Bom, vamos lá. Hoje a gente vai falar da jornada de greves que aconteceu. E aí vocês aí no chat vão perguntar: "Ian Neves do canal Ian Neves, que jornada de greves?
" E é exatamente sobre isso que a gente vai falar. Que jornada de greves? Aquela que não foi noticiada e provavelmente vocês só sabem se vocês seguem a soberana ou seguem a unidade popular.
Então vamos lá, gente. Esse mês a gente teve um mês atribulado, mês passado, né? Vamos colocar dessa forma.
A gente teve um mês atribulado e nesse mês atribulado a gente falou sobre a nova etapa que a luta contra o 6 por1 adentrou com a possível votação. E a gente falou inclusive sobre a tentativa de barrar essa votação, né? Assistam o vídeo se vocês se interessarem.
E o que a gente fala nesse vídeo basicamente é que a 6x1 não vai cair sem mobilização popular, sem manifestações e greves. Isso é o mais importante. A votação na Câmara e no Senado é o fim da etapa de luta de classes que acontece nas ruas.
Beleza? Então não caiam nesse, como o Marx dizia, cretinismo parlamentar, de achar que uma vez que as coisas estão dentro do parlamento, é no parlamento que elas se resolvem. O Marx nos ensina, a verdadeira política acontece nos bastidores.
O que acontece no parlamento é atuação, é encenação. O parlamento é um palco onde os atores vão encenar uma luta de classes fictícia. A real acontece nas coxias, nos bastidores, fora desse palco.
E é lógico, o campo institucional vai representar a burguesia para tentar barrar a redução de jornada de trabalho, como sempre, como fazem desde que o capitalismo é modo de produção, né? E não só isso, a ordem do dia paraa burguesia não é só impedir o fim da 6 por1, é aumentar a jornada de trabalho, tá? A partir de 2017 a gente teve a jornada de trabalho diária aumentada para 12 horas na sua possibilidade.
A gente viu isso agora na Argentina com o vídeo que a gente fez. E outra coisa que eu tenho certeza que vocês não sabiam, isso está acontecendo na Índia agora. E assim, as proporções das coisas na Índia e na China são sempre impressionantes, né?
300 milhões de pessoas foram pras ruas numa greve nacional na Índia. O que que eu quero demonstrar aqui? O capitalismo está em crise.
E quando o capitalismo está em crise, é os trabalhadores que pagam a conta. A burguesia quer proteger os seus lucros nas crises. Então ela vai aumentar a jornada de trabalho, que é uma forma de aumentar a exploração de mais valia.
O objetivo do capital é produzir mais valia, é diminuir salário e aumentar a jornada de trabalho. E gente, a gente tá tendo uma luta no Brasil para ir contra essa corrente de aumento da jornada de trabalho. A classe trabalhadora brasileira tá manifestando a o seu desejo de diminuir a jornada de trabalho e é claro que a burguesia vai reagir.
Bolsonarismo articula barrá avanço do fim da escala 6x1 na Câmara. A gente falou sobre isso em extensão na nossa live sobre a nova etapa do 6x1. O PL tem a maior bancada partidária da Câmara, desde que o Bolsonaro fez do PL a sua morada e o PL está se organizando para impedir que a votação aconteça antes das eleições.
Por quê? Porque esse ano é ano de eleição e se isso aqui acontecer antes das eleições, os deputados que vão tentar ser reeleitos vão ser pressionados pelas suas bases a votar a favor, porque a pauta é muito popular. Então o que que o PL quer fazer?
Impedir a votação, né? Mas no máximo jogar essa votação para depois das eleições, porque aí depois das eleições aí os parlamentares podem votar contra. E [ __ ] o mundo, o meu nome não é Raimundo, porque isso vai azedar o Quisuco.
Acho que é essa a expressão. E não só o PL tá se articulando, como o partido da Igreja Universal Republicanos também tá se colocando contra o fim da escala 61. E para justificar essa posição, eles têm falado coisas muito criativas para presidente do republicanos.
Redução da jornada 6x1 deixa trabalhador exposto a drogas. A drogas. Marcos Pereira reforça viés estigmatizante ao associar fim da escala 6 por1 a efeitos negativos em locais pobres.
O que que esse cara tá falando? Se o trabalhador tiver mais tempo livre, ele vai ficar fazendo o quê? Coisa boa que não é.
Ele vai fumar pedra, ele vai baforar lança, ele vai usar loló, ele vai beber a água do bong, ele vai fumar o cigarro do balão. Não tem outra coisa que o trabalhador possa fazer a não ser isso. E vamos ser bem claro aqui, gente.
Esse cara nem acredita nisso, tá? Ele só deu uma justificativa moralista para ele ir contra o fim da 6 por1, que ele achou que ia cair bem com o eleitorado dele, que é muito moralista. Só que não caiu porque o eleitor de direita trabalhador também é contra o a escala 6 por1.
Após criticar fim da escala 6 por1, líder do Republicanos Recui pede desculpas. Marcos Pereira havia argumentado que o um dia mais de descanso poderia não ser usado para lazer por consequência aproximar trabalhadores de drogas e vícios. Exatamente.
Realmente é de uma criatividade ímpar. Top 10 argumentos. Então assim, o cara peidou fino, ele peidou no banho, ele peidou no elevador aqui.
E aí, é claro, a gente pode ver que a estratégia direita é não deixar votar. E a burguesia tá intensificando a sua cruzada ideológica na imprensa contra essa pauta. Não tem como abrir o jornal e não ver uma coisa como essa aqui.
Custo do fim da escala 6 por1 é muito pesado, disz presidente da Abrazel. Sempre chamamos o especialista em burguesia para dar opinião burguesa. Fim da escala 6 por1 pode pressionar preço e emprego no comércio de CNC.
Tá assim, vocês estão entendendo o recado, né, chat? Mais um dia de folga pro trabalhador. Vai destruir o Brasil, vai acabar com os empregos, vai aumentar o preço de tudo e todo mundo vai morrer.
Isso aqui é o terrorismo que a imprensa corporativa tá fazendo em cima da pauta, atendendo aos seus anunciantes. A gente sempre fala isso, sempre que a gente tem oportunidade. O objetivo da mídia corporativa é usar as informações como veículo para vender publicidade, tá?
Eh, e a burguesia, que de fato possui os meios de produção controla esses jornais, controla os meios de comunicação. É daí que vem o dinheiro. O que que resta para nós, chat?
O que que resta para nós? Uma coisa que a gente sempre fala aqui, fala todo mundo aí no chat, organização popular. Resta organização popular.
Dá para contar com o parlamento? Não. Dá para contar com a mídia?
Não. Dá para contar só com a luta de vota ou não vota na PEC? Não.
Esta para nós, organização popular. E por que que eu levantei essa pauta agora? Se eu já falei sobre isso há umas duas, três semanas atrás, porque agora dia 4 o movimento Luta de Classes, que é o movimento sindical da unidade popular, ou seja, é um movimento comunista que já vem organizando greves contra 6, organizou um dia nacional de luta pelo fim da 6 por1.
E é isso que a gente vai reportar aqui também. Eu prometi para vocês, desde a greve da BID em Camaçari que todas as vezes que acontecessem greves contra a 6 por1, eu ia reportar aqui. Jornada de luta contra 6 por1 mobiliza trabalhadores em todo o país.
Quem articulou isso? Movimento luta de classes, os comunistas. Nós tivemos mobilizações em 15 estados.
Foram manifestações pro fim da 6 e a gente tem algumas paralisações e greves aqui que a gente quer destacar. Então, se vocês lembram, a greve que aconteceu na BOID não era só por melhoria das condições de trabalho que eram degradantes para dizer o mínimo, era também pelo fim da 6 por1. Isso é uma pauta muito unificadora.
Primeiro de tudo, a gente tem a greve da Uniex, que é uma fábrica têxtil em São Paulo. 200 trabalhadores e trabalhadoras paralisaram pelo fim da 6 por1. Mas não só.
Os operários estavam reclamando que dentro da fábrica era extremamente quente e com o aquecimento global isso tende a ficar pior, que não tinha sistema de ventilação adequado e não tinha ventilador para todo mundo. Também falavam o vale refeição não era o suficiente. Aqui em São Paulo a comida é cara e eles tinham menos de uma hora para almoço, que também em São Paulo é muito difícil de conseguir fazer caber.
Esses trabalhadores e trabalhadoras eram proibidos de sentar por todo o turno e eles se queixavam muito de assédio moral e ameaça. Por lei, assédio moral é crime, mas a gente sabe que por conta do poder de barganha de uma empresa, todas as empresas fazem um grau maior ou menor de assédio moral, que a gente sabe que rico pode cometer crime no país, tá? E aí a gente tem, eu e a Suedia, a gente deu uma investigada, a gente achou um vídeo só reportando isso, mas acho que é bom para ilustrar o assédio moral do qual a gente tá falando.
Você apontou na minha cara. Você falou que eu tava denunciando. Eu tava chorando pra minha mãe, dizendo que eu tava passando mal e você saiu da briga e foi lá nas confentes me humilhar, me tratar aquele lixo.
E ontem ele fez a minha demissão. Permaneço aqui. Por que que essa trabalhadora tá tão irritada?
Olha o que aconteceu com ela. E isso é muito sintomático do que os trabalhadores já vinham falando dessa fábrica. Ela tava passando mal por conta do calor, porque é o que a gente já falou, não tinha ventilação.
Ela ligou pra própria mãe para falar que tava passando mal por conta do calor e ela foi demitida. Ela foi demitida porque acusaram ela de estar denunciando a fábrica. Então assim, ela tem toda a razão do mundo para est nervosa desse jeito.
Imagina, você tá passando mal por est de pé numa fábrica quente que nem o rego de Satanás. Aí você liga pra sua mãe para pedir algum tipo de conforto e aí você é demitido porque tão falando que você tá ligando para denunciar a fábrica. Vocês estão entendendo que que é diálogo com o patrão?
Gente, diálogo com o patrão é greve, não tem outro. Negociar com o patrão é máquina parada. Imagina o clima dentro dessa fábrica.
Imagina, eu só quero que vocês imaginem como é que é trabalhar dentro desse negócio. Então, outra empresa que fez paralização, tá? A Normatel, que presta serviço para Petrobras na Baixada Santista.
Aqui a gente tem mais registros, tá? Aqui só as as fotos do da greve, registro da greve. Aqui se não tem proposta, greve é a resposta aqui em Santos, tá?
Em Campinas, a fábrica de alimento CELM foi paralisada. Hoje é o dia nacional de luta que o movimento lutas de classes está construindo com todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. É um momento definitivo pra gente avançar na luta pela redução da jornada de trabalho.
A gente quer a libertação do nosso povo. Aqui só mostrando os registros para vocês, porque a gente tá mostrando em cada pontinho do país onde aconteceram greves e paralisações. Os militantes ocuparam a entrada da fábrica reivindicando justamente o fim das 6 por1.
Eu errei o lugar. Pera aí. É Sumaré, tá?
Tava no no roteiro anotado como Campinas. Eu anotei errado. Desculpa, gente.
É Sumaré, não é Campinas. Perdão pelo erro. Também a gente teve uma fábrica têxtil chamada Inilbra, paralisada no ABC Paulista.
Porque nós temos a consciência de que organizando os trabalhadores que aqui estão, as conquistas virão. O fim dessa escala 6 por1, dessa escala 6 por2, o direito ao descanso. Enfim, olha que coisa, gente, quando a gente vai ler os textos do Marx, ele analisa principalmente a indústria têxtil, né?
Porque foi a primeira forma de indústria. E quando a gente vê a indústria têxtil contemporânea, as condições são praticamente as mesmas. As condições nessa fábrica aqui são terríveis, tá?
De novo, calor. De novo, a coisa do calor não tem ventilador suficiente. Os trabalhadores estavam falando que estavam desmaiando de calor.
Eles não podem parar para beber água. Eles reclamaram que a torneira não funciona no banheiro, as privadas estão quebradas e as portas não tm tranca. Para vocês verem como é situação assim de lucro rápido com o menor custo possível.
Imagina trabalhar nesse muquifo. Essa fábrica não foi projetada para ter seres humanos. A gente vê a situação da classe trabalhadora na Inglaterra do Engels e parece isso aqui.
Agora vamos pro Rio de Janeiro. 179 trabalhadores da Cabi, que é uma fábrica de implementos rodoviários, pararam para protestar não só pelo fim da 6 por1, como contra o parcelamento de salários. Gente, parcelamento de salário.
Salário já é roubo. Parcelamento de salário é roubo do roubo. Provando aqui processo de continuar a greve até a empresa.
Ela apresentar pros trabalhadores o dia fixo de receber salário e não tem mais dia fixo de receber salário. Gente, que [ __ ] de manifestação precisa exigir dia fixo de salário, velho? Olha o nível de exploração desses filhas da [ __ ] Parcelar miséria.
Exatamente. É, é bizarro os trabalhadores terem que paralisar por conta disso, sabe? é um nível assim de cinismo.
E essa mobilização conseguiu isso, conseguiu que a empresa pagasse o salário de janeiro. Sim, os trabalhadores estavam sem receber desde janeiro. Eles estavam com salários atrasados desde janeiro.
E apesar dessa vitória, os trabalhadores corretamente decidiram manter a greve para que a empresa nunca mais parcele salários. E aí eles conseguiram que a empresa prometesse não parcelar mais salários a partir de abril. Então nós temos aqui a vitória dos trabalhadores só com a paralização se consegue alguma coisa.
A gente teve também Belo Horizonte e Recife, duas redes de supermercado amanheceram no dia 4 com paralisações parciais. Redes de supermercado utilizam muito a escala 6x1. A gente teve o Supernoso em Belo Horizontes e o Mix Mateus em Recife.
E esse Mix Mateus já tinha sido palco de mais uma paralisação contra o 6x1. 6 por um acomete muito quem trampa em serviço e varejo. Trabalhadores do Mix Mateus em Recife paralisam contra a escala 6.
3 de dezembro do ano passado eles já tinham parado. Teve um mix Mateus em Santo Amaro que foi paralisado também. Funcionários do Mix Mateus Santo Amaro decidiram paralisar todas as atividades para exigir fim da escala 6 por1.
Gente, teve Belém do Pará. Trabalhadores da limpeza urbana da Ciclos Amazônia paralisaram. E essa aqui é interessante, gente, porque essa aqui vai ser a primeira vez que a gente vai usar uma mídia que não é a mídia popular para falar sobre o que aconteceu.
Olha isso. Protesto pode provocar atraso na coleta de lixo em Belém. Essa escola é boa pro patrão trabalhador.
Olha o jeito que eles reportaram. A coisa é a velha estratégia de colocar trabalhador contra o trabalhador. Tem uma outra matéria aqui que a gente achou com esse tom.
Protesto provoca atraso na coleta de lixo em Belém. Gente, deixa eu falar uma coisa aqui para vocês. Dão a entender que a luta dos trabalhadores da limpeza urbana vai causar a caos na cidade.
Vocês não querem que o lixo se acumule? Não super explorem os trabalhadores que coletam lixo, tá? O lixo acumular é culpa dos patrões, não é do trabalhador que tá reivindicando seu direito.
A culpa é da empresa que não paga direito e explora os trabalhadores. Quer que o lixo seja coletado, pague justamente. E essa ciclos Amazônia diminuiu a quantidade de coletores por caminhão.
O serviço era feito por três pessoas, agora tá sendo feita por duas pessoas. Vocês imaginam o ritmo que esses trabalhadores que trabalham seis por um tem que enfrentar? E sabe o que é engraçado, gente?
Tem essa coisa toda do comunismo, comunista de apartamento, comunista de universidade, comunista acadêmico, não sei o quê. E a tia da limpeza. E a tia da a tia da limpeza metafórica é uma é uma coisa que aparece bastante.
Os comunistas que estão organizando essa manifestação, tá? Eh, não é só a tia e o tio da limpeza, é toda a empresa de limpeza. É, é irônico a gente ver como as coisas são na prática, né?
E essa paralisação foi brutalmente reprimida, tá? Guarda Municipal de Belém reprime ato contra escala 6 por1. Então essa aqui a gente viu na mídia burguesa porque a polícia foi para cima.
Eh, porque teve, ah, a cidade está em caos porque os trabalhadores não estão coletando lixo. Ó, meu Deus, como eles são malvados, né? Então, gente, a pauta pela redução da jornada de trabalho unifica e mobiliza os trabalhadores.
O movimento luta de classes, movimento comunista sindical provou isso. E por que que eu tô salientando que é um movimento comunista o tempo todo? Porque os comunistas acreditam que só é possível ter alguma mudança com ampla mobilização popular e não só ampla mobilização popular, mas greves industriais, paralização do trabalho, pressão de classe, luta concreta.
O que o MLC tá fazendo é utilizar essa pauta unificadora para articular diversos movimentos. Como diz o Marx, toda a luta de classes é uma luta política. Toda a luta de classes é uma luta política.
Quando os trabalhadores de uma fábrica paralisam, eles podem estar reivindicando uma pauta econômica. Quando vários trabalhadores de várias fábricas paralisam ao mesmo tempo, eles começam a reivindicar uma pauta política. Eles se jogam como classe contra as bases do Estado burguês.
É assim que se transforma uma pauta econômica que diz respeito à qualidade de vida imediata de cada trabalhador de cada fábrica em uma articulação política nacional, porque assim deixa de ser uma fábrica terminando com a 6 por1 e o estado sendo forçado pela mobilização popular a ilegalizar o 6 por1. Marx fala isso desde sempre. Marx fala isso já na miséria da filosofia.
Ele fala isso antes do manifesto comunista. Marx fala isso sobre os sindicatos e os comunistas que carregam o legado do marxismo, que é essa corrente filosófica e política inaugurada pelo Marx, continuam aplicando essa teoria revolucionária para muito sucesso. E eu vou dizer para vocês, se o 6 por um cair, vai ser por conta disso, de mobilizações populares, de greves, de articulações coordenadas.
Fazer um dia de manifestações em que 15 estados tiveram paralisações é exemplar. Exemplar. A gente já tinha provado isso com a greve da BID, que tinha sido articulada pelo MLC também.
E aí vocês estão vendo que a maior parte dos vídeos veio do Instagram e de mídia popular. Só quem falou disso foram os próprios movimentos, com exceção desse que a mídia foi falar mal. Nenhuma filial da Globo falou sobre paralização da limpeza.
Segundo o MLC, a gente teve 26 empresas paralisadas no país inteiro, unificados pela pauta do fim da escala 6 por1. Dá para aumentar. Dá para aumentar nenhuma notinha da mídia burguesa.
Por quê? Porque greve, gente, principalmente greve industrial, pega no ponto nevrálgico do capitalismo, pega na espinha dorsal do capitalismo. É uma coisa que a mídia burguesa tem pavor de falar sobre.
Medo da solidariedade dos outros trabalhadores, medo de trabalhadores industriais se inspirarem na paralização, se juntarem ao movimento. É pavor, é medo que eles têm. As demandas da burguesia são muito antagônicas, as da nossa classe.
É muito, não é pouco não, tá? É muito luta de classes, certo? Então agora eu vou entrar em outra seara.
Eh, vamos falar um pouco de teoria aqui. Primeiro de tudo, nós somos comunistas. O movimento luta de classe é comunista, marxista leninista.
Inclusive, o marxismo como um todo defende que é a classe trabalhadora que é a responsável pela missão histórica de superar o capitalismo, certo? Mas não é qualquer classe trabalhadora. E aqui eu quero entrar numa uma questão teórica que eu quero levantar mais daqui pra frente, tá?
Eu já falei sobre isso na greve da BOID, eu vou repetir. Isso é uma das coisas que diferencia o marxismo de certa parte ou da maior parte dos socialistas utópicos, né, que é o protagonismo da classe trabalhadora na revolução. Só que o Marx, ele não coloca qualquer trabalhador como protagonista dessa revolução.
Ele coloca particularmente o operário industrial. Ele coloca o operário industrial, tá? Alguns autores, inclusive por conta disso, utilizam a palavra proletariado de maneira exclusiva para operários industriais.
Eu acho que a palavra é pouco importante. A gente pode definir proletário como pessoa que vende a sua força de trabalho em troca de salário, mas eu tô explicando para vocês porque às vezes vocês vão se deparar com esse vocabulário. Para ser mais preciso, vamos falar de operariado industrial, certo?
O Marx coloca o protagonismo no operariado industrial porque ele tem uma certa preferência por operários ou pior, porque ele acha que operários são os mais prejudicados pelo capitalismo. Não. A análise do Marx não parte de uma preferência pessoal.
Primeiro ponto, existe uma classe que o Marx elenca que é mais explorada, mais explorada, não, não é uma palavra precisa, que é mais prejudicada pelo sistema capitalista do que o operariado industrial, que é o lumpen proletariado. Lumpen proletariado, pessoas em situação de rua, pessoas que recorrem a crimes e contravenções para conseguir sobreviver, pessoas que estão sempre em busca da próxima refeição. Essa classe é mais prejudicada pelo capitalismo do que o operariado industrial.
E não é a classe revolucionária, não é? Então, por que que o Marx coloca se não é uma preferência pessoal? Porque o Marx analisa classes a partir das relações de produção.
Então, gente, o socialismo e, por conseguinte, o comunismo são modos de produção. Modos de produção pressupõe estruturas produtivas. Segundo Marx, o comunismo será infinitamente mais produtivo do que o capitalismo.
E só é possível uma sociedade complexa como a nossa não ter classes e nem estado com uma produção muito desenvolvida. Qual é a classe que produz o conteúdo material da riqueza social? A matéria é a classe industrial, é a classe de operários.
Se o comunismo só é possível com o desenvolvimento material superior ao capitalismo, é a classe que desenvolve o conteúdo material, que é a protagonista dessa revolução e da condução da humanidade em direção à superação de toda a exploração de classes. Então, a análise do Marx é econômica, ela não é moral, ela não é uma preferência pessoal, ela não é nem sociológica no sentido de partir da consciência paraa prática. Ele da relação de produção para consciência e isso resulta numa série de outras coisas.
As ideias revolucionárias tem muito mais aderência entre os operários, porque o operário cria a riqueza material concreta. Quando a gente fala de exploração de classe, quando a gente fala de propriedade privada, para eles todas essas ideias fazem muito sentido. Eles conseguem observar na prática tudo que tá sendo descrito, que essa exploração material existe de verdade.
Eles sabem que existe, que a propriedade privada é o problema, eles sabem que é, eles sabem que a força de trabalho deles precisa ser vendida porque eles não têm acesso aos meios de produção. E aí, onde que a gente coloca o Brasil nessa situação? Bom, o Brasil é um país que tá se desindustrializando desde a década de 90, o que significa que a gente tá tendo um deslocamento de força de trabalho pro setor de serviços por conta da divisão internacional do trabalho.
Onde fica a classe revolucionária nesse contexto? A classe revolucionária continua sendo o operariado industrial, gente. Porque o Brasil está se deslocando em massa pro setor de serviços não significa.
Eu sei que é duro ouvir isso, mas lembrem-se que a nossa análise é econômica e não moral. Porque o Brasil tá se deslocando pro setor de serviços, não significa que os trabalhadores do setor de serviços vão compor a classe revolucionária como vanguarda revolucionário, como dirigência revolucionária. São class são categorias, são trabalhadores que precisam ser organizados.
Sim, se a gente não acreditasse nisso, a gente da soberana não organizava trabalhadores dos serviços, tá? Tem que ser organizado, tem, tem que lutar, tem, mas a gente não tá falando, não é sobre maioria literal, muito bem lembrado. Vou chegar nesse ponto, mas a gente não tá falando sobre um indivíduo em particular ou um grupo de indivíduos.
A gente tá falando de um movimento de classe. E num movimento de classe, dentro de uma totalidade de sociedade de classes, o operariado industrial continua sendo avanguarda revolucionária. Por razões econômicas.
O Brasil tá se desindustrializando de fato, mas numa eventual revolução brasileira, nós vamos precisar reindustrializar. Quem vai conduzir essa reindustrialização? Quem vai trabalhar nas fábricas que vão dar a autonomia material pra construção do socialismo brasileiro, o operariado industrial.
E isso não quer dizer que o operariado precisa ser a maioria da classe trabalhadora. Sabe em qual revolução operária o operariado era a maioria da sociedade? Nenhuma.
Nenhuma. não significa que a maioria significa que é a classe revolucionária, porque é a classe que cria conteúdo material da riqueza. Entenderam?
Então, não é porque o trabalho tá se deslocando paraos serviços que agora as categorias revolucionárias são os que trabalham nos serviços, não são. E não é porque a gente não quer, é porque a análise econômica nos ensina que não pode ser assim. Não pode ser.
Isso é um problema. Nada do que eu tô falando é um problema. Eu tô descrevendo como é a condução revolucionária.
E eu tô descrevendo aqui porque os comunistas estão tão apegados em fazer greves industriais. Tô explicando aqui porque o MLC movimento luta de classes se apega tanto a fazer trabalho operário, operário sindical. É por conta disso, tá?
Por que a indústria é necessária pra revolução? Vou explicar. Marx diz que nós temos, no início da civilização humana, nós temos sociedade sem classes, que é o que ele chama de comunismo primitivo, mas a palavra primitivo tem um pouco uma conotação pejorativa hoje em dia.
Então assim, comunidades natural espontâneas de divisão, divisão de trabalho natural e espontâneo, no qual o trabalho era dividido de acordo com aptidão e necessidade, tá? Conforme nós adentramos na sociedade de classes, a sociedade ficou infinitamente mais produtiva. Não significa que ela ficou melhor.
Não é juízo, é produtividade. São as sociedades de classes que conseguem produzir excedentes. O que o Marx diz?
Nós só podemos superar a sociedade de classes com essa quantidade de excedentes com uma altíssima produtividade. Então, o comunismo, que é a sociedade sem classe, sem exploração de classe, só é possível se nós superarmos a dependência que os seres humanos têm em relação à natureza. Ou seja, na crítica do programa de Gota, o Marx descreve isso melhor.
O comunismo só é possível quando todas as necessidades estiverem atendidas pela produtividade do trabalho e a contradição entre produção e consumo seja superada. Então nós comunistas acreditamos em uma sociedade sem classes e sem estado altamente industrializada, altamente planejada, altamente racionalizada. que a produção e a distribuição seja racional e não atenda a dinâmica de um sujeito que não é sujeito, que é o capital.
Eu sou operário industrial, não sinto uma organização de classes. A maioria dos trabalhadores odeiam as organizações. Você tem toda a razão.
Por quê? Porque nós tivemos uma destruição nos últimos, vamos colocar aí, nos últimos 30, 40 anos do trabalho sindical. Não tô nem falando da ditadura, tá?
Se a gente pegar desde, vamos colocar desde 64, é que a gente teve uma nova aurora do do sindicalismo nos anos 80, mas que também tá deixando muito a desejar. Hoje a maior parte dos operários odiar sindicatos é projeto da burguesia. Sindicato é algo que surge de forma espontânea para lutar pelos interesses materiais dos operários.
Se a luta fica na disputa econômica, é muito fácil ela ser cooptada pela própria burguesia. Então os burgues vão lá e chantageiam os sindicatos e eh cooptam os líderes sindicais, compram as lideranças sindicais, desarmam as lideranças sindicais. A maioria fala que o sindicalista é pago para ficar coçando a bunda.
Exato. E tem sindicalista que faz isso. Tem.
Tem. Como os sindicatos provam que eles não são assim na luta concreta. É por isso que existe uma coisa chamada movimento sindical nos partidos comunistas.
Porque os movimentos sindicais nos partidos comunistas vão disputar a consciência dos sindicalistas. para colocar a ordem na ordem do dia, luta concreta, porque tem sindicalista que é comprado, tem, tem sindicalista que é encostado, tem que abusa disso, muitos. Mas tem sindicato combativo, tem, tem também, tem.
E sindicato, segundo o próprio Lenin, sindicato pelego tem que ser disputado. Não é assim, tem um sindicato pelego, a gente vai lá e cria outro sindicato. Sindicato pelego, a gente vai lá e disputa e demonstra na prática pros trabalhadores para que que serve um sindicato.
Os trabalhadores não vão ser conquistados na lábia. a entrar pro sindicato, eles vão ser conquistados na prática. E o MLC faz isso e faz muito que bem, tá?
Eu queria saudar aqui o trabalho de todo mundo que tá organizado no MLC e fica 4, 5 da manhã na porta de fábrica panfletando e trocando ideia com o operário. É isso, é isso, tá? Não tem segredo, é trabalho, não é, não é segredo.
Então, os trabalhadores têm motivo para achar isso dos sindicatos. A questão é essa disputa precisa ser feita na prática e não na lábia. Tudo que a gente fala para um operário que viu anos de peleguismo não é nada perto dele ver o sindicato paralisando e conseguindo uma conquista.
Sujeito que não é sujeito, eu tô citando Mesários aqui, a maneira como ele descreve capital, porque o Marx coloca o capital como uma dinâmica que atua à revelia da própria burguesia. Mas tô falando de questões técnicas aqui. Com a engolindo tudo e pejotização, deveríamos mesmo lutar apenas pelo fim da 6 por1?
Em nenhum lugar a gente tá apenas lutando pela pelo fim da 6 por1. Não tem apenas. é que a 6 por1 é uma uma das pautas que tem um poder de agregar luta muito grande, tem o poder de agregar de norte a sul, de serviço à indústria, trabalhadores numa luta conjunta.
E aí, enquanto essa luta tá sendo agregada, isso serve como uma verdadeira escola de organização para esses trabalhadores. Esses trabalhadores não só conseguem uma conquista econômica, eles aprendem a organizar, aprendem a lutar, aprendem a vencer os desafios da luta de classes de forma coletiva. A luta é sempre contínua.
Nosso programa máximo é o socialismo. Beleza? Então é isso, gente.
Eu queria fazer essa live hoje para falar dessa questão teórica com vocês e mostrar para vocês. Se vocês acreditam numa revolução, se vocês desejam socialismo no Brasil, então observem isso. É absolutamente necessário trabalho operário, industrial.
Absolutamente necessário. Se você tem esse desejo de luta, se organiza no movimento sindical, luta com os operários. Isso é muito importante, tá gente?
O Marx falou isso. Ô, desculpa, o Marx postulou isso teoricamente, lutou por isso em vida. O Lenin conseguiu fazer a isso ser elevado para um patamar novo.
Ao longo do século XX inteiro, a gente viu isso sendo aplicado. E a gente tem provas mais do que concretas de que sim, é o operariado industrial que é a classe revolucionária por excelência. Todos odeiam muitos sindicatos mal sabem para que serve.
Sim. Nunca havia visita de um sindicato. E aí você acabou de matar a questão.
É vendo que as pessoas são convencidas, não é falando. Não é eu comunista chegando e falando pra pessoa, não, você tinha que confiar no seu sindicato. Não tem.
Ele tem todo o motivo do mundo para não confiar. E quando não tem indústria, onde não tem indústria? No Brasil tem indústria.
Tem um monte de camarada industrial aí falando no chat. Acabei de mostrar um monte de greve indústria. Tem indústria.
Opa. Ah, mas é a indústria é minoria. Bom, imaginam se na revolução russa os BBCs falassem assim: "Puxa, a indústria aqui é minoria, a indústria ainda não faz maioria aqui".
Então não é questão de ser maioria, gente. É questão de classe, é questão de relações de produção. Primeiro temos que lutar contra o 6 por um para depois lutar contra a pejotização.
Isso não parte da de, digamos assim, dos partidos pra classe trabalhadora. Isso parte da classe trabalhadora pros partidos, tá? Quem decide a ordem da luta são os trabalhadores.
É a demanda popular. A 6 por1 não veio disso, não veio de demanda popular, não surgiu de forma espontânea, não se alastrou de forma espontânea. Não é a gente que decide isso.
A luta de calácias parece que tá se intensificando, não parece só. Tá sim. E tá se intensificando porque no momento de crise do capitalismo, pra preservação dos lucros, a burguesia super explora os trabalhadores.
Quando a burguesia super explora os trabalhadores, os trabalhadores reagem. Isso é luta de classes. Não existe o país ficar sem indústria, tá gente?
Isso não existe. De fato, a gente se desindustrializou em diversos setores, mas o país ainda tem indústria. Tem muitos industriais, tem muita classe operária que sofre, se [ __ ] muito, tá?
Temos bons exemplos de classe trabalhadora organizada no setor de serviços. A gente acabou de mostrar as greves nos supermercados. Sim, com certeza.
Os supermercados usam muito escala 6x1. Supermercado é uma desgraça, gente. Parece que a nossa classe econômica quer que o Brasil fique sem indústria.
Então, porque a gente é um país de capitalismo dependente. A gente é um país cuja classe dominante é uma classe que se beneficia do sistema financeiro mundial. E tem uma outra questão também, gente.
A burguesia não é uma classe única que tem interesses absolutamente convergentes em todo tempo. Existe burguesia que se beneficia de coisas que prejudicam outra burguesia. Ah, é, tem isso, né?
Glossário marxista. Para quem não sabe, eu tô desenvolvendo um glossário marxista de 30 verbetes. Eh, estou no verbete 24º já.
Então, estamos chegando na reta final aí. Talvez eu esteja enlouquecendo, mas isso é por um bom motivo. Todo o tempo que eu não estou fazendo lives, eu estou fazendo isso, ou lendo ou escrevendo ou gravando.
E aguardem, vem aí. Espero que vocês gostem. O canal é financiado pelo Apoia-se.
É assim que eu consegui fazer, é assim que eu consegui construir o estúdio, é assim que eu consegui comprar os equipamentos? É assim que eu consegui, etc. Então falta quais verbetes faltam?
Falta valor mais valia, materialismo histórico, dialética, fetichismo da mercadoria e crise. Faltam seis. Sim, tá cada vez mais burocrático consentir com a contribuição sindical.
Sim, isso aí é a reforma trabalhista do Temer. O Temer fez a contribuição sindical ficar uma burocracia do [ __ ] justamente para enfraquecer os sindicatos. Ele conseguiu, ele conseguiu.
Pessoal tava falando que o sindicalismo tava embaixo e tal, mas mesmo assim, porque o sindicalismo ainda mexe nesse ponto nevrágico do capitalismo, ele foi combatido pela burguesia na reforma trabalhista, inclusive com anuência dos próprios trabalhadores que t essa visão de que o sindicato é uma espécie de clube de encostados que se utilizam do trabalho alheio, sabe? Não é só tema leve, né? Você viu que eu deixei os seis temas mais [ __ ] pro final, né?
Seis de quantos? De 30. A reindustrialização no Brasil só seria possível pós evolução?
Na minha opinião, sim. Na minha opinião, sim. Porque a gente não tem uma burguesia nacional desenvolvimentista.
A gente não tem a burguesia disposta a travar essa luta aqui. Ao mesmo tempo que a gente é submisso às diretrizes de órgãos internacionais como FMI e o Banco Mundial que que travam o nosso desenvolvimento, né? Que impedem a gente de gastar, que mantém o Brasil no capitalismo dependente de propósito, que impõe a divisão internacional do trabalho dessa forma.
E a gente viu o que que acontece se você foge dessa agenda, né? a Venezuela e o Irã que o digam, terão mais protestos contra 6 por1 por agora? Com certeza.
Eu vou falar sobre isso aqui no canal toda vez que acontecer. É, a gente vai avaliar essa coisa de considerar os o PCC e o CV como grupos terroristas, tá? Porque isso aqui não é de agora, mas é o timing é curioso, né, gente?
Os caras bombardeando pintura de avião e balão inflável de helicóptero. [ __ ] guerra, papaléguas e coyote do [ __ ] né? Como que o trabalhador que não é do setor operário pode contribuir com as greves dessa luta se organizando em movimentos sindicais?
E de novo, a minha recomendação é o MLC. Muita gente que tá no MLC não é trabalhador de de fábrica, mas é mas trabalha lá, vai pra porta da fábrica, panfleta, fala com o trabalhador, fala de sindicato, fala cola no sindicato, cola nas assembleias. Mas muita gente que tá no MLC é operário, sim.
É importante ter os dois, tá? Mas não significa que só porque você não é de fábrica não tem como ajudar. Tem muito.
Qual a expectativa pra candidata da UP esse ano? A pré-candidata é a Samara. A gente tem que pressionar para ela ser convidada pros debates, né, gente?
Isso é uma das coisas. Claro que a gente vai dar o máximo de apoio possível, mas ela vai ser boicotada assim de todos os meios possíveis. E a Samara tá parecendo que a Samara vai ser a única mulher candidata.
É possível contribuir à distância? Menos. A única a única maneira que eu consigo pensar de contribuir a distância é doando dinheiro para eles.
Porque assim, a galera para greve, precisa se sustentar, né? Às vezes tem um salário suspenso, tem um monte de legalidade que acontece nessas greves. Pessoal fica lá o dia inteiro, precisa de insumo.
Então é o melhor jeito, eu sei que é ridículo falar isso, mas é dinheiro, cara, doação. Mas o melhor trabalho é é o concreto, é se organizar e colar. E é isso que nossos camaradas do MLC estão fazendo.
Tão indo lá pra cara das fábricas. Gente, fábrica tem turno noturno, tá? Tem turno que entra de noite e sai de manhã.
A galera vai nesses turnos, tá? falar com o pessoal na troca de turno. Demissão de liderança acontece toda a greve praticamente.
Tem a Simone Tebet também. Que Simone Tebet vai ter Simone Tebet onde? Simone Tebet vai apoiar o Lula, pô.
Falando de presidência, pô. E agora é importante fazer essas manifestações para pressionar a Câmara a votar isso antes das eleições, porque mesmo se eles votarem contra, isso queima base [ __ ] de deputado de direita. Fala mais da Samara, a gente vai falar mais com ela aqui no canal.
A gente vai produzir uns materiais. A Samara é do Rio Grande do Norte. Ela é profissional da saúde no SUS e militante da Unidade Popular.
E ela é a pré-candidata da unidade popular paraa presidência da República. E foi como eu falei, ela provavelmente vai ser a única mulher. E eu tive o prazer de conhecer ela no 8M.
E ela é um doce de pessoa, uma militante muito [ __ ] uma pessoa que tem uma trajetória de luta super interessante, super digna de conhecimento e que fala muito bem em público. A escolha da OP foi muito acertada, porque ela é uma tremenda de uma oradora. Bom, gente, vou ficando por aqui.
Eu acho que a gente conseguiu demonstrar bastante aqui das questões a respeito de comunismo, tanto no campo prático quanto no campo teórico. E eu sei que a parte teórica a respeito de sujeito revolucionário foi um pouco teórica demais, mas eh eu acho que a eu preciso ser rigoroso em certas partes porque existe um equilíbrio tênue entre ser acessível e errar. Então eu preciso ser bastante preciso com as palavras, até porque eu sofro o escrutínio de demais marxistas.
Então é é o tipo de coisa que que fica um pouco difícil de entender se você não tem a leitura na área, coisa que a maior parte das pessoas não teve nenhum direito de ter. Mas eu precisava unir essa postura do movimento luta de classes com a teoria revolucionária, que é a base que orienta essa postura. Mas eu espero ter convencido vocês, pelo menos parcialmente, de que é necessário trabalho operário no Brasil.
Algo que eu duvido muito que alguém conteste. Acho que todo mundo sabe que é importante organizar operários, mas é importante a gente jogar essa organização no centro do debate, a organização operária no centro do movimento revolucionário brasileiro. Eu sempre brinco que talvez o nosso defeito seja eh ser comunistas que acreditam em revolução, né?
Quando a gente fala de revolução, a gente não tá brincando, não é brincadeira, não é modo de dizer. Vocês não vão ficar encontrando anúncio de greve na internet, tá gente? Porque, né, greve é coisa séria, tem repressão policial, tem ameaça, tem demissão, tem assédio, tem o [ __ ] A internet não é um lugar próprio para isso.
Se vocês querem saber de greve, tem que se organizar. A internet serve pra gente divulgar as lutas dos camaradas quando elas estão em andamento já pra gente conseguir contribuir e principalmente pra gente ser convencido da necessidade dessa luta. Mas não acreditem que vocês seguindo alguma página no Instagram vão ver quais greves vão acontecer quando.
Isso não é isso isso é um equívoco, inclusive isso é é perigoso pr as pessoas. é a questão de sobrevivência de quem tá trabalhando lá. Mas é isso, beijo para vocês, fiquem bem, busquem comercimento e sejam marxistas lenistas, certo?