[Música] Salve salve Brasil. Boa noite. Muito bem-vindos a mais um episódio do Café com Ferre. Toda quarta-feira a gente tem um compromisso aqui. Você conosco, já se inscreve no canal, você vai assistir o futebol mais tarde. Chama aquela carne da Minerva Foods, nosso patrocinador aqui deste programa. Um abraço para todo mundo, toda a equipe da Minerva Foods que nos apoia desde o começo aqui desse Projeto. Também adapta.org. Você ainda não usa a inteligência artificial nos seus estudos, na sua profissão, no seu trabalho, você tá ficando para trás e a adapta te ajuda a começar a
usar e se você já usa a teus acesso aos melhores modelos pelo melhor menor custo. Então, adapta.org, org. Aqui na descrição do vídeo tu vai encontrar tudo sobre os nossos patrocinadores. Queria dar muito boas-vindas para quem Já se inscreveu no canal, para os nossos membros da comunidade paga aqui do YouTube, só por R$ 8 por mês já pode começar. Por R$ 20 tem o mesmo o plano avançado que tem acesso antecipado aos podcasts, conteúdo exclusivo, entre outras tantos, entre outros tantos benefícios. Então não deixa de te inscrever lá. Eh, Rafael Ferre, boa noite. >> Boa
noite a todos. Bem-vindos ao podcast que mais cresce no Brasil. De longe, o Melhor ainda não uma hora. Em breve também uma hora o podcast dos formadores de opinião. Senhoras e senhores, em um oferecimento Minervafoods e adapta.org. Andrea Vermonte, a nossa convidada dessa noite, psicanalista, neurocientista, filósofa, reconhecida por uma abordagem inovadora e por descomplicar temas da mente humana para o grande público também nas suas redes sociais. Andrea, muito bem-vinda ao podcast. Eu queria começar com mais uma pergunta eh talvez Polêmica, que é: A religião pode substituir a terapia? >> Jamais. >> As pessoas religiosas podem
ter menos propensão a algum tipo de eh transtorno. Pessoas tem mais propensão a transtornos. >> Porque o que que acontece com o religioso em geral? ontem até o Caio Fábio repostou um vídeo meu falando sobre isso. 60% das pessoas que estão dentro das religiões acabam Desenvolvendo algum tipo de transtorno. Por quê? Porque nós fizemos o inverso e aí chame Deus ou natureza ou universo que você quiser, você que tá do lado daí. Mas vamos pensar num Deus judaico cristão que ele diz que nos criou lá no Gênesis segundo a sua imagem e semelhança. Então nós
somos imagem e semelhança de Deus. Só que nós fizemos o inverso. Nós criamos um Deus a nossa imagem e semelhança. Então, não somos nós que nos parecemos com ele. Nós Criamos um Deus que se parece conosco. Então, é um Deus que magoa, é um Deus que tem preconceito, é um Deus que não tá feliz com o nosso comportamento, é um Deus que tá o tempo todo te avaliando e é um Deus que você nunca está a eh, pronto, você sempre tá devendo alguma coisa, você tá sempre a quem da expectativa desse Deus. Quando eu estou
num lugar onde eu estou sempre a quem, isso gera um adoecimento psíquico. Você imagina 20 anos você dentro das fileiras De uma religião, aonde você nunca é bom bastante, aonde você nunca está pronto bastante, aonde sentir prazer é um problema. E aí a gente vai lá naquela cisão platônica entre o mundo das ideias, né, utopia e o mundo real. Existe um lugar eh onde eu vou ter, onde eu vou poder viver plenamente, onde eu vou poder viver com prazer, mas aqui não é lugar para isso, aqui é lugar de expiação. A minha carne, ela é
um problema. E aí eu tô falando da maioria Das religiões. A minha carne e a minha materialidade é um problema. Eu querer ser bem-sucedido é um problema. Eu querer ganhar dinheiro é um problema. Os ricos não entrarão no reino dos céus. Sentir prazer é um problema, beber é um problema. Tudo que é humano é um problema. Você imagina isso 20 anos na sua cabeça. Então, a chance de você psicotizar e adoecer, ela é imensa. Ontem, inclusive, o Caio Fábio falava sobre isso. Ele falou: "André foi muito Positiva no número dela, de 60% das pessoas que
estão nas religiões estão adoecidas. Esse número vai est aí muito maior que isso, acima de 70, segundo ele. Mas eu ainda prefiro parar no número de 60% das pessoas. E aí são algumas teses, depois posso enviar os os links da onde essa informação sai. Então, a religião, estou falando da religião, não estou falando de Deus. A religião ela ela começa a descumprir o papel dela, porque religião vem do latim Religare eh em algum momento, por pela minha percepção pessoal e pela minha vida e pelas minhas ideias e pela minha trajetória, eu me desligo de Deus.
E aí eu preciso ter uma ponte que me liga novamente. A religião deveria estar a esse serviço. Só que a religião atualmente ela faz o serviço do retorno. Já viu quando você faz um, você erra na estrada e aí o GPS recalcula a rota e faz você pegar o primeiro retorno e volta com você? A religião, em vez de Nos levar para Deus, ela nos devolve pro homem. Então, a grande maioria das religiões não leva para Deus e volta pro homem. E aí você tá ali sujeito a lideranças, a crenças pessoais, a comportamentos ditados pela
própria religião. Ah, não pode fazer isso, não pode cortar o cabelo, não pode se vestir assim, tem que fazer uma oferenda tal dia, não sei o que que pode acontecer isso. Isso é plenamente humano. Isso não é divino. Isso é um retorno do homem Para o próprio homem. Então, o sonho, a religião que caminharia junto e que seria saudável, seria a religião que cumpre o seu papel de nos religar. É a religião que me tira da imanência e me leva paraa transcendência, que me tira desse mundo eh carnal, desse mundo que não tem uma resposta
por si mesmo e me leva para um lugar que responde as questões que eu não consigo responder. Essa seria uma religião que faria muito sentido. Acabei de perder minha irmã Agora há 30 dias atrás numa situação absolutamente bestial. E aí quando você pensa em Deus, aí Deus, se é que Deus tem um papel a cumprir, mas ele cumpre o papel, porque a vida por ela mesma ela é muito sem sentido. Então, quando você deixa alguém num cemitério e vira as costas, ainda mais numa condição que não que não tinha nada a ver com doença nem
com nada e muito súbita, a vida é absolutamente sem sentido. E aí a vida só ganha sentido quando você vira as Costas e pensa: "Ela não está ali, o corpo dela não está ali mais. Eu vou encontrá-la na eternidade, ela está num lugar muito melhor." Então, quando a religião me leva para esse lugar de entender a imanência na transcendência, a religião cumpre seu papel. Quando a religião faz o papel do retorno, ela me adoece. E aí eu posso afirmar isso categoricamente. Se a religião não te leva para Deus, se ela te volta para o homem,
ela vai te Adoecer inevitavelmente. >> Eh, eu queria que tu diferenciasse o sociopata, do psicopata e como a gente pode identificar esse tipo de transtorno no dia a dia. >> O psicopata é os dois são dois transtornos, na verdade não são dois, é o mesmo, né? A psicopatia e a sociopatia, elas nascem >> características diferentes. >> Isso. Nascem do mesmo lugar com características diferentes. Tanto o Psicopata quanto o sociopata tem uma, a grande questão dele é uma dificuldade gigantesca de ter empatia. Na verdade, não é nem que ele tem dificuldade, é que ele realmente não
tem. Ele nasce com esse defeito no software. Hoje a a psiquiatria vai afirmar isso categoricamente. Eh, nasce-se psicopata ou forma-se durante a vida psicopata? As duas coisas. Eu preciso nascer com alguma questão no software, na anatomia, na Fisiologia cerebral. E eu preciso ter um ambiente que propicie essa essa a manifestação do transtorno. Então, a gente fala o seguinte, que é um transtorno que ele tem duas perspectivas, a genética e aí e a e a epigenética. Então, eu nasci e eu preciso ter um ambiente que me propicie. Qual que é a diferença da sociopatia e da
psicopatia? O sociopata, ele vai estar na sociedade de forma mais corriqueira, de forma mais comum. E ele Em geral não chega ao crime. Só 03% de quem tem transtorno de personalidade antissocial chega ao crime, que são os psicopatas. O sociopata, ele vai viver no meio da comunidade de forma muito tranquila. Ele vai viver na sociedade, o que é muito difícil para o psicopata. Por isso, transtorno de personalidade antisocial. Ele tem uma dificuldade gigantesca de conviver na sociedade. O sociopata já tem essa habilidade um pouco maior e ele vai atuar em situações De destruição, não do
corpo, mas de tudo que por onde ele passar. Então ele vai destruir sua carreira, ele vai destruir seus relacionamentos, ele vai destruir sua autoestima. Ele ele vai matar do mesmo jeito, só que ele não mata o corpo. Então essa, talvez essa seja a melhor distinção. >> Psicopata é mais violento. >> O psicopata é mais violento, mais agressivo e mais objetivo. O sociopata, ele vai conduzir isso de Uma forma que lembra um pouco a empatia, mas sem ser. Então eu diria que talvez o sociopata, ele vai se demorar mais nas questões. O psicopata é mais agressivo
e mais pontual. Ele tem um objetivo fixo e ele não tá muito disposto a esperar esse objetivo se demorar para que ele concretize. Os sociopatas estão entre nós, então CEOs de empresa, políticos, aos milhares aí entre nós na sociedade comum, mas essas profissões elas trazem um perfil maior de sociopatia. Psicopatia e sociopatia, todos nós temos traços, o que não quer dizer que se configure. Então, também é importante falar sobre isso. Existem traços, mas para que se configure tem todas as questões envolvidas. Tanto o psicopata quanto sociopata, ele vai procurar alguém com três características: por vulnerabilidade,
pelo próprio prazer ou por algum interesse. Então eles vão procurar pessoas extremamente Vulneráveis ou pessoas que eles têm interesse. Então vamos supor que o Ferre tenha um network excelente, eu seja uma sociopata, eu vou querer muito estar com ele, ter amizade com ele, porque me interessa bastante. Ou pelo próprio prazer. Às vezes ele não tem nenhum interesse, a pessoa não é vulnerável, mas ele vai ter um prazer em se aproximar e destruir aquela pessoa. As três características que vai chamar atenção num psicopata para escolher as Vítimas. >> Eu queria te perguntar, André, sobre qual que
é o limite que até onde a ciência já chegou hoje em compreender eh a mente humana? Quer dizer, até onde se sabe do que daquela coisa que é química, que é biológica, que é bioquímica e até onde ainda tem algum, que é o inexplorado da mente, o que que é até onde a ciência já chegou e o que que ainda pode ser descoberto, que que ainda não tá explicado sobre como Funciona a nossa mente? É muito não está explicado. Por isso a gente chama o universo da mente. Não sei se você já parou para estudar
um pouquinho ou ler um pouquinho sobre o universo. O nosso planeta e o nosso sistema está na Via Láctea. A Via Láctea é uma das milhares de possibilidades dentro de um universo. Então, quando a gente fala em universo, a gente tá falando de um negócio gigantesco que a gente vai tateando aos poucos. A Mente humana ela é um universo e a gente está tatiando aos poucos. Atualmente, desde 1990 para cá, com o avanço da neurociências especialmente. E aí quando a gente começa, e o meu doutorado foi exatamente sobre isso, quando a gente começa a estudar
a relação mente e corpo e aí a gente tem exames de imagens e aí a gente localiza o o lugar da satisfação, do prazer, do status, então a gente tem uma aceleração no estudo da mente. Mas a mente ainda é um grande Mistério. Eu falo que quando eu fazia o doutorado, a gente ficava muito, eu fiz alguns anos de neurologia e estudei com neurocirurgiões, enfim, desde as questões emocionais até as questões físicas. Eu vi, por exemplo, uma pessoa chegar no pronto socorro com sete tiros na cabeça, sete, com perda de massa cefálica. Enfim, sete dias
depois ganhou alto e saiu andando como se nada tivesse acontecido. E viu uma criança cair da bicicleta e esbarrar a cabeça no Paralepípedo e ter morte cerebral. Então, a o cérebro e a mente humana, os dois, tanto o hardware, pensa no hardware como o cérebro, a máquina e a mente como o software, eles ainda são um mistério ainda. A neuroplasticidade do cérebro é uma coisa impressionante. A capacidade de mudar, de refazer caminhos, de reconectar, mas também a capacidade de desligar de uma hora para outra. eh eh o a forma com que as coisas eh que
nós somos afetados pela nossa Própria mente. Então é, eu sou uma estudiosa e uma apaixonada pela mente. Amanhã eu vou estar no CONAR falando sobre sobre eh neuroinovação, né, e o quanto os sentimentos travam a inovação, o quanto algumas áreas do cérebro se estimuladam, ferram com a sua empresa, ferram, literalmente ferram. o quanto que é importante você saber trabalhar os os o cérebro trino ou os três sistemas do cérebro, o quanto é importante para gestores entender de pessoas, entender De neurociências, entender minimamente de personalidade e psicologia e psicanálise. Quem não entende de gente, não entende
de negócio. pesada assim. Eh, >> sobre eh aquisição do conhecimento hoje em dia, né? A gente até gravamos há pouco com o Lázaro e ele comentou: "Ó, antes quando eu tinha que estudar um tema, eu tinha que pegar lá uma enciclopédia, Procurar onde é que tava aquele conteúdo, encontrar, fazer um resumo, linkar com outra coisa. Não demorava muito mais o conhecimento se construía. E hoje em dia, com o advento da inteligência artificial, da tecnologia, você em um minuto tem a informação que você quer, né? Como que isso prejudica o aprendizado? Queria entender um pouquinho sobre
eh o cérebro no aprendizado e como que isso tá mudando eh com a tecnologia, assim, as pessoas Estão ficando mais burras diante dessa dessa desse excesso de informação que a gente tem acesso? >> Eu não diria mais burras, eu diria mais ansiosas. Eh, nós também temos um, às vezes nós temos um discurso que ele também é um pouco pejorativo com relação a tudo que está acontecendo. Tudo que está acontecendo é muito bom, porque nós tivemos que adquirir outras competências. Então, o menino ele não Fica lá se desgastando duas semanas lendo a enciclopédia Barça, mas ele
tem que saber fazer o prompt na IA para que a IA traga a resposta correta. Ele vai precisar fazer ajustes, ele vai precisar de entender de temáticas para que ele possa usar a inteligência artificial da forma correta. Então, também há uma forma pejorativa de tratar o que a gente tá vivendo atualmente, como se fosse algo que atrapalha de certa forma. O que Atrapalha são os excessos. Então, assim, eh, ah, inteligência artificial, inteligência artificial é um negócio que não volta atrás, é igual a internet, já era, já era. Ou você se adapta a essa nova realidade
ou você tem um problema. Agora, a forma com que nós vamos usar isso, e ela também exige novas habilidades e novas competências. Então, por exemplo, e aí e aí essa discussão precisa abrir, né? Ao invés de dizer assim, isso daqui tá matando algumas Coisas, a questão é o isso aqui faz nascer umas novas possibilidades que agora nós temos que focar. Outro dia eu escrevi um texto no LinkedIn, eh, IA versus IE, quem vai vencer? Inteligência artificial versus inteligência emocional. conhecimento técnico, esqueça. Aí ela vai dar um banho na gente. Esqueça. Hoje, eu não sei se
vocês sabem, o nível de assertividade de um médico é em torno de 72%. Que que é a medicina? Você estuda Durante 6 anos, um monte de coisa. Medicina é informação. Você vai derramando informação. Fisiologia, anatomia, psiquiatria, pediatria, aquele mundo de informação. E aí depois de 6 anos, o médico se forma e ele tem que saber casar essas informações. Então você chega, fala que você tá com febre, uma dor nas costas, uma tosse, ele vai casando as informações e chega a um possível diagnóstico de pneumonia, que é muito parecido com o que a IA faz. Ela
Busca tudo que existe informação sobre aquele tema e categoriza, resume e traz a informação. O nível de assertividade de um médico em um diagnóstico é em torno de 72%. O nível de assertividade da IA num diagnóstico é em torno de 93%. Então não dá para concorrer. Ah, então nós vamos substituir os médicos pela IA. Não, eu falava isso com o meu esposo outro dia, que é arquiteto, quando começou o advento da inteligência artificial. Falei: "Você já pensou a sua Carreira a partir da inteligência artificial?" Não. Falei: "Então penseo que a inteligência artificial puder substituir em
arquitetura, isso vale para todas as profissões, ela irá fazer. Não duvide, porque ela é muito melhor que nós. Eu tenho que focar naquilo que ela não vai substituir. Então, e a I, quem vence numa profissão, por exemplo, de arquitetura, essa pessoalidade, esse gosto, essa arte, essa criatividade, essa essa sensibilidade artística, isso Aí não vai substituir. E aí eu falava para ele, então foca nisso, estude muito isso, aprofunde nisso, porque isso vai fazer o seu diferencial. esquece de desenhar, de aplicativo de decoração, de software que desenha, esquece, porque eles vão te passar de longe. Então, a
hoje eh na sua pergunta, né, essa tecnologia toda ela ela ela atrapalha a cognição? Eu sou muito esperançosa quanto a isso. Eu não acho que ela atrapalhe se ela for muito bem usada. Eu Faço muito palestras em escola, secretarias de educação do Brasil inteiro me chamam para dar palestra. Como que nós vamos usar isso a favor da educação? Como que nós vamos usar isso a favor da criança? Não dá mais para você dar um livro e pedir a criança para ler e para pesquisar. Então ensina ela a fazer um prompt, ensina ela a fazer uma
pesquisa interessante na IA, pede para ela corrigir a IA, para ela entender se houve ali alguma distorção e daí paraa Frente. É usar isso a nosso favor. É uma guerra que nós já perdemos. querer bater de frente, já era. Então, respondendo a sua pergunta, isso atrapalha? Não, isso não atrapalha. O que atrapalha é o excesso de informação. Aí isso atrapalha, porque isso vai nos deixando mais ansiosos. O Sócrates falava lá 2300 anos atrás, só sei que nada sei. Nunca essa frase foi tão real. Eu brinco que eu entro numa livraria me dá crise de pânico.
Eu tenho Que pôr um rivotril de baixo da língua, porque eu vejo uns mil títulos de coisas que eu ainda nunca ouvi falar a respeito e isso me angustia. Então o excesso de conteúdo e de informação, ele traz essa angústia. Mas é só a gente ir entendendo, selecionando, vendo o que é importante para nós e usar a ferramenta a nosso favor que >> mas a redução do da complexidade dos raciocínios que são feitos, né? Isso não pode prejudicar a o Desenvolvimento cognitivo da pessoa. Por exemplo, muito se fala, né? Ah, os engenheiros estudam cálculo, então,
pô, eles estão resolvendo problemas complexos ali. Isso vai ajudar depois na vida deles a resolver outros problemas complexos. Se a pessoa não consegue resolver aquela aquela equação, aquele negócio em um clique, isso não não simplifica demais a o processo assim, esse processo de construir o raciocínio da pessoa. >> É aí que nasce a pergunta, né? Eu falo que nós, existe um mundo que está acabando, existe um mundo que está começando e pra nossa sorte ou pro nosso azar, nós somos a geração da transição. Nós somos a geração que transita entre a geração que foi e
a geração que virá. Nesses momentos sempre sobram perguntas. Sobram perguntas, faltam respostas. Nós não temos respostas para muita coisa. Quem vai ganhar dinheiro e quem serão as empresas que vão se dar bem pros Próximos anos? empresas que venderem respostas ou soluções. Sua pergunta foi muito boa. O engenheiro fazia cálculo, isso ajudava ele a desenvolver pensamento complexo. Agora, num único clique, isso se resolve. Boa pergunta. Como é que nós vamos ensinar ele agora a desenvolver pensamento complexo? >> Será que não seja a hora de rever os currículums? Será que nós não vamos criar um curso aí
com uma nova metodologia que ensina a pessoa a Desenvolver pensamento complexo? Olha o tamanho aí da demanda, porque agora se era o cálculo que ensinava ele a desenvolver pensamento complexo, já era. Percebe como vão sobrando perguntas nesse novo contexto de mundo, porque muita coisa vai ser resolvida. Isso não é ruim. O engenheiro ficava lá 5 anos se matando com cálculo, fórmula de máscara, uma folha inteira de cálculo, duas folhas inteiras, agora resolve no único clique. Maravilhoso. Isso é evolução. Ah, mas isso ajudava ele a desenvolver o pensamento complexo. Excelente. Eis aí um desafio para os
pedagogos, para os os pensadores da educação. Como desenvolveremos pensamento complexo nas pessoas a partir de agora? Tu define adultização como roubo da infância. Quais são os sinais mais comuns que uma criança tá sendo adultizada? >> A adultização, ela passa por um processo de colocar numa criança um papel que não É dela. Então, como que eu percebo que uma criança está sendo adultizada? Quando eu percebo que eu estou dando a essa criança eh funções, jeito, eh comportamentos que não são da infância, eu brinco que a gente tem que fazer uma reflexão se a gente gosta de
criança. Eu tenho a sensação que não, porque a gente não gosta que criança grita, a gente não gosta que criança brinca, a gente não gosta que criança faz barulho, a gente não gosta que criança faz baderna. Mas Isso é da infância. Uma criança quieta, arrumadinha, que não se suja, que é comportadinha, que fala baixo, ela é um miniadulto. Então, sinais de adultização não tem só a ver com sexualização, como tem sido tão falado, mas vestir uma criança como adulto, eh estimular na criança um comportamento de adulto, ter educação é uma coisa, estimular um comportamento de
adulto é outro, criar expectativa com essa criança em relação ao mundo dos adultos, fazer com que ela Atenda expectativas de adulto, eh colocar crianças em discussões ou mediando relações que são de adultos. O seu pai não faz isso, mas é porque a sua mãe não sei o que lá. E aí a criança fica no meio dessa história toda. Isso é um crime tão grave quanto a sexualização da criança. Quando mãe e pai coloca filho em discussão do casal, que a criança não tem condição ali de opinar ou de participar. Quando eu exponho crianças a conteúdos
que não são de Crianças, então quando você vai assistir um filme um sinal de adultização, escolha pela faixa etária da criança e não pela sua faixa etária. Eh, imagens, cenas, lugares. Será que eu devo levar a criança realmente em todos os lugares mesmo? Então, eu acho que abrir uma discussão tão pertinente, porque eu acho que nós estamos repensando a infância. Eh, ah, uma criança em um bar, sei lá, é só uma pergunta. Não tô querendo gerar polêmica aqui, mas se gerar tá tudo bem. Nós desistimos para isso. Eu levo uma criança num bar e daqui
a pouco centenas de pessoas estão embriagadas, estão gritando, estão falando palavrões, estão com comportamentos sexualizados. Ali é o lugar dessa criança. Será que essa criança não deveria estar em casa dormindo, num ambiente quieto, tranquilo, quente para que ela não é doeça? Então, a adultização ela passa por vários aspectos. cobrança excessiva. Tem criança que é cobrada de nota na Escola como um CEO de uma empresa. Precisa tirar uma nota alta, precisa performar, precisa pensar como empreendedor. Aí você vai criminalizando uma fase da vida. E o que que é importante disso tudo? A infância é um território,
e aí para mim essa é a grande questão. A infância é um território que vamos voltar a pisar a vida inteira. A psicanálise vai dizer que nós somos o resultado da nossa infância. Se eu colocar qualquer um de Vocês aqui, começar a fazer pergunta, eu associe o seu comportamento atual com algum fato da sua infância em 2 minutos. Qualquer comportamento atual seu, eu consigo associar algum fato da sua infância. Ou seja, a nossa infância ela é a base da casa. O que sobe para cima é o que sustenta essa base. Se nós não tivermos uma
infância saudável, adequada, não adultizada, tudo que subir para cima vai vir com trinca. Parede, acabamento, Telhado. Você pode pôr o melhor do mundo que não vai ser legal, em algum momento vai trincar. Então, a infância precisa ser protegida porque além dela ser um território que a gente pisa constantemente todos os dias, suas escolhas da sua namorada, da sua esposa, da sua profissão, o jeito que você educa seus filhos, a sua ambição, tudo tem raiz na sua infância. Então, além dela ser um território que pisamos constantemente, ela é a base do Edifício. Se eu não faço
uma boa base, eu não consigo subir o edifício. Então, eu vejo na profissão do meu esposo, às vezes ele fala: "Esse, essa base sustenta dois andares. Essa base só sustenta uma casa térrea." Ou seja, a partir da base eu defino todo o restante do projeto e não há o que fazer. Depois da base ser paraa casa terrea, você não sobe uma casa de dois andares. Já era. Se é isso, nem com muita terapia. >> A terapia vai te ajudar a reelaborar, a Sofrer menos, a não parar no trauma, a se ressignificar, mas você vai voltar
sempre naquele lugar e vai ter que se esforçar sempre para sair daquele lugar. Nunca vai ser natural. Tu acha que o Felka, ele fez aquele vídeo ultra polêmico para ajudar realmente as crianças ou para ganhar audiência? >> Ah, com certeza para ajudar. Eu acho que o Felca não não precisa mais disso. E o preço que ele tá pagando, eu teria estado com ele no domingo. Cheguei até a Ir à casa dele e conversar. Enfim, o preço emocional de tudo que ele tá pagando seria muito caro para para simplesmente a audiência. >> Conselho tu daria pros
pais que acham bonita essa história do de as crianças? eh se portarem como adultos. >> Eh, o conselho que eu daria pros pais é que o adulto são eles, então eles é que precisam assumir esse papel. Hoje nós vivemos numa sociedade que adulto brinca de criança e criança é obrigado a ser Adulto. Nós temos adulto com bebê reborne com chupeta na boca e nós temos criança obrigada a se comportar fazendo podcast de mini empreendedor. Isso é uma palhaçada e uma inversão de papéis. Os pais precisam se envergonhar disso, se colocarem no seu lugar de pais
e de mães e se responsabilizarem. Quem é responsável pela sua briga com a sua esposa é você se coloque nesse lugar. Quem é responsável pela sustentabilidade de sua casa é você se coloque nesse Lugar. >> Que consequências emocionais e comportamentais a adultização pode trazer? Só pra gente fechar esse esse tópico, >> milhares. Você vai criar uma criança com uma expectativa extremamente alta e isso pode gerar insegurança, isso pode gerar ansiedade. Você vai, se se a criança é adultizada por participar do relacionamento dos pais, você pode, um futuro adulto que vai ter dificuldade Nos seus próprios
relacionamentos. Se você sexualiza uma criança cedo, com certeza e absolutamente com certeza ela vai desenvolver problemas com a própria sexualidade no futuro, desde problemas de de transtornos específicos até uma grande dificuldade de se relacionar com outras pessoas, uma sexualização muito cedo. Eu digo que são crianças adulteradas. Aquelas crianças que estavam com Ítalos são crianças adulteradas. O que que é adulterar? É Quando você compra alguma coisa e o lacre tá rompido, arrebentou com lacre, não há garantia de que o produto mais seja original. Crianças originais, eu até repio quando eu falo disso, porque esse é um
tema que mexe muito comigo. Crianças originais não são crianças adulteradas. O que a gente faz com a infância atualmente é um crime. A gente coloca a criança no lugar que não é da criança. A gente cobra de crianças escolhas que não são de Crianças. A gente cobra de crianças comportamento que não são de crianças. Não serão adultos saudáveis. E eu posso afirmar isso. Outro dia eu gravei um vídeo e eu dizia no vídeo seguinte: "Faz o que eu tô te falando com o seu filho. Se daqui 10 anos der errado, você tem terapia de graça.
Eu assino um contrato. Eu vou atender seu filho se der errado." >> Porque gente falsa não muda a essência? >> Porque falsidade tem a ver com caráter e caráter não muda. O que muda é Comportamento. Terapia atua em comportamento, não atua em caráter. Caráter é o que seu pai e sua mãe te ensinou desde pequeno lá dentro de sua casa. Se não ensinou, meu amigo, esquece. Ou se não aprendeu, né? Porque tem gente que não aprendeu. Eu, Andreia, não acredito em mudança de caráter. É uma vez, uma vez sem caráter, sem caráter para sempre. E
a pessoa falsa, o que que ela vai fazer? Ela vai mudar a performance. Ela vai mudar a Persona, né? No teatro grego, Persona era aquela roupa que você carregava e se transformava em outra pessoa. O falso ele muda a persona, mas o caráter dele não muda. E eu experimento isso na minha vida, assim, já pude conviver com pessoas que e e eu tenho uma demora em desacreditar das pessoas. Eh, esse é meu calcanhar de Aquiles. Outro dia eu não sei que texto que eu tava lendo que alguém falava sobre isso. Qual é a sua qualidade
que te atrapalha? Essa é uma Qualidade que me atrapalha. Essa é uma qualidade que me fragiliza. Eu sou muito demorada em desistir das pessoas. Isso eu já tratei até em terapia. Eu levo anos, décadas. Eu vou sempre justificar o seu comportamento. Ah, ele não sabia. Ah, é porque ele é doente. Ah, é porque não sei que lá, não sei que lá, não sei que lá. Só que o falso ele vai só trocando de roupa, de roupa, de roupa. Até um dia que você tem que desconfiar e cansar de apanhar, né? E falar: "Eu Quero que
você seja feliz, meu amigo, mas alguns quilômetros de distância de mim". Ô André, todo mundo deveria fazer terapia? >> Todo mundo. Nós deveríamos nascer com um vale, um ticket de terapia para fazer terapia. É igual você me perguntar se todo mundo deveria tomar banho ou se todo mundo deveria comer. Eu não ouso dizer que eu não preciso de terapia, porque toda hora Surge um BO, toda hora surge alguma coisa que eu não sei lidar. E eu preciso ter alguém com uma visão de helicóptero para me dizer assim: "Olha, vai por esse caminho aqui que esse
caminho é melhor". Vocês atuam muito com a área financeira e são consultores financeiros. O cara às vezes ele tá lá com maior grana, tá imerso naquilo tudo, mas ele não consegue enxergar os melhores caminhos. E vem um consultor de fora e otimiza, fala: "Olha, você fizer isso, isso e Isso". você vai ter muito maior rentabilidade. A terapia é esse olhar de helicóptero que vai te ensinar outras possibilidades, vai te dar outras vias. Eu acho condição cinequan. Eu acho imprescindível. Eu acho que todo mundo deveria ter o direito de fazer terapia. >> E quem que deve
fazer terapia com psicólogo? Quem que deve procurar um psiquiatra? >> Psiquiatra não faz terapia. >> Tem vários psiquiatras que fazem Psicoterapia, né? É, ele faz um atendimento psicoterapêutico. Há uma diferença entre psiquiatra, psicólogo e psicanalista. O psiquiatra vai ouvir a sua demanda para que ele saiba como te medicar. Então ele vai atuar na sua demanda. Agora, se ele atua como psicoterapeuta, aí já não, ele não tá atuando como psiquiatra, ele tem duas funções. Ele é psicoterapeuta e tem mesmo. Tem psiquiatra que especialista em TCC, outros em psicanálise. Então ele É um psicanalista. Então ele é
um psiquiatra e psicanalista. Mas essa essa divisão ela é importante. O psiquiatra ele vai ouvir as suas queixas para que ele entenda qual a química está disfuncional e te medique. O psicólogo atua em comportamento. O psicanalista na raiz do comportamento. Então o psicólogo vai atuar na folha da árvore, no tronco, no que tá acontecendo. Cortar a folha, ver o que tá acontecendo, tirar as pragas. O psicanalista vai lá na raiz Entender por que a folha tá murchando. Não adianta tirar a folha toda hora, pôr fertilizante se eu não entendo porque tem lá um problema lá
na raiz. Então o psiquiatra vai medicar, vai ouvir de forma psicoterapêutica para medicar. Ah, mas ele é psiquiatra e psicoterapeuta. Então ele desenvolveu outra habilidade. E tá tudo certo, isso não é um problema. O psicólogo vai atuar no comportamento, o psicanalista na raiz do comportamento. >> E quem que como que a pessoa sabe qual Profissional procurar? >> Em geral, quem vai te encaminhar pro psiquiatra é o seu terapeuta ou o seu psicanalista ou seu psicólogo ou o seu psicoterapeuta. Hoje no Brasil a a essa função, ela tem várias perspectivas e tá tudo bem. Eu acho
que tem que ampliar mesmo. Eu acho que a concorrência ela é muito saudável. Tem colegas que querem morrer. Eu, para mim tá tudo bem. Eu acho que a concorrência ela é super saudável. O, em geral, o psicoterapeuta Vai te encaminhar para o psiquiatra quando ele entende que a questão já não perpassa mais por comportamento, mas já é uma questão de disfunção química. Ou um outro médico vai te encaminhar pro para o psiquiatra. É difícil alguém que fala: "Eu vou no psiquiatra sozinho". Tem, mas é mais raro. Em geral, você vai por algum encaminhamento, porque aí
você já tá falando de uma ciência mais de uma de uma demanda mais específica. É como ir ao endocrinologista. Alguém tem que te falar, fulano, é, é hormônio isso aí que você tá passando, busca um endócrino, >> é dieta que tá precisando. Aí você já, ô ô, ô, André, não sei se é uma percepção minha, eh, mas eu queria te perguntar, efetivamente, cresceu muito mais >> o número de diagnósticos de transtornos de déficit de atenção e e hiperatividade do que o número de transtornos efetivos de déficit de atenção e e hiperatividade Ou não? ou efetivamente
a sociedade, o mundo fez com que tivesse uma quantidade absurda, maior de eh pessoas com essa com esse transtorno em 2020, visavis 1990, sei lá, >> as duas coisas aconteceram. O nosso contexto de mundo, ele facilita esse tipo de transtorno. Aceleração, ansiedade, informação demais, demanda demais, ambição demais. Tudo isso propicia esse esses transtornos. Esse é um ponto. Os transtornos podem sim, por Conta do contexto terem aumentado. Agora existe um segundo ponto que é toda vez que uma doença aparece no DSM, de repente nós temos uma enxurrada dessa doença. E esse essa é uma crítica contass
que eu faço e já passei por problemas em relação a isso e tá tudo bem de novo. Não tenho problema com isso. Existe uma indústria por trás de uma indústria a quem interessa muito diagnóstico, a quem algumas doenças são extremamente pertinentes e Interessantes. Tem um filme que se chama A máfia da Dor. É um filme real sobre o uso de algumas medicações, baseado em fatos reais, sobre algumas medicações que foram criadas para diminuir a dor num processo oncológico ou de câncer. E como que essa, como que é aquela história da indústria, né, do Rockfeller? Primeiro
eu crio o problema e depois eu vendo a solução. Então, primeiro eu crio a demanda e depois eu vendo a solução. Então, esse filme é Fantástico, todo mundo tinha que assistir porque ele mostra a máfia da indústria farmacêutica. Então, a demanda acontece e depois eu vendo a solução da demanda. Então, de repente nós começamos a a acontecer milhares de diagnósticos de TDH e de transtorno de espectro autista. Eu não sou uma anticência, eu não estou falando contra ciência, eu tenho pacientes com transtorno de espectro altísimo e transtorno de déficit de atenção. É real, existe, Precisa
ser cuidado e precisa ser medicado. Todos os que dizem que são ou aparecem com diagnóstico são. Não, eu já peguei n situações que não eram. Então, a serviço de quê? E outra, para que você tenha um diagnóstico transtorno de espectro altíssimo, um transtorno de déficit de atenção, é um diagnóstico demorado porque leva tempo. Eu analiso o software, não é o hardware. Não dá para fazer um exame de imagem como a pneumonia, que você faz um raio X e Aparece a pneumonia no pulmão. TDH, teia, TOD, não aparece. Então é muito mais de percepção do que
de de imagem ou materializada, enfim. Então é um diagnóstico demorado. Então se o seu filho foi no médico e se se ele se esse médico saiu aí com esse diagnóstico menos de três a se meses, rasgue, esqueça. Não é assim que acontece. E isso está a serviço do quê? estranhamente são as medicações mais caras da atualidade, venvancí Para frente. Então eu tenho aí até que quebre a patente disso tudo uma indústria que rende milhões com esse tipo de diagnóstico. quando apareceu no quando a Rita Lina, >> a Rita, >> Rita, a Rita, quando ela acontece
e ela aparece nos Estados Unidos, no primeiro ano nós tivemos de um ano pro outro, nós tivemos mais de 200% de aumento de prescrição. Não é possível que surgiu tanta gente assim com transtorno de Déficit de atenção, hiperatividade. Eu eu e aí eu falo com pesquisas, eu falo com dados, eu falo com convivência e eu falo como pessoas que já recebeu propostas de indústrias para que eu pare de falar sobre isso. Então não devo estar falando besteira. >> E quais são os riscos de uma pessoa que não tem um transtorno de déficit de atenção se
medicar com essas eh com essas drogas da produtividade? Eh, usar venvans para trabalhar mais? Quais são os riscos que essa pessoa corre? >> Você corre n n n riscos. Primeiros os riscos fisiológicos, porque é como a testosterona. Se você começa a tomar testosterona sem precisar, seu corpo para de produzir porque ela tá vindo de fora, de fora. Então ele ele entende que não precisa mais produzir. Ali eu já tenho uma questão, porque o meu corpo deixa de fazer aquilo de forma natural. Então, se eu começo a tomar alguma Medicação eh para esse tipo de transtorno,
o meu corpo começa a mudar a química dele. O nosso corpo funciona por homeostase, em tudo. O corpo sempre busca o equilíbrio. Então, se você bebe vinho todo dia, o seu corpo fala assim: "Fígado, vamos nos preparar e gerar toxinas para que a gente dê conta desse vinho, haja visto que o vinho agora faz parte do nosso corpo." E aí o o fígado começa a produzir toxina para dar conta do vinho, para equilibrar. Ah, é, são toxinas, eh, conteúdo é patotóxico, mas tudo bem, o corpo tá buscando equilibrar porque senão ele morre, ele não tá
preparado pro álcool diariamente. Então, ele começa a gerar toxinas para que o meu fígado dê conta. Isso acontece em todos os meus órgãos. Então, de repente eu tomo lá um VVAN ou qualquer outra coisa dessa dessas linhas aí para TDH, para TOD, para transtorno de espectro autista, enfim. O meu corpo começa a funcionar de uma forma Diferente, o meu cérebro começa a funcionar de uma forma diferente, ele deixa de produzir algumas coisas, ele ele passa a produzir outras. Esse o efeito fisiológico. >> E o combo MTV, >> que que é o >> mjaro, testosterona e
vemv. É, esse aí é mortal >> que personal trainer e nutricionista anda prescrevendo. Agora a outra questão só completar a sua pergunta, primeiro é O dano fisiológico. Toda substância que você coloca no seu corpo, o seu corpo vai provocar homeostase para equilibrar alguma perda. Você vai ter, você pode ter certeza. fisiologicamente dizendo: "Agora tenho dano psicológico, porque agora eu crio uma necessidade e uma dependência emocional." >> Tu volta a ser o idiota que tu era antes. Esse é o dano. >> O dano é que você fica viciado no efeito. >> Sabe que um um amigo
meu tomou Venus, né? Ele falou: "Cara, eu não posso tomar essa droga porque, cara, eu simplesmente fiquei parado, não produzi nada o dia inteiro, fiquei uma planta". Eu falei: "Cara, esse é quem tu é normalmente. Tu voltou só a ser quem tu era. >> Nem o Venudou, né? >> Não, não, porque o Ven acelerou ele, aí quando ele parou, ele voltou a ser o que ele era. Falou: "Meu Deus". >> É isso. É sobre isso. >> É sobre isso. >> É sobre a gente entender quem a gente é e o quanto a gente tá disposto
a liber. Mas >> acho que eu acho que o que o que André tá falando é que se tu usa sem prescrição e para de usar, tu volta para um usado pior o que tu tá. >> Eu sei, eu só fiz uma provocação. Deixa eu te perguntar. Como reconhecer sinais sutis de manipulação naquelas pessoas que só te bajulam e elogiam? >> Eu falo que o o elogio é mais perigoso que a crítica. A gente tem que ter muito cuidado com o elogio, porque o elogio nos torna vulneráveis ou susceptíveis, porque o elogio mexe com o
nosso ego e todos nós somos egoicos. Se se você quer fragilizar alguém, não chegue com o pé alto. Chegue elogiando, bajulando, sendo extremamente agradável. A gente aí é é Maquiavel, né? O príncipe. A gente depõe todas as armas. É guerra de Troia, ué. Guerra entre Atenas e Troia. De repente, não, vamos acabar com essa guerra, não vamos brigar mais, não. Isso daqui não tá levando ninguém a nada. Inclusive, para celebrar a ausência da guerra, daremos uma estátua gigante para vocês e um grande cavalo. Olha lá, deixei de ser hostil. Agora eu te bajulo, te mando
até presente. Só que dentro desse cavalo tinha um exército inteiro. Quando foram dormir, saiu o exército dentro do cavalo e matou todo mundo. Essa é a história do Cavalo de Troia. Então, eh quando o Lices muda a perspectiva e a estratégia, ele ganha a guerra. O Lises dava tiro, aspas, né? Não existia pólvora. Uisses fazia o que que tinha que ser feito. Estava guerreando ali. De repente ele muda a estratégia. Agora não somos mais inimigos. Agora somos amigos. Inclusive eu vou te presentear de tão gentil que eu sou. Aí o inimigo depõe as armas, fragiliza,
eh fica vulnerável, relaxa. E aí você está extremamente sujeito ao que Pode acontecer. Nós somos muito mais vulneráveis a uma crítica, a um elogio do que uma crítica. Se alguém te critica, ele te coloca em estado de alerta, a sua amídala hiperativa. Olha, olha o quanto é neurociências. Eu sou apaixonado nesse negócio. Nós temos o cérebro trino, né? Nós temos o cérebro reptiliano, que é responsável ali pelas nossas reações. O nome já diz reptiliano. Nós temos o límbico, que é responsável pelas nossas emoções, e o Neocórtex, que é responsável pela nossa razão. Os três funcionam,
não funcionam juntos, funcionam de forma simultânea. Se você está em um, você não está em outro. Quando alguém te agride, você tá no reptiliano, a sua amídala fica hiperativa, você tem uma descarga de cortisol, de adrenalina e você tá pronto pra guerra. A pessoa te criticou. Você tá pensando em responder? Você tá pensando que você vai fazer? Você tá no reptiliano. Se alguém te elogia, você Vai pro límbico, você fica bonzinho, emocionado, você fica vulnerávelzinho. O neocórtex não está funcionando, a sua razão não está funcionando. E aí dali pra frente é só para trás. >>
Por isso que o Cafagete faz tanto sucesso. >> Sim. E o psicopata também. O psicopata jamais vai chegar em você agressivamente. >> Eu vou mudar a pergunta então, só para deixa eu girar um corte aqui. Cortes paiva que ela fala tudo muito bem embasado, cara. Não dá para não usar como corte isso. Eh, por que que os cafagestes fazem tanto sucesso? >> Os cafagestes fazem que cafagés que você tá falando? Que que você chama de cafages? que acaba gestos, pô. >> É porque a vida real, ferre, ela é muito Dura, a fantasia é muito melhor.
Você sabe porque que o sexo fora do casamento é mais interessante? >> Não. >> E é mais interessante porque ele passa pela perspectiva da fantasia, não é da perspectiva da realidade. Você ali você pode fantasiar, ser quem você é e o outro ser o que ele o que ele puder ser. E ali é dopamina na veia e é tudo muito rápido. O sexo no casamento é serotonina, é realidade, é vida. O Cafageste ele vive no nível da dopamina, ele é da fantasia, ele não é do mundo real, ele não tem problemas, ele não reclama, ele
não tem, sei lá, chulé, ele não ele não critica. Ele é um sedutor, ele é um Dom Juan, ele tá chegando ali para satisfazer todas as suas necessidades, para te achar fantástica, para te achar linda, para te fazer milhares de elogios. Eu acho muito interessante os Cafages que se aproximam de mulheres casadas, né? Ele é o Antimarido, né? Tudo que o marido não faz, ele faz. Ele te ouve, ele te aconselha, ele te acalenta, ele é acolhedor. Não é possível que seu marido fala isso com você. Não é possível que seu marido nunca te viu
assim. Não é possível que tem tantos anos que ele não te elogia. Não é, nossa, ele não te manda flores há tanto tempo. Então ele vai nas suas vulnerabilidades. Hoje uma pessoa me perguntou: "Qual o risco da gente usar psicanálise para Manipulação?" Falei: "É altíssimo, por isso que a gente tem que ter ética para ser psicanalista, porque você começa a entender das vulnerabilidades humanas. E quando você entende de vulnerabilidade, se você quiser, você tem a pessoa na sua mão." O cafageste, ele sabe muito de vulnerabilidade. Eu tinha um paciente que ele falava assim: "Eu chego
na noite, eu chego na boate". E o bicho era baixinho, não tinha nada de grandes questões físicas, Feinho, tals. Ele falava assim: "Eu chego na boate, doutor, eu escolho a mulher que eu quiser, eu escolho." Eu falar: "Essa noite vou ficar com aquela". Falava: "Como é que você faz, gente?" Eu começo a observá-la, eu olho a bolsa que ela tá usando, eu olho a bebida que ela pediu, depois eu passo atrás, vejo que ela tá comentando com as amigas, tento ouvir algum tipo de assunto. Eu demoro ali uma meia hora para mapear as carências dela
e eu me Torno essa pessoa de acordo com as carências dela. Se ela tem uma carência paterna, a minha abordagem já é mais paternal, mais carinhosa. Se ela é mais safadinha, eu já chego mais safadão e eu já vou. Então o o Cafagest ele é um performer, ele é um ator. >> Esse esse cliente ele vende mentoria, >> ele é um ator. O Cafagete ele é um ator e ser um ator é maravilhoso. Você veste o personagem que você quiser. >> Como identificar Sinais e de autismo? >> Boa, boa, boa fala. O autismo ele tem
algumas questões. Para começar, o autismo ele é um transtorno de comunicação, de fala. Então, um dos sinais importantes é que em geral a criança que tem o transtorno de espectro autista, ela vai ter mais dificuldade na fala. Ela vai começar lá no início com uma fala mais atrasada, tanto que alguns autistas nem se comunicam mesmo já na Fase adulta, que é o autista de nível de suporte três. >> Três. >> É, então ele já vai ter lá um problema relacionado à fala. E depois tem n características, tem a estereotipia, que em geral eles desenvolvem, eles
desenvolvem hiperfoco. >> Que é estereotipia? >> São alguns sinais ou aquilo que você chamou de TIC, de mania ou de qual? Eu tenho um pacientinho, por exemplo, que Quando ele tá assistindo televisão, ele ele tem que vocalizar alguma coisa, então ele fica, então ele tem que ficar fazendo algum barulho. Isso é o tipo de uma estereotipia. Alguns desenvolvem alguma estereotipia física ou ou com olho ou com a cabecinha. Então, algum tipo ou com a cabeça, algum alguma coisa desse tipo. Eh, baixa socialização para o autista. Socializar é um trampo, porque ele não gosta de socializar.
Para ele Socializar é um problema. Então tem n características que por isso chama espectro, né? Porque na verdade ele é um guarda-chuva que tem muitas características. Eu atendi um diretor de um banco, ele tinha 38 anos e ele chegou com questões relacionadas à timidez e e ele era diretor na área comercial, então dificuldade de de fazer essa parte do comercial, de estar com pessoas, enfim. diretor, diretor comercial com medo de ser, >> diretor comercial de um banco. >> E ele chegou com essa questão da timidez e >> ser do Bradesco. >> Ah, isso aí vai
dar merda. Isso aí tem que cortar. É. >> E aí ele chegou com a questão e aí durante o o >> o encaminhar da terapia dele, nós chegamos à conclusão e depois fechamos com o psiquiatra que ele era ele tinha um transtorno de espectro autista nível Um. Qual que era a maior característica dele? Ele tinha uma, não é que ele não fazia, ele fazia, ele entregava resultado, tava tudo bem, mas ele sofria muito para socializar, porque é um sofrimento gigantesco. O transtorno de espectro autista, ele não é uma doença, ele é uma forma de funcionamento
de hardware diferente. Então você imagina um Windows e um Mac, são sistemas operacionais, um iOS, totalmente diferentes. Então o autista Ele funciona diferente. Então, para nós aqui, isso daqui tá bem tranquilo, tá aqui. Para ele, isso daqui é um trampo, isso daqui é um sofrimento. A luz incomoda, o olhar das pessoas, não é que ele tá doente, é que o cérebro dele funciona diferente. E o que que é mais sofrido? Porque nós estamos num mundo preparado para típicos e ele é um neuroatípico. Então o nosso mundo foi desenhado para não é pessoas normais, porque o
autista Não é anormal e nem o TDH é anormal, mas eles são neuroatípicos. O funcionamento cerebral deles passa por outra instância. É um Android e um iOS. Aí você cata um Android, quer enfiar dentro do iOS, ele não vai funcionar bem porque são sistemas operacionais diferentes. Então ele tem essas questões, ele funciona num outro mode, mas tenta ser mais eh direta nas características e na identificação. São sinais eh que são muito difíceis da gente eh não ter um diagnóstico. Criança faz isso, isso, isso. Tu consegue? >> Sim, são sinais. É importante a gente deixar claro
que são sinais. O diagnóstico quem vai fechar é o profissional. >> Então lá lá na infância alguns já vão apresentar dificuldade relacionada à fala. Ele vai apresentar em geral estereotipias. >> Que que é estereotipia? >> Si, alguma coisa desse tipo. Hiperfoco. Então, geralmente ele vai colecionar alguma coisa ou ele vai ser muito focado em alguma coisa. Então eu tenho criança, por exemplo, que ele ele ele tá lá invocado com o dinossauro. Aí tudo agora para ele é dinossauro. Daqui a pouco é carrinho de Fórmula 1 e é tudo carrinho de Fórmula um. Então, quando ele
tá hiperfocado, ele tá muito naquilo. Eh, às vezes necessidade de vocalização, então faz algum barulho, alguma coisa Parecida com isso. Eh, as alguns autistas também têm uma questão de andar na pontinha do pé, então ele não vai colocar o pé inteiro no chão, em geral em crianças. Ele vai andar mais na pontinha do pé. Ele vai apresentar um transtorno de ansiedade importante até por ele ser neuroatípico e o mundo ser típico. Então ele é uma criança mais ansiosa. Dificuldade de socialização, timidez extrema, mas não é uma timidez natural minha e Sua. É uma timidez de
sofrer, de sair, de chorar, de gritar, de não querer estar. >> Mulheres sem pai tem mais transtorno. >> É uma afirmação forte. Mulher sem pai tem mais. Eu eu vi uma questão eh nas redes sociais sobre isso, um vídeo com bastante visualização e eu queria eh tirar essa dúvida. >> A natureza ela não erra, Ferre, como diz o meu psicólogo que é ateu, a natureza não erra. Ele, eu chamaria de Deus, ele Chama de natureza. Se a natureza nos deu pai e mãe, é porque os dois são necessários paraa nossa estrutura psíquica. De novo, a
infância é a estrutura ação da vida adulta. Eles são necessários, imprescindíveis. Se não tiver, vai ser doente. Não. Quem afirma isso passa por a ignorância, porque aí nós temos famílias disfuncionais, nós temos famílias eh diferentes com dois homens ou com duas mulheres, nós temos pessoas que perdem o Pai na infância ou que o pai não assumiu ou que o pai foi embora. Aí nós estaríamos condenando milhares de pessoas a um diagnóstico. Então, mulheres sem o pai t mais transtorno. Não é que tem mais transtorno, pode até ter uma propensão maior a ter mais transtorno. Eu
prefiro chamar de uma propensão maior. Que tipo de transtorno? Carências afetivas, dificuldade de relacionamento, dificuldade com o masculino em si, dificuldade com a sua Própria feminilidade. Aí esse leque vai abrir bastante. Posso afirmar que elas têm mais transtorno? Não, mas eu posso afirmar que o pai é uma necessidade na estruturação psíquica. O Freud vai dizer que é muito necessário introjetar o masculino e o feminino. Precisa ser o pai? Não. Tem gente que é criado com avô. Tem gente que tinha um vizinho que era referência masculina. O pai morreu, mas o vizinho para ela era uma
referência masculina. Então é importante Ter referência feminina e masculina. Alguém que te conte ou que te dê a forminha do masculino e do feminino, como que essa referência vai vir aí? Ela pode vir das mais diversas formas. Não dá para falar que mulher que não tem pai tem mais transtorno. >> Se fala que você conhece uma pessoa de verdade quando eh toca no bolso, né? Como é que é essa questão das como que o dinheiro impacta a a mente das pessoas, né? Qual que é Essa relação assim? Onde que tá um uma onde que tá
essa relação entre o mental e o financeiro? Essa é uma das coisas que a gente viu no doutorado, né, que é a área de status no nosso cérebro. Incrivelmente existe uma área de status que aparece em exames de imagem. Então você coloca imagens para homens, né? Para mulheres é de bolsa, de outras coisas, mas para homens de uma Ferrari, de uma Porsche, e você vê algumas áreas específicas no cérebro Sendo hiperativadas. Ou seja, a questão do status, do dinheiro, do poder, ele está inclusive anatomicamente com neuromarcadores dentro de nós. >> Mas isso em todos, porque
eu não tenho isso, >> coitado. >> Não tenho, não tem esse negócio de bate bens e tal. Não, eu não pega em mim, mas >> um numerozinho na tela. >> Ah, sim. É. Tudo bem. >> É sobre isso. >> O dinheiro ele não tem a ver com coisas em si, que foi bom até você falar de você. Não é sobre o carro, a casa maravilhosa, é sobre poder, é sobre sucesso, é sobre ser bem-sucedido. É isso que essa área do cérebro atua, né? Mostra. Então, o dinheiro ele atua na nossa mente nessa perspectiva. O dinheiro
ele atua no sentido de que ele te traz ou pode te trazer um poder e uma Forma de performar na sociedade diferente. E aí ele acaba atuando dentro das suas emoções também, né? Eh, imagina alguém que não tinha dinheiro, de repente e ganha na mega cena, como é que essa pessoa começa a ser tratada? tudo >> nos restaurantes entre os familiares. Então, pega alguém entrar no sei lá, no terraço Itália hoje, pobre, sujo ou de alguma coisa desse tipo e alguém bem vestido que parece ter dinheiro. Ele vai ser tratado Absolutamente diferente. Então, o dinheiro
ele tem a ver com status e com poder. E isso acaba atuando muito na nossa mente, né? Porque isso nos nos segmenta em termos de sociedade, isso me coloca em alguns lugares e me tira de alguns lugares e isso vai mexer claramente com a nossa cabeça. >> Você acha que elementos eh culturais eh tem relação com essa questão? Se a gente percebe, percebe que tem elementos culturais diferentes, eh, estereótipos De pessoas que são, por exemplo, ultraemediatistas com dinheiro, né? No caso, por exemplo, do mercado financeiro, quero ganhar muito rápido, quero fazer operações muito curtas, eh,
muita alavancagem. Eh, já tem outras pessoas que são mais razoáveis, não quero proteger, quero ter esse longo prazo. O que que essa essa aptidão ou vontade por risco, perfil de risco com relação aos investimentos, a à vida financeira da pessoa? Eh, da onde Que isso vem na mente da pessoa especificamente? É, é mais cultural, é mais de ver. Mas >> isso é isso é de personalidade. Você tava falando como que a gente conhece uma pessoa. A gente não conhece uma pessoa pela forma com que ela age. A gente conhece uma pessoa pela forma com que
ela reage. Essa você pode guardar paraa vida. Você quer identificar uma pessoa, perceba as reações dela, não as ações. As nossas ações, elas são Pensadas. Então eu vou lá no Ferre, eu vou fazer o podcast, vai ser assim, eu tenho um personagem a performar, mas de repente ocorre alguma coisa absolutamente inédita aqui. Entra alguém, grita, sei lá, um ladrão ou vocês me tratam mal, o que eu vou fazer com isso? Essa é Andreia. Essa é Andreia. A Andreia que age não é Andreia que reage. Andreia que age é um ator criado, como todos nós temos,
performance. Isso não é ruim. a mãe, o Profissional, o policial, a terapeuta, o consultor financeiro, são personas que a gente desenvolve durante o dia. Eu, de verdade, sou a pessoa que reage. A pessoa que tem esse perfil eh mais agressivo, mais conservador, até em relação a dinheiro, isso tem a ver com personalidade, porque nós estamos falando é de reação, não é de ação. Porque quando você você vai chegar lá no final do funil desse cara, você vai perceber que é a reação dele, não é Ação. Porque a ação é aquilo que você desenha e diz
assim: "Olha, o melhor investimento é por aqui". >> Uhum. Mas ele reage, não, eu quero por aqui porque eu quero menos tempo, com mais alavancagem dali para frente. Essa é a reação. Você pode ter certeza que ele vai ter esse perfil na vida com tudo. Com tudo. É por isso é aquilo que eu falei, eh, se você não entende de pessoas, você não entende de negócio. Hoje o ativo mais caro é conhecimento Humano. Você quer ter um bom gestor, ele precisa entender muito de gente. Por que que entender de negócios é imprescindível entender de gente?
Porque cliente é gente, funcionário é gente, CEO é gente, todo mundo que tá envolvido num negócio, num empresa é gente. Então você não entende nada de negócio você não entender de gente. No mercado financeiro você vai perceber que esses caras que querem investimentos mais agressivos são pessoas extremamente Ansiosas. Tô errada. >> Tem tem um pouco de relação. >> Pode ser uma correlação. Sim, >> começa a perceber >> positiva e não desprezível. >> Começa a perceber. Deixa eu te perguntar, eh, o que o excesso de telas causar, eh, em uma criança? N problemas. Hoje nós já
temos transtorno psiquiátrico por excesso de tela. Tem crianças já que demonstram vício em tela, eh abstinência por ausência de tela, ficam mais agitadas com o uso de telas e daí para frente. Essa discussão ela é extremamente ampla. Primeira questão neurológica e toda a hiperativação que nós vamos ter ali de amídla e daí paraa frente as anatomias do cérebro. Então a primeira coisa é fisiológica. as telas elas vão provocar a partir do que tá sendo mostrado várias hiperativações que vão prejudicar Fisiologicamente esse cérebro. Depois os conteúdos, né? Então o excesso de tela, eu tô sempre abrindo
essa tela para algum lugar e para algum conteúdo. Jogos online, ele vai trazer uma série de problemas. Ele coloca a criança primeiro hiperativada. Depois ele coloca a criança muito susceptível num ambiente onde ela não está segura, onde ela pode estar sujeita a pedofilia, a desafios que coloquem a vida dela em risco e daí paraa frente. Então, o excesso de tela, Ele é sempre um problema. O a tela precisa ser usada com equilíbrio e com supervisão. Uma criança não está pronta para usar tela sem supervisão. Colocar uma criança diante de um celular sem supervisão é colocar
uma criança de 5 anos na praça da Sé e virar as costas. Ela está sujeita a tudo que tá acontecendo ali. É exatamente a mesma analogia. Eu tenho uma amiga que o filho dela jogava jogos online. Lá tinha um Desafio, o desafio foi sugerido, ela entra no quarto, o menino está com cinto amarrado no pescoço, não deu tempo de fazer mais nada. Infelizmente ele teve um enforcamento e faleceu com 13 anos. Então é é um problema. Hoje 64 milhões de pessoas dia dia estão no Minecraft, no Fortnite e no Roblox. 64 milhões de pessoas dia.
Pesquisas da Interpol mostram que pelo menos 1000 casos de pedofilia dia são encontrados dentro dessa plataforma no que eles conseguem Encontrar. Aonde existe excesso de criança e excesso de adolescente, tem predador digital, tem gente disposta a fazer coisa que não presta. Então, tela. Criança tem que brincar, criança tem que subir em árvore, criança tem que quebrar o braço. Hoje, outro dia, eu falava isso num num num amigo meu que é ortopedista, ele brincava: "André, sabia que o o o atualmente e ele é dono de um hospital ortopédico, lá só trabalha com questões de ortopedia". "André,
sabe que tem mais De dois anos que eu não compro gesso?" Falei: "Sério?" Falei: "É sério mesmo? Não tem gesso. Se chegar aqui alguém com o braço quebrado, eu tenho que mandar buscar." Mas por que que você não tem gesso? Porque ninguém, criança não quebra mais o braço, nem a perna, nem o dedo, porque a criança fica no videogame. Criança tem que voltar a quebrar braço. A gente precisa reencontrar menino com gesso, com dente quebrado, com o dedo, o dedão arrancado Da cabeça do dedo. Criança precisa brincar, inclusive fisiologicamente, para desenvolver musculatura, para que a
musculatura fique mais longa, para que a fibra muscular cresça, para que as articulações se desenvolvam melhor, para que ele possa aprender a resolver problemas complexos, para que ele possa aprender a socializar, para que ele possa aprender a lidar com a dor. O computador e a tela, ela faz um mundo simulado. O computador você não machuca, Você morre, mas você renasce, você conversa anonimamente com as pessoas e fala absurdos e não é penalizado por isso. O computador ou a tela, computador, televisão, celular, ele simula um mundo que não é real e aí as crianças crescem num
mundo virtual e aí elas não estão preparadas pro mundo real. Aí você vê aquele cara com 30 anos que conversa com a moça dois meses pelo celular, mas a hora que ela quer um date, um encontro ao vivo, ele não Consegue porque ele é o cara no aplicativo, mas ele não consegue conversar, manter um diálogo com a mulher, porque ele viveu no simulacro. Como que a gente identifica uma criança que precisa de uma intervenção médica, eh, de um comportamento infantil normal? >> Boa pergunta. Como identificar uma criança que precisa de uma intervenção médica? Você tá
falando de saúde mental? É duas questões importantes em criança que precisam de intervenção. Primeiro, Ansiedade. Segundo, depressão. Então, talvez sejam as duas únicas possibilidades de atenção para uma criança. Crianças deprimidas são raras. A criança tem a alegria por essência. Perceba que uma criança ela não caminha, ela saltita. Olha uma criança andando na rua, a coisinha mais bonitinha do mundo. Eles pulam parecendo um coelhinho. >> Sim. Depois a gente vai crescendo e vai aterrando, vai pondo o pé no chão. A Criança tem alegria por essência. Criança deprimido é muito raro. E quando tem é por problema
dos outros. Raramente é por problema dela. As pessoas me perguntavam em consultório, você atende criança? Não atendo. Por que você não gosta de criança? Amo criança. É porque em geral criança nunca é o problema. sempre o problema relacionado à família ou ao entorno. Criança não chega no consultório deprimida por porque ela tá questionando sobre o sentido da vida. Então, o primeiro sinal, Ferre, é a depressão. O que que é a depressão? A depressão é um sentimento de ausência de sentido, de tristeza, prolongado por mais de duas semanas, sem um objeto específico. Menino tá tristinho porque
perdeu a vó, tá tudo certo. Menino tá triste do nada e isso se prolonga. já tem mais de duas semanas, três, quatro, um mês, não tem um objeto específico, não aconteceu nada, mas ele denota uma tristeza, uma ausência de planos, uma Ausência de sonhos, não quer brincar, não quer se relacionar. Isso, red flag, acende aí um sinal pra gente. Essa criança pode estar com transtorno depressivo, é importante levar um profissional de saúde. Segundo, ansiedade. Já ansiedade, infelizmente, já é uma coisa muito mais comum da gente ver nas crianças. As crianças, elas já estão ansiosas da
barriga. Parece que elas já nascem ansiosas. Mas por que que Elas estão ansiosas? Porque os pais estão ansiosos. Ah, eu falo isso. Outro dia até falei muito sobre isso, que era uma época que eu tava falando muito de ansiedade. Nós nascemos, nós temos dois sistemas no nosso cérebro, o simpático e o parassimpático. O parassimpático é o da calma, é o zen, é o que nós deveríamos estar durante todo o dia, um avião decolando, tranquilo, decola, pousa, tudo certo. Mas lá tem escrito: "Caso ocorra algum problema, quebre essa manivela, quebre a janela". Aquele é o sistema
de urgência do avião. Vai cair máscara, vai despressurizar cabine e o diabo A4. Um monte de coisa vai acontecer ali. É o sistema simpático, é o sistema de urgência do avião. O parassimpático é o sistema normal do avião. Graças a Deus, eu já fiz milhares de voos, nunca vi ninguém quebrando trem, despressurizando. Graças a Deus comigo Nunca aconteceu. Que que eu estou querendo dizer? Que o normal de um avião é voar bem, voo de cruzeiro, sem nenhuma intercorrência. O anormal é o sistema de urgência do avião. Nós nascemos e deveríamos permanecer no parassimpático, que é
o sistema que nos deixa bem, tranquilos, trabalhando, com a respiração tranquila, sonhando, vivendo. O simpático é o nosso sistema de urgência. Chegou um ladrão, pôs um revólver, você tá no carro com a sua Esposa, você precisa reagir rápido. Ou você vai acelerar, ou você vai ficar tranquilo, você vai acalmar todo mundo, ou aconteceu um negócio, você foi pro lugar, capotou o carro, você precisa tirar as pessoas de dentro do carro, chamar o SAMU, esse é a urgência, esse é o simpático. Ali ocorre uma descarga de cortisol, de adrenalina, enfim. Só que o que que tá
acontecendo? Nós estamos vivendo no simpático, que é ansiedade. Eu vivo em estado de Emergência o tempo todo, como se alguma coisa tivesse para acontecer. alguma coisa muito séria e muito grave. Esse é o transtorno de ansiedade. Eu tô o tempo todo com muito cortisol, com muita adrenalina dali pra frente. As crianças já estão ficando ansiosas da barriga porque os pais já estão ansiosos. Essa criança já nasce, com muito pouco tempo, ela começa a desenvolver um sintoma de ansiedade. Doutora, quais são os sintomas de Ansiedade? Oncofagia, morder unha é sintoma de ansiedade. Arrancar pedacinho o tempo
todo de cutícula é sintoma de ansiedade, dificuldade para dormir, eh, excesso de peso, come demais e você percebe que não é por fome. É uma fome que é uma fome emocional. >> Todo gordo é ansioso. >> Todo gordo é ansioso. Boa pergunta. Eu diria que e todo jogar todo mundo no mesmo buraco é muito difícil. A maioria Das pessoas obesas têm um transtorno de ansiedade importante. A fome natural ela não engorda, que a gente come para existir e sobreviver. A gente não come para engordar. A gente não come por excesso. Se nós não fôssemos ansiosos,
eu chegaria em qualquer lugar e eu tomaria três taças de vinho. Seria maravilhoso. Eu já provei o vinho, eu já senti prazer, eu já matei a minha vontade e tá tudo certo, mas eu vou tomar uma garrafa e eu vou tomar a Segunda. E se você me apertar, nós vamos até na terceira. Então o excesso ele não aponta pra saúde, ele aponta pro desequilíbrio. Então em geral a grande maioria das pessoas obesas pode ter um transtorno de ansiedade importante. Doutora, como é que a senhora afirma? >> Zero 100 quantos por cento? >> Pelo menos uns
90. Como que você afirma isso? A maioria, >> você não é gordo, você é só ansioso. >> Ansioso. >> Aí, Aí >> antes das canetinhas, os remédios para emagrecer eram o quê? anciolíticos. Todos os remédios para emagrecer passavam pela linha do ansiolítico. Então, até 2010 emagrecia com ansiolítico. Então, o ansiolítico ele não é anorexígeno, ele não tira a fome e ele nem é sacerógeno, ele não faz ficar cheio. Ele tirava Ansiedade. Hora que tirava ansiedade, as pessoas emagreciam. Então, é visível e comprovado cientificamente que a grande maioria das pessoas engordam também em decorrência de um
transtorno de ansiedade. >> Ô André, a busca incessante por prazer, por estímulos, pode levar a depressão, a tristeza? A busca excessiva de prazer, ela vai levar o vício e aí você vai querer cada vez mais prazer numa dose maior. Isso Passa por todas as perspectivas. A pedofilia nasce da pornografia, só que a pornografia daqui a pouco ela não te satisfaz mais e aí você parte pra ação. A todas as as compulsões elas nascem do vício que só amplia. Todo o vício nasce da necessidade de mais e mais e mais e mais até que eu chego
num lugar que acaba com a minha vida. Então, todas as compulsões elas apontam para esse lugar, pro lugar do excesso, pro lugar onde eu onde eu vou chegando e que Eu preciso cada vez de mais estímulo. Então, dopamina, eu tenho uma dose de dopamina. Vou vou entrar, vou no exemplo aí, por exemplo, da pornografia. Eu tenho uma dose de dopamina importante com a pornografia e aí eu quero cada vez mais estímulos e coisas diferentes e coisas diferentes e coisas diferentes e eu vou ampliando isso porque o meu cérebro vicia naquele platô de dopamina e agora
eu preciso de uma dose maior e mais rápida e aí ele vicia naquele platô E agora eu preciso subir. Isso vai acontecer com o craque, vai acontecer com a cocaína, vai acontecer com a pornografia, vai acontecer com todas as compulsões em geral. A indústria farmacêutica tem interesse econômico em crianças medicadas mais cedo? >> Com certeza. >> Quanto antes eu ganho cliente, eu tenho uma vida longa para esse cliente dentro da curva gigante. Se você pegar um Cliente seu aí do do do investimento financeiro, é mais rentável para você que ele fique na sua carteira um
ano ou 12? >> 12. Pronto. Quanto antes eu pego a a o o cliente, mais tempo de extensão eu tenho. Você acredita de verdade que um menino que começa a tomar ritalina ou venvância ali com 10, 12 anos, algum dia ele vai se livrar de alguma alguma substância química? Dificilmente. O cérebro até os 18 nem formado está. O nosso cérebro anatomicamente só conclui a sua formação entre os 18 e os 21. Aí eu coloco substâncias que vão mudar inclusive a formação do meu cérebro, a anatomia do meu cérebro. E você acha de verdade que em
algum momento você consegue se livrar disso? Você vai ter uma dependência, você vai ter uma alteração fisiológica e uma dependência emocional e psicológica gigantesca. Tem gente que não faz mais reunião se não Tomar vemvância. Tem gente que não faz mais sexo se não tomar eh tadalafila. Tem gente de 18 anos, 21 anos que não faz mais sexo se não tomar tadalafila, porque começou a tomar tadalafila com 14. Esquece, quanto antes você está sujeito à substância, mais cedo e mais vida longa a indústria tem esse cliente. >> Excesso de amor pros filhos é bom ou ruim?
>> Excesso de amor é ruim. Eh, todo excesso é ruim. Todo excesso esconde uma falta. Se você ama demais, você ama demais por quê? Que que tá faltando para você e porque você tá se derramando tanto em amor assim? Em geral, os pais que amam demais, eles querem compensar uma necessidade de amor que eles não tiveram. Então, eles amam em excesso e transformam esse amor em ações, presentes, estímulos, elogios em excesso para cobrir a própria falta. Eu Digo que nó a geração dos nossos pais, eles queriam ser respeitados, eles não queriam ser amados. Como consequência,
eles eram amados, porque só se ama a quem se respeita. A nossa geração quer ser amada pelos nossos filhos. Somos uma geração de pais carentes e aí ao amarmos em excesso, estragamos. Ser amado em excesso faz tão mal quanto não ser. Que que é mais? Eh, tô tentando adaptar nossa pergunta Clássica. >> Não pode fazer, faz a faz a clássica. >> O que que é melhor? Dinheiro ou poder? >> Não, o que que é mais atraente? Poder ou dinheiro? >> Para mim? >> Claro. >> Dinheiro >> e pra mente humana. Eu não sei das outras
mentes, mas poder, que que você vai fazer com poder? >> Quantos por cento da população tu acha Que tem a síndrome de Daning Krueger? >> Que que é síndrome de Daning Krueger? >> Quer aí? É que eu tenho bastante cliente que tem esse problema. Eh, lê aí para ela que é. Não sei >> não. Bota no Google, cara. Não tem aí na pauta. >> Eh, >> sinceríssimo, né? Como eh tratar a insegurança? >> Como tratar a insegurança? >> É >> tratando a autoestima e tratando o autoconhecimento. Pessoas inseguras são pessoas que não se conhecem. Quando
você sabe quem você é e o potencial que você tem, você não é inseguro. Você só é inseguro porque você não sabe quem você é e você não sabe o potencial que você tem. >> A síndrome de Daning Krueger é uma um viés cognitivo identificado por psicólogos David Danny em Justin Krueger em 1999. escreve a tendência de pessoas Com baixo nível de conhecimento ou habilidade em uma área superestimarem a sua própria competência nesse assunto. >> Nossa, eu já tinha lido a respeito. É o que mais tem atualmente, né? >> Nossa, mercado financeiro tem muito. Pergunta,
qual que foi sua pergunta? >> Quantos por cento da população tem essa síndrome? >> Ah, na atualidade com redes sociais, eu acho que quase todo mundo, >> as especialistas de corte de >> O povo é muito engraçado. O povo diz: "Não que não deva". Eu acho até que deve sim, mas tem pessoas que vão discutir psicanálise comigo na rede social ou saúde mental que eu vou lá no perfil para ver quem é, para falar: "Nossa, mas não é possível, essa pessoa não tá falando isso para mim não". >> Usualmente é gordo. Deixa eu te perguntar,
famílias desestruturadas afetam o sucesso profissional de alguém? >> Com certeza. Famílias desestruturadas afetam tudo. 75% das pessoas que estão no complexo, nos complexos penais, eu adoro número, vem de famílias desestruturadas, 75. >> Então, se você quer ferrar a sua família, já sabe, a dica tá aqui. >> É, ué, a família é a base, né? E aí chama-se de família, é cada um a sua perspectiva. Quem sou eu para dizer o que é família? Família são as suas multiformes manifestações, mas a família ela é a base da sociedade. É ali que Você simula todos os cenários.
É ali que você, eu brinco que irmão, quem não tem irmão tá perdendo, porque irmão te ensina como se ferrar na vida e como lutar contra as adversidades, que os seus irmãos são seus primeiros adversários, é os que mais criam problema de sua vida. Dali paraa frente você aprende a fazer isso com outras possibilidades. A família, ela é a simulação da vida real, ela é o cenário da vida real. É na família que a gente Aprende autoridade, é na família que a gente aprende ordem, é na família que a gente aprende hierarquia. Filho que não
obedece pai e mãe vai ser um terror na empresa, vai causar problema para líder, para supervisor, vai ser uma droga. Eu, se eu pudesse, eu sou muito metida, né, no melhor sentido dessa palavra, eu revolucionaria o recrutamento de seleção. Eu ia fazer outras perguntas absolutamente disruptivas. pela sua resposta, eu já ia Falar: "Esquece, eu já fui gerente de universidade corporativa. O que você erra na contratação você não conserta com treinamento. Esquece. Tem que ser bem contratado. Para ser bem contratado, nós deveríamos fazer umas perguntas absolutamente disruptivas. Como é que você trata seu pai? Que que
você gosta de comer? Se lá na sua casa você chegar à noite, não tiver janta, como é que você reage? Ah, eu penso Já não contrata. frouxo. Daí pra frente vai fazer um ovo, vai fritar um bife, vai abrir um pão, vai fazer. Tá com 12 anos, tá dentro do quarto com ar condicionado ligado, pedindo iFood 24 horas por dia, não sabe dar um tapa no pão de queijo, não sabe pôr um pão de queijo passar, tá doido? Você acha que aqui dentro da sua empresa que ele vai performar bem? Ele não obedece o pai
dele. Ele peita o pai dele. Você acha que ele não vai te Peitar como líder? Você acha que ele vai te obedecer? Na casa dele ele não sabe o que que é hierarquia? Você acha que é aqui que ele vai saber? Esquece. na casa dele, ele acorda a hora que ele quer, ele faz o que ele quer, ele é que manda. Você acha que ele vai se subjulgar alguém? Meu pai era policial militar, era engraçadíssimo. Podia ser qualquer dia, podia ser Natal. 8 horas ele abria a janela, cutucava a gente, arrancava coberta. Carinhoso para caramba.
Acorda, Falava: "Pai, mas hoje é Natal, cama é pouso, não é morada. Pode levantar, pai, mas hoje é domingo, nós vamos fazer o quê?" Não sei não. Inventa, inventa, mas ficar deitado na cama não vai não. Ah, varreu o quintal. Vai caçar um trem, vai ajudar sua mãe, vai brigar, vai caçar um trem para vocês fazer, mas ficar deitado. A gente cunha um ser humano é na família, é nos primeiros anos. Se você não fez isso, esquece. Tem uns homens que eu vejo andando na Rua, eu sou, como diz a a Bia, né, Dra. Ana
Beatriz, eu sou uma voier de ser humano. Eu adoro ficar sentada olhando as pessoas assim do nada. Tem uns homens andando na rua que eu vejo só pelo jeito de andar, falo: "Hum, vai virar nada disso aí não". frouxo, mole, tudo mole, com a calça mole, com cinto mole, sem cinto, andando de qualquer jeito. E não, firma, firma coluna, senta direito, come direito, isso tudo a gente Aprende em casa. Cala a boca que quem manda sou eu. Não vai, não vai. Por quê? Porque não. >> Cala a boca. Eu gosto. Essa é boa. >> Eu
amo cala a boca. Amo mandar cala a boca, menino. Eu acho perfeito mandar cala boca. >> É, é. É. Hoje em dia tem uma doença eh forte nas redes sociais que tá pegando da juventude a comparação. Queria que tu falasse um pouco sobre isso. As pessoas elas estão doentes por causa da Comparação. >> Só existe comparação quando eu tenho algo para comparar. Isso é o fenômeno das redes sociais. Tem um mestrado de uma psicóloga da Unicamp que ela mostra o advento das redes sociais e como aumentou a depressão das pessoas. Porque você tá lá, você
formou, você formou em direito e aí tem seis meses, você tá lutando para fazer seu escritório, tirar sua OAB e seu amigo posta lá na Áustria num congresso de direita e não sei o Quê, e ele posta o risoto e ele posta e eu sei comendo arroz com feijão. E aí você começa a se comparar e ali você começa a criar um abismo dentro de você. tá todo mundo se dando bem, só eu que tô ferrado. Então, a rede social ela permite esta comparação porque ela abre uma janela de um mundo diante de mim. Então,
eu vou pegar ali mulheres da minha idade, 48 a 50 anos. Aí eu eu vou seguir aquela bolha, aí eu vejo aquelas mulheres viajando, eu vejo os maridos Delas maravilhosos. >> Aproveito para fazer um um convite formal a Silvia Braasa aqui, porque eu gostaria de morar na vida da Silvia Bras. Que vida, >> não é? Então tem algumas vidas que >> não é >> alguns quem é Silvia Braço chama infletadora. >> Tem alguns maridos perfeitos com os corpos maravilhosos daí paraa frente aí você vai fazendo comparação. Se a gente Não tem comparação, se você não
tem referência, não tem comparação. >> E às vezes a própria conquista da pessoa eh acaba parecendo menor, né? Então assim, a pessoa, nunca viajou, daí p vai pro Rio de Janeiro, super legal. Quando daí elá entra no Instagram, tem alguém, tá na Itália, depois caramba, >> eu até 7 anos de vida, eu era a pessoa mais feliz do mundo. >> Nós morávamos num bairro em Uberlândia, Que era uma fazenda. Essa fazenda foi loteada e meu pai comprou o primeiro terreno, diga-se periferia, favela de Uberlândia. E nós morávamos lá e nós, seis filhos, brincávamos, comíamos o
que plantavam no quintal. Então, tinha dia que era arroz com couve, aí na época da cenoura, na horta era só cenoura, na época da beterraba era só beterraba. E a gente brincava, tinha fruto no quintal e fazia, acontecia e éramos muito felizes. Um dia minha mãe foi me matricular na Escola e a diretora fez lá um teste, falou com a minha mãe, falou: "Dona Maria, ela é muito inteligente, é uma dóssora colocar ela em escola de periferia, matricula ela na escola do centro, tinha essa estigma lá o estudo é mais forte, vai ser muito melhor,
ela vai se desenvolver bem". Ali começa a minha tristeza. E é real isso que eu tô falando. Isso não é um, is não tô criando um cenário não. Porque no dia que eu entrei na escola do centro da Cidade de Uberlândia, eu descobri por comparação que eu era pobre e que eu não era tão feliz quanto eu imaginava. Então a os meus colegas tinham brinquedos fantásticos que eu não tinha. Os meus colegas iam pra praia todo final de ano. Os pais dos meus colegas buscavam eles de carro e eu ia a pé. Os pais dos
meus colegas tinham tênis e eu ia de chinelo. Eu não comprava livro e todo mundo tinha livro e a professora dava aula para quem tinha livro, não era para quem não tinha Livro. E as mochilas eram mochilas maravilhosas e a minha era um saco, um embornal. Ali por comparação, eu descobro que eu sou pobre. Eu nunca esqueço de uma professora de francês. Nunca esqueço. Eu falo que eu fiquei fluente em francês por trauma. A professora tava lá ensinando francês e aí ela falou que queria uma mochila, que era para alguém pegar uma mochila que ela
ensinar a falar mochila em francês. E eu peguei o meu embornal. Sabe o que é Embornal? >> Não. >> É uma sacola quadrada. Minha mãe pegava resto de calça jeans. Minha mãe era costureira. Costurava uma sacola quadrada e punha um uma cordinha de jeans. >> Uma ecobag. >> É tipo um ecobag de hoje, só que feita de roupas velhas. >> A tua mãe que criou esse conceito. >> Minha mãe se tivesse, fosse Empreendedora, eu tava rica. Minha mãe fazia esse imbornal e era naquilo que a gente punha o material escolar. E aí a professora falou:
"Quem tem uma mochila para eu ensinar a palavra mochila em francês?" E eu pego e entrego meu embornal. Aí ela levanta o embornal na frente da sala e fala: "Que que s?" Aí todo mundo, uma mochila. Ela fala: "Não, sé and sac". >> Isso é um saco. Até ali eu achava que eu tinha uma mochila. Naquele dia eu Descobri que eu carregava meu material escolar no saco. Para que toda essa história? para te contar que a gente a gente só é infeliz porque a gente tem aonde comparar. A o inverso vale também. Então, em vez
de comparar para cima, compara para baixo. 90% dos brasileiros ganham 90% dos brasileiros ganham menos que R$.800 por mês. Nós fazemos parte dos 10% mais ricos. 72% fazem apenas uma refeição por dia. Se Você faz mais de uma, você participa dos 30% mais ricos. Então, quer comparar? Compara para baixo. Olha quem tem uma vida mais simples que a sua, que essa comparação, em vez de te adoecer, vai te elevar. Isso chama princípio de realidade. Às vezes os meus filhos reclamam e às vezes até eu reclamo. Hoje eu estava na correria toda da minha vida e
entrando no elevador eu dei uma respirada. E falei: "Deus, eu não tenho por reclamar, eu só tenho porque te Agradecer. Sobra trabalho, sobra oportunidade. Eu preciso olhar para baixo. Se eu olhar para cima, vai ter sempre alguém melhor que eu." E talvez essa vida aí que a gente fica comparando nem seja tão boa assim. Vai lá viver dentro daquela vida da internet para ver se ela é boa. >> Super proteção dos filhos é bom ou ruim? >> É péssimo. Você cria pessoas frágeis. A super proteção ela fragiliza. O filho Precisa ser protegido, não super protegido.
André, como eu sei o limite? Tudo que ele pode já fazer sozinho por ele, ele tem que fazer. Se ele já sabe amarrar o tênis, ele precisa amarrar. Não é a mamãe dele que tem que amarrar. Se ele já sabe comer sozinho, ele precisa comer sozinho. Não é a mamãe dele que tem que dar comida na boquinha dele. Se ele já sabe escolher a roupa e daí pra frente. Eh, super proteção é diferente de subordinação. Subordinação É estar subordenado ou debaixo da ordem. E eu vou tirando da ordem à medida que ele sabe ordenar-se sozinho.
Então, ele já sabe se comportar. Então, quem ordena sobre isso é ele. Ele já sabe escolher a roupa. Quem quando eu hiper protejo, eu não enxergo esse time. E aí eu tenho homem de 30 anos que ainda liga pra mãe e pergunta: "Mãe, eu vou levar minha esposa para jantar. Onde eu levo? Mãe, eu vou pôr uma reunião, que roupa coloco?" Essa época na vida dele já Deveria ter passado há muito tempo. Então, são pessoas fragilizadas e hiper protegidas. Troque a super proteção pela subordinação. Subordinação é deixar ir ordenando-se por si mesmo até o momento
em que você como pai não precisa mais ordenar. Pai e mãe bom é pai e mãe que se torna inútil. >> A gente tá eh segundo os dados do Banco Central eh o os jogos estão consumindo cerca de 40 bilhões eh por mês do da população brasileira. Eu queria que tu Comentasse eh sobre essa pandemia, que literalmente é uma pandemia dos cassinos online, dos bets, >> das bets >> e que ninguém faz nada, né? Essa é a questão, né? E quem é que vai fazer alguma coisa, né? De novo, é a vulnerabilidade das pessoas, né?
E esse número vem muito do das bolsas, né? Bolsas família e daí paraa frente, né? pessoas que estão investindo dinheiro, que seria pro pro mínimo da sua Subsistência em situações de jogos. Tudo tem a ver o o o Ferre com a promessa que é vendida, né? A forma com que isso é prometido. Pessoas em situação de vulnerabilidade são muito são presas muito fáceis. Olha aí o exemplo do que aconteceu com o Ítalo. Pais em situações de vulnerabilidade que colocavam seus filhos para receber em troca uma pensão lá mensal. Pessoas em situação de vulnerabilidade, elas caem
muito fácil num discurso de ganho Fácil, de facilidades e daí para frente. Somado a isso, pessoas vulneráveis têm uma também uma facilidade de desenvolver vícios, então sejam eles em drogas, em bebidas ou em jogos. Então, isso tudo fala a respeito da alma da pessoa, de como ela está. E aí vem o oportunismo, vem as situações, as as os grandes monopólios desse tipo de situação e abusa disso. Isso lá na Roma Antiga já existia, a política do pão e circo, né? Eu dou um entretenimento e eu dou o Mínimo e com isso eu vou eh hipnotizando
a pessoa. Eh, grandes líderes são líderes carismáticos. A palavra carisma vem da mesma raiz da palavra hipnose no grego. Hitler tinha todos os defeitos do mundo, mas ele era hipnótico. As pessoas ficavam muito encantadas com o discurso, com tudo que ele criava. Grandes líderes são muito carismáticos porque são muito hipnóticos. Então eles vão propiciar esse tipo de política de pão e circo. Eles vão dar o mínimo, eles vão gerar o Assistencialismo, a dependência, o paternalismo e permitir esse tipo de diversão que não é uma diversão, mas que deixa as pessoas. >> Tu acha que o
Brasil vive de pão e circo? >> Eu passo quase pela certeza. Deixa eh >> vocês estão presentes? >> Eh, sim. Deixa eu só perguntar para finalizar. Eh, não posso falar para finalizar que o Fábio fica louco comigo. Eh, um livro para as pessoas, um livro só para as pessoas entenderem melhor a cabeça humana. Um livro >> para leigos, né? Não, acho que >> para leigos >> os signos e as mulheres. [Risadas] >> Sentido da vida do Víctor Frankel. >> Olha aí, tá aí >> o sentido da vida do Víctor Frankel. E agora sção presente. São
presentes. >> Nós temos patrocinadores aqui no podcast Que presente os nossos não gostou desse episódio, compartilhe nos grupos de WhatsApp, se inscreva no canal. >> Fala, olha que absurdo que essa essas pessoas estão falando aqui. >> Ai, essa foi ótimo. Se você não gostou, compartilha. É ótimo. >> Exato. Porque daí compartilha em todos os grupos de WhatsApp, porque o hater é nosso eh funcionário sem carteira assinada. Temos uma caneca do podcast para você levar, lembrar desse dia que Você teve aqui com a gente. >> Eu adorei a caneca >> aqui, ó. Não, a caneca é
top, pô. >> Tem um kit de churrasco da Minera Futs. >> Nossa, que show. >> Super kit de churrasco que já vem com a carne, inclusive. Então, >> meu Deus, >> já leva o churrasco, já leva a carne que a Minerva F. Sou nada, >> sou carnívoro. >> Ó, então a min >> aqui veganos choram. >> Traz uma kit de churrasco. Um, >> não veio nenhum vegano aqui ainda, né? carne e adapta. >> Então, se você é vegano e tiver relevância na internet, por favor, >> ADAP te dá um ano de acesso às melhores modelos
de inteligência artificial, totalmente gratuito, tudo isso completo >> legal >> dentro da plataforma da Adapta. >> Eu queria agradecer demais a presença da André Vermon aqui. É uma aula, eu vocês, como vocês puderam perceber, são várias dúvidas pessoais aqui que eu tirei, aproveitando só, ela falou cinco vezes a pergunta. Que boa pergunta. Então, para você ver a qualidade aqui do nosso METI. Queria agradecer demais a sua audiência. Esse é o podcast dos formadores de opinião. Cada episódio uma aula. Queria agradecer demais a todo nosso time aqui, Andreia. Muito obrigado. Até o próximo podcast. Eh, o
melhor podcast do Brasil, De longe. Ainda não. Uma hora também em breve o maior podcast do Brasil. Um beijo a todos. >> Muito obrigado, Andrea. Muito obrigado para toda a equipe aqui do podcast e a você que se inscreveu no canal agora, deixou o seu like nesse vídeo pro conteúdo chegar para mais gente. Fechado? Obrigado, gente. Beijo. Obrigado, gente.