[Música] Olá Estamos aqui no multitudo mais um episódio eu aqui com o Abel com Eon e o nosso convidado hoje só para falar a universidade dele é preciso fazer uma sopa de letrinhas que é ele que é professor da ufvjm universidade dos Vales do jequ e Mucuri que é o Fran Alvina nosso convidado hoje e vou aproveitar aqui de curioso afobado que eu sou um pouco já vou fazer uma pergunta que um pouco intrigante que é um assunto que o Fran ele estuda dos nossos planos curriculares passamos da filosofia medieval direto para descart e há
aí uma grande lacuna que é o Ren A Renascença não se fala de filosofia do renascimento o máximo que a gente pode ver Às vezes pegando algum livro do período é d de frente com alguma coisa muito exótica por exemplo Tratado de magia de Giordano Bruno e métodos para se fazer talismãs do Cornélio agripa A Cidade do Sol do Campanela então eu gostaria de abrir aqui o nosso podcast te perguntando Fran Qual que é o lugar que a filosofia ocupa no Renascimento e melhor ainda né uma segunda pergunta embutida na primeira mas que não deixa
de ser uma única pergunta o que seria essa filosofia renascentista então eu gostaria de agradecer a vocês pelo convite o Zé o Abel a ionar e dizer que a filosofia do Renascimento é algo que tá na minha formação desde a graduação Então o meu trabalho de conclusão de curso foi sobre pico de la mirandola e Dean Batista Vico no mestrado eu fiz uma pesquisa sobre pico de la mirandola que é um autor renascentista nesse período o mestrado da UFOP né Federal de Ouro Preto ele não tinha linha de pesquisa ele era um mestrado em estética
e filosofia da arte e no doutorado que eu fiz aqui na USP trabalhei com dois autores Espinosa e Leão Hebreu e nessa passagem entre Renascimento e modernidade essa observa que você fez é muito interessante e muito realista porque no geral isso não só na filosofia na filosofia escolar na periodização da história da filosofia mas os próprios autores que lidam ou os próprios filósofos que fazem uma periodização da história da filosofia na modernidade T dificuldades em lidar com o renascimento vou dar um exemplo clássico disso O Hegel nos cursos de história da filosofia tem extrema dificuldade
você percebe que muito a cont contragosto ele chama os pensadores medievais de filósofos e ele usa uma metáfora não muito boa porque leva a rigou o termo renascimento como uma espécie de renascença do espírito da antiguidade clássica e é uma das coisas que nós vamos falar hoje e diz o seguinte coisa ab é o reio múmias não se põe de pé como para quem como quem dissesse esse período não traz novidades então a Rigor como é que se encara a filosofia do renascimento numa espécie de neném nem é o nem é a modernidade ainda mas
também não é não é medieval e fica nessa coisa híbrida Anfíbia nós podemos entender a filosofia do renascimento e o lugar que ela ocupa se entendermos os estud humanitat então uma característica muito própria da filosofia do Renascimento é que ela não é uma filosofia das Universidades ela nasce fora das paredes da Universidade vocês lembram bem ou quem vai nos ver que tá nos ouvindo que a universidade é uma invenção medieval né Assim como os óculos também é uma invenção medieval Universidade é uma invenção medieval o movimento dos humanitat é um movimento que ocorre fora das
Universidades e ele ocorre fora das Universidades porque ele se opõe justamente ao modo como a filosofia está incorporada na organização Universitária medieval ora o que são esses estud humanitat que se nós fôssemos traduzir são as humanidades né as ditas ciências humanas são disciplinas que formam um corpo de saber gramática história retórica poesia e filosofia moral então repare nós temos a filosofia fazendo parte de um círculo de saberes e uma parte específica da filosofia que é a filosofia moral não é a metafísica não é a lógica mas é a filosofia moral então Diferentemente do que a
gente tá um pouco acostumado que também é uma coisa meio senso comum que é a ideia de que a filosofia é a mãe de todas as ciências que portanto ela ocuparia um lugar de superioridade entre os outros saberes na tradição dos estudos humanitat ela é um saber entre saberes ela não ocupa uma posição privilegiada e ela aparece ali como filosofia moral Qual é a ideia que os estudo humanitat comporta a ideia de que tem uma humanitas uma concepção de natureza humana e que essas disciplinas expressam formam tem uma um aspecto de percurso formativo essa natureza
humana Ora se tem essa ideia de natureza humana se alguém que já deve ter ouvido falar por exemplo de Bruno e que sabe que Bruno expressa a ideia de universo infinito pode se pensar assim mas o que é que isso tem a ver com o estudo isso que você tá falando né que essencialmente a filosofia do Renascimento é o estudo humanitá ora tem a ver na seguinte medida pensemos como o Bruno se eu chego à concepção de universo infinito isso tem uma implicação O que é o homem nesse universo Infinito ou que é esse ser
esse ser humano que sabe que o universo é infinito e como é que ele se entende como participante desse universo infinito então Se a gente pudesse resumir numa frase a filosofia do Renascimento é uma pergunta sobre o que é o homem ela é antes de tudo uma antropologia filosófica você vai encontrar nos mais variados autores mesmo naqueles mesmo naqueles autores que pareça não est lidando com essa pergunta como é o caso do Bruno por exemplo mas você pode pensar no pico de lâ que talvez uma obra síntese desse período é o discurso sobre a idade
do homem ora e para fechar essa ideia do estudo humanitat de onde é que os renascentistas tiram isso eles inventam não eles têm uma uma certa concepção idealizada da antiguidade clássica então eles vão em autores da tradição retórica poética particularmente o Cícero que comportam essa dimensão e que falam pela primeira vez desses estudos humanitos Então vou dar um outro exemplo não é numa carta que o pico de la mirandola troca no qu tento né no século XV com humanista renascentista que se chama se chamava ermol o Barbaro o Barbaro diz assim para ele mas por
que que você tá estudando esses autores medievais Você devia estar estudando Os Clássicos Cícero sneca que que você tá lidando com essa gente o pico replica Isso numa carta e abre aspas não sou eu tá amigos medievais é o vermol Barbaro que diz assim eles são eles quem os medievais os autores medievais são sórdidos rudes incultos e bárbaros Por que que o Barbaro diz isso porque eles separam Filosofia de de eloquência E é isso que o estudo humanitats Quer juntar a ideia de que apenas eu não conheço a verdade mas eu conheço isso e Expresso
isso de uma determinada maneira tem uma ideia de expressividade filosófica muito cara filosofia do renascimento e como ela é Ela é esses saberes entre saberes uma filosofia muito canônica vai lidar com ela de maneira anedótica ou vai lidar com ela por esses exemplos não é em suma a resposta é essa apontando esses elementos é de que é essencialmente uma pergunta sobre o que é o homem Uhum E isso comporta variadas respostas por exemplo o pico Dea Miranda ela vai dizer o seguinte o homem é de natureza indefinida ele é um um camale onas ele é
não só o que ele conhece mas o que esse conhecimento permite que ele seja e é com base nessas respostas que eu posso ir aos mais díspares ao aores do período renascentista mesmo repetindo aqueles que Nós pensamos que não lidam com essa pergunta como o neoplatonismo Florentino o fitin por exemplo também está em questão essa pergunta O que é o homem é o que a impressão que me dá disso é que agora A Divina Comédia faz todo sentido A Divina Comédia não é uma obra sobre a transmigração das Almas Mas é uma obra sobre a
humanidade isso isso mesmo e você pensa A Divina Comédia como algo escrito já na no final da idade média na passagem pro renascimento isso faz faz todo sentido sim uhum e eu tenho uma pergunta porque bom sei se tudda a filosofia do renascimento Eu acredito que a primeira coisa que apareça na nossa mente quando fala de Renascimento é a própria arte renascentista Então gostaria de saber qual a relação da filosofia renascentista com a arte que estava sendo produzida né época muito bem então como um dos temas que a gente tem mais discutido atualmente na filosofia
brasileira é o problema no Canon filosófico uhum né Isso não é um só um problema recente é um problema que tá do final pelo menos na minha interpretação isso vai aparecer bem forte do final do renascimento vai perpassar toda a modernidade e nessa nessa disputa tem a seguinte ideia de que os pensadores medievais Eles não estão também fazendo filosofia estão fazendo arte não é aquela ideia típica das pelejas filosóficas de um filósofo dizendo quem é filósofo e quem não é quem pode estar no Canon quem pode não estar no cano filosófico Então essa ideia do
renascimento como período de de estética ou de um estilística ou de um período de história da arte ela é muito difusa no senso comum então se eu se eu entro na sala de aula dos das disciplinas que eu Ministro na ufvjm e falo de Renascimento e pergunto pros estudantes que ideia vem na cabeça de vocês a Primeira ideia que eles vão dizer é Leonardo da 20 é botit o nascimento da Vênus a capela cistina e daí por diante ora mas onde de onde é que essa ideia surge em parte dos preconceitos contra os pensadores medievais
em parte ela tem um fundo de verdade porque a arte a arte renascentista imprime sombra sobre aquilo que a gente entende ser o próprio renascimento mas pra gente entender melhor essa relação eu diria que a gente teria que começar saindo do renascimento um um um pouco ora pensar o renascimento apenas como arte é fazer uma estetização do renascimento né compreender o renascimento apenas como arte e fazer uma estetização do renascimento que é que eu tô querendo dizer com isso reparem a palavra estética e a disciplina de estética como filosofia da arte ela é uma invenção
filosófica relativamente moderna eu ouso a dizer que de palavras inventadas por filósofos estética é a que ganhou mais notoriedade porque reparem estética é uma invenção de um Pensador alemão o Alexander Bal Garten que diz que está criando uma nova disciplina filosófica que ele define como teoria do conhecimento sensível perfeito e que na teoria do conhecimento sensível perfeito cabem os objetos artísticos Uhum Então todas as vezes que a gente se reporta a períodos pré-modernos com um olhar de estética eu tô fazendo um anacronismo e quando eu olho para esses períodos não apenas com olhar de uma
estética moderna mas dizendo que eles se estão completamente subsumidos no f artístico como é o caso do renascimento eu tô fazendo um estetismo queer reduzir tudo ao campo do estético muito bem Ora se é antes da modernidade eu não tenho estética a estética tá muito mais ligada não tenho estética nesse sentido filosófico que eu tô que eu tô me reportando a estética se refere muito mais aos aspectos da subjetividade dos efeitos que a obra de arte traz sobre o sujeito do que sobre as condições objetivas de uma obra de arte certo Ora é o justo
contrário que nós temos no Renascimento no Renascimento nós temos poéticas Então essa relação entre Filosofia e Arte no Renascimento ou a arte renascentista eu entendo não fazendo anacronismo mas entendendo Qual é essa diferença entre estética e poética Então nós vamos ter no período renascentista por exemplo várias traduções e reedições da poética do Aristóteles e vai acontecer no Renascimento uma coisa assas interessante eu não vou ter apenas filósofos falando sobre arte que é o que vai acontecer quando vier depois mas eu tenho Pensador que fazem filosofia e fazem obras de arte ao mesmo tempo pensemos nas
peças escritas por maravel maravel é um sujeito que tá fazendo filosofia política mas ao mesmo tempo ele tá fazendo arte também pensemos nos diálogos do Giordano Bruno os diálogos os ditos diálogos italianos do Giordano Bruno eu posso Muito que bem tirá-los do papel e levar ao palco eles têm aspectos cênicos expressivos então Diferentemente de outro de outros pensadores que usam a forma dialógica aquilo lá lá no Jordano Bruno também vai aparecer como uma expressão poética a ideia de que eu posso juntar as duas coisas então tem essa esse movimento interessante inusitado no Renascimento que vai
se perdero na modernidade a a gente não imagina descart escrevendo peças de teatro por exemplo ele não as escreveu embora tem seus interesses por arte tem música tem música e t e ao mesmo tempo eu V teri artistas refleti não só sobre as suas obras mas sobre a arte pensemos no Le Batista Albert que escreve tatado sobre a pintura e sobre arquitetura Eu tenho um intercâmbio muito rico entre Filosofia e Arte e esse intercâmbio é tão rico que eu tenho essas duas posições né eu tenho artistas que ao mesmo tempo fazem arte e filosofam e
ao mesmo tempo tenho pensadores que filosofam e fazem arte Uhum E nesse intercâmbio Surge mais uma vez a influência dos estudos humanitat que uma das características que fazem esses artistas renascentistas não serem Deixa eu procurar um termo que se ajuste melhor a isso não serem simples artesãos nãoé ou membros de ofícios né de corporações de ofício que fazem obras artísticas é essa ideia ou é esse percurso formativo que eles também fazem que tá lá no estúdio humanit então Leonardo D 20 porque que sempre causa grande frição sempre causa grande curiosidade então parece por exemplo manchete
de de algum programa de televisão algo do tipo né D pensou submarino que essa capade displin é possível Entre esses artistas por influência e pelo escopo do estudia humanitat eles têm ess essa essa formação então eu insisto muito nós entendemos a filosofia do renascimento e por seguinte entendemos esse intercâmbio entre filosofia do renascimento e as artes renascentistas se entendermos esse escopo dos estúdio humanitat essa formação que artistas que pensadores tem e que é uma formação comum Uhum mas sobre esse ponto só um para tentar ver se eu entendi você considera que essa relação entre poética
e estética Mas você tá considerando a estética mais no sentido das artes plásticas e a poética não seria uma uma estética no sentido de uma teses de uma recurso aens uma estética como é isso assim a poética nunca é uma estética pensem meus vamos vamos no vamos no Kant certo Kant tem um movimento para falar de renascimento vou ter que ir na modernidade mas para fazer uma um jogo de espelhos contrários então o Kant tem uma nota de roda pé muito ele não escracha o balgar mas ele diz assim ó o que eu tô chamando
de estética transcendental na Crítica da Razão Pura não é a chamando de esttica tem uma diferença ele dá essa diferença só quando chega na crítica da faculdade do juízo volta lá a estética e essa estética aproximada daquilo que o balgar tinha pensado que é do campo da asese ora se nós tomarmos me desculpem a a o tradil que eu vou fazer mas o o cant por exemplo na crítica da faculdade julgar ele confunde o nome do pintor que fez o quadro da escola de Atenas por exemplo isso é até motivo de chacota entre os estudiosos
é uma piadinha né história da arte Kant confundiu quem pintor Quem foi o pintor daquele famoso quadro Não interessa para ele as qualidades objetivas daquela obra de arte interessa para ele os efeitos que aquilo causa na teses na subjetividade certo Ora se dá o contrário com a poética a poética não tá interessada em primeiro lugar com os efeitos que causa mas com os dados objetivos com os quais eu faço uma obra de arte Então vamos pensar na ideia de harmonia e proporção que as pinturas renascentistas têm já que quando a gente fala de renascimento vem
muito à tona a arte pictórica então a gente pensa na capela cistina naquela harmonia na na justa medida na proporcionalidade perspectiva né nas perspectivas ora interessa em primeiro lugar não o que aquilo vai causar em quem está vendo mas que domínio o artista tem para conseguir fazer aquilo porque o que eu tô querendo dizer é o seguinte uma poética nunca é uma estética porque enquanto a poética está sentada na obra A a estética não está sentada na obra a estética está sentada no espectador é um objetivo subjetivo aía Essa é é essa é diferença é
essa é diferença então o Renascimento é um período onde eu tenho eu tenho toda uma renovação das poéticas clássicas então imagine que para PR pensemos paraum pintor italiano uma catedral medieval é uma coisa assombrosa Uhum é uma coisa assombrosa você pode olhar para os Vitrais e dizer oh Que belo mas para eles Aquilo é assombroso aquilo não tem aquela proporção da Beleza aquilo não tem a justa medida do Belo Por isso que aquilo pode ser considerado feio objetivamente falando né que eu tô lidando com coisas que estão na obra para eles é o justo contrário
disso então na Renascença você não vai ter uma crítica do gosto por exemplo como o cver tem não tem uma crítica do gosto não faz nenhum sentido Não faz nenhum sentido essa expressão crítica do gosto por exemplo é extremamente estranha para esse período eu tenho poéticas eu vou te dar um outro exemplo disso o soneto Soneto é uma invenção do final do mediev do começo da Renascença então não interessa quando eu invento o soneto não interessa no primeiro momento que que aquilo vai causar em quem ler o que interessa é a formação a métrica que
está na obra enquanto na estética está no espectador por isso que eu preciso eu consigo conso fazer uma crítica do gosto no Renascimento que é aquele último momento onde ainda tem uma preponderância das poéticas clássicas isso não faz um sentido embora eu possa fazer ajuizamento de obras anteriores como eles estão fazendo de obras medievais mas não faz sentido uma crítica do Gosto A maneira do idealismo alemão Isso só vai ser possível quando eu tenho uma estética e aí vem o outra treta Com perdão da palavra que é a seguinte estética é é só filosofia da
arte ou ela é mais do que filosofia da arte que é questão que é recorrente naa da estética filosófica Então você vai ter pessoas você vai ter aores que V fazer essa identificação completa e você vai ter aores que não vão fazer essa identificação completa Mas voltando pro renascimento como eu tava falando é essa ideia de que o artista o filósofo participam de um mesmo escopo de um mesmo círculo de conhecimentos que permite essa interdisciplinaridade pensadores que filosofam escrevem obras artísticas e que impõem elementos poéticos nas suas obras filosóficas e artistas que fazem arte e
ao mesmo tempo filosofo essa característica da Renascença ela é a fase interessante porque ela não é de um indivíduo eu não tenho um ponto fora da curva isso é uma coisa recorrente entre entre os autores desse período tem uma outra pergunta que seria e exatamente como o teatro entraria no meio de estudo então vamos lá parece que é bem No Limiar né entre Talvez o que seria o o a obra do filósofo e a obra do artista Talvez o teatro parece que é bem esse meio consegue fazer essa Como se eu tivesse uma ponte entre
as duas coisas só que a gente precisa dar um passo atrás eu consigo fazer essa ponte entre Filosofia e Arte por exemplo pelas peças porque os a ideia de fazer filosofia em forma de diálogo volta com toda força Uhum E o diálogo É podemos dizer assim a expressão cênica da prosa filosófica e de certo modo parece que a imagem do teatro antigo volta com isso Volta volta com isso e volta em áreas que às vezes a gente causa um certo espanto por exemplo a Menem técnica que é uma coisa que vai fazer muito sentido pros
filósofos renascentistas ela tá baseada também numa ideia tem os teat da memória uhum por exemplo você queria falar não não convid não pode falar tem os teatros da memória certo então voltando tem essa ideia de que a expressão filosófica feita em forma dialógica ela é mais bela e isso permite essa certa teatralidade Uhum eu não sei se nós né que vamos do renascimento para modernamente me causava quando eu terminei a graduação e fui estudar os autores do renascimento com mais afim que depois passei pra modernidade uma coisa que sempre me causava espanto era Por que
que os filósofos deixaram de escrever diálogos sim é né Platão começa escrevendo é é aí vai ter o rú mas aí um tempo depois mas Kirk guard também volta mas volta como uma coisa Marginal ela não é a forma da prosa filosófica por Excelência volta como uma no geral volta como como uma ideia inferiorizada do Diálogo quando eu quero apresentar uma coisa de forma mais didática eu escrevo ela de forma dialógica quando no Renascimento é o contrário ela é a forma por Excelência da expressividade filosófica isso não significa que eles não escrevam coisas ou não
escrevam Não façam obras que não seja de forma dialógica por ex pensa A Arte da Guerra do Maquiavel é escrita em forma de diálogo então voltando eu dei um fiz um um circuito tipicamente renascentista a quer pegar o quem tá ouvindo pela mão e dá algumas voltas agora vamos voltar pro Teatro Ora se eu tem uma certa familiaridade com essa expressão estilística como expressão própria da filosofia aí faz sentido essa esse intercâmbio essa ponte com o teatro sim faz faz todo sentido quem tiver nos ouvindo ou vocês se um dia diz há um diálogo do
Giordano Bruno que se chama o banquete da quarta-feira de cinzas uhum tem coisas do dia diálogo que você ri como se você tivesse lidando não necessariamente com a obra de filosofia porque na tradição ocidental obra de Filosofia é a obra do do pensamento você soa é só a razão os renascentistas lidam disso lidam com isso de uma outra maneira eu posso est discutindo a infinidade a infinitude do universo mas no meio do Diálogo vai aparecer alguma coisa que passa com que o meu leitor ria algum dado que seja não propriamente filosófico mais um D de
expressividade poética de uma comédia novamente a questão das humanidades né inclusive oratória com Arte da memória oratória arte da memória tem uma outra peculiaridade que eu não toquei quando tava respondendo o Zé que também é muito típica do renascimento a ideia de que eu tenho um certo sincretismo das escolas filosóficas vou dar o caso mais o caso mais expressivo de todos que é o pico Dea mirula então a gente conhece o pico pela oração sobre a dignidade do homem mas aquele discurso ele tinha escrito para ser o discurso que abriria uma coisa bastante louca que
ele tinha proposto Ele propôs 900 e tinha dinheiro não [Risadas] é difícil propôs 900 tanto é que isso virou motivo de de piada entre os contemporâneos que era as 900 teses er sobre todas as coisas e outras mais porque o era que o pico tava propondo Ele propôs 900 teses onde ele ia fazer a conciliação entre Platão e Aristóteles Tomás de Aquino e isso tinha como último escopo a conciliação entre judeus cristãos e muçulmanos e islâmicos ele queria conciliar tudo então essa ideia de que eu encontro a verdade em qualquer expressão filosófica também é muito
típica do renascimento Então os autores renascentistas não são muito dados a serem de uma escola filosófica embora a gente possa fazer essas essas periodizações por exemplo Digo Ah o neoplatonismo Florentino mas se eu se eu for ao neoplatonismo Florentino eu vou encontrar ali coisas aristotélicas certo então tem essa ideia de que por de as o modo como a verdade se expressa é diferente mas por baixo daquilo tem uma verdade as 900 teses não deram certo o diálogo o debate não ocorreu porque das 900 julgaram que 13 eram heréticas só 13 das 900 mas ficou o
discurso sobre a sobre a dignidade do homem que também tá completamente movido por essa ideia o pic começa o discurso sobre a dignidade do homem citando um autor árabe medieval uhum tem coisas da tradição Cristã tem coisas das da da tradição Judaica o pico também é muito conhecido porque ele foi o primeiro autor que trouxe pelo menos para um círculo não judeu a Cabala cabala então ele ele tinha muitas pretensões ele era pretencioso uma das pretensões dele era elaborar uma cabala Cristã cabala Cristã sim uma das pretensões do pico era era essa mas dizer vamos
justa justa pô não comparar né você vê a Gama de interesses que tem um autor como o pico é praticamente a mesma Gama de interesses ou tão proporcional quanto a Gama de interesses que tem um Leonardo da 20 então são autores renascentistas o que marca muito é essa interdisciplinaridade essa capacidade de ir de um conhecimento ao outro e não se contentar em apenas um um um um saber específico esse fundo comum é você já começou a comentar um pouco dessa relação entre filosofia centista e a moderna né porque quando você fala sobre essa visão que
em geral o senso comum tem mesmo quem tá na filosofia né de que a filosofia tem que ser um texto ardos difícil né porque isso talvez talvez tenha começado na modernidade ou não Qual seria essa relação entre a filosofia moderna e a renascentista ela é de necessário antagonismo ou tem uma continuidade entre as duas assim vamos lá é um tema espinhoso os primeiros modernos querem que seja de antagonismo porque eles vão elencar os renascentistas eles nunca pelo menos vou dar o exemplo do descart nós vamos ver eles nunca elencam isso na superfície do texto mas
esse é o principal alvo então é de complementar idade mas é de negação Então vamos entender como é que esse movimento contraditório pensemos no autor que nós que é elencado como bem entre aspas o pai da modernidade Então a gente vai começar a filosofia moderna começa por descart certo vamos tomar o texto por excelência que expressa esse começo de modernidade o discurso do meto no discurso do método o descart faz Terra arrasada dos estud humanitat o primeiro o a a primeira parte do discurso do método tem por objetivo isso então quando ele diz assim estou
fiz o cículo completo do curso dos saberes aí você se identifica com ele quando ele tá numa a sensação de quem fez uma prova e no out saiu de uma aula e não entendeu nada fiz o círculo completo do Círculo completo do curso dos tabos mas ao final me vim Lead e em leado em muitos erros e dúvidas Uhum ele diz isso claramente a depois ele vai elencar Quais são esses saberes esses saberes são os saberes dos estudo humanitats ele diz estava Enamorado com a poesia passei muito tempo com a eloquência li as histórias são
é o estudo humanitat que tá sendo posto ali em questão só que eu costumo brincar e digo que todo primeiro moderno teve um passado renascentista a formação Inicial cartesiana é essa formação dos estudos humanitários com uma diferença né é a formação do herdeira dos estudos humanites mas da rti studior jesuítica uhum hum não é os estudos humanites puro mas quando ele o primeiro movimento do discurso do método é fazer Terra arrasada do estúdio humanites é dizer assim na busca da verdade eu não preciso dessas disciplinas desses saberes eu preciso do método do método correto do
bom método e não dessas disciplinas ora mas o leitor de bom senso quando termina que conhece a tradição do estúdio humanitat Termina de ler o primeiro movimento do discurso do método se faz a seguinte pergunta tá eu não preciso da retórica nem da eloquência nem dessas disciplinas mas eu tô escrevendo um discurso um discurso é uma Peça retórica não é um Tratado de método Uhum é um discurso do método no final da da minha pesquisa de doutorado eu cheguei a eu não chamo mais o discurso do método de um texto de filosofia é um texto
para mim eu eu considero um texto retórico filosófico é um texto híbrido porque vejamos quando ele faz Terra arrasada dos estudos humanitats Isso é uma treta que vai percorrer toda a modernidade que é a diferença entre demonstrar e persuadir o método demonstra uhum e quem demonstra se pro para esses modernos eu não preciso convencer eu não preciso persuadir o método deixa a coisa clara se você está vendo algo claramente você não precisa ser persuadido daquilo ora mas aí entra um paradoxo para m afirmar isso eu preciso persuadir alguém disso Aham eu preciso persuadir alguém de
que a demonstração é mais importante que a persuação então quando quando eu digo que tem uma negação tem essa negação Inicial Mas tem uma complementaridade Então vamos ficar no caso do descart como caso paradigmático paradigm não tem o descart que tem uma relação também muito íntima né sim construção da dúvida desse próprio eu né que você questiona que é enfim tem todo um debate sobre se é subjetividade se é s um sujeito também a própria questão da experiência sim isso isso a própria questão da experiência que vai aparecendo na medida que o renascimento vai se
aproximando mais pelo menos essa experiência de que nós estamos falando que a experiência do eu mais próximo dele alcançar a sua o seu perecimento mas vamos ficar nessa nessa querela entre demonstrar e persuadir então o leitor de bom senso que não se deixa ser engabelar por aquilo que o descart tá dizendo na superfície do texto porque ele percebe que para fazer aquele discurso ele tá utilizando de elementos retóricos o tempo todo então mal comparando nesse caso específico é como se descart fizesse ele grita pega ladrão e puxa a carteira então ele diz esses saberes não
servem é o preciso o método mas ele tá utilizando deles o tempo todo uhum sim então voltando tem essa negação mas ao mesmo tempo tem coisas que se seguem como complementaridade Ora se esse escopo de saberes não interessa mais se a filosofia do renascimento precisa ser superada há algo dela que fica por exemplo a ideia de que eu preciso buscar um princípio de unidade dos saberes olha qual é o primeiro moderno Esse princípio no estúdio humanitat não é dado pela filosofia Repare no escopo do estúdio humanit a filosofia moral aparece como última disciplina do percurso
formativo porque a ideia desse percurso é uma ideia ético prática que volta de novo na ideia de hum é como é que eu consigo formar a boa humanitas a boa humanidade mas ali tem uma ideia de que tem um princípio de unidade de saberes e que esse princípio precisa existir para que os saberes Não fiquem justapostos só que nos estudos humanitá Esse princípio é dado pela tradição retórico poética não é dado pela filosofia isso para nós que somos filósofos é um pouco que o calcanhar de Aquiles ora os primeiros modernos quando eles dispensam os estudos
humanitários quando eles renegam quando eles criticam os estudos humanitários é na busca de um elemento que faça princípio de unidade do saber mas que não seja dado pela tradição retórica poética seja tirado da filosofia é a ideia de que eu vou repor a filosofia a um certo lugar de destaque Uhum E que portanto ela não vai demandar essa organização com outros saberes das Human mas vai demandar um um princípio associativo com outros saberes e ela vai dar esse novo princípio de unidade dos saberes então continuando decart onde é que tá o caso paradigmático disso na
árvore do saber eu costumo brincar em sala de aula de que na Árvore dos saberes do descart os estúdios estão nem na sombra nem na sombra parem aham Mas fica a ideia de que eu tenho um princípio de unidade dos sabe teses universales né am teses Universal orora as raízes é a metafísica o tronco é a física medicina mecânica e a moral a moral nos galhinhos isso nos nos três Galhos né ess E a gente tem tempo para mais uma pergunta né Deixa eu só encerrar essa essa coisa então sai de Sai de Campo a
ideia ou sai de cena a ideia do filósofo humanista e entra a ideia e entra a figura do filósofo matemático do filósofo cientista certo modo o modo geométrico de demonstração que Espinosa também vai adotar outro outros filósofos todos os sem cientistas é todos os 100 cientistas e tem uma coisa curiosa entre cientista eles estão sempre dizendo que estão inaugurando alguma coisa Ah ninguém nunca pensou isso eu vou estabelecer as novas bases disso é o justo contrário do Espírito dos dos pensadores renascentistas eles não querem instaurar essa novidade completa que é própria que é própria do
Espírito moderno eles querem trazer né É mas eles eles tem noção que aquilo é uma concepção idealizada Uhum mas é a ideia de que seu tenho eu tomo um exemplo que é maior do que eu Isso vai vai aumentar o meu esforço de aproximação dele is por exemplo tá no Maquiavel no príncipe eu não posso tomar como exemplo homens medíocres mas os grandes ainda que eu não os alcance mas eu tenho ter como meta isso então quando eles pensam em reavivar o espírito da antiguidade clássica é isso não quero ser um a ideia de mim
mes né de imitação aparece lá não como uma ideia de simples repetição mas como uma ideia de de de um alvo de alguém com que eu vou conseguir ombrear ou vou me esforçar para conseguir fazer fazer isso é só fazer uma observação assim que é interessante esse comentário que resgata o renascimento em relação ao discurso do método que em geral k descart vai sempre PR Escolástica né isso e tem uma coisa importante já que o Abel é um um leitor de descart uma das minhas hipóteses de Porque que as regras paraa direção do espírito é
um é um texto inacabado é porque ali o descart ainda tá performado pelo estudo humanitat só depois quando ele chega no discurso do método ele já se desfez há trechos da regra da das regras paraa direção do espírito que são muito por exemplo dessa desse ideal retórico ciceroniano de que todos os saberes são aparentados entre si no discurso do método descart não vai mais dizer isso é não desaparece essa ideia El já é o já é o decart maduro que já se desfez das amarras que é a formação do estudo as manchas máculas do espírito
né as máculas embora ele Diga que tem livros lá nas regras que por mais que que deixam marcas tão Profundas manchas que eu não consigo tirá-las do Espírito tem alvejante I falar uma marca que tire assim é com todos nós né bom uma última pergunta que pergunta valendo R milhão de reais né um conceito muito caro ao Renascimento e que eu pessoalmente nunca consegui entender muito bem que é o conceito de anima mund a alma do mundo a gente tem a ideia de que há uma força vital que faa tudo que se manifesta de inúmeras
maneiras na minha cabeça anim mund tem muito a ver com leibnitz com a ideia de que as mônadas se decompõem e se recompõem e de que há aquele princípio dentro de toda mônada que se desdobra em percepções mas depois de tudo que a gente falou aqui eu acho que o renascença ela tá um pouco distante da modernidade Então o que seria essa ilustre desconhecida alma do mundo valendo 1 milhão deais tretas já sei que não vou ganhar esse dinheiro não é mas um dos autores que mais trabalha com o conceito de an Mud é o
Giordano Bruno então de onde é que os renascentistas retiram ou vão para trabalhar com essa ideia eles vão da de uma treta bem medieval que é a treta com averroísmo hum certo o problema se a alma vai eu eu posso estar cometendo algum deslize porque tô falando de um de algo que não é muito da minha especialidade que é a filosofia medieval Mas eles vão nos problemas que o averroísmo causa que é o problema da por exemplo da imortalidade da Alma ora os o Bruno por exemplo pensa essa mund como um princípio Vital hum um
princípio Vital que sendo Vital dá só não vida ao mundo mas dá princípio organizativo ao mundo é no nível da relação microcosmos macrocosmos assim como os homens têm sua alma seu princípio de vitalidade o mundo também tem seu princípio de vitalidade e e pro Bruno para o Jordano Bruno nesse ponto ele tá bem próximo do averroísmo a nossa Ânima individual ela nada mais é do que uma partícipe dessa Ânima mone e que portanto quando dá o nosso perecimento ou a nossa morte nós morremos de fato porque nós nós somos os partícipes dessa anima mund só
que isso vai vai aparecer em outros autores de uma de uma outra maneira pros pensadores do do neoplatonismo Florentino eles também trabalham com essa ideia mas não para se aproximarem do averroísmo mas pelo contrário para se afastarem dele no caso do Bruno não ele leva isso às últimas consequências animamundi é Esse princípio o o Campanela tem uma frase que isso tem uma expressão que deixa isso mais claro para nós ele diz assim todas as coisas têm Vida todas as coisas têm vida e quando o Campanela diz todas as coisas têm vida ele tá se referindo
não só a ao que nós ordinariamente chamamos de seres viventes mas as pedras também T vida porque todos esses elementos do do macrocosmos que são elementos de microcosmo São partícipes da Ânima mund portanto perecem aparentemente Mas de fato não perecem uhum pensando também em termos institucionais da sua experiência como professor Que diferença que você sente assim ou o que você localizaria como interessante em termos de Formação né porque por exemplo podcast a ideia Justamente que a gente difunda o que é produzido na Universidade Brasileira né Como que você acha que isso tem acontecido que iniciativas
você acha que poderiam ser feitas nesse sentido de ajudar nessa difusão E se também você tem contato com alguma experiência nesse sentido onde você atua Onde você trabalha ou se você conhece alguma outra iniciativa para também te ajudar a formar esse pensamento em rede em comunidade né minha minha percepção pessoal há uma certa demanda do mundo não acadêmico pela filosofia percebamos o quanto faz sucesso a vulgarização do estoicismo não por exemplo sim né Tem esse ideia por outro tem tem esse dado da nossa realidade mais imediata por outro lado tem uma outra questão desde a
pandemia cresce a necessidade de que nós consigamos expressar talvez nisso a filosofia do renascimento nos ajude expressar coisas conhe elementos conhecimentos acadêmicos numa linguagem não acadêmica porque reparem para ainda sobre aquilo que não é do âmbito da academia um certo preconceito né uma certa ideia de que a linguagem acadêmica é a que deve ser mantida e ao mesmo tempo a as nossas formações não muitas vezes dificultam que a gente consiga nos tornarmos audíveis para um público não acadêmico então tem esses dois lados ora a ideia de que eu possa fazer programas como esse ela vem
de imediato encontro a isso mas nós ainda estamos engatando muito nisso muito porque a a tem ainda tem esse esses esses preconceitos herdados e são preconceitos seculares difíceis de se desfazer então por exemplo Hoje é a primeira vez que eu tô participando de algo do tipo então é completamente novo também é novo totalmente mund na fase experimental somos somos todos neófitos nesse cas quem vem vídeo podcast viu que os primeiros estavam de um jeito agora os outros estão de outro mudou no meio mas é uma anda que é algo que nós precisamos fazer e uma
uma outra coisa que eu que eu acho interessante pro percurso formativo e para esse diálogo é trabalharmos também com questões né sim com questões sai um pouco da periodização rígida e trabalharmos com problemas com questões isso ajuda muito mas eu eu acho que a a o diagnóstico da coisa tá dada nesse sentido e para amarrar com o que a gente viha discutindo para encerrar repare Isso é uma herança maldita que nós temos do começo da modernidade porque que que acontece eu tenho a revolução científica moderna de um lado mas esse novo princípio de unidade de
saber dispersou esses outros saberes que me dariam as competências para falar em outra linguagem é verdade é vou fechar com o caso da pandemia conversando com amigo médico a gente explica paraas pessoas porque que deve vacinar demonstra com dados mas elas não vacinam eu digo Pois é porque demonstrar não basta você tem que persuadi-la é você tem que persu que essa é uma contribuição da filosofia renascentista vez de resgatar a importância disso de se fazer entender de se fazer entender e perder o preconceito de que falar com uma outra linguagem que não seja necessariamente a
linguagem demonstrativa é demérito não é é é expressão de de de capacidade me fazer ser ouvido por outros se isso tá nessa relação fora por tem também uma coisa mais profunda né porque o nosso sistema educacional tá montado nisso nós ainda damos aulas como Jesuítas falando de da revolução científica moderna de coisas Complet há um descompasso esse descompasso não foi bem medido ele foi se e quando chegou no momento que Como foi o momento pandêmico veio à tona essas contradições modernas então profera eh profere não né prolifera pseudociência peos né Uhum é porque é uma
é uma é uma é uma concepção de razão que é o que você comentou né que que é como se você limpasse ou tirasse excluísse outros elementos e esse Logos né eu sei que é algum momento do heeger Mas enfim fosse apenas um de um tipo né entãoo mais ISS isso isso e o da própria Universidade os saberes estão justapostos também só para dizer que isso tudo não é culpa do descart não não ele escreve com muita com muita persuasão as meditações por exemplo po discurso do M se você contar quantas eles ele usa a
expressão estou persuadido fui persuadido contáveis vezes no discurso do método por exemplo sim sim olha conversa muito boa né bom então podemos encerrar acho que a gente agradece todo mundo aqui que ouviu a gente que viu nossos cortes e fiquem conosco logo a gente volta com mais filosofia aqui no multitudo que tem multi todas as coisas até mais gente até gente tchau tchau tau [Música]