[Música] Olá na aula de hoje vamos falar sobre intervenção a gente já fez né todo o nosso estudo já falamos né como que a gente vai fazer entrevista como que a gente vai fazer e eh anamnese observamos depois nós fizemos ali a aplicação dos nossos testes juntamos toda essa informação vimos como que que os resultados que foram dando pegamos a informação que foram dadas nos testes com as informações dadas pelo próprio idoso pelo cuidador pela família pelas pessoas que estão ao redor E aí a gente teve um resultado E aí a partir desse resultado a
gente começou a entender que como que eu vou agir agora com esse resultado que eu tô na mão o que que eu preciso trabalhar a partir deste momento para ajudar lembra da nossa neuroplasticidade da aula passada que a gente precisa fazer essas readaptações fazer essas mudanças essas transformações faremos Então a partir dessa nossa intervenção onde a gente vai trabalhar a estimulação cognitiva Vem comigo que eu vou falar com vocês mostrar como que a gente vai iniciar essa intervenção então quando a gente fala de estimulação cognitiva a gente tá falando de um processo de mudança que
vai o quê estimular em alguns casos até às vezes reabilitar o que não eh Acontece muito quando a gente fala sobre demências né porque a gente não tem como regredir mas só como progredir né Aí a gente vê então funções relacionadas a parte física a parte psicológica e social do indivíduo então quando a gente pensa nos idosos essa estimulação cognitiva ela vai ajudar então os pacientes os familiares né Como Conviver melhor como superar estes déficits cognitivos como trabalhar as limitações emocionais ambientais sociais Então a gente vai começar então a proporcionar uma melhora na qualidade de
vida vai incluir então uma melhor interação social e a gente vai começar então a se ocupar especificamente do estímulo dessas funções mentais complexas né então a gente vai pensar em memória linguagem funções executivas a visual espacial Então a gente vai pensar em todas essas funções mentais que a gente né vai chamar de complexas superiores essa estimulação ela vai ser uma parte essencial dentro da reabilitação e da manutenção das habilidades Gerais quando a gente fala de uma intervenção Ampla ela vai envolver não apenas eh realização de tarefas escritas que a gente vai mostrar para vocês também
mas de como que a gente vai envolver os profissionais dentro dessas avaliações dessas tarefas né o ambiente que o idoso tá tudo isso vai fazer diferença para estimulação cognitiva que o idoso está ali né trabalhando tá bom a estimulação cognitiva ela também vai ser personalizada Isso é uma um ponto muito importante que a gente vai vai precisar é que vocês compreendam bem Quando a gente tiver eh realizando as aulas em que eu vou mostrar alguns jogos em que eu vou mostrar algumas atividades Ah então se eu tenho um idoso que tem Alzheimer para todos os
meus idosos com Alzheimer eu vou aplicar essa atividade Não sei não sei quem é o seu idoso não sei como está aí a vida do seu idoso seu idoso está em que fase ali dois sintomas né quando a gente fala de vamos disponibilizar uma série de atividades Vamos mostrar várias atividades a gente vai sempre pensar em nessa atividade estimula memória linguagem e funções executivas vamos imaginar assim e eu tenho um idoso que tem dificuldade ali memória linguagem funções executivas Olha a gente já viu que tem uma coisa parecida o que que na memória eu tenho
que estimular o que que na linguagem eu tenho que estimular o que que em funções executivas eu tenho que estimular E aí eu vou olhar minha atividade o que eu preciso estimular em memória em linguagem em funções executivas alguma dessas coisas tem ali na atividade que eu que eu tenho se sim então a gente pode utilizar se não tá ali aquilo que eu preciso então não posso utilizar ai o meu e Eh o meu idoso o idoso que eu estou cuidando Ele tem dificuldade nas funções executivas na parte de planejamento e eu tenho uma atividade
de funções executivas na parte de resolução de problemas el não tem dificuldade em resolução de problemas não é porque eu tenho uma atividade de funções executivas que todas as atividades de funções executivas eu vou utilizar com aquele indivíduo isso é algo que é muito importante que a gente entenda né porque eu às vezes eh percebo isso quando a gente tá conversando ali com os alunos quando a gente a gente tá e quando eu tô fazendo ali alguma aula e a gente vai conversando vai discutindo sobre o assunto e eh de querer algo já pronto Ah
você tem ali a indicação de um livro que vai me dar as atividades que eu tenho que fazer eu tenho vários livros que tem várias várias atividades mas a gente precisa entender quem é a pessoa que a gente tá atendendo pra gente poder visualizar e personalizar que atividade eu vou dar para ela fazer tá isso é muito importante porque se eu começar a só aplicar atividade Ah então vamos dar atividade tá dizendo que se eu der atividade tá estimulando tô estimulando o quê tô dando atividade para qu Então tudo isso tem que ser pensado porque
depois a gente fala Ah mas aí eu peguei aquele livro apliquei Todas aquelas atividades e não vi melhor em nada muito pelo contrário eu vi que tá progredindo Será que a gente estimulou o que a gente precisava de estimular Então isso é importante por isso que a gente precisa fazer uma avaliação e eh de forma ali que os resultados sejam fil dignos que que a gente tenha ali uma visão ali do que realmente está acontecendo pra gente poder fazer uma intervenção do que tem necessidade né então tudo isso é muito importante o processo né dessa
avaliação cognitiva que a gente vai chamar de avaliação Geral das funções mentais ela inclui então realizar um mapeamento das funções cognitivas que foram alteradas e que fo e que estão preservadas então quando a gente faz esse mapeamento a gente começa já a entender o que que eu preciso trabalhar e onde eu preciso colocar então uma intervenção a gente vai pensar em perfil ocupacional intelectual eh a rede ali né social ali do paciente esse mapeamento aí a gente vai observar e determinar metas O que que a gente vai trabalhar de reabilitação de estimulação a gente vai
ajudar então esse indivíduo a identificar os recursos que serão trabalhados nessa reabilitação quando a gente fala do indivíduo é eu tenho um indivíduo e eu tenho que pensar em que recursos que eu vou ajudá-lo então toda hora que eu penso eu tenho que reabilitar quem eu tenho que reabilitar o que e aí quando eu penso em quem E aí quem é o que que eu vou precisar reabilitar dessa pessoa e como eu vou executar isso então o quem o o como e o o que tudo isso sempre vai precisar acontecer quando a gente precisar né
quando a gente for realizar essa atividade então quando a gente fala e e como que a gente vai aprimorar como que a gente tá pensando nisso e existem sim algumas atividades que a gente vai trabalhar com tentativa de erro e de acerto a gente vai pensando no que não está acontecendo o que precisa e e o que ainda tá preservado que também precisa ser estimulado o que é a gente já não consegue mais ver ali um resultado do que tá dando então às vezes eu tô trabalhando uma atividade que a gente vê que ela não
tá dando certo então eu já e eh percebo isso e mudo para outra mas isso não quer dizer que eu tava fazendo errado eu tenho só que a partir daquele momento que eu vejo que existe uma progressão existem atividades que a gente vai est fazendo e que daqui a pouco elas já não vão ter mais o resultado que a gente queria e a partir desse momento a gente já vai ter que trabalhar outras atividades porque a gente vai precisar de outros resultados então a tendência é também quando a gente pensa assim preciso trabalhar memória daqui
a pouco eu já preciso trabalhar outros exercícios de memória porque os exercícios de memória que eu fazia antes a memória quase não tinha nenhum prejuízo Agora eu já tenho um prejuízo maior nessa memória eu já tenho um prejuízo maior nessa linguagem eu já tenho um prejuízo maior nas funções executivas e a gente também tem que perceber eu tô trabalhando e eu tô vendo que estagnou ali Opa então isso é bom porque lembra que a gente não vai recuperar mas se eu conseguir que não evolua eu tô conseguindo que a gente permaneça como estava e se
a gente consegue Que permaneça como estava ponto pra gente porque também tá dando certo então eu tenho que as minhas atividades Elas têm que ou deixar da forma que estava pelo menos né E quando quando for acontecendo o declínio que a gente também que ele seja bem devagarinho bem espaçoso a gente vê que também tá dando certo Tá bom então tudo isso a gente precisa trabalhar né e a gente também precisa trabalhar a gente pra gente não se frustrar assim ah eu queria que tivesse dado certo essa atividade e aí a gente fica triste a
gente se frustra opa não deu certo essa atividade deixa eu rever o que eu fiz se eu tava fazendo a coisa do jeito que eu tinha que fazer se eu fiz tudo do jeitinho certo então deixa eu pensar em Por que que não tava dando certo será que eu tenho que aplicar de uma forma com mais e eh materiais com menos materiais eu tenho que utilizar um material diferente Ah eu trouxe uma coisa que não tinha cor Será que se eu colocar cor isso vai alterar então às vezes é o mesmo material mas ele de
uma forma diferente Ah eu fiz a a a atividade numa forma de história será que se eu mudar isso para uma forma de música isso vai alterar o resultado então a gente também em alguns momentos vai trabalhar ali com tentativa e erro porque a gente precisa entender o que que esse cérebro tá captando E aí quando a gente eh tá fazendo atividade né que a gente pensa que tá que ia organizar aquilo que eu precisava e não tá organizando aí a gente pode ter ou eu realmente estou aplicando atividade de um jeito errado ou eu
preciso tá precisando ainda de um Tchan aí nessa atividade para dar ali para eu dar o start que aí as as coisas vão vão começar a dar certo então tudo isso a gente vai pensando a gente vai mostrando e a gente vai fazendo as nossas anotações ali para cada semana depois para cada 15 dias cada mês a gente vai fazendo ali nossos grafico zinhos pra gente ver o que que tá acontecendo dentro dessas estimulações que nós estamos realizando tá para pacientes que T prejuízo mental a algum comprometimento cognitivo significativo a gente vai às vezes depender
de algumas pessoas para trabalhar Essas atividades diárias porque quando a gente fala de fazer estimulação eh vocês pensam muito assim ah a gente vai trabalhar um jogo a gente vai trabalhar uma música Vai trabalhar o artesanato Vamos mas a gente também vai trabalhar o rotina o caminhar a gente vai trabalhar enquanto tá passeando Que tipo de conversa eu vou ter ah eu vou conversar do passarinho que tá ali ou eu posso ir falando sobre pessoas Relembrando histórias Vamos sentar e vamos pegar o álbum de fotografia antigo vamos ver se a pessoa reconhece quem tá ali
Ah ela reconheceu todas as pessoas da foto Será que ela lembra o que que aconteceu esse dia será que ela lembra eh se foi legal se foi ruim então a gente é quando a gente pensa num familiar ou num cuidador esses momentos da tarde né ah a gente fez a caminhada da manhã e a gente chegou sentou ali no banquinho da praça a gente pode levar uma outra atividade para fazer ali enquanto a gente recebe um ventinho uma brisinha Então tudo isso a gente tá trazendo qualidade de vida a gente tá trazendo essa estimulação a
gente tá trazendo o momento prazeroso ali para aquela pessoa então juntando cada coisa dessas Às vezes a nossa estimulação vai ficar maior e mais forte se eu utilizasse só uma coisa Ah só fizemos o passeio na praça ou então a gente estava sentado em casa e só olhou o álbum de fotografias a gente podia ter resultados sim mas quando a gente vai juntando às vezes algumas coisas que a gente vai fazendo algo que traz prazer algo que traz a memória algo que traz né então a gente vai pensando que a gente associando essa emoção com
essa cognição Será que a gente não tem um resultado maior aí pensando até em nível cerebral Então tudo isso a gente vai eh observando e vendo que respostas a gente vai tendo nesses dias tá bom então quando a gente usa essas técnicas de aprendizagem técnicas principalmente essas que são sem erro que são eh Evocação espaçada redução gradual aí do apoio a gente pode ver também formas de trabalhá-las conjuntamente tá então quando a gente também tem eh algumas informações que a gente seleciona pro paciente então quando a gente encontra né a gente fala oi qual o
seu nome a gente sabe o nome do paciente qu gente fala diga para mim Qual o seu nome Qual o nome da pessoa que está com você quem é ela quem é ele e aí a gente vai perguntando e já vai começando assim e nisso a gente vai né a pessoa fala ah essa é a Maria a minha cuidadora Oi Maria você é a cuidadora do seu João E aí né quando a gente pergunta qual o seu nome João Nossa João é o nome também do meu avô Ah e quem são esses ah essa aqui
é a Maria minha cuidadora Esse é o Gabriel meu sobrinho ah Olá Maria ol lá Gabriel ela é sua cuidadora ele é o seu sobrinho então a pessoa falou pra gente deu a informação e a gente vai trazendo essa informação de volta né então a gente vai trabalhando aí nomes a gente vai vendo aí né como que a gente vai fazer essa repetição dentro do espaço-tempo se a gente precisa fazer isso mais se a gente precisa fazer isso menos como que a gente vai fazer a reorganização do ambiente físico né lembra que a gente falou
que precisa eh ser um ambiente seguro mas ao mesmo tempo vamos pensar na casa mesmo da pessoa eu não posso mudar tudo de lugar porque assim antes ali tinha uma estante com coisas que a pessoa gostava aí de repente eu tiro essa estante e coloco um aparador com um monte de coisas que a pessoa não conhecia como que eu tô estimulando né Essa essa memória como que eu tô estimulando ali a linguagem se a partir do momento a pessoa olha e vê tudo diferente que histórias ela vai ter para contar para mim desses locais dessas
coisas então a gente também tem que pensar em tudo isso ao mesmo tempo que eu tenho que reorganizar mas ter uma tentativa de reorganizar com coisas que já eram daquele ambiente porque a gente vai precisar de falar sobre ele né No decorrer ali do que a gente tá fazendo Tá bom eh com o passar do tempo né infelizmente quando a gente tá fazendo todas essas atividades algumas pessoas não vão mais reconhecer a casa então é sempre importante a gente selecionar os objetos por isso que eu disse tem que deixar coisas que fazem sentido para aquela
pessoa que Tragam emoção para aquela pessoa para ajudar a reconhecer o ambiente familiar e o mesmo a gente vai fazer também com os familiares quando as pessoas estiverem lá a gente constantemente mostrar essas pessoas falar o nome elas ou pedir para que ela diga quem são essas pessoas a gente olhar as fotos E aí Vai contando quem são as pessoas que estão naquelas fotos né Isso é muito importante hoje a gente tem muita foto digital Mas a gente pode ver pelo próprio celular né mostra ali a foto um tablet aí vai depender também se a
pessoa tem ou não uma dificuldade visual mas a gente vai trazendo essa memória aí e vai pedindo também que a pessoa conte coisas dela pra gente ter uma memória também autobiográfica aí também que é muito importante quem é ela o que que ela fez você trabalhava com o qu Ah você já foi casada ah você tem filhos Qual o nome dos seus filhos Qual o nome do seu marido né da gente trab isso e também tem um cuidado de não ser assim muito quem é você qual o nome do seu marido que que ele fazia
né fica parecendo assim a gente tá fazendo inquérito com a pessoa pessoa fica até com medo assim de responder as coisas pra gente de a gente se impressionar mesmo com histórias que ela já contou outras vezes a pessoa então nossa o nome do seu marido é esse eu conheço uma pessoa que tem esse nome e eh O que que ele fazia né uma coisa assim de mostrar interesse pela vida da pessoa e aí tudo isso vai ajudando aí a gente pode fazer então quando a gente tiver fazendo esses ouvindo esses relatos uma montagem de um
livro A gente pode escrevendo esses relatos que estão sendo dados pelo paciente pelo idoso e a gente pode ir colocando imagens junto né fotos ah eh toda vez que eu passeava no parque e com o meu marido ele a gente passava por um lugar que tinha uma flor que eu gostava muito e ele pegava uma flor para mim então se a família sabe que flor é essa sabe onde tem essa flor a gente vai buscar uma flor e Ah era essa flor aqui que ele trazia no parque a gente bota no livro também né a
a gente fala de uma coisa que e ah íamos jantar no restaurante e tal Hum Tem uma foto que mostra eles dois no restaurante tal aí a gente já coloca também e vai fazendo num formato de um livro né a história de fulano de tal né era uma vez a história do fulano de tal pode pedir pra pessoa dar o nome do livro dela então isso tudo é é importante às vezes ela vai dar um nome que relembre alguma coisa que aconteceu na vida dela então toda vez que a gente começar a ir relendo o
livro e a gente começar pelo título a gente vai acessando ali aquela memória daquele TT título ali que foi dado então isso também é muito importante e aí esses eventos vão ajudando a reconhecer algumas pessoas a relembrar de algumas coisas e isso vai dando mais segurança pra pessoa porque quando a pessoa começa a se ver muito sem identidade de parece que ao redor eu não conheço ninguém eu não conheço nada que tem aqui nesse ambiente eu começo a nem me reconhecer quando eu olho no espelho que também pode ser feito uma atividade né de vamos
trazer um espelho vamos olhar para essa pessoa você lembra dessa pessoa mais nova que que essa pessoa gostava de fazer né então começa a conversar com e e quem é aquela pessoa que a gente tá vendo no espelho e aí a gente vai trazendo então algumas memórias aí da vida dessa pessoa que é muito importante então a estimulação cognitiva ajuda na função cognitiva para que ela Quanto mais tempo a gente conseguir que ela fique intacta melhor porque quando começar a ter o declínio quando a gente começar a ter essa progressão aí a gente não sabe
por quanto tempo a gente ainda vai ter essa função né porque isso vai variar muito de pessoa para pessoa quando a pessoa não tem estímulo nenhum a tendência é que essas funções se desfaçam rapidamente quando a gente tem estimulação vai depender muito de cada pessoa do quanto essa estimulação ajuda do quanto essa estimulação traz emoção junto com a memória que ela tem dessa questão que ela tá mostrando e falando pra gente então tudo isso vai depender né de um contexto todo pra gente entender se essa progressão vai vir rápido ou vai vir mais devagar tá
certo e aí a gente começa também ter essa flexão aí pensando que que a gente tá trabalhando de forma física de forma mental se isso faz com que a pessoa melhore o humor se a pessoa Às vezes começa a a te mostrar que tem algumas lembranças que às vezes ela ficava mais quietinha e não contava porque quando às vezes a pessoa não fala não quer dizer que não tem mais a memória daquilo mas quando ela começa a se sentir mais segura que tá conversando com alguém que ela tenha confiança isso também vai trazendo né mais
confiança e mais segurança e às vezes também facilita né a gente contar mais um pouco da nossa história aula que vem a gente continua falando sobre estimulação cognitiva até lá