Bom vamos lá agora que já estamos todos por aqui vamos dar início a aula aberta arquitetura venercular e paisagem com a professora Gabriela Brandão Meu nome é Marcelo Bezerra sou professor na PUC no departamento de arquitetura e urbanismo e também coordenam diversos cursos de educação continuada na área de arquitetura e urbanismo essa aula aberta um oferecimento em uma amostra do curso de educação continuada fenomenologia da Paisagem também é lecionado cuja professora é Gabriela Brandão e o nosso curso O curso está com matrículas abertas para sua segunda edição agora no segundo semestre e nisso previsto agora
para setembro em relação a palestra vão ter alguns avisos importantes a aula aberta vão ter alguns avisos importantes que vão ser colocados no chat sobre como vocês fazem a confirmação da inscrição para recebimento do certificado de Participação na aula aberta e também a respeito do curso com o link com informações sobre o curso e em relação às perguntas fiquem à vontade para registrá-las pelo chat no final no percurso da palestra eu repassarei as mesmas a Gabriela pode ser no geral ou direcionado a mim pelo chat tá bom dito isso queria já mais uma vez quer
dizer gostaria de agradecer a presença de todos e todos e desejar todos nós um excelente aula aberta e passar a palavra A Gabriela Obrigado Marcelo boa noite boa noite todas a todos sejam todos todas muito bem-vindos agradeço muito pela presença de vocês pela confiança pelo tempo dedicado agradeço muito pelo professor Marcelo Bezerra por estar aqui dando esse suporte para nós nessa aula recebendo e acolhendo né meu trabalho agradeço a PUC também por abrir essa oportunidade E sou Gabriela Brandão eu sou mãe eu sou amante da natureza e das relações existenciais que a gente desce uns
com os outros e também com os espaços que a gente habita com as paisagens habitadas eu nasci nas minas gerais e atualmente eu habito o litoral Fluminense e em relação as formações acadêmicas né Eu venho da arquitetura e do urbanismo fiz graduação em arquitetura urbanismo pela Federal de Minas Gerais atuei com o desenvolvimento de projetos arquitetônicos residenciais em escritórios de arquitetura meu escritório próprio e ingressei no mestrado pela Universidade Federal Fluminense na UFF Niterói foi quando eu me aproximei da fenomenologia e aí desenvolvi mestrado e doutorado dentro dessa linha né da fenomenologia e sou membro
da do grupo de pesquisa geografia humanista E atualmente eu sou docente da PUC Rio concurso de extensão fenomenologia da paisagem então é nessa parte dessa abordagem que eu desenvolvo minhas pesquisas meu trabalho e hoje quero compartilhar com vocês aqui reflexões a respeito da arquitetura vernacular e a sua relação com a paisagem Então vou compartilhar com vocês uma tela Preparei apresentação para hoje e como professor Marcelo falou vocês fiquem à vontade para mandar a perguntas e comentários aí por escrito pelo chat que depois a gente abre para essa conversa Marcelo abriu para vocês essa tela ok
obrigado [Música] bom Então hoje nós temos nossa conversa é sobre arquitetura vernacular e paisagem Começando então né a arquitetura vernacular Quando falamos em arquitetura vernacular é importante que a gente traga algumas observações para entender de onde parte né de esse termo que recortes são esses porque a arquitetura vernacular ela tem algumas conceituações e definições diversas né alguns termos são empregados como sinônimos de arquitetura vernacular mas não são sinônimos né importante a gente ter essa diferenciação arquitetura Popular e arquitetura primitiva por vezes são termos e conceitos confundidos com arquitetura vernacular então importante a gente ter essa
diferenciação conceitual então falando um pouco sobre arquitetura popular arquitetura Popular ela pode ser entendida como arquitetura feita pelo povo e no Brasil o termo popular geralmente é designado para referenciar habitações Construídas nas favelas ou habitação de interesse social construída pelo poder público em grandes quantidade em grande escala né tanto a primeira como a segunda são arquiteturas que utilizam materiais convencionais do mercado da construção civil não envolvem métodos tradicionais construtivos e muitas vezes não consideram as especificidades regionais ou daquela paisagem específica já arquitetura primitiva de acordo com dicionários da língua portuguesa o Primitivo é um adjetivo
que fala da primeira a existir aquela original relativa aos primeiros tempos que não é derivada né De nada ela é a originária a básica que tem uma simplicidade comum as origens então é primitiva diz respeito à produção por sociedades que são definidas pela antropologia como sociedades primitivas por exemplo né arquitetura indígena na sociedade primitivas e tradicionais as tradições resistem ao tempo e as Transformações haja Vista estabelecimento de um modelo predominante de arquitetura que não admite alterações no modo de construção consagrado ao longo do tempo a partir de requisitos culturais e físicos obtendo como resultado um
modelo uniforme casas praticamente idênticas primitiva que não admite essa variação o modelo sem variações predomina quando a gente fala em arquitetura primitiva entretanto alguns casos né da Arquitetura primitiva em que a casa modelo ela tem um grande potencial de transformação e atividade processual baseada nas tradições ela traduz práticas culturais fortemente embricadas nos processos culturais e na imaterialidade o que que é isso né conforme as tradições e a cultura vão sofrendo seus processos ao longo do tempo aquela casa modelo primitiva ela admite ela incorpora essas variações isso em alguns casos da arquitetura Primitiva é o caso
da casa indígena né em que a materialidade o material ali o concreto palpável não é o fator determinante para manutenção das tradições haja Vista o caráter impermanente da Maloca devido à natureza dos materiais né Não tem aquela durabilidade então a necessidade de transformação e adaptação ao longo do tempo e do local de implantação também né Tá sujeita que elas intempéries então a casa indígena é Um exemplo de arquitetura primitiva cujo modelo arquitetônico admite essas variações ao longo do tempo por esse perdão por esse motivo há casos que a arquitetura indígena que é uma arquitetura considerada
primitiva Ela também tem características da arquitetura nomeada vernacular que arquitetura vernacular ela supera essa questão do modelo invariante arquitetura vernacular ela aceita Alterações e adaptações sem a preocupação excessiva com a linguagem então recapitulando né a arquitetura um exemplo de arquitetura primitiva arquitetura indígena e Embora ela seja considerada uma arquitetura primitiva há casos da arquitetura indígena que também são considerados casos de arquitetura vernacular justamente por existir Aquele modelo arquitetônico a partir do qual partem as Outras os Outras casas né as outras edificações mas admitindo esse modelo essa variação do modelo arquitetura vernacular admite nessas transformações incorpora
como características da arquitetura vernacular Então já saímos da Popular já passamos pela primitiva né entrando aqui agora na arquitetura vernacular tem como características ausência de pretensões teóricas ou estéticas ela se baseia no lugar e no microclima Respeita as pessoas e suas casas e o ambiente onde ela tá implantada se desenvolve a partir de uma linguagem que admite variações dentro de uma determinada Gama de expressões possíveis Porque nessa determinada Gama não é variações infinitas né porque essa determinada Gama de expressões ela tá relacionada àquela tradição e aquele lugar onde ela está implantada Então dentro dessa Gama
de expressões arquitetura vernacular Admite as variações de linguagem ainda nas características utilização de recursos naturais da paisagem e quando a gente fala em recursos naturais a gente pensa desde a gel morfologia daquele terreno até os materiais disponíveis né se é terra se é enfim o tipo de folha também né daquela vegetação do entorno da paisagem utilização de técnicas construtivas tradicionais Com base em princípios geracionais que passa de geração em geração na maioria das vezes por oralidade tradições orais a impossibilidade dessa arquitetura vernacular ela ser transportada integralmente para uma paisagem distinta né porque ela tá intimamente
relacionada intimamente ligada com aquele terreno né com aquele com aquela paisagem com aquele entorno e com aquela população né com aquela Cultura e a tradição específica por isso a impossibilidade de ser transportada na integralidade a arquitetura vernalcular é uma prática coletiva que proporciona encontros e diálogos entre gerações entre os detentores das técnicas tradicionais construtivas e aquelas pessoas que querem aprender essa técnica além de configurar o senso de compartilhamento de solidariedade de cooperação e de pertencimento ou seja o Senso de grupo né conforme essa tradição né dentro da tradições de um grupo Cultural de um grupo
sócio cultural as técnicas construtivas fazem parte dessa tradição né e uma maneira de transmitir isso é no momento da dessa prática coletiva que acaba sendo uma autoconstrução né o momento da edificação propriamente dita né da arquitetura vernacular e tudo isso né passar essa na oralidade essas tradições Um saber fazer construindo ao longo do tempo e tão vinculado aquele espaço habitado aquela paisagem habitada estimule reforça né esse senso de pertencimento senso de grupo de uma cultura de uma tradição Enfim então ligadas aquele lugar aquele espaço geográfico habitado arquitetura vernacular portanto é expressão da identidade de uma
comunidade tem como princípios o modo de construção elaborado pela própria Comunidade com o caráter local e regional em resposta ao meio ambiente isso é muito importante esse essa característica né sempre em resposta aquele ambiente que está inserido levando em consideração dentro dessa Tradição A relação com o ambiente com espaço geográfico que está inserido com a paisagem Onde está inserida e tem conhecimento tradicional da composição e da construção transmitido de maneira informal né Não raro esse saber fazer ele não tem registros escritos né Tá na oralidade arquitetura vernacular não se constitui por ciclos de moda mas
é resultado da colaboração de muitas gerações sua base de tradições é reconhecida não por limites políticos administrativo mas sim por territórios definidos a partir do compartilhamento de experiências construtivas habitacionais tradicionais conforme suas referências ambientais e culturais Então o que é isso né quando a Gente está falando em arquitetura vernacular dificilmente a gente relaciona de uma maneira muito Direta com limites políticos administrativos a gente está falando mais de regiões do espaço vivido né são territórios de apropriação cultural Então não é limitado pelos limites políticos administrativo mas são outras referências né ambientais e culturais A componente imaterial
é essencial a arquitetura vernacular a gente tem a materialidade da arquitetura vernacular Então o que é palpável ali é o material a parte material da arquitetura vernacular mas a componente imaterial presente na arquitetura vernacular ela é fundamental e sem ela a relação com a paisagem perde o sentido a materialidade compartilhada a parte material né da casa palpável ela faz Sentido enquanto aquela tradição está viva é o que sustenta né a parte imaterial é o que sustenta a materialidade da arquitetura vernacular enquanto simbólica enquanto tendo sentido para aquela Cultura sem essa parte né imaterial A Essência
dessa arquitetura vernacular ela se perde Deixa de ser então o que a gente chama de arquitetura vernacular porque perde a base da tradição do saber fazer Compartilhado sem tradição não pode haver confiança nas formas aceitadas e começa a institucionalização E aí quando começa né institucionalização a gente sai da esfera do que é chamado de arquitetura vernacular a gente passa para uma outra um outro tipo né de arquitetura a autoconstrução a arquitetura vernacular é uma autoconstrução autoconstrução nomeada arquitetura Vernacular ela prescinde de intermediários alheios ao seu processo ela não precisa não necessita de intermediários alheios ao
processo da arquitetura vernacular ou seja ela decorre e depende unicamente dos seres no mundo daquele sujeitos né que nela se implicam diretamente de modo material seja na edificação mesmo de mão na massa ali né seja imaterial né na transmissão de saber fazer na transmissão de Cultura de tradição Essa arquitetura vernacular ela independe de esferas abstratas a sua própria intimidade tais como políticas públicas e mercado imobiliário a arquitetura vernacular ela é concretude para o povo do lugar mesmo quando não tangível dada a relevância de sua componente imaterial para construção da identidade da paisagem habitada e do
próprio ser no mundo o próprio sujeito que ali habita né em bebido pelo Aroma do lugar e quando eu falo aqui Aroma do Lugar né é mais no sentido de um espírito do lugar né algo que perpassa ali aquela paisagem né que é capaz de unir elementos que a princípio parece tão distintos né e com esse aroma esse espírito do lugar esse conjunto que se faz nesse conjunto que é a paisagem se faz né Então as pessoas que ali habitam em bebidas de xaroma do lugar né Essa arquitetura faz sentido pensando na componente material e
Imaterial a arquitetura vernacular ela expressa muito sobre a relação de um povo com seu lugar e sua paisagem além de expressar o modo como Alice habita algo que é imaterial né Ela é evidencia por meio dos materiais e sistemas construtivos empregados alguns dos elementos naturais disponíveis e predominantes no entorno bem como ação de ventos chuvas insolação relevo clima flora e fauna que são aspectos materiais Que vão ser levados em consideração para se pensar a edificação que vai ser construída ali né a gente tá falando do contexto natural Nas condições naturais do terreno que aquela casa
vai ser implantada então toda a materialidade da casa ela vai responder a esses fatores todos né é os materiais disponíveis elementos naturais ação de Vento de chuva de sol o próprio relevo até a flora fauna né A materialidade da casa ela vai traduzir para gente ela vai Ser em resposta a esse elemento né naturais da paisagem do Entorno E aí materialidade presente ali além da cultura da tradição do saber fazer que a gente já falou o modo como essa casa vai ser habitada quais os costumes que estão presentes o processo de edificação Portanto ele vai
além do objetivo de obter um produto material que a casa e esse processo de edificação ele assume Um caráter ritualístico de partilha de experiências partilha de valores e isso a densa né deixa mais denso o significado da casa vernacular na paisagem ela a casa vernacular é testemunha de um saber fazer que perpassa desde a técnica que é importantíssimo é fundamental até o habitar poético né modo como se habita ali resguardando a quadratura né Essa quadratura é um termo do Ryder no filósofo alemão que ele fala do respeito Da a cada função né de cada coisa
presente no contexto em que a gente habita a casa vernacular ela tem um potencial de definir o caráter do lugar e facilitar processos de apropriação dos espaços porque facilitar processos de apropriação dos espaços por justamente porque ela a casa vernacular ela tem essa significação adensada o significado simbólico é um significado direto de relação com na materialidade Ela traduz né se implica nessa relação com a paisagem com o ambiente natural e ela traz em si todo sentido da cultura daquele grupo social que está implicado naquela tradição né então ela já já carrega em si toda essa
esse significado simbólico que acaba por mediar nesses processos de apropriação do espaço passando pela casa ela mediando essa apropriação dos espaços a casa então ela compõe a paisagem né quando a gente Está em uma paisagem na experiência uma paisagem a casa é um dos elementos né salvo quando a gente está em um ambiente predominantemente natural ou Rural enfim mas quando a gente tá falando em ambiente Urbano ou mesmo na ruralidade né é muito frequente atualmente que a ruralidade tenha um artefato humano né uma casa uma edificação então a casa ela compõem a paisagem e também
a paisagem compõem a casa é uma relação recíproca E aí na como exemplo disso né eu trago a casa camponesa típica da Floresta Negra o Heider que traz esse exemplo do Rider Girl filósofo alemão que eu falei antes né Ele fala dessa casa camponesa típica da Floresta Negra construída na Encosta da montanha protegida contra os ventos contra o sol do meio-dia entre as esteiras e os Prados na proximidade da fonte a inclinação íngreme das asas do telhado a fim de Suportar o peso da neve e proteger os cômodos contra as longas tormentas da noite de
inverno então nessa breve isso sinta descrição que ele faz né dessa casa camponesa a gente pode perceber como que é essa arquitetura evidencia a paisagem em que se situa e nos permite inclusive tecer uma imagem mental que não é só visual ela é sinestésica Ela tem elementos visuais e até táteis por essa descrição a gente é capaz de sentir a temperatura Do lugar da paisagem em questão ele fala né da Neve da casa como ela foi feita o telhado para suportar esse peso enfim um breve exemplo do desvelamento da paisagem pela casa então a casa
nos contando a respeito da paisagem onde ela está a casa da porta para fora né Quando a gente olha a casa de fora ela capaz de nos contar nos desvelar a paisagem onde ela está inserida E aí eu convido vocês para desfrutar né um pouco dessas imagens dessa relação da casa com a paisagem a casa da porta para fora nos contando algumas coisas a respeito da paisagem onde ela tá inserida é uma arquitetura então a arquitetura vernacular que desvela a paisagem em que se situa uma característica da arquitetura vernacular é justamente ser capaz de nos
contar Sobre a paisagem e quando eu digo isso da porta para fora da casa né a gente pensa desde a implantação daquela casa daquela edificação no terreno então onde ela foi escolhida para ser implantada no terreno levando em consideração insolação ventos o próprio relevo então implantação inclinação do telhado tamanho das aberturas quantidade das aberturas portas janela os materiais de que ela é feita tudo isso a casa tá Testemunhando a respeito da paisagem ela tá contando para gente sobre a paisagem onde ela tá inserida é uma relação direta né uma conversa constante ali e esse saber
fazer porque a casa feita dessa forma é isso né tradição saber fazer estendido ao longo do tempo a partir de experiências né O que o que dá certo o que não dá o que que é melhor o que que não é naquela paisagem tão saber fazer de gerações né que vai Sendo aprimorado conforme as experiências naqueles Passos geográfico habitado e construído a partir daquelas bases tradicionais culturais daquele povo que vive ali habita impregnado essa cultura que vive impregnada por esse Aroma do lugar que eu falei antes né esse espírito do lugar que é uma componente
material que é capaz de agregar elementos que a princípio parecem tão distintos né agregar num conjunto que a Gente chama de paisagem e falamos da porta para fora de uma casa mas uma casa Especialmente na arquitetura vernacular ela é capaz de nos contar sobre a paisagem também da porta para dentro então trago para vocês aqui algumas imagens do interior de algumas casas Gabriela voltamos só um pouquinho a passagem anterior a Pâmela pergunta se pode ser considerado uma arquitetura que não compete com a paisagem mas que Complementa a paisagem e não compete mas que complementa isso
sim perfeitamente complementa é bom ela acho que mais do que isso né antes de complementar ela a arquitetura compõe ela é parte da paisagem né e no sentido de complementar a paisagem eu entendo muito como uma arquitetura que ela ela tá tão em diálogo direto com aquela paisagem talvez nesse sentido Pâmela trouxe o Competir com né ela arquitetura vernacular ela é muito incorporada a paisagem então é um diálogo direto é um pertencimento não vejo como competir de forma alguma assim e as casas né da porta para dentro também o que a gente pode observar bom
algum palpite sobre a Que paisagem pertencem essas casas que eu mostrei o interior das casas né Serei uma paisagem Litorânea uma paisagem montanhesa num solo arenoso no solo terroso seria o Clima predominante quente frio ou tipo de vegetação predominante tipologia externa dessas casas que eu mostrei no interior haveria algo a dizer sobre atividade principal de subsistência ligada à terra que essas pessoas desenvolvem e sobre a cultura ou os hábitos quais seriam os cheiros dessas casas que sons a gente escutaria estando dentro né dessas casas a descrição ou observação do interior de Uma casa é capaz
de fornecer pistas que nos possibilitam concluir Ou pelo menos supor a Que tipo de paisagem ela pertence são arquiteturas que oferecem desvelar da paisagem da porta para dentro e da porta para fora né a gente observando tanto a casa por fora como a casa por dentro essa casa nos conta sobre a paisagem ela pertence em Que paisagem ela está inserida e de Que paisagem a gente está falando Né importante essa ressalva que quando a gente fala em paisagem Que paisagem é um conceito que tem muitas diversas interpretações e apropriações a depender da área do conhecimento
né que fala a respeito de paisagem um recorte aqui né que eu trago de paisagem quando eu falo em paisagem eu tô falando não de uma paisagem que a gente observa de fora como espectadores né lá nas origens do Termo paisagem né a paisagem era o sinônimo de uma cena de um quadro a ser observado então um cenário ali que tinha a paisagem como quadro como cena e um observador de fora né aquilo era paisagem lá nas origens do conceito né aqui quando eu falo paisagem eu estou me referindo a uma paisagem que é experiência
e uma experiência integral que eu quero dizer com isso né não é só uma experiência visual né então A gente experiencia uma paisagem com todos os nossos sentidos a gente vê sim a paisagem mas a paisagem também tem a dimensão do sons dos cheiros Paladar inclusive do tato enfim a gente experiencia a paisagem com todos nós sentidos e também com a nossa historicidade com as nossas memórias paisagem como uma experiência do ser E aí a gente não tá fora observando a Paisagem a gente tá vivendo a gente é parte né dessa experiência da paisagem então
quando eu falo de paisagem é dessa paisagem que eu tô me referindo e a gente pode pensar na paisagem trazida então carreada porta adentro das casas pelo sons pelos cheiros pelos sabores pelos visuais pelas memórias as texturas nessa imagem que eu trago aqui é de uma casa que eu Visitei durante um dos meus trabalhos de campo e a gente tem aí muitos elementos que que falam Sobre isso né a paisagem trazida para dentro então a gente tem aí um fogão de lenha a gente tem o tipo de revestimento que foi utilizado aí né para essa
cozinha a mesa onde eu fui recebida para tomar um café comer um queijo tinha uma laranja que a gente acabar de colher do pé enfim vários elementos aí que que são materiais mas tem também os costumes o modo de viver dos hábitos que é a componente imaterial dessa arquitetura Lembrando que a arquitetura ela só se realiza em Essência quando ela é habitada né a gente faz arquitetura com o propósito de dela ser apropriada né Por sujeitos por pessoas enfim Então essa componente imaterial ela é fundamental e quando a gente olha uma casa dessa da porta
para dentro né a gente consegue estabelecer uma relação bem direta com a paisagem que ela tá inserida E aí a gente tá falando da componente imaterial Também da porta para fora a gente viu né aspectos como tipologia implantação materiais inclinação aberturas enfim na porta para dentro temos também a componente material a gente viu aí nessa imagem a materialidade dos objetos utensílios revestimentos enfim mas o modo como Alice habita parte do que a gente chama da componente imaterial que pertence a dimensão da cultura das tradições né Não só a cultura e tradição Do saber fazer relacionado
as técnicas construtivas mas também o modo como Alice habita enquanto o grupo social né enquanto pessoas implicadas em expressar as relações que aquela paisagem favorece por abarcar a tradição e o saber fazer de um povo é evidente a relevância dos atributos imateriais e materiais da arquitetura vernacular sua materialidade compõe a paisagem onde se situa assim como sua expressão não Tangível não palpável não material né Por ser expressão de uma geografia cidade a casa vernacular não é passível de ser transportada completamente sobre pena de Esvaziar de sentido deixando portanto de ser um artefato vernacular Então ela
é expressão dessa geograficidade esse conceito geograficidade ele fala da essência da nossa relação com os espaços geográficos que a gente habita Então quando a gente falou né na paisagem habitada levando em conta todos os elementos daquele ambiente natural tudo todas as relações que ele favorece né pensando em relevo em clima em vegetação enfim todas as oportunidades de relação com o meio ali né a geograficidade fala disso no nível uma dimensão mais profunda né mas de maneira sucinta é essa relação que a Geografia né nossa relação com espaço geográfico habitado E e por isso como ela
tem essa intimidade né com espaço geográfico não é possível que a gente transporte uma casa né da arquitetura vernacular para um outro espaço geográfico né para um outro lugar uma outra paisagem distinta Se isso for feito né É ela vai se Esvaziar de sentido porque não vai estar mais nesse diálogo nessa relação íntima com entorno com a paisagem e para Além disso ela vai estar num outro espaço geográfico de um outro grupo social e Cultural que não foi o mesmo né que trouxe na tradição na cultura não saber fazer aquele artefato aquela casa vernacular e
aí dessa forma Deixa de ser uma casa vernacular né então se ela pode ser como uma casa vernacular em determinada paisagem se ela for construída exatamente Idêntica né numa paisagem muito distinta ela perde essa característica porque lembra né No início quando eu disse que a base Imaterial é essencial para arquitetura vernacular né quando deixa de ter esse respaldo esse suporte da tradição aquilo passa a ser apenas né uma uma materialidade não tem mais todo aquele adensamento né que deixa o conceito denso da tradição do saber fazer da cultura implicada ali né da história do tempo
daquilo ser passado numa oralidade de geração para geração enfim aí deixa de ser um artefato vernácular Caracterizado como ver macular para ser arquitetura né enfim de uma outra com outras características bom aqui eu encerro a minha fala mas abrindo para que a gente possa continuar a conversa a partir das questões que vocês trouxeram e que Marcelo deve ter recebido perfeito Gabriela eu vou pela ordem aqui que as perguntas chegaram a primeira é do Mateus e ele faz Na verdade uma Colocação e fica à vontade para comentar que a Bia que a bio construção tem um
foco grande nessa questão é o comentário dele se você quiser estender construção tem um foco grande nessa questão Mateus né Mateus havia construção ela tem muito essa preocupação né de ter essa essa relação direta essa implicação esse diálogo com paisagem do respeito ao entorno ao ambiente aos materiais Disponíveis existe essa componente a gente falou né até agora da materialidade existe na bio construção a componente imaterial também né porque a bio construção ela tem nessa Dimensão em que o saber fazer ele foi transmitido culturalmente né Não sei se eu posso dizer de geração para geração Mas
enfim existe essa componente imaterial mas não é não é sinônimo né de arquitetura Vernacular existem outras outras dimensões a serem consideradas mas a arquitetura a bio arquitetura tem muito desculpa porque olhando aqui o chat ela tem muito essa preocupação desse diálogo com a paisagem sem dúvida como você enxerga a diferença entre a paisagem geográfica e lugar essa essa questão é uma questão muito importante porque eu vejo que a paisagem em muitos momentos quando quando eu estou Refletindo a respeito de paisagem ou desenvolvendo um trabalho a respeito de paisagem fazendo algum trabalho de campo sobre paisagem
e muitos momentos esses dois conceitos se tocam paisagem e lugar Em alguns momentos se tocam em alguns momentos se confundem se sobrepõe então né fica nesse distanciamento encontro de paisagem e lugar o lugar assim brevemente porque isso rende uma Aula um curso né paisagem em lugar mais brevemente o lugar ele é um espaço geográfico dotado de significado né que a gente precisa de uma relação temporal com aquele espaço geográfico para passar a chamá-lo de lugar né para que ele se torne um espaço geográfico se torna um lugar para nós né existe essa relação íntima onde
a gente coloca ali naquele espaço geográfico memórias lembranças significações aquilo Tem um autor o link que ele fala que o lugar é um cabide de memórias então quando a gente tem essa relação né a gente tá construindo ao longo do tempo um lugar a paisagem ela não necessariamente tem toda essa significação e essa carga de intimidade a paisagem ela pode sim vir a ser um lugar se a gente trouxer para ela né símbolos e significações que façam com que ela seja para nós um lugar a paisagem Pode sim Ser um lugar mas ela nem sempre
é um lugar é por aí tá perfeito a segunda pergunta da Nayara e como fica o contrário quando a casa acaba resistindo as mudanças do Entorno compondo uma paisagem residual ainda assim a perda de sentido Deixa de ser Bernardo lá Marcelo pode repetir por favor quando a casa isso foi colocado às 19:25 quer dizer Tem uns 5 minutinhos e como fica o contrário Quando acaba a casa acaba resistindo as mudanças do Entorno compõem uma paisagem residual ainda assim a perda ainda assim a perda de sentido Deixa de ser vernacular eu entendo que não que nesse
caso não que eu tô entendendo né que você trouxe com essa pergunta é quando uma casa numa determinada paisagem e a paisagem O entorno sofre alterações né é isso não deixa não entendo que ela deixa de Servernacular o que a gente vê aí é uma paisagem ela é isso ela é uma ela nunca tá acabada ela tá sempre em transformação a paisagem é um dever né dever significam vir a ser ela é um processo então quando a gente fala em paisagem importante a gente ter em mente isso a paisagem ela tem caráter processual ela nunca
tá finalizada nunca está encerrada E aí dito isso quando tem uma situação dessa que você trouxe né a gente Entende a partir dessa perspectiva de caráter processual da paisagem em algum momento aquela paisagem foi outra no momento em que aquela casa foi concebida né foi pensada Foi edificada ela estava em harmonia ali em perfeito diálogo com aquela paisagem com aquele entorno a transformação foi posterior Então o que o que embasou aquilo tá né dentro das características do que a gente entende como ver macular e aí o processo da paisagem enfim isso daí fo Do controle
Então aquela casa ela é um artefato vernacular e ela inclusive nos conta sobre a paisagem e talvez não aquela que se estabeleceu posteriormente Mas o que foi um dia aquela paisagem ali né Então aquela paisagem de antes ela é história da paisagem de agora então ter isso em mente faz com que a gente entenda o porquê né de uma casa ela continuar sendo como artefato vernacular apesar das transformações da Paisagem é perfeito é a próxima pergunta eu vou passar para o Bruno é Motorola É porque tem uma pessoa que está identificado como Motorola eu sugeri
que ele renomeasse ele ou ela fica à vontade você não conseguiu renomear você só colocar o meu nome é que aí eu te anuncio mas fica à vontade eu faço a tua pergunta sobre invertendo aqui o Bruno pergunta como podemos chamar uma construção nova que tem características Vernacular mas a paisagem já foi modificada uma construção nova Então vou repetir aqui rapidamente Como podemos chamar uma construção nova que tem características as vernaculares né mas a paisagem já foi modificada [Música] tá bom e a construção é nova né precisar entender né Em que contexto né Foi Edificada
aquela casa se o processo foi né base numa tradição aquele saber fazer passado geração em geração com as técnicas construtivas enfim a materialidade os materiais ou se aquela casa ela tem pegou né algumas características de uma arquitetura vernacular existente nas proximidades daquela paisagem entende como uma construção nova aí nesse caso Deixa de ser um artefato vernacular né Se ela foi construída como um processo Coletivo enfim se ela responde né a expressão cultural e tradicional daquele grupo social ou se é uma edificação Nova em que uma Enfim uma pessoa que não é daquele grupo sócio cultural
enfim mas que gosta né daquele tipo de expressão e entender o que era importante trazer aqueles elementos naquela paisagem tem muito mais elementos que a gente precisaria conhecer para dizer se ela é ou não vernacular mesmo sendo nova É isso ótimo o Gustavo o Gustavo perestello Ele faz duas perguntas A primeira é a arquitetura vernacular surgiu devido a poucos recursos financeiros e as poucas opções de materiais olha não em algum momento Pode sim né ter respondido a essas questões né dificuldade de acesso a outros materiais que não aqueles presentes ali no local né e mas
é muito mais que isso né nas Origens dessa arquitetura vernacular ela é muito mais uma resposta direta as necessidades de se habitar aquele lugar específico aquela paisagem específica então uma resposta direta lembra do Exemplo né que eu trouxe da casa camponesa da Floresta Negra então para eu morar aqui nessa Floresta Negra Que tipo de habitação que eu preciso ter né E aí vendo ali o que que o que que tá disponível o que que tá de mais fácil acesso e o que que funciona o que que Não funciona então num primeiro momento ela surge muito
mais como uma resposta imediata as necessidades de se habitar aquela paisagem específica e e ao que aquele grupo sócio-cultural trazia né de tradições sobre o saber fazer uma edificação então responde muito mais a esses dois pontos nas suas origens né do que do que é essa dificuldade de acesso enfim é isso tá perfeito A próxima pergunta também do Gustavo a pergunta seguinte é arquitetura interpelar não chega a ser confundida com a arquitetura colonial no campo Rural arquitetura vernacular e arquitetura colonial no campo Rural sim tem muitas vezes sim e aí é importante conhecer mais dados
né se você tá estudando uma casa específica né da área rural é uma arquitetura vernacular ela pode ser considerada Vernacular ou ela tem característica algumas características mas a arquitetura que é Colonial enfim é importante ter mais dados né dessa dessa edificação para a gente entender quais são as bases também imateriais né que deram origem aquela edificação porque muitas vezes a arquitetura Colonial né Ela traz também elementos da paisagem né ela responde ao terreno as parte geográfico ela está inserida Mas também tem muitas outras fatores a serem considerados mas sim pode ser confundida tá perfeito a
próxima pergunta é do José Rodrigo ele quer dizer na verdade é uma colocação as paisagens podem ser vistas Então como camadas que se complementam a paisagem natural a paisagem Urbana histórica e a paisagem cultural como camadas que se complementam aí ele menciona Paisagem natural a paisagem Urbana histórica e a paisagem Cultural José né [Música] sim e não assim porque eu entendo né quando você fala em camadas porque a gente tem ideia Urbano oral paisagem cultural mas eu não Eu particularmente né não gosto muito dessa imagem de camadas porque as camadas quando a gente fala em
camadas parece que uma sobreponha a Outra então eu gosto mais da gente pensar nesse conjunto nessa unidade que é a paisagem composta de todas essas dimensões que você trouxe né como se fosse um grande mosaico composto de elementos que a princípio né se a gente olhar individualmente cada um desses elementos Parece que eles são heterogêneos mas que no conjunto aquilo forma uma unidade homogênea né que é a paisagem o conjunto Paisagem e o que que é capaz de agregar esses elementos que a princípio parecem tão heterogêneos é aquilo que Eu mencionei da do espírito do
lugar né o Aroma do lugar acaba costurando e agregando esses elementos nessa unidade que a gente pode ter como paisagem Então temos a dimensão cultural a dimensão histórica dimensão mas não são como camadas que uma sobrepõe a outra porque elas coexistem essas essas todas essas dimensões né Elas Coexistem compondo aquela unidade paisagem então mesmo que seja uma dimensão histórica que talvez não esteja mais ali presente na materialidade não é mais palpável que eu tô querendo dizer com isso né uma edificação importante ali que foi compôs a identidade daquele espaço geográfico daquele lugar mas que foi
demolida né ela não existe mais na materialidade mas a componente imaterial dela continua perpassando ali aquela Paisagem a partir das memórias das pessoas que habitam ali então a paisagem eu entendo muito mais do que sendo uma camadas né sobreposição de camadas Mas a coexistência essa unidade esse conjunto que que é a paisagem antes da próxima pergunta pessoal reforçando se alguém mais quiser fazer alguma pergunta a gente tenha que registrado mais uma tá fiquem à vontade a gente não tem aqui um tempinho para Conclusão da nossa aula mas queria só registrar que o Mateus em relação
a pergunta relacionada a bioconstrução ele agradeceu e comentar O legal ele comentou legal é isso em relação a sua resposta e o Gustavo que perguntou a questão das poucas opções de materiais e depois a questão da relação da arquitetura vernácular com a arquitetura Colonial agradeceu pela registrou aquilo muito obrigado em agradecimento a resposta e a Estela ela Faz uma um comentário aula bastante rica agradece a gente que agradece também a sua presença mas principalmente agradecer a Gabriela pela aula pelo seu elogio quer dizer fica registrado e ela coloca Faz uma pergunta se seria interessante a
relativação do termo arquitetura primitiva com arquitetura originária [Música] muito boa pergunta Estela sem dúvidas Eu não sei não sei te responder mais do que isso mas a arquitetura primitiva provavelmente né Se a gente for estudar arquitetura primitiva e o que a gente pode chamar de arquitetura originária vai haver muitas distinções a serem feitas muitas especificidades Mas eu acredito que não são sinônimos né Não tenho não tem leitura não tem propriedade para afirmar isso sobre arquitetura originária Mas se a gente Pensar né que quando a definição de arquitetura primitiva a base né para nomear primitiva partiu
da antropologia O que é a antropologia entende como povos primitivos e daí surgiu arquitetura primitiva vem desses povos para a gente poder nomear uma arquitetura de arquitetura originária a gente vai precisar recorrer a antropologia né então entender o que que antropologia fala né de povos Originários né que povos são esses que as sociedades são essas para daí derivar né a arquitetura originária então muito importante sabe esse cuidado mesmo que você trouxe eu te agradeço porque parece um preciosismo né a gente ah ficar fazendo recortes e definições mas poxa importante né e um respeito a gente
saber o lugar de fala né que a gente tá trazendo a reflexão então às vezes a gente desavisadamente usa entrega como Sinônimos mas a importância da gente ir a fonte para saber do que tá falando né então nesse caso importância de recorrer mais uma vez né antropologia para a gente partir essa análise então de imediata é isso que eu posso te trazer ela obrigada obrigado Estela em relação ao José Rodrigo que você fez a resposta que ele fala da paisagem natural Urbana histórico e cultural ele Agradece a resposta e diz que foi esclarecedora e a
próxima pergunta é da Ana Ana Borges e ela coloca assim como existem construções que são falsas históricos ela pergunta existem construções falso ver imaculares E aí ela complementa feito para aparecer mas sem os meios coletivos de produção os ensinamentos geracionais etc componente material né da arquitetura vernacular que é importante fundamental mas não ter essa componente imaterial a Dimensão da tradição que você mesmo mencionou né se carece se prescinde se não tem essa parte da cultura da tradição oral enfim do que Embasa aquele saber fazer né é uma tem né todo seu mérito todo seu significado
toda sua simbologia que é outra daí não é vernacular mas é uma outra arquitetura que tem todo seu valor também obviamente mas que a gente deixa de entender como vernaculares falso vernacular né que Você trouxe essa expressão Talvez esteticamente né aquilo Aquela materialidade aquele produto material pareça né com outras casas vernacular da região do Entorno Mas que que não tem essa dimensão e material que é o que sustenta né a arquitetura vernacular então sim existe deixa eu ir aqui pela ordem a gente tem mais duas perguntas eu vou passar uma colocação da Nayara uma nova
pergunta Aqui da Nayara e só comentando pessoal são 19:49 a gente vai abrir aqui para mais um no máximo duas perguntas tá E aí a gente conclui a parte de perguntas e a gente vai falar um pouquinho também que eu acho que é interessante vocês entenderem um pouquinho do que vai ser tratado no curso Enfim uma fala rápida da Gabriela mas com certeza uma aula muito proveitosa pelas perguntas pelas interações e até pela pela presença de Todos vocês coloca Gabriela Obrigado pela sua fala e por tirar minhas dúvidas você poderia indicar alguma literatura a respeito
de paisagem lugar na Perspectiva da geografia humana Ela comenta que não é arquiteta que é geógrafo com tudo acredito que essas áreas se encontram Em alguns momentos de repente você possa ter leitura que possa ajudar nas nossas pesquisas a colocação da Naiara Sim Nayara Nossa essas duas áreas se encontram muito quando a gente está falando de paisagem a partir da Perspectiva da experiência né que é como eu entendo a paisagem a geografia humana Ela traz Sim Acabou os teórico conceitual que responde muita coisa quando a gente fala em paisagem pertinho da experiência né então a
geografia humanista ela é fundamental para desenvolver essas reflexões sim e paisagem em lugar Poxa Tem um bocado assim de referências importantes mas você não fez nessa sua área da Geografia mas o Luan que é o geógrafo e flutuando ele tem obras né nesse sentido fazendo essa reflexão a respeito de lugar principalmente fala mais de lugar do que de paisagem né uma outra referência que nossa que eu considero Fundamental e essencial leitura eu acho uma obra fantástica do geógrafo francês Eric Barbel você deve conhecer o homem a terra e e o Dedé é uma um livro
pequeno fininho né Tem umas 100 páginas assim e ele traz essa perspectiva não só de lugar mas também de paisagem e do espaço geográfico como um todo inclusive o conceito de geografia cidade que Eu mencionei na aula né É do dardel então a princípio como referências básicas dessa discussão dentro da geografia humanista a obra da Dell e do tua E aí enfim depois tem tem diversas né outras outros geógrafos que desenvolvem reflexões a respeito eu tô tentando lembrar o nome de um livro que me fugiu eu não tô com ele aqui agora porque eu não
tô no meu escritório estou em viagem mas o organizador desse livro é o Eduardo Maradona ele é da geografia da Unicamp e ele traz é um livro acho que se não me engano o título do livro é qual é o Espaço do lugar uma pergunta então é esse Também eu indico leitura uma referência pessoal vou dar um intervalinho aqui nas perguntas a gente tem mais duas ou três perguntas aqui que eu farei a Gabriela Eu só queria falar um pouquinho do curso é o curso fenomenologia da paisagem é um curso de educação continuada com a
Gabriela ele tá indo para segunda edição é um curso de 18 horas ele as aulas são as segundas-feiras é de 18:30 Ele vai ter início em 11 de setembro até 6 de novembro e as matrículas estão abertas até o dia 4 de setembro tá as informações até colaborando ou contribuindo com essa visão da Gabriela agora o público-alvo são estudantes profissionais da área de arquitetura e urbanismo geografia e demais cursos das ciências humanas e público interessado no tema então isso já tá até essa Interação em toda essa colocação tanto da Nayara é reforçada Pelos comentários da
Gabriela estão até no público-alvo que a gente direcionou o curso né Gabriela e ela até Nayara que até então estou no caminho muito estou então estou no caminho e agradece a colocação inclusive antes ela também tinha complementado após a pergunta que agradecer por compartilhar parabéns pelo trabalho o Gustavo coloca que seria uma última pergunta dele Obrigado Gustavo pelas suas perguntas Arquitetura vernacular Usa somente tijolos e blocos cerâmicos Eu também a Doro ou também Adobe isso sim pode ser Adobe sim bloco cerâmicos tijolos Adobe pau a pique aquilo que que de técnica construtiva tradicional faz sentido
para aquela para aquele grupo social né E esses essas técnicas construtivas né Adobe que mencionei também todas também né utilizando materiais disponíveis ali no entorno então além de Se adaptar muito ao que tá disponível né e conversa dialoga diretamente com os materiais da paisagem e com a paisagem se adaptando também ao saber fazer em relação à técnica construtiva Então ela a arquitetura vernacular ela não se restringe a uma ou duas técnicas construtivas né quando a gente vai olhar teto venercular a gente vai olhar a técnica construtiva relacionada àquela tradição Então não é ah se isso
é feito de Adobe Então é Porque não é arquitetura vernacular entende é muito mais entender que aquele aquela técnica construtiva ela derivou de uma tradição e não olhar primeiro a técnica entende a tradição que vai nos dizer qual vai ser a técnica utilizada e isso portanto né pode ter muitas variações ele agradece pela aula e gostaria de perguntar como a arquitetura vernacular tem resistido se ajustado diante do impacto da globalização nos métodos de Construção bom isso essa é uma questão que acaba evidenciando né O que a distinção entre arquitetura vernacular e outras e o que
não é vernacular existe esse Impacto essa interação né isso daí inclusive incorporado porque é um fato né a gente vive nesse contexto e a arquitetura vernacular ela acaba justamente pela componente imaterial né Que a tradição e a cultura aquele grupo social ele vai se adaptando de acordo também com com a globalização né na verdade a globalização tem a gente ter a globalização como uma entidade abstrata mas entender Quais as implicações dela né no nosso dia a dia então acesso a outros materiais e enfim o que eu quero dizer com isso tudo é que Quais são
as implicações né de acesso a e a materiais para aquele grupo social e para aquela tradição então a gente Entender que uma tradição ela é mutável né um grupo social uma cultura ela vai incorporando aquilo que faz sentido dentro dos valores dessa própria cultura e é claro que isso reflete né na arquitetura vernacular porque se a base imaterial da arquitetura vernacular é justamente a cultura tradição e isso acaba incorporando outros elementos né Se a gente for olhar isso ao longo da história daquela cultura daquela tradição incorpora variações incorpora Variações também na arquitetura vernacular então por
isso a distinção né que eu falei no início que a arquitetura primitiva O que é arquitetura vernacular a arquitetura primitiva é um exemplo de que não não admite tantas variações ao longo do tempo a arquitetura primitiva tem mais aquele modelo da casa né e arquitetura vernacular tem o modelo mas ele é passível de alterações ao longo do tempo tanto que o exemplo é de uma Arquitetura que ela é considerada primitiva mas que pode também ser ver na colar arquitetura indígena né que eu trouxe no início vem dos povos indígenas que para antropologia são os povos
primitivos mas que a oca né a casa modelo ela admite variações ao longo do tempo então essa essas implicações né da globalização e informações acesso a novos materiais a gente pode olhar dessa forma como que a arquitetura vernacular admite as Mudanças culturais dentro de uma tradição e isso implica na expressão material que é arquitetura vernacular mas né sempre se ela atende a essa questão de ser expressão e material de uma base Cultural de um grupo social e em diálogo com a paisagem ela permanece sendo um artefato vernacular perfeito Gabriela pessoal vamos então para a última
pergunta é já de antemão agradecendo a presença de todos e todos Tá muito bacana essa presença de tantas pessoas aqui interessadas pelo tema tá parabenizar aí a Gabriela pela pela aula aberta é e pelo pela presença aqui de tantas pessoas investindo no conhecimento enfim isso é muito bacana sempre o Diego Miranda ele agradeceu pela pela resposta anterior e coloca aqui um exemplo de falso Beta vernacular pode ser encontrada na cidade de Gramado Rio Grande do Sul Essa cidade é conhecida por sua arquitetura Inspirada nas Casas dos imigrantes alemães no entanto muito dessas casas não são
originais mas sim réplicas e não representam realmente a cultura e história de e parabeniza pela aula Se você quiser fazer algum comentário e fica à vontade enfim para colocação sobre o curso e a gente mais ou menos se encaminha aqui para conclusão mas essa colocação do Diego do Diego exato É isso aí Diego é um exemplo né de Ótimo exemplo inclusive arquitetura de Gramado né isso acontece muito em cidades turísticas né em que aquele modelo né vernacular que na realidade não há um modelo porque ele admite variações regionais né da arquitetura vernacular mas ele é
reproduzido né são reproduções e daí a gente tem toda a estética né daquela arquitetura vernacular da região Mas em algum em alguma medida Aquilo é esvaziado de sentido quando a gente pensa na componente imaterial aquilo não derivou exatamente do saber fazer daquele grupo social daquela cultura daquela tradição mas foi uma réplica né obviamente tem seu valor e fala muito né da região só não pode ser considerado vernacular Mas é isso aí são réplicas E isso acontece muito muito em vários lugares perfeito bom é mais uma vez Fica aberto aqui o convite a todas e todos
é o curso as informações estão no link que eu vou repetir aqui e a Beatriz também aqui a gente também agradece pelo suporte que durante a aula Deixa eu só colocar para todos que eu tava interagindo aqui tá de novo aqui no chat tá com esse link que vocês têm informações agradecer a todas e todos enfim e parabenizá-los também né pelo como eu já comentei pelo investimento no Aprendizado pela oportunidade também de recebê-los que é muito bonito esse termo que a Gabriela fala pela confiança né [Música] ficarem esse tempo acompanhando a fala dela agradecer a
todos e todos o convite fica aí para o curso parabenizar o aberto da Gabriela e Gabriela fica à vontade para suas palavras finais e colocações e a gente encerra então na sequência a aula bom eu quero encerrar agradecendo né Comecei agradecendo encerro agradecendo a presença de cada um cada uma de vocês aqui esse tempo dedicado a confiança e agradeço imensamente também pelas trocas né Eu sempre saio aprendendo muito aqui com vocês é isso só essas aulas né só acontecem Porque existe uma uma interação uma troca eu falando aqui sozinha não não se configura né Essa
riqueza toda que a gente tem na interação na troca no diálogo então agradeça vocês aqueles que participaram Aqueles que estão presentes e Agradeço ao Marcelo a PUC possibilitar tudo isso esse espaço aqui né esse tempo espaço e reforço o convite que o Marcelo fez para o nosso curso de extensão fenomenologia da paisagem nesse curso a gente parte né da paisagem como experiência e é sobre isso que a gente fala né fenomenologia da paisagem a paisagem abordada a partir da fenomenologia e Todo todo arcabouço teórico conceitual relacionado né dentre ele da geografia humanista que a Nayara
também trouxe aqui e é isso estamos esperando né os interessados fenomenologia da paisagem pessoal mais uma vez obrigado a todas e todos a gente conclui então a aula aberta aqui algumas mensagens Gabriela porque algumas estão vindo para mim então vou repetir agradecimento a Nayara agradece Diego nós que somos gratos pela riqueza da aula Obrigado a todos os Envolvidos para que essa acontecesse Cristiane agradece enfim a gente também agradece muito e excelente encontro Caíque Isabela Matheus Gerardo Juliana Gabriel Renzo muito bacana a presença de todos e todos aí a Pamela que acabou colocando para mim obrigado
pela aula que às vezes fica registrada a última troca comigo em função de pergunta alguma coisa assim Franciele Talita muito bom aí a presença de todos e todos pessoal então excelente noite a todos excelente semana e fica aí reforçado o convite boa noite até a próxima