática externa.
E para acender a membrana plasmática externa, elas precisam atravessar um canal proteico chamado de porina. Só que apenas a os antibióticos ou apenas as substâncias que são eletrofílicas atravessam esse canal proteico. Aí entra as penicilinas de amplo espectro, as ampicilina e amoxicilina.
Então, foram incluídos nesse nesses antibióticos grupamentos, como por exemplo, esse grupamento aqui que apresenta um grupo que apresenta uma mina e que torna a piscilina eh mais eletrofílica e mais facilmente ela consegue atravessar a membrana plasmática externa e consegue, portanto, ter acesso à parede celular onde ela vai agir. Então, as penicilinas de amplio espectro, elas apresentam um caráter mais hidrofílico do que as eh do que as os antibióticos que não são eh de amplo espectro. Tudo bem, gente?
Bem, apesar desses antibióticos de amplo espectro serem fundamentais para algumas infecções, para debelar, para tratar algumas infecções, eles não são resistentes à betalactamase. E para resolver isso, foram incluídos os inibidores de betactamase, como é o caso do subactan, ácido clavulônico e tazubactan. São ácidos orgânicos, muito parecido com as penicilinas e que conseguem se ligar a betalactamase inibindo a sua ação, impedindo que a betalactamase consiga agir sobre o betalactâmico, rompendo assim o anel betalactâmico.
Nós podemos observar nessa imagem aqui a semelhança do ácido clavulônico, por exemplo, ó. Ó, vejam como ele é semelhante. Ele apresenta esse anel betalactâmico também.
Ele é um ácido, né? como nós podemos observar, e que ele consegue agir sobre a betactamase, assim como o subactã também, protegendo assim as penicilinas da ação dessa enzima. Então, são utilizados principalmente associados a eh antibióticos de amplo espectro, a penicilinas de amplo espectro.
A moxicilina, principalmente, são utilizados demais com os inibidores da beta. Nesse gráfico aqui, nós podemos observar a ação do antibiótico isolado aqui em vermelho, só a moxicilina, só o ácido clavulônico e associado ao ácido clavulônico mais hemoxicilina, a quantidade de bactérias reduzidas com o tempo é muito superior ao fármaco isolado, ao fármaco usado sozinho. Também foram feitas algumas modificações que alteraram a solubilidade das penicilinas, principalmente as primeiras penicilinas.
Primeiras penicilinas não eram utilizados por via oral. A gente viu isso, mas elas eram muito boas, muito importantes quando utilizadas por via parenteral. O problema das primeiras penicilinas usadas por via parenteral é que o seu efeito ele era muito pouco duradouro, por isso eles precisavam ser ter sua administração feita por durante várias vezes, né?
Então, por isso ah foram desenvolvidas formulações, associações da penicilina natural, da benzil penicilina com sais, sais que diminuíssem a solubilidade da penicilina. e que dificultassem a absorção parenteral dessa penicilina quando administrado, não, quando feita a sua administração intramuscular. É o caso, por exemplo, da penicilina ou da benzil penicilina associada à procaína, né?
Eh, ou da benzilenicilina associada à benzatina, que é benzetacil. Então, essa insolubilidade, esse sal insolúvel vai dificultar a absorção da penicilina por via parentinal. vai formar uma espécie de depósito, prolongando assim o seu tempo de ação.
Esse gráfico aqui mostra perfeitamente o que eu acabei de falar. Então, a penicilina G cristalina, tá aqui, penicilina natural, ao ser administrada por via parenteral, ela não pode ser administrada por via oral, ela possui um pico aqui de concentração plasmática, provavelmente aqui em torno de 2 horas. E ela é eliminada completamente após 4 horas após a sua administração.
Quando nós administramos a penicilina G com a procaína, o que é que nós observamos? Que o pico de ação acontece aqui próximo a 4 horas e que ela é completamente eliminada após 24 horas. Enquanto que a penicilina G benzatina, ela apresenta um pico, na verdade não só um pico, mas um platô aí em torno de a partir de 8 horas.
o seu platô é atingido e ela age aqui aproximadamente por 30 dias. 30 dias. Então isso é importante para que o tempo de ação do antibiótico ela ela perdure por mais tempo.
Mas aqui cabe uma observação. Nós precisamos observar se a concentração necessária para acabar com a infecção ela foi atingida. Vejam que nesse gráfico a penicilina G cristalina, apesar de possuir um tempo de ação menor, mas ela apresentam ela apresenta uma concentração máxima muito maior.
Maior o suficiente para quê? Para, por exemplo, ser utilizada para tratar um gonococo, não é isso? para tratar, por exemplo, outros outras infecções como pneumococo, como meningococo.
Quando nós utilizamos penicilina G procaína, nós diminuímos muito a concentração máxima atingida. E quando utilizamos a penicilina G benzatina, nós nós diminuímos ainda mais a concentração máxima atingida. Talvez essa concentração não seja suficiente para que haja eh para que seja efetiva contra algumas bactérias, contra algumas infecções.
Então, primeira coisa que devemos observar é qual a sensibilidade do da bactéria ao qual eu preciso tratar. Se a sensibilidade for superior à concentração máxima atingida pela penicilina G procaína ou pela penicilina G benzatina, infelizmente não é não vai ser eh possível tratar essa infecção com essas formas e de penicilina, mas apenas com a penicilina G cristalina. E aí a gente precisa utilizar administrações mais eh por mais vezes mais frequentes.
Então vimos penicilinas. Agora vamos ver as céfalosporinas. Vamos falar um pouquinho sobre céfalosporinas.
Então as céfalosporinas elas foram descobertas pouco depois das penicilinas em 1945 pelo professor italiano Giosep Brodson. Descobriu na Ilha da Sardia um fungo que crescia nos esgotos. um fungo chamado céfalospório acremônio, e que produzia uma céfalosporina que ele chamou de céfalosporina C.
Isso foi descoberto, né? Essa esse esse composto foi isolado em 1953 e apresentavam características importantes que leva traziam para esse antibiótico vantagens sobre as penicilinas como espectro de ação mais amplo, como resistência a ação das penicilinadas estaflocosas. Então essas esses foram os grandes ganhos dados pelas céfalosporinas.
Então em 1961 foi descoberto o núcleo que dava a característica das céfalosporinas, que é o ácido sete amino céfalosporâmico. A gente pode ver nessa figura aqui, ó, apresenta o anel betalactâmico e apresenta esse anel aqui que não é pentagonal como nas penicilinas, mas hexagonal. o mesmo átomo de enxofre aqui que as penicilinas possuem, mas é um átomo, é um grupamento, um ciclo hexagonal.
Então essas esse ácido sete amino céfalosporâmico deu origem a todas as outras céfalosporinas, né? Então, as modificações aqui em R1 são importantes para alterar o espectro de ação da céfalosporinas, para dar estabilidade às betalactamases, para melhorar a afinidade da molécula alvo. E as modificações aqui em R2 trazem por principalmente alterações na meia vida plasmática desse antibiótico.
Cfalosporinas, elas hoje são divididas em quatro gerações. Alguns dizem quinta geração, né? Vamos falar aqui de quatro gerações, mas vamos falar de um antibiótico que pertence à chamada quinta geração da céfalospora, tá?
Então são basicamente, classicamente falando, são quatro gerações. Vamos falar isoladamente sobre cada uma delas. Primeira geração das céfalosporinas representados aqui pelo céfadroxil, cefazolina, cefalexina e cefradine.
Nós podemos observar como características principais são fármacos que são administrados principalmente por vioral, né? Nós podemos observar aqui, ó, cefadroxil, cefalexina e cefradine são absorvidos ou são administrados por vioral. apenas a cefasolina é administrado por via parenteral.
Quais são as suas principais características? São estáveis frente ao ácido. Então, as céfalosporinas já nasceram estáveis ao ácido.
São estáveis algumas beta lactamas também já nasceram com essa característica. São ativos contra bactérias grampositivas. Essa característica é muito parecida com as penicilinas e são moderadamente ativo contra as bactérias granegativas.
Lembrem que as primeiras penicilinas elas não eram ativas contra bactérias granegativas. As primeiras céfalosporinas, as céfalosporinas de primeira geração, elas eram moderadamente ativas contra as bactérias granegativas. Céfalosporinas de segunda geração também apresentavam sua administração, principalmente por vioral, né?
Cefaclor, cefaprosil, sefuroxima e lorarbef são ministrados principalmente por vioral, né? Quais são as suas características? Elas são mais potentes contra bactérias granegativas, principalmente as enterobactérias, ecoli clebziela, proteus.
Algumas têm boa ação contra patógenos respiratórios como hemófilos, influenza, neicéria. São menos ativas contra bactérias grã positivos do que os de primeira geração. E as de segunda geração não apresentavam nenhuma atividade contra pseudomonas, tá?
Então vocês notem que as de primeira geração elas eram moderadamente ativos contra bactérias gran positivas, gran negativas, desculpem. Já as de segunda geração, elas geram mais potentes contra bactérias granegativas, principalmente as entrobactérias. Céfalosporinas de terceira geração.
Já pode ver que houve uma alteração na administração. A maioria dessas penicil dessas céfalosporinas são administradas por via parenteral, certo? São representantes dessa classe de céfalosporinas.
Cfdmir, sefixima, cefotaxima, seaxoma, triaxona, cefasidima e cefoperazzona. São antibióticos cefalosporinas de terceira geração. São antibióticos muito potentes contra bactérias granegativas.
Alguns têm excelente atividade contra pseudomonas, de segunda geração não tem atividade contra pseudomonas. Outra característica, são um pouco menos ativos do que os de primeira geração contra bactérias grositivas e são moderadamente ativos contra anaeróbios. Então, houve um aumento incremento da ação sobre bactérias granegativas.
também aumentou a o espectro de ação porque eles começaram a agir sobre pseudomonas e também contra bactérias anaeróbes. E os de quarta geração, todos eles agem apenas, ou melhor, são administrados apenas por via parenteral. Cefepima, sefpiroma, cefocéles e cefclidin são todos antibióticos de cfalosporinas de quarta geração.
Apresenta um espectro mais equilibrado entre bactérias grampositivas e gran negativas, permeabilidade de membrana elevada e modesta atividade contra anaerbes. Então, aumentou um pouco a atividade sobre as bactérias anaeróbias. Olhando para o um gráfico que mostra ação das bactérias da céfalosporinas de primeira, de segunda e de terceira geração, nós podemos observar as diferenças entre elas.
Os de primeira geração agiam principalmente em bactérias grampositivas. Os de segunda geração houve um aumento da ação sobre bactérias grã negativas e uma diminuição da ação sobre bactérias grã positivas, mas começou a agir e começou a esses esses antibióticos tiveram uma boa tem uma boa ação em eh enterobactérias, né, também hemórfilos, né, e e os cocos granegativos. os de terceira geração começou a agir sobre pseudomonas aeroginosas e aumentou ainda mais o espectro de ação ou a sua ação sobre bactérias grã negativas.
Os de quarta geração a gente viu que eles têm o seu espectro equilibrado, agem bactérias gran positivas, em bactérias gran negativas e também agem em anaeróbios, pseudomonas e anaeróbios. Bem, como eu falei para vocês, um representante importante da quinta geração de céfalosporinas é o sefobiprolle. CFTobiprolle, a gente pode ver que apresenta uma estrutura bem mais complexa do que a maioria das penicilinas céfalosporinas.
Mas tá aqui, ó, o anel betalactâmico, tá aqui o anel hexagonal característico das céfalosporinas e apresentam essa estrutura aqui enorme, complexa, né? da desse sefta biproli. O que que esse céfabiprole tem de vantagem com relação às outras classes de céfalosporinas?
Principalmente ele age em uma bactéria chamada de estafococosaurus resistente à meticilina que é chamada superbactéria. É um tipo de estafilocox que é multiresente, apresenta diversos mecanismos de resistência e que praticamente não tem alternativa terapêutica. CFTA biprólite tá vindo para ser uma alternativa terapêutica para essa bactéria.
A gente pode ver aqui na tabela, né? Céfalosporina de primeira geração, de segunda, de terceira, de quarta e de quinta geração. CFT biproli.
Nenhum deles agem nessa bactéria, né? No estafilocoxauros resistentes à medicilina, mas ser biproliagem. Então, parece ser uma alternativa interessante para essa eh para o para o tratamento das infecções causadas por essa bactéria.
Bem, falamos sobre penicilinas, falando sobre céfalosporinas, agora vamos entrar nos monobactâmicos e também nos carbapinêmicos. Primeiro, os carbapinêmicos são produzidos pelos treptomices cateia. possui um espectro de atividade mais amplo do que os demais antibióticos de eh os antibióticos betalactânicos.
O principal representante é o imipenem. Infelizmente o imipenem ele tem uma capacidade de ser degradado muito facilmente por uma enzima do túbulo renal, que é a que é a deshidropeptidase do túbulo renal. Por isso, na maioria das vezes, o mipnemin ele é administrado associado à silastatina.
Seastatina é inibidor da deshidropeptidase tubular e a Mipnen consegue agir normalmente. Ele tem uma atividade contra microorganismos aeróbios, anaeróbios, né, estreptococos, estafilococos, né, enterococos. E aí nós temos uma uma amplitude maior de ação desses antibióticos.
E os monobactâmicos são produzidos pelos por cromobactério violácio. Principal representante é o astreon. eh apresenta atividade apenas contra granativos e aí ele se assemelha muito aos eh aminoglicos.
Também apresenta atividade contra enterobactérias pseudomonas e é um antibiótico muito utilizado, principalmente para pessoas que são alérgicas, alérgicas às penicilinas. [Música] Então, esse é o final da primeira parte dessa aula de inibidores da eh da síntese da parede celular. Próxima aula, na segunda parte, nós veremos como eles agem, como agem os betalactâmicos, né?
Um mecanismo de ação dos betalactâmicos que a gente acabou de ver. Até a próxima aula. Um abraço.