Oi [Música] boa tarde pessoal queria agradecer né o convite da Embrapa meio-norte para estar aqui hoje tratando do tema da Inovação social falando um pouquinho de como a Embrapa está trabalhando esse tema e as oportunidades que a gente tem esse é um grupo de colegas que esse trabalho não é sozinho né não é só meu nós temos um grupo de colegas trabalhando com mais afinco o tema da Inovação social dentro da Embrapa e eu vou apresentar um pouco então contexto desse trabalho é a primeira o que que é inovação social na primeira entendeu o que
que é inovação tem um gente está falando de perspectivas de desenvolvimento da inovação tecnológica de inovação então a uma uniformização conceitual ela é importante para entender que inovação é uma novidade que gera uma mudança né então a coisas novas não necessariamente são inovações a Inovação ela tem compromisso com a mudança com uma transformação que pode ser tecnológica pode ser processual enfim tem é várias formas de identificar impactos de uma novidade num e não dado o contexto né então um pouquinho de como nós na Embraco estamos trabalhando o portfólio de inovação social é um conjunto de
projetos de inovação que a Embrapa tem tanto de pesquisa quanto de transferência de tecnologia então para nós a Inovação é entendida novo ação social entendido como processos novos introdução de novidades para um determinado público que geram mudanças sustentáveis e econômicas socioculturais e ambientais e institucionais e organizacionais em seus sistemas produtivos sua qualidade de vida e no território a em consonância com isso o um programa de desenvolvimento para a agricultura familiar do Mercosul o processo sur e a junto conosco né desenvolveu esse conceito que orienta não programa multilateral com todos os países que atuam no Mercosul
então eles passarão adotar a partir da nossa perspectiva de inovação social um conceito de inovação para agricultura familiar que se baseia um processo participativo dinâmico continue e de construção coletiva com enfoque multidisciplinar e multidimensional a partir de aprendizagens e integração de conhecimentos em suas Diferentes formas que abordam as particularidades e identidade e cultura da Agricultura isso porque né a para ficar bem claro quando a gente tá se tratando de inovação social a gente não tá tratando de lançar novidades para Qualquer público né a Inovação social ela tem compromisso com um público específico e ela é
parte do processo de construção coletiva dessas novidades e de onde que isso surge isso surge da minha cabeça e sujo da cabeça de um pesquisador onde é que surge o tema da Inovação social gente vem acompanhando ao longo né do desenvolvimento a dos países das Nações automaticamente a partir do momento que a agricultura ela passa da transição de agricultura de subsistência para agricultura produtora em que as relações sociais não são mais só relações de modo de vida mas também de meio de vida essa transformação na agricultura essa entrada da Agricultura nos múltiplos setores industriais nas
mais diferentes é estruturas e organizações no mundo como um todo passa Cianê é de se investir em conhecimento para dominar essa agricultura de maneira que ela possa atender essas demandas e ao investimento ao investir em conhecimento né Mas recentemente de 50 anos para que a gente fala em ciência e tecnologia não investir em conhecimento esse conhecimento ele está relacionado a um modo de entender esse desenvolvimento da Agricultura então no caso do Brasil né Esses são esses são conceitos das agências multilaterais de desenvolvimento a a gente visualiza então que a ciência tecnologia para agricultura no Brasil
a Silvia apresentou mais cedo também a que ficou intitulado como revolução verde o nosso sistema na sua era baseada no nosso sistema de ciência e tecnologia para agricultura era baseada no Sistema Nacional de inovação agrícola né e é isso os pesquisadores detentor de notório saber de conhecimento e de Formação eles sabiam o que era necessário essencialmente os responsáveis por introduzir as novidades no meio Rural seja pelas estratégias de Formação que ele teve seja pelo reconhecimento então era clássica eu pesquiso to transfer his ele adota a o modelo de desenvolvimento da Agricultura era baseado na no
conhecimento concentrado na mão do conhecimento científico da década com abertura à com a popularização do acesso à informação e à conhecimento mais precisamente fim da década de 80 começo da década de 90 até bem pouco tempo atrás a gente avance então para o sistema o conhecimento e inovação agrícola né porque o que foi ficando mais fácil as pessoas procurarem informação que não só dependiam de um ou de uma orientação técnica e aí nós que estamos na academia precisamos começar a reorganizar Nossa estratégia de diálogo com a comunidade é quando a gente começa a trabalhar na
demanda Vamos ouvir a demanda Mas eu continuo sendo o responsável pela transformação da demanda em ciência e tecnologia para alguém consumir então a gente avança de uma perspectiva oferte cita para uma perspectiva de levantamento de demandas até mais recentemente com a ampliação da oferta de a consciência tecnologia não mais só centrada nas instituições sem tecnologia hoje a gente tem investimentos em Ciência e Tecnologia das mais variadas nas mais variadas formas gente avança então para abordagem de inovação agrícola né a abordagem de inovação agrícola para vocês tenham terem uma ideia tem pelo menos de 16 entre
15 e 16 anos que o que o Banco Mundial fez um seminário para tratar dessa perspectiva metodológica de construção de ciência e tecnologia para agricultura né está chegando no Brasil agora é muito recente e isso fora daqui já tem mais de 15 anos trabalhando essa abordagem da Inovação agrícola ela dialoga com princípio da Inovação aberta o princípio da co-criação o princípio da par é de informação e envolvimento dos beneficiários no processo de construção do conhecimento a E aí quando a gente fala de inovação social a gente está falando de inovação para quem a gente tá
a gente Cisa definir com que público a gente tá trabalhando a gente quando fala de agricultura a gente não pode tratar agricultura na perspectiva de uma Indústria né uma linha de montagem a soja que eu tenho no Rio Grande do Sul não é a mesma soja que eu tenho a na sua dinâmica de sistemas de produção da mesma soja que eu voltei lá em Roraima né a estrutura e o funcionamento dessa dinâmica o produto pode até ser o mesmo mas a estrutura e o funcionamento dessa dinâmica ela ela varia do contexto em um dia ela
o contexto territorial onde ela está inserida e os quer dizer que imagina numa agricultura familiar diversificada bom então eu não posso tratar agricultura de maneira uniforme eu quando trato da Agricultura eu tenho que entender que existem populações que estão 100 porcento inserida numa lógica de mercado não só por produto Mas é por pessoa física né e jurídico existem aqueles que não tem a menor condição de se inserir nas relações de mercado não é porque não tem só capital é porque não tem escala não tem terra e não tem lógica a o mercado não tem interesse
em absorver na lógica de produção em escala então nós quando tratamos de inovação social gente precisa localizar muito bem a nossa forma de atuação para esses diferentes públicos né aquele desde o super especializado até o diversificado aquele que tá totalmente integrada ao mercado e aquele que tá pouco integrado o e as relações de mercado são relações curtas relações de proximidade não necessariamente relações é mercantis do sistema agroalimentar hegemônico para isso metodologicamente falando quando a gente trata da Inovação social a gente necessariamente precisa entender em qual regime sociotécnico essa informação esse conhecimento essa tecnologia foi desenvolvido
o quê que isso quer dizer quem são os atores que compõem a rede onde esse conhecimento essa tecnologia vai circular Quem são os usuários não só beneficiarão mas quem são usuário os usuários que se beneficiaram desconhecimento e dessa tecnologia como é que se dá a essa rede como é que eu preciso participar enquanto instituição e dessa rede para que esse grupo confia em mim e partilhe conhecimento comigo partir de saberes comigo de maneira que eu possa absorver esses conhecimentos e integrá-los aos conhecimentos que eu tenho e que a gente desenvolva junto melhorias produtos processos tecnologias
e vice-versa né que linguagem eu preciso usar para que esses sujeitos possam se apropriar desse conhecimento sem ter que necessariamente está dependendo a cada três anos de um projeto para que seja desenvolvido com aquele povo Porque sem projeta esse grupo não sobrevive E aí isso a gente chama de adequação sociotécnica né a interação entre os diferentes sujeitos que compõem a sua rede de construção de conhecimento ciência e tecnologia essa essa perspectiva né traz tira a centralidade da tecnologia em si do produto em si e nenhum momento é uma negação da tecnologia de forma nenhuma mas
entendendo que a transformação na realidade social e econômica ela não se dá pela tecnologia em si eu tenho certeza que seu abriu o microfone aqui agora pelo menos E é umas 30 pessoas vão levantar as mãos e vão dizer eu tenho experiência de saber que tem tecnologia disponível e as pessoas adotam mas não consegue sair da sua condição porque a gente sabe que dependendo do contexto a tecnologia por si só não é capaz de mudar a realidade social de determinados grupos né outros dependendo da sua relação de integração das suas relações dentro dessas redes sociotécnicas
uma pequena mudança numa matriz tecnológica faz uma diferença enorme mas tem vários grupos que não que isso não acontece e isso a gente só é capaz de perceber se a gente está inserido neste grupo nesta rede sem participar dessa rede a gente vai continuar limitado a disponibilizar uma informação um conhecimento uma tecnologia e entendendo que a nossa que a nós a missão se encerra por aí né há a necessidade então da gente criar substrato cognitivo tecnológico entre os atores da Rede o que quis quer dizer é um é um princípio que na sociologia gente chama
de pluri epistemologia isso não mata ninguém é é de falar que todos os conhecimentos são válidos e são importantes nas suas dimensões né então não não tem saber mais nem saber menos são saberes diferentes e esses saberes diferentes se complementam e trazem informações necessárias para que a mudança seja pensada coletivamente com determinado grupo que vai ser beneficiado essa mudança então a quando a gente cria condições discuta muito mais do que dá fala a gente cria a confiança de partilha de problemas mas também de conhecimento sede vicissitudes adequação sociotécnico então é um processo por epistemológico na
relação Ciência Tecnologia e Desenvolvimento Social na linguagem a da Inovação e esta esta rede este substrato é chamado de nicho de inovação Então quais são os nichos de inovação que nós trabalhamos para permitir que a gente construa novidades que causam mudanças com impacto social né Eu particularmente vou contar uma experiência Nossa que mais o meu trabalho no Rio de Janeiro na Embrapa agrobiologia trabalha com uma rede de agricultores familiares A grande maioria produtores de hortaliças em que o meu trabalho Mais especificamente tem se dado tanto na o diabo ecossistemas para que eles possam entender melhor
o seu território mas também uma ação mais pontual específica na produção de mudas de hortaliças e uso de insumos biológicos com fixação biológica de nitrogênio tão e Identificar qual é o lixo que nós estamos inseridos né onde é que não com que público que nós trabalhamos e como trabalhamos independente do cubo da um pouquinho da nossa experiência lá né então a gente trabalha muito com visitas Esse é um grupo de técnicos da Emater do rio da de uma entidade pastoral de Assessoria Técnica de assistência técnica e extensão rural de uma cooperativa privada né visitando essa
senhora uma agricultura aqui é um trabalho de melhoramento participativo de milho né esse é o milho o dourado e a gente foi lá justamente porque era uma época de estiagem uma época em que boa parte de agricultores familiares tia que plantaram milho variedade é tiveram problema e ela conseguiu colher porque era ainda uma guardiã do Milho Eldorado que hoje é muito usado no centro-oeste também para uma rede grande de agricultores familiares mais de 3 mil agricultores familiares produzindo milho Eldorado e ela é uma das poucas que participou do processo de desenvolvimento desse milho ela Ela
guardou esse milho e aí foi feito um trabalho lá de tentar resgatar e ampliar para diminuir os impactos da estiagem na ocasião né a a gente também não só participa de visitas né Sempre põe a mão na massa tem que entender né aqui é um caso é desenvolvimento de máquinas para para a produção de farinha né e um dia aí são estudantes nós a no trabalho para entender a penosidade do trabalho e entender o cálculo de hora homem trabalhado para análise de custo de produção né no caso de um pouquinho do que é E aí
como é que a gente trabalha né dentro do portfólio de inovação social que é uma coisa recente ainda para nós dentro da Embrapa como é que nós trabalhamos na Perspectiva metodológica de construção do conhecimento para inovação social a gente trabalha num contexto territorial específico ou seja localizar De onde nós estamos falando e com quem esses atores né esse contexto territorial específica ele é multiscale ele vai desde o nível da propriedade comunidade município ou do próprio território em si a bom então entendendo a dinâmica de interação social que ali está Quem são os atores envolvidos e
quando a gente fala em atores envolvidos eu não tô falando só ensino pesquisa e extensão eu não tô falando só e agricultor não tô falando só do Agricultor do extencionista do educador e da educadora do pesquisador da pesquisadora eu tô falando desde a rede de consumidores vendedores quem se beneficia a Assessoria Técnica contexto político local entender Quais são os favoreceu a os condicionantes favoráveis e os condicionantes que dinamizam banco acesso a crédito entender quem é que está diretamente ligado a dinâmica da Agricultura naquele determinado território né E aí a primeira coisa que a gente faz
são os temas em potenciais que quando a gente chega numa determinada o grupo problemas tem um monte né se baterem na minha porta vou tirar os boletos em manhã vir um mês e a gente já começa depois de amanhã eu viro mesmo já começa a falar né de todos os problemas então a mesma coisa a gente chega junto um determinado grupo e identificar problemas a passíveis de diálogo em especial quando chega uma instituição que é reconhecida pela sua importância para esse grupo A o Rosário é enorme tô gente precisa priorizar né Quais são esses temas
em potencial para atuação priorizar na dimensão tempo priorizar na dimensão orçamento priorizar a dimensão capacidade humana de atendimento de corresponsabilização né a responsabilidade de Aço e compartilhar compromissos naquele processo algumas metodologia e chamam essa etapa de etapa de sonho outras de prospecção de interiorização né a partir daí a gente constrói os projetos em si que a gente tem chamado de projetos de inovação não mais projetos de pesquisa e desenvolvimento e projetos de extensão ou de transferência de tecnologia a gente tem chamar de projetos de inovação porque todos os atores assumem responsabilidade na etapa de criação
desde a etapa de criação de prospecção até a etapa de divulgação propriamente dito de implementação cada um com seu papel alguns mais alguns menos mas assumiram o compromisso com esse processo digo isso porque eu também trabalho com projetos na lógica tradicional de perder né e eu tenho colegas que a Rosa Cadê rosas rosas também participa no mesmo projeto que eu né Ah e eu tenho colegas que são referências mundiais em determinados temas esse a gente chega perto da pessoa e pergunta mas onde planta feijão caupi ir eu não sei e onde Quais são as variedades
de feijão-caupi que são mais fantasma não sei é qual é a produtividade do caupi ir para o centro-oeste Não sei então as pessoas a nossa lógica compartimentalizada de construção do conhecimento faz com que eu seja especialista não tema automaticamente a minha responsabilidade tá só naquilo que eu sou especialista não tenho mais a terminei aqui passei para outro né É a lógica encaixotada de ciência com isso eu não assumo responsabilidade no processo de transformação nem de uma realidade Econômica que está social né Não mas a minha parte eu fiz eu entendo de fertilidade Não minha parte
eu fiz eu entendo de melhoramento genético minha para quem não fez né Não eu usei um produto agora vai lá área de TT que dá conta de botar e botar no mercado e aí vai ficar o câmera igual um doido montando unidade demonstrativa para cá para lá para cá para lá para lá e para cá e da palestra e quando a gente vai monitorar o índice de adoção da tecnologia muito pouca e é muito baixo visto o montante de investimento que é feito daí então a gente tá precisando repensar essa nossa lógica de construção de
inovações né então a gente tem procurado chamar de projetos de inovação para que é Pense numa outra matriz cultural de desenvolvimento e se essa tecnologia para a Inovação né Então essa etapa algumas metodologias de planejamento propriamente dita de organização ou de design né Se vocês forem procurar metodologia de inovação é projetos de inovação cês vão achar muito a linguagem design que é de desenho de planejamento né o projeto colocado em prática Então vem etapa de perceber mudança avaliação mesmo monitoramento e avaliação identificar quais são os impactos gerados né saber o que que isso vai retroalimentar
dentro daquele ecossistema daquele grupo daquela rede o que é possível transpor para outras redes né metodologicamente então tem algumas metodologias que chamam de etapa de realizar ou de Celebrar né Celebrar Não no sentido de festa né mas de celebração mesmo de colocar em prática um determinado conhecimento que trouxe mudança né como consequência o que se espera é o empoderamento desses grupos aumento de controle social de poder de barganha de busca na simetria das oportunidades de acesso a novos mercados que porventura não eram acessados de melhoria na qualidade do produto acertado DP do do do tema
que seja objecto dupla dos projetos de inovação né Essa interação social esse espaço Então a gente tem chamado de ambientes de interação que nada mais são do que aqueles nichos de inovação a que eu me referi no slide anterior né e é isso né esse espaço de interação multiatores é o que também a gente chama de ecossistema de inovação o ecossistema de inovação ele não é composto só pelas instituições de ciência e tecnologia e pelas empresas ela é composta também pelo setor a público ela é composta também pelo consumidor né isso envolve uma dinâmica de
rede alto organizada visando a busca de inovações né então esses etapas só um pouco do que eu já falei nos lá é mas é porque eu quero chamar atenção aqui né é que essa essa inovação social onde a gente gera ideias testa junto implementa né Visa o crescimento A socialização é divulgação para mudanças nas relações sociais isso exige de nós que estão chegando num determinado grupo um olhar diferente naquele espaço então eu sou da área de sociologia e o que chego no lugar costumo sem prestar atenção nas pessoas eu vou com um colega que trabalha
a cúmplice Cultura vai chegar lá vai olhar o que que é possível é onde é que tem onde é que tem o peixe onde é que não tem o que que tem de produto no local que possa ser usado para alimentação tem um colega e a gente não olha não costuma olhar o todo como um ecossistema né entendendo essa dinâmica eu quando chego na minha casa eu sei onde tem um papel onde e é uma panela onde tem esse mas se chega uma visita é só vai visualizar aquilo que é perceptivo então a ideia da
gente repensar os métodos que a gente usa para entender esse agroecossistema né como é que nós olhamos diferente para Além de olhar um produto a em cima né então um pouquinho de uma metodologia que a gente tem usado para prospectar e entender a realidade né a Alícia já participou de uma formação com a gente especificamente nesse tema a as famílias Então são convidados a desenhar o mapa da sua propriedade esse desenho do mapa da propriedade ele não é necessariamente Para Ser Fiel para ser é confrontado com o mapa de satélite não é para isso o
mapa para que as famílias passem a olhar para o seu território como responsáveis pelo seu território né então antes de eu falar se esse alface vai ficar bem aqui ou ali ele precisa saber o que que ele tem ali na dinâmica para pensar o seu território e a gente diferencia esse espaço esse esse agroecossistema nas múltiplos nos múltiplos usos que o território tenha por exemplo tem horta tem horta né nesse caso aqui ela tem uma horta na verdade ela tem três hortas três talhões de horta Mas cada talhão de horta tem uma lógica de uso
e manejo diferente tem um tipo de produto diferente então são então três hortas diferente é o cinco ou seis estufa para produção de tomate o que que ela tem aí na propriedade e aqui o milho né Isso foi na época a gente fez por causa daquela questão do Milho que eu comentei com você a gente precisava olhar se esse milho realmente estava protegido de algum tipo de contaminação e aí depois disso Isso é uma agricultura que antes desse trabalho ela tinha um ato de falar aí eu não paro para fazer conta do que o ganho
do que eu gasto que se eu parar para fazer conta eu vou fechar no vermelho e eu não vou sobreviver para mais seja sobrevivesia 40 anos na sua função como é que você não sobrevive né Tá sobrevivendo que tem alguma coisa que tá acontecendo tem dinheiro circulando aí é tem renda monetária e renda não monetária que está permitindo que você continue na atividade E aí nós traçamos um fluxo de insumos e produtos da própria propriedade entender a dinâmica de relação é dentro desse agroecossistema de trocas que esse agroecossistema permite que a com é ali né
então onde é que eu vou entrar com inovação eu preciso entender isso aqui então às vezes eu vou sugerir numa lógica tradicional de inovação ela adotar uma tecnologia para um determinado é subsistema que ela tem ali lá na horta Mas se eu não tomar cuidado ao adotar uma nova tecnologia ela vai mexer em toda a dinâmica ecológica dos outros subsistema dentro da mesma propriedade e eu posso quebrar uma lógica de sustentabilidade que já acontecia então ao sugerir entrada de novidades para uma transformação ao sugerir inovações é importante que a gente tenha compromisso entender onde esse
produto está circulando que não é só para o mercado externo né então a não vou entrar em detalhes mas de entender como é que são feitas as trocas de insumo-produto o que que e aproveita o que que ela usa para abastecer a criação os animais o que que ela usa para autoconsumo o que que ela usa para comercializar no território na vizinhança o que ela usa para comercializar fora do território Que tipo de demanda que tem né isso aqui já tá mais organizado é o mesmo fluxo tão cada subsistema dela quais são os produtos que
tem quais são os insumos que usa para onde comercializa o que é trocado com a comunidade tá errada que só tá meio friozinho né e o que é acessada e para o estado né A então eu no mapa de oportunidades nosso dentro da Embrapa que a gente observou que são experiências que a Embrapa já tem com inovação social que ainda não estava sendo organizado nessa Perspective que a gente começa então com a criação do portfólio de inovação bom né ações de desenvolvimento sustentável real sustentável de desenvolvimento institucional de construção do conhecimento construção social da qualidade
de produtos de mercados da própria sociobiodiversidade né e os impactos que a gente espera então é incorporação de uma perspectiva territorial o olhar nos sistemas agroalimentares a pesquisa na tradução de uma abordagem interdisciplinar na realidade do mundo rural com isso o BNDS procura Embrapa no final de 2015 para trabalhar pedindo a nós né que auxiliar somos em alguns espaços em algumas redes onde o Ben 10 já fazia investimentos via Fundo Social e que eles percebiam que a qualidade técnica de alguns de alguns temas de alguns produtos ainda o investimento e traz para a gente uma
lista enorme de demandas né gente falou não não não é assim não dá por mais que o Ben 10 tenha recursos para investir nesses grupos a gente construir relações de confiança para serem executadas em 36 meses leva muito tempo não vai dar tempo então prioritariamente Vamos experimentar que o Ben 10 em vista em locais onde a Embrapa já tem experiência com redes que a Embrapa já a tua equipa e que sejam beneficiários do BNDS de alguma forma público beneficiário do Fundo Social do Ben 10 e que a gente possa então trabalhar com o construção de
inovações para melhoria e da qualidade de vida desse público com isso surge o programa de apoio à inovação Rural e ao desenvolvimento territorial sustentável vão o chamado programa inova social a Embrapa vem de Essa é a Fundação Eliseu Alves onde o Piauí tem um território contemplado dentro desse programa né esse programa são seis projetos inicialmente eles é na prática são projetos que já estão em execução desde a sua etapa de planejamento mas que é a parte tecnológica de produto e processo em si só deve tá começando ano que vem foi um ano para gestar o
projeto para pensar numa metodologia conjunto em que o banco pudesse entender você trabalhar com a lógica de banco de construção de inovação não é fácil banco põe o dinheiro que é o retorno tem um prazo tem que ter um produto palpável Enfim uma série de linguagens que a gente precisou ajustar por banco também toda hora passando no setor jurídico para a flexibilização enfim E aí ó fiz essa etapa toda na realidade tem faz dois anos em Fez 2 anos em setembro que a gente está nesse vai e vem para aprovar o programa para construir os
projetos e agora nós estamos na na fase de contratação para a liberação dos recursos né então são três projetos a inspirados na rota do cordeiro na rota de integração que é uma política pública né que mais específica tem a Rosa do cordeiro um no setor do no sertão do Cariri o outro nos Inhamuns e o outro no alto Camaquã no Rio Grande do Sul né e três para produção de sementes 2 para produção de sementes para comercialização sementes de hortaliças e grãos e um para semente para segurança alimentar e os Caso haja excedente para comercialização
e não há um pouquinho projeto dos de caprinos e ovinos que no território do cariri paraibano e no Agreste Pernambucano ele envolve três grandes cooperativas duas grandes cooperativas que tem as suas redes né ah e uma série de organizações sociais que dão assessoria para esses agricultores e isso é para trabalhar a construção da qualidade do leite caprino e especial pós as mudanças na regra para o pa não sei hoje como pa tá funcionando ou se está funcionando o outro projeto também é no território dos Inhamuns para caprinos e ouvinos mas aí não é mais leite
é carne a em especial na experiência da Manta de Tauá e na construção da qualidade com uma identidade territorial definida a produção dessa carne né e o outro projeto eu só fio três projetos aqui que que pegam a experiência do semiárido e o outro projeto é no território são 8 há 8 territórios né são oito territórios ficou pequenininho aqui então um dois três quatro são oito territórios contemplados para a produção de sementes nas mais variadas realidades em especial em especial com agricultores e agricultoras que são atendidos pelas redes de organização que compõem a articulação do
semiárido né só esse projeto responde por quase metade do total de famílias beneficiadas por todo o programa né Oi e aí os desafios gente para finalizar né a gente tem os nossos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável onde a agricultura ela é preponderante e assumir um compromisso com a melhoria da qualidade de vida da humanidade e na busca pela paz mundial a gente tá vendo cada vez mais a pressão sobre os recursos naturais e as consequências que a gente nem pode imaginar sobre essas restrições né ah mas para isso a gente precisa pensar então numa ciência
em uma tecnologia que de fato é mesmo a partir de uma destruição criativa né então chupeta e quando falava lá quando criou a a a o conceito de inovação e o e o desenvolvendo um modelo de desenvolvimento baseado na inovação tecnológica e ele falou muito de destruição bom então parafraseando essa destruição criativa como é que nós que estamos envolvidos com conhecimento Ciência e Tecnologia vamos assumir compromisso com uma outra forma de construir Ciência e Tecnologia que assuma responsabilidades com a transformação de uma realidade social e não mais só com a nossa atividade física alguém que
nós vamos assumir responsabilidade Em que momento na zona assumir responsabilidade de criar valor para os produtos os quais a gente atua a gente trabalha com os grupos os quais a gente atua a gente trabalha né E para isso a gente precisa Estar atento às aos cenários as tendências que os consumidores é trazem para a gente não só o consumidor da nossa tecnologia mas o consumidor do produto que se beneficia da é do nosso conhecimento na nossa tecnologia a Inovação social na agricultura Então ela tem a preocupação diversificação da produção das relações de consumo fortalecer circuitos
curtos de como comercialização valorização da cultura tradicional e da memória biocultural a memória biocultural é aquela que está associada a um território tão a gente vê muita gente Ah tá crescendo muito a busca por produtos de identidade de um determinado território de uma denominação de origem não isso É valorizado que a gente chama de memória biocultural né e entender que a comida é o alimento mediado pela cultura nós vimos hoje na parte da manhã agora a tarde tem um outro uma outra rodada de degustação né Ah e a gente comeu várias coisas aí é um
produtos oriundos do feijão-caupi né Se eu parar e pedir para vocês e fechar os olhos 20 segundos só pensa em um feijão caupi um em 25 dias e você pensou em que feijão-caupi como você pensou no feijão cálculo se você de preto é o acarajé é bom obrigada aí você quem E aí e você o feijão tropeiro né então o produto é o mesmo mas é a nossa relação cultural com aquele alimento que diz como é que aquilo vira comida né então a comida é o alimento mediado pela cultura mesmo que seja um alimento popularizado
do Oiapoque ao Chuí se eu falava parar para falar no arroz vai falar do Arroz da avó o arroz da tia o arroz da mãe o arroz Davizinho arroz grudado o arroz soltinho arroz branco arroz integral arroz Pilar Maria Isabel vai cada um pensar comida e o arroz de leite arroz de leite comida é o alimento mediado pela cultura e isso é essencial para diversidade de vida no planeta a gente uniformizando a nossa Matriz alimentar não é discurso político é biológico a gente está restringindo a nossa capacidade de sobrevivência ao longo dos séculos a gente
uniformizou nossa dieta numa velocidade tamanha e nós nos tornamos dependentes de uma série de nutrientes vindo externos para complementar Nossa qualidade nutricional e isso vai chegar um tempo que vai ficar insustentável E aí gente fazer inovação envolve então mais uma vez pensar Qual é a nossa relação de e o também como espaço público com setor público desde o nível local até o transnacional né então a gente tem uma série de legislações e políticas públicas por exemplo que a gente pode ver que trouxeram ganhos para o desenvolvimento de territórios como programa Brasil sem miséria a própria
a política não é comissão a política nacional de agroecologia e produção orgânica que olhou desenvolvimento a partir dos territórios mas a gente também tem iniciativas que atravancam o desenvolvimento da e adoção de inovações por essas famílias em especial acesso a crédito que fica centrado no modelo Urbano e industrial de agricultura não percebe a diversidade da Agricultura a multiplicidade de fatores que influenciam no desenvolvimento da Agricultura que não é só a é de commodities a gente tem problema com a legislação sanitária quando a gente fala de produtos artesanais produtos com identidade territorial a gente tem problemas
com a legislação para compras públicas para o nível de exigência para se executar as compras públicas compras públicas geralmente não permite a inclusão de uma série de beneficiários que deveriam ser o público final dessas tecnologias ou seja trabalho para a gente não falta né É isso que eu queria falar para vocês falei Tentei ser o mais breve possível para não tomar muito tempo né precisando a gente estar disposição mais uma vez obrigado [Aplausos] o inicialmente desejar um boa tarde a todos eu sou Cleber Alencar Estou como diretor de Agronegócios da secretaria de desenvolvimento Rural do
Estado também parabenizar a Embrapa meio-norte pela bela iniciativa nesse workshop que teve por objetivo proporcionar trazer novas tecnologias para os nossos produtores E aí eles Com certeza que estão né dispostos a aderir a Essas tecnologias tenho certeza que fará um grande diferencial em suas vidas e também é só a título de esclarecimento para a Doutora Cristiane né inclusive parabenizar pela belíssima apresentação com relação à questão do PA Doutora é o Piauí vem recebendo esse recurso do governo federal infelizmente ano a ano a gente tem uma redução do recurso e não essa de forma bem significativa
para vocês terem ideia no ano de 2015 nós recebíamos 18 milhões né no ano de 2016 houve uma redução para 12 milhões 17 reduziu mais ainda 6002018 ficamos apenas com 3 milhões isso para trabalhar uma proporção de números produtores na margem que fica bem reduzida mas em cima dessa problemática a secretaria em articulação é com universidades com outras instituições conseguiu fazer de forma com que os produtores pudesse tá passando essa produção para essas instituições e que de tal forma a gente pudesse Minimizar essa essa perca de forma institucional e agora só mais a título de
esclarecimento e desejar aos demais participantes um bom encontro obrigado obrigado essa essa questão do compromisso do espaço público com a dinamização do desenvolvimento e isso é muito importante né é isso a gente tava indo lá no Rio também no caso para da parte de hortaliça nem fomentando feiras também nesses espaços na rede Federal de educação tecnológica nas universidades E isso tem sido interessante Parabéns Valdenir para de estatística da Embrapa meio-norte e eu não sei se eu fiz a leitura errada mas dentro do projeto de inovação social e demais voltado para produtos orgânicos não não não
tem tem todos os tem não tem produto convencional também para experiência que a gente tem com a produção de vinhos no Rio Grande do Sul não do programa inova no inova social e nova social ele é tudo agroecológico foi uma exigência do BNDS a e até por parcerias internacionais que ele tem a própria demanda do fida né é que seja para produção agroecológica para agricultura familiar para diminuir a dependência individamento com aquisição de insumos na Isso é fato no BNDS sim mas dentro das ações de inovação social que a gente tem experiência na indo e
a gente tem experiência com construção da indicação geográfica no Vale dos Vinhedos com produtores familiares mais dentro de um sistema tradicional sistema convencional de cultivo de uva e Vinho muito bem E aí E aí