[Música] Olá os meses de Agosto e Setembro foram tomados pela fumaça que encobriu o Brasil inteiro São Paulo Acre rondone Mato Grosso do Sul sofreram de maneira intensa a crise climática estamos aqui para debater sobre mudanças climáticas clima mas não somente sobre os problemas e sim as [Música] soluções sou Mateus Fernandes fazendo minha audiodescrição sou um homem negro de pele clara com uma calça preta e uma blusa branca estou aqui com Estela especialista em política climática advogada que atua no observatório do clima uma coalisão brasileira de sociedade civil que atua com mudanças climáticas desde 2001
Stela seja muito bem-vinda um prazer ter você aqui obrigada Mateus a minha honra tá aqui para me descrever e eu sou uma mulher branca de cabelos castanhos mais ou menos na altura do ombro estou com uma blusa cor de uva e uma saia preta bom Estela acompanhando a sua trajetória uma curiosidade que sempre fica o que faz uma especialista em políticas climáticas bom o meu trabalho no observ ratório do clima ele é muito focado em acompanhar as negociações internacionais de clima então a gente eh participa dos encontros né todo ano a gente tem as Cops
Eu acho que a gente vai falar um pouquinho sobre isso a gente vê o que que os países estão negociando se a gente tá caminhando na direção correta e traz tanto esse debate pra realidade brasileira quanto também tenta influenciar esse contexto internacional a gente participa de várias redes de organizações da sociedade civil Internacional e também faz essa AB brasileira né Essa tropicalização do debate pro Brasil o Observatório do clima como rede de organizações da sociedade civil brasileira que tem 119 membros né é a maior rede de sociedade civil que atua na agenda climática e que
a gente de fato consegue influenciar nas políticas climáticas nacionais a gente tem várias estratégias tem essa de advocacy que eu faço parte desse time né que é realmente tentar eh ampliar os direitos e principalmente falando do Observatório do clima cuidar do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado ao clima estável da da terra e olhando especificamente pro Brasil mas também barrar retrocessos que sempre tem né A gente está sempre ameaçado seja pelo congresso enfim e a gente também produz conhecimento então um dos projetos mais importantes do Observatório do clima É de fato a medição das emissões
de gáses de efeito estufa no contexto brasileiro de todos os setores para Brasil pros Estados e para todos os municípios a gente também eh dá formações paraa Nossa Rede a gente tem uma comunicação eh muito ágil que faz essa conexão entre o trabalho político né de advocacy com eh os outros atores da sociedade então a gente fala muito com jornalistas a gente fala muito com pessoas para realmente ter essa mobilização e a gente também tem um time que faz o que a gente chama de litigância estratégica que é quando a gente vai às cortes né
ao judiciário para barrar esses retrocessos eh como uma última instância também é uma uma das nossas estratégias e olhando para essas estratégias pensando no observatório e tudo que você vem construindo qual a importância justamente desse advoca ter conexão com a coletividade como que hoje a gente consegue trazer essa incidência Os territórios fazer que as pessoas se preocupem também com essa pauta que o Observatório tem observado desde 2001 Mas como que a gente traz isso para um coletivo não é super importante tanto que a nossa rede cresceu muito né nesses poucos mais de duas décadas eh
começou com poucas organizações eh e eram organizações mais especializadas no tema e hoje a gente tem desde institutos de Pesquisas organizações eh sem fins lucrativos mas também movimentos sociais porque é no território que a gente a gente sente os impactos então a gente precisa trazer essa diversidade de vozes pro debate a gente precisa cada vez mais a sociedade brasileira como todo se engagee na pauta climática Então essa ampliação de novos públicos de trazer cada vez mais gente né para essa causa para para essa agenda é um dos das principais atuações agora falando no campo Mais
amplo né olhando para o Brasil a gente teve inúmeros episódios ao longo do ano que marcaram a nossa história de maneira trágica quando a gente pensa nas queimadas quando a gente pensa no Rio Grande do Sul a gente sentiu que a crise climática tem impactado diretamente também a economia você como uma especialista Como que você observa isso no dia a dia tem correlação com a desigualdade com a economia quando a gente vê episódios como esse que T ocorrido eu acho que é infelizmente uma amostra grátis que a gente tá tendo do que nos espera e
eu acho que isso pode suar um pouco eh um um um pouco assustador a gente pensar que esse clima que a gente tá vivendo hoje com todos esses impactos que você falou a gente tá vendo a seca né na região norte chegando a níveis históricos ao mesmo tempo que poucos meses atrás a gente tinha uma inundação também Histórica no sul do país eh Isso é uma amostra grátis porque a gente teve no último um ano todos os meses mais quentes da história quebrando todos os recordes e todos acima de 1,5º mais quentes na média da
terra e a gente tá ultrapassando um ponto muito sensível da do equilíbrio climático da terra e que hoje esse é o clima mais estável que nós vamos viver isso é um pouco assustador Mas a gente não pode dizer que foi sem aviso isso tem eh tem surpreendido até mesmo os cientistas que fazem essas previsões até eles estão surpresos com a velocidade que os impactos estão atingindo por exemplo eu falei do 1.5 né que a gente já tá aí numa Terra 1,5 mais quente isso só era para acontecer nos meados da década de 2030 e a
gente tá em 2024 e a gente já tá vendo esse aumento de temperatura a gente tá hoje num ponto de encruzilhada se a se a gente vai dar conta de dar resposta para essa situação ou não a verdade é que estamos no momento crítico quando a gente fala de aquecimento quando a gente observa territórios mais vulnerabilizados não vulneráveis a gente entende que esse calor ele é de maneira muito mais intensa mas Estela uma dúvida que me surge Quais são os compromissos acordos que nós temos que assegure que esses territórios não sejam tão impactados em 1992
a gente assina a convenção quadro de mudança do clima na no Rio de Janeiro ali foi a primeira vez que os países reconheceram que havia um problema e eles entraram num acordo de que não iam mais interferir perigosamente no clima de lá para cá todos os anos anos a gente tem um encontro entre os países que se chamam as conferências da parte por isso a sigla cop que vocês escutam falar todo final de ano e nesses encontros é como os países decidem de fato como eles vão agir a gente teve no passado o protocolo de
que outo que talvez e os jovens não se forem muito jovens não vão se lembrar mas eh que não funcionou muito bem a gente eh não foi muito efetivo com esse acordo e aí começou a se pensar bom então vamos construir um novo acordo E aí em 2015 depois de assim momentos que a gente achou que o multilateralismo não ia dar conta de enfrentar a crise climática a gente consegue produzir um novo acordo em Paris e esse acordo ele ele muda a lógica ele tem um um ele inverte a lógica que antes a gente tinha
primeiro Os cientistas já indicavam que a gente não deveria ultrapassar 2º C de aquecimento na terra mas que mesmo 2 graus já seria o suficiente para fazer países inteiros desaparecerem que são aqueles países ilha no Pacífico e dois graus cxo já já seria o suficiente para eles não existirem Então teve uma ação política um um um esforço muito grande para que se conseguisse colocar no texto do acordo a menção aos esforços de se limitar oo aquecimento da terra a 1.5 e de lá para cá os estudos científicos principalmente do ipcc que é o painel intergovernamental
de cientistas do mundo inteiro vem vem mostrando como esses impactos vão ser menores para nós humanos e se a gente conseguir limitar o aquecimento da terra a 1 gra essa é a nossa meta agora que a gente não quer perder e aí a lógica do acordo foi a seguinte e precisamos de todo mundo fazendo esforços para conseguir limitar o aquecimento nesse nível então todo mundo vai ter uma meta só que cada país vai dizer qual é a sua meta e aí e acaba que a gente chega num lugar difícil da política que todo mundo tem
que est muito engajado com o assunto para de fato a gente conseguir sair do lugar eh os cientistas falam que a gente tem que cortar as emissões de gás de efeito estufa em 43% até 2030 Ou seja a gente tem menos de 6 anos para fazer isso e é quase a metade e os estudos da própria ONU que pegam as metas de todos os países falam que se a gente fizer tudo certo cumprir todas as promessas que os países colocaram na mesa a gente vai reduzir as emissões em pouco mais de 5% Então existe uma
diferença muito grande entre o que deveria est sendo feito e o que os países estão prometendo não vou nem entrar no mérito do que está de fato sendo feito eu estive recentemente na 59ª assembleia geral da ONU foi minha primeira vez em Nova York visitando a sede naquele momento teve muitos chefes de estados justamente debatendo que você trouxe aqui sobre os acordos seus compromissos assim como durante a última cop aquele momento de negociação e para que os jovens que têm o interesse de acompanhar essas discussões o momento de negociação é quase como aportar para que
a gente tenha um futuro aquele momento onde eles colocam dinheiro na mesa para que a gente consiga reduzir os danos que cada um tem colocado no universo né a gente teve um choque muito grande de países que mais poluem foram os que menos doaram para ajudar a solucionar o problema isso foi muito debatido durante a assembleia geral da ONU né o papel justamente dos países mais ricos de se comprometerem mas uma dúvida que sempre me ecoa assim como que a gente coloca isso em ordem prática do Global pro Nacional como que a gente transforma isso
em uma política pública como que a gente verifica como isso é aplicável em cada estado os países que causaram mais as mudanças climáticas tem uma responsabilidade maior seja na hora de reduzir emissões de gas de efeito estufa mitigar seja na hora de fazer o aporte financeiro na verdade os países desenvolvidos que foram eh quem se desenvolveram primeiro fizeram a Revolução Industrial muito à base do carvão emitiram mais gases de efeito estufa Eles é que devem financiar e fazer aportes né que você falou da questão do dinheiro para que os países em desenvolvimento possam de fato
implementar aí as medidas de mitigação e também muito importante a gente tá falando aqui de impacto né de adaptação a adaptação cada vez se tornando mais importante porque a gente não conseguiu eh mitigar como deveria e agora a gente já vem sofrendo os impactos e hoje esses impactos são tão fortes que muitas vezes a gente também tem tem que lidar com as Perdas e Danos no Brasil a gente eh colocou uma meta climática e a gente disse que a gente não depende de recursos externos Mas como que a gente vai traduzir essa meta em metas
setoriais tudo isso precisa de de fato de um plano de implementação da Meta climática tanto pros setores como também de um reforço assim de eh uma estrutura melhor pro federalismo né porque a gente vê os impactos acontecendo no município Como foi o caso por exemplo no Rio Grande do Sul de Porto Alegre Como que o município vai se preparar para lidar com esses impactos a gente precisa ter um planejamento tanto na hora de cortar emissões como também na hora de lidar com esses impactos de se adaptar de com construir cidades mais resilientes que envolv os
três níveis da Federação gostei muito dos exemplos que você trouxe sobre adaptação e mitigação e algo que é bacana da gente também explicar pros jovens né o que de fato a gente pensa quando a gente tá falando de adaptação climática de maneira prática o que que seria uma adaptação a gente precisa pensar em cidades que sejam de fato resilientes que elas consigam e dar com um novo clima que não é o clima que a gente estava acostumado né né a gente tem falado aí desse novo normal e a gente precisa considerar isso quando a gente
planeja as ações tanto da cidade então a gente tá falando de planejamento urbano de como se ocupa a cidade a gente tá falando de regras eh desde transporte urbano uma outra coisa que a gente se preocupa muito obras de infraestrutura urbana elas são pensadas pros pra cheia dos últimos 100 anos pro pro que era acontecia uma vez a cada 100 anos e que agora agora vai acontecer a cada 5 anos ou a cada ano eles são pensados para aguentar as marés cada vez mais fortes de um nível do mar que tá aumentando a gente precisa
considerar que os impactos que antes a gente tinha como excepcionais eles não são mais excepcionais Estela um ponto pra gente até retornar a esse assunto em relação às fumaças né é muito importante da gente debater e contextualizar que a gente tem dados que mostra que atualmente estamos desmatando menos do que comparativamente a 20 anos atrás no entanto a gente bateu o recorde de Queimadas em comparação a outros anos como que esses dados se dão assim o desmatamento a queimada são os são mesmas informações o por que a gente recebe essas informações como que a gente
tá desmatando menos sendo que a gente tá vendo mais eventos como esses queimadas no ciclo do desmatamento tem a etapa que é a queima para limpar de fato aquela área então o como é que é a grilagem de terra no Brasil eles primeiro pegam uma área e retiram as árvores de maior valor especificamente retiram aquelas árvores depois eles fazem uma limpeza geral da da área derrubando esse material e aí taca fogo para limpar e depois ocupar com poucas cabeças de gado e depois entrar eh que essa essa terra tiver legalizada entrar com outros cultivos o
que a gente tá vendo hoje é uma queda do desmatamento significativa mas são vários processos acontecendo ao mesmo tempo esse material já estava no chão né a gente tem essa biomassa esperando para ser queimada Então existe ainda um uma rebarba desse desmatamento acentuado que a gente viu nos últimos anos e que tá sendo colocado fogo paraa limpeza dessas áreas então é uma consequência desse desmatamento existe também um clima mais seco acho que esse é o fator principal que a gente tá vendo é um clima que a gente teve uminho muito forte no ano passado e
não chegou a Laninha como a gente esperava Então esse esse clima continua muito seco e aí qualquer fogo para limpeza até de pasto que é uma prática que não deveria acontecer porque o fogo é proibido na época de Seca no Brasil Mas qualquer iniciativa pode perder o controle muito rápido e ser utilizada e é uma iniciativa diga-se deix vamos deixar claro criminosa tudo ISO isso no mesmo caldo de mudanças climáticas que a gente está vendo falando de território eu vindo de São Paulo consegui sentir muito bem o que foi a chegada da Fumaça o dado
de observar que São Paulo foi o quarto dia com pior ar do mundo aquilo assustou todos nós E eu acho que entrando justamente nessa pauta do assustar queria ouvir dicas para você em relação O que que a gente pode fazer para conseguir lidar com essa com ansiedade né de ver toda essa movimentação que a gente tem observado das fumaças das queimadas entre outros eventos que infelizmente estão por vir o que que a gente pode fazer para que a gente não entre nesse mecanismo de medo o maior poder individual que a gente tem é o voto
porque não adianta a gente ter nem só um executivo comprometido porque existem ações que o Executivo pode tentar fazer um plano eh dar os incentivos corretos mas a gente se a gente tiver um congresso que esteja minando e passando leis com retrocessos ambientais e que contratam emissões futuras isso fica perdido então a gente precisa ocupar todas as esferas de poder que a gente tem emg gerência que é o executivo e o legislativo eh com pessoas que de fato estejam comprometidas com com essa causa para que a gente tenha as políticas públicas necessári áreas que permitam
as pessoas aderirem a causa climática a fazerem escolhas que sejam mais conscientes Então por mais que as ações individuais elas importem eu acho que a gente só pode cobrar isso das pessoas para que todo mundo tenha oportunidade de fazer essas escolhas se a gente tiver essas políticas públicas embasando por trás algo que eu comecei a sentir e aprender de fato que essas ações individuais eu não consigo salvar o mundo que tem muito desse pensamento principalmente da juventude que tá acompanhando as discussões agora não tava no re inovation 92 e tudo que foi discutido nesses acordos
a gente entende que é tudo para ontem a gente tá correndo atrás do nosso futuro mas também olhando pro nosso passado mas hoje eu tenho entendimento de com calma as medidas que eu faço individual ela me traz um conforto Então hoje a minha alimentação é diferente a minha coleta de lixo é diferente mas pensando que isso também tem benefício para mim e também pro mundo né mas entendendo que a parcial também de responsabilidade é a pública como você trouxe e principalmente desses acordos que estão sendo debatidos né E um ponto muito curioso quando você traz
principalmente sobre a redução de combustíveis fósseis é algo que eu gostaria muito que todos os pais jovens e pessoas que não têm essa informação Ouçam a sua resposta porque hoje quando eu tenho entendimento de combustível fóssil é numa perspectiva Global mas pro meu pai quando a gente fala de redução eu vou parar de usar gasolina o que que seria reduzir o combustível fóssil O que que é uma transição energética e como que a gente pode alcançar isso a principal causa da mudança climática são os combustíveis fósseis e na COP do ano passado que foi a
cop 28 ela fez pela primeira vez depois de três décadas de negociação a gente conseguiu dar nome aos bois foi a primeira vez que os países conseguiram falar que a gente precisa se afastar dos combustíveis fósseis então foi um um Marco histórico e agora a gente está lutando não só para manter isso porque a gente já tem visto aí muito muitos movimentos contrários ao que foi decidido no ano passado mas também como implementar isso E aí entram várias questões políticas quem que vai se mexer primeiro né os países que consumiram já mais combustíveis fósseis e
que são mais envolvidos eh precisam se afastar primeiro ou seja precisam abandonar primeiro mas o que os cientistas nos trazem É que na verdade a gente não poderia pensar mais emem abrir mais nenhum novo poço de petróleo e de a gentee tem quear acelerar a transição energética e é muito importante que a gente pense na responsabilidade dos Estados esse direcionamento porque por exemplo só no ano passado a gente deu o mundo como um todo deu 7 trilhões de dólares em subsídios para a indústria do petróleo e a gente precisa de cerca de 1 trilhão de
dólares anuais para fazer a transição energética que você mencionou Então o que a gente V hoje e que me dá mais angústia é ver que a gente ainda está financiando a causa do problema ao invés de estar financiando a solução no Brasil o maior fator de emissão de gás de efeito estufa na verdade é o desmatamento cerca de metade das emissões brasileiras vem do desmatamento e se você juntar isso com a produção de alimento do agronegócio a gente tem 3S qu4 das emissões de gás de efeito estufa no Brasil conectadas a ao agronegócio a produção
de matamento e a produção de alimentos que vem também acompanhada desse desmatamento a primeira coisa que o Brasil precisa fazer é zerar o desmatamento e isso é um compromisso que a gente já assumiu várias vezes internacionalmente e seja o governo federal seja assinando declarações internacionais Então isso é um compromisso assumido eh e se você pensar que mais de 90% do desmatamento no Brasil tá muito ligado à atividade ilegal a gente tá falando de um crime né que destrói o nosso patrimônio que gera emissão e que não gera riqueza ele só gera e pobreza então e
esse é o primeiro passo depois a gente precisa cada vez mais investir numa Agricultura de Baixo Carbono que o Brasil sabe fazer a gente tem uma linha de crédito voltada para isso mas que na verdade a gente precisa que todos os subsídios né sejam direcionados a Agricultura de Baixo Carbono e aí o o Brasil também precisa trabalhar e começar a planejar o seu afastamento dos combustíveis fó a sua transição [Música] energética não existe Justiça climática sem uma transição justa a gente precisa ter a população sendo vista a participação da sociedade civil a gente precisa est
sendo ouvido porque senão a gente vai buscar soluções para o que não tá sendo diretamente pactado né e entrando justamente nesse ponto do impacto não só sobre o impacto mas agora a gente indo para um caminho positivo quando a gente pensa nessa transição Quais são os benefícios financeiros olhando pro Brasil olhando pro mundo a gente tá falando de um um ganho significativo de novos empregos que que você deslumbra pensando em futuro após essa transição a transição justa não passa só pelo abandono dos combustíveis fósseis a gente precisa se preocupar com a transição justa também na
ponta inclusive da das energias renováveis a gente tá falando de eh eólico solar principalmente biomassa também mas principalmente eólico solar que são eh uma indústria por exemplo que no nordeste já tá eh a todo vapor assim que existem grandes investimentos mas que estão ainda acompanhados de impactos sociais Então é isso que você mencionou Mateus eh é uma população que não é ouvida que seus direitos são atropelados que não são respeitados e que a gente precisa que essa transição energética ela venha acompanhada realmente de e um respeito aos direitos desses povos que se preocupe com a
saúde deles e que ela Proteja essa população pra gente realmente ter todo mundo todas as camadas da sociedade se beneficiando ela no aspecto econômico que você mencionou eh acho que a gente também já mencionou aqui eh hoje as energias renováveis elas são mais custo eficientes custo efetivas então é mais barato se investir nas energias renováveis do que nas fósseis então principalmente se você leva em conta essa questão dos subsídios Então na verdade a gente redirecionar é fazer um um um pacto né como país das escolhas e aí para isso a participação é tão importante se
tornar ativista climático para mim partiu muito pela dor todo o ensinamento que eu tenho de política mesmo né de entender que favela é meio ambiente de entender o que tá acontecendo com o mundo foi muito vivencial né ou seja já tive minha casa alargada inúmeras vezes é um contexto onde a gente cresce já aprendendo a lidar e às vezes coloca até como comum hoje eu tenho entendimento que essa participação essa vivência que eu tive me trouxe muitos conhecimentos técnicos e conhecimentos também ancestrais mas muito importante conectar com esse olhar político Global né Queria que você
pudesse trazer também não só pela dor né como eu trouxe porque a gente tá olhando para futuro outras formas de se educar né dicas que a gente consiga se contextualizar consiga se aperfeiçoar sobre essas temáticas sobre meio ambiente a gente no observatório do clima a gente fez uma publicação específica eh para tentar traduzir isso principalmente paraos jornalistas ou para pessoas comuns que não estão inseridas nas negociações climáticas e que querem saber mais querem entender mais que se chama acordo de Paris um guia para os perplexos então convido a todos a acessarem a gente acabou de
atualizar porque a gente atualiza ano a ano com a a cópia mais recente com a reunião do meio do ano de clima que a gente tem também na Alemanha todo ano então a gente acabou de colocar no site eh essa publicação e para quem quer enfim um livro que tem todo o conhecimento científico eh e e toda todas as trocas políticas de como essas questões são tratadas Eu recomendo muito um livro que inclusive ganhou o prêmio Jabuti que se chama a espiral da morte o título não é muito otimista mas o livro ele ele traz
essa eh essa densidade dos dados mas de uma maneira bem leve para quem quer conhecer mais sobre as mudanças climáticas e de um ponto de vista Talvez um pouco mais eh político uhum eh tem uma coisa que na crise climática que sempre me chamou Mita atenção que é quem joga contra quem planta dúvida Quem são os negacionistas porque a gente sabe há tanto tempo que esse é um problema grave e e como é que a gente ainda não resolveu ess problema grande parte é um problema eh se dá por uma questão que é comum a
indústria do tabaco por exemplo que durante muito tempo ficou ali negando a seriedade da dos problemas de saúde que o cigarro trazia Então tem um livro que eu não sei se tem lançado em português inglês se chama martians of Doubt mas que fizeram filme e o mercado da dúvida se eu não me engano o título em português e que tá disponível também em algumas plataformas para entender o Lobby das empresas por né a a parte mais cruel eu diria é de quem tá ali plantando a dúvida para não ter ação sabe Estela falando sobre as
pautas ambientais e você trouxe uma fala muito importante que a gente acaba pagando a conta que não deveria e quem paga essa conta são as pessoas mais vulnerabilizadas né quando a gente olha tem cor tem território tem local tem nome e sobrenome queria ouvir um pouco sobre isso de maneira geral Quais são esses dados quando a gente pensa na injustiça climática e o que que a gente tem de alerta sobre esse assunto é eu acho que esse é um toque de crueldade da emergência climática que a gente vive né ela não é justa ela é
desigual tanto nas suas causas mas principalmente nas suas consequências Então quem mais deu causa ao problema e a gente mencionou isso aqui né os países que mais emitiram gases de efeito de estufa eles estão primeiro eh mais desenvolvidos então mais preparados para lidar com os impactos que atingirem esses países né eles têm mais capacidade de ter cidades resilientes capacidade de responder a desastres eh mais recursos para reconstrução Mas eles são menos atingidos por esses impactos então isso eh nos dá uma sensação de injustiça e mesmo no no quando você olha pro sul Global né que
deu menos causas as mudanças climáticas e que responde por mais impactos também existe a desigualdade dentro né de cada país de cada região se você olha globalmente eh 10% da população os 10% mais ricos são responsáveis por 50% das emissões de gás de efeito estufa Então existe também uma conexão de desigualdade inclusive financeira né que quem causa o problema são os ricos e quem paga essa conta são os pobres o relatório do ipcc do último ciclo que eles trouxeram que tem ser C de entre 3.1 e 3.6 bilhões de pessoas eh em situação de vulnerabilidade
e que entre 2010 e 2020 eh essa população vulnerável morreu 15 vezes mais nos eventos climáticos extremos que a gente teve só para dar uma ideia né dos grandes números que a gente tem em relação a isso e às vezes a gente escuta ah estamos todos no mesmo barco por exemplo a enchente no Rio Grande do Sul ela tinha teve cidades inteiras que que que foram destruídas né então você poderia dizer ah todo mundo sofreu todo mundo sofreu igual todo mundo sofreu acho que isso a gente consegue compartilhar dessa dor mas e não não tá
todo mundo no mesmo barco tem gente que tá de lanche e tem gente que tá numa Canoa Furada porque quando você olha e mesmo que dois bairros um de classe média alta e um uma uma região mais pobre tenha sido atingido quem tem a sua capacidade de se reconstruir mais rápido de voltar a vida antiga né Eh eh de maneira mais fácil quem tem e quem consegue comprar e equipar uma casa novamente você citou que a sua casa foi inundada diversas vezes então é é um traço das mudanças climáticas essa injustiça inerente a ela tanto
na causa quanto na sua consequência quando a gente fala de pessoas negras serem mais impactadas com Córregos abertos Eu tenho inúmeros históricos de familiares que infelizmente partiram muito cedo por coisas que foram negadas de saúde algo que a crise climática intensifica quando eu vou para um outro bairro da minha cidade e consigo observar acessos seja de transporte água alimento e quando eu volto pra minha Periferia e vejo aquela vulnerabilidade alimentar que é um tópico também pouco falado mas é muito vivenciado tudo isso é consequência da crise climática e tem um termo muito utilizado que é
o racismo ambiental quando a gente entende que quem mais sofre também tem cor tem sobrenome tem território eu acho que esses dados que você compartilha pra gente é muito importante para trazer Justamente esse essa urgência de tomada de decisões Porque por mais que estamos pagando a conta a gente não tá pagando com dinheiro a gente infelizmente Tá pagando com a vida e essa é uma pauta que eu gostaria de ouvir de você quando a gente olha para financiamento como que a gente consegue ter acesso a isso para solucionar esses problemas locais a questão do pamento
climático que você trouxe Mateus é chave nesse ano de 2024 justamente o tema central que vai ser discutido na COP 29 em baku esse ano é a nova meta climática de financiamento que os países envolvidos devem dar dinheiro para os países em desenvolvimento implementarem as suas ações de mitigação de adaptação e também para lidar com as Perdas e Danos e essa nova meta ela a gente já sabe que as necessidades dos países é muito mai do que o dinheiro que tá sendo colocado na mesa a última meta que a gente tinha que vence em 2025
era de 100 Bilhões de Dólares por ano e que existe aí já uma desconfiança se ela foi cumprida ou não porque os países envolvidos dizem que foi cumprida os desenvolvimento fala olha veja bem nem tudo que vocês estão contabilizando é financiamento climático Então já tem uma um grau de desconfiança muito grande que é muito ruim pras negociações internacionais mas aí a gente precisa falar de uma nova meta que a gente não tá na casa dos bilhões os países envolvidos estão pedindo eh somas na casa dos trilhões e os países envolvidos falando bom mas aí a
gente não quer pagar essa conta toda quem é que vai entrar para pagar essa conta com a gente aí várias questões do da convenção de clima e desse equilíbrio delicado de negociação entre os países são colocados em cheque a gente não sabe como vão se dar essas essas negociações isso é importante inclusive pra gente pensar nas metas climáticas que os países têm que apresentar eh no próximo ano né na verdade até Fevereiro do ano que vem eh que precisam ser mais ambiciosas a gente falou no início do programa né Eh a gente tá muito longe
do que a gente precisa ser feito mas para fazer o que precisa ser feito a gente precisa de dinheiro então se esse dinheiro não tiver na mesa é muito difícil a gente imaginar que a gente vai ter metas suficientes e muito difícil imaginar esse dinheiro chegando na ponta a gente fala de valores extremamente altos né eu eu escuto isso e penso se se esse dinheiro tivesse aqui Quantas coisas a gente poderia fazer quantos projetos poderiam surgir mas uma dúvida que me fica quem que paga essa conta é quando a gente tá falando de financiamento climático
a gente tá falando de dinheiros que vão estar na Esfera dos países né dos Estados dos governos que vão ter essa ingerência então a gente tá falando de países desenvolvidos direcionando recursos para ação climática seja ela de mitigação seja ela de adaptação em países em desenvolvimento e aí tem todo um debate sobre que países que acessam esses recursos eh de novo falando das lições aprendidas né a gente viu que maior parte desses recursos foram acessados por países que não necessariamente são os que mais precisam Então isso é uma coisa também a ser corrigida uma priorização
desses recursos para pros países menos desenvolvidos do mundo a gente tá falando aí dos países e mais que mais necessitam na África por exemplo e também tem um problema de quem é que vai pagar essa conta porque a conta só tá aumentando se a gente levar em consideração as Perdas e Danos então é um é um buraco sem fundo e e os países na negociação ficam receosos dessa conta não fechar nunca por conta da inação deles Tá mas é é uma preocupação a gente precisa pensar nessas novas formas existe dinheiro no mundo né a gente
eh Tem lugares que a gente precisa redirecionar os fluxos financeiros tem alguns exemplos a gente já falou muito aqui dos subsídios aos combustíveis fósseis mas a gente poderia também taxar as atividades que mais causam a crise climática que são as atividades ligadas aos combustíveis fósseis a gente fala-se muito é até uma proposta brasileira no âmbito do G20 de taxar os super ricos aquele 1% mais rico a gente não tá falando da classe média né a gente a gente tá falando do 1% mais rico do mundo que são os maiores emissores no mundo eles enquanto pessoas
físicas mas também as suas empresas que geram as suas riquezas e que eles conseguem muitas vezes por paraísos fiscais e por eh brechas na leis eles conseguem pagar menos impostos do que nós pessoas normais então uma taxação dos Super ricos conseguiria separar um dinheiro que se for direcionado tanto pro combate à à pobreza mas também ao combate às mudanças climáticas seria um valor significativo existem propostas também de redirecionar gastos militares a gente tá vivendo guerras né inclusive escalada de guerras agora e que se investe muito em uma atividade não só terrível destruidora e que que
eh realmente a gente tá falando aí de de violações de direitos humanos gravíssimas mas que também emite muitos gases de efeito estufa E que esse dinheiro tá sendo direcionado para isso e que poderia est sendo direcionado para enfrentamento da crise climática e trar atividades que são altamente poluidoras eh por exemplo como a aviação e o transporte marítimo que usam eh combustíveis que são muito poluentes e que existem alternativas que precisam ser escalonadas né Você precisa fazer investimento mas que também seriam possibilidades então assim existem estudos que mostram que o dinheiro tá aí ele só tá
mal direcionado gosto de imaginar como se fosse um grande jogo assim pelo menos quando eu fui pra Cop a forma que eu tentei identificar como tudo isso funcionava esse grande xadrez climático é como se esse dinheiro chegasse entre as partes Cada um toma suas decisões ali na negociação no aporte de Prof fundo de Perdas e Danos que a gente busca solucionar a partir disso esse dinheiro ele é direcionado para o aos países que são desenvolvidos e subdesenvolvidos para tomadas de decisões e é por isso retoma o que a gente falou a importância do voto porque
no final esse dinheiro volta pra esfera Federal como que isso vai ser direcionado a gente precisa ter a consciência esse dinheiro está vindo mas como ele vai ser utilizado aí já é uma questão particular de cada país uns optam pelas guerras outros optam em utilizar até mesmo esse dinheiro para poluir mais com também uma justificativa de poluir menos que é o que a gente vivencia muitos casos no Brasil mas fica esse convite pra gente entender a importância do voto a importância desse momento dessa parte parção que ocorre Global tá muito conectada com o nosso território
[Música] também bom Estela algo que eu tava pensando muito do que a gente conversou sobre a sociedade civil Como que você vê a importância principalmente nesses fóruns internacionais espaços globais a nossa participação como que a gente faz isso é esse esses espaços da ONU eles são espaços que tem uma participação porém controlada né não é qualquer um que pode entrar e participar você tem que tem um credenciamento e eu acho que eles têm eh crescido o número de credenciais e de participação da sociedade civil dado a importância que o tema tem mas é sempre um
fator limitador Então as ruas do lado de fora também são importantes para fazer pressão nos governos que estão dentro das salas de negociação conversando e dentro desses espaços eu acho que é muito importante a gente se articular então Eh você vai ter um representante de cada organização e se a gente tiver falando a mesma língua se a gente tiver unido numa mesma mensagem a chance da gente ser ouvido é muito maior é pensando justamente nessa conexão que você traz de conexão entre sociedade civil quais são estratégias possíveis né hoje a gente vê diversas formas como
coalizões redes colaborativas para que a gente não vá para esses espaços internacionais com uma narrativa individual porque quando a gente fala de crise climática a gente entende que se Não andamos juntos em prol a esse tema a gente não se beneficia da mesma forma né como que a gente pode utilizar dessas estratégias hoje para ter essa incidência dentro desses espaços é eu acho muito importante a atuação em rede que você colocou eh não só porque o Observatório do clima é uma rede mas a gente eh faz parte de outras redes também em redes globais eu
vou dar um exemplo eh de como essa união pode ter uma força transformadora efetiva eh desde a convenção de clima desde 92 um dos pedidos dos países mais afetados pela crise climática era um fundo de Perdas e Danos para lidar com os impactos que a gente não consegue nem evitar nem eh se preparar né se se tornar adaptável a eles e depois de 30 anos de negociação na COP 27 final mente a sociedade civil decidiu e falou assim olha o único assunto que a gente vai falar vai ser o fundo de perdas e danas e
aí ficaram martelando isso por uns dois trê anos só esse assunto sendo a principal pleito principal pedido da sociedade civil Global como um todo as pessoas é claro tinham suas pautas individuais mas se perguntassem o que que você quer tirar daqui o fundo de perdas danos e aí na COP 27 a gente conseguiu a mesma coisa ano passado com o petróleo esse era todo mundo ficou em torno de uma única mensagem e eu acho que isso dá força a gente consegue realmente mover aí as peças no xadrez que você falou legal e eu sinto que
a sociedade civil ela Justamente esse equilíbrio tanto para dosar e subir a régua da discussão ou como também para aterrizar quando a gente deixa que essa discussão só fique com chefes de estados às vezes é uma perda porque nem sempre chefes de estados estão dialogando com quem tá na base Então acho que esse exemplo que você trouxe de rede ele é muito importante eu venho de redes né quando a gente pega o cono o periférico a gente vai passando por várias redes seja ela Educacional seja ela religiosa seja ela de clima São várias redes que
vão se criando em prol de uma só ação né então quando eu ouço você falar dessa incidência em espaços globais Por meio dessa estratégia me faz muito sentido que a gente consegue levar com mais peso para esses espaços mas eu gostaria de ouvir a sua opinião e você trouxe principalmente eh que hoje tem a abertura mas ela ainda é pouco em questão do que a gente precisa de urgência quais seriam as estratégias ou tem espaços globais que eles são mais participativos Olha eu acho que espaços de negociação entre países e com a participação que a
gente tem na ion fccc né que é o o bloco da ONU que trabalha com mudança climática acho que ele é um bom exemplo assim a gente esse ano tá recebendo o G20 aqui no no Brasil né o Brasil tem a presidência G20 e a gente vê como esses espaços são realmente fechados a gente não consegue entrar nas salas de negociação enquanto eh nas negociações de clima eh a gente ocupa consegue sentar a gente pode ter uma voz limitada e eu acho que existe espaço para melhora principalmente essa participação eh ativa que consegue ter eh
voz e fazer demandas e até quem sabe eh bloquear né a gente se a gente tivesse voz equilibrada com os países Se a gente fosse tido como um um poder eh equivalente acho que existe existe espaço para melhora mas eu acho que é um bom exemplo do que funciona existem espaços muito mais restritos Mas o que eu queria trazer é que realmente ele não é suficiente ele nunca vai ser suficiente né Essas Convenções hoje em dia elas têm tomado tamanhos gigantescos a copia que você foi no ano passado eram quase 100.000 pessoas circulando Então não
é possível a gente pensar em encontros desse tamanho onde todo mundo participa a gente realmente tem que pensar em estratégias de fazer pressão na nossa casa porque as metas e as ações de climáticas são implementadas no local Então essa força da sociedade civil no caso do Brasil por exemplo vamos exigir o cumprimento das metas brasileiras da preparação das cidades pros impactos a gente fazer pressão aqui dentro e também do lado de fora desses encontros est não tem como não perguntar isso para você como é estar hoje ocupando esse espaço e se você imaginava ser essa
cientista política climática era algo que você já almejava no seu sonho olha Eh muito doido né como a vida leva a gente por caminhos eh muito diferentes eu sempre soube que eu queria trabalhar na área ambiental sempre foi uma coisa que me enchi os olhos não sei tinha alguma coisa que me chamava para isso desde que eu era muito pequena então acho que tem muito a ver com a criação enfim com as eh coisas que você é exposto a ao longo da sua vida e aí eu escolhi fazer isso pelo direito e escolhi uma faculdade
que que tinha uma matéria de direito ambiental era um semestre de matéria dois créditos hoje em dia tem toda uma linha eh na minha faculdade que foi a PUC Rio eh voltada para pra sustentabilidade então uma formação Extra em sustentabilidade que é super interessante mas não tive essa sorte na minha época e aí eu sempre trabalhei na área ambiental com o passar dos anos eu fui vendo com o agravamento da da crise climática que essa era a questão definidora do nosso tempo temp então eu quis eu quis ir para essa área fiz essa esse movimento
passei por escritórios privados passei por eh Ministério Público mas me encontrei mesmo no terceiro setor achei que era um bom equilíbrio entre o ativismo entre Esse chamado de propósito e os objetivos que eu queria fazer de transformar o mundo então me encontrei no terceiro setor e fui para essa área climática realmente pela urgência a gente brinca que uma vez que você é picado pela abelinha do clima volta isso é bem legal pensando justamente no público que tá para prestar o vestibular tá naquela dúvida de qual curso escolher mas eu acho que o primeiro passo é
entender Qual é o seu propósito Qual a pauta que você quer se de fato tem alguma pauta que você queira lutar né a gente fala muito dessa participação ativa de sociedade civil mas uma realidade que não são para todos né para mim por exemplo tive um contato com isso com a universidade primeiramente através da comunicação fui o primeiro da família a entrar no ensino superior através de ações afirmativas né o pro Unic conseguiu olhar pra minha renda e me colocar no ensino superior e isso foi um Marco de mudar a realidade pensar que todos os
meus antepassados não chegaram nesse local de produção acadêmica a partir dali eu não tinha um um objetivo Claro do que eu queria fazer se era para ser um ativista climático o que que ia ser pós esse curso né mas o desfecho da vida ela foi me caminhando até aqui onde estamos nessa resenha muito por observar observar meu ter ório observar o que tá acontecendo e eu acho que há tanto academia a educação por si só Ela traz muito esse olhar né assim como você trouxe da abelha né A partir do momento que você lê uma
página de um livro não tem como você esquecer aquilo te possibilita outros saberes a se questionar e ali dentro da Universidade comecei a questionar o espaço de onde eu vim quantas horas eu levava para chegar a crise climática atravessando toda a cidade para que eu chegasse somente para estudar e ali eu entendi Opa talvez eu tenha que utilizar a comunicação em pró a isso porque tem muitas pessoas que não t essa voz né a gente tem voz mas nem sempre ela é ouvida nem sempre ela é ecada então me vejo muito na sua trajetória quando
você traz olhando pro direito olhando pro mestrado tô buscando também estudar o mestrado porque eu acho que o caminho é esse a gente não necessariamente precisa de um ensino superior para ser um ativista acho que a causa ela parte muito do seu propósito mas muito bom a gente entrar nesse espaço entendendo que não importa qual o curso importa o direcionamento a trajetória de cada um ela é individual mas a construção ela coletiva Com certeza e eu acho que a área ambiental e climática permitem muitas formações né que contribuam existem um um existe um leque enorme
de formações que podem te levar para esse caminho ainda mais a gente pensando nesse mundo que é tão interdisciplinar e que é formações distintas formam pessoas com olhares distintos pra gente encarar o mesmo problema bom essa foi a resenha e se você gostou não deixe de conferir as anteriores que já estão disponíveis antes de mais nada queria que você deixasse um pouco da sua sede seu trabalho e uma mensagem PR os jovens que estão acompanhando a gente eu sugiro acompanhar as redes do Observatório do clima As minhas são fechadas mas tanto eh no Instagram o
nosso site também tem muitas matérias legais e materiais publicação que Eu mencionei cursos de Formação que a gente disponibiliza lá eh e todas as outras redes sociais a gente tá presente também super bacana n minhas redes sociais você me encontra como o Mateus e por lá eu falo justamente sobre educação de maneira vamos dizer assim menos burocrática como que a gente fala de meio ambiente como que a gente fala de clima de uma maneira que a gente vê no nosso dia a dia então assim como os materiais do Observatório do clima utilizem Também meus vídeos
e materiais que tenho produzido e desejo muito boa sorte para quem tá acompanhando tchau tchau gente [Música] r [Música]