Saravale, você continua aqui com a gente e não só o cenário geopolítico traz apreensão ao mercado financeiro dentro aqui do país, no cenário doméstico, a gente tem toda essa situação envolvendo o caso master. até trouxe, né, a transparência internacional, eh, diz que esse caso levanta uma certa apreensão, eh, global, mas a a gente vai vendo, né, cada dia o desdobramento é famoso, cada enchadada é uma minhoca, né, cada coisa que sai, a gente vai ficando cada vez mais boa e aberto. Agora a gente vê uma uma ampliação, né, do do dos tentáculos ali de Daniel Vorcar, inclusive com os ministros do STF, própria no dia da prisão ali com mensagens Alexandre de Moraes.
Ô Sara Val, como que a gente vai tateando, interpretando e até mesmo considerando, né, tudo isso em meio ao nosso cenário doméstico? traz mais prêmio de risco, traz mais apreensão, algo que pode trazer uma precificação diferente ali pro nosso mercado ou não. Qual que é a avaliação, Saravale, em relação a tudo isso que tá acontecendo?
>> Fazendo um um paralelo até com com o conflito aqui no no Irã, né? Parece que o eh não é algo simples, não vai ser resolvido em uma semana e parece que isso a gente só tem notícias, né, que deixando mais preocupações, né? Eh, então a gente lembra agora até da transferência física, né, do antigo sócio Daniel Forcaro do Master Agora para Brasília.
E aí dentro de um contexto que pelo menos a informação que eu tenho até esse momento não foi confirmada, mas existia a possibilidade de ser convidado ali até para participar da CPMI e tinha o contexto, não tá muito distante, tem esse risco de transporte, agora tem essa possibilidade, porque acho que é importante os próximos passos, né, o próprio eh sócio Daniel Volcáo, ele, né, publicamente dá esse depoimento e dá a contextualização, né? Ah, qual que foi, que que foi essa mensagem aqui? Não, em que contexto que tava essa mensagem, qual que é essa mensagem?
Então, dar os próximos passos, né, pra gente ter eh de certa forma, como você bem colocou, né, ah, não ter esse risco sistêmico. E aí, olhando também pro passado, imagina assim que a possibilidade, né, de ter uma ampliação, né, dos direitos, enfim, do FGC para os investidores. Eh, a gente tá falando aqui de aproximadamente 50 bilhões ou até mais de estrago no sistema financeiro, na sociedade, de fraude, corrupção, enfim, né?
Mas quanto que poderia ser? poderia ser 100 bilhões, poderia ser 150 bilhões. Imagina que o estrago poderia ser muito maior, tá?
O que a gente precisa de novo é reforçar que existe um trabalho, principalmente do Banco Central que foi feito, que foi muito bem feito. É lógico que a gente também precisa sempre separar as maçãs podres dessa CS que podem contaminar, né? Infelizmente.
E a gente tem um trabalho também sendo feito aí de investigação da Polícia Federal. É isso que a gente precisa sempre valorizar. Agora, lógico que o o sistema financeiro brasileiro, né, no mundial, ele sempre passa por ajuste, necessidade de ter mais auditoria, de ter mais segurança.
E em nenhum momento a gente teve preocupação de contágio de um sistema financeiro nacional. Então continua muito líquido, muito sólido, com muita auditoria. A gente precisa também respeitar e valorizar todos os demais bancos que fazem um trabalho sério, respeitado, né, auditado.
E a gente tem um um trabalho eh muito bem feito aqui no nosso sistema financeiro nacional, no Banco Central, no órgão regulador. É isso que a gente precisa entender. Então nenhum momento teve essa preocupação em relação a um risco sistêmico.
Pelo menos é isso que a gente vem até esse momento. mas precisa continuar a investigação, precisa contextualizar todos os próximos passos e a gente vê também que vai começa a afetar outras empresas, né, outros tentáculos aí dentro da nossa sociedade, né, que continue a investigação, continua os próximos passos, né, e principalmente dando voz a SPMI, né, eh, mas principalmente sistema financeiro. Ah, a gente tem alguns aprendizados dentro desse caso aqui, que alguns deles já são sendo implementados, né, sobretudo aí na alguma leitura em relação a FGC, em relação a fundos de investimento.
Ah, e isso, esses casos são para melhorar, para desenvolver. Esperamos, né, que tenha algum aprendizado aqui, pelo menos uma evolução no nosso sistema financeiro nacional. Professora Vale.
E aí a gente vê que eh muitas pessoas de Brasília, né, parlamentares, eh, presidentes de partido, acabam sendo eh colocados ali nesse, nesse balaio também, né? e e tendo essas relações, até a própria conversa, né, o próprio encontro com o presidente Lula nesse ambiente eleitoral, né, que a gente tá vivendo, volátil, né, instável, com uma série de de pesquisas com rejeição de lado a lado, né, eh, esse vem ser vem ser mais um um um molho aí nesse debate, nessas questões que a gente tá falando e até mesmo pra própria instabilidade, pra própria movimentação mais volátil do mercado, porque, né, efetivamente, se a gente for ver quem quem tá envolvido ou quem estaria envolvido nesse caso, tem muita gente que não deve estar dormindo em Brasília até com a possibilidade de uma nova CPI, né? Não só do INSS, que tá mexendo bastante, não só do crime organizado, mas essa terceira vertente, talvez uma própria CPI do máster em ano eleitoral, que que pode ser do nosso do da nossa vida aqui, do nosso mercado, com tanta coisa acontecendo lá em Brasília.
É, até acho que o o grande eh legado que a gente deixa aqui eh primeiro que a a esse caso sim, ele pode movimentar e até talvez decidir as eleições desse ano de 2026, né? pode ser um caso que tava alguns meses atrás não sendo consensualizado, não sendo colocado na conta, mas ele pode decidir as eleições. E aqui sendo, né, super direto ao ponto, né, a gente sempre fala assim que a a tirar um pouco dessa política, porque potencialmente, né, dentro dessa investigação, a gente tem envolvidos de novo, potencialmente políticos da esquerda, da direita, do centro, né, não existe uma figura, não existe uma defesa de um político, né?
A fraude, infelizmente, continua acontecendo no Brasil. A corrupção continua acontecendo no Brasil. A gente teve casos, né, que a gente, infelizmente, foi reconhecido internacionalmente por conta de fraudes, de corrupção, que a gente não esperava que fosse acontecer.
E a história vai se repetindo, então a gente precisa tirar um pouco disso, né? Potencialmente a gente tem políticos envolvidos, representantes. E acho que aquela sensação também que a gente vai ficando um pouco desgostoso, né, em relação à política no Brasil, é que eles estão lá para nos representar, né?
Eles foram leitos para nos representar. E a hora que você vê realmente, pelo menos as investigações, que eles estão tomando decisões para o seu bem privado, seu, pro seu bem único, né? Ou seja, a famosa frase e olhando pro seu próprio umbigo, ou seja, eles não estão me representando, eles não estão olhando paraa defesa da sociedade, da população, mas estão preocupado com benefício próprio.
E isso que realmente a gente precisa investigar e precisa excluir, né? São todos políticos, né? Espero que não seja, mas a gente precisa excluir, fazer essa investigação e acho que essa percepção, por isso que é muito importante a a eleição, mas esse esse caso certamente a gente eh pode ser decisivo, decisor de eleição para esse ano de 2026, né?
Espero que tenhamos novos desdobramentos, né? Cada vez eh ao se aproximar da das eleições, certamente as pesquisas vão sendo alteradas e vai ser muito impactante eh aí no no final do ano todos os desdobramento em relação ao caso master. Ô Saravale, nesses dois minutinhos que a gente ainda tem, né?
Eh, não dá para também não eh pensar que o estrago podia ser até maior, né? Porque a gente viu o FGC e consumindo ali um uma boa quantidade, né? Eh, bastante 40%, né?
Se não me engano, de todo o toda a reserva do FGC com esse caso Master e claro os seus desdobramentos, não só o Máster, mas outras instituições também. e tinha uma emenda parlamentar, uma emenda a um projeto que de 250 podia chegar a 1 milhão, né? podia ser, podia quebrar o FGC se isso fosse adiante, se tivesse essa movimentação a para poderia ser aí sim, né, causar um risco sistêmico pro nosso mercado.
>> É essa essa justamente acho que esse caso ele fica bem emblemático de que a percepção de que as decisões políticas, pelo menos em relação a esse caso aqui, foi para beneficiar um grupo específico, né? Não foi para beneficiar o investidor, não foi para trazer defesa pro investidor, pelo contrário, você tava potencialmente levando mais risco pro investidor, né? Quantos investidores?
Eu digo investidores, pessoas físicas, mas fundos de pensão, tomaram decisões erradas, conflitadas, cometendo potencialmente crimes, né? Se a gente tivesse de fato essa mudança, iaar um grupo muito pequeno, né? Como o Felipe colocou, a corrupção, a fraude poderia ser potencialmente algumas vezes maior, né?
poderia acelerar esse esse conflito, essa fraude, esse crime. Ah, e a gente começa a ver que realmente os interesses não é um interesse público, é interesse de um grupo privado específico. Então, o alerta, né, que eu deixo pro investidor é justamente isso, tá?
Eh, e a preocupação em relação aos com, eu acho que os os demais banqueiros nesse exato momento, né, é lógico que também tem opinião, enfim, mas acho que uma provocação que eu deixaria aqui é que os demais banqueiros estão de certa forma até quietos nesse momento, porque eles que bancaram também, né, com esse depósito do FGC, bancaram, né, enfim, tiveram seus recursos aí subtraídos, né, roubados, enfim, ah, que foram eles, né, que é o o que acaba sustentando o FGC, né? É lógico que na medida final ali é o próprio correntista que banca isso, mas é um é um resultado, é um patrimônio dos bancos, né, principalmente dos grandes bancos que tiveram de certa forma aí cerca de 50 bilhões ah sumidos, né? Ninguém, nenhum banco certamente gostaria de ter e o FGC sendo utilizado como foi, principalmente dessa forma como foi feita, né?
Vai ficar pra história esse caso como já está ficando, né? >> E tomara que sirva de lição para não acontecer de novo, né? para não repetir essa história.