[Música] Então, para fechar, acho que matar um pouco a curiosidade também, porque a gente aprofunda isso no Innerlab, né? Mas reforçando aqui o convite e matando um pouco da curiosidade que eu sei que fica. Eh, ao longo dos anos eu desenvolvi, né, essa tecnologia da liderança interior, menos de um lugar mental e mais de um lugar da criação de um guarda‑chuva, né, com um ponto central, que é a presença de tudo aquilo que eu vim implementando na minha vida e que foram fatores estruturais para construir esse caminho e lidar com todos os desafios de ter um negócio desse tipo no mundo, né?
Porque é o que eu falo: todo negócio é desafiador. Agora, sei lá, né, tem negócios que são mais básicos assim, e eu acho que eles têm outras facilidades. Quando você trabalha com desenvolvimento de pessoas, com consciência, com negócio que é muito da inovação, tem vários outros desafios.
Então, ao longo da minha trajetória, nesses últimos 10 anos, eu fui criando ferramentas internas a partir da minha prática, a partir do que eu aprendia nas minhas práticas espirituais, e fui integrando isso, né, com o meu dia a dia, nesse encontro tanto do meu CPF, tanto da Tânia, quanto do CNPF que eu brinco, que é a Tânia sentada na cadeira de fundadora, né, de três CNPJ. Então, quais são, né, de tudo que eu vivi—e eu falo isso—sem que isso seja uma coisa que tem que estar cravada numa pedra assim, que nunca mais vai mudar, porque eu acredito que todo o negócio é um organismo vivo e, tal qual a natureza, ele vai se desenvolvendo. Ele tem uma semente inicial e ele vai crescendo e se revelando.
Para mim é muito menos sobre planejar perfeitamente uma coisa e ficar fixa, e muito mais sobre ter uma visão, construir os passos necessários, dar o próximo passo que faz sentido. Eu falo sempre isso, falo várias vezes no caminho: a gente dá o próximo passo que faz sentido e vai deixando o caminho também revelar, né? Porque empreender é uma alquimia.
De todos os lugares que eu passei, quais foram os oito que se consolidaram como estruturais para essa liderança interior? Então, o primeiro é intuição e inteligência sutil, né? Essa capacidade de ouvir a linguagem da vida, né?
Aqui dentro tem tanta integração do nosso lado direito e esquerdo do cérebro, os aspectos femininos e masculinos, a intuição integrada com a visão de negócio, ouvir a linguagem da vida a partir dessa linguagem simbólica. Tem todo um corpo de conhecimento, né? No Innerlab a gente vai passando um deles por mês, fazendo uma prática circular, mas é um corpo de conhecimento atrelado a intuição, visão e inteligência sutil, para gente poder primeiro ouvir a vida e dialogar com esta sabedoria muito maior que fala conosco.
Isso nos leva ao segundo pilar, que é a escuta ativa, escuta de mim. Primeiro eu preciso me escutar das muitas vozes que falam aqui dentro. Qual é a voz da Tânia?
Porque tem a voz da minha mãe, do meu pai, da minha avó, do que eu acho, do meu "não sei o quê". Tem a voz de um monte de gente. Mas qual é a minha voz?
Então, escutar a mim, ter uma escuta profunda do outro, porque não adianta só escutar a si mesmo. Nós somos seres interrelacionados. Consigo escutar o outro de verdade, não só esperar minha vez de falar, mas ouvir e escutar a vida, que é o pilar anterior.
Escuta profunda. E aqui a gente pode brincar com a escuta dos números no dinheiro. Ouvir está muito conectado a um pilar profundíssimo chamado verdade encarnada, que é alinhar.
Verdade, para mim, é alinhar pensamento, palavra e ação. Mas, acima de tudo, eu aprendi que as sincronicidades só acontecem quando você está em verdade. É por isso que, quando a gente faz uma coisa que a gente não gosta, está num trabalho que a gente não gosta, quando a gente está num lugar de fingir, essa camada da dimensão dos milagres não acontece.
Isso pede uma verdade profunda e tem muitas dimensões, tá? Primeira prática que eu dou, no mês da verdade, entre várias, é experimentar passar um dia, uma semana, um mês, sem mentir absolutamente nada. Não tem “mentira branca”; não existe isso.
Até hoje em dia nem é polido, adequado esse tipo de linguagem, mas não existe. “Ai, desculpa, cheguei atrasada porque eu tinha trânsito. ” Não.
Essa era uma minha—eu percebi, há algum tempo, que eu era viciada em cortisol, então tinha o vício de chegar atrasada; por trás disso estava o meu vício de cortisol alto. Então eu parei de falar isso. Eu cheguei atrasada e, ou eu falo a verdade—porque eu sou viciada em cortisol, o que nem sempre cabe—ou eu sustento, não justifico: “Desculpa pelo meu atraso.
” Ponto. Gente, a boazinha quer morrer quando você tira a justificativa dela. Isso leva às verdades que você conta sobre você mesmo.
Eu estou sendo verdadeira comigo sobre essa situação, sobre como me sinto nesse contexto. Percebo que, sem estar presente no corpo, você nem sabe se é verdade ou não; não está sentindo até chegar nessa verdade de integração com meu propósito. Terceiro pilar: prazer e propósito, a integração dessa verdade da minha alma com o tal do cérebro do prazer, que não é um tema que eu pincelei aqui, mas não é o foco; versus a cultura do cortisol, que é o instinto de sobrevivência e o vício em modo de sobrevivência.
Prazer, para mim, é argamassa de criação de futuro, de realidade, de sustentação; é fundamental. Sem prazer é impossível sustentar o caminho. Não estou falando de ausência de dificuldade, de desafios, de escolhas, mas de conhecer o que realmente dá prazer e nutre, dá sentido à minha alma.
Quinto pilar: ritmo vivo e disciplina gentil. Operar como um humano, não como uma máquina. Para isso precisamos de tempo ativo e tempo passivo: tempo de construir, tempo de regenerar.
Precisa ser mais cíclico, rítmico, numa cadência. Disciplina gentil são aquelas escolhas que faço com consistência por amor, não por força do ódio, como o povo posta por aí. Sem ritmo, sem disciplina amorosa comigo mesmo, não se constroem escolhas edificantes; não há sistema que se sustente em pé.
Dinheiro como seiva e como espelho, né? O dinheiro que reflete o nosso mundo interno é um dos pilares de liderança interior, que, como vocês já ouviram aqui, é inteligência natural, sétimo pilar, e regeneração. Nos lembrar da natureza e voltar a operar em ressonância, em concordância, em alinhamento com ela.
Para as mulheres tem toda a parte de inteligência cíclica, a partir da menstruação, mas tudo isso que eu falei—planejamento a partir dos ciclos, olhar das estações, entender onde estou, ser parte da natureza—relembrar que somos parte. Para mim nada disso faz sentido se, como humanos, não nos tornamos eu‑natureza; não há natureza em terceira pessoa, nós somos natureza e volto a me reconhecer como uma entidade viva conectada com toda a entidade viva da terra. Por fim, oitavo pilar: serviço e entrega.
Eu não acredito que viemos ao mundo, que encarnamos aqui na Terra, para ficar construindo coisas só para nós. É claro que todos nós temos desejos e vontades; isso é normal. Mas, dentro do mecanismo de liderança interior, compreender que o que faço—colocar meu propósito, meus dons, meus talentos—a serviço de algo maior que o meu próprio umbigo, é um pilar fundamental para construir uma nova missão, uma nova compreensão de mundo, onde somos muito mais parecidos com uma agrofloresta do que com uma monocultura, como o mundo das corporações e do trabalho está estruturado, com muito pouco respeito às diferenças e às diversidades.
Não estou falando de grupos minoritários, mas de dons e talentos de cada ser humano, e de saber que tudo o que faço pode ter um olhar, uma visão, um servir maior do que eu. Então, os oito pilares são como dois quadrados que formam uma estrela de oito pontas. Essa estrela de oito pontas é o logo; vocês viram—ela, em todos os fechamentos, é o logo da Inner, da minha empresa, que é o contêiner, um dos contêiners onde coloco isso, mas o contêiner principal onde ocorre o trabalho de liderança interior.
Sempre lembrando que, no centro da estrela de oito pontas, está a presença. A grande tecnologia disso tudo é a presença. No Innerlab quem entra, entra pela presença, conhecendo também o olhar de integração de corpo, coração, mente e intestino como um tripé de capacidade de criação de realidade.
Ao longo de um ano, praticamos esses oito pilares de maneira rotativa, com encontros semanais de sustentação da prática da presença na academia da alma, porque, para mim, isso aqui é uma grande academia da alma, tanto no ser, quanto no empreender, quanto no liderar, sabendo que, quando falamos de futuro, falamos de inovação; não é o tempo que nos leva ao futuro, são as novas escolhas feitas com consciência todos os dias, a serviço de algo maior, ao meu eu superior. Fecho aqui toda essa trajetória, deixando para vocês um ciclo lunar de micro‑atitudes para implementarem, papum, começarem a valer. Deixo o convite para quem quiser se aprofundar nesse caminho de ser mestre de si mesmo, nessa trajetória de colocar quem viemos ser no mundo, porque, olha, tudo isso que falamos tem a ver com colocar quem eu sou no mundo.
É um caminho solitário de fazer uma trajetória que só a Tânia pode fazer, sem mapa de instrução; temos ajuda, mentoria, várias coisas, mas há uma parte que é muito solitária, na alma, e cada um vai sustentar sua verdade. Então, quem quiser ser parte de um ecossistema de sustentação dessa verdade interior, de liderança interior, nessa academia da alma que ajuda a gente a ser quem viemos ser, fica aqui o convite para o próximo passo: ser parte do Innerlab. Quero agradecer profundamente quem chegou até aqui.
Acho que ser ouvida é uma honra, um presente. Para você que parou, esteve aqui com presença, dedicando tempo, quero que saiba que coloquei em todo o meu coração o melhor— a destilação de 10 anos de aprendizado em vídeos curtos—para que isso possa ser uma fonte de transformação na sua vida, assim como foi na minha. Agradeço o tempo, a escuta.
Tudo aquilo que o Ayurveda fala, que tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, cheiramos e comemos é alimento. Toda vez que falo e estou em um lugar, busco ser bom nutriente na vida de quem está se alimentando do que sai da minha boca. Muito obrigada.
Uma linda prática para vocês; façam do seu dinheiro seu melhor amigo interno.