Boa noite. Boa noite. Sejam todos muito bem-vindos à terceira aula do nosso congresso internacional de psicologia do esporte e coaching. Todos me escutam bem? Para quem já começou aqui no Para quem já tá aqui no chat, que já chegou, deixa aqui um joinha. Lucas, tô te ouvindo muito bem. Hoje, mais uma aula do nosso congresso, a terceira, penúltima aula e trouxemos nada mais nada menos do que Flávio Marret, um cara que eu tenho muito, muito carinho, carinho especial, não só porque ele é, ele foi nosso aluno na formação, começou pela formação, né? é aluno na
pós-graduação e é um cara que a medida que a gente foi conversando, que a gente foi tendo ali um pouco mais, né, nos conhecendo um pouco mais, eu vi o a grandiosidade do profissional que ele era. É um cara com mais de 31 anos de experiência, treinando atletas de todos os níveis e todas as modalidades. O cara é uma verdadeira enciclopédia. Eu brinco com ele que a experiência dele dava para escrever alguns, não um, mas alguns livros, né? Então ele é forma, ele é treinador na prática. Então, muito do que você vai ouvir aqui, como
todos os professores que nós trouxemos aqui, são pessoas que estão vivendo na prática aquilo que estão passando para vocês. Então imagina o seguinte, a gente observou que no mercado, né, no mercado esportivo, de uma maneira geral, a gente Tem algumas formações, eh, a algumas formações que podem ensinar sobre, eh, como treinar a mente de um atleta, mas a gente percebeu que o seguinte, olha, vamos fazer algo desde um congresso até uma pós-graduação, as nossas formações que fale esporte. E para falar a língua do esporte, vamos trazer pessoas que estão vivenciando o esporte de alto rendimento
na prática. E com Flávio não é diferente. 31 anos de experiência, ele foi treinador de juniores, ele foi Treinador de adultos. Eh, se eu não me engano, o Flávio tá a mais de cara, corrige para mim, corrige para mim, Flávio, se eu tiver errado, tá? Depois, mas são mais de 6 anos nos Estados Unidos, seis ou 7 anos nos Estados Unidos. Então ele tá lá no alto rendimento, no berço ali onde as pessoas respiram o esporte. Então tá lá treinando outros atletas, acompanhando atletas de alto rendimento. E cara tem a formação dele em educação física.
Ele é Master coach do atleta campeão e estudante de neurociência em Harvard. Você não ouviu errado. O cara trazendo informação assim, ó, fresquinha aqui para vocês, diretamente da Universidade de Harvard. Então assim, sem mais delongas, vamos à Estrela da Noite com vocês, senhoras e senhores, Flávio Marrete. Professor, a aula é sua, a turma é sua. Deixa eu ver aqui. Fala comigo. >> Boa. Obrigado, Lucas. Obrigado, atleta Campeão, por mais uma vez abrir essa casa maravilhosa de vocês, essa oportunidade para compartilhar com companheiros aí de profissão. Ã, eh, você sabe, é minha paixão. Bom, abração aí
para pra Maira, pro Joaquim e para todos que estão aí nos assistindo e tanto agora ao vivo quanto aqueles que vão assistir depois. Um super prazer. Espero compartilhar com vocês eh várias coisas interessantes que vocês podem eh usar imediatamente. Acho que esse é o Foco, é trazer algo para vocês que vocês possam usar eh já mastigado, já pronto para utilizar eh no dia a dia. Essa é a ideia. Obrigado, Lucas, mais uma vez aí por essa porta maravilhosa que vocês sempre abrem pra gente. >> A mim o prazer é nosso. >> É, vamos que vamos.
>> Vamos que vamos. >> Vou compartilhar aqui na tela. Okay. Deu certo aí? Tá compartilhando ou não? >> Ainda não. >> OK. Vou de novo. Share. Aqui agora eu acho que foi, hein? >> Agora foi. Bacana. Agora foi. Dá um eh visibilidade toda aqui pra gente dar uma olhada. >> Vou vou colocar só mudar a posição aqui. Ok. Legal. Feito. >> Boa. Perfeito. >> Tudo certo aí? Maravilha. >> Certo. >> Boa. Então vamos lá. Uhum. deixar aqui diminuir. Bom, pessoal, eh a ideia aqui é transmitir algumas inovações que a metodologia de ensino eh trouxe para
nós. A ideia não é trazer algo eh de do escritório, eh trazer algo do campo, da quadra, eh como a gente pode Transformar eh o treinamento mental bastante prático, eh colocando na quadra, colocando aí no local de trabalho ideias que fazem com que o ambiente, né, guarda essa palavra, ambiente em torno, eh, façam com que o jogador, o atleta, ele seja melhor, eh, formado, que ele tenha mais confiança, que ele tenha mais capacidade de tomada de decisão, que ele tenha independência. Eu falo um bom pai e um bom treinador, pai, mãe, né, treinador, Treinadora, é
aquele que forma um atleta autossuficiente, independente. Ã, é muito maluco, né? Mas a gente forma pessoas não para depender da gente e sim para voar. Eh, a gente quer que eles voem, eles têm que render, eles têm que funcionar. E essa é a ideia eh dessa dessa palestra, né? Compartilhar com vocês questões que fazem com que o atleta se torne mais autossuficiente, tá? A gente vai falar Sobre metodologia, a gente vai falar sobre uma série de coisas aqui. Vamos lá. OK. falando um pouquinho, embora o Lucas já tenha apresentado, tô há mais de 31 anos
trabalhando, né? Minha área principal é a área do tênis. Eh, isso como treinador, como treinador mental, eu tenho a oportunidade de viajar um pouquinho em outras modalidades, mas meu foco principal sempre foi o tênis. Trabalho com tênis desde 1994. Eh, tive oportunidade de trabalhar em praticamente todas, né, todos os continentes. Me falta o asiático ainda, mas vamos que vamos. Estamos estamos fazendo eh por conhecer vários lugares e e compartilhar com todas as culturas que ajuda bastante no conhecimento e entendimento de de como forma o ser humano, né? Então já vai outra coisa importante, a gente,
independente da modalidade que a gente tá trabalhando, o ser humano vem primeiro. Então segredos De sucesso é você cuidar bem dessa parte, dessa pecinha chamado ser humano. A gente não trabalha com tenista, jogador de futebol, natação, lutador. A gente trabalha, na verdade, com seres humanos que estão praticando um esporte. dentro desse esporte como meio, a gente tá fortalecendo ele de dentro para fora. Esse é o importante, né? A minha vinda paraos Estados Unidos, ela foi eh mediante a um convite do Gabriel Haramilho, Gab Haramilho, né? Ele já Treinou 11 jogadores número um do mundo e
27 jogadores número entre os top 10 do mundo no tênis. Eh, e ele me convidou para vir aqui trabalhar e ser head coach, né? o treinador principal eh da academia dele, onde eu fiquei durante 4 anos desses meus 6 anos aqui. São se anos, não, sete, Lucas, tô aí no caminho, indo pro sétimo. Eh, e coordenando a academia dele, eu fiquei 4 anos. Hoje eu trabalho eh com a minha própria academia, né, na verdade, meu Meu próprio eh treinamento e também como treinador mental eh para vários atletas, tantos tanto atletas aí do Brasil. quanto atletas
aqui americanos, tenho alguns italianos também, eh, alguns sul-americanos que também me dão o direito aí de trabalhar com eles. Durante todos esses anos, minha forte paixão foi treinar treinadores. Então, essa palestra tem muito a ver eh com treinadores, com atletas, com pais, psicólogos, como eu coloquei na primeira Slide. Mas eu tive desde 2000, na verdade comecei antes, em 98, eh, treinar treinadores no Brasil pela Confederação Brasileira de Tênis de forma auxiliar, a de 98 a 2004. Eh, em 2005 eu entrei como capacitador oficial. Eh, trabalhei durante meus primeiros 10 anos com a Confederação Brasileira de
Tênis. Em 2015, eu comecei a trabalhar também além da Confederação Brasileira com a Federação Internacional de Tênis, eh, dando cursos em todos os Níveis, nível um, nível dois, nível três. São os três níveis. Depois que eu vim aqui paraos Estados Unidos, meus primeiros 3 anos e meio, quase quatro, ã, dando treino na academia, eu não tinha esse tempo, quando foi possível, eu entrei na PTR, que é a Professional Tennis Registry, que é um uma entidade internacional, tá, em mais de 130 países e dando também curso para treinadores, ã, aqui nos Estados Unidos, é onde eu
acabo atuando. Minha formação acadêmica, Ele o o Lucas já comentou, né? Eu estudo em Harvard hoje, fui, estudei educação física, fiz master coach na formação do atleta campeão, a qual eu recomendo muito. Tô estudando no curso de psicologia, também dando aula no curso de psicologia e neurociência do atleta campeão. E em Harvard, eh, tô entendendo um pouco mais o que é por dentro, o mecanismo. falo que eu tô fazendo engenharia elétrica, estudar neurociência, as funções do Cérebro, é como você estudar uma uma engenharia elétrica. É muito interessante entender como a gente funciona por dentro, né?
H, eu sempre tive uma abordagem cuidando do ser humano, como eu falei. Eu acho que isso é a parte principal, mas óbvio, eh, eu vejo e até estou dias atrás conversando com a Maira numa reunião que a gente teve muito boa, inclusive eh, a gente falou sobre quanto é importante a gente conhecer também sobre o esporte. Então, Às vezes a gente tá contando que a gente conhece sobre ser humano, a gente tá falando sobre partes mentais, mas conhecer do esporte e ajudar a parte tática, técnica, ter um conhecimento nos ajuda muito. Todo conhecimento, ele é
um potencial poder que a gente tem na mão. Quando a gente coloca em prática e faz os alunos aprenderem com isso, sem dúvida nenhuma, fortalece muito. Então, o meu conhecimento prático de tênis, eh, ele me traz uma uma maestria muito maior Na hora de transmitir. Isso me ajuda muito e desenvolve a força mental, desenvolve o jogador através do conhecimento dele a respeito do esporte. Ah, eu eu costumo dizer, né, que meu eh, vamos lá, minha missão eh democratizar, né, globalmente, porque eu eu tava aí, Brasil, São Paulo, vivia por aí, dando meus cursos por aí
ou meus meus treinos e de repente virou Brasil e do Brasil virou eh Sulamérica, Centroamérica, África. América do Norte acabou virando globalmente e a ideia é trazer benefícios a todos os atletas, treinadores, clubes, academias, famílias, eh trazer para eles o conhecimento como a gente pode ser um melhor atleta, como a gente pode ser o melhor treinador, o melhor pai de atleta, né? como a gente pode formatar uma melhor academia e um clube, criando sempre aquela palavrinha que eu usei, um entorno saudável, positivo e propício Para desenvolver atletas de alto de alto nível, né? Esse é
o esse é o nosso principal objetivo, né? Bom, nossa agenda de hoje a gente vai tratar sobre eh entender um pouco mais os problemas que limitam o desempenho dos atletas, como o treinamento mental e a comunicação pode ser chaves para superá-los, né? O treinamento mental e a comunicação, não só em sessões de treinamento mental, mas principalmente em quadra, né? principalmente na área, No campo, técnicas práticas para começar a usar imediatamente, como eu falei na minha primeira fala ali, o que a gente pode usar imediatamente. E no finalzinho a gente tem lá perguntas e respostas onde
vocês podem eh, por favor, participar. Eh, mandem essas essas perguntas pelo chat, o Lucas vai est recebendo, selecionando algumas perguntas, aquelas que eu não consegui responder por aqui, a gente depois também dá um jeito de responder, tá bom? H, bom, o final dessa palestra, você vai ter ferramentas muito eh concretas, comprovadas, práticas para transformar seus métodos de treinamento e desbloquear o máximo de potencial seu como treinador e de seus atletas, ou seja, efetivamente melhorar a sua performance. Eh, eh, eu digo, isso não é uma promessa, isso é o meu dia a dia que tá traduzido
aqui nessa nessa apresentação. Quando eu comecei conhecer um pouco mais sobre psicologia Esportiva, sobre neurociência, junto com a minha eh expertise no esporte, no tênis, eh meus treinamentos se tornaram algo muito muito muito mais efetivos. Eu tinha treinamentos bons e ruins, dias bons e dias ruins, o que a gente costuma no esporte falar, é muito comum. E a partir desse momento eu tenho dias excelentes e dias ótimos. Não existe dia ruim. E aí eu vou contar para vocês aqui qual é o pulo do gato, né, desse sofrimento que antes eram dias Complicados e esses dias
complicados eles acabaram, eles não existem mais. E eu não tô falando porque eu estou palestrando, eu tô dividindo com vocês eh efetivamente o que realmente acontece no meu dia a dia e vocês vão ver aqui na prática. Bom, vamos conversar um pouquinho sobre refletir um pouquinho, né, e entender quais são os desafios, né, eh, que a gente tem hoje em dia e encontrar caminhos para que a gente possa eh caminhar melhor nessa nesse Campo de treinamento de qualquer que seja o esporte, mas de uma uma parte que é fortalecer o o ser humano de dentro
para fora, né? Eu criei também uma coisa que se chama e um método que chamado inner power method, que é que é de você crescendo de dentro para fora, tá? Depois a gente pode conversar um pouco mais sobre isso também, tá? Aí um um app em desenvolvimento em breve vai est no mercado pra gente melhorar. Bom, falando um pouquinho sobre campeões como Roger Fedre, eu tô trazendo aqui vários exemplos do tênis, mas englobei dois aí da ginástica e natação também. Fedre Djokovic, Guga, Gustavo Quinter, Brasile Kirten, o brasileiro, João Fonseca, né, uma sensação internacional, o
jovem de 19 anos, brasileiro, 24 do mundo já. Ã, Bia Hadad, uma a moça que também ela teve aí entre as 10 melhores do mundo, tenista impressionante, canhotinha incrível. Michael Felps, nador, aposentado, mas também incrível atleta. Simone Bos, né? Aí, impressionante, colecionadores de medalhas olímpicas, né? Será que eles teriam chegado ao topo se eles não tivessem força mental? Eh, trabalhando com esporte durante esporte de alto rendimento durante tantos anos, eu percebo que eu já treinei muita gente muito boa, que realmente tinha muita chance de chegar lá, mas no momento da competição aquela aquele potencial, aquela
qualidade, aquele treino todo, às vezes Ele não aparece, né? Será que eles chegariam lá? é talento, é trabalho, né? Para mim, esse mental ele ele é construído, né? Ele ele é trabalhado diariamente. E é sobre isso que a gente vai conversar aqui. Ã, quais são os maiores desafios, pessoal? Coloca aí no chat. Quais são os maiores desafios que vocês enfrentam hoje de incorporar a preparação mental no dia a dia do treino de vocês? Divide conosco aqui no chat. Vamos começar a Interagir, vamos conversar. Eh, eu sei, é, às vezes é estranho uma aula online, é
difícil a gente interagir. Vigi, eu dou muita palestra, muito curso presencial, onde a gente interage muito, mas vamos lá. Se vocês puderem contribuir, compartilhar conosco, eh, por favor, quais são os desafios que hoje em dia você encontra para colocar em prática eh a parte mental no treinamento, no seu dia a dia de treino, vai ser muito útil pra Gente. E lembra, já pode aí colocar algumas perguntas também que o Lucas vai est atento e no final eu vou respondê-las com certeza. Eh, seguindo com os obstáculos aí do dia a dia, né? Eh, cotidiano, emocionais, familiares,
estruturais. Às vezes a gente fala: "Nossa, aqui no Brasil não tem estrutura, nos Estados Unidos é mais fácil". Bom, convido vocês a virem aqui e experimentar. Você vai ter sim estruturas impressionantes e outras que São muito menores e menos eh de menor qualidade do que no Brasil. que a estrutura sim oficialmente ela ela ajuda muito, mas não é o ponto principal, né? Como essas como essas atitudes, esse entorno dia a dia tá impedindo a gente de formar campeões. O que que tá acontecendo no dia a dia aí eh brasileiro que forma que impede um pouquinho
nessa formação, né? Qual é o papel do ambiente? Lembra que eu falei do entorno ambiente e das rotinas Diárias na construção de um atleta campeão. Para mim, ã, o entorno ele fala mais alto do que tudo. Se a gente cria uma cultura forte, um entrono forte, onde a gente crê funciona, a gente tem uma capacidade, uma probabilidade de formar atetas muito maiores. Sempre que a gente tem um ídolo em algum país ou alguma modalidade, a gente fala: "Poxa, a gente tem um ídolo e a gente tem por onde seguir". E o que acontece no final
das contas é que a gente tem uma crença Que a gente pode, então o ídolo é importante, sim. Não precisa ser nacional, ele pode ser internacional. Se uma pessoa consegue, porque outras não podem conseguir, eh, sendo que o maior dos talentos que existe no planeta é a capacidade do trabalho. Então, tudo se constrói, não é só o que se traz de berço. Claro que tem muitas coisas que ajudam muito, eh, a gente sabe, mas o trabalho ele é maior do que qualquer coisa, um trabalho focado, estruturado, Né? Será que a gente tá cultivando ou apenas
cobrando? Será que o entorno que a gente tá trazendo ele é saudável ou ele cobra do atleta algo que a gente mesmo não está oficialmente oferecendo? Ou crê que tá, mas por talvez não tanto conhecimento, eh, tá deixando aí alguns alguns pedacinhos, alguns detalhes fundamentais que tá ficando de lado, né? como os métodos modernos, o descobrimento guiado, que eu vou explicar mais para frente o que é eh a Comunicação positiva, se comparam, né, aos aos métodos tradicionais e impositivos na formação de atletas resilientes e conscientes daquilo que estão fazendo. Você que tá aqui, que é
psicólogo esportivo, que é coaching ou treinador já experiente, já vivenciou isso ou mesmo você que é pai, você que é atleta, qual é o valor do autoconhecimento, né? Como a gente se, quando a gente se auto conhece, quando a gente sabe onde a Gente pode desenvolver, como a gente pode crescer muito e muito mais, né? Trago aqui uma uma lenda do esporte chamado Roger Feder com uma força mental espetacular. E ele ele ganhou mais de 20 torneios dos grandes lances, que são os maiores torneios de tênis do planeta. Seu diferencial nunca foi só a sua
técnica brilhante. Ele jogava de uma forma muito suave, muito sutil. Eh, todo mundo falava um talento nato, mas ele mesmo Brigava com isso. Foi muito trabalho. E uma força mental impressionante, como vários outros. Dokovit, que é o maior ganhador na Rafael Nadal, dentre outros, mas ele se destacava muito por essa força mental. Porém, no começo da sua carreira, quando ele era jovem ali, ele tinha muitos momentos críticos, mesmo quando ele já era profissional, era aquele jogador que se irritava, que quebrava as raquetes no meio do jogo. E aí eu trago para vocês aqui um vídeo
e Para mostrar um pouquinho dessa infância desse grande mestre. >> [música] >> Op, perdão. Olha só, ele jogando, né? Perde um ponto, se desequilibra. Quem viu ele jogando depois de profissional, ele não tinha esse tipo de de atitude, desanimado, bravo, [música] mas aí quando criança, né, até a técnica dele bem diferente depois não com essas Empunhaduras, as formas de segurar tão extremas, muito mais limpo, eh, muito mais polido em todos os aspectos, né? Mas a gente pode ver aí, por exemplo, após esse golpe aí que ele acaba perdendo, ele tá perdendo de 5 a dois,
o jogo de tênis vai a seis. Ele já perdeu o primeiro set, chuta a bola super irritado, descontrolado, [música] desanimado. E vamos lá, tudo bem, isso é parte do processo. Ele não tinha que Nascer o grande campeão, eh, Roger Fedre, né? Ele ele ele era uma criança nesse momento e ele precisava de desenvolvimento e o autoconhecimento, o treinamento mental transformou a mentalidade dele e tornou ele um dos jogadores mais resilientes da história. Sua capacidade de manter a calma sobre pressão tem uma tática clara, tem uma postura, um body language, né, um uma postura corporal positiva,
uma estratégia muito bem treinada, Determinada, capacidade de viver o momento, de não tá pensando se eu perder ou se eu ganhar, jogar aquele ponto em cada momento, eh, fez total diferença no desenvolvimento dele como como atleta, né? Vamos ouvir um pouquinho ele aqui. Tem um vídeo para vocês. O vídeo tá em inglês, mas tem a legenda em português. Então vamos lá, pessoal. Vamos ouvir. Prestar bastante atenção que depois eu queria ouvir de vocês também aquilo que para vocês chamou atenção, que tocou Você nesse vídeo. Vamos lá. [música] PR a mindsent [música] you have [música] point
on you have nothing to like it's okay to lose but you still want it badly was younger everything was new [música] in the candy store. >> [música] >> difficult times at times it [música] was always difficult was good also and Realized that mental toughness mental strength was one of the most important key factors for successful career [música] especially for the long term and I was able to achieve that so it's one of the things I'm actually most proud of the [música] and the will in the beginning when you're young is very important drive that you
actually even after being defeated to [música] come back and go back and hit against the wall against the C like I did and again Another practice I think that's really important in the beginning and then eventually hard work is key >> n para mim esses esses momentos quando eu ouço esses grandes campeões falarem eh traz para mim grandes insightes Ah, pessoal, o que que o que tocou você? O que que chamou a atenção, ã, de vocês? Qual foi o ponto que mais chamou a atenção? Onde desse vídeo da sua vida como atleta ou como treinador
ou como Psicólogo esportivo, como pais? Ã, o que que realmente te chama a atenção? Para mim é muito muito muito forte a questão ã do da decisão. Quando a gente decide, né? Vou até colocar aqui, ó. decisão é uma coisa importante. Ele ele um determinado momento da carreira ele decidiu, é o que ele fala nesse vídeo, que ele tinha que ter um mental mais forte, ele tinha que se comportar, ele tinha que ter uma estratégia, ele ele Decidiu mudar aquele jogador emocional para um jogador muito mais eh capaz de regular as emoções. E ele acreditou
que era possível, né, que é o segundo ponto, acreditar. acreditar. Quando eu falo de ambiente, eh, todo mundo tem que acreditar, não é só o atleta. Ele deci, ele ele entendeu, para mim chamou muita atenção, que é OK perder, não é um problema. Normalmente os grandes medos dos atletas, quando eu trabalho aqui nas mentorias, né, de atletas online, eh, Todos têm muito medo de perder. E quando esse medo de perder se transforma num desejo de ganhar, mas a gente começa a coordenar aquilo que a gente pode controlar, os resultados começam a aparecer muito melhor e
a pressão ela tá lá, ela existe, mas ela se torna menor porque a gente olha menos para ela, a gente olha muito mais para aquilo que a gente quer muito, que é um rendimento melhor. E aí, obviamente, a resistência mental, a resiliência, a capacidade de Lidar com esses problemas, ela aumenta. Outra coisa que me chamou atenção, ele colocou ali praticar, né? Praticar, trabalhar duro, eventualmente trabalhar duro. Que que é isso? Claro que ele trabalha duro todo dia, mas trabalhar duro não é ser maltratado, não é ter um ambiente duro, é você se dispor a trabalhar
de forma muito intensa, diferente de um ambiente hostil, né? O treinador, lembra, ele tem, ele forma campeões, ele forma Líderes. Então, a gente tem que ser firme, tem que falar a realidade, mas de forma a motivar o jogador, né? Estar focado em no que realmente importa, né? Não ficar pensando no passado ou o que vai acontecer. Eu falo, eu costumo dizer e usar com os meus atletas e quero compartilhar com vocês aqui. Eu falo que eh a gente usa um método que chamado método Kia. que é o que importa agora. Não adianta eu chorar pelo
ponto que eu perdi ou ficar vibrando ou chorando pelo Resultado que vai acontecer. Que que importa agora neste ponto que eu vou jogar, nessa apresentação que eu vou fazer, nessa semifinal que eu vou jogar nesse momento. Então, estar no momento, né? A gente fala muito sobre flow quando a gente fala sobre desenvolvimento e a capacidade de performance. Então, estar no momento, se divertir, curtir, é muito importante. Eh, essa é a minha terceira palestra em congressos eh do atleta campeão, ã, que é para mim um grande Prazer e honra. Todas as vezes que eu fui palestrar,
eh, e teve outras aulas também nas na pós e conversas e bate-papos, sempre o Lucas fala para mim: "Divirta-se", né? Divirta-se, professor. Que que é divirta-se? é você viver o momento, é você tá ali, você curtir, porque é esse que é um dos grandes fatores do flow, né, que é o estado de rendimento. Grande estado de rendimento. Vamos entender um pouquinho sobre os atletas, né, o que faz a Diferença, qual é a grande diferença entre jogadores profissionais e jogadores júniores? jogador profissional aprendeu a se concentrar em estar em um momento e ter um planejamento eh
muito muito mais que jogadores júniores. Não é porque ele se tornou profissional, é porque durante Júnior ele trabalhou isso para poder se eh se tornar um profissional. A dedicação, a intensidade, o estar no momento, eh a ativação é muito mais Alta. A antecipação, a capacidade de perceber coisas que vão acontecer antes mesmo de que elas aconteçam pela experiência promovida em torneios anteriores e nos treinamentos é gigantesca. Uma das capacidades mais incríveis para jogadores de tênis, o tênis é um esporte de erro, a gente jogando melhor tênis da vida, a gente vai errar. Então, aprender a
tolerar o erro e aprender com erro, transformar o erro numa oportunidade de melhor e Desenvolvimento é fundamental. A capacidade de se esforçar, de entregar tudo, de lutar ao 100% durante um tempo mais longo, é gigantesca dos jogadores profissionais, mas se aprende como júnior e a capacidade de compreender o jogo, compreender a modalidade que você tá disputando. Então, quando você compreende, quando você entende, isso dá uma paz gigantesca. E eu falo que uma das coisas da fortaleza mental é o conhecimento. Quanto mais a gente Conhece, mais tranquilo a gente pode ficar. Seente traçar um paralelo quando
a gente tem uma prova ou quando a gente tinha uma uma prova na escola, no colégio, na faculdade, intenção que isso nos traz e tudo mais. Porém, quando você estudou bem ou quando você treinou bem no na questão do esporte, essa tranquilidade ela é maior, não é? Quando a gente sabe que a gente tá fraco, eh, a tranquilidade ela diminui. Então, treinamento mental tem a ver com muita Realidade, muita verdade ali no meio. Ã, e essa fotinho aqui, né, que tem um monte de Roger Feather em diferentes estágios do desenvolvimento dele. Minha pergunta para vocês
é: isso é algo que a gente traz de berço ou é algo que a gente constrói? Essas capacidades que a gente acabou de falar? Eh, claro que existe predisposições, famílias que são esportivas, entendem provavelmente muito mais ou aquelas que são totalmente desconectadas do esporte, às vezes Pressionam menos, mas mais do que trazer de berço é treinável, a gente constrói. Então é nossa responsabilidade como treinador, pais e atletas, né? Mas no final da história, quem a gente treina? Para que treinamos, né? Quais são as ferramentas e quem são, né, as pessoas que são treinadas por nós?
Número um, são atletas, né? Olha só, a mecânica da corrida, tanto faz se você é o Wisenbolt, se você é o Roger Feather, A mecânica de corrida é muito parecida. Então, a gente treina para atletas, mas antes de ser atletas, são pessoas. E essas pessoas têm que ser treinadas com os valores. Valores é uma coisa inegociável. a gente tem que trabalhar e funcionar super bem. E é dentro do treinamento, dentro da família que a gente trabalha isso, né? Outra questão que a gente trabalha muito são a é a integridade, o respeito, eh comportamento, né? Ah,
comprometimento, Empatia, resiliência, paixão pelo esporte, humildade de entender que você está num processo de aprendizagem, né? e uma qualidade que é a busca da excelência. Buscar da buscar excelência não é buscar perfeição, é buscar a melhora dia a dia. Isso são valores que atletas têm que ter internamente deles, mas isso são questões pessoais. Já competências de atleta, disciplina, determinação, resiliência, foco, trabalho em equipe é muito importante. Tênis é um esporte individual, mas se você não souber trabalhar em equipe, treinar bem com seus parceiros, treinar bem com seus treinadores que tem o fí treinador físico, treinador
tático, treinador técnico, eh, treinador mental, tem muita gente na equipe, eh, se você não souber trabalhar com todos esses em harmonia, fica muito complicado. E aí vem uma das habilidades importantes, é a adaptabilidade, tanto a esse convívio quanto aos locais que você vai jogar. Quem sabe sobre tênis vai entender que são vários tipos de quadra, não só piso, quanto altitude, quanto variação de coberta, descoberta. Ou seja, você tem que ser muito hábil a se adaptar. E como forma isso é o que a gente vai conversar em seguida. Inteligência emocional, ser capaz de solucionar problemas e
situações de forma sábia. a trazer benefício para você. É muito fácil criar um jogador que tá super bem e de repente tem algum problema, um árbitro que fala Algo diferente, uma torcida estranha e vai embora. Tem que ser muito inteligente para lidar com essas situações. Persistência dia a dia do atleta não é fácil, né? O sucesso ele não vem de um dia pro outro, ele vem de acúmulo de um monte de, entre aspas, fracassos ou mini sucessos e buscas incessantes através de eh buscar essa alta performance e aí a gente conseguir ter essa essa realização.
Mas é só com persistência, disciplina, capacidade de Lidar com a pressão, momento de pressão na vida e no treino e em casa e principalmente nos jogos. Mas dizem os grandes campeões que pressão é privilégio. Você ter a capacidade de ou ter a oportunidade de passar por um momento de pressão. Isso é um privilégio. Então, se você lidar com a pressão como um privilégio de você tá disputando algo que se você treinou e tudo mais, isso também já alivia um pouquinho esse esse essa questão que Existe, mas é treinável, né? O que é sensacional. Seguindo aqui,
como a gente trabalha isso, como a gente treina, né? Vamos entender um pouquinho o ciclo da performance agora. Vamos lá um pouquinho mais para para dentro, pro mental, como a gente funciona. Primeira coisa que comanda, nos comanda, tá, é o pensamento. Eh, nós pensamos, nossos pensamentos moldam as nossas emoções e reações diante a desafios. Pensa bem, se você pensar em algo que tá triste, você sente com menos energia. Se você tiver coisas ruins em mente, você fica mais chateado, menos motivado, menos energia, você cai já. De repente você chega em casa super cansado, exausto, mas
tá lá seu filhinho pequeno, seu cachorrinho ou uma música que você adora ou algo que é muito legal, que você gosta de fazer. H, você já muda completamente esse estado só porque você pensou, você viu Algo que é legal. Acordar cedo às vezes para trabalhar a gente fica, ó, desanimado. A não ser que você ama o que você faz, como eu amo muito o que eu faço. Mas às vezes para viajar, acordar cedo de madrugada, pegar um avião de férias, já muda tudo. Na verdade é a forma com que a gente pensou. E esse pensamento
leva a gente a ter sensações, emoções diferentes. E essas emoções vão determinar nossas atitudes, a energia, o foco, né, totalmente influenciado numa Direção de fazer essa ação com maior ou menor qualidade, não só física, também energeticamente. um monte de questões energéticas internas. Quando sua mente, seu cérebro entende que você, você pensou que você vai fazer algo especial, ele vai usar as melhores energias e capacidades que você tem. Quando você pensou que é algo que é chato ou você tá com medo, as energias, todas as as enzimas, tudo que você tem internamente para para utilizar paraa
sua ação Competitiva, ela vai ser diferente simplesmente porque você pensou diferente, aí você passa a sentir diferente também. Ah, e aí os seus comportamentos, as suas ações que vão determinar logo sua performance também mudam. Os comportamentos eles são consistentes e produtivos, são frutos dessa regulação emocional. Por isso que é tão importante, número um, cuidar daquilo que você pensa. Quando você vê um problema, se você sabe a solução, Isso te tranquiliza e seu comportamento muda. Se você olha o problema e fica, uau, estressado com ele, normalmente seu comportamento vai ser muito diferente e sua capacidade de
solução de problemas vai diminuir bastante e isso automaticamente influencia muito a sua performance, que é onde a gente tá trabalhando, né? Os estudos em neurociência demonstra que estados emocionais positivos ativam circuitos cerebrais ligados a aprendizado, a Tomada de decisão eficiente. Ou seja, você vai buscar os seus conhecimentos e práticas anteriores. Ou seja, você vai reagir muito melhor frente a situações importantes, enquanto emoções negativas podem comprometer performance e ativar o eixo de strress, onde você, na verdade não rende mais, tem um rendimento muito pior, né? Técnicas ideais para melhorar isso são técnicas de coaching, psicologia aplicada,
mindfulness, eh, visualização, autorregulação emocional, Né, respiração ajuda a promover estados emocionais mais positivos, potencializando a performance. Tudo isso para que você possa estar tranquilo e pensar melhor. Então, vamos lá. Se a gente pudesse resumir o que a gente entrou até agora, aprender a pensar e ter um ambiente que te faz pensar e acreditar que você é capaz e tudo pode ser possível de se realizar, tudo que vem depois, os seus sentimentos, os seus comportamentos e naturalmente sua Performance pode ser muito maior e melhor, não é? Vamos lá, entendendo um pouquinho de novo, né? A chave
de uma performance de alto rendimento é a conexão entre a mente, as emoções e as ações. Isso, né, a gente vai entendendo e vai criando. OK? Se eu entendo que isso é o que vai formar e melhorar o rendimento do meu atleta, como eu vou formar o meu treino? Qual é o pulo do gato? Que a gente tá falando que aqui nos Estados Unidos e no mundo tem uma Metodologia diferente que faz com que a gente consiga treinar bem todos os dias e render muito melhor? A gente entendeu que o pensamento é o chefe e
o caminho é a entrada no flow, nesse estado emocional de rendimento, onde tudo funciona e o tempo passa rápido, o esforço é menor, a sensação de esforço é menor. Então vamos entender um pouquinho metodologia linear, que é uma metodologia tradicional, eh onde a gente trabalha objetivos específicos com um Foco muito muito muito maior em técnica, na qualidade técnica, na execução. Normalmente essa aula dá as boas-vindas, que são as saudações, um aquecimento geral, não um aquecimento específico. Normalmente uma corridinha ou algo de mini tênis, que é jogar tênis num espaço menor. Tô usando aqui, pedindo licença
normalmente, pessoal. Vou usar o o o meu mundo aqui, o mundo que eu conheço e vivo há mais de 30 anos, que é o mundo do tênis do tênis. Treino técnico variado, onde se muitas vezes se trata de trabalhar muitas coisas ao mesmo tempo, não tão específico, normalmente de um ambiente que a gente chama de bola morta, que é um ambiente não tão específico que treina o timing, que são lançamentos de inúmeras bolas e o treinador vai dando comandos, muitas vezes comandos variados, eh, e conectados a à última ação, não necessariamente conectados ao último feedback.
Muitas vezes ele fala, Vamos lá. Uma das técnicas de treinis é terminar o golpe mais alto para que você possa jogar a bola com um pouco mais de de de shape ali, de curva para ela passar a rede e cair. Então ele fala essa vamos lá, termina mais alto. O jogador vai lá, termina mais alto, mas ele bateu um pouco tarde a bola e deveria bater um pouco mais na frente. E aí o treinador já vai bate mais na frente, ele vai lá, consegue bater mais na frente, ele já fala outra coisa que é Chega
melhor, chega mais rápido, prepara antes. Mesmo que o treinador não cometa esses erros, que são erros de de foco do próprio treinador, que gera um problema de foco e feedback pro aluno, mesmo que eles tenham foco, esse treinamento ele é muito ligado à questão técnica, tá? Não tanto a questão do jogo. E aí se treina saque meio que para treinar e meio para aquecer para um joguinho final, tá? Jogar pontos, games, tie breakes, coisa Assim. se despede. Tchau. Muito obrigado. E essa questão, ela é muito ligada à questão técnica, como tá aqui, ó, observação, eh,
muito mais a ligado a melhorias técnicas, não a ensinar a jogar, tá? Essa metodologia, o que que ela traz? Essa estrutura de treinamento, ela é mais sequencial, ela é técnica isolada, ele é versus tática, não tem uma ligação conectada à tática na maioria das vezes, tá? e ela é focada na repetição. A comunicação tá Muito ligada à comunicação direta, comando do treinador. As vantagens, você consegue trabalhar habilidades técnicas com maior precisão e ter um desenvolvimento técnico, mecânico muito melhor, ou não necessariamente melhor, mas mais rápido do que o próximo método, que é o método moderno,
que é o método não linear. as desvantagens, pouca adaptação para situações abertas de jogo real, onde você tem que tomar eh decisões. Naquele momento, ele tá sempre Sendo coordenado e comandado pelo treinador, gera um menor engajamento e uma menor criatividade. O jogador sempre tem que estar seguindo aos comandos, os resultados no rendimento, né? Habilidades técnicas bem mais definidas ou rapidamente definidas, porém limitadas a execuções mecânicas e ambientes seguros e previsíveis. O jogo ele é seguro e previsível ou ele é muitas vezes agressivo, te coloca impressão em situações difíceis e onde Você tem que ler, perceber
e se adaptar, né? Aí a gente vai vendo que de repente esses problemas mentais, emocionais dos jogadores talvez seja causado até por esse ambiente, esse entorno de treinamento. Na competição, baixa eficiência em situações imprevisíveis, porque toda a previsão dos lançamentos do treinador era fácil. Depois ele tem que ler, perceber, entender onde melhor jogar, onde eu tô, onde o adversário tá. Ele não trabalhou nisso, ele não teve essa conexão, ou seja, gera uma dificuldade de encontrar soluções porque não foi treinado. Não porque ele não é capaz, mas ele não foi treinado nesse sistema linear de treinamento.
fatores mentais. O foco é muito ligado à execução técnica, menor pensamento tático, baixa autonomia, alto grau, obviamente, de frustração, porque a gente foca muito mais naquilo que a gente erra, você não consegue resolver Problemas e aí obviamente a motivação começa a baixar e você começa a ficar irritado e gerar esses problemas. Então, se vocês aqui são alguns psicólogos ou treinadores e já encontraram esse tipo de comportamento no seu atleta, muito provavelmente eh você tem que dar uma olhadinha como é que está sendo esse treinamento do seu jogador, né? E obviamente quando a gente trabalha essa
parte interna desse formato, a gente tem sim um uma melhora, Uma fixação muito legal no caminho mecânico, naquela memória motora, né? esse caminho cerebral, essa conexão neural, ela fica muito mais fortalecida, mas ela não tem uma uma neuroplasticidade que essa desenvolvimento de várias vários caminhos neurais eh ele é muito menor por conta de que não se trabalha tanta variação e soluções, se trabalha muito mais mecanicamente execuções de repetição. Claro que é importante. Quais São os problemas desse método, né? a falta de autonomia em pensamento crítico. Lembra que eu falei, os melhores treinamentos, os melhores pais
do planeta são aqueles que criam pessoas autônomas, que sabem resolver problemas. Alto nível de ansiedade e medo de errar, porque sempre estamos focados na mecânica, ao invés de na solução de problema. Ã, falta de inteligência emocional e controle dos pensamentos, porque não é treinado. O treinador Costuma solucionar para você e te dar as ordens, né? uma despendência excessiva e automaticamente, se eu dependo muito, eu tenho menos coragem. Lembrando que coragem eu sempre falo que não é a ausência do medo, mas é uma questão que complica um pouco, tá? Baixa confiança ao competir. Então essa metodologia,
sim, ela é ou parte dela, a gente pode usar ela lá dentro, a gente vai ver lá na frente, eh, de uma metodologia moderna e não linear para desenvolver Essa parte mecânica ideal. Porém, ela não pode ser o todo. Ela tem que ser parte do desenvolvimento do atleta para que ele seja mais completo e capaz de competir. Bom, e aí aí gera uma dúvida. Poxa, se eu tô aqui trabalhando, lindo minha técnica e tudo mais, e agora como é que eu desenvolvo, né, essa mecânica melhor junto com a capacidade? Quais são os fatores que realmente
fortalecem o atleta para competir? São muitas vezes os fatores mentais. Se eu não tomo Decisão, não participo da decisão, não sou perguntado, não participo de nada do treino, será que eu tô treinando minha mente? Eu só tô treinando a repetição e a execução de movimentos, né? Então, como eu faço para fortalecer e para exercitar eh esse cérebro? Então vamos entender o funcionamento interno de esportes, de habilidades abertas, que são habilidades abertas quando a gente tem que ter percepção, quando não é só repetição, quando não é um esporte que a Gente chama de esporte cíclico, onde
eu sempre faço eh as coisas muito parecidas ou repetitivas. Então vamos lá. Primeira coisa que tem quando a gente trabalha com esporte de habilidades abertas são estímulos variados. Ou seja, eu tenho que ler, eu tenho que perceber. Então aí essas cores diferentes é porque eu só consigo reconhecer e perceber algo se eu já conheço. Então oferecer questões diferentes, coloquei colorido ali junto com as pecinhas do quebra-cabeça dentro Do cérebro dessa imagem, porque quanto mais variações eu tenho, mais capacidade de eh mais eu conheço e aí mais capacidade de reconhecer. Então, aquele treino que só repetia,
eh, será que ele dava capacidade de reconhecimento ou de conhecimento de uma coisa só ou de poucas coisas, né? E aí isso vai gerando também tensão. Eh, a partir daquilo que eu reconheço e daquilo que eu percebo, eu decido, eu interpreto aquilo que eu recebi. Então, eu tomo a decisão tática, Estratégica, mecânica, daquilo que eu vou fazer. A partir daí que eu decidi, eu interpretei, eu vou executar, eu vou, vou trabalhar a minha ação. Pensando que esse é o estímulo, esse é o ciclo, né, do esporte. Eu recebo um estímulo, eu reconheço, percebo, tomo uma
decisão e vou pra execução e aí eu tenho o feedback, né? E aí eu vou fazendo isso como um ciclo. Quais desses fatores não estão sendo Estimulados lá naquele método linear? são os fatores que na minha percepção quando a gente trabalha com tênis, um esporte de habilidade aberta e entre outros, é a percepção de reconhecer e interpretar o que faz um jogador ser muito mais efetivo, capaz de solucionar problemas. Então, essa capacidade especial de um campeão, eh, se eu reconheço rápido, se eu tenho muitas experiências, um treinamento variado e uma conscientização do que eu Tô
fazendo, o que que vai acontecendo? Eu vou ter a capacidade de antecipar. Antecipar é ver, prever antes o que não, uma antecipação parcial. Eu sei o que não vai acontecer. É uma uma antecipação total. Eu já entendo o que pode acontecer quando o jogador tá naquela parte, naquele corner ali, naquela esquina, eh, ou quando ele tá naquela situação. Eu já estou consciente porque eu reconheço, eu já fiz isso muitas vezes, eu já passei por situações assim Muitas vezes, então eu me antecipo, me posiciono melhor, escolho melhor as jogadas. O processo de tomada de decisão, ele
é muito mais efetivo em jogadores mais experientes do que em jogadores mais novatos. Mas vamos lá, experiência não está ligado só a anos de prática, tá ligado à qualidade da variação e do entorno do ambiente que esse atleta foi colocado, não é? E qual é o qual é o segredo, né, de pegar todas essas criancinhas aqui e torná-los Campeões de verdade? O que que a gente pode fazer? Existe alguma fórmula, professor? Eh, sim, existe. Primeiro criar um entorno seguro, propício para transformar esses sonhos desses jogos atletas em realidade. Então, número um é a gente acreditar,
a gente se dedicar e gerar práticas efetivas de que possam desenvolvê-los. Se a gente acredita que é possível, número um, acreditar é o professor, é o psicólogo, é o preparador físico, é a família, é o atleta. e a Gente colocar as horas, o coração, o físico, a dedicação nisso e práticas inteligentes, a gente sim pode transformar essas criancinhas lindas, fofas, que de repente aqui eram apenas crianças nesses grandes campeões aqui, Jokovit, Maria Xarraapova, Rafael Nadal, Stan Vavrinca, Roger Feder, Kin Chicori, Serena Williams, And Mory, ã todos esses jogadores, eh, Muguru já impressionantes já da história.
Existe Essa forma? Sim, ela existe. Qual é? uma equipe forte e positiva. Forte e positiva, ou seja, capacitado com uma mentalidade eh positiva de crescimento. compreender os componentes que formam um atleta vitorioso, tanto físicos quanto mentais, nutricionais e tudo mais, a gente tem que entender do ser do ser humano, aplicando uma uma estrutura metodológica alinhada a um planejamento estratégico para a formação dos campeões. minha Experiência aqui com o Gab Haramilho, que formou, por exemplo, Xarraapova que tá aqui, ele ele trabalhou, Serena Williams, ele tá trabalhou Kini Chicor, ele trabalhou Roger Feder treinou com ele algumas
semanas também, só que nessa foto já tem quatro atletas que passaram pelas mãos dele. E ele fala que o planejamento, né, o a periodização, conhecer o atleta, ter a capacidade de entender o que e quando trabalhar e tá ligado como um GPS é fundamental e é um Dos treinadores mais efetivos do circuito. Vamos lá. Muita coisa legal para passar e o tempo vai. Então essa equipe forte, o que são? Treinadores capacitados, pais comprometidos e educados. O que que é isso? faz parte do trabalho do treinador treinar os pais. A gente fala assim: "Nossa, mas os
pais e tal, muitas vezes a gente reclama". Mas são eles que trouxeram filho pro esporte, são eles que financiam no primeiro momento o o Jogador e eles quando não educados estão dando todo o apoio, todo o amor, toda a intensidade de querer fazer acontecer sem saber como. Então não é porque eles estão jogando mal na equipe, é porque eles não sabem. Então, é parte nossa como treinadores educá-los. Eh, parabéns aos pais que provavelmente estão aqui assistindo também. Estão sendo educados para melhor influenciar e ajudar seus filhos atletas, né? Eh, e atletas motivados. O que dá
a motivação É ter um caminho, né? esse crescimento, desafios positivos, valorizar mais o esforço do que o êxito, do que o sucesso. A capacidade de treinar, a capacidade de você se esforçar, ela é muito maior e importante no desenvolvimento, na formação de jogadores, do que ter êxito. Claro que ter êxito motiva. Então, saber estruturar o seu treinamento com desafios adequados, onde você não vai colocar o desafio pro Dokovit lá, Criancinha. tá batendo com a raquete errada em aberta no começo e de repente acertou a bola, uau, excelente. Depois lá na frente fazer isso já não
é tão bom. Então, a gente tem que entender qual é o desafio adequado pro momento para manter a motivação e manter manter esse atleta funcionando. Vamos falar sobre alguns dos componentes, né, aqui que os atletas devem devem ter para se desenvolver e para conseguir performar com uma qualidade de alto alto nível. Número um, coloco aqui a coragem para mim e pro Gabe Haramil é um dos fatores mais importantes. Eh, como eu disse anteriormente, coragem não é falta de medo. Coragem é você saber o que você tá fazendo, ter certeza daquilo que você tá buscando. Coragem
não é esse salto que o Gael Monfiso está fazendo. É você praticamente ter clareza do que você tá fazendo e ir pro 100%, ir pra sua melhor capacidade com a sua decisão. que isso é treinável através de reforço positivo. Lembra que a gente estava falando ali atrás? Então, desenvolve coragem quem é confiado, quem tem conhecimento. Então, coragem é um dos fatores primordiais. Disciplina, né? Ela é fundamental, tá lá, ter seu horário, ter sua capacidade, disciplina, rotina são fatores que fundamentais pro desenvolvimento do atleta. Espírito de luta, foco, confiança, tudo isso são produtos, né? são partes
da fortaleza mental que é composta em acreditar num atleta e no Sonho dele, tanto ele quanto a equipe, eh ter um treinamento integral, onde trabalha físico, tático, técnico, mental, tudo junto e desenvolver a autonomia para que o atleta possa resolver problemas. Eu nos meus treinamentos mentais falo muito sobre o arrumar a cama, tirar as coisas da tirar, né, o prato da mesa, colocar na pia, lavar a louça, coisas do dia a dia, onde você vai percebendo que você é capaz, o que é tão difícil hoje em dia. Não é que quem não faz não chega,
não é isso, mas são fatores tão bacanas que vão mostrando para você e pro seu cérebro que você é capaz de solucionar que coisas do seu dia a dia que na hora de você competir, seu cérebro já te conhece e sabe, você é capaz, você pode fazer. Então às vezes simples atos fazem diferentes gigantescas, né? E como é aplicar esse planejamento, essa metodologia, essa estratégia que a gente falou tanto e que é na verdade, né, a o Grande forte da nossa palestra aqui. Essa estrutura de treinamento, ela tem que ensinar o jogo, ensinar a modalidade,
ensinar os problemas possíveis, girar, gerar esse ambiente, ter um foco, mais do que o foco no treinador, como linear tinha, é o foco no atleta e uma comunicação mais positiva e poderosa, assertiva, né? Esse é como formar campeões, você ter essa esse ensino muito mais focado no jogador, muito mais focado no atleta e No ensinar a jogar a modalidade que você trabalha ou a performar na modalidade que você faz passo a passo. Vamos lá pra pra estrutura dessa desse desse método que a gente chama de método não linear. E ele é representado aqui por uma
ampulheta, né, por um relógio de areia, tá? Essa ampulheta, ela mostra uma parte mais aberta, uma parte mais fechada, uma parte mais aberta. Vocês vão ver que nessa parte fechada a gente vai trabalhar aquele método, aquele método Linear, onde a gente trabalha especificamente numa mecânica ou numa tática. Mas antes disso, olha só como a gente, opa, fiz errado aqui, perdão. Eh, olha só como a gente começa o nosso trabalho. Número um, toda sessão de treinamento, ela tem uma situação específica de jogo. Seja ela jogar no fundo da quadra, no tênis, seja ela trabalhando com o
saque, trabalhando com a devolução do saque, trabalhando com o ataque ou a defesa, trabalhando indo pro Voleio, pra rede ou recebendo o jogador. Então, ela é ligada a uma situação tática, não a uma situação técnica. Claro, eu posso ter meu objetivo técnico, mas eu conecto ela com o jogo. Próxima parte que para mim aquilo que eu comecei, minha parte falou: "Olha, não, depois que eu descobri isso, eu nunca mais tive um treino ruim". Eh, essa parte aqui, ó, um início positivo dos treinamentos e introdução do treino. Que é esse início positivo, pessoal? é falar Para
o atleta e com o atleta, conversar com ele sobre as últimas eh execuções ou treinamentos ou competições que ele fez bem. Então, começar lembrando algo positivo que traz para ele um espírito, uma energia, eh uma uma dopamina ali extra para que ele renda melhor no treinamento. A partir daí conectar isso com um aquecimento não eh geral, senão que ele é específico psicofísico, onde ele tem que resolver situações, onde ele tem que fazer marabarismos, questões Ligadas a essa situação. Se eu tô trabalhando saque, eu tenho que trabalhar algo de arremesso. Se eu tô trabalhando recepção, eu
tenho que me posicionar para receber essa bola. Eh, coisas que vou trabalhar depois, onde eu posso avaliar, onde eu posso aquecer, jogar e ter um jogo avaliação. Mesmo que eu já saiba o que eu quero fazer, eu vou ter esse joguinho. Pessoal, estamos vamos finalizando aqui. Eu sei que deu aí uma hora, claro, um pouquinho menos Depois da apresentação, mas vou vou caminhando aqui pro pro final pra gente entender bem e depois a gente abre se houver tempo para perguntas, tá? Bom, esse jogo ele é muito importante para reavaliar, para ver, >> oi, perdão. >>
A aula é sua, vai no flow. >> Vamos que vamos. Obrigado, Lucas. Pessoal tá amando, cara. O pessoal tá amando. >> Beleza. Obrigado. Eu não tô nem olhando Aqui, eu tô no flow total. Tô jogando a full. [risadas] >> Legal. Bom, então no jogo aberto, essa questão que a gente faz, aqueceu tudo, mas no jogo eu vou reavaliar o atleta, ou seja, eu vou começar o treino com um joguinho, sim, e carinhosamente chamando joguinho, mas é um jogo que acesse aquela habilidade que eu vou trabalhar no meu treino, porque aí eu e meu atleta, os
meus atletas vão perceber, eu avaliando e ele se autoavaliando aquilo Que eles vão ser trabalhados. Opa, que que eu preciso fazer? E a gente vai conversar, a gente vai se juntar, fazer o feedback, né? uma decisão mútua do foco e da motiva que vai gerar foco e motivação pro meu atleta. Quando eu decido tudo, eh, o atleta vai, vou fazer porque ele tá mandando. Não, eu vou fazer porque eu quero, eu vou fazer porque eu percebo, eu vou fazer porque eu sinto a necessidade, a minha entrega ao meu treino vai ser muito, muito, Muito maior.
Isso e essa dedicação, essa entrega é o que faz total diferença, que é o que eu comentei. Não tem treino mais ou menos, não tem jogo ruim, não tem treino ruim. Por quê? Essa conexão física e mental que o atleta vivencia trabalhando desta forma, começando pensando de forma positiva, tendo um objetivo claro no treino, sendo aquecido para aquilo especificamente que vai ser utilizado, podendo jogar alguns pontos mais abertos Ou mais específicos daquela daquele gesto, daquela situação tática que ele vai trabalhar naquela sessão de treinamento, faz com que ele se entregue, saiba as necessidades, não só
o atleta, mas você treinador também. Então muda completamente quando a gente vai treinar, que a fase de treinamento que tem a ver com aquele processo linear, olha só, ele tá lá envelopado de um monte de questões de clareza para o jogador e o treinador. Então, nessa Progressão de ensino, onde eu vou fazer os educativos para melhorar uma situação tática ou uma situação técnica de um gesto motor, uma situação de deslocamento, uma situação de posicionamento, aí podem haver várias e várias possibilidades. Porém, olha só, o meu foco tá dentro de algo ligado ao jogo. peguei o
jogo, cuidei daquele fator que ou tava funcionando bem, eu quero potencializar, ou não funcionava bem e eu quero melhorá-lo ou ensinar Algo novo. E a partir daí, deste trabalho, eu reconecto ele com o jogo. Então, uma fase de treinamento semiaberto de novo. Lembra do jogo aberto aqui, ó, nessa terceira linha? E aí o jogo semiaberto, onde a pessoa treinava, jogava fazendo aquilo que ela vai treinar, ela vai de novo jogar, mas aí ela é conectada com a execução daquilo que ele tava fazendo. A partir do momento que eu consigo executar aquilo que eu treinei, abre
o jogo e a Gente segue a partir daquele momento. Então eu pego do jogo, tiro aquela porção que eu preciso cuidar e melhorar, cuido dela e eu devolvo pro jogo. Então o atleta não tem uma diferença tão gigante nisso. E a partir do momento que dentro desse jogo semiaberto, que é parte treinando e parte jogando, você pode jogar de novo já com contagem, já com pressão. Olha aqui em cima que o jogo aberto, semiaberto ali, ele não tinha eh contagem. Ele é um jogo livre. E agora não, agora já o fator pressão emocional ele já
entrou. E aí vamos ver sob pressão se esse jogador ele ele percebe que ele tá conseguindo, ele chegou num num valor final de execução muito melhor do que o valor inicial, bem como eu quero reavaliar para saber se na próxima sessão de treinamento eu vou progredir ou eu vou modificar, né? treinamento igual, eh, não é legal fazer modificações. Lembra da plasticidade eh eh mental e e neural. A gente precisa Criar coisas. Então, fazer o mesmo treino com estímulos diferentes. Repetição não é sempre fazer a mesma coisa, é focado no mesma coisa, mas criar ambientes diferentes.
E com isso a gente vai fazer o quê? Um fechamento com feedback sempre positivo, sempre pergunta. O que foi bem primeiro? perguntar, né? Essa comunicação de perguntar e conectar com a próxima sessão. Falar: "Olha, o que que foi bom hoje, o que ainda não foi legal chama de Sanduíche positivo. Falo algo que foi bom e e comentamos mutuamente. Falamos algo que ainda pode ser melhor e conectamos com um final também positivo". Fal, mas a gente sabe que você é capaz. No próxima sessão a gente vai dar ênfase nesse nesse fator aqui e com certeza vai
sair melhor como o outro saiu melhor hoje também. Então, olha só, eh, a conexão não só física como mental, emocional conectada a uma sessão de treinamento que pode ser usada em todo e Qualquer esporte, mesmo que seja um esporte de habilidades fechadas. Se você tem essa conexão que prepara físico e mentalmente, trabalha e depois coloca numa situação de competição, você tá treinando todas as questões que você vai precisar usar quando você for paraa competição. Então a competição não vai ser mais uma surpresa. Claro que ela é diferente. Competir e treinar são coisas diferentes, não vamos
mentir, eh, vamos entender que são. Mas se eu também Enfrento pressão, resolução de problema, participo, eu vou estar muito mais conectado e fortalecido, tá? Então vamos aqui falar um pouquinho sobre essas vantagens, né, principais nesse método moderno, verdade? Eu vou passar essa daqui e vou fazer um paralelo entre as duas, tá? Gera muito mais saúde mental, tá? game based approach quer dizer o jogo, o o treinamento baseado no jogo e não técnica. Lembra que lá era baseado na Técnica, no linear? Muito mais saúde mental, você participa, você tá envolvido, você eh é ouvido. Muitas vezes
a gente sabe que muita gente que nos procura pro treinamento mental, que o atleta precisa muito mais é ser ouvido. O treinador às vezes fala, fala, fala, faz e não ouve. Que que esse atleta tem para dizer? É uma saúde mental super legal, participativa, autonomia e confiança, né? Por que que autonomia? porque você participa, você é Parte do processo, isso gera muita confiança, muita competência, porque eu sei porê e eu não faço só porque eu estou sendo comando. O foco é muito ligado no atleta, ou seja, ele se sente tratado como ser humano, como atleta,
isso gera uma confiança muito grande e uma conexão gigantesca entre treinadores e atletas, tá? E um avanço cognitivo muito maior é o entendimento. Eu não faço por ser ordenado, senão o que eu faço porque eu sei o que eu tô fazendo e Por e para que eu estou fazendo. Bom, vamos lá. Ã, só um segundinho. Vamos comparar aqui os métodos, tá? linear, que é aquele método tradicional, e o não linear, que é esse método moderno, que ao invés de ser uma setinha, que era o linear, é o método do da ah, como chama isso? Ourgas,
eh, ampulheta. Ah, vamos lá. Critérios, né? Estrutura do treinamento. Vamos. Sequencial, rígida, foco na técnica Isolada. Já no não linear, ele tá conectado a flexível, ele tem variações, ele é baseado no jogo e na integração de situações reais de jogo. Na parte de comunicação, comando direto do treinador no linear e no linear são diálogos, feedbacks colaborativos, perguntas, perguntas reflexivas. Pergunta reflexiva faz o jogador entender o jogo, tá? Isso gera uma conexão e uma capacidade de solução de problemas gigantesca e autonomia, como a Gente falou lá no comecinho da palestra, né? Quais são as vantagens? Eh,
consistência técnica na parte linear, a gente trabalha ela lá no miolinho do da ampulheta, eficiência mecânica. E na parte não linear, uma adaptabilidade, criatividade, autonomia e engajamento muito mais elevado. Desvantagens. pouca criatividade na parte linear, baixa adaptade adaptabilidade nas situações eh novas, em coisas Imprevisíveis. Ou seja, para jogar não funciona tão bem, mas para melhorar uma mecânica funciona muito efetivamente. Maior esforço inicial para aprendizagem, quando é não linear, dá mais trabalho porque ele é mais aberto, ele é ligado a descobertas, ele leva mais tempo, porém ele gera uma independência e uma confiança no processo muito
maior. resultados no rendimento. Execução técnica, ela é mais precisa, mas é Limitada a situações previsíveis que estão fora da realidade do jogo. O desenvolvimento técnico, tático e metal são integrados na parte não linear. Resultados na competição eficiente em situações estáticas e previsíveis. Quem é do meio do tênis ou do meio de esportes abertos sabe que essas situações estáticas e previsíveis são muito pequenas ou quase nulas. Ou seja, treinando de forma linear, você está treinando para treinar melhor, você está Treinando para bater na bola ou para executar melhor. Mas treinar para competir melhor e para performar
melhor tem que ser a parte mais não linear, porque ela te prepara com uma realidade muito maior. Preparado para render em cenários dinâmicos, imprevisíveis e ter muito maior resiliência, muito maior resiliência. você tá lá ocupado para solucionar os problemas ao invés de chorar porque não consegue executar um golpe, tá? Foco na execução, fatores Mentais e muito mais um desenvolvimento ã crítico. Você fica muito mais chato com você mesmo e muito mais olhando algo que não é ã o jogar, o criar possibilidades de vencer, senão que muito mais interno do que fazer. H, já do outro
lado, a gente estimula mais com não linear, ã, inteligência emocional, resiliência, foco e reflexão crítica. O jogador naquele momento, ele joga sozinho e ele é autossuficiente. No tênis, atualmente o treinador pode, em Alguns momentos, falar com o atleta. Até dois anos atrás isso era proibido, tá? Proibido mesmo. Então, vamos lá. Agora, eh, porém, vamos lá. O juvenil ainda é proibido e eu ã adoro essa questão do jogador ter que ir lá se resolver sozinho. Falo, quando a gente resolve algo que alguém poderia resolver, a gente tirou a oportunidade dessa pessoa eh se desenvolver ou aprender
ou crescer. Então, não resolva nada para os seus atletas. Por favor, deixe eles Solucionarem. atleta, filho, eh, ou você, se você é atleta e tá aqui assistindo, por favor, vai lá e faz por você mesmo. Pede ajuda, não é problema nenhum, mas procura solucionar antes de só perguntar. Eh, falt fatores eh neurocientíficos, a gente estimula o córtex motor primário nessa parte de ã repetição, tá? Com pouca plasticidade neural, você tem uma fixação muito legal e importante, mas é de uma situação fechada. Então tem menor liberação ali De dopamina e serotonina, que são os eh, vamos
lá, as energias de de que você pode ter de prazer e e desejo de executar as coisas. Já a ativação do do córtex pré-frontal e paretal estimula plasticidade neural, ou seja, vai aumentando a sua capacidade e e neuromissora. você vai tendo muito mais conexões e vai sendo capaz de resolver muito mais questões a hora que você tem que ser treinado ou na hora que você é treinado A solucionar, tá? Eh, maior liberação de neurotransmissores e recompensa e motivação são as dopaminas e as serotoninas. Ah, último slide que eu quero passar é essa questão que eu
considero a uma das mais importantes, se você já trabalha com essa metodologia, é a capacidade de comunicação. Então, do comando, na comunicação efetiva, de comando para diálogo, né? Uma das grandes vantagens é que estimula a autonomia, resultando em Maior confiança e segurança durante os treinos e competições. E na competição impacta na capacidade de tomada de decisões e a efetividade na solução de problemas sob pressão, os momentos decisivos. Feedback específicos e positivos reforça a confiança, acelera a aprendizagem. promovendo autonomia e tomada de decisões sobre pressão. Parece bem importante esses feedbacks, não é? Aumenta a motivação e
a capacidade de Adaptação durante a competição, tá? Você já treinou no treino, obviamente você pode levar para a competição. Desenvolve inteligência tática, né? Perguntas abertas, aquelas perguntas que você faz o atleta refletir sobre a tática, eh, contribuindo à resiliência e os desafios, erros e derrotas. você aguenta muito mais. Ajuda a pensar criticamente e adaptar táticas de jogo no tempo real. Quando você tá competindo, você percebe as ações do adversário e tem capacidade De se adaptar e ainda poder vencer. Comunicação não verbal é a sua, seu corpo, sua energia, a entrega do treinador cria muita conexão
emocional, reduz estresse e cria um ambiente positivo. Fortalece a sinergia durante as competições. Você tá lá com uma postitura e não, quando o cara erra, você faz aquela careta ou caramba, é importante treinar. Treinadores, pais que estão acompanhando as competições, tá? Eh, muito importante para gerar essa Confiança. Ah, e a escutativa, que é um poder, uma poderosa arma, fortalece a relação. O treinador pergunta e fica quieto olhando no olho, ouvindo o seu jogador. Isso é fundamental. Na metodologia linear isso não existe. Você vai comandando, tá? Então, essa mentalidade focada no crescimento do treinador, do atleta,
ela ela não é demonstrada se você não escuta. E a gente promove a escuta quando a gente usa essas perguntas abertas que estão Ali em cima. E o impacto na competição dessa dessa escuta ativa, ela fomenta um ambiente de confiança, onde atleta e treinador se confiam, tá? e o apoio permitindo uma comunicação clara durante os momentos críticos no treinamento e na competição, quando há possibilidade de comunicação, como hoje existe no tênis em vários outros esportes, é fundamental. Eh, aqui tem alguns casos de sucesso, mas eu vou vou passar por aqui. Eh, eu gostaria que a
gente Refletisse aqui, né, em técnicas para estruturar nossas sessões de treinamentos muito melhores na comunicação poderosa e benefícios mentais, eh, que geram a sabedoria tático-técnica. Gostaria que vocês ficassem ali inspirados para gerar e criar grandes campeões, moldando essa força mental de forma que o ambiente, o entorno, a metodologia que vocês usam, ela é muito mais eficaz e e compartilhada com os seus jogadores e Atletas, né? que você aplicasse esse conhecimento que você teve aqui, eh, e que você pode ter muito mais, você entrando na pós-graduação, você estudando conosco, sem dúvida nenhuma, você vai ter muito
mais ferramentas de fortalecimento para transformar a sua prática. Espero ter entregue algumas ideias e ferramentas. H, e quero convidar você a se desafiar, a estruturar melhor, né, seu treinamento e sua comunicação, melhorando assim e Fortalecendo o mental dos seus treinos e os seus atletas. Isso vai gerar, sem dúvida nenhuma, resultados muito poderosos. Lembrando que uma grande evolução eh começa com um pequeno passo, né? Siga esse rumo ao sucesso. Desejo a todos aí um ótimo trabalho e fica aqui o meu grande desejo de ter conseguido compartilhar com vocês eh boas ideias. Passei um pouquinho do tempo
aqui, mil desculpas, eh, mas sem dúvida nenhuma pela paixão que que eu tenho em Compartilhar com vocês a um desenvolvimento e uma possibilidade de de melhora na vida de cada um de vocês e dos seus atletas. Ah, provavelmente não tem tempo. Se tiver, eu tô aqui pronto para as perguntas. Grande Lucas. >> Tem tempo sim, tem tempo sim. Vamos, >> vamos pr as perguntas, Flávio, rapidinho, para de compartilhar aqui que eu quero só fazer já uma observação aqui com o pessoal. >> Eh, a gente tem um, a gente brinca aqui, Flávio, né, nos últimos congressos.
Eu sempre faço isso, acho que você já tá acostumado, mas aqui pros alunos que ainda estão aqui, o nosso objetivo é fazer com que os treinadores, os professores que estão aqui, ó, sejam que a Virgínia, é o mínimo. Então, olha só, sigam lá, ó, Flávio Marret, >> tá bom? Para quem gostou dessa aula e se contribuiu com você, eu tenho certeza que contribuiu muitíssimo, tá? E vamos Às perguntas. Vamos às perguntas. Antes da gente encerrar aqui, definitivamente eu tenho algumas aqui para você. A Fabi, Fábio, eh, o Fábio, na verdade, Flávio, ó, eu confundi, foi
tudo aqui agora. [risadas] >> Vamos lá. >> Ah, ela disse o seguinte, ó. como trabalhar se as frustrações das crianças e pais nas idades iniciais eh de iniciação, acho que ela quis dizer iniciação, eh visto que estamos em uma Fase de formas que são estão sendo educadas para não terem frustrações. pergunta eh como trabalhar as frustrações na fase inicial, >> já que >> a tentativa, já que estamos em uma fase de formação de crianças que estão sendo educadas para não ter frustrações, >> como que a gente trabalha isso, né, com atletas, com as crianças e
pais, né? A Pergunta dela é justamente talvez aqui o Fábio, tá? Tô, se o Fábio tiver nos ouvindo aí, pode corrigir se a gente tiver errado aqui, mas eu imagino que o Fábio seja treinador, viva ali na prática, poxa, o atleta se frustra, o atleta não pode errar porque o pai intervém, enfim. E aí ele tá perguntando como que a gente trabalha isso nos dias de hoje >> e principalmente para crianças que estão numa fase de inicialização. >> Legal. Primeiro, Fábio, super obrigado pela pergunta. Perguntas fantásticas. Eu amo perguntas práticas. Eh, todas as perguntas são
boas, mas as práticas ali são muito legais e realmente a gente encara isso no dia a dia, né? Eu vou responder em duas vertentes, tá? Número um, eh, defendendo a frustração. Eh, e, e frustrar não é algo ruim. Frustrar é a questão do aprender, né? Por que eu me frustro? Normalmente a frustração ela vem com uma expectativa Acima da capacidade do que eu tenho de execução. Então pode ser ã algo positivo, porque eu vou lá, eu experimento, eu não consigo, eu me frustro. Isso pode ser gerado no início do treino, pós aquela conversa positiva. Eu
vou lá, experimento, não consigo. OK, mas esa aí, você não consigu, vamos experimentar de outra forma. E eu como treinador gero um caminho guiando o jogador a conquistar e a execução positiva ou a ter o sucesso, o êxito Naquela modalidade. Eh, e aí obviamente essa frustração gera, opa, eu me frustrei lá, mas eu treinei e eu treinando agora eu consigo. Então ele entende que ele tem o passo, o ponto A, que é o inicial de uma sessão de treinamento, ele passa por um treinamento, um cuidado, que é aquela parte fechadinha lá da ampulheta, e depois
dali ele experimenta de novo e ele consegue, tá? Ah, se ele não consegue de jeito nenhum, tem dois Fatores aí. um fator primordial. Talvez eu como treinador e eu costumo gerar todas as responsabilidades em mim, porque eu só consigo controlar eu mesmo. Eu não consigo controlar resultados e nem eh os meus atletas, eu consigo controlar o meu treinamento. Então, se meus alunos não estão conseguindo, estão se frustrando porque não, realmente não estão conseguindo, talvez eu, como treinador tô pedindo demais. Eu teria que ter uma regressão de dificuldade nos Meus treinos. Eu falo que a gente
promove o com segue, separando as palavrinhas com segue ou o sem segue. O jogador que se frustra, ele vai embora. E não é dessa época, é de todas as épocas do planeta. Eu não, o ser humano ele fez, foi eh concebido a ter pertencimento. Se eu não consigo algo, eu sinto que eu não pertenço à aquilo, então eu vou embora. Então, gerar pequenos desafios onde Existe sim uma pequena frustração, porque eu não sei, mas eu posso aprender naquela sessão e melhorar, é fundamental. Porém, se essa frustração ela é muito grande, porque mesmo com a sessão
do treinamento eu não consigo perceber a evolução, esse é um problema estratégico de planejamento. Agora, indo por outra versão, eh a dificuldade de lidar com a frustração, eh, é uma das coisas que faz as pessoas serem, me entendam, medíocres, ou seja, Medianas. medíocre é mediano, não ser sú. Ser super é você passar por uma frustração e entender que persistir significa eh ter êxito. Então hoje não poder ter frustração é criar medíocres ou abaixo da média. Então a gente tem que tomar cuidado. Essa questão de se frustrar eh não é ruim. E olha só o poder
nosso como treinadores. Se a gente gera pequenas, entre aspas, frustrações, ou seja, o início do treino, questões que eu não sei, então eu não consigo. E Eu sei que é parte do processo de aprendizagem, porém eu faço um treinamento, um educativo que eu levo a conseguir. Eu tô mostrando que algo, eu não tô mostrando pro atleta é pro pai naquele momento. Eu tô mostrando pro cérebro e para tudo, pro entorno que eu começo não sabendo, mas se eu faço, se eu estudo, eu aprendo, se eu treino, eu melhoro. E eu tenho um resultado final muito
maior. Esse é o processo de aprendizagem e esse é o processo das Pessoas falam assim: "Poxa, mas Flávio, você tem muita paciência. Eu não tenho paciência, eu conheço o processo de ensino. Começa por um por um nível, mas tem que terminar num outro. Se não tá terminando no outro, é porque o treinamento tá eh desenvolvido de uma forma equivocada. A estrutura do treino ou a exigência tá muito alta. Acho que eu respondi. Muito bom. >> Dá falar uma hora desse assunto aí, hein? Ah, é, dá para falar uma hora Sobre esse assunto e e uma
a frase que eu acho que tem que gravar, olha, não é que eu tenho paciência, né? Eu conheço o processo de ensino. E eu acho que a essa pergunta ela vem ela vem muito eh contribuindo aqui rapidamente, né? Eh, quando a gente ah tá como atleta, a gente tem um gerenciamento de expectativas. O pai tem uma expectativa, o atleta tem outra expectativa, o treinador às vezes tem outra expectativa e aí o pai olha para aquilo e diz: "Poxa, parece que o processo de ensino tá sendo mais lento ou tá sendo devagar ou enfim". E às
vezes, por isso que eu acho que essa pergunta é fantástica e a sua contribuição, a sua resposta foi excelente, Flávio, mas eh eu acho que cada vez mais também trazer os pais para esse processo, porque eles também precisam de orientação nesse nesse aspecto. Muitas vezes eh a exigência ou essa eh não é nem todo pai quer que o filho desenvolva uma capacidade de Resiliência, todo pai quer que o filho desenvolva uma capacidade de poxa, de vencer os seus próprios desafios e tudo mais. Mas muitas vezes as expectativas, a os alinhamentos ali não estão sendo feitos,
né? E muito do que você trouxe aqui da aula de hoje é uma aula para ser revista assim, acho que umas três, quatro vezes. Dá para entregar, dá para integrar num processo de treinamento, mas também dá para pegar aquilo e dizer assim: "Olha, instruir os pais, porque Eu acho que é isso que eles precisam para poder ter esse alinamento de de expectativa e dizer: "Essa frustração, ela faz parte do processo de aprendizagem. E o pai entende que não, agora eu tenho que deixar ele passar por isso, eu tenho que deixar ele lidar com isso para
ele desenvolver habilidades para quando chegar lá na frente, o Roger Feder, como você mostrou aqui, poxa, como que ele lidava com erro, né? Como que ele Tinha, >> né? Então é muito boa, muito boa. >> É, você trouxe um aspecto fundamental que a frustração, e eu falo a a rainha, a chefe da frustração e a expectativa. Se a gente não tem uma expectativa correta, a gente vai ter uma frustração gigantesca e talvez não fácil de lidar com ela, não administrável, vamos falar assim. Mas se a expectativa ela tá correta, eh, a frustração ela é moderada
ou ela é talvez até inexistente, ela é Esperada, ela é temporária e a partir daí tem um desenvolvimento. Mas vamos lá, ó. Se eu não gero frustração, quer dizer que eu só tô fazendo aquilo que eu já sei. Sem frustração não há aprendizado, né? Porque não há não há conflito. Então, se eu quero algo novo, eu vou fazer mal feito primeiro, porque é novo, eu nunca fiz. Então a frustração ela existe. Então se eu quero aprender mais, eu vou ter processo de frustrações pequenas se a minha expectativa for de Iniciante para performance. Se eu já
quiser performance no iniciante, aí a frustração vai ser muito grande, aí fica complicado de lidar com ela. Mas é isso. Boa. >> Muito bom. Muito bom. A pergunta agora do clau, eu vou chamar de clau aqui, que é o nome um pouco complexo aqui, é maior isso, mas vamos lá. A frase da Raíça Leal, eu posso, eu consigo, eu mereço. Quando levou o título no último SLS? Por que ser tão jovem e colecionar Títulos? Como os treinadores trabalham com atletas abaixo de 17 anos? Eu acho que você já respondeu isso na aula. E assim, porque
temos uma maturidade em construção e brincam ao mesmo tempo no skate, né? Então acho que o que eu quis dizer aqui é como que eu vou separar, tipo, em que momento é cobrança, em que momento é performance, em que em que momento essa criança está se divertindo, em que momento essa criança está eh treinando para uma competição que é um Mundial, por exemplo. >> Claro. Eh, interessante, né? Ah, agora eu posso, eu consigo, eu mereço. É um mantra fantástico, né, que se treina. Eh, eu com todos os meus mentorados na psicologia aqui no coaching esportivo,
eu falo, inclusive ontem eu tive uma menina, uma carioca, uma fofa, que competiu aí um do Masters de da idade, né? São as oito melhores do ano e ela perdeu na final, estando ganhando de 64, 4 a 0 e ela perdeu e tal. Se ela se Perdeu e ela mesma reconheceu ontem na nossa sessão. Foi muito legal, mas a gente falou: "Bom, você usou o que a gente treinou?" Ah, ela não teve. E tem esse esse processo da tem o momento do eu posso, eu consigo, eu mereço, que é exatamente um pouco antes de você
entrar. Você tá fazendo uma conversa interna, uma conversa poderosa interna, se dando o direito e o merecimento de fazer. Mas isso não é lá na hora da competição, Isso ela já treinou, na hora que ela vai entrar na pista, ela tem que ter feito isso muitas vezes e ela só tá se reconectando com ela mesmo e com as performances que ela já teve. Agora, se o que ela vai fazer lá é o que ela já teve e se um processo de skate é um processo onde em algum momento teve que haver criatividade, tem que ter
diversão. Se eu tô num ambiente totalmente fechado, eu não crio. Se eu não crio, minha performance vai ser Muito linear, muito natural. Ela tem que tá curtindo aquele momento, mas se ela tem que tá curtindo o momento da da competição e com foco pleno ao mesmo tempo? Como será que deve ser o ambiente de treino? Ele deve poder eh propiciar essa diversão e criação? deve ter os momentos de maior liberdade. E dentro dessa dessa desse momento de criação, desse momento de ela ir lá e executar, não tem treinador analisando lá no começo da da minha
do meu da minha Ampulheta. E aí, opa, legal. Nossa, foi bacana. Olha o ponto positivo de novo. Bacana isso, só que não não funcionou. Como nós podemos funcionar? Então, vamos treinar. Vai ser um momento de trabalho que, entre aspas, é mais chato e é mais sério e é mais para um campeonato mundial, mas não é. Na verdade, ela tá envolvida com a emoção daquilo que ela criou ou que eles criaram juntos para fazer aquela execução. Então, na hora de melhorar aquela mecânica, ela vai estar Envolvida não com a chatece da execução, com a emoção daquela
criação que ela falhou. E ela tá num projeto maravilhoso, que é fazer funcionar o meu projeto dessa dessa performance. Então, a hora que ela for, ela tá se divertindo, ela tá trabalhando sério, tudo junto e misturado. Essa era a minha resposta. Sim, ó. Quando ela vai se divertir? Sempre. Quando ela vai trabalhar sério? Sempre. Quem disse que diversão e seriedade trabalham Separados? Eu me divirto, eu desfruto correr para caramba, ser mais rápido que o outro. Eu desfruto chegar numa bola que eu não chegava. E eu desfruto saber que eu não tô chegando, mas saber que
daqui 10 eu vou chegar melhor do que eu chegava na bola um. O golpe um, a execução um, ela não é melhor que a execução 10 nunca, né? Sempre vai melhorando. Não boa. >> Muito bom. Muito bom. >> Boa pergunta, Clau. >> Gostei. >> Boa pergunta. Muito boa pergunta. Tem mais aqui, professor? Só a rápida contribuição aqui. O acho que o seu slide 20 e o slide da ampulheta é o slide da, deixa eu ver aqui. Mas o seu slide 25, >> acho que é o slide 25 que você fala ali sobre a equipe forte,
né? Treinadores capacitados, pais comprometidos e educados e atletas motivados. Um dos uma dos gatilhos para entrar no estado de Flow, né, que é acho que a Maira tem uma aula sobre flow lá na pós-graduação, é o é o struggle, que é o é o trabalho duro, >> sabe? Então, muitas vezes a gente acha que o trabalho duro, como você bem pontuou aqui, o trabalho duro ele vai vir associado de, tipo assim, uma chatice ou algo que não faz sentido, que que o atleta não quer fazer. é muito mais uma construção, muito do que você colocou
aqui de nós como educadores, né, como treinadores, de buscar tornar o Processo apaixonante. Eu ouvi isso uma vez de um de um grande treinador que ele falava assim: "Cara, a os atletas de maior sucesso com quem eu trabalho, ele trabalhava numas das maiores academias que formava lutadores de UFC, são os atletas que se apaixonam pelo processo." E me diz uma coisa, quem que se apaixona? Quem quem é o responsável por construir esse processo? pais treinadores. E aí o atleta é é a a peça que tá ali, né? Então eu acho que é Muito de você
entender como eu acho que principalmente o treinador que é um pilar aqui que tá nesse à frente dessa construção, né? vamos dizer assim, como se fosse o engenheiro dessa construção, eh, de entender que assim, cara, como que eu faço para esse atleta se apaixonar pelo processo e não necessariamente é um apaixonar de que vai ser tudo fofo ou que vai ser tudo de qualquer jeito, mas é um processo que o atleta trabalha duro e ele reconhece as Vitórias dele. É um processo onde o atleta enxerga as frustrações dele e ele deseja melhorar. Então, muito do
que você colocou aqui naquelas fases da ampulheta, que eu acho que é o slide 33, que você coloca ali, olha gente, a preparação, o aquecimento, a avaliação, o feedback, o treinamento, a fase de conexão, a reavaliação e o fechamento. Então, muito do que você colocou aqui também, se alinhado a a um pouco do que eu estou respondendo aqui, pode sim Construir um processo onde o atleta ele ele se diverte, ele entra no flow, né, e trabalha duro ao mesmo tempo para aquilo acontecer, porque no final é como esse slide aí, estamos somos um time, né?
Então é, é isso. >> Você quer contribuir algo mais, Flávio? >> Não, é é fantástico essa parece simplesmente uma metodologia, né? uma estrutura, mas ela foi muito estudada, muito testada a chegar a esse ponto. E e como eu trabalho com essa metodologia já Ah desde 1998, eh não é uma metodologia tão nova momento, ela tava sendo eh >> foi quando eu conheci meu primeiro momento de contato com ela. Eu comecei, obviamente trabalhar muito mais forte com ela de 2004 para cá, ou seja, há 20 e poucos anos. Ah, eh, muda tudo. Eu antes trabalhava, obviamente,
com aquela metodologia linear e eu não deixo de usar o linear. O linear é aquele pedacinho fechado onde a gente trata, a Gente cuida. O linear não é ruim. Lembra que ele melhora muitas coisas? Ele melhora a execução, ele ele gera a parte da melhora, mas ele é chato porque ele é completamente diferente do jogo. Então, se você conecta o jogo à melhora, você gera motivação. Por que que eu vou treinar isso? Você acabou de ver, você acabou de experimentar, você acabou de tentar e não conseguiu na qualidade que você queria, você se frustrou, não.
Você gerou uma um um dado inicial que vai ser Tratado e você se acostumando a trabalhar, você já sabe que o final vai ser melhor que o começo. Então, todo dia a sua energia pro treino é outra. E não, e trabalha duro, sim, mas trabalha duro, apaixonado. Eu falo, esse amor, essa paixão pelo processo, eh, é um, é um dos maiores fatores que levam o jogador, porque, ó, esporte de alto rendimento, ele não é fofinho, ele não é saudável. O atleta se aposenta muitas vezes super quebrado. >> Aham. Porque ele vai além do que todo
mundo faz, porém ele acaba feliz, ele acaba com a medalha no peito, ele acaba com um processo de rendimento. E aqueles que não chegam a ser campeões melhores do mundo, eles aprenderam passar um processo do ser feliz e ser efetivo. Então ele vai ser um advogado muito muito bom, um médico muito bom, um empresário, qualquer que seja a áurea, muito bom. treinador espetacular, porque passou pelo processo E entende um pouco melhor, principalmente se ele se capacita, estuda como esses que felizmente tem uma mente aberta e e parabéns para todos que estão aqui e que vão
ouvir depois, que tão estudando e estudar. Eu nunca parei de estudar, né? Eu tô aí na na área há mais de 30 anos, tô lá, tô fazendo minha minha pós-graduação em Harvard, mas ah, tá fazendo em Harvard, não, tô fazendo também do atleta campeão e e estudar e e Cada dia, cada momento é um estudo pro treinador e pro atleta. A gente vive aprendendo. Eu falo, eu eu essa palestra já fiz ela algumas vezes, né? E cada vez que eu faço ela diferente, porque eu mudei. Ela pode estar com os mesmos slides, mas eu estou
melhor, eu estou mais experiente. Isso é com os nossos atletas também, tá? >> E tá mesmo, hein? E tá mesmo, porque teve gente falando aqui, ó, melhor aula até então. Eu e vai se criando um clima De competitividade entre os professores. >> Ninguém, ninguém é competitivo aqui mesmo. Ninguém tá na área. Mas competir é bom, né? Competir é igual, >> é divertido. >> Claro, é divertido. Competir é o é o é o formato de entrar no flow. Delicioso. >> É isso. É isso, Flávio. Cara, mais uma vez eu queria te agradecer por essa aula incrível.
Você manteve aqui mais de 300 pessoas do começo ao fim, sem sair da live, prestando atenção. E quando você Falou uma hora que teve de gente reclamando ali querendo: "Como assim já vai acabar? [risadas] Já vai acabar não. >> Então, cara, muito obrigado, muito obrigado pela sua ob >> muito obrigado pela sua dedicação aqui em passar esse esse conhecimento, né, como você falou, cara, desde 1998, então não é algo que nasceu de agora e e dá para ver que é algo que você vem aperfeiçoando diariamente com seus Atletas. E muito obrigado, porque isso não, isso
não tem preço, isso tem isso tem valor. E é um valor de grande de grande valia, pelo menos como você falou, né? Eu já assisti essa aula acho que umas quatro vezes, três vezes, não sei, com esses slides da mesma forma. E eu sempre aprendo, né, como hoje eu aprendi aqui muito. E eu queria te agradecer pela sua entrega, pela sua dedicação. E é isso. Lembrando que ainda amanhã temos a aula de Fechamento com ninguém mais, ninguém menos do que Maira Ramos, a fundadora do atleta campeão, a dona do meu coração. Ela ela vem nessa
aula aqui depois. >> Grande mestre. Então gente, não faltem. Amanhã vamos falar sobre um assunto importantíssimo que muitas vezes é passada é passado desapercebido. Vocês estão aqui em um sábado 10, quase 10 horas da noite aprendendo há há três dias já. Mas poxa, como transformar esse conhecimento e me posicionar no meu Mercado? como transformar tudo isso que eu aprendi em receita ou em reconhecimento, seja para uma promoção ou seja para eh estudar fora, levar esse conhecimento para fora e ser um profissional mais valorizado. Então, amanhã não faltem, com vocês teremos Maira Ramos. É isso, gente.
Um forte abraço, um beijo no coração de vocês. Compartilha essa live e até amanhã. Tchau, tchau. >> Obrigado a todos.